Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

1ª Missa

2 de Novembro de 2013

 

As leituras escolhem-se entre as que se propõem para as Missas pelos defuntos (no Leccionário: Missas de Defuntos, vol. VIII). Sugerem-se os textos seguintes:

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Felizes os mortos, F. dos Santos, NRMS 19-20

cf. 1 Tess 4, 14; 1 Cor 15, 22

Antífona de entrada: Assim como Jesus morreu e ressuscitou, também aos que morrem em Jesus, Deus os levará com Ele à sua glória. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos voltarão à vida.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje, seguindo um costume da Idade Média, a Igreja comemora todos os fiéis defuntos, isto é, os cristãos que ao longo dos séculos acreditaram e viveram conforme o ensinamento de Jesus, confiaram na misericórdia de Deus e esperaram confiadamente na ressurreição dos mortos.

Fazemos memória hoje de todos os que nos precederam na fé, celebrando esta Eucaristia na certeza de que Deus conduz para o Seu “Reino de paz, justiça e alegria” (Rom 17, 14) aqueles que O amam e servem, aqueles que confiam na Sua bondade de Pai.

 

Oração colecta: Deus, Pai de misericórdia, escutai benignamente as nossas orações, para que, ao confessarmos a fé na ressurreição do vosso Filho, se confirme em nós a esperança da ressurreição dos vossos servos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A esperança da imortalidade e da ressurreição, que começou a iluminar os homens no Antigo Testamento, dando-lhes força para não sucumbirem na dor, atinge o seu termo em Jesus Cristo, morto por nós e ressuscitado para nos comunicar a vida eterna.

 

Job 19, 1.23-27a

1Job tomou a palavra e disse: 23«Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze 24com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! 25Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. 26Revestido da minha pele, estarei de pé na minha carne verei a Deus. 27aEu próprio O verei, meus olhos O hão-de contemplar».

 

Este pequeno trecho é um dos mais citados pela tradição cristã; corresponde à resposta de Job às acusações dos seus amigos; é um hino de esperança e confiança em Deus no meio do seu atroz sofrimento, um hino que fica bem realçado, ao dizer: «palavras escritas… esculpidas em pedra para sempre».

25 «E no último dia Se levantará sobre a terra». Esta última reformulação da tradução litúrgica – que antes já tinha abandonado o texto latino da Vulgata («Et in novíssimo die de terra surrecturus sum») para se cingir ao texto hebraico massorético – parece ter querido recuperar um sentido escatológico (o da ressurreição final), ao não ter o adjectivo «último» referido a Deus, mas sim a «dia» (um substantivo que não aparece no hebraico, mas que a Vulgata pressupôs). No entanto, o verbo «Se levantará» (que em S. Jerónimo se traduz pela 1ª pessoa, referindo-o a Job) segue o texto hebraico.

26 «Na minha carne verei a Deus». O texto massorético significa que, ainda nesta vida (com a minha carne já curada) hei-de sentir a sua protecção, o seu amor e bondade (é este o sentido corrente no A. T. de «ver a Deus»). A verdade é que a nova tradução litúrgica, baseada na pauta da Nova Vulgata, quis manter o sentido escatológico do texto, de acordo com o antigo uso do texto na Liturgia dos defuntos. De facto, quando o justo que sofre (Job) haverá de ver plenamente a Deus com a sua carne, será na Ressurreição (ainda que a doutrina da ressurreição não apareça no livro de Job e seja algo ao arrepio desta obra). A Vulgata de S. Jerónimo tinha uma tradução que hoje nenhum crítico segue: «Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia eu hei-de ressuscitar da terra e serei novamente revestido da minha pele e com a minha própria carne verei o meu Deus». A verdade, porém, é que estamos diante duma passagem que oferece bastantes dificuldades para a reconstituição do texto original e a Nova Vulgata optou por um texto aberto a um sentido escatológico, semelhante ao da tradução litúrgica que temos.

 

Salmo Responsorial     Sl 26 (27), 1.4.7 e 8b e 9a.13-14 (R. 1a ou 13)

 

Monição: Em Cristo temos o protetor da nossa vida pois Ele é a nossa luz e salvação.

 

Refrão:        Espero contemplar a bondade do Senhor

                     na terra dos vivos.

 

Ou:               O Senhor é a minha luz e a minha salvação.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é o protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da suavidade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,

tende compaixão de mim e atendei-me.

A vossa face, Senhor, eu procuro:

não escondais de mim o vosso rosto.

 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor

na terra dos vivos.

Confia no Senhor, sê forte.

Tem coragem e confia no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Mediante a morte de Jesus Cristo, Deus reconciliou-nos consigo dando-nos a paz e a possibilidade de entrarmos na Sua intimidade. Fundamentada nos méritos de Cristo, a nossa esperança nunca será iludida.

 

2 Coríntios 4, 14-18 – 5, 1

14Como sabemos, irmãos, Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele. 15Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as acções de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. 17Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. 18Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. 5, 1Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens.

 

A leitura é de uma grande riqueza doutrinal e projecta a luz da fé sobre o mistério da morte, um mistério a que ninguém pode fechar os olhos, sobretudo na comemoração do dia de hoje. A esperança da ressurreição e da glória do Céu, que animava o Apóstolo Paulo, é a mesma que nos anima a nós.

16 «Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia». A antítese «homem exterior» «homem interior» visa a oposta dualidade da antropologia teológica paulina, mais do que a dualidade da antropologia filosófica grega, embora sem prescindir dela. O homem exterior é o ser humano considerado na sua mortalidade, votado à ruína e decomposição física (cf. v. 7: um frágil «vaso de barro»), em contraste com o homem interior, que aqui, mais do que a imortalidade da filosofia grega (a athanasía: cf. 1 Cor 15, 53-54; 1 Tim 6, 16), parece indicar a vitalidade sobrenatural imperecível infundida no Baptismo, um princípio de santificação que possibilita que o homem regenerado se vá renovando de dia para dia, identificando-se cada vez mais com Cristo ressuscitado. A vida dos santos demonstra esta afirmação paulina: à medida que os seus corpos se vão consumindo por sofrimentos e penitências corporais, renova-se a sua juventude de alma, a sua alegria. A propósito destas noções, temos que reconhecer que Paulo não utiliza nos seus escritos um modelo antropológico único; com efeito, embora a sua formação seja radicalmente hebraica, ele, ao dirigir-se ao mundo helenístico, também se serve de categorias do pensamento filosófico grego corrente. Daqui provém, às vezes, alguma dificuldade de interpretação dos seus textos, cuja antropologia não se pode absolutizar.

5, 1 «Tenda... morada terrestre...» Tenda (skênos), designa no mundo grego o corpo, como invólucro da alma, uma alusão ao carácter provisório da nossa morada terrestre, em contraposição com o corpo já ressuscitado e glorioso, à maneiro do de Cristo. Que Paulo admite uma escatologia individual e intermédia, distinta da ressurreição final, é uma coisa que fica bem clara neste mesmo capítulo 5 da 2ª aos Coríntios «preferimos exilar-nos do corpo para ir morar junto de Cristo» (cf. Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé em 17-5-79; ver texto em CL, ano C (1979-80), n.º 11/12, pp. 1698-1700).

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: A vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos. A salvação alcança-se pela fé em Cristo Jesus.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

25Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

O trecho da leitura é considerado como a jóia dos Sinópticos, com uma impressionante revelação do Coração de Cristo, sendo os vv. 25-27 uma das mais belas orações de Jesus, também registada em Lucas (Lc 10, 21-24).

25 «Sábios e inteligentes» (prudentes) são os sábios orgulhosos, que confiam apenas na sua sabedoria, auto-suficientes, julgam poder salvar-se com os seus próprios recursos de inteligência e poder. Os «pequeninos» são os humildes, abertos à fé, capazes de visão sobrenatural. A revelação divina só pode ser aceite e captada pela fé: uma ciência soberba impede de aceitar a loucura divina da Cruz (cf. 1 Cor 1, 19-31); os pequeninos são, pois aqueles «que o mundo considera vil e desprezível», mas «que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa» (ibid. v. 28).

27 Jesus reivindica para si um conhecimento do Pai (Deus) perfeitamente idêntico ao conhecimento que o Pai tem do Filho (Jesus), e isto porque Ele, e só Ele, é o Filho, igual ao Pai, Deus com o Pai.

28-30 Palavras estas maravilhosas, que nos patenteiam os sentimentos do Coração de Cristo. O povo andava «cansado e oprimido» com as minuciosas exigências da lei antiga – que o Sirácida (51, 33) apodava de «jugo» – e das tradições que os fariseus e doutores da lei impunham com todo o rigorismo do seu frio e insuportável legalismo, que oprimia a liberdade interior e roubava a paz ao coração (cf. Act 15, 10). Jesus não nos dispensa de levar o seu «jugo» e a sua «carga», mas não quer que nos oprima, pois deseja que O sigamos por amor, e, «para quem ama, é suave; pesado, só para quem não ama» (Santo Agostinho, Sermão 30, 10). O mesmo Santo Agostinho comenta esta passagem: «qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas, e verás como voa» (Sermão 126, 12).

 

Sugestões para a homilia

 

1. Celebrar a alegria da ressurreição

2. Orar por todos

3. Olhar para Aquela que roga por nós na hora da nossa morte

 

1. Celebrar a alegria da ressurreição

 

A Igreja celebra hoje o dia dos Fiéis Defuntos, festa que já é celebrada desde o século XI. E embora seja um dia que traz alguma tristeza pela saudade e memória dos nossos entes queridos que já partiram, esta celebração é sobretudo para nos levar à esperança, é um convite a viver com fé e certeza a eternidade que nos espera.

A liturgia celebra os defuntos não para nos assustar mas para nos levar a descobrir o verdadeiro sentido da vida e lembrar a grande verdade da nossa fé: a ressurreição. Isto faz-me lembrar uma frase de Tertuliano que dizia: «A esperança cristã é a ressurreição dos mortos; tudo aquilo que somos, somo-lo na medida em que acreditamos na ressurreição».

Isto mostra bem a ligação que existe entre ambas realidades e que São Paulo explica bem quando afirma: “Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido” (1 Tes 4, 14). De facto, todos os que morrem em Cristo, com Ele hão de viver e reinar eternamente (cf. 1 Tes 4, 14; 1 Cor 15, 22).

É, portanto, a alegria, não o medo ou a angústia, que hoje a palavra de Deus nos quer comunicar, a alegria de quem recebeu do alto a luz da Páscoa que ilumina cada sepulcro.

Comemoramos em ação de graças a morte porque acreditamos na ressurreição. Porque sabemos, e de fonte segura, que «se esta tenda for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus» (2 Cor 5, 1).

Comemoramos os fiéis defuntos porque acreditamos que, embora tenham morrido, eles acreditavam em Cristo, como nós, hoje, e por isso, apesar de mortos, vivem! Pois «todo aquele que vive e acredita [em Cristo], nunca morrerá» (cf. Jo 11,26).

Isto explica as flores com que nestes dias se adornam os túmulos, pois são sinal de vida e de esperança.

Assim, hoje celebramos a vida e não propriamente a morte; celebramos a esperança e não o desespero; celebramos uma doce tristeza duma separação que é alegria da entrada numa nova vida: o Céu, o Reino de Deus!

 

 

2. Orar por todos

 

E nestes dias, os cristãos e as famílias vão aos cemitérios, onde jazem os restos mortais dos seus parentes, na expectativa da ressurreição final. Também eu recordo e convosco ofereço esta Eucaristia por todos os nossos familiares e amigos já falecidos. Penso, de maneira particular, naqueles que, durante o ano passado, deixaram este mundo.

Mas o dia de hoje exige também que não esqueçamos na oração as almas de muitos defuntos que ninguém recorda, para os confiar ao abraço da Misericórdia divina. Rezo sobretudo pelas vítimas da violência, dos conflitos e tantos acontecimentos sangrentos que continuam a afligir a humanidade. A comemoração de todos os defuntos não pode deixar de ser uma invocação de paz conjunta: paz para quem já viveu, paz para quem vive e paz para quem há de viver.

 

 

3. Olhar para Aquela que roga por nós na hora da nossa morte

 

O nosso olhar, neste dia volta-se por fim para a Mãe de Jesus e nossa mãe. Na glória do Paraíso resplandece a Virgem Maria, que Cristo coroou como Rainha dos Santos. É para Ela, "sinal de esperança segura e de consolação" (LG 68), que olha a Igreja. A Nossa Senhora confiamos todos os defuntos, a fim de que lhes seja concedida a felicidade eterna.

Que Ela também esteja presente na nossa vida para nos acompanhar rumo à Pátria definitiva, para que “Rogue por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

 

 

 

(um exemplo facultativo que pode servir para as outras homilias - 2.ª e 3.ª missas)

 

Morte do Francisco, vidente de Fátima

 

Todos conhecemos os desejos ardentes que os pastorinhos tinham de ir para o Céu. No dia 13 de Junho de 1917, a Lúcia, a certa altura, falou assim a Nossa Senhora:

- Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu.

Nossa Senhora respondeu:

- A Jacinta e o Francisco levo-os em breve!

O Francisco, no meio das suas dores repetia que o seu maior desejo era ir quanto antes para junto de Nossa Senhora. Na véspera da sua morte, disse à Lúcia:

- Vês, estou muito mal; falta-me pouco para me ir embora!

- Quando chegares ao Céu não te esqueças de pedir muitas graças para os pecadores, para o Papa, para mim, para a Jacinta.

- Sim, pedirei, mas diz isso também à Jacinta, porque tenho medo de me esquecer quando vir Nosso Senhor! Antes de tudo, quero consolá-Lo.

O Francisco fez a Primeira Comunhão no seu leito de morte. Nessa manhã, depois de comungar disse à irmãzinha:

- Hoje sou mais feliz do que tu, pois tenho a Jesus dentro do meu coração! Vou para o Céu. Quando lá chegar, pedirei muito a Nosso Senhor e a Nossa Senhora que te levem depressa para junto de mim.

Não podendo já rezar, pedia aos outros que rezassem o Terço em voz alta. À noite, Lúcia despediu-se dele já moribundo.

- Adeus, Francisco. Se fores esta noite para o Céu, não te esqueças de mim, ouviste?

- Está sossegada, não te esquecerei.

- Então, adeus. Até ao Céu.

Na manhã seguinte, 4 de Abril de 1919, pelas seis horas, Francisco disse à mãe:

- Ó mãe, olhe que linda luz está ali ao pé da porta!

O rosto ficou com um sorriso angélico e sem agonia ou gemidos, expirou suavemente! Ainda não tinha onze anos.

Morrer assim é privilégio dos prediletos da Virgem Maria!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

dirijamos a nossa oração a Deus Pai todo-poderoso,

que ressuscitou dentre os mortos a Jesus Cristo, seu Filho e Senhor nosso,

e peçamo-Lhe a salvação e a paz para os vivos e os defuntos.

Digamos confiantes:

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.


1. Pela Igreja de Deus,

para que testemunhe sempre diante de todos os homens

a sua fé em Cristo morto e ressuscitado,

oremos ao Senhor:

 

2. Pelos bispos e sacerdotes que exerceram na Igreja o ministério sagrado,

para que participem da liturgia do céu,

oremos ao Senhor:

 

3. Por todos os nossos entes já falecidos,

que receberam no batismo a semente da vida eterna

e se nutriram do Corpo de Cristo, pão da vida eterna,

para que sejam recebidos na comunhão dos Santos,

oremos ao Senhor:

 

4. Pelos nossos irmãos que sofrem no corpo ou na alma,

para que o Senhor os ajude e console,

oremos ao Senhor:

 

5. Pelas almas dos nossos parentes e dos que nos fizeram o bem,

para que Deus lhes conceda o prémio por seus trabalhos,

oremos ao Senhor:

 

6. Por todos nós aqui reunidos com fé e devoção,

para que o Senhor nos reúna um dia no Seu Reino glorioso,

oremos ao Senhor: 


Senhor, que a nossa oração possa socorrer

as almas dos vossos fiéis defuntos;

libertai-as de todos os pecados

e acolhei-as no esplendor da vossa face.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NMRS 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai com bondade, Senhor, as nossas ofertas e fazei que os vossos fiéis defuntos sejam recebidos na glória do vosso Filho, a quem nos unimos neste sacramento de amor. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 8 (II)

 

Monição da Comunhão

 

A Eucaristia é o ato mais perfeito de sufrágio. Nela está Jesus, sacerdote e vítima que se oferece por todas as nossas necessidades. Nela recebemos o Pão da vida. Por ela suplicamos ao Senhor da vida que acolha os nossos irmãos defuntos como primícias da nossa peregrinação.

 

Cântico da Comunhão: Felizes os convidados, M. Luis, NRMS 4

Jo 11, 25-26

Antífona da comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor. Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido, viverá. Quem vive e crê em Mim viverá para sempre.

 

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que os vossos servos defuntos por quem celebrámos o mistério pascal sejam conduzidos à vossa morada de luz e de paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como cristãos não podemos viver vacilantes e dominados pelo temor. Conhecemos bem o amor de Deus por nós. Essa segurança enche-nos de santo orgulho e de esperança, dá-nos força e coragem para enfrentar as dificuldades da vida; faz com que nos entreguemos às causas nobres e justas, a serviço dos irmãos, tentando construir um mundo de justiça e de paz.

 

Cântico final: Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, B. Salgado, NRMS 19-20

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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