S. José, Esp. da V. Santa Maria

19 de Março de 2005

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Procuremos S. José, Az. Oliveira, NRMS 89

Lc 12, 42

Antífona de entrada: Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à frente da sua família.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a festa de S. José, esposo da Virgem Santa Maria. Não poderemos deixar de recordar as suas inúmeras qualidades de homem bom, prudente, ponderado, recto, discreto e fiel à vocação a que foi chamado por Deus.

Saibamos durante esta eucaristia pensar nestas suas capacidades e roguemos ao Senhor a graça de o conseguirmos imitar.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso, que na aurora dos novos tempos confiastes a São José a guarda dos mistérios da salvação dos homens, concedei à vossa Igreja, por sua intercessão, a graça de os conservar fielmente e de os realizar até à sua plenitude. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A palavra dirigida ao profeta Natã é o primeiro elo de esperança messiânica que, através de S. José, pai legal de Jesus, se tornará efectiva com a vinda do Messias, o rei ideal, que libertará o povo e o fará viver de harmonia com a justiça e o direito.

 

2 Samuel 7, 4-5a.12-14a.16

4Naqueles dias, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: 12Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com os teus pais, estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti e consolidarei a tua realeza. 13Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. 14aSerei para ele um pai e Ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

4 Naqueles dias, isto é, na mesma noite em que o profeta Natã tinha apoiado a resolução do rei David de vir a construir uma casa digna para a arca da aliança que substituísse o modesto tabernáculo feito de cortinados. A mensagem divina para David é que não vai ser ele a conseguir uma casa (templo) para Deus, mas vai ser o próprio Deus a erguer-lhe uma casa (descendência) que permanecerá eternamente. O profeta joga com o duplo sentido da palavra hebraica «bayit», casa e dinastia (v. 11-12).

16 Trono consolidado eternamente. Este v. contém uma das mais notáveis profecias messiânicas. Esta cumpriu-se em Jesus, que é descendente de David, segundo a carne (Mt 1, 1; Lc 3, 31; Act 2, 30; 13, 23; Rom 1, 3; 2 Tim 2, 8; Hebr 7, 14; Apoc 5, 5; 22, 16). A profecia deixa ver que Deus não virá a retirar a sua benevolência da dinastia davídica, fazendo com que a sua realeza permaneça para sempre. É uma referência à realeza eterna do Messias Jesus, que «reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reino não terá fim» (Lc 1, 33).

S. José, descendência carnal de David, é, segundo a lei, pai de Jesus, facto que chegaria para o Senhor ser considerado descendente de David. Mas também Maria seria descendente de David, dado o costume de os casamentos se fazerem dentro da parentela.

 

Salmo Responsorial    Sl 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. 37)

 

Monição: A Aliança messiânica feita a David com juramento, é perpétua. O amor e a fidelidade são a base dessa Aliança e reflectem-se na recitação de todo este salmo.

 

Refrão:        A sua descendência permanecerá eternamente.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações.

 

Ele Me invocará: «Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador».

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. José, homem bom e justo, cumpridor da lei, pela sua fé sem limites acredita em tudo aquilo que lhe foi anunciado e prometido por Deus, tornando-se por tal motivo, patrono da Igreja universal e, na liturgia deste dia, é comparado a Abraão pai dos crentes.

 

Romanos 4, 13.16-18.22

Irmãos: 13Não foi por meio da Lei, mas pela justiça da fé, que se fez a Abraão ou à sua descendência a promessa de que receberia o mundo como herança. 16Portanto a herança vem pela fé, para que seja dom gratuito de Deus e a promessa seja válida para toda a descendência, não só para a descendência segundo a Lei, mas também para a descendência segundo a fé de Abraão. 17Ele é o pai de todos nós, como está escrito: «Fiz de ti o pai de muitos povos». Ele é o nosso pai diante d’Aquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe. 18Esperando contra toda a esperança, Abraão acreditou, tornando-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito: «Assim será a tua descendência». 22Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».

 

Se na 1.ª leitura se falava de David, ascendente de S. José, nesta fala-se de outro ascendente mais longínquo, o primeiro Patriarca do antigo povo de Deus. S. José é o Santo Patriarca do novo Povo de Deus, pois tem sobre Jesus os direitos legais de pai. Assim como Abraão foi pai de muitas nações (v. 17) também o Patriarca S. José é Pai e Patrono da Igreja de Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho       Sl 83 (84), 5

 

Monição: Quem habita na casa do Senhor não se cansa de O louvar eternamente. S. José, contra toda a evidência, foi fiel aos desígnios do Senhor e não se cansou de o louvar. Façamo-lo nós, também, com toda a alegria.

 

F. da Silva, NRMS 1 (I)

 

Felizes os que habitam na vossa casa, Senhor:

eles Vos louvarão pelos tempos sem fim.

 

 

 

Evangelho

 

São Mateus 1, 16.18-21.24a

16Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. 18O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. 19Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. 20Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». 24aQuando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.

 

Ver notas de CL, n.º 1 deste ano, pp. 67-68.

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte.

 

São Lucas 2, 41-51a

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. 43Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. 45Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. 46Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. 48Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». 49Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 50Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. 51aJesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso.

 

Quando faziam 12 anos, os rapazes israelitas começavam a ter os deveres e direitos da Lei mosaica, incluindo o dever de peregrinar a Jerusalém. Os judeus costumavam deslocar-se em caravanas e em grupos separados de homens e de mulheres, as crianças podiam fazer viagem em qualquer dos grupos; nas paragens do caminho, as famílias reuniam-se. É neste contexto que se desenrola o relato. A atitude de Jesus de ficar em Jerusalém é deveras surpreendente. Não deveria ter avisado os pais ou outros familiares? O que não faz sentido é buscar a explicação do sucedido numa rebeldia ou na irresponsabilidade dum adolescente – este rapaz é o Filho de Deus –, embora o relato evangélico possa fornecer luzes aos pais que se deparam com situações similares de filhos perdidos.

A teologia de Lucas talvez nos possa dar alguma pista para a compreensão do episódio narrado. «Jerusalém» não é simplesmente o centro da vida religiosa de Israel. Para os evangelistas, e de modo singular para Lucas, Jerusalém representa o culminar de toda a obra salvadora de Jesus, por ocasião da Páscoa da Paixão, Morte e Ressurreição; é por isso que Lucas, ao pôr em evidência a tensão de Jesus para a sua Paixão, apresenta grande parte do seu ensino «a caminho de Jerusalém», onde Jesus tem de padecer para ir para o Pai e entrar na sua glória (cf. Lc 24, 26). A teologia de Lucas não é abstracta e desligada da realidade. Ora a realidade é que Jesus não é apenas «o Mestre», Ele é «o Profeta», e, por isso mesmo, não ensina apenas quando exerce a função de rabi, mas em todos os passos da sua vida actua como Profeta, ensinando através dos seu agir, mormente através de acções simbólicas de profundo alcance, por vezes bem chocantes. O «Menino perdido» – já não é tão menino, pois é um jovem no pleno uso dos seus direitos como judeu – é um Profeta que realiza uma acção simbólica para proclamar quem é e qual é a sua missão: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» Ele é o Filho de Deus, e tem de cumprir a missão que o Pai lhe confiou, «em Jerusalém», ainda que isto lhe custe bem e tenha de fazer sofrer aqueles que mais ama – «aflitos à tua procura» (v. 48). O episódio passa-se em Jerusalém, como prenúncio e paralelo de um sofrimento bem maior, também em Jerusalém. A lição é clara: não se pode realizar plenamente a vontade do Pai do Céu e, ao mesmo tempo, evitar todo o sofrimento próprio e dos seres mais queridos; subir a Jerusalém é subir à Cruz, e subir à Cruz é «elevar-se» ao Céu, também em Jerusalém (cf. Lc 24, 50-51).

41 «Os pais de Jesus. Teu pai» (v. 48). Uma vez que Lucas tinha acabado de falar tão explicitamente da concepção virginal de Jesus, não tem agora qualquer receio de nomear S. José como pai (virginal) do Senhor.

49 «Eu devia estar na Casa de Meu Pai». A tradução de «tá toû Patrós mou» pode significar tanto «a casa de meu Pai», como «as coisas (assuntos, vontade) de meu Pai». A verdade é que o redactor pode ter querido dar à resposta de Jesus uma certa ambiguidade: «Não sabíeis que Eu tenho de estar nas coisas de meu Pai» (e que, por isso, me deveria encontrar aqui no Templo)?

50 «Eles não entenderam». A resposta do Menino envolvia um sentido muito profundo que ultrapassava uma simples justificação da sua «independência». Não alcançam ver até onde iria este «estar nas coisas do Pai», mas também não se atrevem a fazer mais perguntas. Estamos postos perante o mistério do ser e da missão de Jesus; é mais um «sinal» e mais uma «espada» (cf. Lc 2, 34-35).

 

Sugestões para a homilia

 

A fé de S. José

Garante da descendência de David

Fiel e prudente

A fé de S. José

Nas leituras desta solenidade, aproximamo-nos de dois homens verdadeiramente crentes, Abraão e José, e, por tal motivo, considerados patriarcas, isto é, chefes de grandes famílias, segundo o entendimento dos povos antigos.

Não foi pela lei, mas pela fé, que Abraão estabeleceu a Antiga Aliança com Deus, acreditando na Palavra do Senhor, contra toda a esperança, segundo o entendimento dos homens.

José, por seu lado, perante as realidades que lhe eram apresentadas, sente-se numa solidão profunda e numa encruzilhada, permanecendo em grande escuridão e incerteza.

Era homem justo, como Abraão. Profundamente cumpridor da lei, não queria acreditar naquilo que os seus olhos viam. Todavia, não pretendia acusar ou difamar injustamente aquela que ele tanto amava no íntimo do seu coração. Pondera conscientemente o melhor modo de lhe dar o libelo de repúdio, sem a expor às circunstâncias legais em uso no seu país.

Prudente, paciente e discreto, procura a melhor solução para o seu problema. Deus, até então silencioso, como muitas vezes nos acontece nas grandes vicissitudes da nossa vida, manifesta-Se-lhe por intermédio dum anjo. José, homem com uma fé profunda, não hesita, como outrora Abraão, em cumprir o que lhe era pedido por parte do Senhor.

Garante da descendência de David

Como acontecera com Abraão e também com Maria sua esposa, acede à vontade do Senhor, recebendo-a, com toda a alegria e total compreensão, muito embora talvez não tenha compreendido muito bem os desígnios do Altíssimo.

Com esta atitude torna-se o garante da promessa feita a David por intermédio do profeta Natã: não seria David a construir um templo para Deus, mas seria o próprio Deus a erguer-lhe uma casa, a sua descendência, para permanecer eternamente através do nascimento do Messias, legalmente filho do pobre carpinteiro de Nazaré que, com o seu assentimento, dava cumprimento ao plano de Deus sobre toda a humanidade.

Fiel e prudente

«Este é o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu chefe da Sua família», lê-se na antífona de entrada desta celebração.

A prudência deste santo varão e a sua fidelidade, possibilitaram o cumprimento da promessa de Deus à humanidade, a fim de que «a sua descendência permaneça para sempre», como se cantou no salmo de meditação.

Assistimos à atitude de um santo homem que não sentiu desejos de vingança perante a situação de que se apercebera; não julgou precipitadamente; soube calar, prudentemente, no íntimo do seu coração dilacerado a dor que o invadia. Não querendo contar a ninguém o terror que o dominava, passa pela dor mais aguda que se possa imaginar, num silêncio doloroso que lhe inundava a alma.

Mas, à voz do anjo do Senhor, a sua fidelidade vocacional e a sua fé sem limites, sobrepõem-se a tudo o resto. Então, calmamente, recebe Maria e volta ao seu humilde trabalho e ao diálogo sincero e discreto com sua esposa, pois ambos se sentiam fiéis depositários dos segredos do próprio Deus, num compromisso comum e com um destino completamente mudado.

Como a Palavra de Deus é de sempre, a que hoje ouvimos e nos foi confiada leva-nos a  reflectir:

Eu, homem casado, chefe de família, como estou a proceder em relação aos meus familiares? Tenho atitudes desabridas, irritáveis, violentas, de incompreensão, perante determinadas atitudes que, sem eu considerar bem, podem ser completamente desnecessárias e até desajustadas? Sei calar-me para ponderar em silêncio, a fim de tomar a atitude mais conveniente? Tento, em minha casa, dar lugar ao diálogo calmo e paciente com todos os que a habitam? Consigo escutar o que têm para me dizer a minha mulher, os meus filhos, os meus parentes e amigos?

Eu, mãe de família, sei ser prudente, recta, fiel e paciente perante tantas e tantas ocasiões que me desconcertam, desanimam e me levam muitas vezes a falar mais do que aquilo que devo? Não julgo apressadamente algumas atitudes, tirando conclusões precipitadas? Deixo espaço para ouvir e conviver com aqueles com quem privo?

Eu, filho, parente, amigo, sacerdote, religioso ou religiosa, sei compreender as atitudes dos outros, apreciá-las devidamente e adoptar a decisão mais apropriada e conveniente?

Que o Senhor nos ajude a todos nós, para que à semelhança de S. José, sejamos prudentes, ponderados, rectos, pacientes, discretos, trabalhadores, pacíficos e fiéis à vocação para que fomos chamados.

 

Fala o Santo Padre

 

«A fé, alimentada pela oração: eis o tesouro mais precioso que São José nos transmite.»

 

1. A 19 de Março, celebramos a solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e Padroeiro da Igreja universal. O extremo discernimento com que José desempenhou o papel que lhe foi confiado por Deus faz aumentar ainda mais a sua fé, que consiste em pôr-se sempre à escuta do Senhor procurando compreender a sua vontade, para lhe obedecer com todo o coração e com todas as forças. Por isso, o Evangelho o define como o homem «justo» (Mt 1, 19). De facto, o justo é a pessoa que reza, vive de fé, e procura praticar o bem em qualquer circunstância da vida.

A fé, alimentada pela oração: eis o tesouro mais precioso que São José nos transmite. Seguiram os seus passos gerações de pais que, com o exemplo de uma vida simples e laboriosa, imprimiram no coração dos filhos o valor inestimável da fé, sem a qual qualquer outro bem corre o risco de ser vão. Garanto desde já com prazer uma oração especial por todos os pais, no dia que lhes é dedicado: peço a Deus que sejam homens com uma sólida vida interior, a fim de cumprirem de modo exemplar a sua missão na família e na sociedade. […]

 

João Paulo II, Angelus de 17 de Março de 2002

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Ao celebrarmos a festa de S. José, esposo da Virgem Maria,

apresentemos a Deus Pai as nossas humildes súplicas,

por intermédio de Seu Filho Jesus Cristo, rezando:

 

Deus, nosso Pai, escutai a nossa oração.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

para que a exemplo de S. José

saiba ser dócil e fiel à missão que Deus lhe confiou.

Oremos ao Senhor.

 

2.  Por todos os pais,

para que a exemplo de S. José saibam ser prudentes,

ponderados, rectos, pacientes e dialogantes.

Oremos ao Senhor.

 

3.  Pelas mães,

para que sejam incansáveis colaboradoras da obra de Deus

em perfeita fidelidade à sua vocação

de esposas, mães e conselheiras.

Oremos ao Senhor.

 

4.  Para que todas as famílias do mundo inteiro

encontrem em S. José o exemplo de vida e espírito de serviço,

no amor aos que lhe estão confiados e na fidelidade aos seus deveres.

Oremos ao Senhor.

 

5.  Por todos os filhos,

para que saibam ser tolerantes, amáveis, compreensivos

e ajudem os seus pais, apesar das impertinências e dificuldades

inerentes a essa ajuda, de modo que estes se sintam realizados na sua missão.

Oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos nós aqui presentes,

a fim de que saibamos ser perseverantes na caridade para com todos

e na fidelidade a Deus, de modo a que um dia nos encontrarmos com Ele

na vida que não acaba.

Oremos ao Senhor.

 

Pai de bondade e misericórdia: Mostrai o Vosso amor ao povo que Vos louva,

na festa de S. José, para que estando atento à vossa Palavra lhe seja fiel,

a fim de alcançar as graças que Vos implora. Por nosso Senhor…

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nós vos louvamos José, M. Carneiro, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de servir ao vosso altar de coração puro, imitando a dedicação e fidelidade com que São José serviu o vosso Filho Unigénito, nascido da Virgem Maria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de São José [na solenidade]: p. 492

 

Santo: F. dos Santos, NCT 84

 

Monição da Comunhão

 

Ao recebermos o corpo de Jesus em comunhão peçamos-Lhe por todos os homens que são ou se preparam para ser pais. Que saibam honrar e ser fiéis à vocação recebida, a fim de que com o seu exemplo possam contribuir para a formação de um mundo mais humano, tolerante e compreensivo.

 

Cântico da Comunhão: Saciastes o vosso povo, F. da Silva, NRMS 90-91

Mt 25, 21

Antífona da comunhão: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.

 

ou

Mt 1, 20-21

Não temas, José: Maria dará à luz um Filho e tu lhe darás o nome de Jesus.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que na solenidade de São José alimentastes a vossa família à mesa deste altar, defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Comprometidos com a Palavra de Deus que escutamos na festa de S. José, saibamos ser fiéis aos seus ensinamentos, levando à prática aquilo que reflectimos.

 

Cântico final: Outrora S. José, M. Faria, NRMS 5 (I)

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          António Elísio Portela

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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