33º Domingo Comum

17 de Novembro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus fala de paz, F. dos Santos, NCT 216

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Este é o penúltimo domingo deste ano litúrgico. O próximo domingo é o domingo de Cristo Rei e o encerramento do Ano da Fé. Na piedade popular, o mês de novembro é assumido como o mês das Almas.

Tudo isto nos convida a meditar nas últimas verdades professadas no Credo, a vida eterna.

 

Acto penitencial

 

A celebração da Missa é o mistério central da fé e coloca-nos diante do mistério da ressurreição de Jesus e da vida eterna. Precisamos de um esforço de atenção a esta realidade consoladora.

Vamos pedir a Deus a sua ajuda por meio de seu Filho, o Salvador:

Senhor, que foste enviado pelo Pai…. (como no Missal).

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os antigos hebreus suspiravam pela vinda do Messias prometido. Esse dia era considerado o «Dia do Senhor» e, com essa vinda, esperavam obter a paz total.

 

Malaquias 3, 19-20a (Vulgata 4, 1-2a)

19Há-de vir o dia do Senhor, ardente como uma fornalha; e serão como a palha todos os soberbos e malfeitores. O dia que há-de vir os abrasará – diz o Senhor do Universo – e não lhes deixará raiz nem ramos. 20aMas para vós que temeis o meu nome, nascerá o sol de justiça, trazendo nos seus raios a salvação.

 

A leitura é tirada do final do profeta Malaquias: são os dois primeiros versículos do capítulo 4 da Vulgata; na bíblia Hebraica e na Neovulgata, o capítulo 3 tem mais 7 versículos (Mal 3, 19-34) que correspondem a Mal 4, 1-7. O profeta da época persa volta a insistir na doutrina dos profetas pré-exílicos acerca do dia de Yahwé, como dia de juízo, de castigo e terror para os maus, e de salvação para os que temem a Deus. Para estes «nascerá o sol de justiça – o Messias – trazendo a salvação nos seus raios, (à letra: nas suas asas; as asas do Sol são uma bela metáfora para designar os seus raios).

 

Salmo Responsorial     Sl 97 (98), 5-9 (R. cf. 9)

 

Monição: Jesus é o Messias prometido, e é a nossa paz. A sua morte redentora e a ressurreição gloriosa são o «Dia do Senhor» A paz em plenitude só se alcança no céu, quando se revelarem os segredos de todos os corações. Esse será em plenitude o «Dia do Senhor»

 

Refrão:        O Senhor virá governar com justiça.

 

Ou:               O Senhor julgará o mundo com justiça.

 

Cantai ao Senhor ao som da cítara,

ao som da cítara e da lira;

ao som da tuba e da trombeta,

aclamai o Senhor, nosso Rei.

 

Ressoe o mar e tudo o que ele encerra,

a terra inteira e tudo o que nela habita;

aplaudam os rios

e as montanhas exultem de alegria.

 

Diante do Senhor que vem,

que vem para julgar a terra;

julgará o mundo com justiça

e os povos com equidade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: No tempo de S. Paulo, devido às perseguições contínuas, espalhou-se a ideia de que o fim do mundo estava iminente, e alguns deixaram de trabalhar. S. Paulo corrige essa ideia e estimula ao trabalho.

 

2 Tessalonicenses 3, 7-12

Irmãos: 7Vós sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos entre vós desordenadamente, 8nem comemos de graça o pão de ninguém. Trabalhámos dia e noite, com esforço e fadiga, para não sermos pesados a nenhum de vós. 9Não é que não tivéssemos esse direito, mas quisemos ser para vós exemplo a imitar. 10Quando ainda estávamos convosco, já vos dávamos esta ordem: quem não quer trabalhar, também não deve comer. 11Ouvimos dizer que alguns de vós vivem na ociosidade, sem fazerem trabalho algum, mas ocupados em futilidades. 12A esses ordenamos e recomendamos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que trabalhem tranquilamente, para ganharem o pão que comem.

 

S. Paulo, em face da falsa ideia da iminência da parusia, ou segunda vinda de Cristo, que circulava em Tessalónica e que levava alguns à ociosidade e ao desinteresse pelo trabalho (cf. 2 Tes 2, 2), vê-se forçado a falar com energia acerca da necessidade de trabalhar. Recorre mesmo à ironia: «quem não quer trabalhar, também não deve comer!» (v. 10). Como se vê, a fé pregada pelos Apóstolos nada tinha de alienante, mas tudo ao contrário.

10 «Quando ainda estávamos convosco…». Daqui se deduz que a doutrina sobre o trabalho tinha grande importância na pregação de S. Paulo, pois já a tinha pregado durante a rápida evangelização da cidade de Tessalónica.

 

Aclamação ao Evangelho        Apoc 2, 10c

 

Monição: Na vida social e religiosa do antigo povo de Israel, ocupavam um lugar central a Lei de Moisés, o dia de Sábado e o Templo de Jerusalém. Jesus alterou essa estrutura e anunciou o fim definitivo do Templo. 

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Erguei-vos e levantai a cabeça,

porque a vossa libertação está próxima.

 

 

Evangelho

 

Lucas 21, 5-19

Naquele tempo, 5comentavam alguns que o templo estava ornado com belas pedras e piedosas ofertas. Jesus disse-lhes: 6«Dias virão em que, de tudo o que estais a ver, não ficará pedra sobre pedra: tudo será destruído». 7Eles perguntaram-Lhe: «Mestre, quando sucederá isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?» 8Jesus respondeu: «Tende cuidado; não vos deixeis enganar, pois muitos virão em meu nome e dirão: ‘Sou eu’; e ainda: ‘O tempo está próximo’. Não os sigais. 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoltas, não vos alarmeis: é preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». 10Disse-lhes ainda: «Há-de erguer-se povo contra povo e reino contra reino. 11Haverá grandes terramotos e, em diversos lugares, fomes e epidemias. Haverá fenómenos espantosos e grandes sinais no céu. 12Mas antes de tudo isto, deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. 13Assim tereis ocasião de dar testemunho. 14Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. 15Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. 16Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós 17e todos vos odiarão por causa do meu nome; 18mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. 19Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.

 

Para compreendermos melhor o «discurso escatológico» do Senhor nos três Sinópticos temos de ter em conta, por um lado, o estilo apocalíptico já usado nos Profetas e muito em voga na época, em que se recorria sistematicamente a imagens arrojadas, como convulsões cósmicas – fenómenos espantosos e grandes sinais no céu (v. 11) –, a anunciar a chegada do supremo Juiz. Por outro lado, na mentalidade judaica, que era a dos discípulos, a destruição do Templo era inseparável do fim do mundo e do juízo final (2ª vinda de Cristo). Jesus não pretende esclarecer definitivamente esta questão teorética e curiosa, nem o autor inspirado que, apesar do seu estofo de historiador, não devia estar em condições de fazer uma destrinça perfeita do que se refere ao fim de Jerusalém e ao fim do mundo. Com efeito, ainda que S. Lucas seja mais minucioso nos pormenores relativos ao fim do Templo, não é certo que tenha escrito o seu Evangelho após estes acontecimentos do ano 70 e, em qualquer dos casos, é de uma grande fidelidade às fontes.

Nos Evangelhos os dois acontecimentos não se confundem, mas também não se destrinçam perfeitamente, o que até pode ser intencional, se considerarmos que a destruição do Templo e da cidade de Jerusalém são como que uma figura, um símbolo e um sinal da catástrofe do fim do mundo. Também, dado o género apocalíptico, não podemos concluir que o fim do mundo será mesmo uma catástrofe, como por vezes se pensa. O fim de Jerusalém não foi catástrofe para os cristãos que, avisados por este discurso, tinham abandonado a cidade a tempo e se viram mais livres da fúria dos judeus. O fim do mundo só pode ser temível para os inimigos de Deus, que põem toda a sua única esperança num mundo que inexoravelmente se lhe escapará; para os que amam a Deus, «todas as coisas concorrerão para o bem» (Rom 8, 28) e nenhum cabelo… se perderá (v. 18).

7 «Quando será tudo isto?» Jesus não é um adivinho que está à disposição dos seus para lhes satisfazer a natural curiosidade acerca do futuro. Jesus é o Mestre que sente necessidade de acautelar os seus discípulos das graves dificuldades que hão-de surgir, a fim de que estes, já prevenidos, não venham a desanimar: «Não vos deixeis enganar» (v. 8); «não vos alarmeis» (v. 9).

9 «É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim». Jesus não quer que consideremos as catástrofes e perseguições de que fala como sinais dum fim do mundo imediato! O Evangelho há-de estender-se a toda a gente e a todos os lugares, não num mar de rosas e num condicionalismo ideal e privilegiado, mas precisamente no meio de todas as dificuldades, mesmo as proverbialmente tidas como as maiores – guerras, grandes terramotos, fomes e epidemias (vv. 10-11) – e no meio das perseguições. Jesus só exige dos seus uma fé grande: «Não os sigais» (v. 8), «não vos alarmeis» (v. 9), e «perseverança» (v. 19).

No texto cruzam-se três planos: a destruição de Jerusalém, o tempo intermédio e o fim dos tempos. Jesus quer que nos centremos no tempo que nos toca viver, o tempo intermédio, que exige uma série de atitudes: «não vos deixeis enganar» (v. 8), «não vos alarmeis» (v. 9), «tereis ocasião de dar testemunho» (v. 12-13), «perseverança» (v. 19).

 

Sugestões para a homilia

 

a. Estamos no final de mais um ano litúrgico que é também o final do «Ano da fé». Durante este ano, o Papa mandou estudar e rezar com mais fervor o Credo, que é a síntese da nossa fé e que foi rezado no dia do nosso batismo.

O Credo começa pela afirmação da fé em Deus Pai Criador e termina pela proclamação da vida eterna. Tudo começou em Deus, a fonte de vida, e tudo regressa a Ele. O dia de hoje lembra sobretudo a última parte do Credo, os últimos acontecimentos do mundo, a «ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir», ou seja, a vida eterna.

A parte central do Credo é ocupada pela profissão da fé em Jesus Cristo enviado pelo Pai como a Luz do mundo e Salvador. A sua vinda era entendida pelos antigos hebreus como o «Dia do Senhor» e a vinda final de Jesus, de que fala o Evangelho de hoje, constituirá o «Dia do Senhor» por excelência, o dia em que revelará todo o seu poder e misericórdia.

 

b. A nossa vida decorre, portanto, entre estes dois parâmetros – a fé na Criação e o encontro definitivo com Deus. O trabalho pessoal prolonga a Criação e prepara o Céu.

A grande tentação do mundo é empenhar-se tanto nas tarefas do mundo que se esqueçam o princípio e o fim, confundindo as explicações científicas acerca das profundas mudanças da terra com o acto criador, e as futuras mudanças que a terra há-de ter com a eternidade. (Catecismo da Igreja Católica n282,s)

Mesmo entre muitos cristãos, tem diminuído a fé na vida eterna, como advertiu o Papa Bento XVI quando esteve em Lisboa em 2010 (Porta fidei,2)

 

c. O «Ano da fé» que está a concluir-se, foi proclamado para tomarmos consciência do que significa ser cristão, libertando-nos das confusões da cultura moderna; para celebrarmos melhor a fé e para a difundirmos pelo testemunho de vida e pela palavra. Agora que o Ano da fé está a chegar ao fim, é tempo de fazermos um breve balanço do modo como vivemos cada uma destas três finalidades:

- Lemos algum livro sobre a fé católica? Ouvimos alguma conferência? Participamos em algum encontro catequético? Prestou-se atenção aos conteúdos da fé na catequese das crianças? Fez-se a difusão do «Catecismo da Igreja Católica» na sua versão adulta e para jovens?

- Aprendemos a celebrar e a participar melhor na celebração da Missa? Aumentou o número dos praticantes? Melhorou o modo de proclamar os textos bíblicos, canta-se com mais piedade, e entende-se melhor o que se celebra?

- Praticaram-se as devoções cristãs -Terço, Via sacra, Novenas dos santos - que a Igreja quer se mantenham e se melhorem pela introdução de textos da Bíblia e ligação ao ritmo da liturgia?

- Melhorou a frequência da Confissão e a prática da Unção dos Doentes?

- Soubemos esclarecer pessoas que vivem confusas? Aceitamos com humildade e coragem corrigir a nossa vida ou continuamos a tentar torcer o Evangelho conforme as nossas conveniências? A nossa fé é mais entusiasta e empenhada ou continuamos à espera que outros façam tudo?

Estejamos atentos ao que a nossa diocese vai programar para o ano

 

Fala o Santo Padre

 

«A terra foi confiada por Deus Criador ao homem para que a cultive e guarde.»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Na segunda Leitura da Liturgia de hoje, o apóstolo Paulo ressalta a importância do trabalho para a vida do homem. Este aspecto é recordado também pelo «Dia de Acção de Graças», que tradicionalmente se celebra na Itália neste segundo domingo de Novembro como a acção de graças a Deus no final da época das colheitas. Mesmo se noutras áreas geográficas os tempos dos cultivos naturalmente são diversos, hoje gostaria de me inspirar nas palavras de São Paulo para fazer algumas reflexões, sobretudo acerca do trabalho agrícola.

A crise económica que está a decorrer, da qual se tratou também nestes dias da reunião do chamado G20, deve ser considerada em toda a sua seriedade: ela tem numerosas causas e faz uma forte chamada a uma revisão profunda do modelo de desenvolvimento económico global (cf. Enc.Caritas in veritate, 21). É um sintoma agudo que se acrescentou a outros muito mais graves e já conhecidos, como o persistir do desequilíbrio entre riqueza e pobreza, o escândalo da fome, a emergência ecológica e, agora também ele geral, o problema do desemprego. Neste quadro, é decisivo um relançamento estratégico da agricultura. De facto, o processo de industrialização por vezes obscureceu o sector agrícola, que, mesmo sendo por sua vez beneficiado pelos conhecimentos e técnicas modernas, contudo perdeu importância, com notáveis consequências também a nível cultural. Parece-me que chegou o momento de fazer uma chamada à reavaliação da agricultura não em sentido nostálgico, mas como recurso indispensável para o futuro.

Na actual situação económica, a tentação para as economias mais dinâmicas é de recorrer a alianças vantajosas que, contudo, podem resultar pesadas para outros Estados mais pobres, prolongando situações de pobreza extrema de multidões de homens e mulheres e esgotando os recursos naturais da terra, confiada por Deus Criador ao homem – como diz o Génesis – para que a cultive e guarde (cf. 2, 15). Além disso, apesar da crise acontece também que em países de antiga industrialização se incentivam estilos de vida orientados para um consumo insustentável, que se manifestam nocivos para o meio ambiente e para os pobres. Então é necessário apostar de modo deveras harmonioso, num novo equilíbrio entre agricultura, indústria e serviços, para que o desenvolvimento seja sustentável, e a ninguém faltem pão e trabalho, e o ar, a água e os outros recursos primários sejam preservados como bens universais (cf. Enc. Caritas in veritate, 27). Por isso, é fundamental cultivar e difundir uma clara consciência ética, à altura dos desafios mais complexos do tempo presente; educar todos para um consumo mais sábio e responsável; promover a responsabilidade pessoal juntamente com a dimensão social das actividades rurais, fundadas em valores perenes, como o acolhimento, a solidariedade, a partilha da fadiga no trabalho. Muitos jovens já escolheram este caminho; também diversas pessoas formadas voltam a dedicar-se à empresa agrícola, sentindo que assim respondem não só a uma necessidade pessoal e familiar, mas também a um sinal dos tempos, a uma sensibilidade concreta pelo bem comum.

Rezemos à Virgem Maria, para que estas reflexões possam servir de estímulo para a comunidade internacional, enquanto elevamos a Deus o nosso agradecimento pelos frutos da terra e do trabalho do homem.

 

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 14 de Novembro de 2010

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O nosso Deus, o melhor dos pais, ama-nos infinitamente

e está sempre atento às nossas necessidades de cada dia.

Mas, para que nos demos conta das graças recebidas,

deseja, por divina pedagogia, que lhas apresentemos.

Façamo-lo, orando com fé e confiança:

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

1. Para que o Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos

    ajudem todos os cristãos a escolher os verdadeiros bens,

    oremos, irmãos.

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

2. Para que os nosso Seminários diocesanos e religiosos

    formem os bons Pastores de que todos necessitamos,

    oremos, irmãos.

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

3. Para que os casais examinem profundamente a sua vida

    e procurem acertá-la sempre e em tudo pela vontade de Deus

    oremos, irmãos.

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

4. Para que os jovens, por uma escolha generosa e fiel,

    preparem, desde já, uma vida feliz na terra e na eternidade

    oremos, irmãos.

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

5. Para que todos os famintos, idosos e doentes terminais

    sejam confortados pela esperança do prémio da Vida Eterna,

    oremos, irmãos.

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

6. Para que todos os fiéis defuntos que são purificados

    vejam, quanto antes, realizada a sua esperança do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Preparai-nos, Senhor, para o Vosso Dia!

 

Senhor, que nos chamastes à vida presente na terra,

como tempo de prova para uma eternidade feliz:

ensinai-nos e ajudai-nos a viver com fidelidade

para Vos contemplarmos para sempre no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Monição da Apresentação dos dons

 

Todos os bens da terra são um dom de Deus ao homem. O homem deve aprender a agradecer todos esses dons, acrescentando-lhes o trabalho pessoal.

A própria morte de Jesus na cruz é o dom maior da misericórdia de Deus à humanidade, que tudo transforma

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, M. Simões, NRMS 38

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: S. Marques, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é o sacramento da Páscoa da ressurreição. Neste penúltimo domingo do ano litúrgico, falemos com o Senhor sobre a nossa morte pessoal e sobre a sua vinda definitiva em glória.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, à porta e chamo, F. da Silva, NRMS 22

Salmo 72, 28

Antífona da comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

Ou:    Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração ser-vos-á concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Ó meu Senhor, eu Te dou graças, NRMS 103-104

 

Oração depois da comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Um dia virá em que não regressaremos a casa, por haver terminado a nossa vida. Vamos então viver esta semana da nossa vida em união alegre com o Senhor, e assim teremos a paz em cada dia.

 

Cântico final: Vamos partir, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

2ª Feira, 18-XI: Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo.

Act 28, 11-16. 30-31 / Mt 14, 22-33

O barco já se afastara da terra muitos estádios e era açoitado pelas ondas, por o vento ser contrário.

Celebramos o aniversário da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. É uma boa oportunidade para meditarmos sobre a Igreja, apoiada sobre o fundamento dos principais Apóstolos do Senhor.

«Até esse dia, a Igreja avança na sua peregrinação por entre as perseguições do mundo e das consolações de Deus» (CIC, 769). Foi o que aconteceu com o barco, que representa a Igreja, onde seguiam Pedro e os outros discípulos. Deus ajuda sempre. Podemos pedir concretamente, através de S. Pedro e S. Paulo, que a doutrina de Cristo e seus sucessores chegue a todos os recantos da terra (Oração).

 

3ª Feira, 19-XI: Exemplos de generosidade e fidelidade.

2 Mac 6, 18-31 / Lc 19, 1-10

Zaqueu esforçou-se por ver quem era Jesus mas, devido à multidão, não podia vê-lo, por ser ele próprio de baixa estatura.

Jesus conseguiu ler no íntimo de Zaqueu o desejo de conhecê-lo e quis hospedar-se em casa dele. A conversão de Zaqueu foi muito rápida, deixando-nos um exemplo de arrependimento, de reparação e de generosidade. Os encontros com Cristo facilitarão igualmente as nossas pequenas conversões e ajudar-nos-ão a sermos mais generosos com os demais.

Eleazar também nos deixou um belo exemplo de fidelidade e generosidade (Leit.). Sofreu o martírio: «com a sua morte deixou, não só aos jovens, mas também à maioria dos da sua raça, um exemplo de coragem e uma nobre lição de virtude» (Leit.)

 

4ª Feira, 20-XI: Coerência e a transformação da sociedade.

2 Mac 7, 1. 20-31 / Lc 19, 11-28

Os seus concidadãos detestavam-no e mandaram uma delegação atrás dele, para dizer: Não queremos que ele seja nosso rei.

É um grito desolador que ainda hoje se ouve na sociedade, em tantos campos. Mas Deus concedeu-nos os talentos (Ev.), para conseguirmos que ele reine na sociedade, na cultura, no progresso científico, etc: «A vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes reforça, o seu dever de aplicar a energias e os meios recebidos do Criador no serviço da justiça e da paz neste mundo» (CIC, 2820).

Um dos talentos que devemos usar para a implantação do reino de Cristo é a fidelidade à fé e aos ensinamentos do Senhor (Leit: o exemplo da mãe e dos 7 filhos mártires).

 

5ª Feira, 21-XI: Apresentação de Nª Senhora: Os hábitos da família de Deus.

Zac 2, 14-17 / Mt 12, 46-50

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti.

Celebramos a dedicação, a entrega plena de Nª Senhora a Deus. É um bom dia para a louvarmos e nos alegrarmos com Ela: «Ela foi, por pura graça, concebida sem pecado, como a mais humilde das criaturas, a mais capaz de acolher o dom inefável do Omnipotente. É a justo título que o Anjo Gabriel a saúda como 'filha de Sião'. Avé (=Alegra-te) (Leit.)» (CIC, 722).

Queremos igualmente fazer parte da família do Senhor: «Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: 'Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai...' (Ev.)» (CIC, 2233).

 

6ª Feira, 22-XI: As nossas disposições no templo.

1 Mac 4, 36-37. 52-59 / Lc 19, 45-48

Quando Jesus entrou no Templo, começou a expulsar os vendedores, a quem dizia: 'Está escrito: A minha casa será casa de oração'.

Uma vez que os pagãos tinham profanado o templo, Judas Macabeu e os seus irmãos, depois da vitória, decidiram purificá-lo e agradecer a Deus a sua ajuda (Leit.). Uma coisa semelhante fez Jesus ao entrar no templo, e ver que estava transformado em antro de salteadores, expulsou-os e Ele próprio estava lá todos os dias a ensinar (Ev.).

Quando entramos numa igreja, deixemos lá fora todos os pensamentos inúteis, as conversas desnecessárias. Vamos ali com desejo de agradecer a Deus a sua entrega para nossa salvação, para cumprimentá-lo no Sacrário, para estarmos recolhidos e a falar com Ele.

 

Sábado, 23-XI: O 'segredo da ressurreição'.

1 Mac 6, 1-13 / Lc 20, 27-40

E não se trata de um Deus de mortos, mas de vivos, porque, para Ele, todos vivem.

Os saduceus negavam a ressurreição dos mortos e, para apoiar o seu ponto de vista, puseram este caso ao Senhor (Ev.). Jesus responde-lhes, dizendo: «A fé na ressurreição dos mortos assenta na fé em Deus, que 'não é um Deus de mortos, mas de vivos'» (CIC, 993).

A Eucaristia é também o segredo da ressurreição: «Na Eucaristia recebemos a garantia também da ressurreição do corpo no fim do mundo: 'Quem come e minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia'. Pela Eucaristia, assimila-se, por assim dizer, o 'segredo da ressurreição'» (I.V. Eucaristia, 18).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         D. Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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