25º Domingo Comum

22 de Setembro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povo por Deus reunido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus anima-nos a aproveitar bem a nossa vida. Alimenta-nos com a Sua Palavra e com Pão do Céu, que é o Seu Corpo e Sangue. Para que sejamos santos e demos frutos de boas obras.

 

Vamos estar atentos à Sua Palavra, pedindo perdão de levarmos talvez uma vida inútil.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Amós chama a atenção para as injustiças com os mais pobres. O Senhor pedirá contas aos que enriquecem injustamente e oprimem os mais débeis.

 

Amós 8, 4-7

 

4Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. 5Vós dizeis: «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos a medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. 6Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo». 7Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».

 

O profeta Amós pregava no Reino do Norte nos tempos de Jerobão II, no séc. VIII a. C. Não cessava de fustigar todos os vícios dum povo esquecido de Deus, dado às vaidades e à exploração dos mais fracos, muitas vezes através da fraude e do abuso do poder.

5 «Quando passará a lua nova?». No calendário, a lua nova marcava o primeiro dia do mês que era dia de festa, um dia de descanso em que não se podiam, portanto, fazer negócios, como em dia de sábado. A avareza e a exploração do pobre está bem escalpelizada e continua a ter grande actualidade.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.4-6.7-8 (R. cf. 1a.7b ou Aleluia)

 

Monição: O salmo canta a grandeza de Deus e a Sua atenção com os mais humildes.

 

Refrão:        Louvai o Senhor, que levanta os fracos.

 

Ou:               Louvai o Senhor, que exalta os humildes.

 

Ou:               Aleluia.

 

Louvai, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

Quem se compara ao Senhor nosso Deus, que tem o seu trono nas alturas

e Se inclina lá do alto a olhar o céu e a terra.

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo lembra a obrigação de rezar pelos governantes e por todos os homens. Deus quer que todos se salvem.

 

1 Timóteo 2, 1-8

 

Caríssimo: 1Recomendo, antes de tudo, que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens, pelos reis 2e por todas as autoridades, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. 3Isto é bom e agradável aos olhos de Deus, nosso Salvador; 4Ele quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. 5Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo, 6que Se entregou à morte pela redenção de todos. 7Tal é o testemunho que foi dado a seu tempo e do qual fui constituído arauto e apóstolo – digo a verdade, não minto – mestre dos gentios na fé e na verdade.8Quero, portanto, que os homens rezem em toda a parte, erguendo para o Céu as mãos santas, sem ira nem contenda.

 

Continuamos com a 1ª Carta a Timóteo; depois das advertências iniciais sobre a verdadeira doutrina (cap. 1º), detém-se a dar orientações sobre a oração, no capítulo 2º, de que hoje lemos o início.

1 «Que se façam preces». É uma verdade de fé que Deus «quer que todos os homens se salvem», mas, apesar de tudo, não se salvarão sem oração. Podemos ajudar os outros a salvarem-se com a nossa oração, com a qual já Deus conta nos planos da sua Providência. A oração obtém graças que ajudam a nossa liberdade a corresponder livremente aos desígnios divinos, pois ainda que Deus nos queira salvar a todos, não nos quer salvar sem a nossa livre colaboração. A oração de súplica não é para converter Deus, mas para nos convertermos a Ele (Santo Agostinho), para nos dispormos a receber os dons que tem para nos dar.

5 «Um só Mediador...» Deus, sendo único, é Deus para todos e não apenas para uma nação (como os falsos deuses). Ele salva-nos pela mediação de Jesus Cristo, o qual, por ser Deus e Homem, é Mediador apto e eficaz, podendo unir com Deus os homens inimigos pelo pecado, oferecendo a sua vida como redenção. Esta mediação exerce-se através da sua Humanidade. Esta mediação é única, embora participem misteriosamente dela, de modo subordinado, os Santos e especialmente a Virgem Maria.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 8, 9

 

Monição: Jesus recorda-nos a importância de pôr a render os dons que recebemos de Deus . Vamos escutar com atenção. Aclamemos o Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,

para nos enriquecer na sua pobreza.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

 

Forma longa: São Lucas 16, 1-13;       forma breve: São Lucas 16, 10-13

 

Naquele tempo, 1disse Jesus aos seus discípulos:

[«Um homem rico tinha um administrador que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. 2Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. 3O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. 4Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. 5Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. 6Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. 7A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. 8E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora 9Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas.»]

10«Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas, também é injusto nas grandes. 11Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? 13Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

 

Esta é mais uma parábola que, para a nossa maneira de pensar, é desconcertante. Temos de ter em conta que se trata do género literário de parábola, em que os diversos elementos que nela entram não têm qualquer valor alegórico, mas são meros elementos de encenação dum ensinamento central, que se quer veicular. Está fora de dúvida que Jesus dá por sabido que a atitude do administrador é profundamente imoral, mas quer simplesmente que nos fixemos na habilidade e engenho que devemos pôr em chegar ao Reino dos Céus. O mesmo problema põe-se relativamente à parábola do próximo domingo, a do rico e do pobre Lázaro.

6 «Cem talhas». A medida de capacidade aqui referida é o bat, correspondente a 36,4 litros.

7 «Cem medidas». Trata-se da medida chamada Kor que equivalia a 10 bat.

8 «O senhor elogiou o administrador», não pela sua desonestidade, mas pela sua esperteza. A Nova Vulgata considera que aqui o senhor é o proprietário, (como o nosso texto, pois utilizam minúscula), mas há autores que pensam que é Jesus, um pormenor que em nada altera o ensinamento. Jesus quer que no que diz respeito ao Reino de Deus recorramos a todos os meios humanos honestos, mas não aprova os desonestos, pois um fim bom nunca justifica o recurso a meios maus, segundo o princípio da Ética: «o fim não justifica os meios» (cf. Rom 2, 8); a Ética cristã não é a pragmática. 

«Os filhos deste mundo», um hebraísmo (o genitivo de qualidade) com que se designam os mundanos; os filhos da luz, isto é, os iluminados pela luz que vem de Deus, por Jesus Cristo (cf. Jo 1, 9), isto é, os cristãos.

9 «Arranjai amigos... eles vos recebam nas moradas eternas». Usando bem as riquezas, concretamente para ajudar o próximo, conseguir-se-ão amigos que nos ajudarão a ser recebidos no Céu – «nas moradas eternas». «Amigos» também podia ser uma forma de designar a Deus, evitando pronunciar o seu nome inefável. «Com o vil dinheiro», à letra «com a mamona da injustiça»; mamona é um termo aramaico, que o Evangelista não traduziu para grego, e que significa: dinheiro, lucro, riquezas. As riquezas dizem-se injustas – «vil dinheiro» –, porque muitas vezes são adquiridas injustamente, degradando o homem.

10-12 Há um certo paralelismo nestas sentenças do Senhor, o que deixa ver que aqui «coisas pequenas» (v. 10) são as riquezas, o «vil dinheiro» (v. 11), o bem alheio (v. 12), que, por maiores que sejam, são perecíveis e quase nada, em comparação com os bens espirituais e eternos, que são «o verdadeiro bem» (v. 11) e «o que é vosso» (v. 12), isto é, o que autenticamente é nosso porque está de acordo com o nosso ser espiritual e nos acompanhará eternamente.

13 «Nenhum servo pode servir dois senhores». Um escravo ou criado não tinha horário de trabalho e tinha de estar totalmente dedicado a servir o seu senhor, sem lhe restar a mínima possibilidade de atender outro patrão. Deus também exige de nós que todos os nossos pensamentos, palavras e acções sejam todos e sempre orientados para O amarmos e servirmos. Não temos uma vida para servir a Deus e outra para cuidar das coisas materiais; de tudo havemos de fazer um serviço a Deus e ao próximo, por amor a Deus. Os bens e os cuidados deste mundo tendem a converter-se num fim último, em ídolos, escravizantes sucedâneos de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Presta contas da tua administração

Não podeis servir a Deus e ao dinheiro

Que os homens rezem em toda a parte

 

 

Presta contas da tua administração

 

No final da nossa vida iremos prestar contas a Deus sobre a maneira como administrámos os dons e as graças que Ele nos deu.

Temos de examinar-nos muitas vezes sobre a maneira como estamos a gerir o negócio da nossa vida. O Senhor elogia o feitor desonesto porque procurou arranjar amigos com os bens que administrava. Não louva a sua desonestidade mas a sua esperteza. Lembra-nos a necessidade de sermos espertos também, de pormos a render os dons que temos, servindo com eles a Deus e aos que nos rodeiam, enquanto estamos cá na terra.

Contava um sacerdote que sendo jovem andava a tomar banho no mar. A certa altura sentiu a impossibilidade de alcançar a praia, porque as ondas o arrastavam para dentro. Pôs -se a rezar: -Senhor, dá-me outra oportunidade, porque até agora não fiz nada de proveito.

Deus ouviu-o e procurou dar outro sentido à sua vida.

Talvez a muitos pudesse acontecer o mesmo se se vissem em perigo. Só se vive uma vez e temos de fazer render os nossos talentos, porque podemos não ter outra oportunidade.

Não nos contentemos com cumprir os mandamentos rotineiramente. Procuremos levar uma vida intensa de oração, para darmos frutos abundantes de santidade e apostolado.

Perguntarmos muitas vezes a Jesus como Paulo: – Senhor, que quereis que eu faça? Deixar-nos guiar, como ele fez em Damasco, pelos sacerdotes que nos transmitem o querer de Deus na direcção espiritual.

Deitar contas ao nosso negócio no fim de cada dia, dando graças a Deus pelos êxitos e pedindo perdão pelos fracassos, com o desejo de nos empenharmos mais a sério no dia seguinte.

 

 

Não podeis servir a Deus e ao dinheiro

 

Podemos deixar-nos absorver pelos negócios deste mundo, esquecendo o mais importante da vida. Temos de saber usar as coisas materiais sem fazer delas o nosso deus. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” – dizia-nos Jesus. Tantos servem o dinheiro como se para eles fosse a sua felicidade e o seu deus.

Muitas vezes condenam a alma explorando os outros sobretudo os mais fracos, sendo desonestos nos seus negócios ou vivendo absorvidos pela cobiça dos bens temporais, como lembrava o profeta na primeira leitura.

 Outras vezes não sabem distribuir generosamente com os mais pobres, com as necessidades do culto ou do apostolado as suas riquezas materiais. “Arranjai amigos com o vil dinheiro” – dizia o Senhor.

O Santo Padre dizia há dias na homilia: “Arranjaremos um tesouro no céu e poremos a render as riquezas terrenas que em si mesmas são um bem com que é preciso negociar, procurando os bens eternos. A primeira coisa a fazer, explicou o Santo Padre, é perguntar: «Qual é o meu tesouro?». E certamente não podem ser as riquezas, dado que o Senhor diz: «Não acumuleis para vós tesouros na terra, porque no final perdem-se». De resto, frisou o Papa, são «tesouros a risco, que se perdem»; e são também «tesouros que devemos deixar, não os podemos levar connosco. Nunca vi um camião de mudança atrás de um cortejo fúnebre», comentou. Então, perguntou-se, qual é o tesouro que podemos levar connosco no final da nossa vicissitude terrena? A resposta é simples: «Podemos levar o que demos, só isso. Mas o que poupamos para nós mesmos, não podemos levar». São coisas que os ladrões podem roubar, que se deterioram ou que ficarão para os herdeiros. Enquanto «aquele tesouro que demos aos outros» durante a vida, levá-lo-emos connosco depois da morte «e ele será “o nosso mérito”»; ou melhor, frisou, «o mérito de Jesus Cristo em nós». Também porque é a única coisa «que o Senhor nos deixa levar». O próprio Jesus disse-o claramente aos doutores da lei que se gabavam da beleza do templo de Jerusalém: «Não permanecerá pedra sobre pedra». Isto vale também «para os nossos tesouros, os que dependem das riquezas, do poder humano». O Santo Padre continuou: “Mas Jesus não se limita à crítica; vai além e acrescenta: «Onde está o teu tesouro, lá estará também o teu coração». É preciso considerar que «o Senhor nos criou para o procurar, para o encontrar, para crescer. Mas se o nosso tesouro não estiver próximo do Senhor, se não vier do Senhor, o nosso coração permanece inquieto». Um exemplo? «Tantas pessoas, inclusive nós, sentem-se ansiosos – disse o Pontífice – para obter algo. No final o nosso coração cansa-se, torna-se preguiçoso, um coração sem amor». Foi o que o Papa definiu com imagem eficaz «o cansaço do coração. Pensemos: o que possuo? Um coração cansado, que só quer estar bem com duas ou três coisas, com uma boa conta no banco? Ou tenho um coração que procura sempre mais as coisas do Senhor?» (Homilia 22-6).

 

 

 Que os homens rezem em toda a parte

 

“Que os homens rezem em toda a parte” – lembra-nos o Apóstolo. O cristão tem na oração um dos seus tesouros. Somos ricos porque temos um Pai muito rico, que nos dá tudo o que Lhe pedimos.

Temos de pôr a render esse tesouro da oração. Alguém contava que ao visitar doentes no hospital lhes pedia para o ajudarem com os seus sofrimentos e orações. Era uma forma de lhes fazer compreender que tinham nas mãos uma riqueza muito grande com que podiam socorrer os outros. Assim davam valor aos seus sofrimentos e os aceitavam com mais alegria.

S.Josemaria ao ver, no dia 2 de Outubro de 1928, o que Deus lhe pedia, levar por diante o Opus Dei e fazer compreender a toda a gente que podiam ser santos no meio das actividades terrenas, sentiu a sua pequenez e acudiu a pedir ajuda aos doentes. Visitava-os nos hospitais de Madrid, sobretudo de doenças incuráveis a pedir as suas orações e sacrifícios.

S.Paulo lembra que temos de rezar por todos. “Recomendo que se façam preces, orações, súplicas e acções de graças por todos os homens.”

Ele “quer que todos os homens e salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. Com a nossa oração e sacrifícios podemos ajudar os outros a encontrar o sentido para a vida.

Em concreto lembra para rezar “pelos reis e por todas as autoridades para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade”.

Hoje muitos só sabem criticar e até insultar as autoridades legítimas, fomentando o ódio e a anarquia. Não se lembram de rezar para que Deus ilumine os que governam, para saberem escolher os melhores meios para o progresso do país, para que saibam evitar leis que vão contra a Lei de Deus e atraem as maldições sobre os povos.

Acudamos muitas vezes a Nossa Senhora, Rainha e padroeira de Portugal, para que ajude a nossa Pátria a vencer a crise económica e a restaurar na vida pública os valores do Evangelho, que fizeram grande a Nação e são caminho para o progresso e para a paz verdadeira.

 

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa.

Na oração universal apresentamos com Ele ao Pai

as necessidades de todos os homens.

Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança, dizendo:

 Senhor, aumentai a nossa fé

 

1.  Pela Santa Igreja Católica,

para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens,

que nos convida a conhecer e amar a Deus, oremos ao Senhor

Senhor, aumentai a nossa fé

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que seja instrumento dócil do Espírito Santo

na condução do Rebanho de Cristo

e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que se gastem generosamente ao serviço das almas

e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé

 

4.  Por todos os cristãos,

para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo,

e nela se encham da força e da alegria de Cristo,

que nos convida à santidade, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé

 

5.  Para que aumentem em toda a Igreja

a devoção ao sacramento da confissão,

que nos purifica e nos renova,

preparando-nos para receber mais dignamente a Jesus,

oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé

 

6.  Pelos jovens de todo o mundo

e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que,

seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito

para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé

 

7.  Pelo nosso Portugal,

para que encha os nossos governantes com a sabedoria de Deus

e nos dê a prosperidade e a paz , oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé

 

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo,

presente na Eucaristia, fazei-nos viver unidos a Ele, na fé,

na esperança, e na caridade.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho

que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós na consagração. Vamos agora acolhê-Lo em nosso coração com fé e humildade. Com Ele podemos dar frutos abundantes.

 

Cântico da Comunhão: A minha carne é verdadeira comida, F. da Silva, NRMS 102

Sl 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

Ou.    Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a Palavra de Jesus, vivê-la pela fé e testemunhá-la com a nossa vida e a nossa palavra, junto de todo os que nos rodeiam.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

2ª Feira, 23-IX: O verdadeiro Templo.

Esd, 1-6 / Lc 8, 16-18

Se alguém de entre vós fizer parte do seu povo... suba a Jerusalém, para construir o Templo do Senhor.

Com a vinda de Jesus, o verdadeiro templo já não é construído por mãos humanas. É a própria Humanidade de Jesus: Destruí este templo e em três dias o reedificarei. E cada um de nós passar a ser também, desde o baptismo, templo de Deus: «Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?» (1 Co 3, 16).

A consideração desta realidade maravilhosa há-de levar-nos a procurar uma maior intimidade com o Senhor, para iluminarmos os outros com o nosso testemunho: «para verem a luz aqueles que entram» (Ev).

 

3ª Feira, 24-IX: Características da 'família de Jesus'.

Esd 6, 7-8. 12. 14-20 / Lc 8, 19-21

Mas Jesus respondeu-lhes: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Quem pertence à família de Jesus?: «O germe e começo do Reino é o pequeno rebanho daqueles que Jesus veio congregar ao seu redor e dos quais Ele próprio é o pastor. Eles constituem a verdadeira família de Jesus (Ev)» (CIC, 764).

Esta família é caracterizada pelo cumprimento da vontade Deus: quem fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus... (CIC, 2233). Recebeu uma 'nova forma de agir', que consiste em ouvir a palavra de Deus e a pô-la em prática. E tem uma oração própria: o Pai nosso (CIC, 764).

 

4ª Feira, 25-IX: A missão e os meios sobrenaturais.

Esd 9, 5-9 / Lc 9, 1-6

Os Apóstolos partiram então e começaram a percorrer as diferentes povoações, a anunciar a Boa Nova.

Quando acaba a Missa todos recebemos igualmente uma missão: «Na Antiguidade, o termo 'missa' significava simplesmente 'despedida'; mas, no uso cristão, o mesmo foi ganhando um sentido cada vez mais profundo, tendo o termo 'despedir' evoluído pata 'expedir em missão'. Deste modo, a referida saudação exprime sinteticamente a natureza missionária da Igreja. Seria bom ajudar o povo de Deus a aprofundar esta dimensão constitutiva da vida eclesial, tirando inspiração da Eucaristia» (SC, 51). Para o cumprimento desta missão, devemos apoiar-nos nos meios sobrenaturais, pois é o Senhor que dá toda a eficácia: «Não leveis nada para o caminho» (Ev).

 

5ª Feira, 26-IX: Ambiente da celebração litúrgica.

Ag 1, 1-8 / Lc 9, 7-9

Chegou a altura de habitardes em vossas casas ornadas de guarnições, enquanto este Templo continua em ruínas.

Deus queixa-se através do profeta Ageu, de dedicarmos mais tempo e bens às nossas coisas do que às coisas de Deus, especialmente as que se referem à Eucaristia.

«É necessário que, em tudo o que tenha que ver com a Eucaristia, haja gosto pela beleza; dever-se-á ter respeito e cuidado pelos paramentos, as alfaiais, os vasos sagrados, para que tudo, interligados de forma orgânica e ordenada, alimentem o enlevo pelo mistério de Deus, manifestem a unidade da fé e reforcem a devoção» (SC, 41).

 

6ª Feira, 27-IX: Ajudas no conhecimento de Jesus

Ag 1, 15-2, 9 / Lc 9, 18-22

Jesus perguntou-lhes então: Quem dizem as multidões que Eu sou?

Este conhecimento de Jesus há-de ser melhorado com a ajuda do Espírito Santo: «Movidos pela graça do Espírito Santo e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: 'Tu és Cristo' (Ev)» (CIC 424).

O Senhor dizia ao povo de Israel: «Mãos à obra, que Eu estou convosco» (Leit). Procuremos conhecer melhor Jesus, aproveitando o que o Evangelho de hoje nos diz d'Ele: momentos dedicados à oração: «Jesus estava a orar sozinho»; à aceitação do sofrimento: «O Filho do homem tem de sofrer muito, tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».

 

 

Sábado, 28-IX: Alegra-te Maria!

Zac 2, 5-9 . 14-15 / Lc 9, 43-45

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque eu venho habitar no meio de ti- oráculo do Senhor.

«É a justo título que o Anjo Gabriel a saúda como filha de Sião (Leit): 'Ave' (= Alegra-te)» (CIC 722).

Este oráculo do profeta tornar-se-ia realidade no momento da Encarnação, «quando a saudação de Gabriel à Virgem de Nazaré se liga ao convite da alegria messiânica: 'Alegra-te, Maria'» (RVM, 20). Toda a humanidade está incluída no 'fiat' com que Ela correspondeu prontamente à vontade de Deus» (id). Procuremos igualmente corresponder aos pedidos do Senhor, para que a nossa alegria seja completa.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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