Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

08 de Dezembro de 2012

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ditosa Virgem cheia de Graça, J. Santos, NRMS 75

 

Is 61, 10

Antífona de entrada: Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu com o manto da justiça, como esposa adornada com suas jóias.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vamos a caminho do Natal e a oração da Missa diz que esta festa da Imaculada está ligada ao Natal de Jesus: Maria foi preservada de todo o pecado para ser uma digna morada de Jesus.

Desde 1646 Portugal tem a Senhora da Conceição como sua Padroeira oficial, mas já desde os primórdios da Nacionalidade a invocava como Mãe e, antes de ser Portugal, era chamada terra de Santa Maria. A razão fundamental da nossa presença aqui é a fé que, neste ano, somos chamados a aprofundar. A nossa reflexão deve incluir o mistério do pecado e a obra de Jesus.

Como não somos imaculados, temos de nos ir purificando, começando por este acto penitencial.

 

Acto penitencial

 

À semelhança do que acontece muitas vezes, em que a brancura torna mais evidentes as manchas que estão ao lado, e a luz desmascara a desordem e os perigos ocultos, de modo análogo, ao contemplarmos a Imaculada Conceição de Maria, torna-se mais evidente a fealdade dos nossos pecados.

Peçamos ao Senhor nos ajude a descobri-los e nos dê um grande arrependimento deles, com o firme propósito de emenda, para celebrarmos, o melhor possível, estes sagrados mistérios, e assim começarmos uma vida nova.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A)

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preparastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, a preservastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No texto do livro do Génesis que vai ser proclamado conta-se como, depois da queda dos nossos primeiros pais, Deus promete a vinda do Redentor.

Nascerá duma Mulher que vencerá a serpente e será Imaculada na sua Conceição.

 

Génesis 3, 9-15.20

9Depois de Adão ter comido da árvore, o Senhor Deus chamou-o e disse-lhe: «Onde estás?». 10Ele respondeu: «Ouvi o rumor dos vossos passos no jardim e, como estava nu, tive medo e escondi-me». 11Disse Deus: «Quem te deu a conhecer que estavas nu? Terias tu comido dessa árvore, da qual te proibira comer?». 12Adão respondeu: «A mulher que me destes por companheira deu-me do fruto da árvore e eu comi». O Senhor 13Deus perguntou à mulher: «Que fizeste?» E a mulher respondeu: «A serpente enganou-me e eu comi». 14Disse então o Senhor Deus à serpente: «Por teres feito semelhante coisa, maldita sejas entre todos os animais domésticos e entre todos os animais selvagens. Hás-de rastejar e comer do pó da terra todos os dias da tua vida. 15Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta te esmagará a cabeça e tu a atingirás no calcanhar». 20O homem deu à mulher o nome de «Eva», porque ela foi a mãe de todos os viventes.

 

A leitura é extraída do segundo bloco do livro do Génesis, que vai do v. 4b do capítulo 2 até ao fim do capítulo 4, que os estudiosos atribuem à chamada «tradição javista», onde se encontra a narrativa da criação do homem e da mulher, do pecado dos primeiros pais com as suas consequências e da continuidade da vida humana marcada pelo pecado. É evidente que esta narrativa não é um relato jornalístico, pois tudo é descrito numa linguagem simbólica, muito expressiva e densa; a narrativa coloca o leitor perante realidades transcendentes que dizem respeito ao «ser humano» – o adam –, o homem de todos os tempos. O autor sagrado, que deu forma definitiva e inspirada ao Pentateuco, quis dar-nos um panorama coerente da história da salvação – que arranca da eleição divina e se concretiza na aliança e nas promessas de salvação – desenvolvendo-se por etapas correspondentes a um maravilhoso projecto divino, a que não escapa o enigma das origens.

Se perdêssemos de vista este plano divino, que conhecemos pela Revelação, a curiosidade científica poderia levar-nos a ficar atolados nos aspectos arqueológicos e episódicos, como poderia suceder a alguém que, para estudar um monumento antigo, se ficasse no estudo das pedras e na análise dos materiais de construção; por mais científica que fosse a sua análise, ficaria sem se aperceber da harmonia do conjunto, do significado histórico desse monumento e da sua verdade mais profunda. A doutrina da Igreja sobre o pecado original, de que Maria foi isenta por singular privilégio, não se fundamenta na narrativa do Génesis; muito menos se pode partir do estudo das fontes do Génesis para negar a existência desse pecado (uma ridícula ingenuidade, além do mais); a doutrina da fé encontra a sua sólida base na obra redentora de Cristo e nos ensinamentos do Novo Testamento, nomeadamente de S. Paulo; no entanto, a fé projecta grande luz sobre esta narrativa simbólica das origens.

10 «Tive medo porque estava nu; e então escondi-me». Deste modo se descreve, com fina psicologia, o sentimento de culpabilidade e de vergonha que não podia deixar de ser estranho ao primeiro pecado e igualmente ao pecado de todo aquele que não empederniu a sua consciência; esta, que antes de pecar era o aviso de Deus, toma-se depois uma premente censura. Este dar conta da própria nudez parece também indicar, por um lado, a enorme frustração de quem, ao pecar, em vão tinha tentado «ser igual a Deus» e, por outro lado, sugere o descontrolo das tendências instintivas (a concupiscência): depois do primeiro pecado, sentem-se dominados por movimentos e apetites contrários à razão, que tentam esconder (v. 7).

Não resistimos a citar algumas palavras da profunda reflexão antropológica de João Paulo II, nas audiências gerais de Maio de 1980: «Por meio destas palavras (v. 10) desvela-se certa fractura constitutiva no interior da pessoa humana, quase uma ruptura da original unidade espiritual e somática do homem. Este dá-se conta pela primeira vez de que o seu corpo cessou de beber da força do espírito, que o elevava ao nível da imagem de Deus. A sua vergonha original traz em si os sinais duma específica humilhação comunicada pelo corpo. (...) O corpo não está sujeito ao espírito como no estado da inocência original, tem em si um foco constante de resistência ao espírito e ameaça de algum modo a unidade do homem pessoa. (...) A concupiscência, em particular a concupiscência do corpo, é ameaça específica à estrutura da auto-posse e do autodomínio, por meio do qual se forma a pessoa humana».

14 «Hás-de rastejar e comer do pó da terra». Na narrativa, a sentença é dada primeiro contra a serpente, a primeira a fazer mal. Ninguém pense que o autor quer insinuar que dantes as cobras tinham patas: a sentença é proferida contra o demónio tentador; a expressão designa uma profunda humilhação (cf. Salm 71(72), 9; Is 49, 23; Miq 7, 17), infligida contra o demónio, que é o sentenciado, não as serpentes (cf. Apoc 12, em especial os vv. 9 e 17).

15 «Esta te esmagará a cabeça». Todo o versículo constitui o chamado Proto-Evangelho, o primeiro anúncio da boa nova da salvação que se lê na Bíblia. Não se limita esta passagem a anunciar o estado de guerra permanente entre as potências diabólicas – «a tua descendência» – e toda a Humanidade – «a descendência dela». É sobretudo uma vitória que se anuncia. Note-se que essa vitória é expressada não tanto pelo verbo, que no original hebraico é o mesmo para as duas partes em luta (xuf – na Nova Vulgata conterere), mas sim pela parte do corpo atingida nessa luta: a serpente será atingida na cabeça (ferida mortal, daí a tradução «esmagará»), ao passo que a descendência será apenas atingida no calcanhar (ferida leve, daí a tradução «atingirás»).

Mas, pergunta-se, a quem é que designa o pronome «esta» (v. 15)? Segundo o original hebraico, podia ser a descendência da mulher. A verdade, porém, é que esta descendência pecadora fica incapacitada para, por si, vencer o demónio e o pecado em que se precipitara. Assim, o tradutor grego da Septuaginta (inspirado?) referiu o dito pronome ao Messias (traduzindo-o na forma masculina, designando um indivíduo, autós, em vez da forma neutra (designando uma colectividade), autó, referindo este pronome a descendência, (que em grego se diz com a palavra neutra, sperma); esta tradução visava pôr em evidência que quem vence o pecado e o demónio é Ele, o Messias. A tradição cristã, e com ela a tradução da Vetus Latina seguida pela Vulgata, ao traduzir o pronome pelo feminino, ipsa, aplicou este texto à Virgem Maria, explicitando um sentido (chamado eminente), que entreviu nesta passagem (se quisesse designar a descendência – semen – teria empregado o neutro ipsum, e não ipsa).

Eis como se costuma explicar o sentido mariano da passagem: a vitória é prometida à descendência de Eva, mas quem faz possível essa vitória é Jesus Cristo, com a sua obra redentora. Assim, unidos a Cristo, todos somos vencedores, mas Maria é a vencedora de um modo eminente, porque Mãe do Redentor e Mãe de toda a comunidade dos redimidos, a Igreja. O próprio contexto facilita esta referência a Maria: é que, contra tudo o que era de esperar, a profecia aparece dita a Eva, e não a Adão. Segundo o ensino da Igreja (cf. Bula «Ineffablis Deus» do Beato Pio IX), esta vitória de Maria sobre o demónio, inclui a perfeita isenção de toda a espécie de mancha do pecado, incluindo o original.

 

Salmo Responsorial     Sl 97 (98), 1.2-3ab.3cd-4 (R. Ia)

 

Monição: É um cântico de louvor composto para celebrar as vitórias de Deus em favor de Israel, Seu Povo.

Exteriorizemos os sentimentos que nos dominam, fazendo dele a nossa oração.

 

Refrão:        Cantai ao Senhor um cântico novo:

o Senhor fez maravilhas.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo,

pelas maravilhas que Ele operou.

A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.

 

O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

em favor da casa de Israel.

 

Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,

exultai de alegria e cantai.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos fiéis da Igreja de Éfeso, canta a felicidade da nossa vocação de filhos de Deus.

Escolhidos em Cristo, para sermos herdeiros do Céu, devemos esta riqueza também à generosidade de Maria com que aceitou a maternidade de Jesus e, portanto, a nossa maternidade também.

 

Efésios 1, 3-6.11-12

3Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. 4N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. 5Ele nos predestinou, conforme a benevolência da sua vontade, a fim de sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo, 6para louvor da sua glória e da graça que derramou sobre nós, por seu amado Filho. 11Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios d’Aquele que tudo realiza conforme a decisão da sua vontade, 12para sermos um hino de louvor da sua glória, nós que desde o começo esperámos em Cristo.

 

Este início da epístola aos Efésios de que é extraída a leitura tem o aspecto de um hino litúrgico e é uma das mais ricas sínteses doutrinais paulinas.

3 «Em Cristo». Toda a graça – «bênçãos espirituais» – que Deus concede ao homem, após o pecado original, incluindo a Imaculada Conceição da Virgem Maria, é concedida pela mediação de Cristo e através da união com Ele.

4-5 «Santos». «Filhos». O objectivo desta eleição eterna de Deus é «sermos santos», isto é, destacados do profano e pecaminoso para servir ao culto e glória divina: «diante d’Ele», isto é, na presença de Deus; estamos chamados a estar sempre diante de Deus para O glorificar a partir de tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos, como ensina o Concílio Vaticano II: «Todos os cristãos são, pois, chamados e devem tender à santidade e perfeição do próprio estado» (LG 42). A santidade está em sermos «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4; Rom 12, 1), sendo filhos de Deus e vivendo como tais, imitando a Cristo, o Filho de Deus por natureza (cf. Rom 8, 15-29; Gal 4, 5-7; 1 Jo 3, 1-3). E o modelo humano mais perfeito de santidade é Maria.

A expressão «santos e irrepreensíveis» faz pensar nas vítimas oferecidas a Deus no Antigo Testamento (cf. Lv 20, 20-22), insinuando-se assim o carácter oblativo e sacrificial de toda a vida do cristão (cf. 1 Pe 2, 5), bem como a perfeição que devemos pôr em tudo o que fazemos, demais que não se trata duma pureza meramente exterior e ritual, mas de um culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23), «na sua presença» (de Deus) «que examina os rins e o coração» (Salm 7, 10), isto é, que perscruta o que há de mais íntimo no homem, a sua consciência, afectos e intenções.

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 28

 

Monição: Com a Anunciação do Arcanjo a Maria, começa a ser executado o plano de Deus sobre a nossa libertação da tirânica escravidão do demónio.

Nesta libertação tem um papel único a Imaculada Conceição, ao acolher no seu seio virginal o Verbo para assumir a nossa natureza.

Aclamemos com alegria e disponibilidade generosa o Evangelho que proclama para nós tantas maravilhas de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Avé-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A cena da Anunciação, narrada com toda a simplicidade, tem uma singular densidade, pois encerra o mistério mais assombroso da História da Salvação, a Incarnação do Filho eterno de Deus. Assim, a surpresa do leitor transforma-se em encanto e deslumbramento. O próprio paralelismo dos relatos lucanos do nascimento de João e de Jesus, revestem-se dum contraste deveras significativo: à majestade do Templo e grandiosidade de Jerusalém contrapõe-se a singeleza duma casa numa desconhecida e menosprezada aldeia de Galileia; ao afã dum casal estéril por ter um filho, opõe-se a pureza duma virgem que renunciara à glória de ser mãe; à dúvida de Zacarias, a fé obediente de Maria!

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêem na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria messiânica da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria, correspondendo a: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Nova Vulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, como Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo, que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício redaccional, e também o «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos, mas renunciando a consumar a união; nem todos os estudiosos, porém, assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem um fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Nova Vulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois aquilo que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este sintagma, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus, que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus (M. Orsatti).

Apraz-nos citar aqui as palavras de S. João Damasceno sobre Nª Senhora: «Ela é descanso para os que trabalham, consolação dos que choram, remédio para os doentes, porto de refúgio para as tempestades, perdão para os pecadores, doce alívio dos tristes, socorro dos que rezam».

 

Sugestões para a homilia

 

1- Ao escutarmos a primeira leitura (Gen 3, 9-20), sentimos que estão ali desenhadas as grandes doenças da humanidade: pessoas incapazes de se relacionarem serenamente entre si, de se relacionarem com Deus e com o trabalho. Não é preciso ser católico para detectar esta lacuna (basta ver o que se passa connosco e à nossa volta), mas só a fé permite encontrar a explicação desse facto: tal perturbação nasce de um abuso da liberdade, e chama-se pecado. «O peso do pecado está presente em toda a história. Todavia, a realidade do pecado só se compreende bem a partir do laço que une o homem a Deus».

«O pecado original é, por assim dizer, o reverso da Boa Nova de que Jesus é o Salvador de que todos os homens têm necessidade É uma certeza de fé que toda a humanidade está marcada pela falta original. Não pode tocar-se na revelação do pecado original sem atentar contra o mistério de Cristo. (Catecismo da Igreja Católica nn.385-410)

 «O pecado original não é um pecado pessoal, mas o estado nocivo da humanidade em que nasce o indivíduo, antes mesmo de, por sua vontade, ele pecar. Todos carregamos dentro de nós uma gota do veneno daquela forma de pensar que nos é ilustrada nas páginas do Génesis: a suspeita de que Deus é um adversário que restringe a nossa liberdade. O ser humano não quer receber de Deus a existência e a plenitude da sua vida. Todavia, nem por isso o ser humano está coagido a pecar e é capaz de fazer o bem com a ajuda de Deus (YOUCAT nn. 68,69).

 

2- Na 3ª leitura (Lc 1,26-38) encontramos o quadro oposto: Deus, um anjo e uma mulher que dialogam em perfeita sintonia. O Anjo de Deus, ao dirigir-se a Maria, não a convida à conversão, à emenda de vida; chama-lhe «cheia de graça», e convida-a à «alegria da salvação», à realização de um plano que Deus tinha anunciado há séculos. Ser imaculada é, pela negativa, ser isenta de todo o pecado que existe no mundo, e, pela positiva, é ser adornada por Deus com dons dignos de uma tal missão (Catecismo da Igreja Católica nn. 490-493)

«A crença da concepção sem mancha existe desde o princípio da igreja. Hoje o conceito equivocou-se em muita gente. Não se refere à conceção de Jesus no ventre de Maria. Ser imaculada não é uma desvalorização da sexualidade, como se o homem e a mulher se manchassem quando concebessem um filho» (YOUCAT,n 83).

 

3. As duas leituras são as faces opostas da mesma humanidade. Na 2ª leitura S. Paulo fala de um projeto de Deus anterior à criação do mundo, e que se mantém, apesar do pecado: o homem é chamado a viver a intimidade com Deus por meio de seu Filho. Maria Santíssima faz parte desse plano divino, é a primeira pedra da nova humanidade. Por isso a saudamos há momentos como fazendo parte das «maravilhas de Deus». Daqui a momentos, no prefácio da anáfora eucarística, louvaremos o Senhor porque, em Maria, «deu início à Igreja, esposa sem mancha e sem ruga, resplendente de beleza». A singular dignidade de Maria, «verdadeira Mãe do Filho de Deus, filha predilecta do Pai e templo do Espírito Santo, ultrapassa, de longe, todas as criaturas celestes e terrestres (Lúmen Gentium, 53; Paulo VI, Marialis cultus, 56).

 

4. O drama do homem do nosso tempo é haver perdido a capacidade de ver a raiz das coisas e, desse modo, transforma-se num doente que rejeita o médico e a medicina apropriada. A história contemporânea considera-se história da liberdade e da emancipação, a falsa emancipação em que se deixaram cair Adão e Eva e que continua na mentalidade e na vida do homem moderno. É uma dor de alma ver como se fala da emancipação do homem e da mulher, da razão e do pensamento, do casamento e da gravidez! Na realidade, transferem as cadeias de uns para os outros. A mulher que, no plano de Deus é a educadora da fé do homem (João Paulo II e Bento XVI), vem a transformar-se no seu oposto.

A Redenção operada por Jesus é a única possibilidade de gerar homens livres. O homem só liberta os outros quando renova o seu coração, pois nessa altura quebra as cadeias com que escravizaria os outros.

 

5. Esta festa da Imaculada não é uma festa de poesia humana que passa ao lado da vida real. Maria é o sinal para onde cada um deve tender, e é mesmo modelo na Igreja toda. Ao colocar Maria na «Constituição dogmática sobre a Igreja», o Concílio do Vaticano II ajuda a perceber o mistério da Igreja que não é somente o «Povo de Deus» como uma estrutura activa, mas revela alma de «esposa e obra de Deus». Entre a Igreja e Maria há um intercâmbio permanente, de modo que Maria é chamada a «Primeira Igreja».

«Afasta-se da mensagem bíblica quem esquece a devoção mariana. Deixa mesmo de glorificar a Deus de modo conveniente. Nós conhecemos a Deus pela criação e, de modo mais directo, através da história que Deus fez com os homens. Deus revelou-se e mostrou o seu rosto através do rosto dos homens que escolheu para seus interlocutores. Maria é um desses rostos Não podemos ignorar esses rostos e desejar um Deus inventado por nós. Seria um puritanismo orgulhoso, que tem os seus pensamentos em maior conta que as acções de Deus*

Estimemos o terço, a saudação angélica, a salve rainha, a peregrinação mariana.

 

Fala o Santo Padre

 

«Ao experimentarmos a nossa fragilidade, podemos dirigir-nos à Mãe Imaculada,

e o nosso coração recebe luz e conforto.»

 

Amados irmãos e irmãs!

No dia 8 de Dezembro celebramos uma das mais bonitas festas da Bem-Aventurada Virgem Maria: a solenidade da sua Imaculada Conceição. Mas o que significa que Maria é "Imaculada"? E o que diz a nós este título? Antes de mais, façamos referência aos textos bíblicos da liturgia hodierna, especialmente ao grande "afresco" do terceiro capítulo do Livro do Génesis e à narração da Anunciação do Evangelho de Lucas. Depois do pecado original, Deus dirige-se à serpente, que representa Satanás, amaldiçoa-a e acrescenta uma promessa: "Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta esmagar-te-á a cabeça, ao tentares mordê-la no calcanhar" (Gn 3, 15). É o anúncio de uma vitória: Satanás, no início da criação parece estar em vantagem, mas virá um filho de mulher que lhe esmagará a cabeça. Assim, mediante a descendência da mulher, o próprio Deus vencerá. Aquela mulher é a Virgem Maria, da qual nasceu Jesus Cristo que, com o seu sacrifício, derrotou de uma vez para sempre o antigo tentador. Por isso, em muitos quadros ou imagens da Imaculada, Ela é representada no acto de esmagar uma serpente sob os seus pés.

 

Ao contrário, o Evangelista Lucas mostra-nos a Virgem Maria quando recebe o anúncio do Mensageiro celeste (cf. Lc 1, 26-38). Ela aparece como a humilde e autêntica filha de Israel, verdadeira Sião na qual Deus quer estabelecer a sua morada. É o rebento do qual deve nascer o Messias, o Rei justo e misericordioso. Na simplicidade da casa de Nazaré vive o "resto" puro de Israel, do qual Deus quer fazer renascer o seu povo, como uma árvore nova que estenderá os seus ramos no mundo inteiro, oferecendo a todos os homens frutos bons de salvação. Diferentemente de Adão e Eva, Maria permanece obediente à vontade do Senhor, pronuncia o seu "sim" total e põe-se plenamente à disposição do desígnio divino. É a nova Eva, verdadeira "mãe de todos os vivos", isto é, de quantos pela fé em Cristo recebem a vida eterna.

 

Queridos amigos, que imensa alegria ter por mãe Maria Imaculada! Cada vez que experimentamos a nossa fragilidade e a sugestão do mal, podemos dirigir-nos a Ela, e o nosso coração recebe luz e conforto. Também nas provações da vida, nas tempestades que fazem vacilar a fé e a esperança, pensemos que somos seus filhos e que as raízes da nossa existência afundam na graça infinita de Deus. A própria Igreja, embora exposta às influências negativas do mundo, encontra sempre nela a estrela para se orientar e seguir a rota que lhe foi indicada por Cristo. De facto, Maria é a Mãe da Igreja, como solenemente proclamaram o Papa Paulo VI e o Concílio Vaticano II. Por isso, enquanto damos graças a Deus por este sinal maravilhoso da sua bondade, confiemos cada um de nós, as nossas famílias, as comunidades, toda a Igreja e o mundo inteiro à Virgem Imaculada. […]

 

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 8 de Dezembro de 2009

 

Oração Universal

 

(Do livro A Oração Universal; do Missal Romano; ou a seguinte:)

   

Por intercessão de Maria Imaculada,

ergamos, por Jesus, ao Pai do Céu

uma prece por todas as necessidades.

Oremos, cheios de confiança:

 

Santa Maria Mãe de Deus

Rogai por nós, pecadores!

 

1.  Para que, em união com o Papa e os Bispos,

    vejamos na Imaculada um sinal de Esperança,

    por intercessão de Maria, oremos, irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

2.  Para que os jovens do mundo inteiro

    vejam na Imaculada um modelo a imitar,

    por intercessão de Maria, oremos irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

3.  Para que todos nós renovemos a coragem

    na defesa dos valores humanos e cristãos,

    por intercessão de Maria, oremos, irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

4.  Para que os governantes de todas as nações

    cumpram, na sua missão, a vontade de Deus,

    por intercessão de Maria, oremos, irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

5.  Para que todas as mães das nossas famílias

    se deixem guiar pela Imaculada Conceição,

    por intercessão de Maria, oremos, irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

6.  Para que os doentes, idosos e marginalizados

    encontrem na Imaculada a causa da alegria,

    por intercessão de Maria, oremos, irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

7. Para que todos os nossos irmãos defuntos,

    que ainda se encontram em purificação,

    pela mediação de Maria, entrem no Céu,

    por intercessão de Maria, oremos, irmãos.

 

    Santa Maria Mãe de Deus

    Rogai por nós, pecadores!

 

Senhor, que nos dais em Maria Imaculada

a Mãe, o auxílio e o modelo das nossas vidas:

fazei saibamos imitá-l'A com fidelidade,

para alcançarmos a glória do Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus conVosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai um Cântico Novo, J. Santos, NRMS 10

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício de salvação que Vos oferecemos na solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e, assim como acreditamos que, por vossa graça, ela foi isenta de toda a mancha, sejamos nós, por sua intercessão, livres de toda a culpa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

O mistério de Maria e da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e louvar-Vos, bendizer-Vos e glorificar-Vos na Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria.

Vós a preservastes de toda a mancha do pecado original, para que, enriquecida com a plenitude da vossa graça, fosse a digna Mãe do vosso Filho. Nela destes início à santa Igreja, esposa de Cristo, sem mancha e sem ruga, resplandecente de beleza e santidade. Dela, Virgem puríssima, devia nascer o vosso Filho, Cordeiro inocente que tira o pecado do mundo. Vós a destinastes, acima de todas as criaturas, a fim de ser, para o vosso povo, advogada da graça e modelo de santidade.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos com alegria a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Saudação da Paz

 

No seio Imaculado de Maria, a família humana reconciliou-se com Deus.

Ao tornarmo-nos filhos do mesmo Pai do Céu e da mesma Mãe Imaculada, tornamo-nos irmãos uns dos outros, e como tais devemos viver. Deste modo, antecipamos a vida fraterna que nos aguarda no Céu. Saudai-vos na Paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

Para tornar Maria digna morada de Seu Filho, o Pai determinou, desde a eternidade, que Ela fosse concebida sem pecado original.

Deste modo também nos ensina com quanto cuidado nos devemos preparar para receber sacramentalmente o mesmo Jesus concebido virginalmente por Maria: estando na Graça de Deus, com Fé viva e profundo recolhimento.

 

Cântico da Comunhão: É Celebrada a Vossa Glória, F. Santos, NCT nº50

 

Antífona da comunhão: Grandes coisas se dizem de vós, ó Virgem Maria, porque de vós nasceu o sol da justiça, Cristo nosso Deus.

 

 

Oração depois da comunhão: O sacramento que recebemos, Senhor, cure em nós as feridas daquele pecado, do qual, por singular privilégio, preservastes a Virgem Santa Maria, na sua Imaculada Conceição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que a solenidade da Imaculada Conceição nos encha de alegria e optimismo, na luta espiritual de cada dia.

Ajudemos os nossos irmãos a libertarem-se da ignorância religiosa e do pecado, para que, por este caminho, conquistem a verdadeira alegria de viver.

Acompanhe-nos a certeza de que, apesar de todos os esforços do demónio, em nossos dias, Maria vencerá!

 

Cântico final: Gloriosa Rainha do Mundo, C. Silva, NRMS 75

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

 Nota Exegética:                   Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 



* Ratzinger/H.U.Balthasar - Maria, Primeira Igreja – Coimbra, Gráfica de Coimbra, pag.20; Ratzinger/Bento XVI- Credo para hoje - Braga, Editorial Franciscana, p.58

 


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