aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

ESCUTEIROS AGRADECEM

NOTA PASTORAL DOS BISPOS

 

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) agradeceu à Conferência Episcopal Portuguesa o “olhar carinhoso” lançado sobre o movimento na recente Nota pastoral dos bispos “CNE: Caminho de Esperança”, publicada em 15 de Novembro passado.

 

“Foi com alegria e sentido de responsabilidade crescente que recebemos esta manifestação de ‘grande apreço que a Conferência Episcopal Portuguesa nutre pelo CNE’, tornada pública com esta Nota pastoral”, assinala o chefe nacional do escutismo católico, Carlos Alberto Pereira.

No documento dos bispos, pede-se que os escuteiros sejam um sinal de “esperança” para a sociedade num tempo de crise e dificuldades.

“O Escutismo veio dar resposta a algumas visões mais cépticas sobre a juventude dos ‘novos tempos’, reafirmando que vale a pena acreditar numa nova humanidade, vale a pena acreditar em cada jovem, vale a pena ter esperança. Esse dado continua hoje a ser marcante”, refere a Nota pastoral a respeito do CNE, que vai completar 90 anos de existência a 27 de Maio de 2013.

Segundo Carlos Alberto Pereira, ao “relembrar que os jovens são, no escutismo, os artífices do seu próprio destino, esta Nota pastoral vem valorizar a pedagogia da acção e da participação características do movimento e valorizar o seu contributo na construção de uma nova humanidade animada pela entrega plena ao serviço do bem”.

O chefe nacional considerou “interessante e esclarecedora” a visão de desenvolvimento formulada pelos bispos através de “cinco desafios” – da identidade, da abertura, da integração, da comunhão e da evangelização – que “limitam com o infinito a acção do Escutismo e a sua relação com e na Igreja”.

 

 

BRAGA

 

ÁTRIO DOS GENTIOS

VAI CONTINUAR

 

As cidades de Guimarães e Braga acolheram nos passados dias 16 e 17 de Novembro a primeira edição em solo português do Átrio dos Gentios, projecto de encontro entre crentes e não crentes promovido pelo Vaticano, reunindo várias centenas de pessoas em volta do tema “O Valor da Vida”, uma iniciativa que, segundo o arcebispo de Braga, vai ter continuidade.

 

O prelado revelou que o objectivo foi fazer que a Igreja Católica “seja este átrio aberto”, para permitir que diversas sensibilidades “possam convergir para gerar fraternidade”, sem que ninguém tenha de renunciar à sua própria identidade.

D. Jorge Ortiga elogiou a “adesão extremamente significativa” do público às várias iniciativas propostas em Guimarães, capital europeia da cultura, e em Braga, capital europeia da juventude, que foram de conferências a concertos, passando por seis painéis em volta do tema central do átrio, “O Valor da Vida”, desde várias perspectivas.

“O Portugal de hoje precisa de reflectir sobre os valores, mas o valor dos valores é efectivamente a Vida, revestida de uma dignidade sublime que ninguém pode ignorar, não apenas a vida de alguns, mas a vida de todos”, referiu.

A coordenadora geral do evento, Isabel Varanda, reforçou a ideia de que “a casa continua aberta”, assinalando o “espírito de grande encontro” numa “grande festa” nas duas cidades do Minho.

“O átrio vai continuar”, precisou, adiantando que a organização quer publicar em breve “todos os textos” da sessão.

Isabel Varanda destacou o facto de 20 igrejas de Braga terem estado abertas durante o sábado, com uma luz à sua entrada, convidando as pessoas e mostrando a sensibilidade de “mostrar que há lugares no mundo onde é bom estar, onde é bom entrar” sem ter de pagar, crente ou não.

“Precisamos de redescobrir a gratuidade”, concluiu, lembrando que todo o Átrio dos Gentios decorreu sem qualquer encargo para os participantes.

O Átrio dos Gentios concluiu na Catedral de Braga lotada, ao som das palmas que acompanharam a apresentação da Missa Brevis de João Gil, que também a interpretou integrado no grupo Cantate.

 

O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura – organismo da Santa Sé que dinamiza este projecto – quis assinalar o “êxito estrondoso” do evento e manifestar a sua admiração pela cidade e as gentes de Braga e Guimarães.

O cardeal revelou a sua “surpresa” pela forma como decorreu em Guimarães e Braga o Átrio dos Gentios, projecto de diálogo entre crentes e não crentes.

“Há duas dimensões que não esperava: por um lado a multiplicidade de intervenções e de temas; por outro, porque esta foi a primeira vez que o átrio se construiu, de forma grandiosa, exclusivamente pela diocese, numa arquitectura autónoma”, disse o cardeal Gianfranco Ravasi.

Segundo este responsável, a sessão portuguesa do Átrio dos Gentios abrangeu “quase todo o horizonte da cultura, da humanidade, da sociedade, da espiritualidade contemporânea”.

O cardeal italiano observou que o debate foi “transversal” porque o tema escolhido, “O Valor da Vida”, permitiu superar as divergências que muitas vezes surgem entre crentes e não crentes sobre “o tema do mistério, do divino, do remoto”.

“Todos somos seres vivos, com uma mesma consciência, liberdade, desejo de colocar perguntas, pelo que somos muito iguais”, precisou.

 

 

LISBOA

 

MISERICÓRDIAS

PRESENTES NO VATICANO

 

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, apresentou no passado dia 16 de Novembro, no Vaticano, a história e a implementação daquelas instituições a 600 responsáveis de serviços de saúde católicos de mais de 60 países.

 

Na 27ª conferência internacional do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, dedicada ao tema “Hospital como lugar de evangelização”, Manuel de Lemos recordou os cinco séculos de experiência das Misericórdias no sector da Saúde e a expansão da obra social por estas desenvolvidas um pouco por todo o mundo.

O responsável explicou o papel das Santas Casas da Misericórdia em Portugal no sector da Saúde, especialmente junto das pessoas mais desfavorecidas, e descreveu a sua acção nos cuidados continuados e paliativos de saúde.

A gestão hospitalar das Misericórdias estende-se a 19 unidades, aguardando-se para breve a devolução de mais 15 a 30, depois de o Estado ter nacionalizado aquelas instituições, na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974.

O responsável salientou que desde 2006, quando o Governo chamou as Misericórdias para que participassem na criação de uma Rede Nacional de Cuidados Continuados, foram construídas e equipadas cerca de 120 unidades, num total de quatro mil camas, mais de metade da actual rede.

“Cuidar bem, com qualidade e competência, manifestar o carinho a uma criança ou a um idoso, ter tempo para ouvir uma recordação, segurar a mão de um moribundo, é algo que as Misericórdias fazem naturalmente e como ninguém”, assinalou o presidente da UMP na intervenção intitulada “A missão das Misericórdias junto dos que sofrem”.

Manuel de Lemos foi o único orador português presente no encontro, que terminou com o discurso do Papa, em que alertava para os riscos de a saúde se tornar numa “mercadoria”, limitando o acesso aos serviços de saúde por causa da crise económica que “retira recursos” ao sector.

 

 

VIANA DO CASTELO

 

ENCONTRO NACIONAL

DA PASTORAL DOS CIGANOS

 

Orientado pelo Director nacional da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC), Fr. Francisco Sales Diniz, ofm., realizou-se de 23 a 25 de Novembro de 2012, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, da Ordem dos Carmelitas Descalços, em Viana do Castelo, o 39º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, sob o tema: Anúncio da Fé na Realidade Cigana.

 

Participaram, entre outros, D. Manuel Linda, em representação da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana; D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana do Castelo; o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Engenheiro José Maria Costa.

O encontro contou com 35 participantes, oriundos da equipa nacional e dioceses de Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Viseu, Guarda, Portalegre-Castelo Branco e Lisboa.

Dos temas e trabalhos de reflexão do encontro emergiram constatações e recomendações, das quais referimos algumas:

– A realidade cigana continua a ser uma realidade omissa na maioria das dioceses e paróquias do país. Esta omissão reflecte-se nos projectos pastorais diocesanos e paroquiais, onde não está presente, e notou-se na pouca representatividade das dioceses no Encontro Nacional (só sete dioceses estiveram representadas). O Encontro Nacional foi instituído anualmente nos Estatutos da ONPC, aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa. Recomendamos às dioceses e paróquias a inclusão da realidade cigana nos planos pastorais, a fim de promoverem a sua evangelização e integração na Igreja Local.

– Os mesmos estereótipos e preconceitos relacionados com os ciganos, que se encontram na sociedade civil portuguesa, estão também presentes no seio das comunidades católicas. Muitas vezes, são os leigos, com total desconhecimento dos párocos, que criam barreiras que impedem o acesso dos ciganos à comunidade e aos serviços paroquiais. Recomendamos que se promova a formação dos leigos, com responsabilidades no funcionamento dos serviços das paróquias, a fim de se criar um estilo de paróquia que seja um espaço de acolhimento para todos, onde não há lugar para exclusões nem marginalizações.

– Constatamos que os valores humanos e religiosos, presentes na realidade cigana, podem ajudar a promover um autêntico processo catecumenal da fé, pois integram os acontecimentos centrais da vida, desde o nascimento até à morte. Desafiamos as dioceses e paróquias a promoverem uma pastoral de proximidade, de escuta e de participação na vida dos ciganos, partilhando com eles o anúncio do Evangelho que ilumina e dá sentido à diversidade de acontecimentos que se sucedem ao longo da vida.

– Concordamos plenamente que a escolarização dos ciganos é o primeiro meio para os ajudar a saírem da situação de marginalização e de gueto; contudo, constatamos que alguns projectos educativos correm o risco de se transformarem em simples experiências por não garantirem a continuidade do processo educativo. Recomendamos às instituições que promovem iniciativas e projectos educativos no seio da comunidade cigana, incluindo o Estado, que promovam a continuidade do processo educativo dos participantes nos diversos projectos, a fim de não se correr o risco de os limitar a meros objectos de experiência.

 

 

LISBOA

 

PATRIARCA COMENTA

ACTUALIDADE DO CONCÍLIO

 

No segundo tema do programa Acreditar com o Concílio do Patriarcado, sobre a actualidade do Concílio, em 29 de Novembro passado, o Cardeal Patriarca D. José Policarpo comentava assim o n. 5 da Carta Porta Fidei de Bento XVI:

 

A afirmação do Papa Bento XVI sobre a actualidade do Concílio Ecuménico Vaticano II é importante e deve inspirar todas as formas de celebração dos 50 anos da Abertura do Concílio.

Não é surpresa para ninguém que, na Igreja contemporânea, ouvem-se vozes que inspiram comportamentos afirmando a não actualidade do Concílio. Uns, reagindo à renovação da Igreja e à busca de novos caminhos, parece terem saudades dos tempos antes do Concílio, que aliás não conheceram; outros, porventura desejando mudanças mais profundas, falam de um novo Concílio, um Vaticano III. A todos esses o Papa Bento XVI, com a autoridade apostólica de que está investido, diz: no Concílio “encontra-se uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”.

Rigorosamente todos os concílios ecuménicos mantêm a sua actualidade, sobretudo quando definiram, com clareza definitiva, a fé da Igreja. Eles integram a Tradição viva, importante para a confissão sólida, em cada tempo, dessa fé de todos os tempos. Mas também é verdade que em todos os concílios, com a evolução da cultura e da história, há linguagens a reinterpretar, referências históricas que o tempo relativizou.

Não está excluído que esse fenómeno se verifique também no Concílio Vaticano II, embora em menor grau dada a proximidade temporal da sua realização. Mas o Santo Padre tem em conta essa necessidade de interpretação, quando afirma: “se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica”. A palavra do Magistério, como aliás a da Escritura, tem de ter em conta a mensagem de quem fala e as características de quem ouve, isto é, do destinatário dessa palavra. Trata-se de captar, em cada tempo, a exactidão da mensagem e as características culturais daqueles a quem é anunciada.

Nestes 50 anos o mundo mudou. É justo apresentar a mensagem de modo a que os homens contemporâneos a possam escutar. O primeiro aspecto desta hermenêutica é técnico, é competência de estudiosos. Para o segundo aspecto, o Santo Padre dá-nos a chave: ler o Concílio com fé, acreditar lendo o Concílio. A Igreja, na sua missão, dirige-se ao mundo com amor e, por isso, é sensível às suas mudanças. Proclamar a actualidade do Concílio é, para ela, uma forma de realizar a sua missão de anunciar, em cada tempo, a mensagem da salvação.

 

 

LISBOA

 

MISERICÓRDIAS:

REELEITO MANUEL DE LEMOS

 

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, iniciou no passado dia 1 de Dezembro o seu terceiro e último mandato à frente da organização, com a promessa de acção face aos “tempos muito difíceis” que o país vive.

 

“É nestes tempos que a nossa missão ganha todo o esplendor e todo o sentido, portanto é importante que nos preparemos para ajudar as pessoas o mais possível e até onde for possível, sabendo que nós não somos o Estado”, disse Manuel de Lemos.

O presidente da UMP considera que a missão das Misericórdias pode ir, nalgumas circunstâncias, “para além do Estado”, mas frisa que a cooperação bilateral é essencial.

Neste sentido, Manuel de Lemos admite “olhar com atenção” para os desafios que se podem vir a colocar na área da Educação, no contexto da reformulação do Estado Social defendida pelo actual Governo, com um percurso “discreto, mas permanente” de regresso ao sector.

O responsável diz que actualmente a prioridade é “retornar com segurança à área da saúde”, onde se incluem 115 unidades de cuidados continuados, e assegurar as “respostas tradicionais na área da assistência”.

A cerimónia de posse dos novos órgãos sociais para o triénio 2013/2015 da UMP, que coordena cerca de 400 Santas Casas de Misericórdia em Portugal, decorreu no auditório do Centro de Apoio a Deficientes João Paulo II, em Fátima.

 

Entre outras propostas, a lista liderada por Manuel de Lemos, pretende reforçar “os princípios da autonomia cooperante e da cooperação” em relação ao Estado, à Igreja e demais instituições da sociedade civil.

Durante o mandato que agora se concluiu, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) publicou um Decreto Geral Interpretativo para as Misericórdias, que passou a regular as relações bilaterais a partir do dia 18 de Junho de 2011.

Manuel de Lemos elogia, neste contexto, a acção de D. Jorge Ortiga, antigo presidente da CEP e actual responsável pela Pastoral Social, considerando que o arcebispo de Braga tem promovido “uma relação franca, aberta, leal e cooperante” com a UMP.

“Temos dado passos muito significativos para afirmarmos a força da Igreja na sociedade. Não temos medo nenhum de afirmar os nossos valores, os nossos princípios, aquilo que nos rege”, acrescenta.

 

 

LISBOA

 

PRESÉPIO NA CIDADE

 

O projecto “Presépio na Cidade”, promovido pelo 12.º ano seguido por um grupo de leigos católicos, esteve de novo no coração de Lisboa, com presença no Chiado, das 14h às 19h30, para anunciar o sentido cristão do Natal.

 

De 3 a 24 de Dezembro passado, os promotores da iniciativa dinamizavam momentos de oração e convidavam à construção de figuras do presépio, junto à Basílica dos Mártires.

Apresentada como uma iniciativa de “evangelização de rua”, a dinâmica pretendia também associar-se à celebração do Ano da Fé (Outubro de 2012 – Novembro de 2013), convocado por Bento XVI.

O “Presépio na Cidade” incluiu, no dia 15, a bênção das grávidas, presidida por D. Nuno Brás, bispo Auxiliar de Lisboa, na igreja da Encarnação, no final da “Via da Alegria”, procissão com o Menino Jesus do Terreiro do Paço ao Chiado.

 

 

LISBOA

 

PASTORAL NAS PRISÕES

 

O subdirector geral dos Serviços Prisionais, Jorge Azevedo, qualificou no passado dia 7 de Dezembro de “altamente positivo” o “contributo e presença muito efectiva” da Igreja Católica nas prisões.

 

Estas declarações foram prestadas na abertura do encontro sobre Envelhecimento Activo e Diálogo Intergeracional em Contexto Prisional, que decorreu em Lisboa.

O coordenador nacional da Pastoral Penitenciária, Padre João Gonçalves, explicou que a Igreja trabalha para que o recluso “valorize a vida e o tempo, ao mesmo tempo que se recompõe interiormente, pacificando-se com ele próprio, a família, as pessoas que prejudicou e a sociedade, de modo a voltar para o exterior capaz de lutar por um futuro risonho”.

“A legislação prevê que a Igreja preste um serviço a quem o pede, o que coloca alguma dificuldade em fazermos a primeira evangelização. Se a cumpríssemos com todo o rigor, quase que não nos poderíamos dirigir às pessoas”, observou, ressalvando que essas “limitações” advêm da Concordata.

O sacerdote salientou que a Igreja Católica em Portugal tem um trabalho enorme a fazer na prevenção da criminalidade e no apoio a quem regressa à liberdade, já que a Pastoral Penitenciária é mais do que a proximidade aos reclusos através dos capelães e visitadores leigos.

 

 

GUARDA

 

PRESO SACERDOTE

SOB ACUSAÇÃO DE PEDOFILIA

 

No seguimento das investigações judiciais levadas a efeito no Seminário Menor do Fundão e que levaram à detenção de um sacerdote sob acusação de pedofilia, o Seminário publicou o seguinte comunicado:

 

Por iniciativas externas ao Seminário Menor do Fundão, foi pedida ao Tribunal Civil uma investigação à vida interna  do mesmo Seminário Menor da Diocese da Guarda.

O Bispo da Diocese, apenas tomou conhecimento desta iniciativa do Tribunal, na passada quarta-feira, dia 5 do corrente, às 17h30, deu imediatamente ordem para que fossem abertas as portas do Seminário aos agentes da investigação que se apresentassem devidamente identificados e, mais ainda, que se desse toda a colaboração para a máxima objetividade da investigação.

Foram inquiridas algumas pessoas e outras ainda o vão ser; foram investigados espaços internos do Seminário e outros ainda o vão ser.

Tanto o conteúdo das iniciativas externas ao Seminário tomadas como a identidade das pessoas inquiridas e o conteúdo das suas respostas constituem segredo de justiça, que só o Tribunal pode revelar, se e quando o entender.

A nós Instituição educativa, como é o Seminário Menor do Fundão, pertence-nos fornecer todos os meios para que a investigação seja bem feita.

Podemos adiantar que não é a primeira vez que Instituições desta Diocese são investigadas por Tribunais Civis, que consideramos pessoas de bem e instrumentos necessários para a regulação da vida social, nomeadamente no âmbito do serviço da educação, como é o caso.

Como já o fizemos em outras situações anteriores, continuaremos a garantir total colaboração para que a investigação seja bem feita, guardaremos o necessário silêncio durante a investigação e cumpriremos escrupulosamente as conclusões do Tribunal.

Devemos acrescentar que esperamos que esta avaliação seja mais um bom contributo para a vida do Seminário, no cumprimento da sua missão educativa.

Guarda, 08.12.2012

O Departamento de Informação da Diocese da Guarda

 

 

LISBOA

 

CARITAS PORTUGUESA RECEBE

PRÉMIO DE DIREITOS HUMANOS

 

O presidente da Comissão Episcopal para a Pastoral Social da Igreja, D. Jorge Ortiga, elogiou o papel da Cáritas Portuguesa, que recebeu no passado dia 10 de Dezembro o Prémio Direitos Humanos 2012 do Parlamento, na promoção da “dignidade de todos os portugueses”.

 

“Este acontecimento reveste-se de uma importância particular, na medida em que é a confirmação de que a Igreja também trabalha e luta pelos direitos das pessoas”, disse D. Jorge Ortiga.

O Prémio Direitos Humanos 2012 foi atribuído à Cáritas Portuguesa pela sua intervenção de “resposta sempre presente aos pedidos de assistência dos cidadãos que não têm possibilidades de garantir as suas necessidades básicas”, em especial na presente situação de “emergência social”.

Segundo o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, a Igreja não trabalha para prémios ou merecimentos: “A sua filosofia, o modo de agir é a gratuidade, o desinteresse, é a causa dos mais necessitados e essa é a grande consolação, a grande alegria e, se quisermos, o grande prémio”.

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio da Fonseca, ao receber a distinção entregue pelo Parlamento à organização católica, destacou a necessidade de defender e promover a justiça social no país. “A Cáritas acolhe este prémio como sinal de reconhecimento pelo trabalho de animação de diversos organismos eclesiais presentes na operatividade dos Direitos Humanos, sobretudo na salvaguarda concreta de direitos sociais”.

Em 1998, o Parlamento instituiu o dia 10 de Dezembro de cada ano como "Dia Nacional dos Direitos Humanos".

 

 

LISBOA

 

EXPOSIÇÃO DE NATAL NO MUSEU

DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

 

O Palácio Nacional de Belém inaugurou no passado dia 14 de Dezembro uma exposição de Natal centrada na arte sacra do Baixo Alentejo, iniciativa do Museu da Presidência da República e do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHA).

 

A exposição foi aberta pelo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e podia ser visitada até ao dia 14 de Janeiro.

A iniciativa tem como título “E um Filho nos foi dado”, apresentando quase uma centena de obras de arte, provenientes de museus, igrejas e colecções particulares, as quais permitem “traçar uma panorâmica da riqueza patrimonial do actual território da diocese de Beja, a segunda mais vasta do país”.

Segundo o director do DPHA da Diocese de Beja e comissário da exposição, José António Falcão, esta mostra “dá a primazia à vivência comunitária da devoção ao Deus Menino, sinal da identidade de uma região que se orgulha das suas tradições natalícias, mas propõe uma reflexão mais alargada em torno do diálogo da cultura com a religião”.

Segundo os responsáveis da instituição católica, a arte sacra do Alentejo meridional "tem sido, nas últimas décadas, alvo de um ousado projecto para o seu resgate, numa luta difícil contra o abandono e os furtos, mas já com provas dadas".

"Hoje constitui um dos valores patrimoniais mais apreciados da região e tornou-se, inclusivamente, uma alavanca ao serviço do desenvolvimento local", acrescenta a nota de imprensa.

 

 

VISEU

 

ENVELHECER

COM QUALIDADE

 

O bispo de Viseu, o presidente do município, o presidente da Cáritas Portuguesa e o actor Ruy de Carvalho, entre outros intervenientes, debateram no passado dia 15 de Dezembro o tema “Envelhecer com Qualidade”.

 

O painel integrou a programação do primeiro Congresso Gerações Activas, que a Cáritas Diocesana de Viseu e a Viseugest promoveram na cidade beirã, iniciativa que contou com a presença de mais de 500 pessoas.

O prelado diocesano, D. Ilídio Leandro, frisou que “a diferença de idades constrói verdadeiramente a família” e que “todos devem ser agentes para provocar o envelhecimento activo das populações”.

No encontro que teve lugar no auditório do Centro Sócio-Pastoral da Diocese de Viseu, o presidente da Cáritas local, José Borges, alertou para a necessidade de “combater a pobreza e a solidão, encorajar a solidariedade e incentivar o envelhecimento com dignidade”.

O presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, criticou as “imagens erradas” que o envelhecimento continua a provocar na sociedade e salientou que “é preciso revitalizar as pessoas mais velhas e integrar a cultura do ócio, apostar em actividades lúdicas, repensar centros de dia e o desempenho de papéis activos”.

O actor Ruy de Carvalho, que declamou trechos de peças de teatro em que actuou, expressou a sua tristeza pelo facto de os idosos estarem a ser “magoados na sua vida pelos poderes políticos”.

Os organizadores concluíram que “a questão do envelhecimento deve ser olhada mais como um tema de regulação social e menos estatal”.

A agenda do congresso realizado no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, que decorreu em 2012, incluiu a apresentação do projecto “Gerações Activas”, da Cáritas Diocesana de Viseu.

A iniciativa, que pretende fazer do envelhecimento “uma oportunidade”, visa criar a nível paroquial espaços de acolhimento e convívio entre pessoas de todas as gerações, sem que essas estruturas sejam classificadas de centros de dia ou lares, explicaram os técnicos da Cáritas

Na primeira fase será criada uma bolsa de ideias para dinamizar o projecto, seguindo-se a oferta de vários serviços ao público em geral, de modo a desenvolver a auto-estima e criar “maior sentido de comunidade”, acrescentaram.

 

 

BRAGA

 

BENEFÍCIOS FISCAIS

PARA AUMENTAR NATALIDADE

 

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, que no passado domingo 16 de Dezembro presidiu a uma missa na Sé, onde pela primeira vez abençoou as grávidas, pediu ao Governo a criação de “benefícios fiscais para aumentar a natalidade”.

 

O arcebispo de Braga frisou que os filhos “não podem ser encarados como um fardo”, mas devem ser “motivo de alegria” para um casal, acrescentando que “a maternidade é uma experiência única”.

Num período em que há “uma redução da natalidade” em Portugal, o prelado sublinhou que a bênção das grávidas é um “gesto de preparação natalícia” que tem um “significado muito especial”.

“Temos o dever de mostrar a sublimidade de ser mãe e ser pai, particularmente nos tempos que correm”, disse o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana perante 50 grávidas e centenas de outros fiéis, adiantando que a bênção vai repetir-se.

Depois de salientar que a Igreja Católica não se limita a olhar o casamento “na sua função procriativa”, D. Jorge Ortiga afirmou que “quando os pais não se demitem do seu dever experimentam uma verdadeira alegria, mesmo que com lágrimas nos olhos”.

O número médio de filhos por mulher em Portugal é um dos mais baixos do mundo: em 2010 foi de 1,3, abaixo de 2,1, índice necessário para garantir a renovação de gerações.

 

 

LISBOA

 

ORDEM DE SÃO JOÃO DE DEUS

ESCLARECE NOTÍCIAS DE PEDOFILIA

 

Em relação a notícias que circularam sobre possíveis actos de pedofilia em instalações da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, publicou esta o seguinte comunicado:

 

Face ao comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, relativamente à existência de uma queixa envolvendo a Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, importa esclarecer o seguinte:

1 – O inquérito a que se refere o DCIAP, que se encontra em curso desde outubro de 2010, tem por base e-mails anónimos, sem qualquer identificação do seu autor ou autores.

2 – Tais e-mails anónimos, enviados a partir de setembro 2010, têm um conteúdo falso e calunioso, tendo sido difundidos com o único intuito de lesar o bom nome da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, do Instituto de S. João de Deus e dos seus colaboradores, o que, aliás, é facilmente comprovável pela sua singela leitura.

3 – A Ordem e o Instituto, para além de terem  apresentado participação criminal, no dia 1-10-2010, constituíram-se como assistentes no processo, processo esse que ainda se encontra a correr os seus termos pelo DCIAP.

4 – A Ordem Hospitaleira e São João de Deus e o Instituto de São João de Deus têm regras instituídas e muito claras relativamente à eventualidade de existência de abusos sexuais.

5 – Qualquer eventual suspeita deve ser sempre investigada e comunicada às autoridades competentes.

6 – Foi precisamente o que sucedeu com o caso reportado no Jornal “Público”, no dia 8 de setembro de 2010, relativamente a uma situação ocorrida em Ponta Delgada, nos Açores.

7 – Tal suspeita, que, esclareça-se, nunca envolveu qualquer menor ou ato de pedofilia, foi de imediato comunicada aos Serviços do Ministério Público de Ponta Delgada que abriu e conduziu um processo de inquérito.

8 – Tal processo existiu, assim, por iniciativa da própria Instituição, e não de terceiros, precisamente por considerar que todas as suspeitas da existência de crimes devem ser investigadas pelas autoridades competentes.  

9 – Nesse processo, por despacho datado de 21-11-2011, o Ministério Público decidiu arquivar os autos. Considerou que não existiam indícios da prática de qualquer crime.

10 – As regras e os procedimentos são, assim, absolutamente claros e transparentes nestas Instituições. E assim continuará a ser, com o máximo rigor e transparência, prestando toda a colaboração que lhe for solicitada por todas as autoridades competentes.

Lisboa, 21 de Dezembro de 2012

 

 

LISBOA

 

FALECEU O SACERDOTE

MAIS IDOSO DE PORTUGAL

 

O cónego José Amaro Teixeira, de 101 anos, faleceu no passado dia 2 de Janeiro na Casa Sacerdotal de Lisboa, onde vivia ultimamente.

 

O padre mais idoso de Portugal nasceu a 19 de Agosto de 1911, em Belmonte, na diocese da Guarda, mas fez os estudos eclesiásticos no Patriarcado de Lisboa, primeiro no Seminário de Santarém, de 1925 a 1931, e depois no Seminário dos Olivais, de 1931 a 1935.

Foi, precisamente, dos primeiros alunos deste novo seminário do Patriarcado, fundado pelo Cardeal Cerejeira em 1931. “Nos primeiros tempos, as nossas aulas eram em latim. E os testes eram bem difíceis. Mas saíamos daqui para as paróquias com um «fogo pastoral»” – contava na entrevista publicada na Voz da Verdade, em 5-XI-2006, por ocasião dos 75 anos deste Seminário. Sobre o perfil do padre que o Cardeal Cerejeira pretendia imprimir aos seus novos padres, o cónego Amaro assegurava: “Queria, certamente, que eles fossem um ‘bocadinho’ como ele: culto, com estudos, e depois um padre piedoso e apostólico”.

Foi ordenado sacerdote a 6 de Abril de 1935, na capela do Seminário, pelo Cardeal Cerejeira, ficando incardinado no Patriarcado.

Em Outubro desse ano é nomeado director espiritual do Seminário de Almada. Dez anos mais tarde, em 1945, regressa ao Seminário dos Olivais como Vice-reitor e professor de várias disciplinas; em 1946 é nomeado Cónego.

Em 1959 deixa o Seminário dos Olivais para ser pároco de São Mamede, onde esteve nove anos, até 1968. “Gostei muito dos anos como pároco. Aliás, acho que todos os padres deveriam ter um contacto com o povo”.

Na primeira sessão do Concílio Vaticano II (1962), chegou a ser governador do Patriarcado: “Quando o Concílio se iniciou, eu estava em São Mamede. O senhor Cardeal Cerejeira mandou-me chamar e disse-me: ‘Olha, como sabes, vai haver um Concílio e todos os bispos têm que ir a Roma. Tu ficas como governador do Patriarcado’. Eu disse-lhe: ‘Mas... governador? o que faço eu?’. E ele respondeu-me: ‘Tens todos os poderes que eu tenho, mas não podes mudar os padres de lugar. De resto ficas com a governação da diocese’. A partir daí tinha que ir todos os dias para o Patriarcado para assinar e tratar das coisas”.

De 1972 a 1990, esteve a trabalhar na Cúria patriarcal, como Vigário geral adjunto. Neste período, chegou a ser também reitor da Igreja de Nossa Senhora da Conceição (ao Rato). Em 1991, recebeu do Papa o título de Monsenhor. Colaborou também no Tribunal Patriarcal.

Quando as forças começaram a faltar-lhe, deixou a Casa de Retiros da Buraca, onde vivia habitualmente, para passar a residir na Casa Sacerdotal, Aqui, no dia 19 de Agosto de 2011, o Cardeal Patriarca D. José Policarpo presidiu à concelebração eucarística em acção de graças pelo centenário do Cónego Amaro, desejando que ele sentisse “o amor fraterno e a grande amizade do seu bispo, dos padres do presbitério, muitos dos quais ajudou a formar, e também de todo o povo de Deus”.

A celebração das exéquias decorreu no dia seguinte ao falecimento, às 12h00, na Casa Sacerdotal, sob a presidência do Cardeal Patriarca.

 

 

LISBOA

 

SEMANÁRIO AGÊNCIA ECCLESIA

PASSA A FORMATO DIGITAL

 

O Semanário Agência ECCLESIA assumiu um novo formato, exclusivamente digital, a partir de 3 de Janeiro de 2013.

 

Segundo o seu director, Paulo Rocha, a iniciativa visa oferecer “conteúdos renovados” e testar “inovadoras formas de chegar a mais leitores”.

A publicação deixou assim de ser enviada, em papel, às caixas de correio dos assinantes para procurar “chegar, em cada semana, às caixas de correio, mas electrónicas, aos telemóveis, computadores e a todas as plataformas móveis dos actuais e de novos leitores”.

O projecto, decidido pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e aprovado pela Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, surge como “continuidade de uma aposta na informação que remonta aos inícios dos anos 60, quando nasceu o ‘boletim’ que está na origem deste semanário”, explica o seu director.

Segundo Paulo Rocha, esta é uma etapa que “se impunha”, face às “tendências mediáticas e os interesses dos leitores para adequar conteúdos e formatos”.

Para ter acesso à edição digital do semanário é necessário indicar um endereço electrónico para o email agencia@ecclesia.pt.

 

 

LISBOA

 

DIRECTRIZES DA CEP NA

ERRADICAÇÃO DA PEDOFILIA

 

A propósito de críticas feitas à actuação da Igreja na erradicação da pedofilia no seu seio, o Secretariado Geral do Episcopado publicou o seguinte esclarecimento:

 

1. A Igreja, no seu todo, deu passos muito concretos na luta contra a pedofilia, tendo a Conferência Episcopal Portuguesa elaborado Diretrizes a este respeito, aprovadas e publicadas na sua Assembleia Plenária, a 19 de abril do ano passado. Aí se manifesta, sem qualquer ambiguidade, a sua ativa disponibilidade para prevenir e tratar eventuais casos. Além disso, foram ainda postos em prática os necessários meios para a correção de possíveis comportamentos e mesmo a erradicação do seu seio de pessoas que mantenham atitudes incompatíveis com a sua missão na Igreja.

2. Na passada segunda-feira, a Rede de Cuidadores, na pessoa do Dr. Álvaro de Carvalho, por meio de comunicado, tece um conjunto de afirmações nas quais coloca em questão o empenho da Igreja Católica na erradicação da pedofilia do seu seio. Nesse sentido, a Igreja, mais uma vez, manifesta a sua total disponibilidade para acertar a verdade relativa a eventuais abusos, recordando que compete, a cada Bispo na sua Diocese, a responsabilidade de pôr em prática as Diretrizes da Conferência Episcopal Portuguesa: reconhecer a verdade, apoiar as eventuais vítimas, colaborar com as autoridades, procurar todos os meios para superar tão grave problema.

3. Foi esta a posição que, a 22 de março de 2011, D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga e, na altura, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, expressou no encontro que manteve com os responsáveis da Rede de Cuidadores, afirmando ainda a inteira disponibilidade da Igreja para colaborar com todas as instituições de maneira a que os mais indefesos possam ser, também, os mais protegidos.

4. A Igreja reconhece o importante papel da Rede de Cuidadores na sociedade portuguesa e manifesta novamente a sua disponibilidade em colaborar com todas as instituições que tenham como missão proteger os menores de todos e quaisquer abusos.

Lisboa, 4 de janeiro de 2013

Padre Manuel Morujão, porta-voz da CEP

 

 

VISEU

 

CASA-MUSEU

MADRE RITA DE JESUS

 

O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, presidiu no passado dia 6 de Janeiro à bênção da primeira pedra da “Casa da Memória”, que vai evocar a beata portuguesa Rita Amada de Jesus (1848-1913), falecida há 100 anos, neste dia.

 

“É uma alegria muito grande para o bispo e para toda a nossa Igreja de Viseu que, hoje e aqui, tenha sido oficialmente iniciada uma obra para guardar e fomentar a memória de tão ilustre filha desta terra. Como é muito desejável, também, que seja fomentada a sua espiritualidade e desenvolvido e dado a conhecer o seu Carisma”, disse D. Ilídio Leandro, na homilia da missa a que presidiu em Ribafeita, Concelho de Viseu, terra natal da religiosa beatificada em Maio de 2006.

A Beata Rita de Jesus “viveu, ensinou e transmitiu a fé” e as obras que a mostram “estão à vista de todos”, e é de desejar que, à imagem dela, surjam agora “profetas da ética familiar, da economia social e da partilha dos bens, como referências incontestadas para governos e políticos sem ideias e sem soluções”.

A Casa-Museu procede à reconstrução da casa onde nasceu e morreu a Madre Rita, fundadora do Instituto Jesus Maria José, através da Paróquia de Ranhados e com o apoio da Câmara Municipal.

A casa a reconstruir será ampliada e vai apresentar, para além da exposição museológica, espaços para acolhimento de visitantes e para oração (capela) dos que ali se desloquem como peregrinos, dispostos a compreender e viver a espiritualidade que inspirou a Beata Madre Rita.

O edifício terá dois pisos e prevê-se que as obras possam estar concluídas dentro de um ano, com custos estimados em 300 mil euros.

“Celebrando, precisamente hoje, os 100 anos da sua partida, ela está tanto mais viva, quão vivo e actual está o carisma que recebeu, viveu e transmitiu e, ao mesmo tempo, é vivido e transmitido por aquelas e aqueles que a seguem”, referiu D. Ilídio Leandro.

“As missões a que deitou mãos – formação das jovens, defesa dos direitos das mulheres e promoção da sua dignidade, ajuda às famílias em situações difíceis – são situações que, alargadas a outros âmbitos, exigem intuições para inovar e para ousar em respostas proféticas e eticamente positivas”, prosseguiu.

 


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