28º Domingo Comum

14 de Outubro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai a minha prece, M. Carneiro, NRMS 102

Sl 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Somos peregrinos a caminho da Pátria Bem-aventurada. Fomos criados por Deus e para Deus. Devemos usar os bens terrenos e as riquezas materiais com desprendimento, de modo a não perder os bens eternos. O jovem rico de que nos fala o Evangelho de hoje é bem o exemplo que jamais devemos imitar: não foi capaz de renunciar aos seus bens para seguir a Cristo.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A verdadeira sabedoria está no conhecimento e no amor de Deus, dador de todos os bens; as riquezas da terra são nada e menos que nada ao lado de Deus.

 

Sabedoria 7, 7-11

7Orei e foi-me dada a prudência; implorei e veio a mim o espírito de sabedoria. 8Preferi-a aos ceptros e aos tronos e, em sua comparação, considerei a riqueza como nada. 9Não a equiparei à pedra mais preciosa, pois todo o ouro, à vista dela, não passa de um pouco de areia e, comparada com ela, a prata é considerada como lodo. 10Amei-a mais do que a saúde e a beleza e decidi tê-la como luz, porque o seu brilho jamais se extingue. 11Com ela me vieram todos os bens e, pelas suas mãos, riquezas inumeráveis.

 

A leitura é tira da 2ª parte da obra (Sab 6, 22 – 9, 18), que trata da verdadeira sabedoria, aquela que leva a Deus, e do modo de a alcançar. Estas palavras inspiradas – um maravilhoso hino à Sabedoria, a terminar com uma bela oração a pedi-la – são postas na boca de Salomão, rei sábio por excelência (cf. 1 Re 4, 25-30). Trata-se dum artifício literário destinado a chamar a atenção do leitor, pois o livro foi escrito em grego tardiamente, já no séc. I a. C, o último livro do cânon do A. T.

7-11 «Orei… implorei…». A sabedoria tem em Deus a sua origem: o próprio Salomão não a tinha por nascimento, mas como fruto da sua oração. Ela excede todos os bens terrenos, mesmos os mais preciosos, e «com ela me vieram todos os bens», numa alusão a 1 Re 3, 7-14, onde se conta como Deus concedeu a Salomão um acréscimo de outros bens, tendo ele pedido apenas a sabedoria.

 

Salmo Responsorial     Sl 89 (90), 12-13.14-15.16-17 (R. 14)

 

Monição: Peçamos ao Senhor a sabedoria do coração, para não vivermos apegados aos bens que perecem.

 

Refrão:        Saciai-nos, Senhor, com a vossa bondade

                     e exultaremos de alegria.

 

Ou:               Enchei-nos da vossa misericórdia:

                     será ela a nossa alegria.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando?

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Compensai em alegria os dias de aflição,

os anos em que sentimos a desgraça.

 

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

Desça sobre nós a graça do Senhor.

Confirmai em nosso favor a obra das nossas mãos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Demos toda a atenção à Palavra do senhor, a única que salva, a única que nos encaminha para a verdadeira felicidade.

 

Hebreus 4, 12-13

12A palavra de Deus é viva e eficaz, mais cortante que uma espada de dois gumes: ela penetra até ao ponto de divisão da alma e do espírito, das articulações e medulas, e é capaz de discernir os pensamentos e intenções do coração. 13Não há criatura que possa fugir à sua presença: tudo está patente e descoberto a seus olhos. É a ela que devemos prestar contas.

 

Este célebre texto constitui não só um elogio da Palavra de Deus, mas também um veemente apelo à responsabilidade para todos os que a ouviram, a fim de não deixarem «endurecer o coração» (Hebr 3, 8.15; 4, 7; cf. Salm 95 (94), 8-11), sobretudo quando essa Palavra foi proclamada pelo próprio Filho de Deus (cf. Hebr 1, 2).

«A Palavra de Deus» é a sua voz (cf. v. 7), que se faz ouvir na Escritura, na pregação da Igreja, no íntimo da alma e que continua viva e actuante: «viva e eficaz…» (cf. Dt 32, 47; Jo 6, 68; Is 55, 10-11). A força penetrante da Palavra é descrita com a linguagem de Filon de Alexandria, para aludir ao seu poder de julgar. Ela penetra até naquele reduto impenetrável da consciência, onde o homem é o senhor exclusivo das suas decisões, onde se situam as próprias intenções mais secretas; ela invade até nas mais recônditas profundidades do ser humano, de tal maneira que este não pode esquivar-se nem dissimular o que se passa no seu interior. «As qualidades da Palavra de Deus são tais que uma pessoa não se pode esquivar à sua imperiosa autoridade, nem à hipótese de iludir a nossa responsabilidade em face dela» (W. Leonard). O seu poder discriminatório para julgar e discernir é expresso em termos de «dividir» aquilo que é impossível de destrinçar («alma e espírito»), ou muito difícil de separar («articulações e medulas»). E é atribuído à Palavra um conhecimento que só Deus possui, identificando-a expressamente com Deus no v. 13 (cf. Salm 139): «tudo está patente e descoberto a seus olhos»; note-se que «descoberto» é um particípio perfeito passivo grego derivado de «trákhlelos» (pescoço), o que faz lembrar a imagem do sacerdote que descobre o pescoço das vítimas a fim de desferir o golpe de misericórdia, sugerindo-se assim a seriedade e o dramatismo daquilo que é o «prestar contas» a Deus.

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 5, 3

 

Monição: A mensagem de Jesus sobre a virtude da pobreza é verdadeiramente uma boa nova e o anúncio da autêntica felicidade que Deus quer para nós.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Bem-aventurados os pobres em espírito,

porque deles é o reino dos Céus.

 

 

Evangelho

 

*[GC1] Forma longa: São Marcos 10, 17-30        Forma breve: São Marcos 10,17-27

Naquele tempo, 17ia Jesus pôr-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d'Ele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» 18Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. 19Tu sabes os mandamentos: 'Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe'». 20O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude». 21Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». 22Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. 23Então Jesus, olhando à volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!» 24Os discípulos ficaram admirados com estas palavras. Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! 25É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». 26Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?» 27Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível».

[28Pedro começou a dizer-Lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». 29Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, 30receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».]

 

O protagonista desta cena é alguém «muito rico», que era jovem (cf. Mt 19, 22) e pessoa importante (cf. Lc 18, 18), humanamente vistas as coisas, alguém que deveria ser aproveitado para uma grande empresa, como era o Reino de Deus. O episódio mostra que o Reino não só não consiste em bens materiais, como também exige o desprendimento deles. O diálogo entre Jesus e o jovem é profundo, como profundo, exigente e amável é o olhar de Jesus, que Marcos refere por três vezes (vv. 21.23.27). O próprio jovem começa por pôr a questão mais profunda, a que ninguém se pode esquivar, a da salvação: «que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» (v. 17). O jovem cumpria os mandamentos, mas não passava além duma aurea mediocritas. Para ser apto para o Reino de Deus, não bastava cumprir; faltava-lhe uma coisa (v. 21): a entrega, a generosidade, a alegria profunda de dar e de se dar sem pôr condições. A cena do jovem que se retirou triste oferece uma ocasião para Jesus voltar a expor a doutrina da pobreza evangélica e do desprendimento. Mas não se limita a insistir (vv. 23.24) no perigo das riquezas para se ser bom, à maneira dum sábio grego: «é impossível que um homem extraordinariamente bom seja extraordinariamente rico» (Platão, Leis, V, 12); Jesus fala da impossibilidade de entrar no Reino de Deus, o que deixa os discípulos assombrados (vv. 24.26). No entanto, atalha: «a Deus tudo é possível» (v. 27), pois Ele pode conceder a graça de uma pessoa usar bem as riquezas, ou mesmo até de renunciar radicalmente aos bens terrenos. A cena termina com as garantias para os primeiros discípulos que deixaram tudo e seguiram Jesus, umas garantias válidas para todos em todos os tempos (vv. 28-30). Notar como em Marcos as promessas de felicidade e bem-aventurança incluem as perseguições por causa de Jesus e do Evangelho (v. 29; cf. Mt 5, 10-12).

25 «É mais fácil entrar um camelo pelo fundo duma agulha…». Note-se como Jesus, falando de coisas sérias, o faz com bom humor, pondo os seus ouvintes a sorrir ao imaginarem a divertida cena de um camelo nas suas repetidas tentativas de passar por um lugar por onde não podia caber.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O necessário desprendimento dos bens terrenos.

2. Espírito de solidariedade no uso dos bens.

3. Viver a virtude da pobreza.

1. O necessário desprendimento dos bens terrenos.

Não se podem conciliar o amor a Deus e o amor ao dinheiro: no mesmo coração não cabem esses dois amores: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou há-de aborrecer um e amar o outro, ou ser dedicado a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6, 24).

O fim último do homem é Deus: ao amor de Deus deve o homem entregar todo o seu ser. De facto, porém, há quem ponha o seu coração nas riquezas, como se fossem o seu deus. Por isso torna-se necessária a virtude da pobreza: “Bem-aventurados os pobres que o são no seu íntimo porque deles é o reino dos Céus” (Mt 5, 3).

A pobreza como virtude exige o desprendimento dos bens terrenos e a austeridade no uso dos mesmos. Eles foram postos por Deus à disposição dos homens para o seu desenvolvimento e perfeição, em solidariedade com os outros. O apego desordenado aos bens materiais, a confiança neles como única solução de vida, voltando as costas a Deus, exclui do Reino de Deus. O rico avarento excluiu-se a si mesmo do Reino de Deus, não por motivo das riquezas que possuía, mas pelo mau uso que fez delas, utilizando-as de modo egoísta, sem olhar às necessidades dos que o rodeavam, vivendo comodamente na sua opulência, sem qualquer abertura aos seus irmãos e vizinhos (Cfr. Lc 16, 19-31). O jovem rico foi-se embora triste por causa do amor que tinha às riquezas.

2. Espírito de solidariedade no uso dos bens.

A pobreza não é miséria e muito menos sujidade; o que define o cristão é a atitude do seu coração. Deus exige de nós que demos testemunho explícito de amor ao mundo, de solidariedade com os nossos irmãos. O desprendimento generoso dos bens materiais torna-nos mais livres e disponíveis para fazer o bem. Vivendo a sobriedade e moderação, evitando confortos e luxos desnecessários, poderemos mais facilmente ajudar o próximo, pois “tem mais aquele que necessita menos” (Caminho, 630).

A pobreza é senhorio, é liberdade; o espírito de riqueza é escravidão. Temos de amar a pobreza. Jesus amou-a e fez dela os maiores elogios. A pobreza bem vivida é a nossa riqueza, pois torna-nos capazes e disponíveis para o amor de Deus e para o amor do próximo.

“Os que vivem com grandes fortunas ficam avisados…Os ricos devem temer as tremendas ameaças de Jesus Cristo, já que, mais cedo ou mais tarde, hão-de dar contas severíssimas ao Divino Juiz do uso das suas riquezas…o homem não deve considerar os bens materiais como próprios, mas como comuns, no sentido de que não lhe aproveitem a ele somente, mas também aos demais” (João Paulo II, Enc. Centesimus annus, 1-09-91, n. 30, cap. IV).

3. Viver a virtude da pobreza.

A virtude da pobreza exige esforço, tal como todas as virtudes. Há que aprender a ser pobre, a exemplo de Jesus Cristo. Há que usar com naturalidade e com o coração agradecido os bens que Deus nos dá, sem esbanjamentos nem luxos desnecessários.

No uso das coisas materiais devemos procurar que nada se estrague, tendo o cuidado de reparar prontamente aquilo que está a deteriorar-se. Devemos procurar ter apenas as coisas imprescindíveis, evitando gastar dinheiro a comprar bugigangas, coisas supérfluas e inúteis, apenas por capricho ou vaidade ou para seguir a última moda. Devemos aceitar com alegria as incomodidades, a falta de meios e outras consequências da pobreza. Devemos viver com sobriedade, fazendo todo o bem que pudermos, ajudando os necessitados e colaborando eficazmente com as instituições de solidariedade social.

Não troquemos nunca o amor de Deus pela prata ou pelo ouro (1ª leitura). Aqueles que, por amor de Deus e pelo Evangelho, se desprendem de tudo, receberão cem vezes mais já neste mundo e no outro a vida eterna (Evangelho).

 

Fala o Santo Padre

 

“A vocação cristã brota de uma proposta de amor do Senhor,

e só se pode realizar graças a uma nossa resposta de amor.”

 

Queridos irmãos e irmãs!

"Que devo fazer para alcançar a vida eterna?". Com esta pergunta tem início o breve diálogo, que ouvimos na página evangélica, entre um tal, algures identificado como o jovem rico, e Jesus (cf. Mc 10, 17-37). Não possuímos muitos pormenores sobre esta personagem anónima; das poucas linhas conseguimos contudo compreender o seu desejo sincero de alcançar a vida eterna, levando uma existência terrena honesta e virtuosa. De facto, conhece os mandamentos e observa-os fielmente desde a juventude. Contudo isto, que certamente é importante, não é suficiente – diz Jesus – falta uma só coisa, mas que é essencial. Ao vê-lo bem disposto, o Mestre divino fixa-o com amor e propõe-lhe o salto de qualidade, chama-o ao heroísmo da santidade, pede-lhe para abandonar tudo a fim de o seguir: "Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres... depois, vem e segue-Me!" (v. 21).

"Vem e segue-Me!" Eis a vocação cristã que brota de uma proposta de amor do Senhor, e que só se pode realizar graças a uma nossa resposta de amor. Jesus convida os seus discípulos ao dom total da sua vida, sem cálculos nem vantagens humanas, com uma confiança em Deus sem hesitações. Os santos acolhem este convite exigente, e põem-se com docilidade humilde no seguimento de Cristo crucificado e ressuscitado. A sua perfeição, na lógica da fé por vezes humanamente incompreensível, consiste em não colocar a si mesmos no centro, mas em escolher ir contra a corrente vivendo segundo o Evangelho. […]  Neles contemplamos realizadas as palavras do Apóstolo Pedro: "Aqui estamos, nós que deixamos tudo e Te seguimos" (v. 28) e a confortadora certeza de Jesus: "Quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou campos por Minha causa e da Boa Nova, receberá cem vezes mais agora... juntamente com perseguições, e no tempo futuro, a vida eterna" (vv. 29-30). […]

São Paulo recorda-nos na segunda leitura que "a Palavra de Deus é viva e eficaz" (Hb 4, 12). Nela, o Pai, que está no céu, conversa amorosamente com os seus filhos de todos os tempos (cf. Dei Verbum, 21), dando-lhes a conhecer o seu amor infinito e, deste modo, estimula-os, conforta-os e oferece-lhes o seu desígnio de salvação para a humanidade e para cada pessoa. […]

 

Bento XVI, Homilía na Basílica Vaticana, 11 de Outubro de 2009

 

Oração Universal

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

para que anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

e façam brilhar diante dos homens a Sua luz,

oremos irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

como templos que são do Espírito Santo,

oremos, irmãos.

 

4.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos doentes, pelos emigrantes e pelos pobres:

para que recebam o conforto e os bens de que carecem,

oremos, irmãos.

 

6.  Por todos os fiéis defuntos,

para que, por intercessão de Maria,

alcancem de Deus  misericórdia,

oremos, irmãos.

 

Atendei, ó Deus de bondade, a oração do Vosso povo:

e concedei-lhe, pela Vossa misericórdia,

o que a nossa oração não merece.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: “Da Missa de Festa”, Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

«Aos que procuram a Deus não lhes falta nenhum bem» (Salmo 33). A Eucaristia é o maior dos bens: é o Bem Supremo, o próprio Filho de Deus feito Pão, feito nosso alimento, para saciar a nossa fome.

Com que ânsia e com que esforço tantos homens andam em busca dos bens terrenos…e que pouco lhes interessam os bens celestes! Ouçamos mais uma vez a Palavra do Senhor: “Procurai o alimento que perdura para a Vida eterna, que o Filho do Homem vos dará e não a comida que perece” (Jo 6, 27).

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Sl 33, 11

Antífona da Comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou:   

cf. 1 Jo 3, 2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da Comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Convençamo-nos disto: a grande riqueza que sempre devemos procurar é a graça de Deus – ela é a “pedra mais preciosa”; em comparação com ela, “todo o ouro não passa de um pouco de areia, e na sua presença, a prata é considerada como lodo” (1ª leitura). Vivamos desapegados dos bens terrenos, sempre com o coração e os olhos nos bens eternos. Com as nossas boas obras conseguiremos o grande tesouro dos Céus.

 

Cântico final: Vamos levar aos homens, M. Carneiro, NRMS 107

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

28ª SEMANA

 

2ª Feira, 15-X: O grande sinal da Cruz.

Gal 4, 22-24. 26-27 / Lc 11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa; pretende um sinal, mas nenhum sinal lhes será dado, senão o de Jonas.

Jesus fala da sua ressurreição, recorrendo ao sinal de Jonas: «Jesus fala deste acontecimento único como ‘sinal de Jonas’ (Ev.). Ele anuncia a sua ressurreição ao terceiro dia depois da morte» (CIC, 994). Se Cristo não tivesse ressuscitado, vã seria a nossa fé.

Embora tenhamos algumas derrotas, precisamos manter o optimismo, fruto da fé: com Cristo venceremos sempre. A Cruz é um sinal mais, e com este sinal venceremos sempre.

 

3ª Feira, 16-X: Limpar as dúvidas de fé do nosso coração.

Gal 5, 1-6 / Lc 11, 37-41

Limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e malvadez.

É do interior do homem, do seu coração, que saem todas as coisas boas e más (Ev.). Por isso mesmo, é preciso que o purifiquemos com frequência, através da contrição e do desagravo.

Também no campo da fé poderemos encontrar motivos de purificação: «o que vale é a fé» (Leit.). Procuremos eliminar as dúvidas de fé, pelo maior conhecimento das verdades de fé e das exigências da Moral; sigamos com mais amor todos os ensinamentos do Senhor e do seu Vigário na terra, o Papa.

 

4ª Feira, 17-X: A actuação do Espírito Santo: os seus frutos.

Gal 5, 18-25 / Lc 11, 42-46

O fruto do Espírito consiste em caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e continência.

A vinda do Espírito Santo à nossa alma produz frutos abundantes e da melhor qualidade: «Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. A tradição da Igreja enumera doze: ‘caridade, alegria, paz…’(Leit.)» (CIC, 1832).

É graças ao Espírito Santo que podemos dar bons frutos, porque Ele nos enxerta na verdadeira vide, Cristo (CIC, 736). A nossa actuação terá um sentido sobrenatural mais acentuado.

 

5ª Feira, 18-X: S. Lucas: Os contributos de S. Lucas.

2 Tim 4, 9-17 / Lc 10, 1-9

Escolhestes S. Lucas para revelar, com a sua palavra e com os seus escritos, o mistério do vosso amor pelos pobres…

S. Lucas transmitiu-nos, com a sua palavra e os seus escritos, os ensinamentos de Jesus (no seu Evangelho), e a vida da primitiva cristandade (nos Actos dos Apóstolos). Acompanhou igualmente S. Paulo nas suas viagens apostólicas, encontrando-se a seu lado na prisão de Roma (Leit.). A ele devemos um melhor conhecimento da vida de Jesus, especialmente da sua infância, de algumas parábolas (o filho pródigo, o bom samaritano).

Procuremos viver a obediência da fé à palavra revelada e incorporemos na nossa vida o testemunho de vida cristã dos primeiros cristãos, transmitidos por S. Lucas.

 

6ª Feira, 19-X: Os cuidados de Deus e os nossos cuidados.

Ef 1, 11-14 / Lc 12, 1-7

Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um deles está esquecido diante de Deus.

«Deus ama e cuida de todas as suas criaturas e cuida de cada um, até dos passarinhos. No entanto, Jesus diz: ‘Valeis mais do que muitos passarinhos’ (Ev.)» (CIC, 342). Jesus ensina-nos a ter um abandono filial à Providência do Pai celestial, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos, que orienta todas as coisas que nos acontecem para nosso bem.

Cuidemos nós também de tudo o que se refere à fé na Palavra de Deus: «Vós também ouvistes a Palavra da verdade, a Boa Nova da vossa salvação» (Leit.).

 

Sábado, 20-X: Dar a conhecer Jesus aos outros.

Ef 1, 15-23 / Lc 12, 8-12

A todo aquele que me tiver reconhecido diante dos homens, também o Filho do homem o reconhecerá diante dos Anjos de Deus.

Para darmos a conhecer Jesus aos outros (Ev.) precisamos de começar, em primeiro lugar, por conhecê-lo melhor nós próprios. Peçamos a Deus Pai o espírito de sabedoria: «O Pai da glória vos conceda um espírito de sabedoria e de revelação, para O conhecerdes bem (a Jesus)» (Leit.).

Ao darmos a conhecer Jesus aos outros, encontraremos as dificuldades do ambiente, que são normais. Para as superarmos peçamos a ajuda do Espírito Santo: «O Espírito Santo ensinará na própria hora o que haveis de dizer» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo A. Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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