5º Domingo da Quaresma

13 de Março de 2005

 

Onde se fizerem os escrutínios preparatórios do Baptismo dos adultos, neste Domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063 do Missal Romano.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Defendei-me, Senhor, J. Santos, NRMS 105

Salmo 42, 1-2

Antífona de entrada: Fazei-me justiça, meu Deus, defendei a minha causa contra a gente sem piedade, livrai-me do homem desleal e perverso. Vós sois o meu refúgio.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Há mais de um mês entrámos numa caminhada que nos leva à Páscoa. A Igreja convida-nos insistentemente a pormo-nos em questão. A converter-nos. A darmos qualidade à vida.

Hoje Jesus volta a propor-se a cada um de nós como a ressurreição e a vida. Acreditamos mesmo que das nossas mortes de pecado o Senhor é capaz de recompor as nossas vidas  e de as reencaminhar para o Pai e para os nossos irmãos?

Ao pedirmos o perdão de Deus, dispunhamo-nos a entrar na aventura do crente que acolhe a Palavra e se deixa transformar por ela.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Se cada um de nós o permitir, Deus repetirá o gesto de outrora: retirar-nos-á dos nossos túmulos que escondem vidas banais para gerar um povo de esperança capaz de testemunhar vida.

 

Ezequiel 37, 12-14

12Assim fala o Senhor Deus: «Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. 13Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, ó meu povo. 14Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, o disse e o executei».

 

12 «Vos farei ressuscitar». Não se trata aqui da ressurreição final, mas da do povo de Deus, que, esmagado pelas duras provas do cativeiro, se ergue de novo e é reconduzido à Terra de Israel, segundo a célebre visão dos ossos relatada nos primeiros versículos deste mesmo capítulo.

14 «Infundirei em vós o meu espírito» (cf. Ez 36, 27). É um misterioso anúncio profético da acção do Espírito Santo nas almas com a obra salvadora de Cristo: «dar-vos-ei um coração novo e porei em vós um espírito novo; arrancarei o coração de pedra das vossas carnes e dar-vos-ei um coração de carne» (Ez 36, 26). S. Paulo, como faz na 2.ª Leitura de hoje, há-de desenvolver a ideia da acção do Espirito Santo nas almas dos cristãos (Rom 8).

 

Salmo Responsorial    Sl 129 (130),1-2.3-4ab.4c-6.7-8 (R. 7)

 

Monição: Do meio das nossas angústias e misérias elevemos para Deus o nosso grito de esperança naquele que é a Ressurreição e a vida.

 

Refrão:        No Senhor está a misericórdia e abundante redenção.

 

Ou:               No Senhor está a misericórdia,

                no Senhor está a plenitude da redenção.

 

Do profundo abismo chamo por Vós, Senhor,

Senhor, escutai a minha voz.

Estejam os vossos ouvidos atentos

à voz da minha súplica.

 

Se tiverdes em conta as nossas faltas,

Senhor, quem poderá salvar-se?

Mas em Vós está o perdão,

para Vos servirmos com reverência.

 

Eu confio no Senhor,

a minha alma espera na sua palavra.

A minha alma espera pelo Senhor

mais do que as sentinelas pela aurora.

 

Porque no Senhor está a misericórdia

e com Ele abundante redenção.

Ele há-de libertar Israel

de todas as suas faltas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Que espírito nos habita? Vemo-lo pelas referências que influenciam as nossas decisões. O convite do Apóstolo é também para nós: vivei como ressuscitados.

 

Romanos 8, 8-11

Irmãos: 8Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não estais sob o domínio da carne, mas do Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não Lhe pertence. 10Se Cristo está em vós, embora o vosso corpo seja mortal por causa do pecado, o espírito permanece vivo por causa da justiça. 11E, se o Espírito d’Aquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, também dará vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.

 

Temos neste breve extracto de Rom 8 dois modos antitéticos de ser e de viver: segundo a carne e segundo o Espírito. Viver segundo a carne é o mesmo que levar uma vida de pecado, por isso, os que se encontram nesta situação «não podem agradar a Deus».

9-11 Depois de ter falado em geral, S. Paulo dirige-se directamente aos fiéis baptizados: o facto de o Espírito Santo habitar neles subtrai-os ao «domínio da carne». Este morar do Espírito Santo no fiel é um ponto fulcral da fé pregada por Paulo (cf. 1 Cor 3, 16-17; 6, 19; cf. Jo 14, 23), sendo neste pequeno trecho afirmado por três vezes (vv. 9.11a.11b). Aparece como garantia da vitória sobre a carne (v. 9) e sobre a morte (v. 11). Note-se como o Espírito Santo é chamado tanto Espírito de Deus (o Pai) – nos vv. 9 e 11a –, como Espírito de Cristo (o Filho) – nos vv. 10 e 11b –; com efeito, o Espírito Santo «procede do Pai e do Filho» e nos é «enviado» pelo Pai e pelo Filho.

 

Aclamação ao Evangelho       Jo 11, 25a.26

 

Monição: Jesus continua a desligar os mortos de hoje. Tu e eu. Se quisermos...

 

J. Santos, NRMS 40    

 

Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor.

Quem acredita em Mim nunca morrerá.

 

 

Evangelho*

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São João 11, 1-45;        forma breve: São João 11, 3-7.17.20-27.33b-45

1Naquele tempo, [estava doente certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. 2Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era seu irmão Lázaro que estava doente.] 3As irmãs mandaram então dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». 4Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». 5Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. 6Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. 7Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». [8Os discípulos disseram-Lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e voltas para lá?» 9Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». 11Dito isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». 12Disseram então os discípulos: «Senhor, se dorme, estará salvo». 13Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. 14Disse-lhes então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, 15alegro-Me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas vamos ter com ele». 16Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele».] 17Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. [18Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. 19Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão.] 20Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. 21Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». 23Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». 24Marta respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição, no último dia». 25Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; 26e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?» 27Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». [28Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». 29Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. 30Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. 31Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar. 32Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido».] 33Jesus, [ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela,] comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. 34Depois perguntou: «Onde o pusestes?» Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». 35E Jesus chorou. 36Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». 37Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?» 38Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. 39Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». 40Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?» 41Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. 42Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». 43Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». 44O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». 45Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

 

1 «Betânia» (ver Mt 26, 6; Mc 14, 3) era uma povoação situada na vertente oriental do Monte das Oliveiras, a uns 3 Km de Jerusalém (v. 18), distinta de outra Betânia, na Pereia (1, 28). Corresponde à actual El-Azariyeh, nome derivado de Lázaro.

2 Porque esta unção do Senhor só é contada no capítulo 12, no Ocidente veio a pensar-se que ela seria a pecadora que em Lc 7, 37 tinha ungido o Senhor, o que não parece provável. Nenhuma das duas mulheres se deverá confundir com Maria Madalena (19, 25; 20, 1.18; Lc 8, 2).

25-26 São dois versículos paralelos, mas com distinto matiz: Jesus é a «Ressurreição», porque leva os crentes à ressurreição final (v. 25: «viverá») prefigurada na de Lázaro (que ainda não é a ressurreição gloriosa); e é a «Vida», porque dá aos crentes a vida espiritual (sobrenatural), uma vida que não morre (v. 26). Entendido assim o texto, teríamos aqui a síntese da escatologia já presente (tão típica de S. João) e da escatologia do fim dos tempos, compenetrando-se de forma harmoniosa e coerente.

39 «O quarto dia»: todos estão de acordo quanto ao significado simbólico da ressurreição de Lázaro, o que não quer dizer que esta seja um mero símbolo; se assim fosse, deveria ser ao terceiro dia, como a de Jesus, e não ao quarto dia.

44 Deixai-o andar. A tradução litúrgica «deixai-o ir» (para sua casa), embora gramaticalmente correcta, parece imprópria, pois pode fazer supor desinteresse de Jesus pela pessoa do seu amigo Lázaro…

49-53 Temos aqui mais um paradoxo: o último pontífice da Antiga Aliança, sem saber, profetiza a investidura de Jesus como o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, selada com o seu próprio sangue. José Caifás (cf. Jo 18, 13-14.28) exerceu a sua função entre os anos 18 a 36 da era cristã.

 

Sugestões para a homilia

 

Olhar a realidade

Jesus anuncia-se Ressurreição e Vida

A missão dos cristãos

Olhar a realidade

Em tempos de materialismo e de laicismo galopantes não é difícil encontrar sinais de morte à nossa volta. Crise social, crise familiar, crise política são expressões que dizem que este mundo precisa de salvação ou de novos rumos.

Há uma humanidade ferida, que grita a sua dor e exprime as suas dúvidas quanto a um futuro promissor.

Há Lázaros «mortos há três dias», atados de pés e mãos, irmãos nossos caídos na berma da estrada da vida, marginalizados, entregues a si mesmos, incapazes de se reencontrarem ou de, por si mesmos, reconstruírem as suas vidas.

Há homens e mulheres que choram a morte, a precisarem de quem lhes diga que o sonho ainda é possível e que Deus não os esqueceu.

Há jovens com a vida estragada muito cedo, a tentarem «remendos» e a aprenderem à custa própria novos equilíbrios e a sonharem novos horizontes.

Jesus anuncia-se Ressurreição e Vida

Já o Profeta Ezequiel anunciava a um povo «morto», caído por terra e sem esperança de remédio, que Deus os faria ressuscitar. Diante dos impossíveis dos homens, Deus agiria fazendo o que ao homem não era possível. E diante da acção de Deus, o povo reconheceria que Ele é o Senhor.

Diante da acção de Jesus, que ressuscita Lázaro morto e bem morto, todos reconheceriam que Ele é o Senhor.

Assim, diante do morto chamado à vida, há um anúncio de futuro, que reconstrói a humanidade ferida e desesperada, que acaba por reconhecer a acção que só o Senhor torna possível.

Maria, marcada pela dor da morte do seu irmão, chora aos pés de Jesus. Jesus faz silêncio e chora com ela. A compaixão, o sofrer com é a atitude mais sensata. Os discursos sobram em tais circunstâncias. Ela precisa apenas de uma presença, a de Jesus. Ela permite a Jesus mostrar toda a sua humanidade.

Mas a humanidade é impotente diante da morte consumada. Só Deus pode alterar aquela lógica sequencial de vida tornada morte e morte que se perpetua para sempre.

Jesus, homem e Deus, o divino no humano, realiza aquilo que o humano deseja mas não é capaz: gerar da morte a vida, fazer saltar vida dos túmulos de morte. A ressurreição de Lázaro torna-se, assim, um anúncio da ressurreição do próprio Jesus. E, ressuscitando Jesus de entre os mortos, tudo fica claro no projecto de Deus: a morte, expressão bíblica do pecado, é vencida para sempre. No combate entre a vida e a morte a vida saiu vencedora. Para sempre. Não mais haverá razões para um choro de desespero porque mesmo da morte Deus faz surgir a vida.

A missão dos cristãos

Há um campo vastíssimo onde os cristãos são chamados a actuar, o do nosso mundo carregado de tensões, desesperos e mortes. O cristão terá de ser sempre alguém que reserva a última palavra para o Deus que Jesus revelou, uma palavra que será sempre de vida. Urge, pois, encontrar as formas mais adequadas e credíveis para dizer essa palavra de vida e de esperança de que o mundo de hoje necessita. Ninguém se pode demitir de tal tarefa.

Concretizando, deveríamos cuidar seriamente a nossa postura, individual e comunitária, diante da morte, do acompanhamento dos moribundos, do apoio às famílias enlutadas, crianças incluídas, e da celebração das exéquias cristãs. Em tudo deve imperar a verdade, a presença muitas vezes silenciosa mas não desesperada ou continuadora e justificadora de desespero, antes anunciadora de esperança. Mentiras «doces» podem ser atitudes pagãs diante do mistério do sofrimento e da morte. A coragem de dizer o nosso Deus e afirmar a fé cristã na ressurreição e na vida eterna bem como o empenhamento numa vida responsável diante de Deus e dos homens, impõe-se cada vez mais diante de costumes que se vão vulgarizando de desvalorizar cada vez mais a morte, deixando-a impor-se como um absurdo sem saída. Há que voltar a cristianizar a própria morte religando-a à ressurreição de Cristo. Tal é a tarefa de cada cristão.

«Eu sou a ressurreição e a vida», eis o anúncio de que os homens de hoje têm necessidade.

 

 

Oração Universal

 

Façamos subir a Deus Pai por Jesus Cristo,

que é a Ressurreição e a vida,

as dores e os gritos da humanidade, dizendo

 

Atendei, Senhor, a nossa prece

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

para que, no Papa, bispos, sacerdotes e leigos,

seja para o mundo anúncio credível de vida e paz,

estímulo e apelo permanente ao respeito pela vida,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações,

chamados também eles a iluminar as realidades temporais com a luz do Evangelho,

para que, no serviço ao bem comum, respeitem sempre a justiça

e exerçam o poder como um serviço que promova o homem todo e todos os homens,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos nossos irmãos catecúmenos,

para que, descobrindo a luz de Jesus Cristo,

se tornem mensageiros de Ressurreição a viverem o seu compromisso baptismal

e por todos aqueles que dedicam a sua vida à catequese e ao apostolado,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos nós aqui presentes,

que fomos iluminados pela Palavra de Deus,

para que não nos limitemos a chorar a dor da morte,

mas antes nos empenhemos em gritar e defender a vida,

acolhendo o apelo de Jesus a uma «vida em abundância»,

oremos, irmãos.

 

Acolhei com bondade, Senhor, a nossa oração e aumentai a nossa fé em Vosso Filho,

Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Dai-nos a vossa misericórdia, M. Simões, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi-nos, Senhor Deus omnipotente, e, pela virtude deste sacrifício, purificai os vossos servos que iluminastes com os ensinamentos da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Do impossível, a morte, Jesus gerou o possível, a vida.

É este mesmo Jesus que agora se oferece a cada um de nós. Recebê-lo é acolher a fonte da Vida que vence a morte.

 

Cântico da Comunhão: Bendiz minha alma, M. Carneiro, NRMS 105

Jo 8, 10-11

Antífona da comunhão: Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor. Nem Eu te condeno. Vai em paz e não tornes a pecar.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, concedei-nos a graça de sermos sempre contados entre os membros de Cristo, nós que comungámos o seu Corpo e Sangue. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Somos envolvidos por muitos e muitos sinais de morte, de desespero, de mal.

Levemos para o mundo a força e o testemunho de um Cristo que é ressurreição e vida e saibamos apresentá-l’O credivelmente como Salvador do mundo de hoje.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª feira, 14-III: Reconciliação e comunhão.

Dan. 13, 1-9. 15-17. 19-30. 33-62 / Jo. 8, 1-11

Ninguém te condenou ? Também eu não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar.

Jesus salva a mulher adúltera de uma morte certa e também lhe perdoa os pecados (cf. Ev.), salvando-a também da morte eterna.

De igual modo para se receber dignamente a Eucaristia, deve fazer-se antes a confissão dos pecados, quando se está consciente de pecado mortal (cf. CIC, 1385).. «Também eu levanto a voz e vos suplico, peço e esconjuro para não vos abeirardes desta Mesa sagrada com uma consciência manchada e corrompida. De facto, uma tal aproximação nunca poderá chamar-se comunhão, ainda que toquemos mil vezes o Corpo do Senhor, mas condenação, tormento e redobrados castigos» (S. João Crisóstomo, cit. em IVE, 36).

 

3ª feira, 15-III: Avé, ó cruz, esperança única!

Num. 21, 4-9 / Jo, 8, 21-30

Faz uma serpente de fogo e prende-a num poste. Todo aquele que, depois de mordido, olhar para ela, terá a vida salva.

Esta serpente é a imagem da Cruz de Cristo no Calvário. «Já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo encarnado: por exemplo, a serpente de bronze (Cf. Leit. do dia)» (CIC, 2130).

Olhamos especialmente para a Cruz de Cristo na celebração eucarística: «Pela sua santíssima Paixão no madeiro da cruz, Ele mereceu-nos a justificação – ensina o Concílio de Trento- sublinhando o carácter do sacrifício de Cristo como fonte de salvação eterna. E a Igreja venera a Cruz cantando: Avé, ó Cruz, esperança única» (CIC, 617).

 

4ª feira, 16-III: Oração para depois da Comunhão.

Dan. 3, 14-20. 91-92. 95 / Jo. 8, 31-42

Bendito seja o Deus de Sidrach, Misach e Abdénago. Mandou o seu Anjo, para livrar os seus servidores.

Nabucodonosor, e depois os três jovens, louvaram a Deus por ter vindo em seu auxílio, salvando-os de morte certa numa fornalha ardente (cf. Leit.).

A Igreja aconselha a recitação de algumas orações para fomentar a piedade dos fiéis, depois da Comunhão. E, entre elas, está o Cântico dos três jovens. A nossa vida cristã deve ser toda ela um cântico de louvor, cheio de adoração e acções de graças. Por isso, na acção de graças depois da Comunhão, enquanto temos o Senhor do Céu e da terra no nosso coração, unamo-nos a todos o universo (chuvas, ventos, calor, orvalho...) no seu agradecimento ao Criador.

 

5ª feira, 17-III: Fidelidade à Aliança

Gen. 17, 3-9 / Jo. 8, 51-59

Vou estabelecer a minha Aliança contigo... Será uma Aliança perpétua, para que eu seja o teu Deus...

«A esperança cristã retoma e realiza a esperança do povo eleito, que tem a sua origem na esperança de Abraão, o qual, em Isaac, foi cumulado das promessas de Deus e purificado pela prova do sacrifício (cf. Leit. do dia)» (CIC, 1819).

A Aliança estabelecida com Abraão foi renovada, de uma vez para sempre, por Cristo na Cruz. A Eucaristia é memorial da Páscoa de Cristo e também um sacrifício que se manifesta nas palavras da instituição: ‘este cálice é a nova Aliança no meu sangue que vai ser derramado por vós’ (Lc 22, 19-20) (cf. CIC, 1365). Sejamos fiéis à nova Aliança, cumprindo o que prometemos a Deus.

 

6ª feira, 18-III: A vitória de Cristo sobre o demónio.

Jer. 20, 10-13 / Jo. 10, 31-42

Mas o Senhor está comigo como herói poderoso e os meus perseguidores cairão vencidos.

Este herói poderoso representa Cristo, que veio à terra para vencer o demónio.

A vitória de Cristo foi alcançada na Cruz: «A vitória sobre o ‘príncipe deste mundo’ foi alcançada duma vez para sempre, na ‘Hora’ em que Jesus se entregou à morte para nos dar a sua vida» (CIC, 2853). O demónio continua, no entanto, activo e desencadeia uma guerra contra o resto da descendência da Imaculada Conceição. Na celebração eucarística pedimos que Cristo venha para nos libertar do Maligno. É o motivo pelo qual o Espírito e a Igreja rogam: ‘Vem, Senhor Jesus’, já que a sua vinda nos libertará do Maligno.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Abílio Cardoso

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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