Nossa Senhora do Rosário

7 de Outubro de 2013

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Rainha do Santíssimo Rosário, S. Marques, NRMS 86

cf. Lc 1, 28.42

Antífona de entrada: Avé, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Memória que hoje celebramos, foi instituída como Festa de Nossa Senhora do Rosário pelo Papa S. Pio V, no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto, em 1571, e atribuída ao auxílio da Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário. Enquanto uns cristãos lutavam, outros rezavam o Terço, pedindo ajuda do céu.

Esta Festa ficou ainda mais realçada após as aparições de Fátima, nas quais Nossa Senhora se identificou afirmando: “Eu sou a Senhora do Rosário”.

 É a esta arma bendita, o Terço do Rosário, que devemos particularmente recorrer nesta hora difícil que Portugal, a Europa e o mundo atravessam. Na Sua mensagem em Fátima, Nossa Senhora, pediu com insistência que rezássemos o Terço todos os dias. Se correspondermos a este maternal apelo de Nossa Senhora, todos os males, com que o mundo se debate, serão vencidos.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Após a ascensão de Jesus ao Céu, os Apóstolos continuam unidos em oração na companhia de Nossa Senhora. Sempre que dois ou três se reúnem em Seu nome, Jesus e Maria estão presentes. Com essa certeza, que a fé nos garante, rezemos o Terço em família, todos os dias.

 

Actos 1, 12-14

 

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a sua Mãe ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como, em todas as quatro listas que aparecem no N. T., Pedro é sempre o cabeça de lista, embora elas não tenham sempre todos os nomes na mesma ordem.

 

Salmo Responsorial     Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

 

Monição: Depois da saudação de sua prima Isabel, Nossa Senhora entoa um cântico revelador da fé, alegria, humildade e ação de graças que inunda Seu Imaculado Coração. Aprendamos com Ela a rezar com iguais disposições interiores.

 

 

Refrão:        Bendita sejais, ó Virgem Maria,

                     que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

Ou:               Aleluia.

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abrão e à sua descendência para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 28

 

Monição: O evangelho deste dia, lembra-nos as palavras de saudação dirigidas a Nossa Senhora, pelo Anjo Gabriel, no momento da Anunciação, e que são repetidas muitas vezes na reza do Santo Rosário. Com que carinho, respeito e devoção deverão ser tais palavras por nós pronunciadas!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

 

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A. T. (cf. Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita: «Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

«Cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva: está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele. Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita es tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…» Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia dos Capuchinhos): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…» O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…» A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que se dá a si mesma.

«Faça-se…» O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

1. A importância da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

2. A urgência da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

3. A correspondência aos apelos da nossa querida Mãe do Céu.

 

1.A importância da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

 

A memória que hoje celebramos foi instituída como Festa de Nossa Senhora das Vitórias pelo Papa S. Pio V, em 7 de Outubro de 1571, em ação de graças pela vitória dos católicos, verificada nesse dia na batalha naval de Lepanto, contra os Turcos Otomanos, que já se encontravam às portas da Europa. Para esta tão importante vitória muito contribuiu a reza da oração do Rosário então pedida pelo mesmo Papa.

Frente a todas as crises pelas quais a Europa, Portugal e tantas outras nações do mundo se sentem ameaçadas no momento presente, este é o remédio eficaz que o Céu nos oferece - a reza do Terço diário em Família. Assim o confirmam os pedidos feitos por Nossa Senhora em todas a Suas aparições. Vamos recordar de uma maneira especial as verificadas em Portugal em 1917. Bem difíceis e mesmo dramáticos eram os dias que o nosso País atravessava. A nossa boa Mãe do Céu veio mais uma vez em nosso auxílio, apresentando-nos os meios de que nos devíamos valer – a reza do Rosário. Assim nos diz em 13 de Maio: “Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”; em 13 de Junho: “Quero que rezem o terço todos os dias”; em 13 de Julho “Quero que continueis a rezar o terço todos os dias”; em 13 de Julho “Quero que continueis a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz para o mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer. Quando rezais o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem”; em 19 de Agosto: “ Quero que continueis a rezar o terço todos os dias”; em 13 de Setembro “ Continuem a rezar o terço para alcançar o fim da guerra”; e finalmente em 13 de Outubro: “Sou a Senhora do Rosário quero que continuem a rezar sempre o terço todos os dias”.

 

2. A urgência da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

 

São muitos os sinais da gravidade pelos quais Portugal atravessa no momento presente: é o País da Europa mais envelhecido pela falta de nascimentos; a família tem sido atacada com orientações e leis civis diabolicamente implementadas e divulgadas; a insensatez da divulgação descarada de contraceptivos e uma errada educação sexual a grande parte da juventude; o pouco cuidado em se dar o apoio e carinho que os jovens exigem e precisam de seus pais e educadores devidamente formados; o aborto aprovado, largamente divulgado e apoiado pela “cultura da morte tão disseminada. São ainda sinais evidentes deste descalabro moral, o facto de termos escolas sem alunos e seminários vazios. E tantos responsáveis terrivelmente calados! Eis as causas das verdadeiras crises pelas quais Portugal e grande parte da Europa atravessa. Por sua vez estes sinais de envelhecimento anunciam mesmo, a não muito longo prazo, o fim dramático de Portugal e outras nações do mundo. O povo muçulmano, que tentou várias vezes ocupar esta Europa cristã, olha com agrado para esta insensatez. Em breve, sem terem de recorrer a armas, poderão tomar posse destas terras então tão tragicamente abandonadas. Basta-lhes continuarem a ser fecundos, aceitando com alegria os respectivos filhos que muitas cristãs, hoje, estão teimosa e diabolicamente a querer rejeitar.

Para obstar que sejamos mais uma vez poupados a tais dramáticas consequências, não temos outra alternativa: voltarmo-nos com fé para a Senhora coroada com uma Coroa de doze estrelas e com a Lua a Seus pés. Ela é a Senhora das Vitórias. Só Ela nos pode e quer valer.

 

3. A correspondência aos apelos da nossa querida Mãe do Céu.

 

Se nos devem preocupar os desvarios de tantos dirigentes políticos e os enganos em que muitos homens se têm envolvido, causadores de tantas desgraças, também é certo que a nossa querida Mãe do Céu, não nos abandona. Para obstar a tantos males, desde o Evangelho, Ela, nos recomenda “Fazei tudo o que Meu Filho vos disser”. Ao longo da História nos vem fazendo constantemente este urgente e salvador pedido. Nas Aparições, reconhecidas pela autoridade da Igreja, escutamos o constante apelo maternal à conversão de todos nós, Seus filhos. Que importância lhes estamos a dar? Em Fátima, como atrás se lembrou, em todos os meses pediu a reza do Terço em Família. Pediu também, com a devoção dos cinco Primeiros Sábados a consagração de cada um ao Seu Imaculado Coração. Pediu penitência e oração.

Não deixemos passar esta Festa sem que tomemos muito a sério estes tão veementes e ternos apelos maternais. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para também os divulgar. Está em jogo a felicidade terrena e eterna de tantos seres humanos. Não esqueçamos que, no século passado, foram milhões os atingidos pela primeira e segunda guerras mundiais, por então não terem correspondido a estes apelos da Mãe do Céu. Para obstar a tais desgraças, Nossa Senhora deixou-nos a Sua mensagem de Fátima, que importa conhecer viver e espalhar.

Vamos todos acordar, cumprindo integralmente e com generosidade os Mandamentos da Lei de Deus. É este o grande pedido de Nossa Senhora: “Fazei tudo o que Meu Filho vos disser”. Eis aqui a solução para todas as crises e problemas humanos. Haja quem verdadeiramente os queira escutar e cumprir com generosidade.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Rosário é a oração do coração, na qual a repetição da «Ave Maria»

 orienta o pensamento e o afecto para Cristo.»

 

Amados irmãos e irmãs!

[...] O mês de Outubro é chamado o mês do Rosário. Trata-se, por assim dizer, de uma «entoação espiritual» dada pela memória. Somos portanto convidados a deixar-nos guiar por Maria nesta oração antiga e sempre nova, que lhe é querida de modo especial porque nos conduz directamente a Jesuslitúrgica da Bem-Aventurada Virgem do Rosário, que se celebra no dia 7., contemplado nos seus mistérios de salvação: jubilosos, luminosos, dolorosos e gloriosos. Nas pegadas do Venerável João Paulo II (cf. Carta apost. Rosarium Virginis Mariae), gostaria de recordar que o Rosário é oração bíblica, totalmente embebida de Sagrada Escritura. É oração do coração, na qual a repetição da «Ave Maria» orienta o pensamento e o afecto para Cristo, e por conseguinte, faz-se súplica confiante à Mãe de Deus e nossa. É uma oração que ajuda a meditar a Palavra de Deus e a assimilar a Comunhão eucarística, a modelo de Maria que conservava no seu coração tudo o que Jesus fazia e dizia, e a sua própria presença. [...]

 

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 10 de Outubro de 2010

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Por intercessão de Nossa Senhora

peçamos a Deus, nosso querido Pai

 pelas necessidades de todos os homens

dizendo com fé:

 

Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos

 para que  todos conscientes da missão que o Senhor lhes confiou

vivam e divulguem a devoção a Nossa Senhora

Mãe de Deus e dos Homens e Medianeira de todas as graças,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

2.     Para que o mundo onde se praticam tantas injustiças e guerras

alcance, através da reza do santo Rosário

a paz prometida nas aparições de Fátima,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

3.     Para que todos correspondendo aos apelos de Nossa Senhora

rezemos o Terço todos os dias

e cumpramos  toda a mensagem de Fátima,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

4.     Para que os doentes e idosos

aproveitem o tempo, rezando muitos Terços,

a fim de tornarem mais belos os dias da sua vida,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

5.     Para que as almas dos nossos parentes e amigos

bem como das mais abandonadas

sejam purificadas pela  nossa reza do Terço diário

e possam assim entrar, quanto antes, na glória do Céu,

oremos irmãos.

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário ouvi-nos Senhor.

 

Senhor, que nos dais, com a reza do Terço e a devoção ao Imaculado Coração de Maria o refúgio e alento no nosso caminhar para Vós, dai-nos também pela Sua intercessão, todas as graças de que precisamos para corresponder, com generosidade aos apelos de Vossa e nossa querida Mãe.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tudo vos damos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Tornai-nos dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas promessas. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 (644-756] ou II, p. 487

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, Deus e Homem verdadeiro, realmente presente na Santíssima Eucaristia, é fruto do Ventre Puríssimo de Maria Imaculada, Nossa Senhora do Rosário. Vamos recebê-lO com muita fé, humildade, amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Antífona da Comunhão: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

 

Cântico de acção de graças: Minha Senhora e minha Mãe, H. Faria, NRMS 33-34

 

Oração depois da Comunhão: Concedei, Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Correspondendo aos apelos amorosos de Nossa Senhora, vamos reza diariamente em família, o Terço do Rosário e viver e divulgar toda a mensagem de Fátima. Com esses propósitos, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Caminhos de bênção, M. Faria, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

27ª SEMANA

 

3ª Feira, 8-X: Sempre unidos a Deus.

Jon 3, 1-10 / Lc 10, 38-42

O Senhor: Marta, Marta, andas inquieta e agitada com muita coisa, quando uma só coisa é necessária.

A coisa que é necessária (Ev.) é mantermos a nossa união com Deus ao longo do dia. Procuremos arranjar alguns momentos do dia, exclusivamente dedicados ao Senhor e a Nª Senhora, como Maria: para a oração, a participação na Eucaristia, etc. E também para nos lembrarmos do Senhor, enquanto trabalhamos, como Marta: oferecendo o trabalho, rezando pelas pessoas que nos rodeiam, lembrando-nos do Senhor no Sacrário mais perto, etc.

O Senhor espera de nós pequenas conversões (Leit.): rejeitando as tentações de preguiça, de sensualidade, que dele nos afastam. Imitemos Nª Senhora, que esteve sempre unida a seu Filho durante toda a sua vida.

 

4ª Feira, 9-X: Misericórdia divina e mesquinhez humana.

Jn 4, 1-11 / Lc 11, 1-4

Perdoai-nos os nossos pecados, pois também perdoamos a todo aquele que nos ofende.

«E o próprio Senhor nos ensinou a rezar: 'Perdoai-nos as nossas ofensas' (Ev.), relacionando o perdão mútuo das nossas ofensas com o perdão de que Deus concederá aos nossos pecados» (CIC, 1425). Da parte de Deus não há limite nem medida para o perdão que é essencialmente divino (CIC, 2845).

Que grande contraste com a mesquinhez de Jonas: tinha pena da morte de um carrapiteiro e não perdoava aos 120 mil habitantes da cidade de Nínive (Leit.). Mãe de misericórdia, queremos parecer-nos mais a Deus, através do perdão a conceder a quem nos ofende. Procuraremos também desagravar os pecados de todos os que ofendem a Deus.

 

5ª Feira, 10-X: Vale a pena rezar?

Mal 3, 13-20 / Lc 11, 5-13

Não se levantará para lhe dar os 3 pães, por ser amigo dele. Mas, por causa da sua impertinência, levantar-se-á para lhe dar tudo o que precisa.

Valerá a pena rezar? Parece que Deus não nos escuta. E, pior ainda, se repetimos o que diz a Leitura: «É coisa inútil servir a Deus. Os que praticam o mal vivem na prosperidade e, se provocam a Deus, ficam ilesos».

Mas Deus não deixa de animar os que rezam: «S. Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração: a primeira, a do 'amigo importuno' convida-nos a uma oração persistente: 'Batei e a porta abrir-se-vos-á' (Ev.)» (CIC, 2613). Nª Senhora é o nosso modelo de oração. Em Caná, apesar da aparente recusa de Jesus, não desiste e obtém um milagre (2º mistério luminoso).

 

6ª Feira, 11-X: Defesa dos tesouros, especialmente da fé.

Joel 1, 13-15- 2, 1-2 / Lc 11, 15-26

Mas se eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então é porque o reino de Deus chegou até vós.

O dedo de Deus é um dos símbolos do Espírito Santo: «O dedo. 'E pelo dedo de Deus que Jesus expulsa os demónios' (Ev.). O hino 'Veni Creator Spiritus' invoca o Espírito Santo como 'dedo da mão direita do Pai'» (CIC, 700). Precisamos dessa ajuda pois o demónio é muito forte e pode roubar-nos os nossos tesouros, entre os quais se encontra o mais precioso, que é a fé.

Para aumentarmos a nossa fortaleza, e assim resistirmos melhor às tentações, somos convidados a fazer uma maior penitência, aproveitando as pequenas coisas de cada dia: «ponde vestes de penitência» (Leit.). E recorrendo a Nª Senhora: «À vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus, livrai-nos de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita».

 

Sábado, 12-X: A riqueza da Avé-Maria.

Joel 4, 12-21 / Lc 11, 27-28

 Feliz daquela que te trouxe no seio e que te amamentou ao seu peito.

Assim como o Senhor é «um refúgio para o seu povo, um abrigo para os filhos de Israel», também nos deixou Nª Senhora como nossa Mãe e protectora. Temos possibilidade de louvar a nossa Mãe, como fizeram aquela mulher e Jesus (Ev.), rezando a Avé-Maria.

As palavras desta oração «exprimem a admiração do céu e da terra, e deixam de certo modo transparecer o encanto do próprio Deus ao contemplar a sua obra prima: a Encarnação do Filho no ventre virginal de Maria. A repetição da Avé-Maria sintoniza-se com este encanto de Deus: é júbilo, admiração, reconhecimento do maior milagre da história» (R. Virgem Maria, n. 33).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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