32º Domingo Comum

10 de Novembro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até vós, Senhor, F. dos Santos, NCT 213

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nós acreditamos em Jesus Cristo que afirmou “Eu sou a ressurreição e a vida!” A liturgia deste domingo garante-nos que a vida não acaba, apenas se transforma. A esperança cristã abre-nos horizontes de vida eterna. Em comunhão com toda a Igreja podemos rezar: Creio na ressurreição da carne. Creio na vida eterna!

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: «O Rei do universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna»

A primeira leitura oferece-nos o testemunho de sete irmãos que deram a vida pela sua fé, durante a perseguição movida por Antíoco IV Epifanes. Os sete irmãos enfrentaram a tortura e a morte porque tinham a certeza de que existe uma vida eterna: “Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus, que nos ressuscitará.”

 

2 Macabeus 7, 1-2.9-14

1Naqueles dias, foram presos sete irmãos, juntamente com a mãe, e o rei da Síria quis obrigá-los, à força de golpes de azorrague e de nervos de boi, a comer carne de porco proibida pela Lei judaica. 2Um deles tomou a palavra em nome de todos e falou assim ao rei: «Que pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos para morrer, antes que violar a lei de nossos pais». 9Prestes a soltar o último suspiro, o segundo irmão disse: «Tu, malvado, pretendes arrancar-nos a vida presente, mas o Rei do universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna, se morrermos fiéis às suas leis». 10Depois deste começaram a torturar o terceiro. Intimado a pôr fora a língua, apresentou-a sem demora e estendeu as mãos resolutamente, 11dizendo com nobre coragem: «Do Céu recebi estes membros e é por causa das suas leis que os desprezo, pois do Céu espero recebê-los de novo». 12O próprio rei e quantos o acompanhavam estavam admirados com a força de ânimo do jovem, que não fazia nenhum caso das torturas. 13Depois de executado este último, sujeitaram o quarto ao mesmo suplício. 14Quando estava para morrer, falou assim: «Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará; mas tu, ó rei, não ressuscitarás para a vida».

 

A leitura introduz-nos num tema bem apropriado para o fim do ano litúrgico, que nos leva a reflectir sobre os novíssimos – as últimas realidades – do homem: é o tema da ressurreição presente na 1ª leitura e no Evangelho. O texto de 2 Mac aparece expurgado daqueles pormenores mais chocantes de crueldade selvagem, mas valia a pena ler todo o capítulo VII, num estilo patético, comovedor e empolgante. Os 7 Irmãos Macabeus são venerados como mártires na Igreja Católica, bem como o velo Eliázer. No texto só há referência ao 2º, 3º e 4º irmãos.

2 «Estamos prontos para morrer». É certo que a lei que proibia comer a carne de porco era uma lei positiva, que não obrigava com um grave incómodo. Mas a verdade é que, neste caso, estava em jogo uma lei superior, a de não abjurar a fé, lei que obriga com o sacrifício da própria vida. A imposição do rei visava a destruição da religião verdadeira. Que belo exemplo para os cristãos se saberem comportar com a audácia e firmeza inquebrantável perante as muitas ameaças, também hoje bem planeadas, para destruir os padrões de vida cristãos, pela introdução de novas formas de paganismo na nova sociedade do futuro, mas que não tem futuro, se pretendem que seja sem Deus e fechada aos valores do espírito.

14 «Tu, ó rei, não hás-de ressuscitar para a vida», mas sim «para a vergonha do castigo eterno» (cf. Dan 12, 1; Mt 25, 31-46).

 

Salmo Responsorial     Sl 16 (17), 1.5-6.8b.15 (R. cf. 15b)

 

Monição: Com o salmista supliquemos: “Senhor, mereça eu contemplar a vossa face e ao despertar saciar-me com a vossa imagem”. Terminada a nossa caminhada neste exílio terrestre, verenos a Deus face a face! Cantemos cheios de gratidão:

Senhor, ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Refrão:        Senhor, ficarei saciado,

                     quando surgir a vossa glória.

 

Ouvi, Senhor, uma causa justa,

atendei a minha súplica.

Escutai a minha oração,

feita com sinceridade.

 

Firmai os meus passos nas vossas veredas,

para que não vacilem os meus pés.

Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,

ouvi e escutai as minhas palavras.

 

Protegei-me à sombra das vossas asas,

longe dos ímpios que me fazem violência.

Senhor, mereça eu contemplar a vossa face

e ao despertar saciar-me com a vossa imagem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: “O Senhor vos torne firmes em toda a espécie de boas obras e palavras.”

S. Paulo fez a experiência do que é sentir-se acabrunhado pelo sofrimento; aprendamos com ele a confiar na fidelidade de Jesus Cristo, enquanto “aguardamos com perseverança” a sua vinda gloriosa.

 

2 Tessalonicenses 2, 16 – 3, 5

Irmãos: 15Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, eterna consolação e feliz esperança, confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras. 1Entretanto, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e seja glorificada, como acontece no meio de vós. 2Orai também, para que sejamos livres dos homens perversos e maus, pois nem todos têm fé. 3Mas o Senhor é fiel: Ele vos dará firmeza e vos guardará do Maligno. 4Quanto a vós, confiamos inteiramente no Senhor que cumpris e cumprireis o que vos mandamos. 5O Senhor dirija os vossos corações, para que amem a Deus e aguardem a Cristo com perseverança.

 

Na parte final desta pequena carta (consta apenas de 3 capítulos), são feitas diversas exortações morais, introduzidas com pedidos de oração.

3, 1 «Orai por nós para que a Palavra do Senhor se propague rapidamente». É mais uma passagem onde se pode ver a necessidade da oração para a eficácia do apostolado. Notar como o próprio S. Paulo está a pedir oração a cristãos, certamente menos santos do que ele. Com efeito, embora sejamos indignos e miseráveis, somos filhos de Deus, e Deus, como Pai que é, não deixa de se comover com os gemidos dum filho pequeno em apuros. É certo que Ele não precisa das nossas orações, mas nós precisamos de nos pôr em condições de receber a graça que tem para nos dar.

 

Aclamação ao Evangelho        Ap 1, 5a.6b

 

Monição: Jesus disse aos saduceus: “Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos!”

Acreditamos em Jesus Cristo! “Ele é o Primogénito dos mortos. A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos”. Acreditamos no mistério da ressurreição dos mortos: “Amen! Aleluia! Creio na ressurreição da carne! Aleluia!” 

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia Gregoriano

 

Jesus Cristo é o Primogénito dos mortos.

A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 20, 27-38

Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: 28«Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. 29Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. 30O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; 31e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?» 34Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. 35Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. 36Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. 37E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor 'o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'. 38Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

 

O episódio insere-se na estratégia dos inimigos de Jesus para encontrarem um pretexto a fim de «O surpreender em alguma palavra, para O entregarem ao poder e à jurisdição do governador» (Lc 20, 20); desta vez a armadilha não era de carácter politico, como a do tributo a César, mas de tipo religioso, uma questão que dividia os dois grupos judaicos mais influentes, o problema de saber qual era a sorte final dos que morriam; os fariseus admitiam a ressurreição, ao contrário dos saduceus, que a negavam.

28 «Moisés deixou-nos escrito...» É a lei do levirato (levir, em latim significa cunhado), segundo a qual a viúva devia casar com o cunhado ou o parente mais próximo, caso tivesse ficado viúva sem ter filhos (cf. Dt 25, 5 ss). O caso proposto, absolutamente inverosímil, é só para tornar mais flagrante o ridículo duma mulher com sete maridos e reforçar o embaraço em que Jesus é metido, já que a poliandria era então absolutamente inaceitável.

35 «Não se casam». O celibato apostólico não é uma instituição meramente funcional (estar plenamente disponível para o trabalho do Reino); com efeito, além de exprimir a total doação de Cristo à Igreja, sua Esposa, ele antecipa, como testemunho fortemente expressivo, a realidade perene da vida futura para além da morte. Eis o comentário do Papa João Paulo II: «A verificação – ‘quando ressuscitarem dentre os mortos..., não tomarão mulher nem marido’ – indica que há uma condição de vida, isenta de matrimónio, em que o homem, varão e mulher, encontra ao mesmo tempo a plenitude da doação pessoal e da inter-subjectiva comunhão de pessoas, graças à glorificação de todo o seu ser psicossomático, na união perene com Deus. Quando a chamada à continência ‘para o Reino dos Céus’ encontra eco na alma humana, nas condições de temporalidade, isto é, nas condições em que as pessoas ordinariamente ‘tomam mulher e marido’ (v. 24), não é difícil captar nisso uma particular sensibilidade do espírito humano, que já nas condições da temporalidade parece antecipar aquilo de que o homem se tornará participante na ressurreição futura» (Audiência geral de 10/3/82).

36 «Já não podem morrer, pois são como Anjos». Neste mundo, o casamento tem por fim objectivo perpetuar a espécie, por isso, se na outra vida já não se morre, também a gente já não se casa, como os Anjos, que são imortais.

38 «Para Ele todos estão vivos». Jesus Cristo tira partido da expressão «o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob» para ensinar que, embora estes Patriarcas tenham morrido, permanece uma relação pessoal entre Deus e eles, pois vivem em Deus. Podemos concluir com verdade que as suas almas são imortais e que eles hão-de ressuscitar com o seu corpo.

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus disse aos saduceus: “Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos!”

 

A fé na ressurreição é o tema central da primeira leitura e do Evangelho. A certeza da ressurreição levou muito tempo a tornar-se motivo de fé para o povo bíblico. Contudo, no livro dos Macabeus, donde foi extraída a primeira leitura, ela já é claramente professada não só por palavras, mas pelo testemunho dos sete jovens irmãos e sua mãe, martirizados pelo rei Antíoco: “O Rei do Universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna; o próprio Deus nos ressuscitará.”

No tempo de Jesus, os Saduceus não acreditavam na Ressurreição. Só consideravam dignos de fé os primeiros livros da Bíblia. Então, para atacar e mostrar que esta fé não tinha sentido, contam uma história: “uma mulher casou sucessivamente, com sete irmãos, cumprindo a lei, segundo a qual, o irmão de um defunto que morreu sem filhos, devia casar com a viúva, a fim de dar descendência ao falecido (Dt 25,5-10). Quando ressuscitarem, de quem será esposa esta mulher que casou com os sete irmãos?” Respondendo aos saduceus, Jesus afirma que a ressurreição não é uma simples continuação da vida presente, mas uma vida nova e distinta, uma vida de plenitude. A questão do casamento não se porá, pois “seremos semelhantes aos anjos”, quer dizer, na “vida futura”, sendo já imortais, não será necessário gerar filhos. O nosso ofício será servir e louvar a Deus. Jesus ensina a certeza da ressurreição, citando a passagem do episódio da sarça-ardente, em que Deus se revelou a Moisés como “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob (Ex 3,6). Isso quer dizer que os patriarcas não estão mortos, mas vivem em Deus. Portanto, os nossos defuntos estão vivos! Vivem em Deus! Deus é o autor da Vida! “Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos!” (conf. Noel Quesson, Parole de Dieu,657).

As grandes religiões acreditam numa vida para além da sepultura, mas nos dias de hoje, no Ocidente, muita gente não acredita em nenhuma forma de vida depois da morte. Diante desta incredulidade nós queremos ser portadores da esperança na ressurreição. Queremos dar testemunho do ensino de Jesus, o nosso divino Mestre, Caminho, Verdade e Vida. A quem nos pergunta a razão da nossa alegria podemos responder com o último dos irmãos, antes de morrer: “Temos a esperança em Deus que nos ressuscitará!”

Com o salmista nós desejamos contemplar a Face de Deus e saciar-nos com a Sua glória, quando os nossos olhos se abrirem e despertarmos do sono da morte. Os ressuscitados viverão a vida divina, livres de todas as limitações e obrigações da vida terrena. Acreditamos na ressurreição da carne e na vida eterna. O Amor de Deus vai para além da morte. O salmo 16, 10 enche-nos de alegria: “Vós, Senhor, não me abandonareis na morte, nem deixareis o vosso servo sofrer a corrupção.”

Guardemos no nosso coração e ponhamos em prática as palavras de S. Paulo: “O Senhor vos torne firmes (na fé) e em toda a espécie de boas obras” (2ª leitura).

 

 

Oração Universal

 

Irmãos em Cristo: Apresentemos a Deus as nossas súplicas

por nós próprios, pela Igreja e por todos os homens,

dizendo (cantando), com humildade:

 

R. Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

1.  Pela nossa Diocese e suas comunidades,

pelos fiéis que crêem na ressurreição

e pelos que têm plena confiança no Senhor,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos que trabalham pela concórdia entre as nações,

pelos que sofrem por amor da lei de Deus

e pelos que não têm liberdade religiosa,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas vítimas da violência e da guerra,

pelos que sentem a solidão e a tristeza

e pelos que crêem na fidelidade do Senhor,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos esposos que se amam um ao outro,

pelos que deixaram morrer o seu amor

e pelos jovens que escolheram o celibato,

oremos, irmãos.

 

Oremos: Senhor, que inspirastes aos sete irmãos Macabeus

uma tão grande fé na vida eterna,

concedei aos fiéis da santa Igreja a graça de testemunharem, neste mundo,

a ressurreição de vosso Filho Jesus Cristo.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, ensinando os Judeus afirmou: “ Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia!” (Jo 6, 54). Comungando o Seu Corpo aqui na Terra, recebemos o penhor da vida imortal, na Pátria celeste!

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Cartageno, NRMS 60

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou:    Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar-Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

“A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração. Esta palavra é a palavra da fé que nós pregamos. Se confessares com a tua boca que Jesus é o Senhor e se acreditares no teu coração que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo. Pois com o coração se acredita para obter a justiça, e com a boca se professa a fé para alcançar a salvação. (Rom 10, 8b-10)

 

Cântico final: Louvado seja o meu Senhor, J. Santos, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª Feira, 11-XI: Apoios para a vida eterna.

Sab 1,  1-7 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

Constituímos um Corpo Místico, no qual cada um é responsável pelos demais: «Daí que, se algum membro padece, todos os membros sofrem juntamente; e, se algum membro recebe honras, todos se alegram» (LG, 7).

Podemos ajudar os outros a chegarem ao Céu seguindo os conselhos do Senhor: corrigir os defeitos: «Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o»; e perdoar sem medida: «Não há limite nem medida para este perdão essencialmente divino (Ev.)» (CIC, 2845). Peçamos confiadamente a Deus por todos: «Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade» (S. Resp.).

 

3ª Feira, 12-XI: A fé e o valor da morte.

Sab 2, 23- 3, 9 / Lc 17, 1-10

Aos olhos dos insensatos parecem ter morrido, o saírem deste mundo considerou-se uma desgraça e, contudo, eles estão em paz.

Para quem não tem fé, a morte é uma desgraça, em vez de ser uma amiga, a chave da felicidade plena, a que possibilita a mudança de casa, pois a 'vida não é tirada, mas transformada' (Prefácio dos defuntos).

Os justos que já estão na casa de Deus são os 'servos inúteis' (Ev.): os que fizeram apenas o que deveriam fazer, procurando cumprir os seus deveres quotidianos. Mas foram castigados, sofreram penas, foram postos à prova, foram experimentados como o ouro na fundição, ofereceram os sacrifícios, confiaram em Deus (Leit.).

 

4ª Feira, 13-XI: O perdão e a vida nova santa.

Sab 6, 1-11 / Lc 17, 11-19

Ao vê-los, Jesus disse-lhes: Ide mostrar-vos ao sacerdote. E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.

Qual o significado das numerosas curas, como a destes leprosos, realizadas pelo Senhor? «As curas que fazia eram sinais da vinda do reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa» (CIC, 1505). A cada um de nós o Senhor cura-nos das doenças da alma (do pecado), especialmente na Confissão.

Depois de limpos, havemos de esforçar-nos por agradecer (Ev.) e viver uma vida santa: «Pois os que tiverem santamente guardado as coisas santas, serão reconhecidos como santos, e os que nelas se tiverem instruído hão-de encontrar a sua própria defesa» (Leit.).

 

5ª Feira, 14-XI: Onde está o reino de Deus?

Sab 7, 22- 8, 1 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá está aqui ou ali, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

«O reino de Deus está no meio de nós. Aproximou-se no Verbo Encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O reino de Deus vem desde a santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O reino virá na glória, quando Cristo o entregar ao Pai» (CIC, 2816).

Jesus, que é a Sabedoria, passa junto de nós: «Ao passar, em cada geração, nas almas santas, prepara os amigos de Deus e os profetas, pois Deus só ama quem habita com a Sabedoria» (Leit.). Pedimos-lhe: 'Venha a nós o vosso Reino'.

 

6ª Feira, 15-XI: Deus é luminoso e podemos encontrá-lo

Sab 13, 1-9 / Lc 17, 26-37

Por serem grandes e belas as coisas criadas é que se pode contemplar, por analogia, o seu Autor.

As coisas criadas são como sinais, que nos ajudam a descobrir Deus (Leit). Depois do pecado original, perdemos esta sensibilidade, e só temos que pedir a Deus que nos aumente a fé: «O homem religioso procura reconhecer os sinais de Deus nas experiências diárias da sua vida, no ciclo das estações, na fecundidade da terra e em todo o movimento do universo. Deus é luminoso, podendo ser encontrado também por aqueles que o buscam de coração sincero» (L. Fidei, 35).

Teremos para isso que confiar mais em Deus do que em nós: «Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la» (Ev.).

 

Sábado, 16-XI: A paciência e a fé.

Sab 18, 14-16- 19, 6-9 / Lc 17, 26-37

Uma vez que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

Esta parábola da viúva inoportuna (Ev.), está centrada numa das qualidades da oração: é preciso rezar sempre, com a paciência da fé (CIC, 2613). A paciência e a fé estão intimamente unidas: quem tem fé nunca desiste e quem tem paciência torna mais firme a sua fé (S. Agostinho).

Peçamos a Deus, com a paciência da fé, o dom da perseverança final, para alcançarmos a vida eterna. Assim ajudou Deus o povo eleito a chegar à terra prometida apesar das dificuldades (Leit.): «A luz de Deus brilha para Israel, através da comemoração dos factos realizados pelo Senhor, recordados e confessados no culto, transmitidos pelos pais aos filhos» (L. Fidei, 12).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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