22º Domingo Comum

1 de Setembro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aproximai- vos do Senhor, F. da Silva, NCT 375

Sl 85, 3.5

Antífona de entrada: Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro. Vós, Senhor, sois bom e indulgente, cheio de misericórdia para aqueles que Vos invocam.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vivemos no mundo. Mas não somos do mundo. Queremos ser bons para o tornarmos melhor. O Senhor caminha connosco para nos ajudar. Acreditamos que nos há-de levar um dia para que, junto d’Ele, vivamos uma eternidade feliz.

 

Oração colecta: Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união conVosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus chamou primeiro o povo de Israel. Dali os Apóstolos partiram a anunciar Jesus Salvador. Agora somos nós os convidados para essa missão evangelizadora.

 

Ben-Sirá  3, 19-21.30-31 (gr.17-18.20.28-29)

 

19Filho, em todas as tuas obras procede com humildade e serás mais estimado do que o homem generoso. 20Quanto mais importante fores, mais deves humilhar-te e encontrarás graça diante do Senhor. 21Porque é grande o poder do Senhor e os humildes cantam a sua glória. 30A desgraça do soberbo não tem cura, porque a árvore da maldade criou nele raízes. 31O coração do sábio compreende as máximas do sábio e o ouvido atento alegra-se com a sabedoria.

 

A leitura contém versículos respigados do capítulo 3 do Sirácida, ou Eclesiástico (na designação cristã), que são uma apologia da virtude da humildade. O texto litúrgico passa à frente aquelas passagens que poderiam ser hoje mal entendidos, como o desejo de querer sempre saber mais, que é apresentado isto como um «perigo», e mesmo aquele célebre adágio: «quem amam o perigo nele perecerá» (v. 25).

 

Salmo Responsorial    Sl 67 (68), 4-7ab.10-11 (R. cf. 11b)

 

Monição: Que as montanhas não nos impeçam de ver mais longe…O Senhor quer que sejamos apóstolos e missionários em todo o mundo.

 

Refrão:        Na vossa bondade, Senhor,

                      preparastes uma casa para o pobre.

 

Os justos alegram-se na presença de Deus,

exultam e transbordam de alegria.

Cantai a Deus, entoai um cântico ao seu nome;

o seu nome é Senhor: exultai na sua presença.

 

Pai dos órfãos e defensor das viúvas,

é Deus na sua morada santa.

Aos abandonados Deus prepara uma casa,

conduz os cativos à liberdade.

 

Derramastes, ó Deus, uma chuva de bênçãos,

restaurastes a vossa herança enfraquecida.

A vossa grei estabeleceu-se numa terra

que a vossa bondade, ó Deus, preparara ao oprimido.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Queremos cumprir a vontade de Deus. As dúvidas, as imperfeições, os defeitos não nos deixam ver bem o caminho a seguir. Aceitemos e agradeçamos a correcção do Senhor.

 

Hebreus 12, 18-19.22-24a

 

Irmãos: 18Vós não vos aproximastes de uma realidade sensível, como os israelitas no monte Sinai: o fogo ardente, a nuvem escura, as trevas densas ou a tempestade, 19o som da trombeta e aquela voz tão retumbante que os ouvintes suplicaram que não lhes falasse mais. 22Vós aproximastes-vos do monte Sião, da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste, de muitos milhares de Anjos em reunião festiva, 23de uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu, de Deus, juiz do universo, dos espíritos dos justos que atingiram a perfeição 24ae de Jesus, mediador da nova aliança.

 

Nesta impressionante passagem da epístola, o hagiógrafo põe em vivo contraste a Antiga e a Nova Aliança, simbolizada nos dois montes em que foram seladas: «o Monte Sinai» e o «Monte Sião»; este era o monte onde assentava o templo de Jerusalém, monte que se tornou o símbolo do novo e definitivo lugar de encontro com Deus, ao mesmo tempo firme e glorioso: a «Jerusalém celeste», que é a Igreja (cf. Gal 4, 25-26; Apoc 21, 2), a qual aqui engloba tanto os que já triunfam no Céu, como os que ainda militam na terra, considerados como um todo, por assim dizer. A Antiga Aliança é marcada pelo temor e pela majestade esmagadora de Deus (vv. 18-19); a Nova Aliança pela proximidade de Deus e intimidade com Ele, com os «Anjos» (v. 22), com os Santos do Céu («os justos que atingiram a perfeição» - v. 23) e sobretudo com o próprio «Jesus, mediador da Nova Aliança», juntamente com os restantes cristãos que ainda militam na terra, provavelmente aqui designados por «uma assembleia de primogénitos inscritos no Céu» (v. 23). Assim poderia traduzir-se à letra, «uma Igreja - ekklesía - de primogénitos»; a designação de «primogénitos» correspondia à situação privilegiada dos cristãos, pois então os primogénitos gozavam de direitos especiais, sobretudo relativamente à herança.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 11, 29ab

 

Monição: Que devemos fazer nós para alcançarmos a graça da salvação? A resposta dá-no-la Jesus no Evangelho que vamos escutar.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 14, 1.7-14

 

Naquele tempo, 1Jesus entrou, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. 7Todos O observavam. Ao notar como os convidados escolhiam os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: 8«Quando fores convidado para um banquete nupcial, não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu; 9então, aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ‘Dá o lugar a este’; e ficarás depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar. 10Por isso, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo, sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. 11Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado». 12Jesus disse ainda a quem O tinha convidado: «Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim serás retribuído. 13Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.

 

Com esta parábola, contada por ocasião duma refeição, Jesus não se limita a encarecer simplesmente uma atitude a ter no momento de escolher o lugar à mesa de um banquete, mas, acima de tudo, o que pretende com este exemplo é dar uma lição de humildade, válida para sempre, pois «quem se humilha será exaltado» (v. 11), entenda-se, por Deus, de acordo com o costume judaico seguido por Jesus, que evitava deliberadamente pronunciar o nome de Deus, recorrendo a uma forma passiva impessoal, que os gramáticos chamam o passivum divinum.

10 «Aquele que te convidou dirá». Tradução muito livre do original, com o fim de tornar menos chocante a leitura: «para que te diga». De facto, se o convidado escolhesse o último lugar com a secreta intenção de vir a ser «honrado aos olhos dos outros convidados», não estaria a viver a humildade, mas sim um refinado orgulho. Ora sucede que aqui a intenção expressa no texto não é a do convidado, mas sim a de Jesus que dá o conselho. Sendo assim, a tradução litúrgica facilita uma correcta interpretação. Um belo comentário a este ensinamento de Jesus podem ser as palavras da Imitação de Cristo: «Deseja que não te conheçam e te reputem por nada... Não perdes nada, se te consideras inferior a todos, mas prejudicas-te muito se te considerares superior a um só que seja» (I, 2.7).

12-14 Jesus não quer dizer que se podem convidar só aqueles que não nos possam retribuir. Esta maneira taxativa de falar, tão característica de Jesus, à maneira semítica, visa produzir impacto e chamar a atenção; o Senhor quer ensinar-nos que não devemos andar atrás de compensações humanas, mas daquilo que merece a aprovação e recompensa de Deus no Céu, aqui designado por «ressurreição dos justos» (que os maus também ressuscitam consta doutras passagens, como Jo 5, 29; Act 24, 15…).

 

Sugestões para a homilia

 

A porta estreita

A porta larga

A porta da salvação

 

A porta estreita

No mundo em que vivemos há tantas pessoas que fazem mal aos outros, fomentam a violência, vivem em pecado permanente…No futuro merecerão a condenação eterna?...

Felizmente vemos muitas mais pessoas que promovem a paz, fazem bem aos outros e cumprem sempre a vontade do Senhor. No futuro alcançarão a graça da salvação eterna?...

E nós próprios que caminho estamos a seguir? Deixamo-nos iludir pelas tentações do demónio ou procuramos estar sempre com o Senhor?

O Evangelho desta Missa refere que alguém perguntou a Jesus: «Senhor, são poucos os que se salvam?» Jesus não quis responder mas apontou o caminho aos que querem salvar-se: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita…»

A porta larga

 Esta resposta de Jesus interpela-nos e não nos pode deixar indiferentes…

Muitos preferem a porta bem larga do prazer, da ganância, do egoísmo!... Vivem para este mundo, como se nada mais houvesse para além dele… Não têm tempo para Deus porque vivem sempre ocupados consigo mesmos. E é pena porque Deus continua a falar-nos…

Ele diz que a vida deve ser defendida desde a concepção até à morte natural. No entanto o crime do aborto continua a praticar-se impunemente e a eutanásia vai conquistando os seus defensores.

Ele diz que o sacramento do matrimónio é recebido por um homem e uma mulher que se unem para toda a vida. No entanto há quem assuma a união homossexual ou seja infiel ao casamento pelo adultério.

Ele diz que a inocência das crianças deve ser respeitada. No entanto o crime da pedofilia continua a destruir a candura, alegria e felicidade em muitos meninos e meninas.

Ele diz que nos devemos amar como Ele nos ama. No entanto há criminosos que cometem atentados, assassínios, terrorismo e guerra; destroem vidas felizes com a intriga, mentira, calúnia e inveja…

A porta da salvação

Muitas pessoas preferem a porta da salvação, apontada por Jesus que, na Sua infinita misericórdia, corrige os que ama (2.ª Leitura). Procuram tudo fazer para que haja felicidade no lar. Marcam a diferença na vida social, sendo atenciosas e prestáveis com todos. Exercem a sua profissão como serviço dedicado aos outros. Não escandalizam ninguém. Conseguem tempo para estar com os idosos, os doentes e os que necessitam de quem os escute. Vão ao encontro daqueles que necessitam da sua ajuda.

Há ainda crianças, jovens e adultos que, sentindo-se chamados pelo Senhor, Lhe consagram a vida no serviço dedicado aos outros sem jamais desanimar.

Vivem com fé, procurando dar testemunho d’Ele com a vida e o apostolado, sabendo que Deus quer conceder a graça da salvação a todos (1.ª Leitura).

Procedem assim porque rezam, recebem os sacramentos, participam na Missa, recebendo a Sagrada Comunhão e vivem sempre com o Senhor.

Procuremos também nós viver assim. Contemos com a ajuda maternal de Maria Santíssima. O Senhor cumular-nos-á de bênçãos nesta vida e nos concederá a graça da salvação eterna.

 

Fala o Santo Padre

 

«A verdadeira recompensa, no final, dá-la-á Deus, quem governa o mundo.»

 

Amados Irmãos e Irmãs

No Evangelho deste domingo (cf. Lc 14, 1.7-14), encontramos Jesus hóspede na casa de um chefe dos fariseus. Observando que os convidados escolhiam os primeiros lugares à mesa, Ele contou uma parábola, ambientada num banquete nupcial. «Quando fores convidado para um banquete nupcial, não ocupes o primeiro lugar, não tenha sido convidado alguém mais digno do que tu, e venha o que vos convidou, a ti e ao outro, e te diga: «Cede a este o teu lugar»... Quando fores convidado, vai-te sentar no último lugar» (Lc 14, 8-10). O Senhor não pretende dar uma lição sobre boas maneiras, nem sobre a hierarquia entre as diversas autoridades. Mas ele insiste sobre um ponto decisivo, que é o da humanidade: «Todo aquele que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado» (Lc 14, 11). Esta parábola, num significado mais profundo, faz pensar também na posição do homem em relação a Deus. O «último lugar» pode representar de facto a condição da humanidade degradada pelo pecado, condição da qual só a encarnação do Filho Unigénito a pode elevar. Por isto o próprio Cristo «ocupou o último lugar no mundo — a cruz — e, precisamente com esta humildade radical, nos redimiu e ajuda sem cessar» (Enc. Deus caritas est, 35).

No final da parábola Jesus sugere ao chefe dos fariseus que convide à sua mesa não os amigos, os parentes ou os vizinhos ricos, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas, que não têm modo de retribuir (cf. Lc 14, 13-14), para que o dom seja gratuito. De facto, a verdadeira recompensa, no final, dá-la-á Deus «quem governa o mundo... Nós prestamos-lhe apenas o nosso serviço por quanto podemos e até onde nos dá a força» (Enc. Deus caritas est, 35). Por conseguinte, mais uma vez olhamos para Cristo como modelo de humildade e de gratuidade: d'Ele aprendemos a paciência nas tentações, a mansidão nas ofensas, a obediência a Deus nos padecimentos, na expectativa que Aquele que nos enviou nos diga: «sobe mais para cima» (Lc 14, 10); de facto, o verdadeiro bem é estar próximo d'Ele. São Luís IX, rei da França, cuja memória foi celebrada na quarta-feira passada — pôs em prática quanto está escrito no Livro de Ben Sira: «Quanto maior fores, mais te deverás humilhar, acharás misericórdia diante do Senhor» (3, 18). Assim escrevia ele no seu «Testamento espiritual ao filho»: «Se o Senhor te der alguma prosperidade, não só lhe deverás agradecer com humildade, mas presta bem atenção a não te tornares pior por vanglória ou por outra forma qualquer, isto é, preocupa-te por não entrar em contraste com Deus ou ofendê-lo com os seus próprios dons» (Acta Sanctorum Augusti, 5 [1868], 546). […]

 

Papa Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 29 de Agosto de 2010

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Ouvi, Senhor, a oração do Vosso povo.

 

1.     Pelo Papa, pelos Bispos e Sacerdotes que servem a Santa Igreja,

pelos Diáconos, Religiosos e Missionários que vivem e anunciam o Evangelho

e pelos Seminaristas, Catequistas e Leigos fiéis à sua vocação,

oremos, irmãos.

 

2.     Pelos meninos e meninas que vão nascer,

pelas crianças que querem crescer felizes

e pelos adolescentes e jovens que sonham transformar o mundo,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos noivos que se preparam responsavelmente para o matrimónio,

pelos esposos que se amam como Cristo ama a Igreja

e pelos pais e filhos que convivem em diálogo permanente,

oremos, irmãos.                                       

 

4.     Pelos governantes que trabalham pelo progresso das nações,

pelos homens de boa vontade que trabalham pela paz

e pelos que se dedicam aos outros no voluntariado,

oremos, irmãos.

 

5.     Pelos idosos que ensinam com a sabedoria e o exemplo,

pelos doentes que oferecem a sua cruz ao Senhor

e pelos marginalizados que querem integrar-se na sociedade,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos que faleceram repentinamente ou após doença prolongada,

pelos nossos familiares e amigos que partiram ao encontro do Pai

e pelos fiéis defuntos que se purificam a caminho do Céu,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Sois, Jesus, o meu Deus, M. Borda, NRMS 107

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos e realizai em nós, com o poder da vossa graça, a redenção que celebramos nestes mistérios. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

Jesus que outrora apontou a todos o caminho da salvação também agora vem até nós para O recebermos na Sagrada Comunhão, se estivermos devidamente preparados. Procuremos escutá-l’O. Ele tem tantas coisas para nos dizer…

 

Cântico da Comunhão: Se morremos com Cristo, J. Santos, NRMS 551

Sl 30, 20

Antífona da comunhão: Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou:    Mt 5, 9- 1 0

Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor, F. da Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, fazei que esta fonte de caridade fortaleça os nossos corações e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Terminamos a Santa Missa. Estamos contentes porque o Senhor vive em nós. Com a bênção maternal de Maria Santíssima vamos anunciá-l’O junto de todos aqueles que O procuram para que, encontrando-O, vivam felizes como nós.

 

Cântico final: Eu quero viver na tua alegria, H. Faria, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

22ª SEMANA

 

2ª Feira, 2-IX: 'Estar com Cristo' o mais tempo possível.

1 Tes 4, 16-30 / Lc 4, 16-30

Se, como acreditamos, Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido com Ele.

«Viver no Céu é estar com Cristo (Leit). Os eleitos vivem n'Ele, pois n'Ele conservam a sua verdadeira identidade, o seu nome próprio» (CIC, 1025).

Os que se encontravam na sinagoga não quiseram a companhia de Jesus e expulsaram-no da cidade (Ev). Para compensar a atitude daqueles que rejeitam Jesus, procuremos fazer-lhe ainda mais companhia, estar com Ele durante o dia: uma visita ao Sacrário, comunhões espirituais, actos de desagravo, oferecimento do trabalho, etc. E recordemos que Jesus ficou no Sacrário, para poder estar sempre connosco (o Emanuel=Deus connosco).

 

3ª Feira, 3-IX: O Anti-Cristo actual.

1 Tes 5, 1-6. 9-11 / Lc 4, 31-37

Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos perder? Disse-lhes Jesus em tom severo: Cala-te e sai desse homem.

No tempo do Senhor apareciam muitas pessoas com espíritos de demónios impuros (Ev). E actualmente como aparecem estes impostores? «A suprema impostura religiosa é a do Anti-Cristo, isto é, dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado (Leit)» (CIC, 675).

Encontramos bastantes manifestações deste pseudo-messianismo, sobretudo, no campo da Ciência. Mas também aparecem em cada um de nós: queremos fazer tudo só com as nossas forças, esquecendo que sem Deus nada podemos fazer.

 

4ª Feira, 4-IX: O Evangelho e a presença do Senhor.

Col 1, 1-8 / Lc 4, 38-44

Tenho de ir também às outras cidades para anunciar a Boa Nova do reino de Deus, porque para isto é que fui enviado.

A Boa Nova que Jesus tinha que anunciar (Ev) é a mesma que encontramos nos Evangelhos e é proclamada na celebração Eucarística.

«Nós devemos ouvir o Evangelho como se o Senhor estivesse presente e nos falasse. As mesmas palavras que saíam da boca do Senhor escreveram-se e guardaram-se e conservaram-se para nós» (S. Agostinho). Que se possa dizer de cada um de nós o mesmo louvor que dava S. Paulo: «Como em todo o mundo, assim também entre vós, o Evangelho tem estado a frutificar e a desenvolver-se» (Leit).

 

5ª Feira, 5-IX: Agradar ao Senhor em tudo.

Col 1, 9-14 / Lc 5, 1-11

Não temos deixado de orar por vós e de pedir que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus.

«Com a graça de Deus... e, pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o verdadeiro fim do homem: com um olhar simples, o baptizado procura descobrir e cumprir a vontade de Deus (Leit)» (CIC, 2520).

Simão Pedro descobriu também a vontade de Deus e cumpriu-a, ainda que ao princípio lhe custasse: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, largarei as redes» (Ev). Procuremos agradar ao Senhor em tudo, realizando toda a espécie de boas obras (Leit).

 

6ª Feira, 6-IX: Restauração da imagem de Cristo.

Col 1, 15-20 / Lc 5, 33-39

Cristo é a imagem do Deus invisível, é quem tem a primazia sobre todas as criaturas.

«Foi em Cristo, 'imagem do Deus invisível' (Leit), que o homem foi criado 'à imagem e semelhança' do Criador. Assim como foi em Cristo, Redentor e Salvador, que a imagem divina, deformada pelo homem pelo primeiro pecado, foi restaurada na sua beleza e enobrecida pela graça de Deus» (CIC, 1701).

Precisamos restaurar a imagem de Cristo em nós, com ajuda da graça de Deus. Mas não devemos empregar 'remendos' (Ev), isto é, misturas empobrecidas, que estraguem esta restauração. Procuremos receber o próprio Cristo na Comunhão, ler com fé e atenção o Evangelho, etc.

 

Sábado, 7-IX: A reconciliação de Deus com os homens.

Col 1, 21-23 / Lc 6, 1-5

Mas agora, Deus reconciliou-nos consigo pela morte de Cristo no seu corpo de carne, para nos apresentar diante d'Ele santos.

«Pelo sangue da sua Cruz, Ele, levando em si próprio a morte à inimizade (Leit), reconciliou com Deus os homens e fez da sua Igreja o sacramento de unidade do género humano e da sua união com Deus» (CIC, 2305).

Para que tal aconteça, o Apóstolo aponta duas condições: a primeira, uma fé sólida e firme, apoiada nos ensinamentos de Cristo e da Igreja; a segunda, a esperança no Evangelho, recordando todas as promessas de Cristo sobre a vida eterna: as bem-aventuranças, a Eucaristia, etc. E Jesus recorda o seu poder sobre todas as coisas: «O Filho do homem é senhor do sábado» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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