15º Domingo Comum

14 de Julho de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nesta Eucaristia o Senhor lembra-nos, mais uma vez, o Mandamento do amor ao próximo, contando-nos a parábola do Bom Samaritano: “O que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos foi a Mim que o fizestes” (Mt 25,40).

“Sejamos misericordiosos como o nosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36).

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés explica ao povo que a Lei de Deus está gravada no nosso coração e que não é difícil de mais para nós, nem está fora do nosso alcance para que a possamos cumprir fielmente.

 

Deuteronómio 30, 10-14

Moisés falou ao povo, dizendo: 10«Escutarás a voz do Senhor teu Deus, cumprindo os seus preceitos e mandamentos que estão escritos no Livro da Lei, e converter-te-ás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma. 11Este mandamento que hoje te imponho não está acima das tuas forças nem fora do teu alcance. 12Não está no céu, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós subir ao céu, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. 13Não está para além dos mares, para que precises de dizer: ‘Quem irá por nós transpor os mares, para no-lo buscar e fazer ouvir, a fim de o pormos em prática?’. 14Esta palavra está perto de ti, está na tua boca e no teu coração, para que a possas pôr em prática».

 

O texto da leitura é tirado da chamada “Aliança de Moab”, o 3º discurso de Moisés (Dt 28, 69 – 30, 20). De uma forma poética e imaginosa muito bela, o autor afirma que o conhecimento da Lei de Deus é acessível a todos, sem serem necessários muitos estudos e longas investigações. S. Paulo em Rom 10, 6-8 faz uma aplicação deste texto ao conhecimento da “palavra da fé” pregada pelos Apóstolos.

 

Salmo Responsorial    Sl 68 (69), 14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R. cf. 33)

 

Monição: Confiando no Senhor e na sua misericórdia infinita, nós cumpriremos fielmente os seus Mandamentos.

 

Refrão:        Procurai, pobres, o Senhor

e encontrareis a vida.

 

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,

pela vossa imensa bondade respondei-me.

Ouvi-me, Senhor, pela bondade da vossa graça,

voltai-Vos para mim pela vossa grande misericórdia.

 

Eu sou pobre e miserável:

defendei-me com a vossa protecção.

Louvarei com cânticos o nome de Deus

e em acção de graças O glorificarei.

 

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,

buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.

O Senhor ouve os pobres

e não despreza os cativos.

 

Deus protegerá Sião,

reconstruirá as cidades de Judá.

Os seus servos a receberão em herança

e nela hão-de morar os que amam o seu nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O amor de Deus, em Jesus Cristo, há-de ser o fundamento do nosso amor ao próximo. Em Cristo existe a plenitude de todos os bens.

 

Colossenses 1, 15-20

15Cristo Jesus é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; 16porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. 17Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. 18Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. 19Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude 20e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

 

O texto da nossa leitura, com um certo sabor de um hino a Cristo, condensa o ensino central desta carta do cativeiro, e é uma das belas e ricas sínteses da cristologia paulina. Em face da chamada “crise de Colossas”, em que alguns põem em causa a primazia absoluta de Cristo, colocando-o ao nível de outros seres superiores e intermédios, quer da cultura pagã, quer da cultura judaica, S. Paulo ensina peremptoriamente a mais completa supremacia de Cristo sobre toda a Criação (vv. 15-17), em virtude da sua acção criadora, e também no campo da nova Criação (vv. 18-20), em virtude da sua acção redentora, que reconcilia todas as coisas com Deus na paz.

15 “Imagem de Deus invisível”. Imagem, para um semita, não é simplesmente a figuração duma realidade, de natureza distinta, mas é, antes de mais, a exteriorização sensível da própria realidade oculta e da sua mesma essência. Assim, é afirmada a divindade de Cristo, o qual nos torna visível e tangível o próprio Deus invisível e transcendente (cf. Jo 1, 18; 14, 9-11; 2 Cor 4, 4; Hbr 1, 3). Cristo também é “o Primogénito de toda a criatura”, no sentido da sua preeminência única sobre todas as criaturas, não só por Ele existir antes de todas, não, porém, no sentido ariano de primeira criatura, mas enquanto todas foram criadas “n’Ele”, “por Ele” e “para Ele” (v.16).

19 “Toda a plenitude”, isto é, a totalidade de todos os tesouros da graça que Deus comunica aos homens depois do pecado, em ordem à reconciliação que Ele realiza pelo seu sangue da sua Cruz (v. 20). Em Col 2, 9 diz-se que em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina”.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 6, 63c.68c

 

Monição: Jesus é o Bom Samaritano que sara as nossas feridas e nos entrega aos cuidados da Santa Igreja, nossa Mãe. Imitemos o seu exemplo, amando o próximo como Ele nos amou.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

As vossas palavras, Senhor, são espírito e vida:

Vós tendes palavras de vida eterna.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 10, 25-37

Naquele tempo, 25levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?» 26Jesus disse-lhe: «Que está escrito na lei? Como lês tu?» 27Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». 28Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». 29Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio morto. 31Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. 32Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. 33Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. 34Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. 36Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?» 37O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».

 

29 “E quem é o meu próximo?” Jesus não explica o conceito de próximo a quem se deve amar, por meio de definições abstractas, mas duma maneira gráfica, concreta e intuitiva, dizendo como actuou uma pessoa que possuía autêntico amor ao próximo (há quem pense tratar-se dum caso real, embora se costume considerar como uma parábola, exclusiva de Lucas).

30-35 Não se identifica quem foi o homem assaltado, talvez para realçar que o amor deve ser universal: o samaritano não pára para investigar de quem se trata; o que ele sabe é que se trata de um necessitado, embora estranho, desconhecido, sendo até de supor tratar-se de um judeu inimigo, uma vez que o caso se passa na Judeia. O samaritano faz tudo o que a necessidade do desgraçado exige, cumprindo, de maneira perfeita, o amor ao próximo. O doutor da lei tinha perguntado: “quem é o meu próximo?” A história deixa ver, antes de mais, que, quando uma pessoa leva o amor no coração, esse amor já lhe fará ver quem é o próximo. “A violação do preceito do amor ao próximo não procede nunca duma falta de conhecimento sobre a sua aplicação prática, mas sim duma falta de amor” (J. Schmid). O que importa não é investigar quem é o meu próximo, como faz o doutor da lei (v. 29), mas o que é preciso é saber ser próximo, proceder como próximo; por isso, Jesus pergunta: “qual dos três se portou como próximo?” Jesus não só acaba com as barreiras de raça, nacionalidade, religião (os samaritanos estavam separados por todas estas barreiras), como também nos situa acima dos acanhados horizontes legalistas do “sacerdote” e do “levita”, que se julgavam juridicamente escusados de prestar socorro naquele caso.

37 “Vai e faz o mesmo”. Jesus insiste em que não chega saber a teoria sobre a caridade, mas que é preciso tomar atitudes concretas, como esta. Houve Padres que viram no Bom Samaritano uma figura de Cristo que veio do Céu à terra para salvar a humanidade ferida de morte por causa do pecado em que jazia, abandonada pela Sinagoga (o sacerdote e o levita). Jesus salva essa humanidade caída, e deixa-a entregue à Igreja – a estalagem (v. 34) – até quando voltar (v. 35), no fim dos tempos.

 

Sugestões para a homilia

 

1.     O Bom Samaritano.

2.     A medida do amor.

3.     O sinal identificativo dos cristãos.

 

 

1.     O Bom Samaritano.

“Qual dos três te parece ter sido o próximo?”. O doutor da lei respondeu: “O que usou de compaixão para com ele”. Respondeu-lhe Jesus: “Vai e faz o mesmo tu, também” (Evangelho)

À luz do amor divino, que se revelou no divino Salvador, aqui representado no Bom Samaritano, somos chamados a servir os nossos irmãos, seguindo o exemplo de Cristo, pondo em prática o mandamento novo: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13, 34).

A regra de ouro da caridade é bem conhecida: “O que quiseres que te façam a ti, fá-lo tu também”: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Cfr. Mt 22, 37-40). “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gal 6, 2).

Qual o motivo pelo qual Jesus chama novo a este mandamento? “O ensinamento e o exemplo do Mestre são claros e precisos. Sublinhou com obras a sua doutrina. E, no entanto, tenho pensado muitas vezes que, passados vinte séculos, ainda continua a ser um mandamento novo, porque muito poucos homens se têm preocupado em levá-lo à prática; os restantes, a maioria, preferiram e preferem desconhecê-lo” (S. Josemaria, Amigos de Deus, 223).

 

2.     A medida do amor.

O horizonte da caridade, exigido pelo “mandamento novo”, mede-se pela amplitude do amor divino; a medida deste amor é amar sem medida: “Assim como Eu vos amei”. Tal é a regra do amor dos cristãos: deixar-se atrair por Cristo, amar como Ele, modelar todas as nossas acções segundo a sua infinita generosidade e compaixão.

Como se concretiza este amor? Jesus exemplifica-o na descrição do Juízo Final: “Tive fome…tive sede…era peregrino…estava nu….estava doente…estava preso” (Mt 25,35-36). As boas obras de que se nos pedirá conta particular no dia do Juízo são as obras de misericórdia. O modelo é o próprio Deus Pai: “Sede misericordiosos como é misericordioso o vosso Pai que está nos Céus” (Lc 6, 36). “Os frutos da caridade são: a alegria, a paz e a misericórdia” (Catecismo da Igr. Católica, 1829).

É próprio da misericórdia derramar-se sobre os outros, tomando os defeitos e as misérias alheias como próprias e intentar arrancá-los delas: “Deus, que é rico de misericórdia, movido pelo excessivo amor com que nos amou, ainda quando estávamos mortos pelos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo” (Ef. 2, 4); “Jesus Cristo – perfeito Deus, perfeito Homem- tomou as nossas fraquezas e levou sobre Si as nossas enfermidades “ (Is 53, 4; Mt 8, 17).

 

3.     O sinal identificativo dos cristãos.

É por isto que todos saberão que sois meus discípulos” (Jo 13,35). Os primeiros cristãos viviam de tal modo este Mandamento Novo que os pagãos, admirados, comentavam uns com os outros: “Vede como eles se amam”.

Jesus Cristo encarnou e tomou a nossa natureza, para se mostrar à humanidade como modelo de todas as virtudes: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29). “Quando, porém, explica aos Apóstolos o sinal pelo qual os reconhecerão como cristãos, não diz: porque sois humildes…porque sois castos…porque não vos apegastes às riquezas…porque não sois comilões nem bebedores…A característica que distinguirá os apóstolos, os cristãos autênticos de todos os tempos, será: “Nisto - precisamente nisto- conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (S. Josemaria, Amigos de Deus, 224).

O amor que deve existir entre os cristãos provém de Deus, que é Amor: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade procede de Deus, e todo o que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. O que não ama não conhece a Deus; porque Deus é Amor” (1 Jo 4, 7-8).

Cultivemos a beneficência, tendo particular solicitude com os doentes, com os atribulados, com os que andam sobrecarregados com trabalhos, com os que vivem sós, com os que vivem longe da Pátria…Lembremos a parábola do Bom Samaritano: aproximemo-nos de todos os que precisam de nós; que ninguém sinta jamais a amargura da indiferença.

 

Fala o Santo Padre

 

“Tudo o resto passará e ser-nos-á tirado,

mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido ao nosso agir quotidiano.”

Queridos irmãos e irmãs!

Já estamos a meio do Verão, pelo menos no hemisfério boreal. Este é o período no qual as escolas estão fechadas e se concentra a maior parte das férias. Também as actividades pastorais das paróquias são reduzidas, e eu próprio suspendi durante um período as audiências. Este é portanto um momento favorável para dar o primeiro lugar ao que efectivamente é mais importante na vida, ou seja, a escuta da Palavra do Senhor. Recorda-no-lo também o Evangelho deste domingo, com o célebre episódio da visita de Jesus à casa de Marta e Maria, narrado por São Lucas (10, 38-42).

Marta e Maria são duas irmãs; têm também um irmão, Lázaro, que contudo neste caso não comparece. Jesus passa pela sua aldeia e – diz o texto – Marta hospeda (cf. 10, 38). Este pormenor dá a entender que, das duas, Marta é a mais idosa, a que governa a casa. De facto, depois de Jesus ter entrado, Maria senta-se aos seus pés e ouve-o, enquanto Marta andava atarefada com muitos serviços, certamente devidos ao Hóspede extraordinário. Parece que vemos a cena: uma irmã que anda toda atarefada, e a outra como que raptada pela presença do Mestre e das suas palavras. Um pouco depois Marta, evidentemente ressentida, não resiste mais e protesta, sentindo-se até no direito de criticar Jesus: "Senhor, não se Te dá que a minha irmã me deixe só a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar". Marta pretenderia até ensinar o Mestre! Mas Jesus, com grande calma, responde: "Marta, Marta – e este nome repetido exprime afecto – andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada" (10, 41-42). A palavra de Cristo é claríssima: nenhum desprezo pela vida activa, nem muito menos pela generosa hospitalidade; mas uma chamada clara ao facto de que a única coisa deveras necessária é outra; ouvir a Palavra do Senhor; e o Senhor naquele momento está ali, presente na Pessoa de Jesus! Tudo o resto passará e ser-nos-á tirado, mas a Palavra de Deus é eterna e dá sentido ao nosso agir quotidiano.

Queridos amigos, como dizia, esta página do Evangelho adapta-se como nunca ao tempo das férias, porque recorda o facto de que a pessoa humana deve trabalhar, comprometer-se nas ocupações domésticas e profissionais, mas antes de tudo precisa de Deus, que é a luz interior de Amor e de Verdade. Sem amor, até as actividades mais importantes perdem valor, e não dão alegria. Sem um significado profundo, todo o nosso fazer reduz-se a um activismo estéril e desorganizado. E quem nos dá o Amor e a Verdade, a não ser Jesus Cristo? Portanto, aprendamos a ajudar-nos uns aos outros, a colaborar, mas antes ainda a escolher juntos a parte melhor, que é e será sempre o nosso maior bem.

 

Bento XVI, Angelus em Castel Gandolfo a 18 de Julho de 2010

 

Oração Universal

 

Invoquemos, irmãos,

com toda a nossa alma, a Deus nosso Pai,

fonte de vida e de compaixão,

para que una todos os homens, e, no amor,

os conduza a uma verdadeira fraternidade,

dizendo:

 

Ouvi-nos, Senhor!

 

1.     Para que encha dos Seus dons a Santa Igreja,

e a prepare para uma nova evangelização,

capaz de dar resposta aos problemas

e às esperanças do nosso tempo,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que conceda aos governantes o sentido da justiça,

e aos esposos a coragem para viverem o amor fiel,

inviolável e fecundo,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que nos ajude a ser clementes e compassivos para com todos,

imitando o Seu Coração manso e humilde,

e cheio de misericórdia,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelas crianças abandonadas,

pelos doentes e pelos idosos,

para que encontrem alívio para as suas dores,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que, vivendo a caridade nas suas variadas formas e exigências,

na vida de cada dia,

mostremos aos homens

que somos discípulos de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que os nossos familiares e amigos que já faleceram

alcancem o descanso eterno nos esplendores da luz perpétua,

na alegria dos Anjos e dos Santos,

oremos, irmãos.

 

Deus Pai, que nos destes a salvação em Jesus Cristo,

fazendo-nos Vossos filhos adoptivos,

dignai-Vos ouvir as preces que humildemente Vos dirigimos,

para que todos nos encontremos um dia no Céu.

Pelo mesmo Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Subam até vós, ó Senhor, M. Luis, NCT 250

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

O amor de Jesus por nós é tão grande que se nos oferece a Ele mesmo como alimento celeste, na Sagrada Comunhão; a Sua carne é verdadeira comida e o Seu sangue é verdadeira bebida. O pão que Jesus nos dá na Eucaristia é a sua própria carne para a vida do mundo.

A participação consciente, activa e fervorosa na Eucaristia ajudar-nos-á a ver Cristo presente em todos os nossos irmãos.

 

Cântico da Comunhão: A semente é a Palavra de Deus, C. Silva, NCT 256

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Deus connosco, Deus em nós, F. Silva, NRMS 49

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra de Deus e fortalecidos com a Comunhão do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, estamos dispostos a viver fielmente o Mandamento Novo, com um amor mais intenso a Deus e ao próximo.

Que mereçamos um dia participar da glória de Deus no Céu, depois de uma vida digna e cheia de boas obras.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1(II)

 

 

Homilias Feriais

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira, 15-VII: O seguimento de Cristo e a Cruz.

Ex 1, 8-14. 22 / Mt 10, 34- 11, 1

Quem não tome a sua cruz para me seguir, não é digno de mim.

Como o próprio Senhor afirma, devemos convencer-nos de que a primeira vocação do cristão é o seguimento de Jesus (Ev). Este seguimento exige uma conversão constante.

«A conversão realiza-se na vida quotidiana por gestos de reconciliação, pelo cuidado dos pobres, o exercício e a defesa da justiça e do direito, a revisão de vida, o exame de consciência, a direcção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição. Tomar a sua cruz todos os dias e seguir Jesus (Ev.) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435). O povo de Deus, exilado no Egipto, sofreu muito, devido às medidas do novo faraó (Leit).

 

3ª Feira, 16-VII: Nª Sª do Carmo: Um caminho seguro para o Céu.

Ex 2, 1-15  / Mt 11, 20-24

Então a filha do faraó avistou a cesta no meio dos canaviais. Abriu a cesta e viu a criança. Era um menino a chorar. Teve pena dele.

A filha do faraó salvou um menino, porque teve pena dele (Leit). Jesus tem também pena dos habitantes de duas cidades e pede-lhes que se arrependam (Ev).

Nª Sª tem igualmente pena dos seus filhos que estão em perigo. Através do escapulário do Carmo abre-nos um caminho para o Céu. «Maria Santíssima guia-nos para o futuro eterno; ajuda-nos a desejá-lo e a descobri-lo; dá-nos a sua esperança, a sua certeza, o seu desejo. Animados por tão magnífica realidade, com indiscritível alegria, a nossa humilde e fatigante peregrinação terrena, iluminada por Maria, transforma-se em caminho seguro para o Paraíso» (Paulo VI).

 

4ª Feira, 17-VII: Para Deus não há impossíveis.

Ex 3, 1-7. 9-12 / Mt 11, 25-27

Moisés: Mas quem sou eu para ir à presença do faraó e levar os filhos de Israel para fora do Egipto?

Quando Deus nos encarrega alguma missão, que nos parece impossível, também nos há-de dar os meios para levá-la a cabo. «Eu estarei contigo» (Leit). E, de facto, Deus esteve constantemente ao lado do seu povo durante a longa travessia do deserto, até chegar à terra prometida. Devemos lembrar-nos desta presença constante de Deus junto de nós, até chegarmos ao Céu. Com a sua ajuda receberemos uma energia renovada para ultrapassarmos os obstáculos.

Além disso, precisamos ser humildes, porque é aos humildes que Ele se revela (Ev) e enche de graças. Nª Senhora disse: fez em mim grandes coisas, porque viu a humildade da sua serva.

 

5ª Feira, 18-VII: Deus omnipotente e humilde.

Ex 3, 13-20 / Mt 11, 28-30

Eu sei que o rei do Egipto não vos deixará partir. Mas eu estenderei a minha mão, para fustigar o Egipto.

«Ele vem para libertar da escravidão os seus descendentes. É o Deus que, para além do espaço e do tempo, pode e quer fazê-lo, e empenhará a sua Omnipotência na concretização desse desígnio (Leit)» (CIC, 205).

Além da sua omnipotência, Deus é para nós um exemplo: «O Verbo fez-se carne, para ser o nosso modelo de santidade: 'Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração' (Ev)» (CIC, 459). Embora exigente, não impõe um fardo demasiado pesado: «O meu jugo é suave e a minha carga é leve» (Ev).

 

6ª Feira, 19-VII: O memorial de Cristo, nossa Páscoa.

Ex 11, 10-12. 14 / Mt 12, 1-8

Comereis a toda a pressa: é um sacrifício pascal em honra do Senhor.

Este memorial da Páscoa dos judeus é uma maravilha de Deus: «É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: Sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo (Leit) tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida» (CIC, 1363).

«O memorial recebe um novo sentido no Novo Testamento. O sacrifício que Cristo ofereceu na Cruz, uma vez por todas, continua sempre actual: ´Todas as vezes que no altar se celebra o sacrifício da Cruz, no qual Cristo, nossa Páscoa, foi imolado', realiza-se a obra da nossa redenção» (CIC, 1364).

 

Sábado, 20-VII: O Espírito Santo na celebração eucarística.

Ex 12, 37-42 / Mt 12, 14-21

Eis o meu Servo, a quem eu escolhi. Sobre ele farei pousar o meu Espírito.

«Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do Servo, do profeta Isaías (Ev). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus, indicando assim a maneira como Ele derramará o Espírito Santo para dar vida à multidão» (CIC, 713).

Na celebração eucarística, invocamos também o Deus misericordioso para que envie o Espírito Santo sobre as ofertas do pão e do vinho e as transforme no Corpo e  no Sangue do Senhor: «O que o Espírito Santo toca, é santificado e transformado totalmente» (SC, 13).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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