Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

01 de Janeiro de 2013

 

Na Oitava do Natal do Senhor

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O povo de Deus te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz. Coloquemos este novo ano sob as bênçãos de Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe. Guiados pela sua mão materna, teremos paz, tudo nos correrá bem e teremos um ano feliz.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na tríplice bênção com que é abençoado o Povo de Israel podemos ver, à luz do Novo Testamento, uma alusão velada ao mistério da Santíssima Trindade.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial     Sl 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: O Povo de Israel usava o salmo que vamos meditar para agradecer as colheitas do ano e pedir novas bênçãos para o futuro.

 

Refrão:        Deus Se compadeça de nós

                     e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na carta aos Gálatas, lembra-nos que, quando chegou a hora planeada por Deus, o Pai enviou o seu Filho para nos salvar, assumindo a natureza humana e nascido de uma Mulher. Essa Mulher é a Virgem Maria.

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico (daí o cuidado de traduzir a palavra), parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho          Hebr 1, 1-2

 

Monição: Muitas vezes e de muitos modos Deus falou-nos pelos profetas. Nestes tempos, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, nascido da Vigem Maria. Aclamemos o Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

1. O Dia Mundial da Paz.

2. A maternidade divina.

3. Maria, nossa Mãe.

 

1. O Dia Mundial da Paz.

Contemplamos hoje Jesus, nascido da Virgem Maria, na sua prerrogativa de verdadeiro “Príncipe da Paz” (Is 9, 5). Ele é a nossa paz, que veio abater o muro de separação que divide os homens e os povos, isto é a inimizade (Cfr. Ef 2, 14). Por isso, é hoje o Dia Mundial da Paz: cada novo ano começa, assim, na luz de Cristo, o grande pacificador da humanidade.

Maria Imaculada, Mãe de Deus e nossa Mãe, acompanha a Igreja no seu caminho como Rainha da Paz; elevada ao Céu em corpo e alma, vive na completa e definitiva perfeição da comunhão com Deus e constitui a primícia da Igreja gloriosa que se realizará na Ressurreição universal dos mortos, colocando-se diante de nós como modelo admirável de esperança cristã.

Para nós, que avançamos no meio das fadigas e das provas do tempo presente, Maria Mãe de Deus brilha como a estrela da manhã que anuncia o dia, como estrela do mar que indica o porto aos navegantes; brilha, no início deste novo ano, como sinal de esperança segura e de consolação para o povo de Deus até que chegue o dia do Senhor, suprema manifestação da sua glória sobre a terra.

2. A maternidade divina.

A maternidade divina de Maria ilumina toda a sua vida e é o fundamento de todos os outros privilégios com que Deus quis adorná-La.

Louvamos e damos graças a Deus Pai por Maria ter concebido o Filho Unigénito de Deus, por obra e graça do Espírito Santo e, sem perder a glória da sua virgindade, ter dado à luz Jesus Cristo Nosso Senhor. Maria alimentou Aquele que é alimento de todos os povos. No seu seio virginal habitou Aquele que o mundo não pode conter. Uma jovem chegou a ser a Mãe d’Aquele que criou o homem e o mundo:

“Meu Filho, sou tua Mãe, eu Te gerei; Tu, porém, és mais antigo que eu; levei-Te no meu seio, mas és Tu que me tens em pé…Nasceste de mim como um pequeno, mas és Tu o Deus Forte, admirável…As alturas do Céu estão cheias da Tua Majestade…Tu sustentas a Terra e quiseste que eu Te leve ao colo. Bendito sejas! Glória Ti, Riqueza infinita, que quiseste ser filho de uma mulher pobre… Sentas-Te nos meus joelhos, Tu que sustentas o mundo, as altas montanhas, os abismos mais profundos. Tu estás comigo e os Coros Angélicos Te adoram. Enquanto Te aperto nos meus braços, és levado pelos Querubins. Os céus estão cheios da Tua glória. Os Serafins proclamam-Te 3 vezes Santo…Os Querubins louvam-Te tremendo…como posso eu louvar-Te com as minhas canções?... Ó mais formoso que todos os filhos dos homens?...”(S. Efrém, Hino 18, 1-23).

3. Maria, nossa Mãe.

Quando aceitou ser Mãe de Jesus, Maria acolheu-nos a todos como nossa Mãe. Jesus proclamou solenemente esta maternidade universal de Nossa senhora no alto da Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho… João, eis aí a tua Mãe” (Jo 19, 27). A palavra de Jesus Crucificado a João - e através dele a todos os discípulos de todos os tempos – vai-se tornando sempre nova e verdadeira no decorrer das gerações. Maria tornou-se realmente Mãe de todos os crentes.

A vida cristã tem um carácter familiar riquíssimo – somos filhos de Deus em Cristo; estamos unidos a toda essa imensa família sobrenatural que é a Igreja. A devoção aos Santos faz parte desse ar de família, dessa piedade dos cristãos. “Os Santos são os verdadeiros portadores da luz dentro da história, porque são homens e mulheres de fé, esperança e caridade. Entre os Santos sobressai Maria, Mãe do Senhor e espelho de toda a santidade” (Bento XVI, Enc. Deus é amor, 40,41).

Entre todas as devoções o amor a Nossa Senhora, que nos foi dada como Mãe, deve ocupar o primeiro lugar. É justo que amemos a nossa Mãe, Medianeira de todas as graças. O seu Imaculado Coração é caminho seguro que nos levará até Deus. As nossas vidas não serão do agrado de Deus se nelas faltar o amor incondicionado a Maria. Junto do seu Coração dulcíssimo, as nossas paixões serenam, os nossos ressentimentos e os nossos desânimos esfumam-se e desaparecem e a confiança é recuperada. O seu Coração Imaculado é “descanso para os que trabalham, consolação para os que choram, remédio para os enfermos, porto seguro para os que a tempestade maltrata, perdão para os pecadores, doce alívio para os tristes, socorro para os que rezam” (S. João Damasceno).

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI

PARA A CELEBRAÇÃO DO XLV DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2012*

 

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

 

1. O INÍCIO DE UM NOVO ANO, dom de Deus à humanidade, induz-me a desejar a todos, com grande confiança e estima, de modo especial que este tempo, que se abre diante de nós, fique marcado concretamente pela justiça e a paz.

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor «mais do que a sentinela pela aurora» (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.

Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: «Educar os jovens para a justiça e a paz», convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo.

A minha Mensagem dirige-se também aos pais, às famílias, a todas as componentes educativas, formadoras, bem como aos responsáveis nos diversos âmbitos da vida religiosa, social, política, económica, cultural e mediática. Prestar atenção ao mundo juvenil, saber escutá-lo e valorizá-lo para a construção dum futuro de justiça e de paz não é só uma oportunidade mas um dever primário de toda a sociedade.

Trata-se de comunicar aos jovens o apreço pelo valor positivo da vida, suscitando neles o desejo de consumá-la ao serviço do Bem. Esta é uma tarefa, na qual todos nós estamos, pessoalmente, comprometidos.

As preocupações manifestadas por muitos jovens nestes últimos tempos, em várias regiões do mundo, exprimem o desejo de poder olhar para o futuro com fundada esperança. Na hora actual, muitos são os aspectos que os trazem apreensivos: o desejo de receber uma formação que os prepare de maneira mais profunda para enfrentar a realidade, a dificuldade de formar uma família e encontrar um emprego estável, a capacidade efectiva de intervir no mundo da política, da cultura e da economia contribuindo para a construção duma sociedade de rosto mais humano e solidário.

É importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver «coisas novas» (Is 42, 9; 48, 6).

 

Os responsáveis da educação

2. A educação é a aventura mais fascinante e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latina educere – significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa. Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo. Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe.

E quais são os lugares onde amadurece uma verdadeira educação para a paz e a justiça? Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica. É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ».[1] Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz.

Vivemos num mundo em que a família e até a própria vida se vêem constantemente ameaçadas e, não raro, destroçadas. Condições de trabalho frequentemente pouco compatíveis com as responsabilidades familiares, preocupações com o futuro, ritmos frenéticos de vida, emigração à procura dum adequado sustentamento se não mesmo da pura sobrevivência, acabam por tornar difícil a possibilidade de assegurar aos filhos um dos bens mais preciosos: a presença dos pais; uma presença, que permita compartilhar de forma cada vez mais profunda o caminho para se poder transmitir a experiência e as certezas adquiridas com os anos – o que só se torna viável com o tempo passado juntos. Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.

Quero dirigir-me também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas: Velem, com grande sentido de responsabilidade, por que seja respeitada e valorizada em todas as circunstâncias a dignidade de cada pessoa. Tenham a peito que cada jovem possa descobrir a sua própria vocação, acompanhando-o para fazer frutificar os dons que o Senhor lhe concedeu. Assegurem às famílias que os seus filhos não terão um caminho formativo em contraste com a sua consciência e os seus princípios religiosos.

Possa cada ambiente educativo ser lugar de abertura ao transcendente e aos outros; lugar de diálogo, coesão e escuta, onde o jovem se sinta valorizado nas suas capacidades e riquezas interiores e aprenda a apreciar os irmãos. Possa ensinar a saborear a alegria que deriva de viver dia após dia a caridade e a compaixão para com o próximo e de participar activamente na construção duma sociedade mais humana e fraterna.

Dirijo-me, depois, aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar. Não deve jamais faltar um adequado apoio à maternidade e à paternidade. Actuem de modo que a ninguém seja negado o acesso à instrução e que as famílias possam escolher livremente as estruturas educativas consideradas mais idóneas para o bem dos seus filhos. Esforcem-se por favorecer a reunificação das famílias que estão separadas devido à necessidade de encontrar meios de subsistência. Proporcionem aos jovens uma imagem transparente da política, como verdadeiro serviço para o bem de todos.

Não posso deixar de fazer apelo ainda ao mundo dos media para que prestem a sua contribuição educativa. Na sociedade actual, os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens. É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de facto, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa.

Também os jovens devem ter a coragem de começar, eles mesmos, a viver aquilo que pedem a quantos os rodeiam. Que tenham a força de fazer um uso bom e consciente da liberdade, pois cabe-lhes em tudo isto uma grande responsabilidade: são responsáveis pela sua própria educação e formação para a justiça e a paz.

 

Educar para a verdade e a liberdade

3. Santo Agostinho perguntava-se: « Quid enim fortius desiderat anima quam veritatem – que deseja o homem mais intensamente do que a verdade? ».[2] O rosto humano duma sociedade depende muito da contribuição da educação para manter viva esta questão inevitável. De facto, a educação diz respeito à formação integral da pessoa, incluindo a dimensão moral e espiritual do seu ser, tendo em vista o seu fim último e o bem da sociedade a que pertence. Por isso, a fim de educar para a verdade, é preciso antes de mais nada saber que é a pessoa humana, conhecer a sua natureza. Olhando a realidade que o rodeava, o salmista pôs-se a pensar: « Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que Vós criastes: que é o homem para Vos lembrardes dele, o filho do homem para com ele Vos preocupardes? » (Sal 8, 4-5). Esta é a pergunta fundamental que nos devemos colocar: Que é o homem? O homem é um ser que traz no coração uma sede de infinito, uma sede de verdade – não uma verdade parcial, mas capaz de explicar o sentido da vida –, porque foi criado à imagem e semelhança de Deus. Assim, o facto de reconhecer com gratidão a vida como dom inestimável leva a descobrir a dignidade profunda e a inviolabilidade própria de cada pessoa. Por isso, a primeira educação consiste em aprender a reconhecer no homem a imagem do Criador e, consequentemente, a ter um profundo respeito por cada ser humano e ajudar os outros a realizarem uma vida conforme a esta sublime dignidade. É preciso não esquecer jamais que « o autêntico desenvolvimento do homem diz respeito unitariamente à totalidade da pessoa em todas as suas dimensões »,[3] incluindo a transcendente, e que não se pode sacrificar a pessoa para alcançar um bem particular, seja ele económico ou social, individual ou colectivo.

Só na relação com Deus é que o homem compreende o significado da sua liberdade, sendo tarefa da educação formar para a liberdade autêntica. Esta não é a ausência de vínculos, nem o império do livre arbítrio; não é o absolutismo do eu. Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. De facto, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.

A liberdade é um valor precioso, mas delicado: pode ser mal entendida e usada mal. « Hoje um obstáculo particularmente insidioso à acção educativa é constituído pela presença maciça, na nossa sociedade e cultura, daquele relativismo que, nada reconhecendo como definitivo, deixa como última medida somente o próprio eu com os seus desejos e, sob a aparência da liberdade, torna-se para cada pessoa uma prisão, porque separa uns dos outros, reduzindo cada um a permanecer fechado dentro do próprio “eu”. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível, portanto, uma verdadeira educação: sem a luz da verdade, mais cedo ou mais tarde cada pessoa está, de facto, condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e das relações que a constituem, da validez do seu compromisso para construir com os outros algo em comum ».[4]

Por conseguinte o homem, para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado.[5] Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem carácter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas.

Assim o recto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.

 

Educar para a justiça

4. No nosso mundo, onde o valor da pessoa, da sua dignidade e dos seus direitos, não obstante as proclamações de intentos, está seriamente ameaçado pela tendência generalizada de recorrer exclusivamente aos critérios da utilidade, do lucro e do ter, é importante não separar das suas raízes transcendentes o conceito de justiça. De facto, a justiça não é uma simples convenção humana, pois o que é justo determina-se originariamente não pela lei positiva, mas pela identidade profunda do ser humano. É a visão integral do homem que impede de cair numa concepção contratualista da justiça e permite abrir também para ela o horizonte da solidariedade e do amor.[6]

Não podemos ignorar que certas correntes da cultura moderna, apoiadas em princípios económicos racionalistas e individualistas, alienaram das suas raízes transcendentes o conceito de justiça, separando-o da caridade e da solidariedade. Ora « a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».[7]

« Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados » (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.

 

Educar para a paz

5. « A paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas. A paz não é possível na terra sem a salvaguarda dos bens das pessoas, a livre comunicação entre os seres humanos, o respeito pela dignidade das pessoas e dos povos e a prática assídua da fraternidade ».[8] A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.

A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser activos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos. « Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9).

A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.

 

Levantar os olhos para Deus

6. Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1).

A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: « Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor? ».[9] O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).

Queridos jovens, vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação.

Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo.

Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos. Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz.

Oh vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar. Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras! Apoiado em tal certeza, envio-vos estas refl exões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz ».

 

BentoXVI, Vaticano, 8 de Dezembro de 2011

 

*À hora de fecho da redacção ainda não tinha sido disponibilizada a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz 2013, pelo que publicamos a do ano 2012.

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Com profunda gratidão para com Jesus Cristo,

que nos deu generosamente a Sua própria Mãe,

apresentemos ao Pai, por intercessão de Maria,

as nossas humildes preces, dizendo:

 

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores!

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

para que neste Ano da Fé

recorram com mais confiança à Mãe de Deus,

pedindo por todos os que lhes estão confiados,

oremos irmãos.

 

2.     Pelos governantes das nações:

para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos cristãos separados do Oriente, tão devotos de Maria,

para que o seu carinho pela Mãe de Deus e nossa Mãe,

os conduza quanto antes à plena unidade da Igreja de Cristo,

oremos, irmãos.

 

4.     Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

oremos, irmãos.

 

5.     Pelos doentes, pelos emigrantes e pelos pobres:

para que, neste novo ano que hoje começa,

Deus lhes dê o conforto e os bens de que carecem,

oremos, irmãos.

 

6.     Por todos os fiéis defuntos,

para que, por intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Deus,

alcancem de Deus  misericórdia,

oremos, irmãos.

 

Atendei, ó Deus de bondade, a oração do Vosso povo:

e fazei que obtenhamos em plenitude

o que vos pedimos com fé.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em Redor do teu Altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

O Corpo e o Sangue de Cristo que vamos receber na Sagrada Comunhão foram-nos dados por Maria quando Ela aceitou ser Sua Mãe. Recebamos o Senhor com a mesma pureza, humildade e devoção que foi recebido no seio puríssimo da Virgem Maria.

 

Cântico da Comunhão: Jesus Cristo, Ontem e Hoje, A. Cartageno, Cânticos de Entrada e Comunhão I

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Em Todo o Tempo Bendirei o Senhor, S. Marques, NRMS 71-72

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com o nosso exemplo, procuremos encaminhar todas as pessoas com que nos encontremos no dia a dia para uma verdadeira devoção a Nossa senhora; quanto mais junto d’Ela nos colocarmos, mais juntos e unidos a Jesus estaremos. Por Maria a Jesus!

 

Cântico final: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 2-I: Endireitar os nossos caminhos.

1 Jo 2, 22-28 / Jo 1, 19-28

(João) declarou: Eu sou a voz de quem brada no deserto: ‘Endireitai os caminhos do Senhor’.

João Baptista traz uma mensagem de esperança: «Anuncia como iminente a consolação de Israel: é ele a ‘voz’ do Consolador (Ev.), que vai chegar» (CIC, 719).

Mas é preciso contar também com o aparecimento do ‘Anticristo’: «A suprema impostura religiosa é a do Anticristo, isto é dum pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias Encarnado» (CIC, 675). Para evitar isto sigamos o conselho de João Baptista: «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3, 30).

 

5ª Feira, 3-I: Santíssimo Nome de Jesus: O perdão dos pecados.

1 Jo 2, 19-3, 5 / Jo 1, 29-34

João Baptista viu Jesus, que lhe vinha ao encontro, e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Celebramos hoje a memória do Santíssimo Nome de Jesus. Este nome significa «Deus salva» O nome de Jesus está no centro da vida cristã: todas as orações concluem com a fórmula ‘por nosso Senhor Jesus Cristo’; na Ave-Maria recorda-se o ‘bendito fruto do vosso ventre, Jesus’ (CIC, 435).

S. João Baptista afirma que Jesus é «o Cordeiro de Deus». E S. João: «Bem sabeis que Jesus se manifestou, para tirar os pecados» (Leit.). Neste nome está, pois, a esperança do perdão, pois Ele concede o perdão aos pecadores.

 

6ª Feira, 4-I: Cristo venceu o Demónio.

1 Jo 3, 7-10 / Jo 1, 35-42

(João Baptista) olhou para Jesus que passava, e disse: Eis o Cordeiro de Deus.

 Jesus «é o Cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa» (CIC, 608). Agora passará a ser o redentor do novo povo de Deus.

«Foi para destruir as obras do Demónio que apareceu o Filho de Deus (Leit.). Dessas obras a mais grave foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus» (CIC, 394). Nos combates de cada dia recorramos com mais fé Àquele que é o vencedor do Demónio. E não nos deixemos enganar pela tentação da desobediência aos mandatos do Senhor.

 

Sábado, 5-I: Mudança de vida no amor ao próximo.

1 Jo 3, 11-21 / Jo 1, 43-51

Filipe: Acabamos de encontrar Aquele de quem Moisés e os profetas escreveram na Lei: é Jesus de Nazaré.

O aparecimento de Jesus vem mudar a vida de uns quantos pescadores e dos seus parentes e amigos (Ev.).

O Senhor pede-nos igualmente uma mudança de vida: «Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos» (Leit.). Sendo nalguns casos difícil este amor, havemos de procurar amar o próximo como Cristo, «que ofereceu a sua vida por nós» (Leit.). Esse amor deve traduzir-se por obras: «não amemos por palavras e com a língua, mas por obras e de verdade» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo A. Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial