23º Domingo Comum

8 de Setembro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Sl 118, 137.124

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Este 2º domingo de setembro aproxima-nos do início das aulas e das catequeses, do início das vindimas e de outras colheitas.

Este domingo coincide também com a festa do nascimento de Nossa Senhora ou Natividade de Maria. O seu nome vai aparecer três vezes: na confissão, no credo e depois da consagração na glória dos eleitos.

Tudo isto nos convida a meditar nos caminhos futuro e da providência de Deus.

 

Acto penitencial e Glória

 

Uma celebração religiosa comunitária coloca-nos sempre diante de Deus e dos outros, e os sentimentos que nos invadem são a grandeza de Deus e a nossa pequenez, a admiração e a necessidade do perdão.

É o que vamos reconhecer publicamente pela confissão de pecadores e pelo canto do Glória.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Todas as religiões da terra manifestam o esforço do homem em busca de Deus, são uma espécie de subida do homem. A esse esforço, sincero mas insuficientemente conseguido, Deus respondeu pela Revelação consumada em Jesus Cristo. A religião de Jesus é mais escuta e obediência.

 

Sabedoria 9, 13-19 (gr. 13-18b)

 

13Qual o homem que pode conhecer os desígnios de Deus? Quem pode sondar as intenções do Senhor? 14Os pensamentos dos mortais são mesquinhos e inseguras as nossas reflexões, 15porque o corpo corruptível deprime a alma e a morada terrestre oprime o espírito que pensa. 16Mal podemos compreender o que está sobre a terra e com dificuldade encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem poderá então descobrir o que há nos céus? 17Quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios, se Vós não lhe dais a sabedoria e não lhe enviais o vosso espírito santo? 18Deste modo foi corrigido o procedimento dos que estão na terra, os homens aprenderam as coisas que Vos agradam e pela sabedoria foram salvos.

 

A leitura é o final da 2ª parte do livro da Sabedoria (cap. 6 – 9), em que se põe na boca de Salomão, protótipo do homem sábio, o elogio da sabedoria, terminando com uma longa oração (todo o cap. 9), de que lemos aqui os últimos versículos. A Vulgata latina dividiu o último versículo, o 18, em dois (18 e 19).

13-16 «Qual o homem que pode conhecer…?» O homem, entregue só às forças da sua própria razão, não pode descortinar os desígnios inescrutáveis de Deus, pois o seu espírito está prisioneiro da matéria, na linguagem da antropologia filosófica grega aqui adoptada; o corpo é concebido como a morada terrestre do espírito (v. 15).

17-18 «A sabedoria, o santo espírito» é um dom divino para se poder pensar e proceder segundo o pensamento e a vontade de Deus. A história da salvação documenta o bem que é ser guiado pela sabedoria divina, a par do mal que é viver privado dela (cf. capítulos finais do livro da Sabedoria: 10 – 19).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)

 

Monição: Se olharmos para a história da nossa vida pessoal e familiar, veremos que Deus a tem conduzido com a sua mão invisível mas carinhosa.

 

Refrão:        Senhor, tendes sido o nosso refúgio

                     através das gerações.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Vós os arrebatais como um sonho,

como a erva que de manhã reverdece;

de manhã floresce e viceja,

à tarde ela murcha e seca.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando...

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.

Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: No tempo de S. Paulo havia escravos, mesmo entre cristãos. Paulo, já idoso e preso em Roma, tenta, por meio de uma carta pessoal, mudar a mentalidade de um cristão ainda sujeito às estruturas jurídicas do paganismo.

 

Filémon 9b-10.12-17

 

Caríssimo: 9bEu, Paulo, prisioneiro por amor de Cristo Jesus, 10rogo-te por este meu filho, Onésimo, que eu gerei na prisão. 12Mando-o de volta para ti, como se fosse o meu próprio coração. 13Quisera conservá-lo junto de mim, para que me servisse, em teu lugar, enquanto estou preso por causa do Evangelho. 14Mas, sem o teu consentimento, nada quis fazer, para que a tua boa acção não parecesse forçada, mas feita de livre vontade. 15Talvez ele se tenha afastado de ti durante algum tempo, a fim de o recuperares para sempre, 16não já como escravo, mas muito melhor do que escravo: como irmão muito querido. É isto que ele é para mim e muito mais para ti, não só pela natureza, mas também aos olhos do Senhor. 17Se me consideras teu amigo, recebe-o como a mim próprio.

 

Agora, provavelmente no seu primeiro cativeiro romano (60-62), S. Paulo escreve ao seu amigo a sua mais breve carta (25 versículos), uma peça de grande valor literário e que revela a sua fina sensibilidade. A leitura respiga apenas 8 versículos dispersos.

9 «Eu Paulo…» A tradução portuguesa suprimiu o adjectivo «velho», com que Paulo se classifica. Trata-se de uma velhice relativa, pois uns 25 anos antes, quando do martírio de Estêvão, é chamado «jovem» (Act 7, 58). No 1º cativeiro romano deveria ter entre 50 e 60 anos de idade. Bento XVI, ao proclamar o ano paulino, parte da suposição de que S. Paulo nasceu no ano 7 da era cristã, o que condiz com esta idade. Dada a esperança de vida de então, uma pessoa com mais de 50 anos já se poderia considerar um ancião.

10 Onésimo, um escravo fugitivo do cristão abastado de Colossas, Filémon, a quem S. Paulo baptizou em Roma durante o cativeiro em regime de «custódia líbera», isto é, à solta, mas sempre vigiado por um soldado que se revezava trazendo o seu braço direito atado ao braço esquerdo dele. É por isso que é chamado «este meu filho que gerei na prisão». Onésimo em grego significa proveitoso, útil; S. Paulo brinca com um trocadilho (no v. 11 que não aparece na leitura): «ele outrora foi inútil para ti (porque fugitivo), mas agora é útil para ti e para mim». Toda a carta está repassada da fina sensibilidade do coração de Paulo, e onde não falta até o bom humor.

17-17 «A fim de o recuperares para sempre, não já como escravo, mas... como irmão muito querido». S. Paulo envia a Filémon o escravo fugitivo, tornado agora um irmão, não só pela sua condição de homem - pela natureza - mas também pelo Baptismo - aos olhos do Senhor. Não é para ninguém estranhar que S. Paulo tenha transigido com a estrutura social da escravatura, remetendo um escravo fugitivo ao seu dono, embora com um cartão de recomendação. Abolir de chofre esta instituição social era impossível; por outro lado, o objectivo da missão apostólica não era a revolução social, mas pôr no coração de todos os homens a doutrina e o amor de Cristo, que, quando vividos, são o fermento de renovação da própria sociedade e das suas estruturas.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 118 (119), 135

 

Monição: Numa cultura religiosa marcada pelo messianismo triunfalista, Jesus insiste que o seu seguimento passa pelo mistério pascal. 

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Fazei brilhar sobre mim, Senhor, a luz do vosso rosto

e ensinai-me os vossos mandamentos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 14, 25-33

 

Naquele tempo, 25seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: 26«Se alguém vem ter comigo, sem Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. 28Quem de vós, que, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? 29Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: 30‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. 31E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? 32Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. 33Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».

 

S. Lucas apresenta «uma grande multidão» da Palestina a seguir Jesus, mas quer que, com as palavras de Jesus, fique bem claro para os seus leitores que há exigências para todos os que O hão-de seguir «até aos confins do mundo» (cf. Act 1, 8). É que não se trata apenas de se sentir atraído por uma doutrina superior, mas de seguir Jesus com todas as renúncias que isso implica: «Não pode ser meu discípulo…», insiste por três vezes (vv. 26.27.33). As exigências de Jesus são-nos aqui propostas sem rodeios e em toda a sua crueza e vigor. S. Lucas é o evangelista que mais acentua não só a bondade de Cristo, mas também as suas exigências.

26 «Sem me preferir ao pai...» Esta tradução pretende evitar o chocante idiotismo hebraico, «odiar o pai…», que, mais do que uma força da expressão, é uma forma expressiva, muito ao estilo de Jesus, para chamar a atenção para algo muito importante, de modo a que o ensino fique bem gravado para sempre na memória dos ouvintes. É que seguir a Jesus como seu discípulo não admite meias tintas, concessões ou contemporizações de qualquer espécie: Jesus exige um amor acima de tudo, que só Deus pode exigir, situando-se assim no mesmo plano de Deus, deixando ver a sua divindade. Sendo assim, «odiar…» poderia traduzir-se por «estar disposto a renunciar ao amor de…»; Jesus não revoga o 4º mandamento da Lei de Deus, mas situa-o na justa escala de valores, como se lê em Mt 10, 37: «quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim». Numa palavra, para seguir a Jesus é preciso estar disposto a sacrificar os afectos humanos mais nobres.

28-32 Estas duas parábolas – a do homem que constrói uma torre e a do rei que vai para a guerra – exclusivas de S. Lucas, demonstram graficamente que seguir a Jesus sem abraçar a sua cruz é afadigar-se a trabalhar para um saco roto: é deitar a perder tudo o que uma pessoa se propôs com o seguimento de Cristo.

33 «Renunciar a todos os seus bens». A radicalidade do seguimento de Cristo tem consequências também no que diz respeito aos bens deste mundo, exige o desprendimento deles, embora não necessariamente o prescindir deles; mas os bens não passam de simples meios para chegar a Deus. Seguir a Jesus é dizer não à mediocridade, a aurea mediocritas dos romanos, exaltada pelo poeta Horácio.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Sempre que se fala ou estuda a história religiosa dos povos antigos, sentimos o esforço desses milhares de homens em busca de Deus, esforços que se revelam variados e insuficientes (GS 7,19,20,21).

O judaísmo e o cristianismo seguem caminhos inversos: nasceram da escuta do que Deus disse pelos profetas e por Jesus Cristo.

As religiões naturais partem do esforço do homem em busca de Deus; a religião cristã nasce da escuta da Revelação de Deus.

Neste Ano da fé, é necessário aprender a raciocinar cristãmente, recordando que a atitude religiosa fundamental é saber escutar o que Deus disse pelos profetas e por seu Filho, e que a Igreja nos propõe. Só depois é que, pela reflexão pessoal, tentamos ver como aplicar essa mensagem à nossa vida. É assim que a Igreja procede em cada celebração: escutar a Palavra de Deus, agradecer com um salmo, ouvir a reflexão do ministro da Igreja, fazer algum tempo de silêncio, e rezar.

Este esquema não é arbitrário, obedece à pedagogia de Deus. Muitos cristãos não fazem esta conversão da inteligência e, em todas as questões, começam logo por apresentar a sua opinião. Não vivem da Palavra de Deus mas das teorias humanas. É preciso batizar a cabeça.

 

2. A assimilação desta mensagem é lenta, como Jesus lembrou na parábola da semente que cresce devagar.

S. Paulo apresenta-nos um exemplo concreto da aplicação da doutrina. A sociedade que o rodeava aceitava a escravatura humana, legitimada pelas leis do tempo. Alguns cristãos tinham vindo da escravatura e mantinham e estatuto jurídico e civil de escravos. Havia também proprietários cristãos que tinham escravos, alguns deles batizados. Tudo isto levantava enormes problemas à consciência e prática cristãs numa sociedade pagã. Havia que mudar essa mentalidade, mudança que levou séculos a fazer-se. Na carta que ouvimos ler e noutras, S. Paulo dá-nos um exemplo desses primeiros esforços (Ef 6,5-9).

No nosso tempo, a escravatura continua, assumindo formas requintadas, que o Concílio registou, mormente nas estruturas económicas e sociais e da sexualidade (GS 27,41,67).

 

3. Para a sua mudança, o Evangelho lembra uma verdade essencial: no íntimo da pessoa humana há uma raiz do mal que acompanha o homem para onde quer que vá. Esta verdade está hoje muito esquecida e, por isso, se recorre à violência que nada resolve e tudo agrava.

Só o Espírito de Jesus pode curar esse mal (GS 22,40). Não se consegue a vitória sobre esse veneno, nem na vida social nem na vida familiar nem na vida pessoal, sem o passar pelo mistério pascal. Jesus é o único fermento capaz de levedar a cidade terrestre, a única luz capaz de afastar as trevas. Uma sociedade laicizada é sempre uma sociedade ameaçada de formas de escravidão, seja na família, seja nos grupos profissionais, seja nas estruturas sociais e políticas, e um cristianismo fácil é sempre uma fé errada e geradora de ilusões.

No Credo vamos dizer que «Jesus desceu do céu por causa de nós homens e da nossa salvação». Isso significa o mesmo que dizer que Ele é o redentor, que é o libertador. E não há outro.

Durante a missa, cada um vá examinando se aceita os caminhos exigentes da fé cristã, e se exerce veladas formas de escravatura.

 

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

Como não conhecemos os planos do Senhor,

mas acreditamos que Ele nos escuta,

façamos subir até Ele a nossa oração,

pedindo (ou: cantando), confiadamente:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou. Confirmai-nos, Senhor, no vosso Espírito de sabedoria.

Ou. Ouvi, Senhor, a nossa oração.

 

1.  Pela santa Igreja católica e por todos os seus filhos,

pelos que procuram a Cristo noutras comunidades

e por todos os homens sinceros que ainda O não conhecem,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos presbíteros ao serviço do povo cristão,

pelos fiéis que desejam imitar Jesus Cristo pobre e obediente,

e pelos que tomam a sua cruz e O seguem,

oremos, irmãos.

 

3.  Por todos os discípulos de Cristo, perseguidos e humilhados,

pelos que perderam a coragem de lutar,

e pelos que não crêem  na eficácia da Sua cruz,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos doentes que perderam a esperança,

pelos irmãos vítimas da violência, da guerra e da fome,

pelos países da abundância e pelos países da miséria,

para que a força da cruz de Cristo seja fecundidade de

justiça, dignidade, vida, paz e amor,

oremos, irmãos.

 

5.  Por todos nós que recebemos o Baptismo,

e fomos assumidos no Mistério Pascal de Cristo,

para que tenhamos consciência da responsabilidade

que nos toca  no compromisso com o mistério

da paixão de Cristo, no seu Corpo, que é a Igreja,

oremos, irmãos.

 

 

Senhor, nosso Deus,

reavivai em nós, pelo Espírito Santo,

o dom e a alegria da Sua sabedoria,

que nos faz contemplar e assumir o Projecto do

Vosso amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, que

é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Amem.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

A primeira parte da Missa teve como atitude fundamental escutar; esta segunda parte é uma resposta em forma de oferta, unindo a nossa vida à oferta de Jesus.

Entretanto, demos graças pelos bens que o Senhor nos concedeu na Criação.

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão eucarística é sempre a comunhão com Jesus morto e ressuscitado. Este sacramento é, por excelência, o sacramento da Páscoa, que deve moldar a nossa vida, tornando-nos capazes de sermos livre e criadores de pessoas livres. 

 

Cântico da Comunhão: Se vos amardes uns aos outros, F. da Silva, NRMS 22

Sl 41, 2-3

Antífona da comunhão: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.

Ou:    Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do Vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Igreja manda-nos em paz, o que significa sermos mensageiros capazes de criar um clima de respeito e de entreajuda com aqueles que encontramos. 

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

23ª SEMANA

 

2ª Feira, 9-IX: O sofrimento e a salvação do mundo.

Col 1, 24-2, 3 / Lc 6, 6-11

Alegro-me de sofrer por vós e completo em mim próprio o que falta às tribulações de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.

A obra da redenção continua a realizar-se com a participação de cada um de nós. Ofereçamos os nossos sacrifícios para benefício dos outros (Leit).

«O sofrimento, penetrado pelo espírito de sacrifício de Cristo, é o mediador insubstituível e autor dos bens indispensáveis para a salvação do mundo. O sofrimento é o que abre caminho à graça, que transforma as almas. O sofrimento torna presente na história da humanidade a força da redenção» (J.Paulo II, Salv. Doloris, 27). No pão e no vinho, colocados no altar, está representado o sofrimento e o empenho de viver com Cristo.

 

3ª Feira, 10-IX: A oração: enraizados em Cristo.

Col 2, 6-15 / Lc 6, 12-19

Jesus partiu em direcção ao monte, para fazer oração, e passou a noite a rezar a Deus.

«O Evangelho segundo S. Lucas sublinha a acção do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes dos momentos decisivos da sua missão. Reza também antes dos momentos decisivos que vão decidir a missão dos Apóstolos: antes de escolher e chamar os Doze (Ev)» (CIC, 2600).

Oração significa estar enraizados em Deus. «Uma vez que aceitastes Cristo Jesus, o Senhor, deveis proceder em união com Ele, edificai a vossa vida sobre Ele» (Leit). Que ninguém se deixe enganar acerca da necessidade da oração, inspirando-se nas forças espirituais do Universo (Leit).

 

4ª Feira, 11-IX: Felicidade na pobreza de espírito.

Col 3, 1-11 / Lc 6, 20-26

Felizes de vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.

«´Bem-aventurados os pobres em espírito' (Ev). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. O Verbo chama 'pobreza em espírito' à humildade voluntária do espírito humano e à sua renúncia; e o Apóstolo dá-nos como exemplo a pobreza de Deus quando diz Ele fez-se pobre por nós» (CIC, 2546).

Para o conseguirmos, sigamos estes conselhos do Apóstolo: «Afeiçoai-vos às coisas do alto, não às coisas da terra. Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e ganância» (Leit).

 

5ª Feira, 12-IX: Santíssimo nome de Maria: Viver a caridade como Ela viveu.

Col 3, 12-17 / Lc 6, 27-38

Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também.

«O exercício de todas as virtudes é animado e inspirado pela caridade: Esta é o 'vínculo da perfeição' (Leit) e a forma das virtudes» (CIC, 1827).

É a caridade que nos há-de levar a suportar-nos uns aos outros, a perdoar-nos mutuamente (Lei); a amar os nossos inimigos, a ser misericordiosos com os outros, a não julgar, a não condenar, a perdoar (Ev). Apliquemos a regra que o Senhor nos ensinou: «A 'regra de ouro' é: Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho de igual modo, vós também (Ev)» (CIC, 1789). A invocação do nome de Maria ajudar-nos-á a viver a caridade como Ela viveu.

 

6ª Feira, 13-IX:Consequências da 'cegueira espiritual'

1 Tim 1, 1-2. 12-14 / Lc 6, 39-42

Disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: Poderá um cego guiar outro cego?

A cegueira interior impede ver as coisas como Deus as vê. S. Paulo reconhece esta cegueira, antes da sua conversão: «tinha sido blasfemo, perseguidor e insolente» (Leit). Depois da conversão caíram-lhe as 'escamas dos olhos' e já pode descobrir o Senhor.

De igual modo a 'cegueira espiritual' tende a descobrir demasiados defeitos nos outros e poucos em nós.  Diz o Senhor: «retira primeiro a trave da tua vista» (Ev), i.e., vai eliminando os teus defeitos. E outro bom conselho: «Procuremos sempre descobrir as virtudes e coisas boas nos outros e ocultar os seus defeitos com os nossos grandes pecados» (S. Teresa).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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