17º Domingo Comum

28 de Julho de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 67, 6-7.36

Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Para sermos salvos necessitamos de acreditar em Jesus Cristo, Filho único de Deus, a Quem o Pai enviou ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele. Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela aos homens e, na sua infinita misericórdia, nos restitui a Vida em união com Cristo.

A oração coloca-nos em diálogo humilde e confiante com o nosso melhor Amigo, Jesus Cristo; Deus abre-nos o Seu Coração de Pai e dá-nos abundantes graças que tornam possível a nossa oração filial. Tenhamos, pois, confiança na Sua abundante misericórdia.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta leitura, tirada do Livro do Génesis, é para nós um motivo de grande confiança. O Senhor é bom e misericordioso. Ouçamos com atenção o diálogo admirável estabelecido entre Deus e Abraão.

 

Génesis 18, 20-32

20Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor contra Sodoma e Gomorra é tão forte, o seu pecado é tão grave que 21Eu vou descer para verificar se o clamor que chegou até Mim corresponde inteiramente às suas obras. Se sim ou não, hei-de sabê-lo». 22Os homens que tinham vindo à residência de Abraão dirigiram-se então para Sodoma, enquanto o Senhor continuava junto de Abraão. 23Este aproximou-se e disse: «Irás destruir o justo com o pecador? 24Talvez haja cinquenta justos na cidade. Matá-los-ás a todos? Não perdoarás a essa cidade, por causa dos cinquenta justos que nela residem? 25Longe de Ti fazer tal coisa: dar a morte ao justo e ao pecador, de modo que o justo e o pecador tenham a mesma sorte! Longe de Ti! O juiz de toda a terra não fará justiça?» 26O Senhor respondeu-lhe: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos, perdoarei a toda a cidade por causa deles». 27Abraão insistiu: «Atrevo-me a falar ao meu Senhor, eu que não passo de pó e cinza: 28talvez para cinquenta justos faltem cinco. Por causa de cinco, destruirás toda a cidade?» O Senhor respondeu: «Não a destruirei se lá encontrar quarenta e cinco justos». 29Abraão insistiu mais uma vez: «Talvez não se encontrem nela mais de quarenta». O Senhor respondeu: «Não a destruirei em atenção a esses quarenta». 30Abraão disse ainda: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei mais uma vez: talvez haja lá trinta justos». O Senhor respondeu: «Não farei a destruição, se lá encontrar esses trinta». 31Abraão insistiu novamente: «Atrevo-me ainda a falar ao meu Senhor: talvez não se encontrem lá mais de vinte justos». O Senhor respondeu: «Não destruirei a cidade em atenção a esses vinte». 32Abraão prosseguiu: «Se o meu Senhor não levar a mal, falarei ainda esta vez: talvez lá não se encontrem senão dez». O Senhor respondeu: «Em atenção a esses dez, não destruirei a cidade».

 

20-21 “O clamor que chegou até Mim…” Desta expressão procede a catalogação nos catecismos do pecado de homossexualidade ou sodomia como um “pecado que brada aos Céus”, dada a sua especial gravidade, contra a natureza: “o seu pecado é tão grave…” “Vou descer, para verificar…” Trata-se dum antropomorfismo que empresta grande colorido e vivacidade ao relato, e que caracteriza a tradição javista. Esta maneira de falar de Deus à maneira humana põe aqui em evidência a justiça divina que não pune sem o pleno conhecimento da causa.

23-32 “Cinquenta… quarenta e cinco… quarenta… trinta…  vinte… dez”. Chamamos a atenção para a mentalidade de responsabilidade colectiva, corrente em Israel, que está na base do episódio, segundo a qual também os inocentes têm de sofrer o castigo juntamente com os culpados: para não haver castigo era uma questão de um relativo número de inocentes. O relato deixa ver que Deus não castiga o inocente junto com o pecador, como pensava Abraão; esta verdade da responsabilidade individual há-de ser bem vincada nos Profetas (cf. Jer 31, 29-30; Ez 18, 1-32). De qualquer modo, não deixa de ser enternecedor este diálogo, esta oração de intercessão ao Senhor, toda repassada de confiança e santo temor, perseverança, humildade e audácia santa. Se Deus não precisa das nossas insistências para nos atender, nós precisamos de nos colocar no nosso lugar de pedintes, para nos dispormos, com a nossa impertinência, a receber os dons que Deus tem para nos dar (cf. a parábola do “amigo impertinente” do Evangelho de hoje).

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-3.6-8 (R. 3a)

 

Monição: A confiança fiel na misericórdia de Deus dá-nos a certeza de que seremos sempre atendidos nas nossas orações.

 

Refrão:        Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos hei-de cantar-Vos

e adorar-Vos, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

O Senhor é excelso e olha para o humilde,

ao soberbo conhece-o de longe.

No meio da tribulação Vós me conservais a vida,

Vós me ajudais contra os meus inimigos.

 

A vossa mão direita me salvará,

o Senhor completará o que em meu auxílio começou.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A salvação é obra de Deus e não mérito nosso. É pela graça do Baptismo que fomos salvos – recorda-nos S. Paulo, na Carta aos Colossenses.

 

Colossenses 2, 12-14

Irmãos: 12Sepultados com Cristo no baptismo, também com Ele fostes ressuscitados pela fé que tivestes no poder de Deus que O ressuscitou dos mortos. 13Quando estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus fez que voltásseis à vida com Cristo e perdoou-nos todas as nossas faltas. 14Anulou o documento da nossa dívida, com as suas disposições contra nós; suprimiu-o, cravando-o na cruz.

 

1 “Sepultados…  ressuscitados…” Cf. Rom 6, 3-4, onde S. Paulo faz apelo ao simbolismo do Baptismo por imersão: simbolizava a morte e a sepultura para o pecado, no gesto de se ficar submerso na água; o subsequente acto de emergir da água simbolizava a Ressurreição, a vida nova que o cristão tem de viver em união com Cristo ressuscitado. Mas esta morte e ressurreição do Cristo não são uma mera metáfora, são uma realidade sobrenatural, são o mistério da vida cristã, uma vida em Cristo.

14 “Anulou o documento”. A nossa sugere uma possível interpretação desta difícil passagem, tendo em conta uma tradição rabínica, segundo a qual os pecados das pessoas ficavam escritos num livro divino de registos; este documento era redigido a partir das transgressões da Lei “com as suas disposições contra nós”. Mas Deus, ao perdoar-nos todas as nossas faltas (v. 13), “anulou o documento da nossa dívida”: “Suprimiu-o, cravando cravando-o na Cruz”. Com esta imagem de cravar na Cruz exprime-se a destruição radical e definitiva salvação, por força da Morte redentora de Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho        Rom 8, 15bc

 

Monição: Aclamemos o Evangelho de Jesus Cristo, Palavra de Deus; ouçamos a bela lição que o Senhor nos dá sobre a oração.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Recebestes o espírito de adopção filial;

nele clamamos: «Abba, ó Pai».

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 1-13

Naquele tempo, 1estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». 2Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; 3dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; 4perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’». 5Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, 6porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’. 7Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso levantar-me para te dar os pães’. 8Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa. 9Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. 10Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. 11Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? 12E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? 13Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

 

1 “Em certo lugar”. Uma antiga tradição, que deu origem à igreja do Pai-Nosso, identifica este lugar com o Monte das Oliveiras. No claustro dessa basílica constantiniana pode-se ler o Pai-Nosso em enorme quantidade de línguas, entre as quais o português.

2 “Quando orardes, dizei”. A fórmula de S. Lucas é mais pequena: apenas 5 petições das 7 de Mt 6, 9-13. A diversidade dos contextos poderá favorecer a opinião de que Jesus possa ter, por várias vezes, ensinado uma fórmula não literalmente idêntica. No entanto, a maioria dos exegetas modernos inclina-se para que as duas versões da oração dominical remontem a uma única fórmula básica primitiva, mais próxima da de Lucas. Na vida da Igreja, se difundiu a fórmula mais longa de Mateus.

5-8 A parábola do amigo importuno introduz o ensinamento de Jesus sobre o valor e a eficácia da oração confiada e persistente (“também Eu vos digo”: vv. 9-13) – “Batei à porta, e abrir-se-vos-á”. O Catecismo da Igreja Católica, nº 2613, comenta: «àquele que assim ora, o Pai celeste “dará tudo quanto necessita”, e dará, sobretudo, o Espírito Santo, que encerra todos os dons»

 

Sugestões para a homilia

 

1. A importância e a necessidade da oração.

2. Oração perseverante, humilde e audaz.

3. Oração de filhos de Deus.

 

1. A importância e a necessidade da oração.

“Pedi e dar-vos-ão. Procurai e achareis. Batei e hão-de abrir-vos” (Evangelho).

“Chegou o momento de reafirmar a importância da oração face ao activismo e ao secularismo que ameaça muitos cristãos empenhados no trabalho caritativo” (Bento XVI, Deus é amor, 37).

S. Agostinho, após a conversão, passou cerca de três anos numa casa de campo, dedicado completamente à oração, ao estudo da religião e da Sagrada Escritura. Para que viesse o Redentor prometido passaram séculos e séculos. Os Patriarcas e os Profetas pedindo e todo o Povo de Israel: “Vem, Senhor, vem que a terra está ressequida”. Deus quis a oração insistente dos justos durante séculos antes que a Encarnação do Filho de Deus se realizasse. O próprio Jesus Cristo reza, roga, suplica, pede para indicar-nos o caminho justo, a verdadeira atitude perante aquilo que é pura graça (Cfr. Jo 17,1-2; Jo 17,6-19;Jo 17,20; Lc22, 44; Mt 26, 41); chega a passar noites inteiras em oração (Lc 6,12).

Este é o primeiro dever da Igreja: REZAR, apoiados na promessa do Senhor (Cfr. Jo 16,23-24): rezar, implorar unidos a Jesus Cristo (Jo 15,7); perseverar na doutrina dos Apóstolos, na comunhão da fracção do pão e nas orações (Act 2, 42). A resposta do Senhor à nossa oração piedosa, confiada e perseverante não será senão esta: “Faça-se como tu queres!”(Mt 15, 28).

 

2. Oração perseverante, humilde e audaz.

É enternecedor o diálogo entre Abraão e Deus, narrado na primeira leitura do Livro do Génesis; é uma oração de súplica e intercessão ao Senhor, por parte de Abraão, toda ela repassada de confiança e santo temor, perseverança e audácia santa. É assim que nós devemos dialogar com deus que nos atende como amigo que não se aborrece com a insistência e está sempre disposto a perdoar.

Cristo é a salvação e a esperança para cada homem. Nós estamos chamados a anunciá-Lo com a nossa existência diária; devemos ser “sal” e “luz” para os homens e as mulheres de hoje; com a nossa vida exemplar devemos reflectir a luz de Cristo e ser “fermento” de esperança para a humanidade; devemos ser luz e conforto para cada pessoa que encontremos no nosso caminho.

Mas é impossível amar como Cristo amou, se Ele mesmo não ama em nós; é impossível seguir Cristo Jesus, se Ele mesmo não vier viver dentro de nós; comunicando-nos o Espírito Santo, Ele entra na nossa existência e vive connosco, a tal ponto que cada cristão possa dizer com S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20). E isto não é possível sem oração; a salvação é obra da graça de Deus, e esta não se consegue sem oração: “Se Deus não edifica a casa, em vão trabalham os que a edificam; se Deus não guarda a cidade, em vão a guardam as sentinelas” (Salmo 126, 1).

 

3. Oração de filhos de Deus.

A nossa oração deve ser sempre uma oração de filhos de Deus, que procuram sempre e em tudo fazer a vontade do nosso Pai do Céu; não é aquele que diz “Senhor, Senhor!” que é atendido, mas aquele que faz a vontade do Pai que está no Céu (Cfr. Mt 7, 21). O nosso clamor, a nossa oração vai sempre unida ao desejo eficaz de cumprir a vontade de Deus; desde a manhã até à noite e desde a noite até de manhã iremos fazendo actos de amor, actos de desagravo com o coração, com o pensamento, com a boca e com pequenas mortificações, convertendo o trabalho e o descanso, as alegrias e as dores em oração permanente de filhos de Deus que somos, pela graça do nosso Baptismo.

O nosso Deus é um Pai amorosíssimo, sempre disposto a dar a sua graça, a perdoar e a salvar; a única coisa que quer é que Lhe peçamos com humildade, com insistência, com confiança. Contamos, além disso, com a valiosa intercessão da Santíssima Virgem; Ela foi elevada ao Céu e aí exerce o seu papel de Advogada nossa e Mãe de Misericórdia.

Neste Ano da Fé, tenhamos muita confiança na nossa oração que é oração de Cristo e da Igreja. Não tenhamos em pouco aquilo que Deus estima tanto. Perseveremos unidos a Cristo; nunca é inútil nenhuma oração. A nossa vida será aquilo que for a nossa oração, o nosso trabalho será aquilo que for a nossa oração.

 

Fala o Santo Padre

 

“Das coisas visíveis, nada dura para sempre, mas tudo passa:

tanto a juventude, como a força física, quer as comodidades, quer as funções de poder.”

 

[...] No Evangelho de hoje, o ensinamento de Jesus diz respeito precisamente à verdadeira sabedoria e é introduzido pelo pedido de uma pessoa do meio da multidão: "Mestre, diz a meu irmão que reparta comigo a herança" (Lc 12, 13). Respondendo, Jesus chama a atenção dos ouvintes para o desejo dos bens terrenos com a parábola do rico insensato que, tendo acumulado para si uma colheita abundante, pára de trabalhar, dissipa os seus bens divertindo-se e chega a iludir-se que pode afastar a própria morte. "Deus, porém, disse-lhe: "Insensato! Nesta mesma noite pedir-te-ão a tua alma, e o que acumulaste, para quem será?"" (Lc 12, 20). Na Bíblia, o homem insensato é aquele que não quer compreender, da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude, como a força física, quer as comodidades, quer as funções de poder. Por conseguinte, fazer depender a própria vida de realidades tão passageiras é insensatez. Por sua vez, o homem que confia no Senhor não tem medo das adversidades da vida, nem sequer da realidade iniludível da morte: é o homem que adquiriu "um coração sábio", como os Santos. [...]

 

Bento XVI, Angelus em Castel Gandolfo a 1 de Agosto de 2010

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Confiados na infinita bondade de Deus

que não deseja a morte do pecador

mas que se converta e viva,

peçamos por intermédio de Seu Filho,

dizendo:

Ouvi-nos, Senhor!

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

para que anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

e façam brilhar diante dos homens a Sua luz,

oremos irmãos.

 

2.     Pelos governantes das nações:

para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

como templos que são do Espírito Santo,

oremos, irmãos.

 

4.     Por todos aqueles a quem a vida de trabalho intenso

torna difícil encontrar tempo para a oração,

para que saibam oferecer a Deus as suas canseiras,

fazendo delas oração agradável a Deus,

oremos, irmãos.

 

5.     Por todos os fiéis defuntos,

para que, por intercessão de Maria,

alcancem de Deus  misericórdia,

oremos, irmãos.

 

6.     Por todos nós aqui presentes,

para que imitando o Senhor Jesus,

vivamos em clima de contínua oração,

oremos, irmãos.

 

Deus todo-poderoso e eterno,

atendei, cheio de bondade , aqueles que Vos suplicam.

Nós Vos pedimos, confiados nas Vossas promessas,

a conversão de todos os pecadores.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor...

 

Santo: J. Santos, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, imolado por nós e ressuscitado para nossa salvação, e elevado para a glória do Pai, é penhor de glória futura. Ele promete-nos a participação na sua própria Ressurreição e glória celeste, no Reino de Seu Pai, se participarmos também na sua Paixão, levando com amor a nossa cruz de todos os dias.

Comunguemos, pois, com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

Cântico da Comunhão: Eu estou, á porta chamo, F. Silva, NRMS 22

Salmo 102, 2

Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

 

Ou

Mt 5, 7-8

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor por tudo, F. Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A nossa existência cristã, configurada pela Palavra de Deus e pelos Sacramentos, comporta uma relação pessoal com Cristo e um caminhar unidos a Ele, através de uma vida de oração. Com a graça do Senhor, a intercessão de Nossa Senhora e as nossas boas obras ajudemos todos os homens a entrar por caminhos de oração e conversão, de modo que venham um dia a ser felizes no Reino da eterna glória.

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

17ª SEMANA

 

2ª Feira, 29-VII: Sta Marta: Acolher o Senhor com hospitalidade e fé.

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27

Marta disse então a Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, e ali Ele procurava descansar e sentia-se bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (Oração); pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (Ev) e conseguiu-o.

Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; e a sua oração, pedindo pela resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor não deixará de nos ouvir, se pedirmos com fé: «Eu já acreditava que tu eras o Messias» (Leit), porque foi enviado como vítima de expiação pelos nossos pecados (Leit).

 

3ª Feira, 30-VII: Os sinais de esperança e de desilusão.

Ex 33, 7-11- 34, 5-9. 28 / Mt 13, 36-43

A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que semeou é o demónio.

Esta parábola do trigo e do joio (Ev) continua a ser de grande actualidade. Junto com os sinais de esperança aparecem sinais preocupantes: junto com a memória e os valores cristãos há um agnosticismo prático e indiferentismo religioso; junto com a cultura, fruto do cristianismo, há uma nova cultura influenciada pelos meios de comunicação social (João Paulo II).

Façamos nossa a oração de Moisés: «Se encontrei aceitação aos vossos olhos, Senhor, dignai-vos caminhar no meio de nós. É certo que somos um povo insubmisso, mas perdoai as nossas faltas e pecados e fazei de nós a vossa herança» (Leit).

 

4ª Feira, 31-VII:A edificação do reino de Deus e o Sacrário.

Ex 34, 29-35 / Mt 13, 44-46

O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o achou foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.

Para entrar no Reino, Jesus exige «uma opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo (Ev). As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546).

Para isso, precisamos ir buscar forças junto de Deus. Moisés ia à presença do Senhor, falar com Ele na tenda do Encontro (Leit). Podemos fazer o mesmo indo até ao Sacrário das igrejas. Jesus espera a nossa visita, que é uma prova de gratidão, sinal de amor e dever de adoração ao Senhor, ali presente. Lá encontraremos sempre paz e sairemos transformados como Moisés, para continuarmos a tarefa da edificação do Reino.

 

5ª Feira, 1-VIII: A luz que vem da união com Deus.

Ex 40, 16-21. 34-38 / Mt 13, 47-53

 A nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo e, de noite, havia nela um fogo.

«A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo. Desde as teofanias do Antigo Testamento, a nuvem, umas vezes escura, outras luminosa, revela o Deus vivo e salvador a Moisés no monte Sinai, na Tenda da reunião e durante a marcha pelo deserto (Leit)» (CIC, 697).

É na união com Deus, como Moisés na Tenda da reunião, que continuaremos a descobrir sempre coisas novas e velhas: «Todo o escriba iniciado no Reino dos Céus é semelhante a um proprietário que tira do seu tesouro coisas novas e velhas» (Ev).

 

6ª Feira, 2-VIII: A importância do dia do Senhor.

Lev 23, 1. 4-11. 15-16. 27. 34-37 / Mt 13, 54-58

No oitavo dia, tereis uma assembleia sagrada: haveis de apresentar ao Senhor um sacrifício. Não fareis qualquer trabalho servil.

Procuremos esforçar-nos por viver bem o dia do Senhor: «Com efeito, a vida de fé corre perigo quando se deixa de sentir desejo de participar na celebração eucarística, em que se faz memória da vitória pascal» (SC, 73).

O Senhor quer transformar-nos, mas não o fará, por causa da nossa falta de fé (Ev). Além disso, este dia há-de ajudar-nos a viver melhor o resto da semana: «Deste dia, com efeito, brota o sentido cristão da existência e uma nova maneira de viver o tempo, as relações, o trabalho, a vida e a morte» (SC, 73).

 

Sábado, 3-VIII: A unidade da fé e da vida.

Lev 25, 1. 8-17 / Mt 14, 1-12

Herodes mandara prender João e algemá-lo numa cadeia, por causa de Herodíade. É que João dizia a Herodes: Não podes tê-la contigo.

João Baptista foi martirizado por defender a verdade do Evangelho sobre o casamento (Ev).

Precisamos viver uma unidade de fé e vida, isto é, a fé há-de ter consequências nas nossas relações sociais. Isto significa uma especial responsabilidade à hora «de tomar decisões sobre valores fundamentais como o respeito e defesa da vida humana desde a concepção até à morte natural, a família fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher, a liberdade da educação dos filhos, a promoção do bem comum em todas as suas formas. Estes valores não são negociáveis» (SC, 83).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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