4º Domingo Comum

3 de Fevereiro de 2013

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Salvai-nos, Senhor, Nosso Deus, Az. Oliveira, NRMS 67

 

Salmo 105, 47

Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vimos mais uma vez para estar com Jesus, que vai falar-nos e com a Sua Palavra alimentar a nossa fé, aumentar a nossa esperança e acender a nossa caridade.

Pelo arrependimento sincero vamos dispor o nosso coração para acolhê-Lo e encher-nos da Sua graça.

 

Oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jeremias conta a sua vocação de profeta de Deus. O Senhor anima-o a cumprir essa missão difícil com valentia, apoiado na força de Deus.

 

Jeremias 1, 4-5.17-19

No tempo de Josias, rei de Judá, 4a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 5«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei e te constituí profeta entre as nações. 17Cinge os teus rins e levanta-te, para ires dizer tudo o que Eu te ordenar. Não temas diante deles, senão serei Eu que te farei temer a sua presença. 18Hoje mesmo faço de ti uma cidade fortificada, uma coluna de ferro e uma muralha de bronze, diante de todo este país, dos reis de Judá e dos seus chefes, diante dos sacerdotes e do povo da terra. 19Eles combaterão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar».

 

O texto refere a vocação divina do Profeta de Anatot, em que se evidenciam três elementos: a eleição, a missão e a protecção divinas, que tornam possível a superação da incapacidade humana e de todas as dificuldades; por isso, Deus diz: «Não temas…», «Eu estou contigo…». A vocação do Profeta dá-se no tempo de Josias, que reinou entre 640 e 609 a. C..

5 «Antes de te formar» (à letra: «moldar», o verbo hebraico, yatsar, indica mesmo a acção do oleiro ao modelar o barro; cf. Gn 2, 7-8). «Eu te escolhi» (à letra: «Eu te conheci»). Trata-se de um conhecimento de Deus, não meramente intelectual, mas que envolve um acto de amor: o escolher e predestinar em ordem a uma missão determinada (cf. Am 3, 2; Rom 8, 29: quos præscivit, et prædestinavit); de facto, com o chamar à vida, Deus já tem um projecto eterno, particular e gratuito para cada uma das suas criaturas; ninguém é fruto do acaso. «Eu te consagrei» (ou santifiquei, o verbo hebraico qadax), isto é, te separei do profano, reservando-te para Mim, para o meu serviço: «te constituí profeta». Notar como toda a vocação divina engloba chamamento e missão, consagração (dom) e missão, um tema a meditar e aprofundar neste ano sacerdotal. «Entre as nações» (cf. v.10), uma expressão que deixa ver o alcance universal de uma vocação, como a de Jeremias, cuja acção se havia de repercutir nas nações do Médio Oriente, não apenas na história do seu povo.

 

Salmo Responsorial     Sl 70 (71), 1-2.3-4a.5-6ab.15ab.17 (R. cf. 15ab)

 

Monição: O salmo é uma oração de confiança na protecção de Deus no meio das dificuldades.

 

Refrão:        A minha boca proclamará a vossa salvação.

 

Em Vós, Senhor, me refugio,

jamais serei confundido.

Pela vossa justiça, defendei-me e salvai-me,

prestai ouvidos e libertai-me.

 

Sede para mim um refúgio seguro,

a fortaleza da minha salvação.

Vós sois a minha defesa e o meu refúgio:

meu Deus, salvai-me do pecador.

 

Sois Vós, Senhor, a minha esperança,

a minha confiança desde a juventude.

Desde o nascimento Vós me sustentais,

desde o seio materno sois o meu protector.

 

A minha boca proclamará a vossa justiça,

dia após dia a vossa infinita salvação.

Desde a juventude Vós me ensinais

e até hoje anunciei sempre os vossos prodígios.

 

Segunda Leitura*

 

Monição: S.Paulo exalta a virtude teologal da caridade, que recebemos no baptismo juntamente com a fé e a esperança.

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: 1 Coríntios 12, 31 – 13, 13;                          forma breve: 1 Coríntios 13, 4-13

Irmãos: [31Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo: 1Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine. 2Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. 3Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita.]

4A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa; 5não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento; 6não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade; 7tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8O dom da profecia acabará, o dom das línguas há-de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca. 9De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos. 10Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. 11Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil. 12Agora vemos como num espelho e de maneira confusa, depois, veremos face a face. Agora, conheço de maneira imperfeita, depois, conhecerei como sou conhecido. 13Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.

 

S. Paulo, ao falar dos diversos carismas tão ambicionados pelos cristãos de Corinto, quer despertar os fiéis para o dom fundamental, sem o qual todos os carismas perdem valor. Este texto paulino é o mais sublime elogio da caridade jamais feito, uma das páginas mais belas de toda a Bíblia, que tanto entusiasmava Teresa de Lisieux. Nos vv. 31.1-3 temos a exaltação da caridade acima dos carismas mais elevados; nos vv. 4-7, o elogio da caridade, apontando o que ela exclui e o que ela engloba; nos vv. 8-12, a exposição de como, ao contrário dos carismas e da própria fé e esperança, ela não acaba nunca; daí a sua perfeição e superioridade.

12 «Agora», isto é, nesta vida terrena; «depois», isto é, na eterna bem-aventurança do Céu. «Com num espelho», a saber, de maneira indirecta e confusa (à letra: «como coisa enigmática»); com efeito, na época, os espelhos, mesmo os melhores, como eram os de Corinto, não permitiam observar a imagem com toda a nitidez como sucede agora com os nossos espelhos. «Face a face»: assim será no Céu a nossa visão de Deus, pois «vê-lo-emos tal como Ele é» (1 Jo 3, 2), à maneira de «como sou conhecido» (por Deus), numa contemplação cheia de amor e directa, através daquilo que os teólogos chamam o «lumen gloriæ».

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 4, 18

 

Monição: Jesus foi a Nazaré, onde vivera até aos trinta anos e encontra a curiosidade dos seus conterrâneos, que não têm o coração aberto à fé e querem expulsá-lo e matá-Lo.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

O Senhor enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres,

a proclamar aos cativos a redenção.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 4, 21-30

Naquele tempo, 21Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». 22Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?» 23Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: ‘Médico, cura-te a ti mesmo’. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». 24E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. 25Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias, quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; 26contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. 27Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». 28Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga. 29Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e levaram-n’O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. 30Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

 

Temos hoje a conclusão do Evangelho do Domingo anterior: o resultado da pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré.

22 «Todos davam testemunho em seu favor». Esta foi a primeira reacção, uma reacção positiva. Algum autor, porém, traduziu: «todos se declaravam contra», o que não parece correcto. Com efeito, embora o verbo grego possa indicar tanto um testemunho a favor, como um testemunho contra, a verdade é que o contexto não autoriza uma tal tradução, tanto os lugares paralelos (Mt 13, 54; Mc 6, 2), como o contexto próximo, que sugere o passar duma atitude de admiração para uma atitude de repulsa (v. 22 e v. 28); o facto de não ser citado mais texto de Isaías (61, 2), onde se fala do «dia da vingança do Senhor», não é razão suficiente para concluir que todos se declaravam contra pelo facto de não ter levado mais adiante a citação; o texto de Lucas (criticamente seguro) não diz que a reacção foi devida a citar «só» «as palavras da graça» (a tradução litúrgica diz «cheias de graça», uma interpretação aceitável).

«Não é este o filho de José?». Lucas não tem qualquer escrúpulo de usar esta expressão posta na boca do povo, que ignora a origem divina de Jesus, pois já tinha antes deixado bem clara a sua concepção virginal. S. Marcos, porém, no lugar paralelo, escreve «o filho de Maria», pois, não tendo relatado a concepção virginal de Jesus, parece ter querido evitar qualquer mal entendido dos seus leitores.

23 «O que ouvimos dizer…». Isto é uma prova de que esta pregação na sinagoga de Nazaré não foi o primeiro momento da pregação de Jesus; Lucas adopta uma ordem lógica ou teológica, não necessariamente uma ordem cronológica (ver nota 16 ao Evangelho do passado Domingo).

30 «Seguiu o seu caminho», isto é, não fugiu, como tentaria fazer um falso profeta. A serenidade majestosa de Jesus é suficiente para deixar paralisados os que se Lhe opunham movidos pelo ressentimento, desconfiança e desdém.

 

Sugestões para a homilia

 

A maior de todas é a caridade

 Vemos como num espelho

 Não temas diante deles

 

 

A maior de todas é a caridade

Na segunda leitura S.Paulo fala-nos das três virtudes teologais, que recebemos no Baptismo juntamente com a graça de Deus. Fazem parte do organismo sobrenatural, que é em nós a nova vida, participação da natureza divina, como diz S.Pedro. (Cf.2 Ped 1, 4)

Nos caminhos da vida temos a luz da fé para podermos ver e podermos caminhar para o Céu. Temos a esperança, que nos faz esperar com segurança essa felicidade que o Senhor prometeu. Temos a caridade, que nos leva a amar a Deus e, por amor dele, a todos os que nos rodeiam.

A esperança e a caridade apoiam-se sobre a fé. Não podemos esperar se não sabemos o que desejamos, não podemos amar a Deus se não O conhecemos, se não acreditamos no que nos diz. Mas sem a caridade de pouco nos aproveitariam a fé e a esperança.

Um dia no Céu permanecerá só a caridade. Na visão bem-aventurada já não precisaremos da fé, como não precisamos duma candeia quando chega o dia claro. Não precisaremos da esperança, quando já possuirmos o que esperávamos. A felicidade no céu estará em contemplar a Deus e amá-Lo por toda a eternidade. Sentiremos o amor infinito de Deus por cada um de nós e amá-Lo-emos com o amor que, pelo Espírito Santo, pôs em nós no baptismo e que foi crescendo ao longo da nossa vida.

 O Apóstolo lembra-nos que a maior de todas as virtudes é a caridade. Ela há-de encher toda a nossa vida. Santa Teresa do Menino Jesus conta no livro História de uma Alma que ao ler a Epístola aos Coríntios que fala dos variados membros do Corpo Místico de Cristo, desejava ser, na Igreja, sacerdote, missionário,mártir. Descobriu, lendo o texto desta 2ª leitura que poderia ser tudo isso sendo na Igreja como que o coração, vivendo o amor. Porque é o amor que dá vida a todos os membros do Corpo Místico.

O amor de Deus leva ao amor do próximo. S.Maximiliano Kolbe tinha sido preso pelos nazistas e internado no célebre campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. Um dos prisioneiros conseguiu fugir e os alemães decidiram condenar à morte pela fome dez dos companheiros. Um dos sorteados lançou este gemido: «ai os meus filhos». O Padre Kolbe ofereceu-se para ocupar o seu lugar. Morreu com os outros numa pequena cela à fome à sede.

Vemos como num espelho

Recebemos a fé no Baptismo. É ela que nos faz ver, é como que os olhos para contemplar o que os do corpo não podem captar.

É a virtude pela qual nos abrimos à graça. «Sem fé é impossível agradar a Deus» (Heb 11,6). É um conhecimento seguro, porque nos fiamos nos ensinamentos de Deus, que não pode enganar-Se nem pode enganar-nos. Ao mesmo tempo é um conhecimento imperfeito comparado com aquele que teremos no Céu “Agora vemos como num espelho e de maneira confusa, depois veremos face a face” (2ª leit.).

Na visão bem-aventurada, no paraíso, “veremos a Deus como Ele é ” (1 Jo 3,2).Neste Ano da Fé devemos agradecer a Deus este dom maravilhoso, esta luz que nos faz ver, que permite conhecê -Lo nos Seus mistérios, nos Seus segredos que nos revelou. Devemos pedir com a jaculatória do Evangelho: Senhor, eu creio mas aumenta a minha fé (Mc 9,24). Ou como o cego de Jericó: Senhor, fazei que eu veja (Mc 10,51).

Devemos conhecer melhor a doutrina de Jesus, sobretudo estudando o Catecismo da Igreja Católica, como o Santo Padre recomendou ao anunciar o Ano da Fé. Fez 20 anos que foi publicado e é um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Ali encontramos a doutrina de Jesus garantida pela autoridade da Igreja.

Quando surgir alguma dúvida podemos recorrer a ele e encontramos a resposta desejada. Não podemos andar à deriva, influenciados pelas afirmações daquele padre ou daquele jornalista que aparece a dizer disparates. Há gente que gosta de sensacionalismo, para aparecer nos meios de comunicação social, outros, para ganhar dinheiro, vendendo livros que atacam a Fé, à custa dos cristãos ingénuos ou tontos.

Não temas diante deles

Jesus foi a Nazaré, onde tinha vivido até aos trinta anos, uma vida igual à dos seus conterrâneos. Era carpinteiro, fazia bem o seu trabalho, ajudava os seus compatriotas. Mas não fez milagres naqueles anos de vida oculta. Os conterrâneos ficam admirados ao ouvir falar dos milagres que tinha feito em Cafarnaum, depois de começar a Sua pregação. Mas não se esforçam por descobrir o significado deles e reconhecer que não era apenas o carpinteiro, filho de José e de Maria. Nesta visita a Nazaré Jesus chama-lhes a atenção para a necessidade da fé e lembra exemplos do Antigo Testamento em que pagãos, como a viúva de Sarepta ou Naaman da Síria, mostraram ter mais fé que a gente de Israel.

Temos de saber descobrir a Deus que nos fala de muitos modos. Se tivessem estado atentos à vida de Jesus na sua aldeia podiam ter descoberto algo de extraordinário na Sua vida simples, aparentemente igual à dos outros.

Agora, em vez de aceitar a advertência de Jesus, ficaram furiosos com Ele e tentaram matá-Lo.

Esta cena lembra-nos a necessidade de proclamar sem medo a nossa fé, sem temer as incompreensões e as perseguições. O Senhor avisou os Seus discípulos: ”Se Me perseguiram a Mim também vos perseguirão a vós. Se me ouviram a Mim também vos ouvirão a vós” (Jo 15,20)

O cristão há-de procurar viver a sua fé mas também de a proclamar à sua volta. Tem de ser profeta de Deus, para que todos conheçam e amem a Jesus. O último Sínodo dos Bispos veio convocar a todos para a Nova Evangelização. É urgente voltar a levar o Evangelho de Jesus a tantos países e a tantos ambientes das nossas terras que vivem na escuridão dum novo paganismo.

Na primeira leitura Jeremias conta como Deus o chamou para ser profeta junto do povo de Israel. E avisa-o para não ter medo. A fé dá-nos esta valentia para falar de Cristo sem ter medo dos sacrifícios, das incompreensões, das calúnias, apoiados na fortaleza de Deus.

Há muitos cristãos desleixados em espalhar a sua fé Mas há muitos mais que têm medo: «se vou falar-lhes em ir à missa ainda se viram contra mim» – dizem. Os maus não têm medo, falam, berram, fazem barulho nas ruas. Espalham o ódio e a mentira.

Apoiam-se muitas vezes na cobardia dos bons, dos medrosos e comodistas. O Senhor dizia a Jeremias: «Não temas diante deles senão serei eu que te farei temer a sua presença» (1ª leit). Neste Ano da Fé peçamos para todos os cristãos que sejam valentes em dar testemunho, em falarem com fortaleza e com a sabedoria do Espírito Santo.

Temos o exemplo heróico de tantos cristãos do nosso tempo que vivem a sua fé sofrendo perseguições em vários países do mundo e sabem manter-se fieis.

Que a Virgem ajude a todos a levar Jesus a todos os ambientes, sabendo estar unidos à Sua cruz e assim colaborar na salvação do mundo.

 

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa.

Na oração universal apresentamos com Ele ao Pai as necessidades de todos os homens. Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança, dizendo:

 Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade.

 

    1-Pela Santa Igreja Católica, para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens, que nos convida a conhecer e amar a Deus, oremos ao Senhor

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    2-Pelo Santo Padre, para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    3-Pelos bispos e sacerdotes, para que se gastem generosamente ao serviço das almas e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    4-Por todos os cristãos, para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo, e nela se encham da força e da alegria de Cristo, que nos convida à santidade, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    5-Para que aumentem em toda a Igreja as vocações de entrega total ao Senhor e os casados saibam viver o matrimónio como caminho de santidade, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    6-Pelos jovens de todo o mundo e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que, seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    7-Para que todos os cristãos procurem crescer na fé e testemunhá-la com valentia na sua vida, oremos ao Senhor.

Senhor, aumentai a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade

 

    Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia, fazei-nos viver da vida nova em Cristo, na fé, na esperança, e na caridade.

    Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós na consagração. Vamos agora acolhê-Lo em nosso coração com mais fé e mais amor.

 

Cântico da Comunhão: Senhor Nada Somos sem Ti , F. da Silva, NRMS 84

 

Salmo 30, 17-18

Antífona da comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

 

Ou

Mt 5, 3-4

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

 

Cântico de acção de graças: É Bom Louvar-Te, Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a Palavra de Jesus, vivê-la pela fé e testemunhá-la pela caridade.

 

Cântico final: Vós Me Salvastes, Senhor, M. Simões, NRMS 16

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 4-II: A fé e as ‘desgraças’.

Heb 11, 32-40 / Mc 5, 1-20

Estes pela fé subjugaram reino, exerceram a justiça, alcançaram bens prometidos. Fecharam a boca dos leões.

«O Antigo Testamento é rico em testemunhos desta fé. A Epístola aos Hebreus faz o elogio da fé exemplar dos antigos ‘que lhes valeu um bom testemunho’ (Leit.)» (CIC, 147). Sofreram terríveis perseguições, porque Deus tinha preparado para eles um destino melhor (Leit.). Pelo contrário, os gadarenos pediram a Jesus que se fosse embora porque, para salvar dois homens, tinham perdido dois mil porcos (Ev.).

A lógica de Deus pode não coincidir com a lógica humana. Só a fé nos fará descobrir a mão de Deus por detrás dos males humanos.

 

3 ª Feira, 5-II: O Senhor ‘toca-nos’ para nos curar.

Heb 12, 1-4 / Mc 5, 21-43

São tantos os antigos a atestar-nos as grandezas da fé, que se diriam uma nuvem a rodear-nos

São muito valiosos os testemunhos dos antigos. «No entanto, para nós, ‘Deus previa destino melhor’: a graça de crer no seu Filho Jesus, ‘guia da nossa fé’, que Ele leva à perfeição (Leit.).» (CIC, 147).

Jesus curou a hemorroísa, que lhe tocou na veste, porque viu a fé dela: «foi a tua fé que te salvou» (Ev.). Nós também ‘tocamos’ em Jesus quando o recebemos na Comunhão ou fazemos oração. Ele também nos ‘toca’: «Por isso, nos Sacramentos, Cristo continua a ‘tocar-nos’ para nos curar» (CIC, 1504).

 

4ª Feira, 6-II: Um teste para a nossa fé: as provações.

Heb 12, 4-7. 11-15 / Mc 6, 1-6

E não pôde fazer ali nenhum milagre. Estava admirado pela falta de fé daquela gente.

«Jesus entristece-se por cauda da ‘falta de fé’ dos seus conterrâneos (Ev.) e da pouca fé dos seus discípulos» (CIC, 2610).

Um teste para a nossa fé pode ser as provações habituais. Como as vê Deus? «É que o Senhor corrige aqueles que ama e castiga a todo o filho que toma a seu cuidado. É para vossa correcção que tendes provações; é como filhos que Deus vos trata» (Leit.). Nas contrariedades, dores e sofrimentos, tenhamos presente que são uma prova, uma bênção, do amor de Deus para connosco e para nosso bem.

 

5ª Feira, 7-II: As Cinco Chagas do Senhor: O seu poder curativo.

Is 53, 1-10 / Jo 20, 24-29

O castigo que nos salvou caiu sobre ele e, por causa das suas chagas, é que fomos curados.

Esta festa das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que recebeu na Cruz, recorda-nos que Ele sofreu este castigo por causa das nossas faltas: «Jesus é, ao mesmo tempo, o Servo sofredor, que se deixa levar ao matadouro, sem abrir a boca, carregando os pecados das multidões (Leit.)» (CIC, 608).

Jesus convida-nos a aproximar-nos dele (Ev.), para ‘apalparmos’ o seu amor por nós: «por causa das suas chagas é que fomos curados» (Leit.). Ajudam-nos a curar as dúvidas de fé (Ev.), a desagravar as ofensas, a afastar as tentações, etc.

 

6ª Feira, 8-II: O memorial do sacrifício de Cristo.

Heb 13, 1-8 / Mc 6, 14-29

E mandou imediatamente um guarda, com a ordem de trazer a cabeça de João.

«João Baptista dá testemunho de Cristo pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (Ev.)» (CIC, 523). Ele é o precursor também do martírio de Jesus, perpetuado na Missa: «A Missa é o memorial sacrifical em que se perpetua o sacrifício da Cruz e o banquete sagrado da comunhão do Corpo e do Sangue do Senhor» (CIC, 1382).

Participemos mais activamente no sacrifício de Cristo, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecendo-nos juntamente com a vítima divina.

 

Sábado, 9-II: Os cuidados do Bom Pastor.

Heb 13, 15-17. 20-21 / Mc 6, 30-34

Foi o Deus da paz que retirou dos mortos Aquele que, pelo sangue de uma Aliança eterna, é o grande Pastor das ovelhas.

À Missa também se chama o «santo sacrifício, porque actualiza o único sacrifício do Salvador e inclui a oferenda da Igreja; ou ainda o santo sacrifício da Missa, ‘sacrifício de louvor’ (Leit.)» (CIC, 1330).

Pelo sangue derramado, Cristo é o grande pastor das ovelhas (Ev.), porque dá a vida por elas. Meditando nesta sua entrega, procuremos ser «mais capazes de fazer tudo o que é bom para cumprir a sua vontade» (Leit.). E aceitemos a sua Palavra (Ev.), alimento por excelência, além do Pão eucarístico.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Ferreira Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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