32º Domingo Comum

11 de Novembro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sl 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Começa hoje a Semana dos Seminários, as instituições da Igreja onde se preparam os sacerdotes de amanhã, uma tarefa cada vez mais exigente.

O facto de estamos no mês de Novembro, que a tradição cristã associa à vida eterna e à oração pelas pessoas falecidas, pode ajudar a viver o mistério da redenção do mundo e o ministério do sacerdote.

A palavra de Deus vai ajudar-nos a todos, sacerdotes e leigos, a viver esta celebração.

 

Acto penitencial

 

Por causa da nossa fé débil, hesitamos muitas vezes quando o Senhor nos pede algo que vai perturbar a nossa preguiça e comodismo.

Reconheçamos humildemente que as nossas hesitações, dúvidas e adiamentos nas decisões que o Senhor nos pede são causadas pela falta de fé e de amor.

Peçamos humildemente perdão e prometamos ao nosso Deus emenda de vida, contando sempre com a Sua ajuda paterna.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Para os adiamentos da nossa conversão pessoal,

    por causa dos apegos ao mal que alimentamos,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Para o nosso comportamento mesquinho com Deus,

    quando procuramos oferecer-lhe o menos possível,

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Para a tibieza com que vivemos a vocação cristã,

    fruto da falta de amor e gratidão ao nosso Deus,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Uma mulher viúva de Sarepta, apesar da sua pobreza e necessidade, mostra-se disponível para acolher os apelos, os desafios e os dons de Deus. Sacrifica a escassa reserva de alimento que conservava para o seu filho e para si, e alimenta o profeta.

O Senhor recompensa os que O amam. A história dessa viúva que reparte com o profeta os poucos alimentos que tem, garante-nos que a generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem, mas são geradoras de vida e de vida em abundância.

 

1 Reis 17,10-16

Naqueles dias, 10o profeta Elias pôs-se a caminho e foi a Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber». 11Quando ela ia a buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão». 12Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte». 13Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois prepararás o resto para ti e teu filho. 14Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: 'Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra'». 15A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho. 16Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.

 

Mais uma vez a leitura foi escolhida em função da viúva do Evangelho de hoje, cuja generosidade é louvada pelo Senhor, a maravilhosa generosidade dos pobres a dar lições a todos.

10 «Sarepta». Cidade fenícia, a 15 Km a Sul de Sídon, onde havia fabricação de vidro e um porto marítimo. Para ali se tinha dirigido o profeta Elias, no início da sua vocação profética, por ordem divina, para escapar à perseguição real. «Elias» é um nome que significa «o meu Deus é Yahwéh». Profeta orador, não escritor, ficou como tendo sido o maior dos profetas, o grande lutador pela causa de Yahwéh. Foi quem evitou que no reino do Norte a religião da Aliança tivesse sido extinta com a feroz perseguição da pagã Jezabel, filha do rei de Tiro, a qual dominou o seu marido, o rei Acab. «Uma viúva», admirável pela sua fé e generosidade, embora estrangeira.

 

Salmo Responsorial     Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1 ou Aleluia)

 

Monição: A Liturgia convida-nos a entoar um salmo no qual nos exorta a confiar no Senhor porque Ele coloca a Sua omnipotência ao serviço do Seu Amor para connosco.

Façamos dele a nossa oração e procuremos viver na prática o que o texto sagrado nos propõe.

 

 

Refrão:        Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos do cego,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente;

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O autor da Carta aos hebreus propõe-nos o exemplo de Cristo, o sumo-sacerdote que entregou a sua vida em favor de todos nós. Ele mostrou-nos, com o seu sacrifício, qual é a medida do dom perfeito que Deus quer e que espera de cada um dos seus filhos.

Mais do que dinheiro ou outros bens materiais, Deus espera de nós o dom da nossa vida, da nossa vontade que se abandona ao serviço do Seu projecto de salvação para os homens e para o mundo.

 

Hebreus 9, 24-28

24Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. 25E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no Santuário, com sangue alheio; 26nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. 27E, como está determinado que os homens morram uma só vez e a seguir haja o julgamento, 28assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem a aparência do pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam.

 

O autor sagrado, depois de se ter referido ao sacrifício da antiga aliança no Sinai (vv. 18-23), enaltece a superioridade do sacrifício de Cristo, com que sela a nova e definitiva aliança.

24 «O próprio Céu» é aqui considerado como o verdadeiro santuário onde Cristo Sacerdote está sempre a interceder por nós, «em nosso favor» (aplicando-nos os frutos do seu sacrifício). O santuário de Jerusalém (especialmente o Santo dos Santos) não passa duma «figura do verdadeiro», o Céu. É interessante notar como ao longo da epístola se fala do santuário de Jerusalém como de algo que ainda existe e cujo esplendoroso culto pode fascinar os judeus convertidos (talvez muitos até da classe sacerdotal: cf. Act 6, 7) a abandonarem a fé perante as dificuldades e perseguições. Se o templo já tivesse sido destruído, o hagiógrafo teria à disposição o melhor argumento a seu favor para demonstrar a superioridade do sacerdócio de Jesus. Daqui se pode concluir que o escrito é anterior ao ano 70.

25-26 «Diversas vezes: uma só vez». Mais uma vez se fala do contraste entre os sacrifícios do Dia da Expiação (Yom Kippur), repetidos todos os anos, e o de Cristo, oferecido de uma vez para sempre por ser capaz de destruir o pecado, e não «com sangue alheio», como no culto judaico, mas com o seu próprio sangue!

27 «Depois vem o julgamento». O contexto parece sugerir que se trata do juízo final; mas a existência do chamado juízo particular, após morte, pertence à doutrina católica da chamada «escatologia intermédia» (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 1021-1022).

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 5, 3

 

Monição: Diante de Deus somos, muitas vezes, calculistas e tímidos nas decisões que implicam generosidade para com Ele.

O Evangelho anima-nos a confiar inteiramente no Senhor que nunca desampara os Seus amigos.

Agradeçamos a alegria que nos dá esta mensagem de salvação e aclamemos o Evangelho que enche de luz a nossa vida.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho[ CC5] 

 

Forma longa: São Marcos 12, 38-44             Forma breve: São Marcos 12, 41-44

Naquele tempo, 38Jesus ensinava a multidão, dizendo: «Acautelai-vos dos escribas, que gostam de exibir longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, 39de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. 40Devoram as casas das viúvas com pretexto de fazerem longas rezas. Estes receberão uma sentença mais severa».

[41Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa. Muitos ricos deitavam quantias avultadas. 42Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante. 43Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: «Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros. 44Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver»].

 

O texto de hoje na sua forma longa põe em contraste a ostentação e a ganância dos escribas (vv. 38-40) com a generosidade duma anónima pobre viúva (v. 42).

41 «Arca do tesouro». No Templo reconstruído por Herodes, o Grande, os cofres das ofertas ficavam no átrio das mulheres para onde se entrava do adro dos gentios através da Porta Formosa. Havia na parede 13 frestas por onde eram depositadas as ofertas, segundo os diversos destinos, sendo uma delas para as esmolas de devoção voluntária. Como era um sacerdote a colocar as esmolas na devida fresta era fácil observar quanto dava cada pessoa.

42 «Duas pequenas moedas», o texto original diz que eram dois leptos, o nome grego da moeda mais pequena; S. Marcos, que escreve para cristãos de Roma, dá imediatamente o seu valor cambial em moeda romana: aquelas duas moedas perfaziam «um quadrante» (3 gramas de bronze). Como também S. Lucas, ele acentua a extraordinária generosidade da viúva ao dizer que dá duas moedas, pois bem podia ter dado só uma, mas deu as duas; «ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver»!

 

Sugestões para a homilia

 

1. Vamos começar pela segunda leitura que nos fala de Jesus como Sacerdote eterno e permanente.

Há em muita gente a tendência para entender o sacerdote como o «substituto» de Jesus depois da sua ascensão ao céu, ou até a tendência de dispensar o sacerdote, colocando o homem em relação direta com Deus.

Os homens que nós chamamos sacerdotes da Igreja não «sucedem» a Jesus Cristo, como se Jesus houvesse cessado o seu sacerdócio e eles viessem preencher um lugar vazio. Eles agem como ministros de Cristo-cabeça, mas Jesus continua a ser o Mediador único e o Sacerdote permanente. É isso que ouvimos em todas as orações oficiais da Igreja, dentro e fora da Missa, quando o padre diz: «Por Nosso Senhor Jesus Cristo…»

Os sacerdotes também não se colocam entre Deus e as consciências como obstáculos ao contato pessoal direto, mas ajudam as pessoas a compreender a Palavra de Deus, a conhecerem-se a si mesmas, a fazer o diálogo pessoal com Deus, e tornam presente o mistério de Jesus ressuscitado.

 

2. Depois do Concílio, houve alguma desorientação acerca do ministério sacerdotal, em parte pelo desejo de distinguir o sacerdócio de Jesus dos sacerdotes judeus que viviam do culto no Templo de Jerusalém e de quem Jesus se afastou, e em parte pelo relevo dado pelo Concílio às tarefas no mundo. O Santo Padre referiu-se a isso ao dizer que, «nesses anos, se opunham-se duas conceções do ministério sacerdotal: de um lado, uma visão social e funcional, que descrevia o sacerdócio como um serviço à comunidade dentro da organização social; do outro lado, uma visão sacramental e ontológica que, sem negar o caráter de serviço, o vê determinado por um dom concedido pelo Senhor. Os primeiros evitam a palavra sacerdote e falam de «presbítero» ou «ancião» e do «serviço» na comunidade; os segundos falam do sacrifício, do pecado e da intimidade com Cristo» *[ CC6] .

A primeira perspetiva é uma visão humanista, nascida da preocupação de ajudar o povo; a segunda acentua o sacramento da Ordem e, não deixando de ser exercida em favor do povo, leva ao povo os dons de Deus. Em 1981, o atual Papa, quando era bispo de Munique, na Alemanha, foi chamado pelo Papa João Paulo II para a Congregação da Doutrina da Fé. Antes de se mudar definitivamente para Roma, pediu ao Papa algum tempo para fazer umas reuniões com os leigos da sua diocese porque sentia que havia neles a tendência para não distinguir os ministérios laicais do ministério sacerdotal, e essa confusão pareceu-lhe gravíssima.

Essa dupla tentação hoje abrandou, mas é bom recordá-la.

3. Todos os baptizados, leigos e sacerdotes, são testemunhas de Jesus e prolongam a sua presença no mundo. Os leigos possuem um sacerdócio a que chamamos baptismal ou comum, que se exprime pelo oferecimento a Deus da atividade no mundo e da vida no matrimónio. Mas o sacerdócio dos que receberam o sacramento da Ordem é substancialmente diferente, são ministros da graça e dos dons de Deus que levam ao mundo, e deixam o cuidado das coisas da terra e da sociedade aos leigos (LG 37). Os dois sacerdócios exigem-se mutuamente, sem se confundirem.

Na celebração da Missa esses dois sacerdócios cruzam-se constantemente, e o padre exprime essa diferença dizendo ora «eu» ora «nós», ora o «meu» ora o «vosso» sacrifício. Essa linguagem não é um artifício a eliminar, mas uma expressão de fé a viver.

 

4. Aos ministros ordenados a Igreja pede uma maior generosidade que corresponda à generosidade de Jesus Cristo.

Na primeira leitura, uma mulher viúva e pobre desprende-se de tudo em favor do profeta Eliseu, o homem de Deus. Jesus recordou aos seus discípulos esse comportamento para que fossem capazes de se darem totalmente, deixando-se possuir pelo absoluto de Deus e afastando-se do aproveitamento do estatuto social dos sacerdotes do Templo de Jerusalém.

A entrega radical do sacerdote exprime-se pela vida de consagrados a Jesus Cristo, pela intimidade com Ele, pela solicitude pastoral pelo povo, pela consciência do tesouro da redenção que levam pelos sacramento e pela austeridade de vida, mesmo quando os fiéis os sustentam. O mundo, porque vive alheio ao mistério de Jesus Cristo, ignora e contesta essa face de consagrado, e ora reivindica o casamento para o sacerdote ora exige o sacerdócio para as mulheres. Por isso, a formação intelectual e espiritual do sacerdote é hoje particularmente exigente e delicada.

Os Seminários são o lugar apropriado para dar aos jovens cristãos a possibilidade da assimilação do sacerdócio. A Igreja tem Seminários Maiores e Menores, ou seja, a casa de formação específica de matérias teológicas e a casa de formação geral e de humanidades. O currículo geral de estudos no Seminário deve ser ordenado de modo que o jovem que sinta não ter vocação possa abandonar o Seminário e seguir os estudos no mundo. Os jovens sérios saberão agradecer aquela formação, e os hipotéticos abusos são um risco que não se pode evitar totalmente.

Aos católicos pede-se uma ajuda económica, pois a vocação pode surgir em pessoas que não tenham possibilidades económicas. O mais importante, porém, e mais difícil, não é a casa nem a alimentação, mas constituir o clima interior do Seminário que permita realizar a formação espiritual, o que exige uma boa equipa de formadores. Foi o que Jesus prescreveu expressamente: «Pedi ao Senhor que mande operários» (Mt 9,38), mesmo dentro do Seminário. O interesse pessoal em relação aos Seminários da Igreja, em geral, e da diocese, em particular, serve para medirmos o nosso amor à Igreja e a preocupação pela fé católica. Como acontece em qualquer empresa, quem não investe no futuro não ama a empresa. Um Seminário é, para a Igreja, rigorosamente assim

Por isso, além da ajuda económica, pede-se aos cristãos muita oração pessoal e comunitária que vamos fazer nesta semana.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O Senhor planeou que a nossa vida na terra

fosse um contínuo crescimento do coração,

por uma generosidade vivida sem limites.

Peçamos-Lhe humildemente nos ajude agora

a pôr em prática o que acaba de nos ensinar.

Oremos (cantando):

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

1. Pelo Santo Padre e Bispos e Presbíteros,

    no Ano Sacerdotal que estamos a celebrar,

    para que nos ensinem a sermos generosos,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

2. Pelos pais e mães de família do mundo,

    para que tornem a família escola de amor,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

3. Pelos jovens das nossas comunidades,

    para que encontrem na doação a alegria,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

4.  Pelos noivos que preparam o casamento,

    para que vivam generosamente a vocação,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

5. Por todos nós presentes nesta Eucaristia,

    para nos convençamos a sermos generosos,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

6. Por todos os fiéis defuntos em purificação,

    para que o Senhor os conduza à sua glória,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, um coração generoso!

 

Senhor, que nos pedis generosidade nesta vida,

E nos prometeis uma recompensa eterna no Céu:

fazei-nos a corresponder aos Vossos desígnios,

para que Vos possamos contemplar eternamente.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Devemos à generosidade de Jesus Cristo toda a riqueza da nossa vocação cristã.

Iluminou-nos generosamente com a luz da Sua Palavra e vai preparar agora, pelo ministério do sacerdote, a Santíssima Eucaristia que será o nosso Alimento.

Renovemos a nossa fé no Sacrifício do Calvário, que vai ser aqui renovado misteriosamente.

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Saudação da Paz

 

A paz na terra nasce centro do coração de cada um de nós, pelo perdão generoso e pelo amor a Cristo presente em cada pessoa.

Obedecendo à Sua Palavra, que nos manda – antes de consumarmos o Sacrifício do altar – reconciliar com todos os que podem estar magoados connosco, exprimamos por um gesto litúrgico humilde a vontade de obedecermos ao Seu mandato.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Deus é magnânimo para com todos nós. Depois de ter oferecido a vida para nosso resgate, dá-Se-nos agora na Santíssima Eucaristia, como Alimento.

Recebamo-l’O com fé e amor, bem conscientes da nossa indignidade, e peçamos-Lhe que nos guarde para a vida eterna.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Sl 22, 1-2

Antífona da Comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou:   

Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da Comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Imitemos na vida de todos os dias a generosidade do Senhor para connosco, amando e servindo os nossos irmãos.

Que eles possam ver em nosso comportamento um vislumbre da beleza do rosto do Senhor.

 

Cântico final: O Senhor me apontará o caminho, F. da Silva, NRMS 69

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª Feira, 12-XI: Ajudar os outros a chegar ao Céu

Tit 1, 1-9 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

No caminho para a vida eterna, somos responsáveis pela felicidade dos outros, ajudando-os, por exemplo, a corrigir os seus defeitos: «Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o»; e a perdoar sem medida: «Não há limite nem medida para este perdão, essencialmente divino (Ev.)» (CIC, 2845).

S. Paulo sugere algumas virtudes para poder ajudar melhor o próximo: «deve ser irrepreensível, não pode ser arrogante, nem colérico. Deve ser hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, puro, aplicado à fiel exposição do ensino tradicional.

 

3ª Feira, 13-XI: A morte dos justos.

Tit 2, 1-8. 11-14 / Lc 17, 7-10

Depois de feitas todas as coisas que vos foram ordenadas, dizei: somos servos inúteis; só fizemos o que devíamos fazer.

A morte aparentemente é uma desgraça mas, de facto, é uma amiga, a chave da felicidade plena, a que possibilita uma mudança de casa, pois «a vida não é tirada, mas transformada» (Prefácio de defuntos).

Os que já estão na casa de Deus, os justos são os servos inúteis (Ev.), que fizeram apenas o que deveriam fazer, pois Deus quer que todos os homens se salvem: «A salvação ensina-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos e a viver com ponderação, justiça e piedade, no mundo presente» (Leit.).

 

4ª Feira, 14-XI: As curas realizadas por Cristo.

Tit 3, 1-7 / Lc 17, 11-19

Ao vê-los, Jesus disse-lhes: ide mostrar-vos ao sacerdote. E sucedeu que no caminho ficaram limpos.

As numerosas curas realizadas por Jesus têm um significado concreto: «As curas que fazia eram sinais da vinda do reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e a morte, mediante a sua Páscoa» (CIC, 1505).

Na verdade, «nós, antigamente, também éramos insensatos, rebeldes, etc.» (Leit.). Mas Deus salvou-nos pelo seu amor por nós; regenerou-nos e renovou-nos pelo Espírito Santo; derramou o Espírito Santo sobre nós para nos tornarmos, em esperança, herdeiros da vida eterna (Leit.).

 

5ª Feira, 15-XI: O reino de Deus e a sua presença em nós.

Flm 7-20 / Lc 17, 20-25

O reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá ‘está aqui ou ali’, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

«O reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo Encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O reino de Deus vem desde a santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O reino virá na glória, quando Cristo o entregar a seu Pai» (CIC, 2816).

O Senhor vem até nós na Comunhão, que é uma antecipação da glória do Céu. Participamos na Liturgia que se celebra na Jerusalém celeste, para a qual nos dirigimos como peregrinos e onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai.

 

6ª Feira, 16-XI: A vida eterna e a entrega aos outros.

2 Jo 1, 4-9 / Lc 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la.

A nossa preparação para a vida eterna exige uma vida de entrega: «Ela (a caridade) inspira-nos uma vida de entrega: Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la… (Ev.)» (CIC, 1889).

Um dos aspectos desta entrega é a vivência da caridade: «E agora vou fazer-te um pedido: tenhamos amor uns aos outros» (Leit.). Encontraremos diariamente muitas oportunidades de viver este amor ao nosso próximo nas relações familiares, nas relações profissionais, nas amizades, etc.

 

Sábado, 17-XI: A paciência na oração e na caridade.

3 Jo 5-8 / Lc 18, 1-8

Uma vez que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

«S. Lucas transmite-nos três parábolas sobre a oração. A segunda, a da viúva importuna (Ev.) está centrada numa das qualidades da oração: é preciso orar sem se cansar, com a paciência da fé» (CIC, 2613).

Deus tem igualmente uma infinita paciência connosco: não se cansa de nos perdoar os nossos pecados. Procuremos igualmente ter paciência no convívio com outros, procurando desculpar alguma inconveniência, dando bom acolhimento àqueles que se abeiram de nós: «devemos bom dar acolhimento a homens desses» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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