30º Domingo Comum

28 de Outubro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor que nos dais guarida, F. da Silva, NRMS 90-91

Sl 104, 3-4

Antífona de entrada: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos no fim de Outubro, mês das colheitas dos produtos do campo.

Socialmente vivemos um delicado período da vida do país. Como será o futuro?

Brevemente começará o mês de Novembro dedicado à oração pelos que faleceram e que já colheram o fruto das suas vidas.

Tudo isto nos convida a meditar na salvação cristã: a salvação terrena e a salvação eterna. A Palavra de Deus vai ajudar-nos a compreender e a viver essa salvação.

 

Deus nunca se afasta de nós. O pecado, sim, afasta-nos de Deus, fecha-Lhe a porta do nosso coração. Talvez por isso, depois de pecar, grave ou levemente, sentimos uma grande solidão.

Reconheçamos corajosamente os pecados cometidos, por pensamentos, palavras, obras e omissões, e voltemo-nos para Deus, por um sincero arrependimento.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•   Senhor Jesus, perdoai-nos o egoísmo

    que nos leva a pensar só em nossos problemas

    e a viver indiferentes aos sofrimentos dos irmãos,

    convertei-nos e tende piedade de nós.

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo, perdoai-nos a inconformidade

    perante as cruzes de cada dia,

    que nos faz andar abatidos e desconfiados do Vosso Amor,

    convertei-nos e tende piedade de nós.

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus, perdoai-nos a falta de Fé

    que nos leva a temer qualquer sofrimento

    e a não ter horror ao pecado, único mal,

    convertei-nos e tende piedade de nós.

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à Vida Eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jeremias profetiza em tempos conturbados, nos quais a sua nação está prestes a perder a independência. Antecipando-se ao desânimo dos seus concidadãos, abatidos pelo receio de que o Senhor os terá abandonado para sempre, anuncia-lhes que Deus os encherá de alegria, fazendo-os regressar do exílio à Terra da Promissão.

 

Jeremias 31, 7-9

7Eis o que diz o Senhor: «Soltai brados de alegria por causa de Jacob, enaltecei a primeira das nações. Fazei ouvir os vossos louvores e proclamai: 'O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel'. 8Vou trazê-los das terras do Norte e reuni-los dos confins do mundo. Entre eles vêm o cego e o coxo, a, mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz. É uma grande multidão que regressa. 9Eles partiram com lágrimas nos olhos e Eu vou trazê-los no meio de consolações. Levá-los-ei às águas correntes, por caminho plano em que não tropecem. Porque Eu sou um Pai para Israel e Efraim é o meu primogénito».

 

A 1ª leitura é como habitualmente escolhida em função do Evangelho; é tirada da parte do livro que os críticos chamam o «Livro da Consolação» (Jer 30 – 33), considerada o núcleo de toda a obra do Profeta de Anatot, onde se anuncia a futura restauração de Israel assente sobre um descendente de David (33, 15-17) e sobre uma nova Aliança, já não escrita em placas de pedra, mas nos corações (31, 31-34).

8-9 «Vou trazê-los das terras do Norte», isto é, da Assíria, cujo rei Salmanasar V conquistara o reino do Norte (Israel ou Efraím: v. 9), em 721, havia já cerca de um século. Os israelitas tinham sido deportados em massa não só para a Assíria, mas também para os mais diversos sítios: «os confins do mundo». Notar como é o próprio Deus quem reconduz os exilados, incapacitados de sair da sua miséria; por isso a salvação não fica reservada apenas ao soldado que combate e a quem tem capacidade para se deslocar por seus próprios pés: entre a multidão que regressa para fazer parte do futuro reino messiânico, vêm «o cego e o coxo, a mulher que vai ser mãe e a que já deu à luz»: é uma bela forma poética de exaltar a intervenção divina. O v. 9 faz lembrar o Salmo 126 (125), 5-6, um Salmo de peregrinações (gradual, ou das ascensões).

 

Salmo Responsorial     Sl 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)

 

Monição: Nós também estamos ainda fora da nossa verdadeira pátria que é o Céu. Jesus, com a Sua Doutrina, milagres, Paixão, Morte e Ressurreição, manifesta-nos a paternidade amorosa de Deus para com o Seu Povo que somos todos nós.

Por isso, ao escutarmos este anúncio de salvação, ao recebermos a confirmação de que o Senhor nunca nos abandona e quer tornar-nos felizes na terra e no Céu, entoemos também nós o Salmo responsorial como cântico de acção de graças.

 

Refrão:        Grandes maravilhas fez por nós o Senhor,

                     por isso exultamos de alegria.

 

Ou:               O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

 

Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,

parecia-nos viver um sonho.

Da nossa boca brotavam expressões de alegria

e dos nossos lábios cânticos de júbilo.

 

Diziam então os pagãos:

«O Senhor fez por eles grandes coisas».

Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,

estamos exultantes de alegria.

 

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,

como as torrentes do deserto.

Os que semeiam em lágrimas

recolhem com alegria.

 

À ida vão a chorar,

levando as sementes;

à volta vêm a cantar,

trazendo os molhos de espigas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O autor da carta aos Hebreus fala-nos do Sacerdócio supremo e único de Cristo: chamado pelo Pai, Ele é indispensável para a nossa salvação, tem uma natureza humana como a nossa e exerce a mediação entre Deus e os homens.

Com Jesus ao nosso lado, constituído nosso Mediador, que poderemos temer?

 

Hebreus 5, 1-6

1Todo o sumo sacerdote, escolhido de entre os homens, é constituído em favor dos homens, nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2Ele pode ser compreensivo para com os ignorantes e os transviados, porque também ele está revestido de fraqueza; 3e, por isso, deve oferecer sacrifícios pelos próprios pecados e pelos do seu povo. 4Ninguém atribui a si próprio esta honra, senão quem foi chamado por Deus, como Aarão. 5Assim também, não foi Cristo que tomou para Si a glória de Se tornar sumo sacerdote; deu-Lha Aquele que Lhe disse: «Tu és meu Filho, Eu hoje Te gerei», 6e como disse ainda noutro lugar: «Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec».

 

O v. 1 é uma bela e válida síntese do que é ser sacerdote. Os vv. 1-4, começam por descrever as características gerais dum sumo sacerdote, um sacerdote do A. T., para depois demonstrar como Jesus cumpriu cabalmente as exigências desta figura de sacerdote. A leitura de hoje apenas desenvolve a última característica: a vocação divina (v. 4). Como Aarão, que foi escolhido por Deus (cf. Ex 28, 1), assim também Jesus não se arrogou por si próprio a honra de se tornar Sumo Sacerdote (v. 5), pois Ele, sendo o Filho de Deus anunciado no Salmo 2, 7, é constituído Sacerdote de uma natureza superior à do sacerdócio levítico, pois cumpre a figura do Salmo 110 (109), 4, um Salmo considerado messiânico pelos próprios judeus: «sacerdote para sempre à maneira de Melquisédec». Mais adiante explicar-se-á a razão da superioridade do sacerdócio de Melquisédec, no capítulo 7, de que vamos ter um pequeno trecho no próximo Domingo.

 

Aclamação ao Evangelho          cf. 2 Tim 1, 10

 

Monição: Quando o Evangelho nos é anunciado, Cristo passa, falando-nos da salvação eterna.

Façamos nossa a oração do cego de nascença, pedindo-Lhe que aumente a nossa Fé,

e aclamemo-1'O cantando aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte

e fez brilhar a vida por meio do Evangelho.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 10, 46-52

Naquele tempo, 46quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. 47Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». 48Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». 49Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». 50O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. 51Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?» O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». 52Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou». Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho.

 

A vivacidade da narração e o colorido próprio do Evangelho de S. Marcos encontram aqui um exemplo típico. Assim há uma série de pormenores que não aparecem nos relatos paralelos de Mateus e Lucas: a referência aos discípulos (v. 46), o nome do cego com a sua respectiva tradução (v. 46), as palavras que dizem os que chamam o cego (v. 49: «Coragem! Levanta-te que Ele está a chamar-te»), e também o gesto de o cego largar a capa e de se levantar dum salto (v. 50), bem como a forma de ele se dirigir a Jesus com a delicada expressão «rabbuní» (v. 51), em vez da forma seca rabbí. Todos estes pormenores, bem como aqueles que são comuns aos restantes Sinópticos, reforçam o valor histórico do Evangelho, especialmente a referência ao nome do miraculado, coisa rara nos relatos evangélicos. S. Marcos não foi certamente uma testemunha ocular do facto, mas, ao registar todos estes detalhes, teve em conta o Evangelho como era pregado por Pedro, de quem foi companheiro e colaborador, que Papias chama «o intérprete de Pedro».

Na passagem paralela, S. Mateus fala de dois cegos que Jesus curou, ao sair de Jericó. S. Lucas fala da cura de um, ao entrar em Jericó, ao passo que S. Marcos diz: «Quando Jesus ia a entrar em Jericó» (v. 46). Se queremos valorizar todos estes pormenores, podemos recorrer à explicação habitual da discrepância: trata-se de dois cegos diferentes; e S. Mateus, de acordo com o seu hábito de sintetizar e simplificar, fala da cura dos dois de uma só vez, quando saía de Jericó.

A insistência dos Evangelhos na cura de invisuais – com mais de uma dezena de referências – parece que se deve não apenas à frequências deste tipo de doentes, mas também a uma intenção teológica dos evangelistas, de modo a que assim fique patente que Jesus é a luz do mundo, como aparece expressamente no capítulo 9 de S. João na cura do cego (Jo 9, 5; cf. Jo 1, 9; 8, 12; 12, 35-36). Jesus vem iluminar os corações com a luz da fé – «a tua fé te salvou» (v. 52) – vem curá-los, purificando-os; com efeito «o fundo dos olhos é o coração» (R. Guardini); e, sem um coração limpo, não há olhos sãos. Também se pode ver uma intenção didáctica no pormenor de mostrar como o cego deixa de estar à beira do caminho (v. 46), para «seguir Jesus pelo caminho» (v. 52); este é o rumo que toma quem se deixa curar por Jesus; «caminho» tornou-se mesmo uma expressão para designar a fé e a vida cristã (cf. Act 9, 2; 18, 25.26; 19, 9.23; 22, 4; 24, 14).

 

Sugestões para a homilia

 

1. A primeira leitura recorda-nos a alegria do regresso do antigo povo de Israel, após anos de opressão da Assíria. Ó profeta anuncia essa libertação, refere expressamente a alegria das mães e do povo humilde, os coxos e os doentes: soltam brados de alegria. Noutro contexto, o Evangelho refere a cena de um cego que salta de alegria ao ver-se curado da cegueira e segue atrás de Jesus. Temos assim duas libertações trazidas por Deus: a libertação do povo e de cada pessoa.

A segunda leitura vai para além da libertação dos males sociais e físicos, e fala das doenças das consciências, aquilo que a Bíblia chama o pecado e ensina que os sacerdotes devem oferecer sacrifícios pelos pecados.

Os dois planos andam cruzados, de modo que um influi no outro, e as consciências devem interrogar-se sobre a responsabilidade social.

 

2. O Concílio, de que estamos a celebrar os cinquenta anos, pede aos cristãos que se interessem pelas questões sociais e as olhem com olhos da fé. O cristão deve interessar-se por esta dupla salvação - a melhoria social do povo e a salvação eterna*[ CC3] : «Afastam-se da verdade os que pensam poder descurar os seus deveres terrenos, quando é a própria fé que os obriga a cumpri-los mais fielmente. Mas não erram menos os que julgam poder entregar-se às atividades terrenas como se fossem alheias à vida religiosa». Embora «o progresso terreno seja distinto do crescimento do Reino de Cristo, ele tem muita importância para o reino de Deus» (GS 39,43).

Essas duas atividades não devem caminhar uma ao lado da outra, mas unidas na mesma consciência. No antigo povo de Israel os profetas pregavam aos reis, aos sacerdotes e ao povo as responsabilidades sociais e as religiosas. Hoje há a tendência para separar demasiado as questões sociais da consciência religiosa, como se uma coisa nada tivesse a ver com a outra. Há mais de cinquenta anos dizia um grande pensador e leigo cristão que o drama da vida política é que ela ignora a ideia de pecado (J.Maritain), isto é, separa demasiado a vida social e a consciência religiosa, de modo que nem a vida política quer aceitar o olhar da consciência nem a fé influi a vida política a sério. Há muitos cristãos que se confessam das faltas religiosas e deixam de lado as responsabilidades sociais, e entre os que assumiram tarefas sociais e políticas muitos não as relacionam com Deus.

 

3. Essa união das atividades sociais e da fé religiosa não se faz pela união das autoridades respetivas Toda a atividade social agrada ou desagrada a Deus, e a atitude religiosa deve refletir-se na atividade humana e social.

Naturalmente, no parlamento, nos comícios políticos, nas assembleias das empresas e nas reuniões dos sindicatos, o cristão não pode usar a linguagem religiosa e falar de pecado, mas, pessoalmente, deve interrogar-se como é que está a viver o seu empenho na vida politica, empresarial e sindical, que processos utiliza e que exigências anda a fazer. O cristão tem de ir além da moral dos partidos e dos sindicatos, interrogar-se sobre o que é que Deus lhe pede em cada momento. Desgraçadamente, não é isso que acontece: as pessoas vestem a capa do partido ou do sindicato e não se interrogam se essas capas não encobrirão ambições e processos desonestos.

O cristão tem de perceber donde vêm esses «enormes desequilíbrios do ser humano que o tornam, ao mesmo tempo, poderoso e fraco, capaz do melhor e do pior, da liberdade ou da escravidão, da fraternidade ou do ódio». Ainda há poucas semanas o homem foi capaz de fazer chegar a Marte um robô engenhoso e, todavia, não é capaz de resolver na Terra a guerra entre povos nem de acudir à fome de multidões. «Esse desequilíbrio nasce de outro desequilíbrio mais fundo que radica no coração do homem, no orgulho e egoísmo que pervertem o ambiente social» (GS25). Esse desequilíbrio existe no empresário e no empregado, no patrão e no sindicalista, no governante e no governado, com tendências de orgulho, ganância, inveja, artifícios e formas encapotadas de preguiça e de egoísmo». As pessoas não querem ver isso, e pensam resolver tudo unicamente com lutas, boicotes e greves, usando todos os ardis de linguagem e do voto, da mentira e da falsidade, e a nada disso chamam pecado!

 

4. Durante séculos, os cristãos fixaram a sua atenção na eternidade e nas almas do Purgatório. O Concílio pede que, sem deixar aquele belo costume, nos empenhemos também na salvação política e social do país, e façamos isso como um dever de consciência religiosa, recorrendo aos meios humanos e aos meios espirituais, e examinando sempre se os meios humanos estão a ser justos e apropriados. Todos os domingos pedimos na «Oração Universal» a ajuda para os governantes e para os cidadãos e, geralmente, esse pedido inclui a conversão interior. A Igreja coloca-se acima dos partidos e dos sindicatos, convida-nos a ver as coisas a partir da fé e a interrogar-se sobre o que é que Deus pede a cada um de nós em cada momento. A atividade política é fonte de enormes tentações, mas também pode gerar santos como S Tomás Moro.

Como o antigo povo de Israel, temos de ver o que na vida do país é fruto da nossa ignorância e dos nossos pecados. Como o ego de Jericó, temos de pedir ao Senhor que nos ajude a ver o mundo, para sabermos caminhar com Jesus pelo caminho da verdade.

 

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Aproveitemos, irmãos, esta proximidade com Jesus,

que nos é dado viver na Santa Missa,

e apresentemos, por Ele, ao Pai,

as nossas aspirações e as de todos os homens.

 

1. Pelo Papa, supremo Pastor da Igreja,

    Cristo que passa, convidando à salvação:

    para que o Senhor lhe conceda a graça

    de ser escutado por todos os homens,

    oremos, irmãos.

 

2.  Pelos Bispos de todo o mundo,

    com os Sacerdotes e Diáconos, seus cooperadores:

    para que nos recordem a vida de Jesus

    na sua entrega à missão que lhes foi confiada,

    oremos, irmãos.

 

3.  Por todos os que não têm a luz da Fé,

    porque a não receberam ou a deixaram apagar:

    para que Jesus, presente na Sua Igreja,

    os cure da cegueira em que se encontram,

    oremos, irmãos.

 

4.  Pelos jovens que sentem mais vivamente

    as suas carências e as injustiças do mundo:

    para que ponham em Jesus a sua esperança

    e se animem a edificar uma nova sociedade,

    oremos, irmãos.

 

5.  Pelos que, perdidos no exílio do pecado,

    sentem a saudade da Casa do Pai:

    para que, cheios de confiança em Jesus Cristo,

    empreendam o caminho de regresso a Deus,

    oremos, irmãos.

 

6.  Pelas almas dos nossos irmãos

    que se purificam no Purgatório:

    para que, por mediação da Mãe do Céu,

    possam entrar, quanto antes, na eternidade feliz,

    oremos, irmãos.

 

Senhor, que estais connosco na terra

para nos conduzirdes à Casa do Pai:

ajudai-nos a tomar consciência

da Vossa presença junto de nós,

para recorrermos a Vós cheios de confiança.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Sois, Jesus, o meu Deus, M. Borda, NRMS 107

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, 99-100

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor está próximo dos que O procuram. Neste momento está presente sobre o Altar, verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade, e quer ser o nosso alimento. Façamos um acto de Fé na Sua Presença Real e, se estamos preparados, aproximemo-nos a recebê-1'O com toda a reverência e amor que nos é possível.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Sl 19, 6

Antífona da Comunhão: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.

Ou:    Ef 5, 2

Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantai Comigo, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da Comunhão: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estejamos mais atentos à presença de Jesus em nossos caminhos. E levemos os homens, nossos irmãos, ao Seu encontro.

 

Cântico final: Exultai de alegria no Senhor, F. da Silva, NRMS 87

 

 

Homilias Feriais

 

30ª SEMANA

 

2ª Feira, 29-X: Levantar os olhos para o Céu.

Ef 4, 32-5, 8 / Lc 13, 10-17

Apareceu então uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos: andava curvada.

Esta mulher que andava curvada (Ev.) é o símbolo daqueles que não conseguem levantar os olhos da terra, para poderem olhar para Deus, para verem as coisas com os olhos da fé. Esta ajuda a ver as pessoas como Deus as vê.

Cristo ajuda-nos: «entregou-se a si mesmo por nós, oferecendo-se como vítima agradável a Deus» (Leit.); libertou-nos das escravidões e tornou-nos filhos de Deus; fez-nos participantes da natureza divina e da vida eterna. É altura de nos comportarmos como verdadeiros filhos de Deus: «comportai-vos como filhos da luz» (Leit.).

 

3ª Feira, 30-X: O fermento na vida familiar

Ef 5, 21-33 / Lc 13, 18-21

O Reino de Deus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha.

Todos somos enviados por Deus para a construção do seu Reino, à maneira de fermento que faz crescer o amor de Deus no ambiente que nos rodeia. Esta força do fermento provém da união com Cristo.

De um modo particular, poderíamos concretizar como ser melhor fermento na vida familiar (Leit.). O modelo que nos é apresentado é o amor com que Cristo amou a Igreja: «Ele entregou-se à morte por ela, a fim de a santificar» (Leit.). Cada dia há sempre oportunidades de os esposos se amarem mais: na ajuda mútua, no carinho, etc.

 

4ª Feira, 31-X: A vivência do 4º mandamento.

Ef 6, 1-9 / Lc 13, 22-30

Jesus disse aos presentes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita.

A vontade de Deus é que todos se salvem. Mas para isso, pede-nos que entremos pela porta estreita. Esta afirmação «é um apelo ao sentido de responsabilidade, com que o homem deve usar da sua liberdade e, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: ‘Entrai pela porta estreita’ (Ev.)» (CIC, 1036).

Uma aplicação concreta pode ser o modo como vivemos o 4º mandamento (Leit.): a obediência dos filhos; a educação que os pais dão aos filhos, inspirados pelo Senhor; o espírito de serviço, como se fosse para Deus.

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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