aCONTECIMENTOS eclesiais

RECORTE

 

SER MISSIONÁRIO NA ÁSIA

 

 

Pe. Álvaro Pacheco

Missionário da Consolata na Coreia do Sul

 

 

Apesar de Cristo ter nascido na Ásia, este é o continente menos evangelizado, bem como o que mais tempo resistiu às influências do mundo ocidental. Como tal, viver e trabalhar na Ásia como missionário é praticamente “nascer de novo”.

 

À necessidade de aprender novas e difíceis línguas, junta-se a adaptação morosa e difícil a sistemas de cultura, tradição e pensamento completamente diferentes dos ocidentais. Como tal, ser missionário na Ásia implica ter muita paciência e perseverança, uma união profunda com Deus, uma grande capacidade de abnegação e um coração aberto à diferença, ao anonimato, deixando que seja Deus o protagonista... mesmo quando parece que nada acontece.

Mais do que “fazer”, o missionário deve “ser”: ser amigo, ser consolador, ser um “estranho” que se torna cada vez mais familiar, ser perito em balançar contemplação e ação, bem como perito em saber distinguir entre o que faz parte da sua bagagem cultural e o que é Evangelho, de modo a poder inculturar-se de forma positiva e autêntica.

O estilo de evangelização deve identificar-se com as tradições do continente: uma delas é o uso de histórias na transmissão da tradição e cultura. Como tal, o Evangelho mais do que ensinado deve ser “narrado” segundo os moldes culturais locais.

O missionário deve ser um verdadeiro apaixonado por Deus, de modo a poder apaixonar-se lenta e gradualmente pelo povo no meio do qual está presente. Sendo também a Ásia o berço das maiores religiões, o missionário deve ter um coração aberto ao encontro e diálogo com outras formas de interpretar o ser humano e a sua relação com o divino.

Numa Ásia que cada vez mais cresce materialmente, com todas as consequências positivas (mais e melhor qualidade de vida) e negativas (altas taxas de suicídio, tráfico humano, fundamentalismo, …), o missionário deve colaborar com outras forças religiosas de modo a que as pessoas reencontrem o sentido do divino nas suas vidas, sem perder a sua identidade cristã.

 

(Agência Ecclesia)

 

 


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