aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

HINO CREDO, DOMINE,

EM PORTUGUÊS

 

A Paulus Editora assinalou, no passado dia 11 de Outubro, a abertura do Ano da Fé com a divulgação da tradução portuguesa do hino oficial da iniciativa, que vai decorrer até 24 de Novembro de 2013.

 

Intitulada “Credo, Domine, adauge nobis fidem”, ou seja “Eu creio, Senhor, aumenta a nossa fé”, a peça musical foi traduzida e adaptada pelo padre António Cartageno e é interpretada pelo Coro da Catedral de Lisboa, sob a direcção do professor Luís Fernandes.

As vozes são acompanhadas por órgão, flauta, clarinete e trompete, com arranjos de António Duarte, Alzira Trindade, Ana Marques e Edgar Albuquerque, respectivamente.

A partitura e a música do hino podem ser descarregadas através da página da Paulus Editora na Internet, que propõe aos fiéis diversos subsídios para um aproveitamento mais pleno do Ano da Fé.

 

 

BRAGANÇA

 

LITURGIA COMO

ESCOLA DE FÉ

 

A Diocese de Bragança-Miranda vai dedicar o Ano da Fé à revitalização da prática litúrgica, enquanto expoente máximo da adesão ao mistério de Deus e base de toda a missão evangelizadora.

 

Numa carta pastoral divulgada no passado domingo 14 de Outubro, na Catedral de Bragança, o bispo diocesano, D. José Cordeiro, elegeu “a liturgia como primeira escola de fé” e deixou aos fiéis alguns desafios para viverem melhor a iniciativa convocada por Bento XVI, que se estenderá até Novembro de 2013.

De acordo com o prelado, “educar” as pessoas “à participação” na liturgia é hoje “um enorme desafio” para a Igreja Católica e a solução passa, em primeiro lugar, por “tornar os ritos e as orações profundamente comunicativos”.

“A liturgia é a dimensão que mais se esbanja na Igreja”, defendendo uma prática mais “séria, simples, bela, que seja experiência do mistério, permanecendo, ao mesmo tempo, inteligível, capaz de narrar a perene aliança de Deus com os homens”.

No âmbito do tema geral do plano pastoral da Diocese de Bragança-Miranda até 2017, “Repartir de Cristo, nos caminhos da missão”, o bispo convida os “agentes pastorais, nas paróquias, congregações, movimentos e diversas instituições eclesiais” a um esforço redobrado na formação dos fiéis.

Lembrando que “a espiritualidade não se ensina, aprende-se e experimenta-se”, D. José Cordeiro aconselha “especial atenção à Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia”, promulgada no decorrer do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Na altura, este documento sustentava que “uma das causas do divórcio da Liturgia e da vida” era a ideia de que Deus e a Igreja eram entidades distantes da realidade quotidiana das pessoas, uma noção que, segundo o bispo de Bragança-Miranda, ainda subsiste hoje em dia.

“Alguns imaginam Cristo como o sacramento da salvação de todas as pessoas, mas que está ‘lá em cima’, e depois a Igreja, outro sacramento, como estando ‘cá em baixo’, e, por fim, os sete sacramentos da Igreja, realizados de vez em quando”, lamenta o bispo diocesano.

Em ordem a uma prática religiosa mais consentânea com “a celebração da fé”, D. José Cordeiro propõe uma maior atenção aos sacramentos, que “têm a função de santificar, de edificar a Igreja”, à “oração”, sinal da “relação com o Deus vivo e verdadeiro” e à prática da “caridade, elemento imprescindível para a verdade do culto cristão”.

O prelado aponta ainda para a necessidade de preservar o domingo, “dia do Senhor” que “fica muitas vezes diluído num fim-de-semana”. 

 

 

LISBOA

 

NOVA REITORA DA

UNIVERSIDADE CATÓLICA

 

A nova reitora da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Prof. Maria da Glória Garcia, disse na sua tomada de posse, no passado dia 18 de Outubro, que a instituição é mais importante do que nunca para combater a “cultura de desânimo” no país.

 

Maria da Glória Garcia, que foi investida no cargo pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, afirmou que se vive um “tempo de afirmação da Universidade no espaço social” e que, neste sentido, a UCP não pode "cruzar os braços”, face às “constantes ameaças ao bem-estar” da sociedade.

“Ao desalento social”, sustentou, a universidade deve contrapor uma “resposta positiva e forte”, desenhando “modelos alternativos”.

Maria da Glória Garcia disse assumir as novas funções com alegria e humildade, após frisar que o chamamento de uma mulher à reitoria da UCP é uma responsabilidade especial.

“O local da aprendizagem é a escola” e a Universidade é a “escola superior de muitos saberes”, que se deve adequar ao tempo em que vive e desenvolver “Redes de comunicação e entreajuda na sociedade”, declarou a reitora.

D. José Policarpo, magno chanceler da instituição académica, elogiou o "espírito de missão" da nova responsável e recordou a emoção com que esta aceitou o seu convite para assumir o cargo de reitora.

O cardeal-patriarca declarou que a UCP tem de promover uma “verdadeira síntese entre ciência e cultura” e gerar a sabedoria necessária para “vencer e relativizar as crises de outra natureza”.

Na cerimónia tomaram ainda posse os novos vice-reitores, Isabel Capeloa Gil e o padre José Tolentino Mendonça, para além de Mário António de Sousa Aroso de Almeida, como pró-reitor, e Maria Helena Brissos de Almeida, como administradora.

A nova reitora afirmou que, “no sistema de Ensino Superior português, a UCP não tem tido a vida facilitada”.

Nesse sentido, prometeu “competência, lealdade e espírito de serviço” com o Estado e disse esperar, por parte deste, “idêntico modo de agir” e “sensibilidade particular para o que a distingue”.

O secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, responde à intervenção com elogios à “marca de rigor, de exigência, de qualidade e de seriedade” da Universidade Católica.

A UCP, criada em 1967, é reconhecida pelo Estado como instituição universitária livre, autónoma e de utilidade pública.

A Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa assinada em 2004 afirma no seu artigo 21.º a “especificidade institucional” da Universidade Católica.

 

 

 

LISBOA

 

MÚSICA APROXIMA

CRISTÃOS DO DIVINO

 

O musicólogo Rui Vieira Nery afirmou no passado dia 18 de Outubro, na celebração do Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja, que a música serve para aproximar os cristãos do divino.

 

Na sua intervenção «Património de Música Sacra em Portugal: um acervo por resgatar», Rui Vieira Nery referiu, na Igreja da Memória, em Lisboa, que o património da Igreja que passou para o Estado, “em grande parte, foi sempre, nas mãos do Estado, um património mal amado”.

Nas últimas décadas, com o desenvolvimento da musicologia e centros de investigação tem existido “um esforço de levantamento e de recuperação”, frisou.

Com o tema «Tesouros escondidos – salvaguarda e protecção», no Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja – que se celebra a 18 de Outubro – o musicólogo salientou que, actualmente, não se sabe “a totalidade dos fundos musicais que estão na Biblioteca Nacional de Portugal”, e acrescenta: “existem maços que estão atados com cordéis à espera que alguém os abra”.

Segundo Rui Vieira Nery, ao longo do século XIX verificou-se uma “tendência preocupante” para o “divórcio entre a música sacra e a criação artística musical de ponta”.

“Ninguém ama o património, um papel de música, que não ouve”, acentua.

 

 

PORTO

 

HUMANIZAR A MORTE

 

O padre José Nuno Silva, capelão do Centro Hospitalar São João, considera que a humanização da morte na sociedade constitui um verdadeiro “desafio civilizacional” a que a Igreja tem de estar atenta.

 

“Integrar a morte na vida é uma revolução cultural”, refere o sacerdote, doutorado em bioética pela Universidade Católica Portuguesa (UCP) e especialista na investigação sobre esta matéria.

Este responsável assina a obra A Morte e o Morrer entre o Deslugar e o Lugar. Precedência da Antropologia para uma Ética da Hospitalidade e Cuidados Paliativos, que agora chega às livrarias.

“A Igreja tem de compreender que não pode estar ausente e deve formar cuidadosamente os agentes que envia para o hospital, para que sejam parte integrante deste processo de recriação de uma arte de morrer. Isto é nova evangelização”, afirmou o sacerdote.

O livro, publicado pelas Edições Afrontamento, recolhe a tese de doutoramento defendida pelo padre José Nuno Silva e aprovada por unanimidade em Janeiro passado.

“A Igreja tem um papel fundamental neste processo de reintegração da morte na vida das pessoas, porque é necessário tornar a significar a morte”, observa.

O trabalho do capelão do Hospital de São João foi orientado pelo padre Arnaldo de Pinho, professor da UCP e director do seu Centro de Estudos do Pensamento Português, e Walter Osswald, investigador e docente universitário na área da bioética.

Para o autor, a nova obra pode ajudar os profissionais de saúde a “assumir uma tarefa com a qual não estavam a contar”, a de “humanizar a morte”, numa sociedade em que “o morrer passou para o hospital”.

O capelão hospitalar, há 14 anos nestas funções, acredita que o lugar onde se estão a “inverter caminhos de desumanização da morte” é o hospital, apesar de muitos profissionais não terem sido formados para acompanhar “esta etapa violenta”.

“A sociedade voltou a entregar-nos a morte das pessoas, num tempo que não tem a arte de morrer”, adverte o padre José Nuno.

Para o especialista, a eliminação, a partir de 2013, do feriado nacional de 1 de Novembro – solenidade católica de Todos os Santos que, popularmente, estava associada à celebração dos fiéis defuntos – vai “redundar num prejuízo civilizacional”.

“Era um dia em que os portugueses se encontravam ainda com o seu passado, com as suas memórias e com uma palavra capaz de significar a morte, que é a palavra ressurreição”, refere.

 

 

LISBOA

 

JOÃO GIL COMPÕE

MISSA BREVIS

 

O músico João Gil apresentou no passado dia 25 de Outubro a sua Missa Brevis e acredita que, nos momentos actuais, através da música pode dar às pessoas “alguma luz, esperança e espiritualidade”.

 

O projecto – com músicas compostas a partir de textos litúrgicos em latim que nascem no Ano da Fé, convocado pelo Papa – conta com o apoio da Rádio Renascença (RR) e foi apresentado na igreja de São Roque, Largo da Misericórdia, em Lisboa.

O padre João Aguiar, presidente do Conselho de Gerência da Renascença realça que esta Missa Brevis é uma forma de “intervir no Ano da Fé pelo lado da cultura e da música”.

Ao ouvir as músicas, o responsável  percebeu que havia “arte e um desafio à oração e, também, um momento de desafiar outros”.

O padre João Aguiar Campos afirma que “é sempre adequado chamar os artistas a manifestarem, da forma que lhes é própria, a sua fé ou sua busca de sentido”.

A Missa Brevis de João Gil pelo conjunto Cantate conta com a participação do cantor Luís Represas, Manuel Rebelo (voz), Manuel Paulo (piano) e Diana Vinagre (violoncelo).

Através deste projecto, João Gil acredita que pode “aliviar alguma pressão e tornar a vida mais leve e rica”.

Ao fazer referência ao idioma em que compôs, o mentor do projecto frisou que “através do latim” está a “aproximar os povos e a criar um patamar de entendimento ao nível global”.

 

 

COIMBRA

 

SEMINARISTAS PASSAM PARA

SEMINÁRIO DO PORTO

 

O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, anunciou no passado dia 7 de Novembro que os alunos do Seminário Maior da diocese passaram a ser acolhidos e formados no Seminário Maior do Porto.  

 

O prelado explica a medida com os “elevados custos económicos” associados à manutenção de uma instituição católica que conta neste momento com um “reduzido número de alunos e professores”.  

Depois de aferir a impossibilidade de transferir os 11 seminaristas para o “Instituto Superior de Estudos Teológicos”, de Coimbra, impedido de conferir graus académicos, e de analisar “o parecer dos diferentes órgãos consultivos” da Igreja local, D. Virgílio Antunes recorreu à Diocese do Porto para resolver a situação.  

Desde o início do ano lectivo 2012-2013, os jovens candidatos ao sacerdócio estão a  “residir no Seminário Maior do Porto, juntamente com os seminaristas das dioceses do Porto e de Vila Real”.  

Quanto ao Seminário de Coimbra, ele está agora a funcionar “como Centro Pastoral Diocesano”, para todos os secretariados e serviços da diocese e edifício próprio “para a realização de encontros de formação, espiritualidade ou outros”, adianta o prelado.  

 

 

LISBOA

 

ESTADO SOCIAL E

SOCIEDADE SOLIDÁRIA

 

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, afirmou no passado dia 8 de Novembro que “só haverá Estado Social com sociedade solidária”.

 

“Defendemos inequivocamente o Estado Social e por ele nos temos batido e, responsavelmente, continuaremos a bater-nos”, afirmou o padre Lino Maia na cerimónia de assinatura do protocolo entre o Governo e a União das Misericórdias Portuguesas, União das Mutualidades Portuguesas e a CNIS.

O responsável sublinhou os “sinais irreversíveis” que o acordo para 2013 e 2014 aponta “para o próximo e futuro devir na cooperação” e expressou a sua satisfação pelo facto de a assinatura ter ocorrido antes da conclusão do processo do Orçamento de Estado.

“Sendo o protocolo o instrumento norteador da Cooperação, a primeira nota que gostaria de destacar é exactamente esta: o Governo e os líderes do Sector Solidário, inequivocamente, confirmam um rumo solidário para o país”, orientação que “diferencia positivamente” Portugal no contexto da Europa, afirmou.

O documento rege as linhas principais da relação entre o Estado e mais de 3000 instituições, compreendendo serviços como creches, lares para idosos, infância e juventude, centros de acolhimento para crianças em risco, cantinas sociais e apoio a deficientes.

“As vias de salvação do Estado Social – e de um Estado Social mais justo – passam necessariamente pelo criativo testemunho de como o global não pode diluir o particular nem o particular diluir o colectivo e de como a solidariedade e a subsidiariedade, cruzando-se, mutuamente se requerem”, salientou o padre Lino Maia.

Para ele, a “universalidade de direitos não é necessariamente sinónima de gratuidade universal”, pelo que “talvez” se adeqúe melhor com a “comparticipação moderada e adequada”.

O dirigente sintetizou as bases de funcionamento da cooperação entre o Governo e as instituições de solidariedade: “Em sintonia com a comunidade, o Estado define uma Carta de Direitos Sociais, afecta recursos disponíveis, assegura uma justiça redistributiva – enquanto a comunidade, moderada e adequadamente, se envolve”.

O Sector Solidário que funciona desta forma é aquele que “melhor enfrenta os desafios e que é encarado como a melhor almofada social”, envolvendo “uma larga percentagem” da população, sustentou.

As instituições passam a poder gerir as verbas provenientes do Estado de acordo com todas as suas valências, deixando de estar limitadas a aplicar os recursos em programas específicos.

 

 

GUIMARÃES

 

“ÁTRIO DOS GENTIOS”,

EM GUIMARÃES E BRAGA

 

O “Átrio dos gentios”, projecto do Vaticano para o encontro entre crentes e não crentes, chega a Guimarães e Braga nos dias 16 e 17 de Novembro para promover o diálogo à volta das “interrogações fundamentais dos cidadãos”.

 

A coordenadora geral da iniciativa em Portugal, Isabel Varanda, professora da Faculdade de Teologia em Braga, sublinha que se trata de uma oportunidade para o diálogo numa época em que “o valor da vida parece estar a ficar hipotecado”.

A simbologia do átrio, enquanto espaço amplo e sem divisões, surge como um contraponto para a conjuntura actual do país, que segundo aquela responsável “pretende fazer crer” às pessoas que se têm de “submeter a um pátio, a um espaço enclausurado” dominado pelo factor “económico e financeiro”.

Cristãos, membros de outras religiões, ateus, agnósticos, representantes do mundo da cultura, das artes e da ciência, todos estão convidados “a saírem dos seus palácios, torres de marfim ou tubos de ensaio” e a partilharem a sua opinião acerca do tema.

O programa do evento vai ser inaugurado no Grande Auditório da Universidade do Minho, com a conferência “Identidade e sentido de um povo”, da responsabilidade do ensaísta Eduardo Lourenço, substituído por motivos imprevistos por Marcelo Rebelo de Sousa.

Ainda no dia 16, destaque para a presença do presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, que irá abordar “o valor e o sentido da vida de cada ser humano”, em conjunto com o neurocirurgião português João Lobo Antunes.

A ministra Assunção Cristas, o antigo candidato presidencial Fernando Nobre, a presidente da Federação Europeia dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, os escritores Vasco Graça Moura e Valter Hugo Mãe, a poetisa Ana Luísa Amaral e o padre e poeta Tolentino Mendonça, são alguns dos outros conferencistas convidados.

“Não é um átrio físico, é um átrio de agentes que vão tecer, de algum modo, um espaço de reflexão sobre a vida, ponto de lançamento para a continuação da reflexão ao nível das diferentes instâncias do nosso país”, realça Isabel Varanda.

Aquela responsável esclarece ainda que o evento, apesar de ser organizado pela Igreja Católica, não pretende ser um pólo de “nova evangelização”.

“Procura mostrar que a Igreja se preocupa com as pessoas que estão à margem, com as que se afastaram e mesmo com aquelas que se confessam não religiosas, para beneficiar das mundivisões de cada um”, salienta.

O “Átrio dos Gentios” chega a Portugal num ano em que Guimarães e Braga são, respectivamente, capitais europeias da Cultura e da Juventude.

 

 

PORTO

 

PRÓXIMA SEMANA SOCIAL

 

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, D. Jorge Ortiga, diz que a colaboração católica na construção de “uma sociedade mais solidária”, no actual contexto de crise, é "um dever e uma obrigação”.

 

Numa mensagem vídeo publicada no âmbito do lançamento da Semana Social da Igreja Católica, que vai decorrer no Porto entre 22 e 25 de Novembro, o arcebispo de Braga recorda as dificuldades que o “Estado Social” está a atravessar, para atender às necessidades dos mais desfavorecidos.

O prelado mostra-se convicto de que é possível dar a volta à situação, através do contributo de todos os fiéis, “particularmente aqueles que trabalham de um modo mais interventivo na questão social”, e de um “pensamento estruturado a partir da Doutrina Social da Igreja”.

Só assim a fé católica poderá continuar “a ser uma presença de esperança, de confiança e de construção de um futuro melhor”, aponta.

A Semana Social, promovida de três em três anos pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), vai abordar precisamente a dinâmica entre “Estado Social e Sociedade Solidária”.

O evento, acolhido pela Casa de Vilar, no Porto, conta com a participação de agentes das mais diversas áreas sociais, como Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas, Alfredo Bruto da Costa, presidente Comissão Nacional Justiça e Paz e Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

Do lado da Igreja, destaque ainda para a presença do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, presidente da CEP, e do bispo do Porto, D. Manuel Clemente.

Para o anfitrião da iniciativa, “o apelo à sociedade solidária é fundamental”, numa altura em que as ajudas sociais por parte do Estado “não estão tão sólidas”.

“O Estado Social é um ideal ao qual não se pode fugir e que é preciso garantir no futuro”, mas enquanto não acontece essa retoma cabe à sociedade civil trabalhar “para que nenhum sector da população fique de fora daqueles cuidados essenciais que têm de ser absolutamente garantidos”, conclui D. Manuel Clemente.

 

 

 

 


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