Anjo da Guarda de Portugal

10 de Junho de 2013

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

Dan 3, 95

Antífona de entrada: Bendito seja o Senhor, que enviou o seu Anjo e libertou os seus servos, que n'Ele confiaram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Neste dia de Portugal quisemos reunir-nos aqui para celebrar o Anjo da sua Guarda. Porque somos Portugueses e temos fé, vamos hoje pedir especialmente ao Anjo de Portugal que abençoe a nossa Pátria.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os anjos intercedem continuamente junto do Senhor por nós e pelos povos de todo o mundo. Confiemos na sua protecção.

 

Daniel 10, 2a, 5-6.12-14ab

2aNaqueles dias, 5ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. 6O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão. 12Ele disse-me: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante do teu Deus, as tuas palavras foram ouvidas. É por causa das tuas palavras que eu venho. 13O chefe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia, 14abe vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo, no fim dos tempos».

 

A leitura está respigada dos sonhos e visões de Daniel (2ª parte do livro: 7, 1 – 12, 13), onde, na última visão, uma figura excelsa explica o que irá suceder nas guerras do séc. II a. C. entre os selêucidas e os lágidas, e como uma personalidade abominável (Antíoco IV da Síria) virá trazer grandes desgraças ao povo, mas acabará por ser derrotado, graças à intervenção libertadora de Miguel (este nome hebraico – mi-ka-el – significa: quem como Deus?). A leitura foi escolhida para a festa de hoje certamente pela descrição da figura angélica da aparição nos vv. 5-6, que evoca a visão dos Pastorinhos de Fátima.

 

Salmo Responsorial    Salmo 90 (91),1 e 3.5b-6.10.11.14-15

 

Monição: Com os anjos junto de nós será mais fácil seguirmos o caminho que nos é indicado pelo Senhor.

 

Refrão:        O Senhor mandará aos seus anjos

Que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu, que habitas sob a protecção do Altíssimo,

moras à sombra do Omnipotente.

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

 

Não temerás o pavor da noite,

nem a seta que voa de dia;

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque o Senhor mandará aos seus Anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

«Porque confiou em Mim, hei-de salvá-lo;

hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.

Quando Me invocar, hei-de atendê-lo,

estarei com ele na tribulação,

hei-de libertá-lo e dar-lhe glória».

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 10b

 

Monição: Os pastores em Belém tiveram a visita dos Anjos quando Jesus nasceu. Os Pastorinhos de Fátima também tiveram a visita do Anjo de Portugal antes das aparições de Nossa Senhora.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Disse o Anjo do Senhor:

«Anuncio-vos uma grande alegria para todo o povo.»

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 8-14

Naquele tempo, 8havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. 9O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. 10Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: 11nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. 12Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». 13Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: 14«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

 

Também o texto escolhido nos fala dos Anjos do Natal. A glória de Deus que em Israel se manifestava no templo, manifesta-se agora no campo dos pastores. Deus manifesta-se aos simples e humildes e no meio dos seus afazeres mais correntes.

8 «Pastores». É significativo que os primeiros a quem o Messias se manifesta seja gente desprezada e sem valor aos olhos da sociedade judaica, que os incluía entre os «publicanos e pecadores», pois a sua ignorância religiosa levava-os a constantemente infringirem as inúmeras prescrições legais. O facto de guardarem o gado de noite não significa que não fosse inverno, embora não saibamos nem o dia nem sequer o mês em que Jesus nasceu, o que se compreende, pois então só se celebrava o aniversário natalício dos filhos dos reis e pouco mais. Só tardiamente se começou a celebrar o nascimento de Jesus (em Roma já se celebrava no séc. IV a 25 de Dezembro). Ao chegar a noite, os pastores reuniam o gado numa vedação campestre (redil) e eles abrigavam-se da inclemência do tempo nalguma cabana feita de ramos, mesmo durante o inverno.

14 Com o nascimento de Jesus, Deus é glorificado – «glória a Deus» e advém para os homens a síntese de todos os bens – «a paz». O texto original grego pode ter uma dupla tradução, qual delas a mais rica: «homens de boa vontade» (que possuem boa vontade, segundo a interpretação tradicional), ou «os homens que são objecto de boa vontade» (ou da benevolência divina)». Os textos litúrgicos preferiram a segunda, mais de acordo com a visão universalista de Lucas. Segundo uma variante textual (menos provável) teríamos uma frase com três membros: «glória a Deus..., paz na terra, benevolência divina entre os homens», e é assim que aparece mo Messias de Haendel.

 

Sugestões para a homilia

 

Fátima, Altar do Mundo

O Anjo de Portugal

Fátima e as crianças

Fátima, Altar do Mundo

Em 1917 Nossa Senhora escolheu Fátima para transmitir uma mensagem de salvação ao mundo, atormentado pela primeira guerra mundial (1914 – 1918).

Fátima era nessa altura uma aldeia desconhecida da serra.

Com as aparições de Nossa Senhora houve Portugueses interessados em destruir Fátima…

Ao contemplarmos hoje os três Pastorinhos, não esqueçamos que foram presos e ameaçados de serem lançados numa caldeira de azeite a ferver…

Ao olharmos para a Capelinha da Cova da Iria, não esqueçamos que a primitiva foi completamente destruída por maldade…

Quase a celebrarmos o centenário das aparições, não esqueçamos que continua a haver pessoas a negar e combater Fátima…

Mas Fátima foi, é e continuará a ser Altar do Mundo.

Jacinta, Francisco e Lúcia que tiveram a felicidade de contemplar a Santíssima Virgem eram crianças simples e puras. Agora estão no Céu e lá encaminham para o Senhor, através da Mãe, os nossos pedidos, sonhos e projectos…

A mensagem da Senhora continua actual. Convertamo-nos ao Senhor e transformemos a nossa vida em oração. E, para a vivermos integralmente, não esqueçamos o Rosário e a devoção dos primeiros sábados.

 

O Anjo de Portugal

 O Anjo de Portugal não quis estar ausente nessa data que marcaria a vida da Igreja e do Mundo a partir de então.

Sim. No ano anterior quis preparar os Pastorinhos para a visita de Nossa Senhora. Apareceu-lhes na Loca do Cabeço e no poço do Arneiro (junto à casa de Lúcia).

Ensinou-lhes orações que rezamos com muita fé: «Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos…Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro- Vos profundamente…». Deu-lhes a Sagrada Comunhão para sentirem força e coragem a fim de permanecerem firmes na fé até partirem deste mundo para o Ceu.

Neste Dia de Portugal e em todos os dias do ano lembremo-nos do seu Anjo. Ele não esquecerá as nossas preces. Junto de Deus, intercederá para que Portugal continue a ser uma nação fiel ao Senhor.

 

Fátima e as crianças

Neste dia 10 de Junho Fátima enche-se de crianças, na sua peregrinação anual.

Ao contemplá-las risonhas e sorridentes, recordamos muitas outras que ali podiam estar se não lhes fosse negado o direito à vida pelo crime abominável do aborto.

Ao contemplá-las risonhas e sorridentes, recordamos todas as que vivem tristes e amarguradas pelos maus tratos de quem não sabe respeitar a sua inocência.

Ao contemplá-las risonhas e sorridentes, recordamos que as crianças são o que de melhor temos no mundo. Respeitemo-las, acompanhemo-las no seu crescimento e na sua formação para que amanhã consigam tornar o mundo melhor.

Que Jacinta, Francisco e Lúcia intercedam junto do Senhor pelas nossas crianças e por todos nós !

Que a Virgem Senhora de Fátima nos acolha como filhos muito queridos, abençoe Portugal e salve o mundo!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica

se mantenha confiante no Senhor,

dando testemunho da Sua Doutrina em toda a Terra,

       oremos, irmãos.

 

2.     Para que sejamos fiéis à nossa vocação

de serviço a Deus e aos irmãos,

numa entrega incondicional durante toda a vida,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que o bem-aventurado Francisco

nos ajude a amarmos como ele Jesus Eucaristia,

presente nos Sacrários das nossas igrejas,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que a bem-aventurada Jacinta

nos ajude a amarmos como ela o Coração Imaculado de Maria

e reze connosco pela beatificação da Irmã Lúcia,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que o Anjo de Portugal

interceda pela nossa Pátria onde preparou os Pastorinhos

para as aparições de Nossa Senhora em Fátima,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que Nossa Senhora de Fátima

abençoe a nossa Pátria, salve o Mundo

e conduza ao Céu os que recordamos com saudade,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão do Anjo da Guarda de Portugal

e da Virgem Santa Maria,  nossa Padroeira,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Bendito seja Deus, bendito seja, Az. Oliveira, NRMS 48

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, estas ofertas que apresentamos ao vosso altar e fazei que, por intercessão do nosso Anjo da Guarda, sejamos defendidos de toda a adversidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: J. Santos, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

«Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus».

Estas palavras, ditas pelo Anjo de Portugal aos Pastorinhos quando lhes deu a Sagrada Comunhão, são dirigidas neste momento a todos os que estão devidamente preparados para O receberem sacramentalmente.

 

Cântico da Comunhão: Deus connosco, Deus em nós, F. da Silva, NRMS 49

Judite 13, 20.21

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que me protegeu por meio do seu Anjo. Dai graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, por meio do vosso Anjo, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Santa Missa terminou. O Senhor agora vai connosco para que levemos, como os nossos antepassados, o Evangelho a todo o Mundo. Contemos sempre com a bênção maternal de Maria Santíssima, Rainha dos Anjos e Padroeira de Portugal!

 

Cântico final: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

10ª SEMANA

 

3ª Feira, 11-VI: S. Barnabé: A Eucaristia e a evangelização.

Act 11, 21-26; 13, 1-3 / Mt 10, 7-13

É que Barnabé era um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. E considerável multidão aderiu ao Senhor.

Barnabé foi um dos primeiros fiéis da Igreja de Jerusalém. Anos depois, foi destacado para pregar o Evangelho em Antioquia e, mais tarde, para acompanhar S. Paulo na sua primeira viagem apostólica (Leit).

Graças ao seu trabalho apostólico muitos se converteram (Leit). Tenhamos igualmente uma grande fé na Eucaristia: «A Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua missão. Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária. Verdadeiramente, não há nada mais belo do que encontrar e comunicar Cristo a todos» (SC, 84).

 

4ª Feira, 12-VI: Necessidade da ajuda de Deus.

2 Cor 3, 4-11 / Mt 5, 17-19

Nós temos esta certeza, por Cristo, diante de Deus: por nós próprios não temos o direito de atribuir-nos seja o que for, como se viesse de nós.

Temos uma necessidade absoluta da ajuda de Deus para cumprirmos os nossos deveres (Leit). Por isso, todas as nossas obras boas, a nossa santificação e o apostolado, pertencem, em primeiro lugar a Deus. E, em segundo lugar, a nós, se correspondermos às suas graças.

O nosso modelo de comportamento é Jesus, que não veio revogar a Lei ou os Profetas, mas cumpri-la plenamente (Ev). Ele lembra-nos igualmente que, sem Ele nada podemos fazer. Não podemos esquecer que há dentro de nós uma tendência para o mal, que estamos debilitados e, por isso, temos que pedir ajuda a Deus para fazermos o bem.

 

5ª Feira, 13-VI: Sto António: Poderoso intercessor e insigne pregador.

Sir 39, 8-14 / Mt 5, 13-19

Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo

Santo António tinha a força do sal (Ev), fruto da sua união com Deus, que lhe permitiu combater as heresias do seu tempo. Além disso, essa mesma força de Deus serviu-lhe para a realização de numerosos milagres. Procuremos estar unidos a Deus durante o dia, para vencermos os combates habituais.

O Santo foi igualmente um pregador insigne do Evangelho, foi professor de Teologia e escreveu vários sermões cheios de doutrina e piedade. «Aquele que medita na lei do Altíssimo será cheio do espírito de inteligência» (Leit). Precisamos ter boa doutrina para ajudar os outros.

 

6ª Feira, 14-VI: Manter o coração limpo.

2 Cor 4, 7-15 / Mt 5, 27-32

Todo aquele que tiver olhado uma mulher, para a desejar, já cometeu adultério no seu coração.

Jesus pede-nos que vivamos bem o nono mandamento da lei de Deus (Ev). Mas não podemos esquecer que levamos o tesouro do amor de Deus em vasos de barro (Leit), que se pode quebrar muito facilmente.

Precisamos combater as tentações internas contra a castidade: a guarda dos sentidos, as imaginações, as recordações, etc. Uma boa ajuda pode ser a mortificação, o domínio do corpo: «Por toda a parte trazemos sempre no corpo a morte de Jesus» (Leit). Só assim manteremos o coração limpo, para podermos amar a Deus e ao próximo, como Deus quer.

 

Sábado, 15-VI: A nova criatura e a verdade.

2 Cor 5, 14-21 / Mt 5, 33-37

Se alguém, pois, está em Cristo, é uma nova criatura. O que era antigo passou: tudo foi renovado.

Deus faz-nos participar da sua própria vida, através da graça: «A graça é um dom gratuito que Deus nos faz da sua vida, infundida pelo Espírito Santo na nossa alma para a curar do pecado e a santificar. É, em nós, a nascente da obra da santificação (Leit)» (CIC, 1999).

Um dos aspectos da nova criatura é um grande amor à verdade (Ev.). Esta «consiste em mostrar-se verdadeiro nos actos e dizer a verdade nas palavras, evitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia» (CIC, 2468). Também é indispensável viver esta virtude no convívio com os demais (CIC, 2469).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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