1º Domingo do Advento

2 de Dezembro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Despertai Senhor o vosso poder, M. Faria, NRMS 39

 

Salmo 24, 1-3

Antífona de entrada: Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Meu Deus, em Vós confio. Não seja confundido nem de mim escarneçam os inimigos. Não serão confundidos os que esperam em Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“A Vós, Senhor, elevo a minha alma; meu Deus, em Vós confio” (Ant. de entrada). É com estas palavras que a Liturgia da Igreja nos convida a dar início ao Advento, tempo de preparação para o Natal. Neste ambiente de crise em que vivemos, ponhamos a nossa confiança no Senhor, avivando a nossa esperança e abrindo-nos à graça de Deus.

 

Oração colecta: Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Jeremias fala-nos da vinda de Jesus como rebento justo que virá implantar no mundo o direito e a justiça.

 

Jeremias 33, 14-16

Eis o que diz o Senhor: 14«Dias virão, em que cumprirei a promessa que fiz à casa de Israel e à casa de Judá: 15Naqueles dias, naquele tempo, farei germinar para David um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra. 16Naqueles dias, o reino de Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome que chamarão à cidade: ‘O Senhor é a nossa justiça’».

 

O profeta Jeremias, em face de ruína do seu povo e da destruição da cidade de Jerusalém pelas tropas de Nabucodonosor no ano 587, lança um grito de esperança, apelando para as antigas promessas divinas, como a célebre profecia de Natã (2 Sam 7) e a das bênçãos de Jacob (Gn 49, 10). O texto é extraído da parte final do chamado «Livro da Consolação» de Jeremias (Jer 30, 1 – 33, 26) e pensa-se que a sua redacção corresponde a esta época do fim do reinado de Sedecias. A verdade é que a organização dos oráculos que constam desta vasta e complexa obra não obedece a critérios cronológicos, mas temáticos. Lembrar que já antes, no ano 597, Nabucodonosor tinha conquistado e submetido a tributo Jerusalém e levado cativos homens mais notáveis juntamente com o jovem monarca Yoyaquin, filho de Yoyaquim, tendo deixado no trono o seu tio Sedecias, como rei vassalo.

15 «Um rebento». Metáfora clássica com que os profetas designam o Messias, «descendente» de David (cf. Is 4, 2; 11, 1; Jer 23, 5; Zac 3, 8).

16 «Este é o nome que chamarão à cidade: ‘O Senhor é a nossa justiça’». O nome indica a vocação da futura Jerusalém (a Igreja), um povo justificado por Deus, chamado a participar da sua santidade (cf. Is 1, 26).

Como curiosidade, diga-se que este texto não aparece na versão grega dos LXX, que, por esta razão, parece transmitir um texto mais puro, isto é, sem repetições; a leitura de hoje é um duplicado de Jer 23, 5-6.

 

Salmo Responsorial     Sl 24 (25), 4bc-5ab.8-9.10.14 (R.1b)

 

Monição: Este salmo que vamos meditar está todo ele impregnado de confiança na misericórdia de Deus.

 

Refrão:        Para Vós, Senhor, elevo a minha alma.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,

ensinai-me as vossas veredas.

Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,

porque Vós sois Deus, meu Salvador.

 

O Senhor é bom e recto,

ensina o caminho aos pecadores.

Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

 

Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade

para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.

O Senhor trata com familiaridade os que O temem

e dá-lhes a conhecer a sua aliança.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo insiste connosco sobre o necessário progresso na prática das boas obras, de modo a agradarmos sempre mais ao Senhor.

 

1 Tessalonicenses 3, 12-4, 2

Irmãos: 12O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, tal como nós a temos tido para convosco. 13O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, com todos os santos. 1Finalmente, irmãos, eis o que vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus e assim estais procedendo; mas deveis progredir ainda mais. 2Conheceis bem as normas que vos demos da parte do Senhor Jesus.

 

A leitura contém uma bênção (final do cap. 3) e um pedido ou apelo (início do cap. 4), com a mesma ideia de fundo: a de «crescer» (ou exceder-se, v. 12) e «progredir» (vv. 1 e 10), no «proceder» (à letra, no «caminhar») «para agradar a Deus». De facto, a vida cristã é um caminho em que nunca se acaba de atingir a perfeição, e tem de se lutar sem descanso para chegar à meta (cf. Filp 3, 12-15), que corresponde à «vinda de Jesus, com todos os santos». O tempo do Advento encerra um apelo para que todos nos preparemos para esta segunda vinda de Jesus (a parusia).

A vida cristã também é encarada por S. Lucas, o Evangelista deste Ano C, como um «caminho» (cf. Act 9, 2; 18, 25.26; 19, 9.23; 22, 4; 24, 14.22). Notar como na parte mais característica do III Evangelho (Lc 9, 51 – 19, 27), S. Lucas apresenta Jesus a caminho de Jerusalém, seguido dos seus discípulos e convidando outros a segui-l'O pelo caminho da renúncia (cf. Lc 9, 57-62).

 

Aclamação ao Evangelho          Sl 84, 8

 

Monição: Aclamemos o Senhor que nos pede mais oração e vigilância, prometendo-nos a Sua salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia

e dai-nos a vossa salvação.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 21, 25-28.34-36

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 25«Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. 26Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. 27Então, hão-de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. 28Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. 34Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela devassidão, a embriaguez e as preocupações da vida, 35e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele sobrevirá sobre todos os que habitam a terra inteira. 36Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para terdes a força de vos livrar de tudo o que vai acontecer e poderdes estar firmes na presença do Filho do homem».

 

A leitura é uma selecção de versículos do chamado «discurso escatológico» de Lucas, em que se entrelaçam três realidades distintas, que temos dificuldade em destrinçar: a destruição de Jerusalém, o fim dos tempos e a segunda vinda de Cristo. Esta dificuldade de interpretação torna-se maior em virtude da linguagem simbólica usada, própria dos profetas e do género apocalíptico, e pelo facto de o fim de Jerusalém aparecer como uma imagem do fim do mundo; por outro lado, nem Jesus nem os Evangelistas pretendem com estas palavras satisfazer a curiosidade humana acerca de quando e de como vai ser o fim deste mundo efémero, pois o que se tem em vista é uma exortação a superar as dificuldades e perseguições que ameaçam os fiéis e a permanecer firmes na fé e vigilantes até ao fim: «vigiai e orai em todo o tempo» (v. 36). Este discurso é também um grito de esperança para todos os cristãos sujeitos a sofrimentos de toda a espécie: «erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima» (v. 28).

25-26 A comoção do «universo» – descrita em S. Marcos com mais realismo e com citações literais do Antigo Testamento – não aparece como um anúncio ou sinal prévio da vinda do Filho do Homem, mas forma parte da própria parusia: o próprio cosmos, e não apenas a humanidade, estremecerá de pavor perante a tremenda majestade do supremo Juiz, que surgirá com todo o seu poder e glória. Há aqui uma referência clara ao Juízo final, universal e público, verdade de fé que professamos no Credo. Jesus descreve-nos este acontecimento com o mesmo colorido do «Dia de Yahwéh», o dia da justa retribuição definitiva, anunciado pelos Profetas (Is 34, 4; 13, 10; cf. Ez 32, 7-8; Joel 2, 10; 4, 15-16; etc). As «forças celestes» são as forças que mantêm os astros nas suas órbitas, ou, por uma metonímia, os próprios astros. Estas imagens grandiosas e aterradoras, pertencentes ao estilo apocalíptico, prestam-se a encarecer a singular seriedade dos acontecimentos anunciados, bem como a suma dignidade do Juiz, Senhor do Universo. O Catecismo da Igreja Católica fala do Juízo final como sendo a palavra definitiva do Senhor sobre toda a história, que «revelará como a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas pelas suas criaturas e como o seu amor é mais forte do que a morte» (n.º 1040).

27 «O Filho do Homem vir numa nuvem». Não se trata de uma vinda do tipo espiritual, místico ou moral, mas duma vinda com poder e majestade, para o Juízo final (como disse, corresponde a um artigo da fé professada no «Credo»). A nuvem é uma imagem cheia de grandiosidade, própria do estilo apocalíptico, que contém uma clara referência a Daniel 7, 13; é a partir desta passagem profética que Jesus adopta o título (talvez a partir da figura de linguagem chamada asteísmo), ao mesmo tempo glorioso e humilde, de Filho do Homem (cf. Bento XVI, Jesus de Nazaré, pp. 398-413). A nuvem, que ao mesmo tempo tem a propriedade de revelar e de esconder, acompanha frequentemente as teofanias (Gn 9, 13s; Jz 5, 4s; Job 38, 1; Ez 1, 4.28; Mc 9, 7) e algumas vezes aparece como o carro de Yahwéh (ls 19,1; Salm 10, 3).

 

Sugestões para a homilia

 

1. Início do Ano Litúrgico.

2. Advento, tempo de esperança.

 

1. Início do Ano Litúrgico.

Começa neste 1º Domingo do Advento o chamado Ano Litúrgico. Trata-se de um tempo privilegiado da Igreja que vai ser vivido como tempo forte do Ano da Fé. Nele somos chamados a descobrir de novo o dom da salvação; mediante a pedagogia dos ritos e das orações, todos juntos somos guiados para a vivência do Natal de Jesus Cristo, que veio ao mundo para nos salvar pela sua Morte e Ressurreição, mistério este que é renovado e actualizado na celebração da Eucaristia.

O início do ano litúrgico é um bom momento para pôr de parte as obras das trevas e passar a viver na luz do Senhor; é um tempo propício pata tomar consciência da dignidade e da responsabilidade de ser cristãos: “Ser de Cristo é crucificar a carne com todo o cortejo dos seus vícios e apetites desordenados” (Gal 5, 24).

Na busca da santidade temos que progredir sempre mais, como nos recomendou S. Paulo na segunda leitura da missa de hoje.

 

2. Advento, tempo de esperança.

A Liturgia faz-nos reviver, neste primeiro Domingo do Advento, a esperança dos profetas ante a vinda do Salvador; uma era de paz e felicidade é anunciada para todos os povos e as nações já não hão-de erguer a espada umas contra outras, nem mais haverá guerra: “Nesses dias e nessa ocasião…nascerá de David um rebento justo que há-de exercer, no país, o direito e a justiça” (1ª leitura).

Avivemos, pois, a nossa esperança; ponhamos toda a nossa confiança em Deus que nos ama e que tudo dirige para o nosso bem. Cumpramos tranquilamente o nosso dever de hoje que já conhecemos e saberemos cumprir perfeitamente o de amanhã que ignoramos.

Esta Eucaristia que celebramos, a presença viva de Cristo Salvador no meio de nós, é já por si uma prova de que “não serão confundidos os que esperam no Senhor”(Antífona de entrada).

Foi com grande alegria que viemos para a Casa do senhor. Maria, Mãe da Esperança, ajudar-nos-á neste Advento: pela prática das boas obras, pela oração mais intensa, pela mortificação mais constante e pela frequência dos Sacramentos, chegaremos a amar mais as coisas do Céu e a buscar os valores eternos.

 

Fala o Santo Padre

 

«O mundo contemporâneo precisa sobretudo de esperança;

e Cristo é o fundamento da esperança.»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Pela graça de Deus, iniciamos neste domingo um novo Ano litúrgico, que se abre naturalmente com o Advento, tempo de preparação para o Natal do Senhor. O Concílio Vaticano II, na Constituição sobre a Liturgia, afirma que a Igreja "no ciclo anual apresenta todo o mistério de Cristo, da Encarnação e Nascimento à Ascensão, ao Pentecostes, à expectativa da feliz esperança e da vinda do Senhor". Deste modo, "com esta recordação dos mistérios da Redenção, a Igreja oferece aos fiéis as riquezas das obras e merecimentos do seu Senhor, a ponto de os tornar como que presentes em todo o tempo, para que os fiéis, em contacto com eles, se encham de graça" (Sacrosanctum concilium, 102). O Concílio insiste sobre o facto de que Cristo é o centro da liturgia, como o sol em volta do qual giram, semelhante aos planetas, a Bem-Aventurada Virgem Maria – a mais próxima – todos os mártires e os outros santos que "no céu cantam o louvor perfeito e intercedem por nós" (ibid., 104).

 

É esta a realidade do Ano litúrgico vista, por assim dizer, "da parte de Deus". E da parte – digamos – do homem, da história e da sociedade? Que relevância pode ter? É exactamente o caminho do Advento, que hoje iniciamos, que nos sugere a resposta. O mundo contemporâneo precisa sobretudo de esperança: têm necessidade dela os povos em vias de desenvolvimento, mas também os economicamente evoluídos. Cada vez mais nos damos conta de que nos encontramos numa única barca e devemos salvar-nos em conjunto. Percebemos, principalmente quando vemos desmoronar tantas certezas falsas, que necessitamos de uma esperança fiável, que só se pode encontrar em Cristo, o qual, como diz a Carta aos Hebreus "é o mesmo ontem, hoje e para sempre" (13, 8). O Senhor Jesus veio no passado, vem no presente e virá no futuro. Ele abraça todas as dimensões do tempo, porque morreu e ressuscitou, é o "Vivente" e, enquanto partilha a nossa precariedade humana, permanece para sempre e oferece-nos a própria estabilidade de Deus. É "carne" como nós e "rocha" como Deus. Quem deseja a liberdade, a justiça e a paz pode encorajar-se e levantar a cabeça, porque em Cristo a libertação está próxima (cf. Lc 21, 28) –como lemos no Evangelho de hoje. Por conseguinte, podemos afirmar que Jesus Cristo não diz respeito só aos cristãos ou só aos crentes, mas a todos os homens, porque Ele, que é o centro da fé, também é o fundamento da esperança. E de esperança todos os seres humanos têm necessidade constantemente.

 

Queridos irmãos e irmãs, a Virgem Maria encarna plenamente a humanidade que vive na esperança baseada na fé no Deus vivo. Ela é a Virgem do Advento: está enraizada no presente, no "hoje" da salvação; recebe no seu coração todas as promessas passadas; e está orientada para o cumprimento do futuro. Coloquemo-nos na sua escola, para entrar verdadeiramente neste tempo de graça e acolher, com alegria e responsabilidade, a vinda de Deus na nossa história pessoal e social.

 

Bento XVI, Angelus na Praça de São Pedro a 29 de Novembro de 2009

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Aguardando, em esperança, a vinda do Salvador,

Imploremos a sua misericórdia, dizendo:

 

    Vinde, Senhor Jesus!

   

1.  Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

    para que neste Ano da Fé

    anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

    e façam brilhar diante dos homens a Sua luz,

    oremos irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

    para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

    promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

    oremos, irmãos.

 

3.  Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

    para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

    como templos que são do Espírito Santo,

    oremos, irmãos.

4.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

    para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

    e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

    oremos, irmãos.

 

5.  Pelos doentes, pelos emigrantes e pelos pobres:

    para que a vinda do Salvador

    lhes traga o conforto e os bens de que carecem,

    oremos, irmãos.

 

6.        Por todos os fiéis defuntos,

    para que, por intercessão de Maria,

    alcancem de Deus  misericórdia,

    oremos, irmãos.          

 

Atendei, ó Deus de bondade, a oração do Vosso povo:

e fazei que obtenhamos em plenitude

o que Vos pedimos com fé.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Que temos e Somos, M. Faria, NRMS 7 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, estes dons que recebemos da vossa bondade e fazei que os sagrados mistérios que celebramos no tempo presente sejam para nós penhor de salvação eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

Em cada comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, realiza-se o Advento, a vinda de Jesus aos nossos corações, como nossa Salvação, como alimento das nossas almas. Só Ele nos tornará felizes. Só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida - ninguém vai ao Pai senão por Ele.

 

Cântico da Comunhão: Povos que Caminhais, J. Santos, NRMS 64

Salmo 84, 13

Antífona da comunhão: O Senhor nos dará todos os bens e a nossa terra produzirá o seu fruto.

 

Cântico de acção de graças: Velai sobre nós (Antífona), J. Santos, NRMS 40

 

 

Oração depois da comunhão: Fazei frutificar em nós, Senhor, os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida na terra, nos ensinais a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Enquanto vivermos neste mundo, amemos as coisas do Céu e busquemos sempre mais os valores eternos. Pela prática das boas obras, preparemo-nos neste Advento para irmos uma vez mais ao encontro de Cristo.

 

Cântico final: O Senhor Virá, F. Silva, NRMS 7 (I) 

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO ADVENTO

 

2ª Feira, 3-XII: S Francisco Xavier: Fé para receber o Senhor.

Is 2, 1-5 / Mt 8, 5-11

(Jesus): Em ninguém de Israel encontrei tão grande fé.

Para prepararmos dignamente a vinda do Senhor, temos as sugestões de Isaías (Leit.) e a cura do servo do centurião (Ev.). «Caminhemos à luz do Senhor» (Leit.). Essa luz que o Senhor nos dá é a luz da fé, para melhor entendermos tudo o que nos acontece: contrariedades, sofrimentos, etc. Precisamos ver as coisas como Deus as vê. Peçamos, pois, um aumento de fé, para acolher cada palavra do Senhor.

S. Francisco Xavier evangelizou incansavelmente a Índia e o Japão, durante dez anos, convertendo muitas pessoas à fé. Sejamos igualmente bons evangelizadores.

 

3ª Feira, 4-XII: A acção do Espírito Santo.

Is 11, 1-10 / Lc 10, 21-24

Sobre ele repousará o Espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza.

Isaías anuncia que o Espírito Santo repousará sobre o Messias, tendo em vista a sua missão salvífica (CIC, 1286). S. Lucas mostra já realizada esta actuação em Jesus: «estremeceu de alegria pela acção do Espírito Santo» (Ev.).

Esta plenitude do Espírito Santo há-de ser comunicada a todo o povo messiânico (CIC, 1287). Actuou em Nª Senhora, que concebeu Cristo. Actua em nós para formar igualmente a imagem de Cristo, para restituir ao homem a ‘semelhança divina’ (CIC, 720). E, através da Sagrada Escritura, vai-nos revelando os traços do rosto do Messias.

 

4ª Feira, 5-XII: Fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

Is 25, 6-10 / Mt 15, 29-37

O Senhor do Universo há-de preparar, para todos os povos, no Monte Sião, um banquete de pratos suculentos.

O profeta anuncia a oferta de um banquete por parte do Messias (Leit.). E Jesus realizou um dia o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, para saciar uma enorme multidão (Ev.).

Este milagre prefigura a superabundância do pão eucarístico (CIC, 1335). «A Eucaristia é verdadeiro banquete onde Cristo se oferece como alimento. Não se trata de um alimento em sentido metafórico, mas ‘a minha carne é, em verdade, uma comida, e o meu sangue é, em verdade, uma bebida’ (Jo. 6, 55)» (IVE, 16). Tenhamos fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

 

5ª Feira. 6-XII: Responder com fé à palavra do Senhor.

Is 26, 1-6 / Mt 7, 21. 24-27

Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em práticas será semelhante a um homem prudente, que fez sua casa sobre a rocha.

O profeta aconselha-nos a confiar sempre no Senhor, a edificar a nossa vida sobre a rocha «eterna» (Leit.), que é Cristo.

Edificamos sobre Cristo quando procuramos ouvir as suas palavras e conselhos sobre os problemas que afectam diariamente o trabalho, a vida familiar, a vida social. E depois as procuramos levar à prática: para seguir Cristo é preciso incarnar o que Ele diz, é preciso fazer a vontade do Pai que está nos Céus (Ev.) (CIC, 2826). Assim fez Nª Sª que respondeu com fé á mensagem do Anjo: Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

6ª Feira, 7-XII: Resposta de Jesus à oração de fé.

Is 29, 17-24 / Mt 9, 27-31

Jesus perguntou-lhes: Acreditais que posso fazer o que pedis? Eles responderam: Acreditamos, Senhor.

Isaías anuncia a realização de grandes prodígios com a vinda do Messias: «os olhos dos cegos hão-de ver» (Leit.). E os dois cegos do Evangelho «reconheceram em Jesus os traços fundamentais do messiânico ‘filho de David’» (CIC, 439).

«A súplica premente dos cegos (Ev.) foi retomada na tradição da oração a Jesus.

‘Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador’. Seja a cura das doenças, ou o perdão dos pecados, Jesus responde sempre à oração de quem lhe implora com fé: ‘Vai, a tua fé e salvou’» (CIC, 2616).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo A. Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial