29º Domingo Comum

D. M. das Missões

21 de Outubro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, Senhor, vinde em meu auxílio, A. Cartageno, NRMS 90-91

Sl 16, 6.8.9

Antífona de entrada: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje celebramos o Dia Missionário Mundial. A Santa Igreja convida-nos a espevitar o nosso ardor missionário, sentindo a urgência de trabalhar para que todos conheçam e amem a Cristo.

 

Avivemos a nossa fé e examinemo-nos de tantas omissões no campo do apostolado que o Senhor confiou a todos.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías fala do Messias que havia de vir e da salvação que alcançará para todos os homens, através da oferta de Si mesmo em sacrifício.

 

Isaías 53, 10-11

10Aprouve ao Senhor esmagar o seu Servo pelo sofrimento. Mas, se oferecer a sua vida como vítima de expiação, terá uma descendência duradoira, viverá longos dias, e a obra do Senhor prosperará em suas mãos. 11Terminados os sofrimentos, verá a luz e ficará saciado. Pela sua sabedoria, o Justo, meu Servo, justificará a muitos e tomará sobre si as suas iniquidades.

 

Temos apenas 2 versículos do IV canto dos Poemas do Servo de Yahwéh (Is 52, 13 – 53, 12); de todos os quatro é o mais impressionante, o mais comentado e o mais meditado no cristianismo. Surpreende vivamente o leitor o facto de se apresentar o triunfo e glorificação do servo sofredor, precisamente por meio do seu sofrimento e humilhação; mais ainda, ele assume as nossas dores e misérias com o fim de as curar, a chamada «expiação vicária», uma concepção teológica deveras original. As tentativas de identificação deste «servo» passaram por várias fases. O judaísmo alexandrino viu nele o povo de Israel sofrendo as tribulações da diáspora, mas alentado pela esperança da sua exaltação, ao passo que o judaísmo palestino via na sua glorificação o futuro messias, mas os sofrimentos eram referidos ao castigo dos gentios; em Qumrã o texto era aplicado ao Mestre da Justiça, o provável fundador da seita. A interpretação cristã é unânime em reconhecer neste servo de Yahwéh a Jesus na sua dolorosa Paixão, Morte e Ressurreição pela salvação de todos. O texto é-nos proposto neste Domingo em função do Evangelho: «o Filho do Homem veio para servir e dar a vida pela salvação de todos» (Mc 10, 45). 

 

Salmo Responsorial     Sl 32 (33), 4-5.18-19.20.21 (R. 22)

 

Monição: O salmo canta a salvação de Deus para os Seus fiéis.

 

Refrão:        Desça sobre nós a vossa misericórdia,

                     porque em Vós esperamos, Senhor.

 

A palavra do Senhor é recta,

da fidelidade nascem as suas obras.

Ele ama a justiça e a rectidão:

a terra está cheia da bondade do Senhor.

 

Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem,

para os que esperam na sua bondade,

para libertar da morte as suas almas

e os alimentar no tempo da fome.

 

A nossa alma espera o Senhor:

Ele é o nosso amparo e protector.

Venha sobre nós a vossa bondade,

porque em Vós esperamos, Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A Carta aos Hebreus apresenta-nos Jesus como nosso Sumo Sacerdote, muito perto de Deus e muito perto de nós.

 

Hebreus 4, 14-16

Irmãos: 14Tendo nós um sumo sacerdote que penetrou os Céus, Jesus, Filho de Deus, permaneçamos firmes na profissão da nossa fé. 15Na verdade, nós não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas. Pelo contrário, Ele mesmo foi provado em tudo, à nossa semelhança, excepto no pecado. 15Vamos, portanto, cheios de confiança ao trono da graça, a fim de alcançarmos misericórdia e obtermos a graça de um auxílio oportuno.

 

O autor, depois de já ter proclamado a superioridade de Cristo sobre os Anjos (1, 5 – 2, 18) e sobre Moisés (3, 1 – 4, 11), começa agora a expor que Ele – Sumo Sacerdote da Nova Aliança – é superior aos sacerdotes da antiga. Já tinha apresentado este sumo sacerdote da nossa fé como sendo «digno de crédito» (3, 1.6), o que nos estimula a que «permaneçamos firmes na fé que professamos» (v. 14); agora passa a apresentar outra sua qualidade, «a misericórdia», que nos inspira a máxima confiança.  Com efeito, Jesus, ao contrário do sumo sacerdote da Lei antiga, que era uma figura distante e separada dos pecadores (recordem-se as exigências do Levítico: Lv 21); Jesus é «capaz de se compadecer das nossas fraquezas», porque Ele mesmo «foi provado em tudo como nós, excepto no pecado» (cf. 1ª leitura do IV Canto do Servo de Yahwéh).

14 «Que penetrou os Céus». Jesus – o novo Josué (o nome hebraico é o mesmo: «Yehoxúa‘») segundo a referência do v. 8 – já penetrou no descanso da nova terra prometida, os Céus, tendo-nos deixado aberta a entrada, que atingiremos, se não formos infiéis como os antigos israelitas (daí o apelo a conservar a fé, com firmeza). Por outro lado, o texto sugere uma referência ao Yom-Kipur, ou Dia da Expiação, em que o sumo sacerdote penetrava no Santo dos Santos (imagem dos Céus) através dos dois véus do santuário, a fim de expiar os pecados do povo.

16 «Trono da graça». Esta expressão parece inspirada no «trono da glória» de que se fala no A. T. (1 Sam 2, 8; Is 22, 23; Jer 14, 21; 17, 12; Sir 47, 11), o que terá influenciado a variante de dois códices da Vulgata, que registam thronum gloriæ. É interessante notar que, segundo os rabinos, Deus tinha dois tronos: o da justiça e o da misericórdia. O trono de Jesus, de que se falou em 1, 8, já não aparece como o trono de justiça do Salmo 45, 7 ali citado, mas é o da misericórdia, o «trono da graça», a que podemos recorrer «cheios de confiança».

 

 

Aclamação ao Evangelho          Mc 10, 45

 

Monição: Jesus fala da verdadeira grandeza que está em servir os outros. Vamos ouvir com atenção.

 

Aleluia

 

Cântico: F. Silva, NRMS 35

 

O Filho do homem veio para servir

e dar a vida pela redenção de todos.

 

 

Evangelho

 

*[GC2] Forma longa: São Marcos 10, 35-45        Forma breve: São Marcos 10, 42-45

[Naquele tempo, 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». 36Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?» 37Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». 38Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?» 39Eles responderam-Lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. 40Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». 41Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João.]

42esus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. 43Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, 44e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; 45porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

 

Jesus vai a caminho de Jerusalém (cf. 10, 32-33). Apesar dos três anúncios da Paixão, os discípulos, embora com uma certa sensação de medo (ibid.), não deixam de pensar que muito em breve o anunciado reino de Deus se irá manifestar (cf. Lc 19, 11), pois todo o seu interesse se fixava nisto. Antes que alguém lhes passe à frente, os dois irmãos, Tiago e João (Mt fala da mãe), sem atenderem à figura ridícula que faziam e à tensão e inveja a provocar nos colegas (v. 41), atrevem-se a tentar que o Mestre se comprometa com eles, garantindo-lhes os primeiros postos no reino, que imaginam terreno. Isto vai dar lugar a que Jesus os corrija, mas sem os humilhar, e deixe um ensinamento muitíssimo importante para todos e para sempre (vv. 42-45); neste sentido ensina o Vaticano II, GS 3: «Nenhuma ambição terrena move a Igreja, mas unicamente este objectivo: continuar (…) a obra de Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (…), para servir, e não para ser servido». Assim também fica reprovado o servir-se da Igreja, em vez de a servir. A grandeza do discípulo de Cristo é servir desinteressadamente, como fez o Mestre (cf. Jo 13, 14-17).

38-39 «Beber o cálice… receber o baptismo», neste contexto, são duas imagens do sofrimento e da morte (cf. Lc 12, 50; Is 51, 17-23; Mc 14, 36; Salm 42, 8; 69, 2-3.15-15). A generosidade e audácia dos dois agradou a Jesus, que lhes promete virem a participar do seu destino doloroso – «beber o cálice» –, mergulhados no mistério do seu sofrimento – «baptismo». De facto, Tiago foi martirizado em Jerusalém pelo ano 44 (Act 12, 2), por Herodes Agripa I; João foi preso e flagelado em Jerusalém (Act 4, 3; 5, 40-41), sofreu mais tarde o exílio na ilha de Patmos (cf. Apoc 1, 9), mas nada se sabe de seguro sobre o seu problemático martírio.

40 «Não me pertence a Mim concedê-lo». A expressão não implica inferioridade de Jesus, como pretendiam os arianos; não é que falte poder a Jesus; Ele é que, fazendo tudo o que faz o Pai e com o mesmo poder, nada faz com independência do Pai (cf. Jo 5, 17-30). Segundo a explicação habitual, os dois dirigiram-se a Jesus como o Messias ao instaurar o reino, e, enquanto tal, Ele não faz mais do que executar o projecto divino.

 

 

Sugestões para a homilia

 

Conservemos com firmeza a fé

Quem quiser tornar-se grande

Vamos ao trono da graça

 

Conservemos com firmeza a fé

O Santo Padre inaugurou há poucos dias o Ano da Fé. Para celebrar os 50 anos do começo do Concílio Vaticano II, o papa convida-nos a todos a conhecer melhor a nossa fé e vivê-la melhor em nossa vida.

Para o conseguirmos sugeriu-nos estudar melhor o Catecismo da Igreja Católica, um dos frutos do Concílio publicado há 20 anos. Ali encontramos a doutrina de Jesus confiada à Sua Igreja e garantida pela sua autoridade.

Um dos problemas graves do nosso tempo é a ignorância religiosa, mesmo entre os que foram baptizados. As famílias descuidaram-se na tarefa de difundir a fé. As catequeses paroquiais contentam-se muitas vezes em entreter as crianças e jovens sem procurar que conheçam bem as verdades reveladas e as fixem na sua memória.

Muitos cristãos não se preocupam a sério em conhecer melhor os ensinamentos de Jesus. Depois andam à deriva seguindo as opiniões mais disparatadas que ouvem na rua, na televisão ou até de algum eclesiástico mais requisitado pelos meios de comunicação social.

«Sem fé é impossível agradar a Deus» – diz a Sagrada Escritura. (Heb 11,6).

Sem fé andamos à deriva sem saber para onde caminhamos, porque só Cristo tem palavras de vida eterna. Só nEle encontramos a salvação. O mesmo é dizer que só Ele nos pode tornar felizes já neste mundo e, depois da morte, na eternidade.

Temos de defender-nos dos vendedores da banha da cobra, que antigamente nas feiras enganavam os papalvos e que hoje através de livros chamativos procuram ganhar muito dinheiro e confundir os ingénuos.

Temos de pedir ao Senhor que nos dê, como ensinava um sacerdote santo do nosso tempo, fé de meninos, sabedoria de teólogos e piedade de velhinhas (S.Josemaria). Fé de meninos, que aceitam sem duvidar o que a mãe lhes ensina. Assim tem de ser a nossa fé perante os ensinamentos de Jesus.

Sabedoria de teólogos, procurando estudar com profundidade as verdades reveladas por Deus.

Piedade de velhinhas, para poder penetrar nas verdades recebidas, nesse convívio pessoal e íntimo com Deus. Se não rezamos ficamos em teorias e só dizemos disparates, mesmo que sejamos grandes doutores.

Por isso a Carta aos Hebreus nos continua a lembrar: ”Conservemos pois com firmeza a fé que professamos” (2ª leit.).Para conservar a fé temos de ouvir com atenção a Palavra de Deus em cada domingo. Temos de ler a Sagrada Escritura, sobretudo os Evangelhos. Sabendo calar a televisão em nossas casas, sem nos submetermos à sua tirania.

Temos de comprar, ler e estudar o Catecismo da Igreja Católica, com doutrina clara segura e agradável de ler.

Para conservar e fortalecer a nossa fé havemos de procurar transmiti-la àqueles que nos rodeiam. Assim faziam os primeiros cristãos, como nos lembra o livro dos Actos dos Apóstolos. Mesmo quando perseguidos procuravam falar de Jesus aos seus amigo e conhecidos. Após o martírio de S.to Estêvão espalharam-se pelas terras de Israel e rapidamente se formaram comunidades cristãs em vários lugares. S.Pedro, chefe da Igreja, viu-se obrigado a ir visitar essas comunidades e confirmá-las na fé.

Uma fogueira acesa, mesmo pequena, espalha o fogo à sua volta, como vimos no verão passado. Nós levamos um fogo bendito que não destrói mas que aquece os corações e os enche da luz de Deus. Muitos cristãos, por desgraça, são fogueiras apagadas, que não dão luz e calor. Por isso o mundo actual anda às escuras e a tremer de frio.

Hoje celebra-se o Dia Mundial das Missões, lembrando-nos que todos os cristãos têm de ser missionários. Em Roma está a decorrer o Sínodo sobre a Nova Evangelização, convidando a todos os cristãos a renovar o entusiasmo pela sua fé e animando-os a levá-la a todos os ambientes das terras que já foram cristãs.

Quem quiser tornar-se grande

Muitos pensam que podem ser felizes buscando as glórias humanas. Ser grande é para eles ocupar um lugar de destaque na sociedade. Os Apóstolos sentiram também essa tentação, como nos relatava o Evangelho.

Jesus explica-lhes a maneira de ser grandes de verdade: servir a Deus e, por amor dEle, servir os outros. Essa é a verdadeira grandeza que está ao alcance de todos. «Quem entre vós quiser tornar-se grande tem de ser vosso servo e quem entre vós quiser ser o primeiro tem de ser escravo de todos» (Ev.).

Ele dá-nos o exemplo. «Não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida como resgate pela multidão».

Temos de levar Cristo aos que nos rodeiam. Sem medo dos sacrifícios. Dispostos a beber o cálice que Ele bebeu, unindo-nos à Sua Paixão, como fizeram os Apóstolos. Tiago deu a vida por Jesus em Jerusalém, pelo ano 42. Herodes mandou cortar-lhe a cabeça por ódio a Cristo e para agradar aos judeus. Já tinha vindo antes à Espanha pregar o Evangelho, sem olhar a perigos e sacrifícios.

Temos de pedir a Jesus nos dê a têmpera desses homens. Também hoje muitos cristãos têm de sofrer pela sua fé. Deus permite as perseguições e serve-se do exemplo de valentia desses homens e mulheres para abrir os olhos a tantas pessoas do nosso tempo. Continua a ser verdade a afirmação dum escritor dos primeiros séculos, Tertuliano: “Sangue de mártires é semente de cristãos”.

O Santo Padre canoniza hoje em Roma vários santos. Souberam dar testemunho da sua fé com o seu exemplo e alguns deles com o seu martírio: um sacerdote, religiosas, e um leigo catequista.

O mundo de hoje necessita de evangelizadores. O Sínodo dos bispos, reunido em Roma, fala-nos duma nova evangelização. É preciso pregar o Evangelho em tantos lugares que já foram cristãos e hoje estão a viver na escuridão do paganismo. Todos somos chamados a essa nova evangelização.Com a nossa palavra, com o nosso exemplo, com a nossa oração, com os nossos sacrifícios.

E também com o nosso dinheiro. Sabendo dar generosamente apesar da falada crise, para pôr à disposição de tantas obras apostólicas e missionárias meios materiais para difundir a fé.

Vamos ao trono da graça

Este trabalho depende da nossa boa vontade, do nosso espírito de iniciativa. Mas depende em primeiro lugar da graça de Deus. «Vamos pois, cheios de confiança -diz-nos a Carta aos Hebreus – ao trono da graça a fim de alcançar a graça de um auxílio oportuno» (2ª leit.).Temos de rezar e todos podemos fazê-lo. É a primeira arma para a nova evangelização e está ao alcance de todos.

Temos de levar a salvação a toda a parte. Deus quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Mas conta com a colaboração de cada um de nós.

O Catecismo da Igreja Católica lembra no nº 846:

 

«FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO»

“Como deve entender-se esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo-Cabeça pela Igreja que é o seu Corpo:

O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De facto, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Baptismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Baptismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar» (Lumen Gentium, 14:).”

 

E mais adiante lembra no nº 863:

Toda a Igreja é apostólica, na medida em que, através dos sucessores de Pedro e dos Apóstolos, permanece em comunhão de fé e de vida com a sua origem. Toda a Igreja é apostólica, na medida em que é «enviada» a todo o mundo. Todos os membros da Igreja, embora de modos diversos, participam deste envio. «A vocação cristã é também, por natureza, vocação para o apostolado». E chamamos «apostolado» a «toda a actividade do Corpo Místico» tendente a «alargar o Reino de Cristo à terra inteira (Apostolicam actuositatem, 2).”

 

A Igreja celebrou em 20 de Setembro a festa dos mártires da Coreia, S.to André Kim Taegon, S.Paulo, Chong Hasang e outros martirizados por volta de 1866.E lembrava a sua biografia que a fé cristã foi introduzida pelos leigos na Coreia por volta de 1600.Só em 1838 conseguiram entrar os primeiros sacerdotes. Os leigos tinham sido os grandes missionários naquele pais que hoje vê aumentar rapidamente o número de católicos.

Peçamos a nossa Senhora neste mês do Rosário um novo Pentecostes para a Igreja, para a Nova Evangelização a que o Santo Padre nos convida.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE BENTO XVI

PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2012

 

«Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade» (Carta ap. Porta fidei, 6)

 

 Queridos irmãos e irmãs!

Neste ano, a celebração do Dia Mundial das Missões reveste-se dum significado muito particular. A ocorrência do cinquentenário do inicío do Concílio Vaticano II, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos cujo tema é a nova evangelização concorrem para reafirmar a vontade da Igreja se empenhar, com maior coragem e ardor, na missio ad gentes, para que o Evangelho chegue até aos últimos confins da terra.

Com a participação dos Bispos católicos vindos de todos os cantos da terra, o Concílio Ecuménico Vaticano II constituiu um sinal luminoso da universalidade da Igreja pelo número tão elevado de Padres conciliares que nele se congregou, pela primeira vez, provenientes da Ásia, da África, da América Latina e da Oceânia. Tratava-se de Bispos missionários e Bispos autóctones, Pastores de comunidades disseminadas entre populações não-cristãs, que trouxeram para a Assembleia conciliar a imagem duma Igreja presente em todos os continentes e se fizeram intérpretes das complexas realidades do então chamado «Terceiro Mundo». Enriquecidos com a experiência própria de Pastores de Igrejas jovens e em vias de formação, apaixonados pela difusão do Reino de Deus, eles contribuíram de maneira relevante para se reafirmar a necessidade e a urgência da evangelização ad gentes e, consequentemente, colocar no centro da eclesiologia a natureza missionária da Igreja.

Eclesiologia missionária

Hoje uma tal visão não esmoreceu; antes, tem conhecido uma fecunda reflexão teológica e pastoral e, ao mesmo tempo, repropõe-se com renovada urgência, porque aumentou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo. «Os homens, à espera de Cristo, constituem ainda um número imenso», afirmava o Beato João Paulo II na Encíclica Redemptoris missio sobre a validade permanente do mandato missionário; e acrescentava: «Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus» (n. 86). Por minha vez, ao proclamar o Ano da Fé, escrevi que Cristo «hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra» (Carta ap. Porta fidei, 7). E esta proclamação – como referia o Servo de Deus Paulo VI, na Exortação apostólica Evangelii nuntiandi – «não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é um dever que lhe incumbe, por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos. Sim, esta mensagem é necessária; ela é única e não poderia ser substituída» (n. 5). Por conseguinte, temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs, que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.

Por isso não surpreende que tanto o Concílio Vaticano II como o Magistério sucessivo da Igreja insistam, de modo especial, sobre o mandato missionário que Cristo confiou aos seus discípulos e que deve ser empenho de todo o Povo de Deus: Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos. O cuidado de anunciar o Evangelho em toda a terra compete, primariamente, aos Bispos enquanto responsáveis directos da evangelização no mundo, quer como membros do Colégio Episcopal, quer como Pastores das Igrejas particulares. Efectivamente, eles «foram consagrados não apenas para uma diocese, mas para a salvação de todo o mundo» (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 63), sendo o Bispo «um pregador da fé, que conduz a Cristo novos discípulos» (Ad gentes, 20) e «torna presentes e como que palpáveis o espírito e o ardor missionário do Povo de Deus, de maneira que toda a diocese se torna missionária» (Ibid., 38).

A prioridade da evangelização

Assim, para um Pastor, o mandato de pregar o Evangelho não se esgota com a solicitude pela porção do Povo de Deus confiada aos seus cuidados pastorais, nem com o envio de qualquer sacerdote, leigo ou leiga fidei donum. O referido mandato deve envolver toda a actividade da Igreja particular, todos os seus sectores, em suma, todo o seu ser e operar: indicou-o claramente o Concílio Vaticano II, e o Magistério sucessivo reiterou-o com vigor. Isto exige que estilos de vida, planos pastorais e organização diocesana se adeqúem, constantemente, a esta dimensão fundamental de ser Igreja, sobretudo num mundo como o nosso em contínua transformação. E o mesmo vale para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e também para os Movimentos eclesiais: todos os elementos que compõem o grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente interpelados pelo mandato de pregar o Evangelho para que Cristo seja anunciado em toda a parte. Nós, Pastores, com os religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos seguir as pegadas do apóstolo Paulo, o qual, «prisioneiro de Cristo pelos gentios» (Ef 3, 1), trabalhou, sofreu e lutou para fazer chegar o Evangelho ao meio dos gentios (cf. Col 1, 24-29), sem poupar energias, tempo e meios para dar a conhecer a Mensagem de Cristo.

Também hoje a missão ad gentes deve ser o horizonte constante e o paradigma de toda a actividade eclesial, porque a própria identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revelou em Cristo para nos dar a salvação, e pela missão de O testemunhar e anunciar ao mundo até ao seu regresso. Como São Paulo, devemos ser solícitos pelos que estão longe, por quantos ainda não conhecem Cristo nem experimentaram a paternidade de Deus, conscientes de que «a cooperação se alarga hoje para novas formas, não só no âmbito da ajuda económica mas também no da participação directa» na evangelização (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 82). A celebração do Ano da Fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização serão ocasiões propícias para um relançamento da cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão.

Fé e anúncio

O anseio de anunciar Cristo impele-nos também a ler a história para nela vislumbrarmos os problemas, aspirações e esperanças da humanidade que Cristo deve sanar, purificar e colmatar com a sua presença. De facto, a sua Mensagem é sempre actual, penetra no próprio coração da história e é capaz de dar resposta às inquietações mais profundas de cada homem. Por isso a Igreja, em todos os seus componentes, deve estar ciente de que «os horizontes imensos da missão eclesial e a complexidade da situação presente requerem hoje modalidades renovadas para se poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus» (Bento XVI, Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 97). Isto exige, antes de mais, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, «num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver» (Carta ap. Porta fidei, 8).

Com efeito, um dos obstáculos ao ímpeto da evangelização é a crise de fé, patente não apenas no mundo ocidental mas também em grande parte da humanidade, que no entanto tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e guiada para o pão da vida e a água viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jacob e fala com Cristo. Como narra o Evangelista João, o caso desta mulher é particularmente significativo (cf. Jo 4, 1-30): encontra Jesus, que começa por lhe pedir de beber mas depois fala-lhe duma água nova, capaz de apagar a sede para sempre. Inicialmente a mulher não entende, detém-se ao nível material, mas lentamente é guiada pelo Senhor fazendo um caminho de fé que a leva a reconhecê-Lo como o Messias. E a este propósito afirma Santo Agostinho: «Depois de ter acolhido no coração Cristo Senhor, que mais poderia fazer [aquela mulher] senão deixar ali o cântaro e correr a anunciar a boa nova?» (In Ioannis Ev.,15, 30). O encontro com Cristo como Pessoa viva que sacia a sede do coração só pode levar ao desejo de partilhar com os outros a alegria desta presença e de a dar a conhecer para que todos a possam experimentar. É preciso reavivar o entusiasmo da comunicação da fé, para se promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã que estão a perder a referência a Deus, e deste modo voltarem a descobrir a alegria de crer. A preocupação de evangelizar não deve jamais ficar à margem da actividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas há-de caracterizá-la intensamente, cientes de sermos destinatários e ao mesmo tempo missionários do Evangelho. O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma de Cristo morto e ressuscitado pela salvação do mundo, o Kerigma do amor absoluto e total de Deus por cada homem e cada mulher, cujo ponto culminante se situa no envio do Filho eterno e unigénito, o Senhor Jesus, que não desdenhou assumir a pobreza da nossa natureza humana, amando-a e resgatando-a do pecado e da morte por meio da oferta de Si mesmo na cruz.

A fé em Deus, neste desígnio de amor realizado em Cristo é, antes de mais, um dom e um mistério que se há-de acolher no coração e na vida e pelo qual se deve agradecer sempre ao Senhor. Mas a fé é um dom que nos foi concedido para ser partilhado; é um talento recebido para que dê fruto; é uma luz que não deve ficar escondida, mas iluminar toda a casa. É o dom mais importante que recebemos na nossa vida e que não podemos guardar para nós mesmos.

O anúncio faz-se caridade

«Ai de mim, se eu não evangelizar!»: dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9, 16). Esta frase ressoa, com força, aos ouvidos de cada cristão e de cada comunidade cristã em todos os Continentes. Mesmo nas Igrejas dos territórios de missão, Igrejas em grande parte jovens e frequentemente de recente fundação, já se tornou uma dimensão conatural a missionariedade, apesar de elas mesmas precisarem ainda de missionários. Muitos sacerdotes, religiosos e religiosas, de todas as partes do mundo, numerosos leigos e até mesmo famílias inteiras deixam os seus próprios países, as suas comunidades locais e vão para outras Igrejas testemunhar e anunciar o Nome de Cristo, no qual encontra a salvação a humanidade. Trata-se duma expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa ouvir, pela primeira vez ou de novo, o anúncio que cura e aproximar-se dos Sacramentos, fonte da verdadeira vida.

Associadas com este sinal sublime da fé que se transforma em caridade, estão as Pontifícias Obras Missionárias, instrumento ao serviço da cooperação na missão universal da Igreja no mundo, que recordo e agradeço. Através da sua acção, o anúncio do Evangelho torna-se também intervenção a favor do próximo, justiça para com os mais pobres, possibilidade de instrução nas aldeias mais distantes, assistência médica em lugares remotos, emancipação da miséria, reabilitação de quem vive marginalizado, apoio ao desenvolvimento dos povos, superação das divisões étnicas, respeito pela vida em todas as suas fases.

Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e de modo particular sobre os seus obreiros, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça avançar mais decididamente na história do mundo. Apraz-me rezar assim com o Beato John Henry Newman: «Acompanhai, Senhor, os vossos missionários nas terras a evangelizar, colocai as palavras certas nos seus lábios, tornai frutuosa a sua fadiga». Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.

 

Bento XVI na Solenidade da Epifania do Senhor, Vaticano, 6 de Janeiro de  2012.

 

Oração Universal

 

Jesus reza connosco em cada missa. Um dos fins da Eucaristia é pedir. Ele é o nosso Sumo Sacerdote. Com Ele apresentamos ao Pai as necessidades de todos os homens.

Digamos: Senhor, dai a todos a fé e a salvação

 

1.  Pela Santa Igreja Católica, para que todos vejam nela

Cristo presente entre os homens, que traz a todos a salvação,

oremos ao Senhor

 

2.  Pelo Santo Padre, para que seja instrumento dócil do Espírito Santo

na condução do Rebanho de Cristo e todos estejam atentos aos seus ensinamentos,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes, para que se empenhem com mais ardor

em difundir a fé e o amor de Deus no mundo actual,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos, para que vivam melhor o espírito missionário

e apostólico no mundo de hoje,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que aumentem em toda a Igreja as vocações de entrega total ao Senhor

no sacerdócio e na vida religiosa e missionária,

oremos ao Senhor.

 

6.  Pelos jovens de todo o mundo, sobretudo da nossa comunidade paroquial para que,

seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo,

oremos ao Senhor.

 

7.  Para que todos os cristãos procurem aprofundar a sua fé

e comunicá-la a todos à sua volta,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia, fazei-nos viver mais unidos a Ele na fé e no ardor missionário.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Levamos ao vosso altar, M. Borda, NRMS 43

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor...

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Jesus vem até nós na Santa Missa e sobretudo agora na comunhão. Saibamos acolhê-Lo com a fé e amor de Nossa Senhora.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Sl 32, 18-19

Antífona da Comunhão: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

Ou:  

Mc 10, 45

O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor, Louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da Comunhão: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a palavra de Jesus, avivar a nossa fé, servindo alegremente a Deus e aos outros à nossa volta, levando-lhes Jesus.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

29ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-X: As riquezas de Deus

 

Ef 2, 1-10 / Lc 12, 13-21

Depois, direi à minha alma: Ó alma, tens muitos bens em depósito para largos anos. Descansa, come, bebe e regala-te.

Este homem rico pensou ter encontrado a felicidade na acumulação de bens materiais. A fé diz-nos que «a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, como as ciências, as técnicas e as artes, nem em qualquer criatura, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor» (CIC, 1723).

Saibamos descobrir as riquezas de Deus: a misericórdia: «Deus é rico em misericórdia» (Leit.); a graça de Deus: «Ele quis mostrar a extraordinária riqueza da sua graça» (Leit.).

 

3ª Feira, 23-X: Colaborar na construção da Igreja.

Ef 2, 12-22 / Lc 12, 35-38

Em Cristo, qualquer construção bem ajustada, cresce para formar um templo santo do Senhor.

«A Igreja é também muitas vezes chamada construção de Deus. O próprio Cristo se comparou à pedra que os construtores rejeitaram e que se tornou pedra angular (Leit.)» (CIC, 756).

Nós também estamos integrados na construção (Leit.). Para isso, precisamos estar muito vigilantes: «A vigilância do coração é lembrada com insistência (Ev.), em comunhão com a de Jesus. O Espírito Santo procura incessantemente despertar-nos para esta vigilância» (CIC, 2849). Colaboremos com muito empenho e muita fé.

 

4ª Feira, 24-X: Combate contra o pecado.

Ef 3, 2-12 / Lc 12, 39-48

Ficai a saber isto: Se o dono da casa tivesse sabido a que horas viria o ladrão, não teria deixado arrombar a casa.

Em cada dia da nossa vida trava-se um verdadeiro combate contra o demónio (Ev.). A vigilância é especialmente importante para evitarmos qualquer tipo de pecado.

Não nos podemos descuidar como o servo brigão, destemperado na bebida e na comida, descuidado, que não faz o que deve. Devemos sim imitar o administrador fiel e prudente que faz aquilo que deve, cumprindo os seus deveres. Além disso, precisamos da ajuda do Senhor: «É pela fé em Cristo, que temos a coragem de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança» (Leit.).

 

5ª Feira, 25-X: A energia transformadora do Espírito Santo.

Ef 3, 14-21 / Lc 12, 49-53

Eu vim lançar fogo sobre a terra e só quero que ele se tenha ateado.

«O fogo! Simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo, aquele Espírito do qual Jesus dirá: ‘Eu vim lançar fogo…’(Ev.)» (CIC, 696). Pedimos ao Pai que nos conceda o Espírito Santo, para nos tornarmos robustos no que há de mais íntimo (Leit.). Assim Cristo habitará pela fé nos nossos corações para compreendermos os mistérios de Deus (Leit.).

Devemos ser igualmente fogo para que este fogo se propague aos outros que nos rodeiam na família, no trabalho, nos amigos.

 

6ª Feira, 26-X: A unidade da Igreja: Um sinal importante.

Ef 4, 1-6 / Lc 12, 54-59

Hipócritas, sabeis apreciar o aspecto da terra e do céu; mas este tempo, como é que não o apreciais?

«O Homem esforça-se por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos (Ev.), graças à virtude da prudência, aos conselhos de pessoas sensatas e à ajuda do Espírito Santo e dos seus dons» (CIC, 1788).

Um dos sinais mais importantes dos nossos tempos é a unidade da Igreja. Cristo quer que a Igreja seja una: Rezou por esta intenção na hora da sua Paixão. Este desejo de recuperar a unidade de todos os cristãos é um dom de Cristo e um apelo do Espírito Santo (CIC, 820).

 

Sábado, 27-X: Aumentar os frutos na nossa vida.

Ef 4, 7-16 / Lc 13, 1-9

Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar fruto a essa figueira, mas não encontrou.

O Senhor espera encontrar em nós frutos abundantes de santidade (Ev.). Como podemos melhorar? Se vivermos bem o Ano da fé, e «a verdade na caridade, cresceremos em tudo para Aquele que é a Cabeça, Cristo» (Leit.).

Talvez seja preciso deitar adubo para recolher frutos no futuro. O adubo fertilizante é símbolo do Espírito Santo, o Senhor que dá a vida. Precisamos de lhe ser dóceis. Assim aconteceu com Nossa Senhora: a serva do Senhor, foi dócil ao Espírito Santo, e assim todos recebemos o bendito fruto do seu ventre, Jesus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Ferreira Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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