aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

PRÉMIO LIBERDADE RELIGIOSA

 

O Prémio Liberdade Religiosa 2012, atribuído a Rui Pedro Rodrigues Vasconcelos, foi entregue na Fundação Calouste Gulbenkian, no passado dia 31 de Maio.

 

A Comissão da Liberdade Religiosa escolheu o trabalho «A Declaração Dignitatis Humanae: A visão católica da Liberdade Religiosa no II Concílio Vaticano» por se tratar de uma “obra de divulgação, cuidada e bem articulada, que, embora restrita ao Magistério da Igreja Católica sobre a liberdade religiosa, e não tanto à esfera civil, contempla um importante contributo para compreender as alterações posteriores ao Concílio Vaticano II (1962-1965) no relacionamento dos católicos com os Estados respectivos”.

Considerando a relevância do tema e a qualidade do texto como reflexão filosófica, o júri decidiu ainda fazer menção honrosa ao trabalho «Como distinguir o uso e abuso da Liberdade Religiosa» da autoria de Jorge Teixeira da Cunha.

O prémio da instituição é atribuído a trabalhos na área da aplicação da liberdade religiosa em Portugal, com realce para as vertentes teológica, filosófica, jurídica, sociológica.

Esta iniciativa tem uma componente monetária, no valor de cinco mil euros, e uma componente de divulgação, assegurada pela publicação do trabalho vencedor.

A Comissão da Liberdade Religiosa, criada pelo Decreto-Lei 16/2001, de 22 de Junho de 2001, procura assegurar a liberdade de todas as religiões legalmente reconhecidas em Portugal, numa base de neutralidade e igualdade.

 

 

LISBOA

 

COOPERAÇÃO COM

BANCOS ALIMENTARES

 

A rede de Bancos Alimentares contra a Fome recolheu no primeiro fim de semana de Junho 2445 toneladas de géneros alimentares, numa acção que mobilizou 39.200 voluntários.

 

"Estes números evidenciam uma extraordinária adesão e mostram que a solidariedade dos portugueses é maior do que a crise", afirmou Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome.

"Os resultados impressionam tanto mais quanto sabemos que muitos dos que contribuem estão numa situação muito difícil e provam ainda que os portugueses se unem quando acreditam e quando os projectos são claros e mobilizadores".

A campanha contou com a ajuda de 39.200 pessoas que realizaram tarefas de recolha nos 1181 estabelecimentos comerciais, transporte, pesagem, separação e acondicionamento dos produtos nos 20 armazéns espalhados pelo país.

De acordo com o Banco Alimentar os géneros recolhidos são distribuídos a 2221 Instituições de Solidariedade Social, que os entregam a “389.200 pessoas sob a forma de cabazes de alimentos ou refeições confeccionadas”.

O primeiro Banco Alimentar contra a Fome em Portugal foi criado em 1992 e estão actualmente em actividade no território nacional 20 Bancos Alimentares, congregados na Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

 

 

GUARDA

 

D. JOÃO DE OLIVEIRA MATOS

A CAMINHO DOS ALTARES

 

O bispo da Guarda afirmou que a diocese está em festa perante a aproximação da beatificação de D. João de Oliveira Matos (1879-1962), depois da publicação, no passado dia 4 de Junho, do reconhecimento pontifício das suas “virtudes heróicas”.

 

“Trata-se, efectivamente, da primeira etapa concluída no processo de reconhecimento público pela autoridade suprema da Igreja da santidade do senhor D. João, que, a partir de agora é Servo de Deus Venerável”, escreve D. Manuel Felício.

O bispo da Guarda deixa votos de que se sigam as outras etapas deste reconhecimento público, “nomeadamente a declaração da autenticidade do milagre que conduzirá à beatificação e outras ainda rumo à canonização”.

D. João de Oliveira Matos, fundador da Liga dos Servos de Jesus, foi bispo auxiliar da Guarda entre Dezembro de 1922 e 29 de Agosto de 1962, dia da sua morte.

“Que a sua mensagem e sobretudo a espiritualidade que ele viveu e procurou comunicar aos fiéis e às comunidades espalhadas pela Diocese, sobretudo através dos retiros organizados por paróquias, grupos de Paróquias e arciprestados, inspirem o nosso ardor apostólico”, pede o bispo da Guarda.

D. Manuel Felício fala no “modelo pastoral deste sacerdote exemplar, que exerceu o ministério episcopal” numa “proximidade” que impressiona.

“Lembramos particularmente os prolongados tempos que ele viveu em contacto directo com as comunidades, viajando de paróquia para paróquia, de arciprestado para arciprestado, pregando retiros aqui, fazendo sermões e homilias acolá, organizando a formação da Fé”, recorda.

 

 

FÁTIMA

 

SIMPÓSIO INTERNACIONAL

DA TEOLOGIA DO CORPO

 

O 4.º Simpósio Internacional da Teologia do Corpo, que decorreu de 13 a 16 de Junho em Fátima, quer desmistificar a linguagem negativa associada à mensagem da Igreja no plano da sexualidade, através da reflexão de João Paulo II.

 

“A teologia do Corpo vem mostrar uma mensagem positiva, na vivência da nossa afectividade e da nossa sexualidade como expressão da nossa liberdade e do dom de Deus e também como caminho para sermos verdadeiramente felizes”, diz Maria José Vilaça, psicóloga clínica que integra com o padre Miguel Pereira a comissão organizadora do Simpósio que congregou em Portugal especialistas americanos, portugueses, brasileiros, italianos e espanhóis.

A responsável admite “muitos preconceitos” e a “ideia de que a mensagem da Igreja é negativa” no plano da sexualidade, mas a Teologia do Corpo “junta duas realidades que à partida poderiam parecer distantes: o estudo de Deus e o corpo”.

As 129 catequeses que deram origem à Teologia do Corpo, partilhadas na Praça de São Pedro entre 1979 e 1984, são fruto da reflexão de João Paulo II quando, ainda bispo em Cracóvia, na Polónia, acompanhava os casais.

“Ele não teve uma paróquia, mas durante muitos anos acompanhou várias pessoas com quem passava férias na montanha e acompanhava os problemas existenciais dos casais, dos seus amigos, e começou a perceber que havia uma grande necessidade de dar resposta a questões muito importantes sobre a forma de viver o amor humano”, explica Maria José Vilaça.

“Na minha prática profissional, a Teologia do Corpo é fundamental” porque oferece um “fundo antropológico para entender a pessoa humana”, acrescenta.

Uma experiência que Maria José Vilaça percebe a partir do seu trabalho e como esta proposta “torna as pessoas felizes”.

Fátima, local onde decorre o Simpósio, não é uma escolha aleatória mas quer “ser um lugar de comunhão e de síntese” entre a tradição americana e a europeia, explica o padre Miguel Pereira, trazendo ao nosso país Juan Pérez-Soba, professor do Instituto da Família João Paulo II e também D. Jean Laffitte, secretário do Conselho Pontifício para a Família.

O sacerdote português dá conta de “uma grande reflexão feita pelos americanos” neste campo, mas importa hoje “abrir a Teologia do Corpo a novas perspectivas, como a Nova Evangelização, e vivê-la no nosso tempo”.

“Estamos numa altura em que todos falam do corpo e abordar a Teologia do Corpo é um apelo a que o nosso corpo fale mais alto, diga de Deus”, observa.

Esta reflexão está presente na proposta do Instituto de Formação Cristã, do Patriarcado de Lisboa, e tem sido desenvolvida através “de pequenos grupos e alguns casais”, mas, explica o padre Miguel, “a conversão tem de ser pessoal”.

 

 

PORTO

 

ÚLTIMA AULA NA UCP

DE D. MANUEL CLEMENTE

 

D. Manuel Clemente assinalou quatro décadas de ligação à Universidade Católica Portuguesa, enquanto aluno e professor, com uma “última aula” no passado dia 17 de Junho, em que abordou a influência da instituição no seu percurso eclesial.

 

Numa mensagem difundida através da Internet, o então bispo do Porto referiu que “quarenta anos de discência e docência entre professores e alunos” proporcionaram-lhe “um campo permanente de pesquisa e resposta, de didáctica exigente e convivência estimulante”, essenciais para responder “adequadamente” às exigências do seu ministério.

“A realidade da Igreja e do mundo pedem respeito pela respectiva verdade e exigem verdade na resposta”, sublinhou D. Manuel Clemente, que durante a sua ligação à UCP teve a oportunidade de “entrelaçar” o seu “percurso docente com a preocupação profunda de compreender o catolicismo português contemporâneo”.

O novo patriarca de Lisboa começou a leccionar História da Igreja na UCP em 1975 e doutorou-se em Teologia Histórica em 1992, com uma tese dedicada às “origens do apostolado contemporâneo em Portugal”.

Um ano mais tarde integrou a Sociedade Científica da Universidade Católica e entre 2000 e 2007 foi director do Centro de Estudos de História Religiosa da mesma universidade.

Enquanto docente de História da Igreja Contemporânea, um dos seus principais projectos foi estudar a prática do catolicismo nacional e internacional no pós-liberalismo.

Não só compreender “a sua capacidade de resistir a tantos e tão drásticos desafios, mas também a potencialidade que mantinha para se recompor e mesmo para converter religiosamente e entusiasmar militantemente um número considerável de pessoas e em gerações sucessivas”, como aconteceu a partir de 1843, com o surgimento do Movimento Católico.

 

 

LISBOA

 

MUSICAL WOJTYLA

 

O musical Wojtyla, baseado em testemunhos de pessoas que se cruzaram com o Papa João Paulo II, passou por Lisboa, Braga e Porto.

 

“É um musical renovado, fizemos uma revisão do guião e percebemos que fazia sentido acrescentar mais histórias, por isso há novidades para quem já viu o espectáculo”, afirmou a encenadora deste projecto musical, Matilde Trocado, dando conta de um elenco com 17 jovens, cinco dos quais transitam da temporada anterior.

A autora desta “homenagem” ao Papa polaco garante que o sucesso do musical a surpreendeu desde a estreia, em Maio de 2010, quando os promotores foram confrontados com inúmeros pedidos para digressão.

Das marcas na sua vida, Matilde Trocado procurou outras entre livros, registos e testemunhos de portugueses com quem foi contactando, para perceber que muitas vidas mudaram por se terem cruzado com Wojtyla.

Para a responsável, o ingrediente de sucesso deste projecto musical que já conheceu o palco de Madrid, nas Jornadas Mundiais da Juventude, em 2011, é o próprio João Paulo II e a “entrega de toda a equipa”.

As receitas da bilheteira desta temporada revertem a favor da Associação para o Tratamento das Toxicodependências.

“Este musical conta a história de vidas que, quando se encontraram com João Paulo II, mudaram completamente e nós queremos também ajudar a mudar vidas que não vêem esperança”, declara a encenadora.

 

 

FÁTIMA

 

EXEMPLOS CHOCANTES DE

EVOLUÇÃO CULTURAL

 

O Cardeal D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, disse no passado dia 19 de Junho que a legalização do aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo são o “mais chocante” exemplo da recente evolução cultural em Portugal.

 

Na conferência que encerrou as Jornadas Pastorais da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorreram em Fátima, o cardeal referiu que nas sociedades actuais “toda a realidade humana, independentemente do seu sentido ético, passa a ter direitos de cidade, regulados pela lei”.

O patriarca emérito de Lisboa considerou que neste “positivismo”, as leis não são tanto “propostas éticas” que ditem “caminhos de verdade e do bem”, mas “regulação da realidade humana, seja ela qual for”.

“Aborto clandestino era uma realidade preocupante? Legaliza-se a interrupção voluntária da gravidez, relativizando o sentido ético da interrupção violenta da vida”, exemplificou D. José Policarpo.

“A homossexualidade é uma realidade, pessoas do mesmo sexo estabelecem relações amorosas que na antropologia cultural são próprias da relação do homem com a mulher? Estabelece-se a igualdade de género, sendo a opção homossexual tão verdadeira como a heterossexual, permite-se o casamento entre pessoas do mesmo sexo e está-se à beira de permitir adopção de crianças por esses pares de pessoas do mesmo sexo”, prosseguiu.

D. José Policarpo sustentou que estes dois casos, protegidos por lei, estão em “total ruptura com a visão do homem em sociedade, enraizada no direito natural e aprofundada na visão cristã da sociedade”.

Para o patriarca emérito de Lisboa, na origem destas mudanças culturais está “o enfraquecimento do sentido de eternidade”, com consequências na “percepção da realidade”, cada vez mais caracterizada por uma “teoria segundo a qual só a verificação situa o homem perante o que é real”.

“Isto levou a um ‘positivismo’ na análise da realidade, que pode tender para uma limitação desse horizonte da realidade”, disse D. José Policarpo.

O cardeal Policarpo disse também que outra concretização do “positivismo na evolução da cultura” é a “redução ao económico, ao lucro, aos bens materiais das realidades que os homens buscam e pelas quais lutam”.

“A felicidade do homem não passa só por aí, mas pela busca do amor, da beleza, da convivência fraterna. O economicismo, os mecanismos financeiros, a ânsia do lucro atrofiam o horizonte da beleza da vida na variedade das suas expressões”, sublinhou.

A conferência de D. José Policarpo, sobre ‘A evolução cultural e a evolução da sociedade portuguesa’, encerrou as Jornadas Pastorais do Episcopado, onde esteve em análise o tema “A organização da sociedade à luz da doutrina social da Igreja”.

 

 

LISBOA

 

MONUMENTOS RELIGIOSOS

DE INTERESSE PÚBLICO

 

O Governo português classificou o Mosteiro de Alpendurada, no Marco de Canaveses, e outras duas igrejas católicas como monumentos de interesse público, em portarias publicadas no Diário da República, de 20 de Junho passado.

 

O Mosteiro de São João Baptista de Alpendurada, no Distrito do Porto, foi fundado em meados do século XI, antes do “início do processo de formação da nacionalidade”.

O espaço “teve grande influência na vida das comunidades rurais formadas à sua volta, interferindo na organização social, no desenvolvimento da agricultura e no processo de repovoamento do norte do país”.

A classificação inclui a igreja e a sacristia, reflectindo “o interesse do bem como testemunho simbólico ou religioso e o seu valor estético, técnico e material intrínseco”.

“Malgrado as sucessivas intervenções, incluindo as obras contemporâneas, que conferiram ao conjunto arquitectónico distintos graus de integridade, o Mosteiro de Alpendurada mantém ainda a sua estrutura fundamental, constituída pela ala do dormitório dos frades, claustro e espaços envolventes, bem como pela igreja e sacristia, compondo um todo indissociável, notável tanto pelo seu valor artístico e arquitectónico como pela forma como se insere na paisagem”, pode ler-se.

Outro monumento classificado como de interesse público foi a igreja de Nossa Senhora dos Reis, de Lamalonga, Concelho de Macedo de Cavaleiros, Distrito de Bragança.

A obra, dedicada a Nossa Senhora dos Reis e construída na segunda metade do século XVII, é apresentada como “um bom exemplo da arquitectura religiosa oitocentista de cariz paroquial em Trás-os-Montes”.

“O conjunto da estrutura e património integrado, de gramática barroca, forma um todo homogéneo de grande valor artístico cuja integridade e autenticidade constituem hoje em dia um caso raro na região transmontana”, destaca a portaria n.º 405/2013.

A terceira obra classificada como monumento de interesse público foi a igreja da Misericórdia de Almada, edificada entre 1564 e 1566, cerca de uma década após a fundação da respectiva confraria.

“Trata-se de um pequeno templo de uma só nave, com cobertura de madeira e capela-mor alteada, cujo plano modesto é engrandecido pelo interessante retábulo-mor em talha, de estrutura maneirista”, refere o texto assinado pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

 

 

FÁTIMA

 

SIMPÓSIO TEOLÓGICO-PASTORAL

 

O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, desafiou no domingo 23 de Junho os católicos a serem promotores de “um mundo melhor” apoiado na “esperança” que é Jesus Cristo.

 

O prelado sublinhou que o actual “modelo de sociedade e de mundo está esgotado” e que cabe às comunidades cristãs mostrarem que é possível viver uma “vida em plenitude”, que existem alternativas.

O bispo reforçou esta mensagem no final do Simpósio Teológico-Pastoral que o Santuário de Fátima promoveu, integrado na preparação para a celebração do Centenário das Aparições (1917-2017) de Nossa Senhora na Cova da Iria.

Na sua intervenção, o também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa salientou que as palavras de conforto e motivação que Maria deixou aos três pastorinhos são “as mesmas que ela dirige” hoje a todas as pessoas, para mostrar que “Deus não abandona” a sociedade nem a Igreja, “no meio das tempestades do mundo”.

Com o tema “Não tenhais medo. Confiança – Esperança – Estilo Crente”, o Simpósio Teológico-Pastoral reuniu no Centro Pastoral Paulo VI cerca de 350 pessoas.

 

 

ÉVORA

 

MOSTEIRO DAS

“MONJAS DE BELÉM”

 

A Arquidiocese de Évora inaugurou no passado dia 24 de Junho a primeira fase de construção do Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário, no Couço, que vai acolher as Monjas de Belém, uma congregação de clausura.

 

A secção do Mosteiro que vai ser agora aberta “corresponde a uma pequena parte do que será o conjunto de construções do futuro Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário, que já tem placa indicativa à entrada do Couço”.

“Esta primeira fase destina-se a hóspedes, ou seja a pessoas que desejem passar algum tempo em ambiente de paz e contemplação, em contacto com Deus e com a Natureza”.

Depois de Setúbal, a Arquidiocese de Évora é a segunda circunscrição eclesiástica em Portugal a receber a Família Monástica de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno, ordem contemplativa francesa mais conhecida por “Monjas de Belém”.

Trata-se de uma congregação religiosa nascida nos Alpes Franceses em 1950, composta actualmente por centenas de irmãs espalhadas pelo mundo, que vivem em profundo recolhimento e dedicam a maior parte do seu tempo à oração.

 

 

AVEIRO

 

CASA SACERDOTAL

 

O bispo de Aveiro diz que a recente conclusão da Casa Sacerdotal, que irá servir os padres mais idosos e doentes da região, foi “um belo marco” para a diocese.

 

Numa nota pastoral publicada no passado dia 25 de Junho através da Internet, D. António Francisco dos Santos salienta que “construído que está o edifício”, há muito sonhado, falta “agora ir modelando a sua alma”.

A inauguração da obra, situada ao lado do Seminário de Santa Joana, aconteceu num ano de missão jubilar integrada nos 75 anos de restauração da diocese.  

Para o prelado, este “Santuário de Gratidão”, erguido em honra dos sacerdotes que ao longo dos anos colocaram a sua vida ao serviço das comunidades, só cumprirá verdadeiramente o seu propósito se for também “escola de oração e de vida, espaço de fraternidade e de alegria”.

 Por outro lado, “a proximidade física e institucional” entre a nova estrutura e o seminário diocesano “abre caminho para a comunhão sempre necessária e abençoada de toda a Igreja diocesana”.

 

 

COIMBRA

 

FALECEU

D. JOÃO ALVES

 

A Diocese de Coimbra despediu-se no passado dia 29 de Junho de D. João Alves, seu bispo emérito, falecido na véspera aos 87 anos, numa celebração que reuniu centenas de pessoas na Sé Nova.

 

“Damos graças ao Senhor por este seu discípulo, seu amigo e sua testemunha, que entregou a sua vida ao serviço do Senhor, da sua Igreja e de todos aqueles que foram destinatários da sua acção”, disse o actual bispo diocesano, D. Virgílio Antunes, na homilia da missa exequial.

“No desejo de construir a Igreja no tempo que nos é dado, todos nós, comunidade diocesana, procuremos ser fiéis à linha de continuidade de que somos herdeiros e que teve um ponto alto na reflexão e na acção de D. João Alves, que teve a graça de colher e transmitir à Diocese o dinamismo renovador do Concílio Vaticano II”, pediu D. Virgílio Antunes.

Após o funeral, D. João Alves foi sepultado no jazigo dos bispos conimbricenses, no Cemitério da Conchada.

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Padre Manuel Morujão, recordou o “papel importante” na vida da Igreja de D. João Alves, antigo presidente do organismo, como “promotor de consensos e de pontes de unidade, com uma visão larga e aberta da Igreja e do mundo, um pastor inteligente e solícito, afinado pelo espírito do Concílio Vaticano II”.

D. João Alves nasceu a 13 de Dezembro de 1925, na freguesia de São Salvador, Torres Novas (Diocese de Santarém) e foi ordenado padre a 29 de Junho de 1951.

O prelado foi bispo de Coimbra de 1976 a 2001, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa nos triénios de 1993-1996 e 1996-1999, tendo assumido depois as funções de presidente da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais durante seis anos.

D. João Alves foi também presidente da delegação da Santa Sé na Comissão Paritária instituída pela Concordata de 2004, até 2011.

Nos últimos anos, marcados pela doença e pelo sofrimento, residiu na Casa Episcopal de Coimbra e, ultimamente, na Casa do Clero de Coimbra.

 

 

PORTO

 

D. PIO ALVES DE SOUSA,

ADMINISTRADOR APOSTÓLICO

 

O Santo Padre nomeou D. Pio Alves de Sousa como Administrador apostólico da Diocese do Porto, depois de D. Manuel Clemente ter cessado funções para assumir o governo do Patriarcado de Lisboa.

 

“Por nomeação de sua santidade o Papa Francisco, a partir do dia 1 de Julho o senhor D. Pio Alves desempenha as funções de Administrador apostólico da Diocese do Porto até à designação do novo bispo do Porto”, anuncia um comunicado diocesano.

D. Pio Gonçalo Alves de Sousa, de 68 anos, é um dos bispos auxiliares da diocese e foi nomeado para o cargo a 18 de Fevereiro de 2011, por Bento XVI; a ordenação episcopal decorreu em Braga, a 10 de Abril do mesmo ano.

O responsável preside actualmente à Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais da Igreja.

O prelado é natural de Lanheses, em Viana do Castelo, onde nasceu a 20 de Abril de 1945; ordenado sacerdote em 1968, após ter frequentado o Seminário de Braga, doutorou-se em Teologia Patrística, na Universidade de Navarra, onde ficou como docente até 1983.

D. Pio Alves de Sousa voltou a Braga, onde permaneceu no mundo académico, primeiro no Instituto Superior de Teologia e, a partir de 1987, na Universidade Católica Portuguesa, tendo sido director adjunto da Faculdade de Teologia, em Braga, vice-reitor e presidente da Comissão Instaladora do Centro Regional (2007-2009).

Para além do trabalho académico, com investigação e publicação bibliográfica sobre a vida das comunidades cristãs nos primeiros séculos do cristianismo, D. Pio liderou o trabalho de conservação e restauro do património da Sé de Braga, onde dirigiu o Arquivo, a Biblioteca e o Tesouro-Museu.

A Diocese do Porto tem ainda como bispos auxiliares D. António Bessa Taipa e D. João Lavrador.

D. Manuel Clemente, que era bispo do Porto desde Março de 2006, foi nomeado pelo Papa Francisco a 18 de Maio como sucessor de D. José Policarpo no Patriarcado de Lisboa e tomou posse do Patriarcado no passado sábado 6 de Julho.

 

 

GUARDA

 

FORMAÇÃO TEOLÓGICA

DOS SEMINARISTAS

 

O Instituto Superior de Teologia, sedeado em Viseu, que reunia os seminaristas das dioceses de Viseu, Guarda, Lamego e Bragança-Miranda, foi extinto.

 

Segundo uma orientação vinda de Roma, da Congregação para a Educação Católica, ficarão a ministrar formação teológica em ordem ao sacerdócio os pólos de Lisboa, Porto e Braga da Universidade Católica Portuguesa.

Perante esta realidade, o bispo da Guarda, D. Manuel Felício informou que as dioceses que integravam o Instituto Superior de Teologia de Viseu vão continuar juntas e deslocar o seminário para junto do Instituto de Teologia de Braga.

“As melhores condições foram apresentadas em Braga, que vai fazer obras na casa que iremos ocupar e cada diocese terá de pagar uma mensalidade, sem mais nenhum encargo”, explicou.

Este seminário interdiocesano terá como reitor o padre Paulo Figueiró, da Diocese da Guarda.

 

 

ELVAS

 

FUNDADORA RELIGIOSA

DECLARADA VENERÁVEL

 

O Papa Francisco aprovou, no passado dia 5 de Julho, a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heróicas” de madre Maria Isabel da Santíssima Trindade, fundadora das «Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres», que recebe assim o título de “Venerável”.

 

Esta é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato.

A vice postuladora da causa de canonização, Irmã Ivone Coelho, declarou que “agora falta o reconhecimento do milagre” para que a nova Venerável possa “ser beatificada”.

A Congregação das «Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres» recebeu a notícia “com muita alegria”, no dia em que se celebra também a aprovação pelo Papa Pio XII da fundação da instituição.

A devoção a Maria Isabel da Santíssima Trindade já está espalhada por vários países, sobretudo naqueles onde a congregação está implantada: “México, Timor, Moçambique e também muito no Brasil”, referiu.

Madre Maria Isabel da Santíssima Trindade nasceu a 1 de Fevereiro de 1889, no Monte do Torrão, freguesia de Santa Eulália, concelho de Elvas, e recebeu dos seus pais “uma educação esmerada, consentindo que frequentasse a Escola de Belas Artes, em Lisboa”.

A 20 de Março de 1912 casou com o lavrador João Pires Carneiro que faleceu em Junho de 1922.

Viúva e sem filhos, durante onze anos, dedicou-se ao apostolado na sua terra natal, Santa Eulália, e a 8 de Setembro de 1934, entra nas Irmãs Dominicanas Contemplativas, em Azurara, onde permaneceu apenas sete meses, por falta de saúde.

O arcebispo de Évora na altura, D. Manuel da Conceição Santos, sabendo do seu regresso da clausura, convidou-a a tomar conta da Casa de Retiros, em Elvas, responsabilidade que ela assumiu a 20 de Março de 1936 e aí iniciou uma vasta acção apostólica de serviço aos pobres, criando várias obras sociais, gastando, para isso, os próprios bens.

Inspirada em Santa Beatriz da Silva funda, em 1939, a Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, que foi aprovada pelo Papa Pio XII, a 5 de Julho de 1955.

Faleceu a 3 de Julho de 1962, em Elvas, depois de uma vida toda voltada para os outros.

Foi sepultada na sua terra natal, em jazigo de família e os seus restos mortais foram transladados para a Casa Mãe da Congregação, em Elvas, a 20 de Dezembro de 1980.

A Causa da sua Canonização foi introduzida em 1998.

 

 

LISBOA

 

ENTRADA DO

NOVO PATRIARCA

 

No domingo 7 de Julho passado, na homilia da Missa de entrada solene no Patriarcado de Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, D. Manuel Clemente pediu às comunidades cristãs que acolham todas as pessoas e recordou as consequências socioculturais do Evangelho, nomeadamente a dignidade da pessoa humana desde a “concepção à morte natural”.

 

Sem adiantar “detalhes programáticos”, o novo Patriarca de Lisboa disse que “a Igreja de Lisboa seguirá as indicações” saídas do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização e as propostas da Conferência Episcopal Portuguesa, na Nota Pastoral de 11 de Abril último sobre a “renovação da Pastoral da Igreja em Portugal”

D. Manuel Clemente referiu-se depois às “consequências socioculturais do Evangelho”, tanto na “concretização comunitária” como na sua “aplicação pastoral”, sugerindo a inclusão dos princípios da doutrina social da Igreja “nos percursos da nova evangelização” e na “formação dos cristãos que se empenhem em servir a convivência humana na vida social e política”.

“Com a difusão do cristianismo e a sua feliz coincidência com as aspirações de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civilização e cultura de que não podemos abdicar”, disse D. Manuel Clemente.

Para o novo Patriarca de Lisboa, é necessário defender “a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de raças e povos e sempre protegida e promovida da concepção à morte natural de cada um”, para que não se coloque “em risco” a “humanidade”.

Também defendeu “a verdade familiar, na complementaridade homem-mulher, na geração e educação dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos” e a distinção entre “Deus e César, que abriu caminho à laicidade positiva das instituições políticas e à liberdade religiosa dos cidadãos”.

A entrada no patriarcado de Lisboa acontece um dia depois de D. Manuel Clemente ter tomado posse como 17º Patriarca de Lisboa, no sábado, na Sé catedral, sucedendo a D. José Policarpo, que apresentara o pedido de renúncia por limite de idade.

Celebração Litúrgica deseja ao novo Patriarca de Lisboa que continue o seu ministério episcopal de congregar em torno do Senhor Jesus todo o povo cristão e deste modo atrair a Ele todos os homens de boa vontade.


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