18º Domingo Comum

4 de Agosto de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, F. da Silva, NRMS 53

Sl 69, 2.6

Antífona de entrada: Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me. Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos no primeiro domingo de agosto, o mês por excelência de férias e descanso, de encontro de emigrantes e de familiares.

É um tempo que manifesta o cuidado pela vida e em se investe algum dinheiro. No meio de toda esta alegria, há sempre desgostos e desencantos r.

Saudamos todos os que se encontram a passar férias connosco e vieram à igreja neste domingo para celebrar a ressurreição do Senhor. 

 

2. Acto penitencial e Glória

 

As férias são um bem mas exigem alguma atenção para não desorientarem a vida. Peçamos ao Senhor a graça de nos reconhecermos pecadores, carecidos da sua luz, e louvarmos dignamente.

 

 

Oração colecta: Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu criador e sua providência. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A 1ª leitura apresenta a reflexão de um piedoso crente do Antigo Testamento sobre as retribuições que recebemos na vida terrena, e reconhece a sua insuficiência, mesmo do homem que viveu com sabedoria.

 

 

Coélet 1, 2; 2, 21-23

 

2Vaidade das vaidades – diz Coélet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade. 21Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez. Também isto é vaidade e grande desgraça. 22Mas então, que aproveita ao homem todo o seu trabalho e a ânsia com que se afadigou debaixo do sol? 23Na verdade, todos os seus dias são cheios de dores e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações; e nem de noite o seu coração descansa. Também isto é vaidade.

 

A leitura é tirada do livro cujo título grego latinizado é Eclesiastes, um livro que agora costumamos chamar com o título hebraico, Coélet, que significa «aquele que convoca a assembleia». No entanto a Nova Vulgata adopta o título grego por ser o tradicional no cânone cristão. Este livro nunca é citado ou aludido no Novo Testamento, pois, como comenta Muñoz Iglesias, «à luz do sol do meio dia já não se vêem as estrelas». No entanto, os rabinos usaram-no muito (cf. Pirkê Abot ou Sentenças dos Padres), por apreciarem na obra o convite ao gozo moderado dos bens deste mundo e à alegria, por isso era lido por ocasião das celebrações jubilosas da festa dos Tabernáculos.

1, 2 «Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!» Este é o tema do livro: a vaidade ou caducidade absoluta de todas as coisas deste mundo (note-se o superlativo hebraico, expresso com o genitivo «das»), bem como a inutilidade de todas as canseiras humanas para alcançar a felicidade.

2, 22 «Que aproveita ao homem todo o seu trabalho?» Uma consideração mais superficial desta e de outras afirmações do livro poderia levar a pensar que o autor propugna uma visão pessimista do trabalho e da vida humana, refugiando-se por vezes numa atitude céptica e hedonista. Mas o autor, acima de tudo, recorre a uma fina ironia para pôr em causa todas as seguranças humanas. Muitas das suas afirmações entendem-se melhor como perguntas retóricas – que fazem pensar no sentido da vida –, do que como uma resposta a problemas humanos, para os quais ele não tem ainda uma resposta completa.

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)

 

Monição: Mais que à inteligência especulativa, a palavra de Deus dirige-se ao coração do homem. Deixemos que ele, através de um cântico, se abra à sabedoria de Deus.

 

Refrão:        Senhor, tendes sido o nosso refúgio

                     através das gerações.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Vós os arrebatais como um sonho,

como a erva que de manhã reverdece;

de manhã floresce e viceja,

de tarde ela murcha e seca.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando...

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.

Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A 2ª leitura convida-nos a construir a comunidade cristã, apoiados em Jesus ressuscitado, sem atender às diferenças sociais.

 

Colossenses 3, 1-5.9-11

 

Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. 2Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. 3Porque vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. 4Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, também vós vos haveis de manifestar com Ele na glória. 5Portanto, fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria. 9Não mintais uns aos outros, vós que vos despojastes do homem velho com as suas acções 10e vos revestistes do homem novo, que, para alcançar a verdadeira ciência, se vai renovando à imagem do seu Criador. 11Aí não há grego ou judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre; o que há é Cristo, que é tudo e está em todos.

 

Continuamos a ter como 2ª leitura excertos seguidos da Epístola aos Colossenses, cuja leitura se iniciou já no Domingo 15º. Depois de na 1ª parte da epístola (1, 15 – 2, 23) ter abordado o tema da fé em Cristo, Senhor de toda a Criação, S. Paulo passa agora, na 2º parte (3, 1, – 4, 6), a expor uma série de consequências morais que tem para a vida do cristão o facto de este participar, pelo Baptismo, no domínio de Cristo sobre todas as coisas.

1-2 «Aspirai às coisas do alto… afeiçoai-vos…». Este apelo corresponde ao incitamento que, na Santa Missa, a Igreja sempre nos repete: Corações ao alto!

3-4 «Vós morrestes». Cf. Rom 6. A nossa união a Cristo pressupõe a morte para o pecado, que não pode reinar mais em nós. Com Cristo morto pelos nossos pecados, morremos para o pecado; com Cristo ressuscitado, vivamos vida de ressuscitados! É a vida da graça, uma vida toda interior, «escondida» no centro da alma, vida que ninguém pode arrebatar, vida que é toda feita de presença de Deus e de visão sobrenatural, levando-nos a santificar todos os afazeres diários, trabalhando com os pés bem firmes na terra, mas o coração e o olhar fixos no Céu.

9-10 «Vos despojastes do homem velho… vos revestistes do homem novo... à imagem do seu Criador». É o homem santificado pela acção redentora de Cristo, dotado duma nova vida, que é a vida sobrenatural, a vida da graça, na qual deve ir progredindo sempre: «se vai renovando» (v.10). De facto, pela graça, o homem torna-se «uma nova criatura» (Gal 6, 15), recriado – como na criação inicial - «à imagem de Deus» (cf. Gn 1, 27). A Redenção não é pois algo meramente extrínseco, mas algo que nos transforma interiormente; a graça faz-nos «filhos de Deus» (cf. Jo 1, 12; 1 Jo 3, 1-2; Rom 8, 14-15.29) e «participantes da própria natureza divina» (2 Pe 1, 4). Mas este ideal tão elevado só se pode concretizar pela mortificação – «fazendo morrer o que em vós é terreno» (v. 5) –, isto é, com o domínio das paixões desordenadas que há dentro de nós.

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 5, 3

 

Monição: O Evangelho retoma a questão levantada na 1ª leitura, abrindo a vida à eternidade e dando assim um sentido aos bens terrenos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51.

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 12, 13-21

 

Naquele tempo, 13alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». 14Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?» 15Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». 16E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: 17‘Que hei-de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? 18Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. 19Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. 20Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’ 21Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

 

Era costume recorrer à arbitragem de um rabino para decidir em questões de partilhas de bens, como esta a que se refere o texto evangélico. Então porque é que Jesus se nega terminantemente a prestar ajuda a um homem que lhe pede socorro, talvez até vítima da injustiça? Não basta dizer que o homem tinha já o suficiente para viver e, por isso, Jesus não quereria ajudá-lo a alimentar a cobiça que o dominaria (cf. v. 15). A atitude de Jesus revela a natureza da sua missão e torna-se paradigmática: a missão de Jesus é uma missão salvadora, que não tem como objectivo a resolução técnica dos diversos problemas temporais dos homens; limita-se a apontar claramente os princípios superiores de ordem moral que, ao serem assumidos responsavelmente, conduzem com eficácia ao bem integral do ser humano. Este indivíduo recorreu a Jesus como juiz de partilhas; Jesus apresenta-se como o Mestre da Verdade que salva, libertando o homem de cair nas malhas da ambição, do egoísmo e do pecado; assim Ele aponta critérios do mais elementar bom senso humano - «a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens» (v. 15) -, assim como critérios do mais elevado sentido sobrenatural da fé - «tornar-se rico aos olhos de Deus» (v. 21), «dando os bens em esmola» (v. 33).

16-20 A parábola do rico insensato põe a nu a loucura do homem que vive de cálculos para gozar esta vida, esquecendo que esta não lhe pertence e lhe pode ser tirada repentinamente. Vem bem a propósito o que diz S. Paulo na 2ª leitura de hoje: «Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra» (Col 3, 2).

 

Sugestões para a homilia

 

1. O tempo de férias é um período de descanso, de relaxamento, de busca de forças físicas e psíquicas, uma afirmação da vontade de viver. Por motivos diferentes, as férias interessam aos novos e aos idosos.

No meio desta alegria legítima, a palavra de Deus convida-nos a uma reflexão de síntese da vida. A vida escoa-se, deixando um sentimento de desencanto. O autor confessa que na terra o homem não recebe retribuição ajustada e tranquilizadora. E, em qualquer dos casos, as pessoas partem, uns mais novos e outros de repente, sem tempo de se despedirem dos amigos!

Se analisarmos as retribuições terrenas, nem sempre elas recompensam os trabalhos que fizemos. Mesmo aqueles que viverem dignamente, sofreram desgostos injustos e partiram. É isso que muitas vezes ouvimos dizer: que a vida nem sempre recompensa os bons e castiga os maus, parecendo deixar tudo envolto em confusão.

Perante este facto, é grande a tentação de se entregar aos prazeres da vida para esquecer; ou a amontoar bens económicos para ter a sensação de segurança e de garantia do futuro. É o que fez o proprietário agrícola da parábola: «tenho bens para muitos anos».

 

2. O Evangelho traz a resposta à questão levantada na primeira leitura sobre o desencanto da vida. A vida humana só ganha sentido quando vivida na perspectiva da eternidade. «Às parcelas da vida terrena é preciso somar e eternidade para encontrar um resultado certo. Se não houvesse eternidade, poder-se-ia dizer que o Criador seria injusto para muita gente (J.Guitton). 

É uma reflexão profunda e muito oportuna. De facto, a vida humana e o uso da liberdade são de tal modo complexos que não cabem nos anos que vivemos e, exatamente por isso, precisa da parcela da eternidade para se tornar plena. Daí que o dinheiro e outros bens terrenos só fazem sentido se forem ser usados «para nos tornarmos ricos aos olhos de Deus».

 

3. Resumindo a mensagem deste domingo, ela não é de desprezo pelas férias nem pelos bens terrenos, mas da necessidade da luz para o seu uso correcto.

a) Sem alguns bens, não se pode viver dignamente. O ensino do Concílio vai a ponto de dizer que «a liberdade humana com frequência se enfraquece quando o homem cai em extrema miséria, do mesmo modo que se degrada quando o homem, deixando-se arrastar a uma vida de demasiadas facilidades, se encerra numa solidão doirada. Pelo contrário, a liberdade robustece-se quando o homem aceita as inevitáveis coações da vida social, se submete às múltiplas exigências da convivência humana, e se entrega ao serviço da comunidade humana» (GS 31).Mesmo que esse uso se faça em proporção diferente, há um mínimo abaixo do qual é desumano

b) O uso dos bens faz parte do plano de Deus acerca do mundo. Deus criou o mundo e todos os seus bens para uso de todos os homens, incluindo os que nos hão-de suceder, e é exactamente o desvio desses bens para proveito exclusivo de alguns e da actual geração que é condenado pelo Evangelho, por ser um modo de acumular «para si».

c) S. Paulo lembra que a partilha de bens só é possível pela força de Jesus ressuscitado, pela força do Espírito Santo. Só Ele permite mudar o coração e construir a comunidade com povos de todas as raças e condições sociais. O homem da parábola do Evangelho vive a olhar para si, não faz um amigo, não tem um filho, nem um vizinho. Vive só.

É importante a acção dos partidos políticos e das relações internacionais, mas os homens que constituem os partidos e estabelecem essas relações precisam de ter no coração alguma coisa além da ideologia e da militância partidária. Não é por haver democracia política que há partilha de bens Sem o fermento do Evangelho a democracia estará vazia e transforma-se numa jogo caprichoso de grupos.

 

4. Faz-nos bem, no tempo de férias, medir o percurso da vida. Isso torna-nos sensatos, caminheiros de Deus. No final das férias, não sentiremos as mãos vazias.

Faça cada um de nós um breve exame do seu plano de férias: veja como está a gastar o dinheiro, como está a pagar às pessoas que o servem, como trata os desconhecidos que encontra nas férias.

Aproveitemos uma hora de silêncio numa igreja para rezar por aqueles que governam o mundo e por aqueles que fizeram férias connosco no ano transacto e já partiram para a Casa do Pai.

 

Fala o Santo Padre

 

«O homem que confia no Senhor não tem medo das adversidades da vida,

é o homem que adquiriu "um coração sábio"»

 

Caros irmãos e irmãs

[…] No Evangelho de hoje, o ensinamento de Jesus diz respeito à verdadeira sabedoria e é introduzido pelo pedido de uma pessoa do meio da multidão: "Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança" (Lc 12, 13). Respondendo, Jesus chama a atenção dos ouvintes para o desejo dos bens terrenos com a parábola do rico insensato que, tendo acumulado para si uma colheita abundante, pára de trabalhar, dissipa os seus bens divertindo-se e chega a iludir-se que pode afastar a própria morte. "Deus, porém, disse-lhe: "Insensato! Nesta mesma noite pedir-te-ão a tua alma, e o que acumulaste, para quem será?"" (Lc 12, 20). Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não quer compreender, da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, quer as comodidades, quer as funções de poder. Por conseguinte, fazer depender a própria vida de realidades tão passageiras é insensatez. Por sua vez, o homem que confia no Senhor não tem medo das adversidades da vida, nem sequer da realidade iniludível da morte: é o homem que adquiriu "um coração sábio", como os Santos. […]

 

Papa Bento XVI, Angelus, Castel Gandolfo, 1 de Agosto de 2010

 

Oração Universal

 

Ao celebrar este encontro com Jesus, na Eucaristia, trouxemos-Lhe as nossas ofertas, a nossa vida para que Ele a ofereça ao Pai sobre o altar.

Mas Ele quer dar-nos muito mais. Manda-nos pedir ao Pai, unidos a Ele, tudo o que precisamos para nós e para todos os homens do mundo inteiro.

 

1.  Pela Santa Igreja

enchei-a, Senhor, da Vossa graça,

sobretudo na celebração da Eucaristia.

 

2.  Pelo Santo Padre

confortai-o com a Vossa fortaleza e a Vossa Sabedoria

no governo de todo o Povo de Deus.

 

3.  Pelos bispos, sacerdotes e diáconos

fazei deles mensageiros audazes e fiéis da Boa Nova

mesmo quando choca com a mentalidade do mundo materialista à nossa volta.

 

4.  Por todo o povo cristão, por todos nós aqui reunidos

fazei que saibamos encontrar-vos no Sacramento do Vosso amor

e encher-nos da Vossa luz e da Vossa graça..

 

5.  Por todos os que sofrem a solidão, a pobreza, a doença, a marginalização

consolai-os, Senhor, com a luz do Vosso Amor e a caridade dos que os rodeiam.

 

6.  Pelas crianças e jovens do mundo inteiro

que Vos conheçam e Vos procurem, decididos a seguir-Vos em toda a sua vida,

reconhecendo que só Vós tendes palavras de vida eterna.

 

7.  Pelas famílias de todo o mundo

fazei delas oásis de paz, de amor, de fé, de união,

irradiando a luz do Evangelho por toda a parte.

 

Senhor, que em Vosso Amado Filho nos enchestes de todos os bens,

dai-nos o que não sabemos pedir.

Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

INTRODUÇÃO

 

As férias permitem um contacto mais demorado com a beleza da criação (a terra e o mar, e aqueles que aí trabalham), realidades expressas no pão e no vinho.

Agora em silêncio e, daqui a momentos, por meio do sacerdote que preside à celebração, bendigamos a Deus por todos esses bens, e por aqueles que os cultivam dignamente.

 

Cântico do ofertório: Aceitai, Senhor, a nossa alegria, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons que Vos oferecemos como sacrifício espiritual, e fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo eucarístico do Senhor supõe e reforça a comunhão no corpo místico de Cristo ou Igreja, que já professamos no Credo, e a comunhão no corpo social de Cristo que é a comunidade humana: «o que fizestes aos mais pequeninos a Mim o fizestes».

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. da Silva, NRMS 84

Sab 16, 20

Antífona da comunhão: Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos, destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

Ou:    Jo 6, 35

Eu sou o pão da vida, diz o Senhor. Quem vem a Mim nunca mais terá fome, quem crê em Mim nunca mais terá sede.

 

Cântico de acção de graças: Bendiz, minha alma, M. Carneiro, NRMS 105

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovais com o pão do Céu, protegei-nos sempre com o vosso auxílio, fortalecei-nos todos os dias da nossa vida e tornai-nos dignos da redenção eterna. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

No bulício das férias vamos encontrar o mundo real, o mundo do egoísmo e o mundo da graça. Procure cada um de nós ser sinal de Cristo ressuscitado, e teremos a paz de Cristo.

 

Cântico final: É dura a caminhada, M. Faria, NRMS 6 (II)

 

 

Homilia Ferial

 

TEMPO COMUM

 

18ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-VIII: O maná e o pão eucarístico.

Num 11, 4-15 / Mt 14, 13-21

Mas foi só aos teus antepassados que Ele dedicou o seu amor; depois deles, escolheu-vos a vós de preferência a todos os povos.

«Israel pôde descobrir que Deus só tinha uma razão para se lhe ter revelado e o ter escolhido, de entre todos os povos, para ser seu povo: o seu amor gratuito (Leit)» (CIC, 218).

O povo de Israel queixou-se no deserto, por não gostar do alimento, o maná, uma prefigura da Eucaristia. Do mesmo modo, «os milagres da multiplicação dos pães prefiguram a superabundância deste pão único da sua Eucaristia (Ev)» (CIC, 1335). A Eucaristia é mais uma prova singularíssima do seu amor pelos homens. Preparemo-nos para o receber com mais fé, devoção e agradecimento

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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