aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

BRASIL

 

PROGRAMA DO PAPA NA

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

 

O Papa Francisco vai visitar o Brasil de 22 a 28 de Julho, com passagem pelo Rio de Janeiro e o Santuário de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

 

O Papa chega ao Brasil a 22 de Julho, pelas 16h00 locais (mais quatro em Lisboa); a cerimónia oficial de boas-vindas e os primeiros discursos vão decorrer uma hora depois, no Palácio Guanabara, sede oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Francisco vai ficar na residência do Sumaré, da Arquidiocese do Rio, que já acolheu João Paulo II.

No dia 23 não tem qualquer acto oficial previsto e o dia 24 começa com uma viagem em helicóptero de 200 quilómetros e mais de uma hora até ao Santuário Nacional de Aparecida, onde o Papa vai venerar a imagem de Nossa Senhora e presidir à Missa.

De regresso ao Rio de Janeiro, Francisco tem visita marcada ao Hospital São Francisco de Assis, especialmente direccionado para a recuperação de toxicodependentes e alcoólicos.

No dia 25, o Papa visita o Palácio da Cidade, para receber as chaves do Rio de Janeiro e abençoar as bandeiras oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

Às 11h00 locais, Francisco desloca-se à Comunidade da Varginha, em Manguinhos, favela que foi alvo de um programa de recuperação pelas autoridades brasileiras.

Às 18h00 os jovens vão acolher Francisco numa “festa” na praia de Copacabana.

O dia 26 de Julho começa com a confissão de cinco participantes na JMJ, provenientes dos cinco continentes, antes da visita ao Palácio São Joaquim, residência do arcebispo do Rio de Janeiro, onde o Papa se vai encontrar de forma privada com cinco jovens presos; o almoço terá a presença de 12 jovens de várias nacionalidades, representando todos os continentes e o Brasil.

O regresso à JMJ é feito na tarde deste dia, com a celebração da Via Sacra na praia de Copacabana.

No sábado 27, o Papa irá à catedral da cidade onde celebra a Missa com os bispos, sacerdotes, religiosos e seminaristas; segue-se um encontro com a “classe dirigente do Brasil”, no Teatro Municipal do Rio.

O dia conclui-se com uma vigília de oração em Guaratiba, arredores da cidade, onde decorrem os momentos conclusivos da JMJ 2013, com participação prevista de mais de dois milhões de pessoas.

No domingo 28 de Julho, o Papa Francisco vai sobrevoar de helicóptero a estátua do Cristo Redentor antes de presidir à Missa final da Jornada Mundial, com início marcado para as 10h00.

O último dia da visita ao Brasil inclui encontros com o comité de coordenação do Conselho Episcopal Latino-Americano e os voluntários da JMJ.

A partida para Roma está prevista para às 19h00 e a chegada à Itália deve acontecer pelas 11h30 locais do dia 29 de Julho.

 

 

EUROPA

 

MENSAGEM DE ESPERANÇA

 

A presidência do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) publicou uma mensagem no Dia da Europa, que se celebra a 9 de Maio, na qual lembra as vítimas da crises económica e de fé, alertando para os egoísmos.

 

“A todas as pessoas que estão hoje no continente europeu e se encontram em dificuldade pela actual crise económica, que se sentem sós, que perderam ou procuram um trabalho e que, por causa da grave crise de sentido e de fé, em particular os jovens, acham difícil olhar para o futuro, queremos dizer que a Igreja na Europa está próxima e os convida a não perder a esperança”, assinala a mensagem.

O documento convida os habitantes do continente a “não deixar que medos e egoísmos” se sobreponham à “importância da família, o valor do dom e do acolhimento”, em favor “dos mais necessitados”.

Os bispos desafiam os cristãos a “reflectir sobre o seu compromisso na construção de uma sociedade europeia aberta ao Absoluto e baseada na verdade, na justiça, na solidariedade e liberdade”.

“Aproveitamos também a ocasião para agradecer a todas as pessoas que, movidas pela fé, são promotoras de obras de caridade e de assistência a nível local, nacional e internacional: a ajuda que prestam é resposta solícita e concreta a muitas necessidades materiais mas é também sinal do amor de Deus”, acrescenta o texto.

O CCEE engloba as 33 Conferências Episcopais da Europa e tem como secretário-geral o sacerdote português Mons. Duarte da Cunha.

O Dia da Europa evoca a chamada “Declaração Schuman”, apresentada a 9 de Maio de 1950, considerada como o começo da criação do que é hoje a União Europeia.

 

 

ITÁLIA

 

PAVILHÃO DA SANTA SÉ

NA BIENAL DE VENEZA

 

O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura apresentou no passado dia 14 de Maio no Vaticano a participação da Santa Sé na Bienal de Arte Veneza 2013, com o primeiro pavilhão próprio neste evento, inspirado no livro do Génesis.

 

O espaço tem como título “No princípio”. Os 11 capítulos iniciais da Bíblia, comum a cristãos e judeus, estão na base do pavilhão da Santa Sé, sob a coordenação do director dos Museus do Vaticano, Antonio Paolucci.

As propostas de três artistas dividem-se por três núcleos temáticos, com temas específicos: “a Criação, a Des-criação e a Nova Humanidade ou Re-criação”, explicou o cardeal Ravasi.

Segundo este responsável, a arte contemporânea está “no centro dos interesses” do Conselho Pontifício para a Cultura, por constituir “uma das expressões mais significativas da cultura das últimas décadas”.

O especialista em estudos bíblicos precisou que o Génesis, tema do pavilhão, é fundamental para a cultura e a tradição da Igreja bem como para a própria “história da arte”, tendo inspirado um “sem número de obras”.

Os capítulos escolhidos “falam do mistério das origens, da entrada do mal na história e também da esperança”, após a “devastação representada simbolicamente pelo dilúvio”.

O Vaticano convidou o Studio Azzurro, especializado no uso dos novos media, o fotógrafo Josef Koudelka e o pintor Lawrence Carroll para assumirem cada um dos espaços apresentados no pavilhão.

Segundo Antonio Paolucci, pretende-se que estes espaços sejam como um “território aberto aos atravessamentos culturais e aos percursos emocionais”.

Paolo Baratta, presidente da Bienal, afirmou por sua vez que a presença da Santa Sé entre os pavilhões pela primeira vez é um “facto de grande importância” para “o mundo da arte e da cultura”.

A 55ª edição da Bienal de Arte de Veneza, decorre entre 1 de Junho e 24 de Novembro deste ano.

 

 

SAN SALVADOR

 

MONS. OSCAR ROMERO,

MÁRTIR DA IGREJA

 

Na entrevista transmitida no Programa ECCLESIA da RTP2, no passado dia 24 de Maio, o Bispo auxiliar de San Salvador Mons. Gregório Rosa explica como João Paulo II foi entendendo o testemunho dado por Mons. Óscar Romero, arcebispo da capital, assassinado por um grupo militar em 24 de Março de 1980.

 

Agência Ecclesia – Essa visita de João Paulo II ao túmulo de D. Oscar Romero, em 1983, foi um momento de tensão…

Mons. Gregório Rosa – O que é surpreendente é o que conta o seu secretário pessoal, Dom Estanislau (Dziwisz), agora arcebispo de Cracóvia, num livro que se intitula “Uma vida com Karol”. Há um capítulo dedicado ao martírio, no qual fala apenas de um mártir, Romero, e relata dois factos relacionados com o Papa João Paulo II, que é importante partilhar com quem está a ver este programa.

O primeiro é do ano 1983: conta ele que antes da visita a El Salvador, disseram ao Papa que não convinha que visitasse o túmulo de Romero, porque esse era um tema muito politizado, e o Papa respondeu: Como não o vou visitar, se morreu no altar, durante a Eucaristia?

Houve pressões no país para que não fosse ao túmulo de Romero, e quero contar uma história: para preparar essa visita, houve uma comissão mista, Governo-Igreja, para tratar da segurança, do protocolo, etc., e eu fui um dos encarregados. Estávamos reunidos quando chegou uma nota da Nunciatura que dizia que o Papa gostaria de visitar o túmulo. Diziam que não era adequado, que era perigoso, que não havia condições, que não o devia visitar.

Numa segunda reunião, chegou outra nota da Nunciatura onde se dizia que o Papa visitará o túmulo. “Visitará”. Então, negociámos com o Governo que a visita não seria publicada no programa, que seria privada e confidencial, digamos. A 6 de Março de 1983, quando chega o dia da visita do Papa, prevista para depois do almoço, o cardeal Tucci disse-me de manhã: “Vamos já para a Catedral”. João Paulo II chegou ao túmulo quando não estava ninguém à sua espera.

O outro facto aconteceu no ano 2000, com o Jubileu dos Mártires, a 7 de Maio, no Coliseu. Na quarta-feira anterior, anunciou-se na Sala de imprensa da Santa Sé como seria a cerimónia, uma grande para-liturgia, e falou-se de cada continente, quem ia ser evocado como mártir. Na América Latina, eram mencionados três nomes de bispos, mas não aparecia o de Romero, e os jornalistas perguntaram por que é que não estava. Houve uma reacção em Roma, muito forte, de protesto.

Dois dias depois, o Papa convidou vários cardeais, para jantar, entre eles o cardeal Kasper, que também me contou o que vem no livro: João Paulo II pediu o livro que ia ser usado na cerimónia dos mártires, procurou a página da América Latina e a oração conclusiva dessa secção, onde escreveu “bispos como o inesquecível monsenhor Romero, que entregou a sua vida no altar”. E teve de se fazer um novo folheto.

Nós temos os dois folhetos, o que se ia utilizar, sem referência a Romero, e o que se usou, mencionando-o. Foi o único nome evocado.

Há um último dado, de que sou testemunha pessoal, no ano 2001, mês de Novembro. Temos visita ad limina com João Paulo II, a última que lhe fizemos, e no momento pessoal com o Papa, o arcebispo (Mons. Fernando Sáenz) chega e eu vou com ele. O Papa está muito cansado, muito doente, não reage ao que diz o arcebispo, mas de repente levanta a cabeça e pergunta: E Monsenhor Romero?

O arcebispo responde: Estamos a falar sobre a devoção, não sabemos se há algum milagre por sua intercessão…

O Papa pôs-se de pé, pega na bengala e diz: É um martírio. E vai-se embora.

São dados do pontificado de João Paulo II, que indicam que ele foi compreendendo e chegou à convicção de que Romero é um mártir. São dados interessantes, totalmente comprovados, que indicam uma evolução no Papa: ele entendeu o que se passou com Romero e chegou à conclusão de que é um mártir da Igreja.

 

 

ITÁLIA

 

BEATIFICADO

MÁRTIR DA MÁFIA

 

O padre italiano Pino Puglisi, assassinado em 1993 pela máfia siciliana, foi beatificado em Palermo no passado dia 25 de Maio, numa cerimónia ao ar livre que reuniu cerca de cem mil pessoas.

 

A missa foi presidida pelo cardeal Paolo Romeo, arcebispo da capital da Sicília, que leu a Carta apostólica para a proclamação da beatificação.

O cardeal proferiu uma homilia com várias referências à máfia que matou o padre Puglisi por causa da sua acção em favor dos “pobres, das crianças e dos jovens”, combatendo o “controlo do território”.

A violência e a morte “nada têm a ver com o Evangelho da vida que Jesus veio a trazer ao mundo”, observou.

O padre Pino Puglisi era um sacerdote diocesano conhecido pelo seu combate à criminalidade organizada, tendo fundado um centro para jovens e meninos da rua, o Centro Padre Nostro.

O novo beato foi assassinado pela máfia a 15 de Setembro de 1993, dia do seu 56.º aniversário.

 

 

CURSILLOS DE CRISTANDADE

 

SEDE EM PORTUGAL

DE 2014 a 2017

 

Portugal vai ser, pela primeira vez e durante os próximos quatro anos, o principal ponto de encontro para membros do Movimento Mundial dos Cursilhos de Cristandade.

 

A informação foi avançada pelo departamento de comunicação da Arquidiocese de Évora, numa nota onde esclarece que o “mandato será de 2014 a 2017”, e adianta que, para o último ano, já está prevista “uma Ultreia Mundial” em Fátima, no âmbito da comemoração do Centenário das Aparições.

A eleição de Portugal como sede da Organização Mundial dos Cursilhos de Cristandade (OMCC), órgão reconhecido pelo Conselho Pontifício para os Leigos, foi feita durante o último encontro europeu do movimento, que decorreu na Áustria entre 23 e 26 de Maio passado, com a participação de representantes de 11 países.

O secretariado nacional do MCC foi representado pelo Assistente Espiritual Nacional, D. António Montes, pelo presidente Saúl Quintas e pelo vice-presidente Mário Bastos.

Actualmente, a sede do OMCC está localizada na Austrália e a “passagem de testemunho” para Portugal está marcada para Novembro, em Brisbane, cidade que vai acolher o encontro mundial de cursilhistas 2013.

 

 

CABO VERDE

 

CONCORDATA COM SANTA SÉ

 

A Santa Sé e a República de Cabo Verde assinaram no passado dia 10 de Junho, no Vaticano, uma Concordata que define e garante o estatuto da Igreja Católica no arquipélago lusófono.

 

O acordo consagrou as boas relações bilaterais que se desenvolveram nos últimos 37 anos, segundo a nota da Sala de imprensa da Santa Sé.

Entre os campos abrangidos pela Concordata estão “o matrimónio canónico, os locais de culto, as instituições católicas de instrução e de educação, o ensino da religião nas escolas, a actividade assistencial-caritativa da Igreja, a pastoral nas Forças Armadas e nas instituições penitenciárias e hospitalares e o regime patrimonial e fiscal”.

O documento foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde, Jorge Borges, e pelo secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Mons. Dominique Mamberti.

“Este acordo vem regular e sistematizar uma relação multissecular cujos elementos estão na génese da nossa sociedade”, disse Jorge Borges.

O Ministro destacou que a Concordata representa “um reforço do princípio da liberdade religiosa inscrito na Constituição da República”.

Além do primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, e vários membros do Governo, estiveram presentes no acto de assinatura da Concordata, os bispos de Santiago e do Mindelo, D. Arlindo Furtado e D. Ildo Fortes.

 

 

BRASIL

 

BISPOS APOIAM

MANIFESTAÇÕES SE PACÍFICAS

 

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestaram no passado dia 21 de Junho “solidariedade e apoio” às manifestações no país, “desde que pacíficas”.

 

Num comunicado publicado na página da Internet da CNBB, os bispos do Conselho Permanente afirmam que a mobilização de “gente de todas as idades, sobretudo os jovens”, envolvendo “todo o povo brasileiro”, desafia uma “nova consciência” e o combate às desigualdades.

“Nascidas de maneira livre e espontânea a partir das redes sociais, as mobilizações questionam-nos e atestam que não é possível mais viver num país com tanta desigualdade. Sustentam-se na justa e necessária reivindicação de políticas públicas para todos”, afirma o comunicado.

Para os bispos brasileiros que assinam este documento, as manifestações em curso despertam para “uma nova consciência” capaz de construir uma “sociedade justa e fraterna”, “gritam contra a corrupção, a impunidade e a falta de transparência na gestão pública” e “denunciam a violência contra a juventude”.

O Conselho Permanente da CNBB afirma também que “nada justifica a violência, a destruição do património público e privado, o desrespeito e a agressão a pessoas e instituições, o cerceamento à liberdade de ir e vir, de pensar e agir diferente, que devem ser repudiados com veemência”.

“Quando isso ocorre, negam-se os valores inerentes às manifestações, instalando-se uma incoerência corrosiva que leva ao descrédito”.

A CNBB deseja que “estas manifestações” sejam o “fortalecimento da participação popular nos destinos de nosso país e prenúncio de novos tempos para todos”.

“Que o clamor do povo seja ouvido!”, conclui o documento assinado pelo cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, D. José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís e vice-presidente da CNBB, e D. Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

BISPOS REAGEM À DECISÃO

DO SUPREMO TRIBUNAL

 

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América afirmou no passado dia 26 de Junho que a decisão do Supremo Tribunal que obriga o Governo federal a reconhecer casamentos entre homossexuais representa um “dia trágico” para o matrimónio e o país.

 

O Supremo Tribunal dos EUA declarou inconstitucional uma lei federal segundo a qual nem o Governo federal nem os outros Estados ficavam obrigados a reconhecer a validade de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, celebrados em Estados que os tivessem legalizado.

A lei, conhecida como “Defense of Marriage Act”, tinha sido aprovada em 1996.

Segundo os bispos católicos, o Governo tem de “respeitar a verdade de que o casamento é a união de um homem e uma mulher, mesmo que os Estados não o façam”.

“Agora que o Supremo Tribunal emitiu as suas decisões, apelamos aos nossos líderes e ao povo desta boa nação, com renovado vigor, para ficarem firmes, unidos, na promoção e defesa do único significado do casamento: um homem, uma mulher, para toda a vida”.

A declaração do presidente da Conferência Episcopal, cardeal Timothy Dolan, de Nova Iorque, e do arcebispo Salvatore Cordileone, de San Francisco, responsável pela subcomissão para a promoção e defesa do casamento, conclui com pedidos de oração para que as decisões do Tribunal sejam “revistas e suas implicações clarificadas”.

 

 


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