S. João Baptista

Missa do Dia

24 de Junho de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebrar São João Baptista é descobrir como Deus, na sua providência, escolheu e preparou este homem para abrir o caminho a Seu Filho; é recordar a mensagem com que nos ajuda hoje a conhecer melhor Jesus; é também aprender a desenvolvermos nós mesmos a missão de precursores.

Celebremos o seu nascimento pedindo a coragem de também sermos capazes de testemunhar, como São João Baptista, o amor e a verdade de Cristo a todos os homens.

De coração contrito e com propósito firme de emenda, peçamos ao Senhor que guie o nosso coração no caminho da salvação e da paz.

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta leitura descreve as características da missão profética: desde o início (seio materno), o profeta recebe a missão de anunciar a palavra de Deus, para ser luz das nações, a fim de que a salvação chegue a todos os povos.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma “acomodação real ou por extensão”, pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial    Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: Deus conhece-nos melhor e com mais pormenor que nós próprios. Está sempre presente a cada um de nós sendo a fonte e o final de toda a nossa vida.

 

Refrão:        Eu Vos dou graças, Senhor,

porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo mostra como Deus preparou o seu povo para a vinda do Messias e como João anuncia a sua vinda e cumpre com fidelidade a sua missão de precursor.

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso querigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores.

24-25 “João dizia”. Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que “eu não sou aquilo que julgais”, pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 1, 76

 

Monição: O cântico de Zacarias demonstra como se concluiu a promessa de uma nova época, e como João iniciou a realização dessa promessa anunciando a vinda do Salvador.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 “O seu nome é João”. Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer “Yahwéh concedeu uma graça”. Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe “perguntaram por sinais” (v. 62).

80 “E foi habitar no deserto”. Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas pouco tempo antes da vida pública de Cristo. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

O amor gratuito de Deus

Inicia a nova era da história da salvação

Como cumprimento das suas promessas

 

O amor gratuito de Deus

 

A primeira leitura do dia de hoje lembra os anos distantes em que o povo israelita estava reduzido a um pequeno grupo de exilados dos quais apenas se podia ter compaixão. Todavia, mesmo nessa trágica situação, Israel é escolhido “para ser a luz das nações e levar a salvação até aos confins da terra”.

O amor de Deus é gratuito, não olha a virtudes ou qualidades dos homens, mas escolhe-os tendo em vista o cumprimento de uma determinada missão.

Aplica-se tal atitude a São João, pois também ele foi escolhido desde o seio materno e repleto da força de Deus para realizar uma grande missão: preparar o caminho a Cristo, luz do mundo.

As comunidades cristãs estão também vocacionadas para a cumprimento de uma missão – tornar presente Jesus que traz a luz e a salvação. Por isso, não podem colocar a sua segurança nos meios e poderes que os homens aplicam para alcançar os seus êxitos.

Esta «vocação» reaparece também para cada um de nós, pois somos chamados a cumprir uma missão de levar a luz de Cristo a todos os povos. Com essa luz se inicia a nova era da história da salvação.

 

Inicia a nova era da história da salvação

 

Quando Israel estava perseguido, desiludido, desesperado, triste, surgiu sempre alguém que, em nome de Deus, pronunciou palavras de refrigério e de confiança, profetizou uma próxima libertação, assegurou uma nova era.

O Evangelho de hoje apresenta a ocorrência que determinou a alvorada desse novo dia, a passagem das promessas do Senhor à sua execução: o nascimento de João Baptista. Ele é visto como um acto de «misericórdia» do Senhor em relação a Isabel. O seu ventre exprime a humanidade: sem vigor, sem esperança, sem futuro. Deus intervém do alto para lhe restituir a vida, movido apenas pelo seu amor. E nesta ocasião expande-se a alegria que abrange pais, familiares e vizinhos. Sucede sempre assim quando Deus entra na história dos homens.

Ao oitavo dia levaram o menino a ser circuncidado. É nesta altura que ganha consequência o nome que recebe. Tal nome indica a sua categoria, os seus atributos, o seu destino. Já não se deve chamar Zacarias como o seu pai, pois o anjo que lhe aparecera no templo já indicara o nome querido por Deus: «João», que significa «o Senhor operou a graça, mostrou a sua bondade».

No templo, Zacarias ficara mudo, agora abrem-se-lhe os lábios e as palavras que pronuncia não dizem respeito ao menino, mas ao Senhor. São palavras de bênção e canta as maravilhas que o Senhor vinha fazer, como tinha prometido por mediação dos profetas.

João passa a adolescência e a juventude no deserto, onde prepara a sua missão. Agora está pronto a desenvolvê-la e anunciará ao povo Aquele que o há-de guiar para a liberdade: Jesus de Nazaré. Anuncia uma profunda transformação de mentalidade para O acolher, como cumprimento das promessas feitas ao seu povo.

 

Como cumprimento das suas promessas

 

Por isso S. Paulo, como nos relata a segunda leitura, fala de João como o último dos profetas, encontra-se no final de uma época de espera e marca o início do cumprimento das promessas. Recorda como sua obra de precursor: a pregação de um baptismo de conversão através da mudança da sua maneira de pensar e agir, para tomar parte na obra de salvação do Messias que está para chegar; recusa-se em ser considerado esse Messias e o seu testemunho indica que o Messias é maior do que ele.

João não quer que o acolham a ele, mas Àquele ao qual «não será digno de desatar as correias das sandálias». É Jesus que é preciso acolher.

O caminho de conversão que João nos convida a experimentar é amplo, empenhado, inexplicável e, às vezes, insuportável para a nossa maneira de pensar. Também ele o percorreu. Só quem tem a coragem de se empenhar nesta modificação interior verá aquilo que o Baptista viu... «quando terminou a sua missão».

 

Fala o Santo Padre

 

“Desde o seio materno João é o precursor de Jesus:

a sua concepção prodigiosa é anunciada pelo Anjo a Maria como sinal de que «nada é impossível a Deus»”

Amados irmãos e irmãs!

Hoje, 24 de Junho, celebramos a solenidade do Nascimento de São João Baptista. Com a excepção da Virgem Maria, o Baptista é o único santo do qual a liturgia festeja o nascimento, e isto porque ele está estreitamente relacionado com o mistério da Encarnação do Filho de Deus. Com efeito, desde o seio materno João é o precursor de Jesus: a sua concepção prodigiosa é anunciada pelo Anjo a Maria como sinal de que «nada é impossível a Deus» (Lc 1, 37), seis meses antes do grande prodígio que nos dá a salvação, a união de Deus com o homem por obra do Espírito Santo. Os quatro Evangelhos dão grande realce à figura de João Baptista, como profeta que conclui o Antigo Testamento e inaugura o Novo, indicando em Jesus de Nazaré o Messias, o Ungido do Senhor. Com efeito, será o próprio Jesus quem falará de João nestes termos: «É aquele do qual está escrito: “Eis que envio o Meu mensageiro diante de Ti, para Te preparar o caminho”. Em verdade vos digo: Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no reino dos Céus é maior do que ele» (Mt 11, 10-11).

O pai de João, Zacarias — marido de Isabel, parente de Maria — era sacerdote do culto judaico. Ele não acreditou imediatamente no anúncio de uma paternidade já inesperada, e por isso ficou mudo até ao dia da circuncisão do menino, ao qual ele e a esposa deram o nome indicado por Deus, ou seja, João, que significa «o Senhor concede graças». Animado pelo Espírito Santo, Zacarias falou assim da missão do filho: «E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás adiante do Senhor a preparar os seus caminhos. Para dar a conhecer ao Seu povo a Sua salvação pela remissão dos pecados» (Lc 3, 1-6). Quando um dia veio de Nazaré o próprio Jesus para se fazer baptizar, João inicialmente recusou-se, mas depois consentiu, e viu o Espírito Santo pairar sobre Jesus e ouviu a voz do Pai celeste que o proclamava seu Filho (cf. Mt 3, 13-17). Mas a sua missão ainda não estava completada: pouco tempo mais tarde, foi-lhe pedido que precedesse Jesus também na morte violenta: João foi decapitado na prisão do rei Herodes, e assim deu pleno testemunho do Cordeiro de Deus, que ele foi o primeiro a reconhecer e a indicar publicamente.

Queridos amigos, a Virgem Maria ajudou a idosa prima Isabel a levar até ao fim a gravidez de João. Ela ajude todos a seguir Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que o Baptista anunciou com grande humildade e fervor profético.

 

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 24 de Junho de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

Na solenidade do nascimento de São João Baptista,

elevemos as nossas preces a Deus Pai de misericórdia,

pelas necessidades de toda a humanidade,

rezando com alegria:

 

Renovai, Senhor, as vossas maravilhas.

 

1.     Por todas as Igrejas do Oriente e do Ocidente,

para que apregoem sem desanimar

a necessidade da conversão interior,

para a recepção da luz de Cristo,

oremos, irmãos.

 

2.     Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

  para que sejam um testemunho vivo

  do anúncio de Jesus presente no meio de nós,

  oremos, irmãos.

 

3.     Pelos cristãos e educadores da fé do mundo inteiro,

para que, apesar de todas as dificuldades que os rodeiam,

sejam anunciadores convictos e coerentes do anúncio da Boa Nova,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que a celebração desta solenidade

nos ajude a cumprir melhor a missão

que o Senhor nos destinou,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que os jovens se sintam chamados a colaborar

no chamamento vocacional que o Senhor lhes inspira,

a fim de que a salvação chegue a todo o mundo,

oremos, irmãos.

 

Senhor,

que nos escolhestes e chamastes pelo nome,

tornai-nos fiéis servidores do anúncio da presença de Jesus

no meio dos homens, com toda a alegria

e entusiasmo com que o fez São João Baptista.

Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor ...

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Com toda a alegria recebamos Jesus que já veio e está presente no meio de nós. Ao recebermos o seu Corpo em comunhão, sejamos fortalecidos para anunciar com alegria e perseverança esta presença de luz e salvação a todos aqueles com quem contactamos no nosso dia-a-dia.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que o exemplo de São João Baptista nos encoraje e fortaleça para que, através do nosso testemunho de vida, levemos a bom termo a missão de anunciar e tornar presente aos homens a luz viva de Cristo Jesus, único Salvador de toda a Humanidade.

 

Cântico final: Exulta de alegria, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

12ª SEMANA

 

3ª Feira, 25-VI: O caminho seguido por Cristo.

Gen 13, 2. 5-18 / Mt 7, 6. 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

«O caminho de Cristo 'leva à vida'; um caminho contrário 'leva à perdição' (Ev). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. Há dois caminhos, um de vida, outro de morte, mas entre os dois existe uma grande diferença» (CIC, 1676).

Diante de Abraão e Lot havia dois caminhos. Lot escolheu o mais rico, mas com cidades perversas (Sodoma), e acabou na perdição. Pelo contrário, Abraão ficou com o pior, e recebeu uma enorme bênção de Deus (Leit.).

 

4ª Feira, 26-VI: Os frutos da celebração eucarística.

Gen 15, 1-12. 17-18 / Mt 7, 15-20

Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos.

A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus: «Segundo a palavra do Senhor, que diz 'Pelos seus frutos os conhecereis' (Ev), a consideração dos benefícios na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior» (CIC, 2005). Na Missa recebemos o próprio Autor da graça e «o efeito próprio deste sacramento é a conversão do homem em Cristo» (S. Tomás).

Fruto da correspondência de Abraão à sua vocação é uma descendência numerosa: «Olha para o Céu e conta as estrelas. É assim que será a tua descendência» (Leit).

 

5ª Feira, 27-VI: Imitação de Cristo: cumprir a vontade de Deus.

Gen 16, 1-12. 15-16 / Mt 7, 21-29

Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai.

«Jesus ensina-nos que se entra no reino dos Céus, não por palavras, mas 'fazendo a vontade de meu Pai que está nos Céus' (Ev)» (CIC, 2826). O próprio Jesus declara que o seu alimento é fazer a vontade do Pai e, para cumpri-la, obedeceu até à morte e morte de Cruz. Podemos perguntar-nos, algumas vezes ao longo dia: Estou a fazer a vontade de Deus neste momento? Ele encontra-me aonde devo estar e a fazer o que devo?

Agar, que se tinha afastado de Abraão, é aconselhada pelo Anjo a voltar. Cumpriu a vontade de Deus, e teve uma descendência numerosa (Leit).

 

6ª Feira, 28-VI: Reconstruir a vida com a ajuda de Deus.

Gen 17, 1. 9-10. 15-22 / Mt 8, 1-4

Veio então prostrar-se diante d'Ele um leproso, que lhe disse: Senhor, se quiseres podes curar-me.

O leproso ficou curado e iniciou uma nova vida (Ev). Para reconstruir a nossa vida é necessário reconhecer-nos como pecadores: «Quem se reconhece como pecador e se entrega à misericórdia do Pai celeste, experimenta a alegria duma verdadeira libertação e pode prosseguir ao longo do caminho da vida sem se fechar na própria miséria. Deste modo, recebe a graça de um novo início e reencontra motivos para esperar» (J. Paulo II).

Deus escolhe Abraão para ser o Patriarca do novo povo de Deus. Chama-o, estabelece com ele uma Aliança, e ele começa uma nova vida: «Tu hás-de guardar a minha Aliança» (Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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