27º Domingo Comum

7 de Outubro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No começo de Outubro realiza-se a Semana da Educação Cristã, reabrem as Escolas e a Catequese. Na próxima semana inicia-se o «Ano da Fé e faz-se a celebração dos 50 anos da Abertura do Concílio Vaticano II.

Neste primeiro domingo a Igreja propõe-nos a meditação sobre a Família, um tema permanente nas tarefas da evangelização e na história da civilização, e que ocupa um lugar central na doutrina do Concílio (GS. 47-52).

 

Acto penitencial

 

Também nós temos necessidade de purificação dos pecados no que se refere à família, quer pela nossa má correspondência ao que Deus estabeleceu acerca da família, quer pela falta de esforço na construção de um mundo novo.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Para a nossa aceitação, pelo silêncio destas más propostas

    sobre o matrimónio e a família humana como Deus os quis,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Para a falta de ajuda generosa às famílias que estão em crise

    de ruptura, contra os desígnios de Deus sobre o matrimónio,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Para a falta de gratidão  para com Deus e com os nossos pais,

    por termos vindo ao mundo numa família unida e com amor,

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus criou o homem e a mulher para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão “uma só carne”.

Ser “uma só carne” implica a vida em comunhão total um com o outro, dando-se mutuamente, partilhando a vida e os afectos um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo.

 

Génesis 2, 18-24

18Disse o Senhor Deus: «Não é bom que o homem esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele». 19Então o Senhor Deus, depois de ter formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, conduziu-os até junto do homem, para ver como ele os chamaria, a fim de que todos os seres vivos fossem conhecidos pelo nome que o homem lhes desse. 20O homem chamou pelos seus nomes todos os animais domésticos, todas as aves do céu e todos os animais do campo. Mas não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. 21Então o Senhor Deus fez descer sobre o homem um sono profundo e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma costela, fazendo crescer a carne em seu lugar. 22Da costela do homem o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem. 23Ao vê-la, o homem exclamou: «Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne. Chamar-se-á mulher, porque foi tirada do homem». 24Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne.

 

A narrativa conserva, na linguagem e no estilo, todas as características da tradição jarvista, em particular, uma grande vivacidade de expressão, e, de acordo com o modo de pensar e de falar da época a que o texto pertence, uma rica linguagem simbólica ou mítica. No entanto, mesmo quando se vê que adopta elementos comuns aos mitos cosmogónicos da antiguidade, esta linguagem é cuidadosamente purificada de toda a magia e politeísmo que os impregnam, de tal modo que Deus aparece como Senhor transcendente e Pai providente. Sem dificuldade, sob o estrato da antiga narração, descobrimos aquele conteúdo verdadeiramente admirável no que diz respeito às qualidades e à condensação das verdades, que nele estão encerradas (cf. João Paulo II, numa série de Audiências Gerais de 1979/80, que tomamos como pano de fundo destas notas). O texto deixa claro que a atracção dos sexos é algo querido por Deus e que a diferenciação sexual encerra um sentido intrínseco, não arbitrário; e também ela que não foi introduzida no mundo por nenhum princípio maléfico misterioso.

18-20 Deus é apresentado em linguagem antropomórfica, isto é, à maneira humana, como um «oleiro», e a deliberar no sentido de ir aperfeiçoando a sua obra, num texto que se presta a veicular ricos ensinamentos de antropologia teológica. «Não é bom que o homem esteja só»: a solidão do homem, sentida por ele (v. 20) e reconhecida por Deus (v. 18), traduz, por um lado, a interioridade do ser humano, capaz de perceber a sua própria solidão (coisa de que os animais não são capazes), e, por outro lado, como este foi criado por Deus para a comunhão inter-pessoal.

«Um auxiliar semelhante». O facto de se dizer auxiliar, ou ajuda, não contradiz a dignidade da mulher, como se esta ficasse reduzida a uma simples muleta para o homem, pois estamos perante uma complementaridade que é mútua; de qualquer modo, não se diz que é uma serva ou uma propriedade do marido, destinada dar-lhe frutos, à maneira de uma terra fecunda, como então se pensava. Por outro lado, também de Deus se diz que Ele é um auxiliar para o homem; além disso, a palavra hebraica (‘ézer, auxílio), ao designar habitualmente o socorro que Deus concede ao seu povo (15 em 21 vezes no A. T.), indicia que o relato está redigido com base na noção de aliança: a relação homem-mulher aparece então como um reflexo da relação Deus-homem, uma relação de aliança (M. Merode).

«O homem deu nome a todos os animais», é uma forma de pôr em relevo a superioridade do homem e o seu domínio sobre eles, que ficam postos ao seu serviço (cf. Gn 1, 28). Adão aparece como um rei que passa revista a todos os seus súbditos. Impor o nome significava frequentemente ter direito sobre algo ou alguém, assim como o mudar o nome correspondia a assinalar uma nova missão. Não se pretende ensinar que os animais foram criados só depois do homem (nem antes!), apenas o autor visa dramatizar a situação do homem solitário e enaltecer a Providência amorosa de Deus, que instituiu a sociedade conjugal para bem do próprio homem e num plano de grande dignidade, sublinhando que até os próprios animais maiores eram «behemáh», isto é, (animais) mudos, que não estavam ao nível do homem. Nesta encenação poderia haver também, em segundo plano, a condenação da bestialidade, frequente entre os cananeus e os egípcios (cfr. Lv 18, 23-25) – um pecado que a Lei punia drasticamente (Ex 22, 18; Lev 20, 15-16; cf. Dt 21, 21) –, e ainda a rejeição do paganismo, que com frequência prestava culto a animais divinizados, uma aberração absurda, dado que Adão é superior e nem sequer encontra algum que, ao menos, lhe seja semelhante.

21-22 Ao arrepio da mentalidade da época, a mulher aparece em toda a sua dignidade, não como os animais, que são tirados da terra (v. 19); com efeito, ela é tirada da costela do homem, isto é, «da substância de Adão», como esclarece S. Gregório de Nissa, igual por natureza. Para isso – não para o anestesiar, como às vezes se diz – conta-se que adormeceu profundamente o homem (v. 21), a fim de que, sem que ele se apercebesse, lhe satisfizesse os seus ideais e anseios: formou a mulher e apresentou-a ao homem (v. 22). O «sono profundo» nada tem a ver com alguma espécie de sono de anestesia; o termo hebraico – tardemah – envolve uma certa conotação de mistério, pois é a palavra que se usa, quando durante um sono assim designado, ou logo após este, se verificam acontecimentos de grande alcance (cf. Gn 15, 12; 1 Sam 26, 12; Is 29, 10; Job 4, 13; 33, 15), de modo que até os LXX não traduziram este termo por hypnos (sono), mas sim por ékstasis (êxtase). É assim que se pode ver como a criação da mulher está envolta em mistério, pois aparece como uma especial acção divina que se insere no âmbito do mistério da Aliança, no próprio coração da história da salvação. Assim como em Gn 15, 12, o sono de Abraão é o sinal de que este se deixa ultrapassar por Deus, que lhe revela a Aliança, assim também aqui o sono de Adão é o sinal de que, pela bissexualidade humana, Deus nos revela o mistério do matrimónio como imagem de Deus (cf. Gn 1, 26-28). «Em ambos os casos, segundo os textos em que (...) o livro do Génesis fala do sono profundo (tardemah), realiza-se uma acção divina especial, isto é, uma aliança carregada de consequências para toda a história da salvação: Adão dá começo ao género humano, Abraão ao povo eleito» (João Paulo II, Audiência Geral de 1/11/19). Note-se que costela, – em hebraico tselá‘ – sugere um significativo jogo de palavras: o étimo sumério de tselá‘ significa vida e o nome Eva – em hebraico haváh – também significa vida.

22 «E apresentou-a ao homem». Também é significativo que não se diga que é o homem a fazer aparecer a mulher ou a descobri-la: tudo é dom e iniciativa divina, e a relação do homem com a mulher enquadra-se na relação fundamental do homem com Deus.

23 «Ao vê-la, o homem exclamou». As palavras que o hagiógrafo coloca na boca de Adão são a expressão dum entusiasmo eufórico, próprio dum coração enamorado, em linguagem poética, com ritmo, elegância, paralelismo e jogo de palavras, logrando-se um belo efeito literário: Adão, ignorando como a mulher tinha sido formada, verifica que ela corresponde plenamente ao seu ideal; formada do lado ou da costela sobre o coração, a mulher procedia do coração do homem, respondendo às suas profundas aspirações.

«Osso dos meus ossos...» Trata-se duma expressão corrente para designar parentesco, comunidade de natureza (cf. Gn 29, 14; Jz 9, 2; 2 Sam 5, 1; 1 Cron 11, 1). Esta afirmação é dum alcance extraordinário, transcendendo de longe as mais avançadas civilizações em que a mulher sempre foi considerada um ser inferior, quanto à natureza e direitos. Ela tem a mesma natureza e os mesmos direitos que o homem, por isso «chamar-se-á mulher», num jogo de palavras em hebraico: ’ixáh («virago»: a forma feminina de ’ix, «varão»); ela já não é mais a beulat-baal (a propriedade dum senhor – cf. Dt 22, 22). Sem diluir diferenças e peculiaridades, há uma igualdade fundamental entre o homem e a mulher, mesmo quando o relato apresenta o homem a ser criado em primeiro lugar; a mulher, embora surja como um auxiliar, ela é criada semelhante a ele (v. 18). Notar que as expressões «osso dos meus ossos» e «carne da minha carne» são uma espécie de superlativo hebraico (como «cântico dos cânticos»), equivalente a dizer que é mesmo carne e osso meu, um «alter ego», correspondendo a: «é igual a mim quanto à natureza e quanto aos direitos», segundo as categorias do nosso pensamento abstracto.

24 «Por isso, o homem deixará pai e mãe...» Os laços que unem marido e mulher são mais fortes ainda do que aqueles que unem os filhos aos pais: a união matrimonial é estável, (perpétua e indissolúvel, segundo a explicação de Jesus no Evangelho de hoje). É uma união total e íntima, tão profunda que abarca toda a pessoa, desde o físico até ao espiritual, segundo a expressão do original hebraico, «wedabaq», que a Vulgata traduziu por «et adhærebit», melhor que a nossa tradução: «para se unir à sua esposa». O texto permite ver a unidade do matrimónio – um só homem com uma só mulher (a sua mulher) – e a indissolubilidade, pois os dois passarão a ser «uma só carne». A expressão hebraica «lebassár ehád» («in carnem unam») indica não apenas o corpo, mas tudo o que constitui a natureza do homem: corpo e espírito, pensamento e amor, sentimentos e vontade, o que dá azo a João Paulo II para falar do significado esponsal do corpo humano, um significado que só se pode compreender dentro do contexto da pessoa: «o corpo tem o seu significado esponsal porque o homem-pessoa é uma criatura que Deus quis por si mesma e que, ao mesmo tempo, não pode encontrar a sua plenitude senão mediante o dom de si próprio» (Audiência Geral de 16/1/80). O Papa acrescenta que no celibato pelo Reino dos Céus esse significado não se perde, mas é ainda mais pleno, pois se torna mais expressiva a liberdade do dom no corpo humano; o homem só é capaz de doação enquanto pessoa e é doando-se que se realiza como pessoa; e a sua máxima doação é a entrega total (corpo e alma) a Deus.

 

Salmo Responsorial     Sl 127 (128), 1-2.3.4-5.6 (R. cf. 5)

 

Monição: O salmo responsorial canta a felicidade de todas as pessoas que vivem de acordo com a Sua Lei, resistindo às tentações fáceis de profanar a instituição da família e do matrimónio.

A família não é uma prisão, mas um oásis onde as pessoas descansam e se defendem da agressividade do ambiente, e ensaiam os primeiros passos na vida de relação com os outros.

Por isso, invocamos para ela e para nós as melhores bênçãos do Senhor.

 

Refrão:        O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida.

 

Feliz de ti que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos como ramos de oliveira,

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião o Senhor te abençoe:

vejas a prosperidade de Jerusalém todos os dias da tua vida;

e possas ver os filhos dos teus filhos. Paz a Israel.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O autor da Carta aos Hebreus lembra-nos a “qualidade” do amor de Deus por cada um de nós. Deus amou de tal modo os homens que enviou ao mundo o seu Filho único “em proveito de todos”.

Jesus, o Filho, solidarizou-Se connosco e partilhou a nossa debilidade. Realizando o projecto do Pai, aceitou morrer na cruz para nos ensinar aos homens que a verdadeira vida está no amor que se dá até às últimas consequências

Podemos dizer que o casal cristão deve testemunhar, com a sua doação sem limites e com a sua entrega total, o amor de Deus por todos nós.

 

Hebreus 2, 9-11

Irmãos: 9Jesus, que, por um pouco, foi inferior aos Anjos, vemo-l'O agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos. 10Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o Autor da salvação. 11Pois Aquele que santifica e os que são santificados procedem todos de um só. Por isso não Se envergonha de lhes chamar irmãos.

 

Vamos ter como 2ª leitura até ao fim do ano litúrgico alguns respigos da epístola aos Hebreus, poucos, mas expressivos. O tema central do «discurso de exortação» (cf. 13, 22), que constitui o escrito, nunca é tratado nos restantes livros do N. T.: o sacerdócio de Cristo, uma elaboração teológica admirável e sublime, entremeada de exortações, uma verdadeira obra prima que impressiona vivamente o leitor. Embora pertença ao chamado corpus paulinum, este documento não parece ter sido redigido por S. Paulo (alguns pensam que poderia ser um sermão do seu colaborador Apolo: cf. Act 18, 24-28), nem tem um carácter epistolar, se exceptuamos os vv. finais (13, 22-25), que até poderiam ser um bilhete do próprio Paulo. O trecho de hoje é extraído da 1ª parte, em que Jesus é apresentado como Filho de Deus e superior aos próprios anjos, não obstante todas as humilhações a que se quis sujeitar.

9-10 «Por um pouco, foi inferior aos Anjos». Em constantes citações do A. T. ao longo de toda a epístola, o autor sagrado faz aqui (nos vv. 5-9) uma releitura cristológica do Salmo 8. A inferioridade de Jesus deu-se apenas no aspecto exterior e sensível, especialmente nos momentos da sua Paixão e Morte; mas a humilhação da morte que sofreu mereceu-lhe a exaltação gloriosa da sua SS. Humanidade (cf. Lc 24, 26; Filp 2, 6-11). Por outro lado, essa humilhação não foi sem um nobilíssimo motivo, pois foi «em proveito de todos», isto é, em ordem à salvação de todas as criaturas, não apenas de uns tantos privilegiados. Mais ainda, «convinha que (Deus, o Pai…) levasse à perfeição, pelo sofrimento, o Autor da salvação». Nesta única vez em que se usa em toda a Escritura o «argumento de conveniência» para o agir divino, aparece um dos temas fulcrais da epístola, o da «perfeição»: Jesus é o sacerdote perfeito (5, 9; 7, 11-28; 10, 14), em contraposição com o sacerdócio levítico com todas as suas exigências de perfeição exterior (cf. Lv 21, 18-23). Aqui se expõe como atingiu essa perfeição; foi pelo sofrimento, com que, obedecendo ao Pai, quis levar a cabo a obra da Redenção até ao «consummatum est» (Jo 19, 30), no supremo exercício do seu sacerdócio.

11 «Procedem todos de um só»: Jesus, «Aquele que santifica» e os homens, «os que são santificados», têm uma origem comum (Deus, Adão, Abraão, ou simplesmente a mesma natureza), o que torna possível que Jesus seja «sacerdote» e «mediador» (cf. 2, 14-18; 5, 1; 8, 6; 9, 15), podendo, apesar da sua suprema dignidade, chamar com toda a verdade os homens «seus irmãos» (cf. Jo 20, 17).

 

Aclamação ao Evangelho          1 Jo 4, 12

 

Monição: Deus manifesta-nos o Seu Amor infinito por cada um de nós e revela-nos uma centelha desse Amor na família em que nos chamou à vida.

Alegremo-nos com esta verdade e aclamemos o Evangelho que a proclama para nós.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho, M. Carneiro, NRMS 97

 

Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece em nós

e o seu amor em nós é perfeito.

 

 

Evangelho *[ CC2] 

 

*Forma longa: São Marcos 10, 2-16    Forma breve: São Marcos 10, 2-12

Naquele tempo, 2aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?» 3Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» 4Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio, para se repudiar a mulher». 5Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. 6Mas, no princípio da criação, 'Deus fê-los homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, 8e os dois serão uma só carne'. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». 10Em casa, os discípulos interrogaram-n'O de novo sobre este assunto. 11Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. 12E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

[13Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. 14Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. 15Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele». 16E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas.]

 

Jesus é posto à prova num tema hoje bem actual e que já na sua época era debatido entre os rabinos de então: a escola rigorista de Xamai só permitia o divórcio em casos extremos, como por adultério, ao passo que para a escola liberal de Hillel bastava qualquer razão banal, como uma forte atracção por outra mulher, ou simplesmente o servir uma comida com esturro. Na sua resposta, Jesus não pergunta pelas posições dos rabinos, mas pela Lei de Moisés na sua forma escrita. No entanto, também não estão no horizonte de Jesus as modernas questões histórico-literárias, pois neste caso poderia dizer que Moisés nunca autorizou o divórcio, apenas o considera como um facto real, a exigir regulamentação para minorar os males que acarreta. De facto, o célebre texto do Deuteronómio, o único na Thoráh a falar do certificado de divórcio (Dt 24, 1-4), quando bem lido no original hebraico, de modo nenhum quer dizer que Moisés «permitiu que se passasse um certificado de divórcio», como responderam os fariseus (v. 4). Como explica Díez Macho, a autorização do divórcio de Dt 24, 1 não passa de uma simples inclusão na legislação do Pentateuco de um costume do meio ambiente, mas nem para o canonizar, nem para o autorizar, mas sim para lhe pôr obstáculo (Sto. Agostinho diz que é mais uma desaprovação do que uma aprovação). Dt 24 1 é uma tolerância do divórcio reinante, pela dureza do coração, como justamente Jesus interpretou». O judaísmo posterior é que interpretou o texto como uma autorização do divórcio, um privilégio divino para os maridos israelitas, considerando o final do v. 1 de Dt 24 como um preceito («escreva-lhe uma carta de repúdio»), quando a verdade é que se tratava da consideração de mais uma condição («e se lhe escreve uma carta de repúdio»); os 3 primeiros vv. devem ser lidos como prótase («se…, se…, se…»), aparecendo a apódose só no v. 4, com o preceito: «(então), o primeiro marido que a despediu não a poderá tomar de novo por sua mulher» (isso seria indecoroso). 

6-9 «Mas no princípio da criação…». Jesus apela para as palavras do Génesis lidas na 1.ª leitura e dá-lhes o seu profundo sentido: «passarão a ser uma só carne» significa a unidade e indissolubilidade do Matrimónio. Por isso a legítima tradição da Igreja nunca admitiu a mínima excepção à indissolubilidade dum matrimónio validamente realizado e consumado. A sentença de Jesus é absoluta e irrevogável: «O que Deus uniu que não o separe o homem» (v. 9); com efeito, não se trata de uma simples imposição duma lei externa, mas de algo que pertence à própria natureza das cosias.

11-12 «Quem repudiar... e, se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério». Jesus apresenta as normas morais tão exigentes para o homem como para a mulher, reforçando o ensino anterior (vv. 5-9), quando para o judaísmo só o marido é que podia repudiar a mulher e não o contrário. Jesus não só restituiu o Matrimónio à sua dignidade original, segundo o projecto de Deus para a felicidade do ser humano, mas também confere a graça do Sacramento do Matrimónio, que possibilita superar as situações mais difíceis, com que nos deparamos cada vez mais, e remediar a dureza do coração, uma coisa impossível para a Lei de Moisés.

13-16 Esta perícope, que fala das crianças, nada tem a ver com a anterior, embora estas sejam as grandes vítimas inocentes dos divórcios; a ligação é artificial, e nada se diz das circunstâncias do momento e do lugar do facto relatado nos três Sinópticos. Então havia o costume de aos sábados os pais abençoarem as suas crianças (com menos de 12 anos), mas só na festa do Yom Kipur é que elas recebiam a bênção dos rabis; que o acontecimento relatado tivesse sido por esta ocasião não passa de mera possibilidade. É apenas S. Marcos – que gosta de registar as emoções de Jesus (cf. 1, 43; 3, 5; 8, 12; 14, 33-34) – quem refere a indignação de Jesus perante a oposição dos discípulos (v. 14), que partilhavam da mentalidade corrente de desprezo pelas crianças; então não se considerava a sua inocência, mas a sua imaturidade. O tema central do relato é o do Reino de Deus, concretamente, que pessoas poderão fazer parte dele: «Só aqueles que o reconhecem e o aceitam como um dom – como uma criança que recebe presentes – é que podem esperar vir a fazer parte dele; o reino é para aqueles que não fazem reivindicações de poder ou de posição social» (The new Jerome B. Commentary). E, sem humildade, como a da criança que se sente débil e insignificante, não é possível entrar no Reino de Deus (cf. Mt 18, 3-4; Mc 9, 35-36), o que está no pólo oposto da atitude dos fariseus, que pensavam poder comprar o Reino de Deus com os seus próprios méritos. Por outro lado, o relato deixa ver como as crianças são tomadas a sério, como pessoas, por Jesus – só Marcos refere que Ele as abraçou – e como elas gostam de se relacionar com Jesus e com o Reino.

 

Sugestões para a homilia

 

1. A primeira leitura lembra o plano de Deus sobre o casamento e a família, uma comunidade de vida e de amor entre um homem e uma mulher, estável e orientada para a geração de filhos.

O termo costela é, pela sua proximidade do coração, uma bela imagem da especificidade da mulher – da sua natureza marcadamente afetiva e de pessoa juridicamente igual ao homem.

O texto bíblico sublinha ainda que o senhorio do homem sobre a natureza não se estende à mulher, e que a comunhão de vida entre os dois tem de ser construída pelo diálogo diário, e nunca está definitivamente conseguida.

Este plano de Deus sobre o casamento e a família inclui a ideia de missão, uma tarefa anterior e superior aos desejos de cada um.

A terceira leitura sublinha que, ao longo dos séculos, o plano de Deus sobre casamento, a mulher e a família sofreram situações dolorosas, umas por causa do homem, outras por causa da legislação dos Estados, outras por causa da própria mulher. A lei de repúdio no tempo de Moisés já era um modo de travar a arbitrariedade do marido que despedia a mulher por qualquer motivo e privava a mulher despedida de qualquer defesa pública. A obrigação de entregar o libelo de repúdio, ao menos livrava a mulher de ser considerada uma rameira.

Jesus ultrapassa a falsa misericórdia do libelo, coloca o casamento no plano original do Criador e elevou-o a sinal sacramental do seu amor pela Igreja.

 

2. Os Estados modernos, dominados pela ideia de liberdade, acabaram por tornar o casamento totalmente dependente do homem e da mulher. Rejeitaram a ideia de verdade natural e de missão anteriores à decisão dos noivos, antepondo a tudo a preocupação pela felicidade individual. Essa mentalidade acabou por gerar o caos completo no casamento e na família: a multiplicação dos divórcios e dos abortos, a violência nas relações afetivas do casal, a descida assustadora da natalidade, o número de crianças abandonadas, e todo o tipo de comércio do corpo. Fez diminuir até os casamentos futuros, tanto católicos como civis, pois os noivos deixam de se preparar para o casamento duradouro e, naturalmente, acabam por precisar de se separar: a hipótese do divórcio gera a necessidade do divórcio.

Esse caos reflete a anarquia da reflexão e a ligeireza da vida política. Já estamos a pagar caro estes erros de cultura e de leviandades públicas.

Que esta situação sirva ao menos para se tomar consciência da riqueza da mensagem cristã sobre o casamento e a família, e da espantosa oportunidade do testemunho dos casais cristãos.

3. O Concílio diz que há uma missão inerente ao casamento, que precede e ultrapassa a vontade dos noivos. Embora o casamento não exista só para a criação dos filhos, a união do casal orienta-se para a geração e a educação dos filhos, e deve manter-se mesmo que não haja prole. Os filhos não são um direito do casal, que este possa buscar a qualquer preço

Depois do Concílio, assistiu-se à inversão desta doutrina. Passou a dizer-se que a missão do casamento era a felicidade do casal, a geração e a educação dos filhos. Ao colocar a tónica na felicidade do casal, deixou-se o resto na sombra e, frequentemente, não se sai do prazer egoísta. Essa busca ansiosa da felicidade minou o matrimónio e tornou-se a causa de todas as aventuras.

 

4. A segunda leitura, relativa ao sacerdócio de Jesus que passou pelo sofrimento para chegar à glória do Pai, pode ajudar-nos hoje a completar a nossa reflexão sobre o matrimónio e a família: os noivos são os sacerdotes do seu casamento e devem aprender a «oferecer os seus corpos a Deus como hóstia viva, santa, agradável a Deus. Este é o vosso culto espiritual (Rom 12,1). Também eles passam pelo sofrimento para a glória.

Se escutássemos muitos dos pais que nos precederam, pais antigos e pais modernos, haveríamos de verificar que foi a consciência do carácter sagrado do casamento e da missão que lhe anda inerente que lhes deu a coragem de gerar filhos e, no fim, sentirem-se felizes. 

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

O Senhor, que a todos nos chama à santidade de vida,

está disponível para nos dar os meios de a conseguir.

Espera apenas que humildemente Lhe peçamos ajuda.

Façamo-lo, elevando por Jesus, no Espírito, ao Pai,

As necessidades da Igreja e do mundo e de todos nós.

Oremos (catando):

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

1. Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos da santa Igreja,

    para que nos ensinem a doutrina sobre o matrimónio e a família,

    oremos, irmãos.

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

2. Pelos casais em crise de agonia da fidelidade ao amor conjugal,

    para que respondam com generosidade à sua vocação pessoal,

    oremos, irmãos.

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

3. Pelos noivos que se preparam agora para a fundação da família,

    para que o façam com seriedade perante de Deus e os homens,

    oremos, irmãos.

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

4. Pelos pais de família que lutam pelo bom futuro dos seus filhos,

    para que sejam testemunhas vivas da perene fidelidade de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

5. Pelos governos e associações familiares d as nações do mundo,

    para que promovam leis que ajudem a renovação das famílias,

    oremos, irmãos.

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

6. Pelas almas dos fieis defuntos que se encontram em purificação,

    para que o Senhor, em Sua misericórdia os conduza ao Paraíso,

    oremos, irmãos.

 

    Velai, Senhor, pela santidade do matrimónio!

 

Senhor, que instituístes o matrimónio uno e indissolúvel

e o elevastes a sacramento da Nova lei, na Igreja:

libertai-o dos erros que os homens nele introduziram,

para que, por ele, os esposos cheguem á santidade de vida

e nela, até à felicidade eterna no Céu onde habitais.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.  

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Jesus transformou miraculosamente a água em vinho, nas bodas de Caná da Galileia. No altar vai realizar um prodígio infinitamente maior, convertendo o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue, depois de nos ter purificado com a Sua Palavra.

Disponhamo-nos interiormente para acolher e agradecer este dom divino.

 

Cântico do ofertório: Senhor Jesus, Mestre Divino, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Saudação da Paz

 

A paz brota em nosso coração pela conversão pessoal que nos leva ao perdão generoso e à unidade. Acolhamos este dom, perdoando e aceitando ser perdoados.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor dá-nos, na Santíssima Eucaristia o exemplo duma entrega a cada um de nós, sem condições nem limites.

Entreguemo-nos também a Ele com o desejo de uma fidelidade para sempre ao Seu Amor, por uma vida em graça e a correspondência a cada instante aos Seus desígnios de Amor.

 

Cântico da Comunhão: Quero cantar o vosso nome, A. Cartageno, NRMS 111

Lam 3, 25

Antífona da Comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

Ou:   

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

 

Oração depois da Comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O mundo novo que todos de sejamos passa, necessariamente, pela renovação da família e do matrimónio.

Sejamos, em todas as encruzilhadas do mundo, arautos desta renovação.

 

Cântico final: Reunidos em Igreja, M. Carneiro, NRMS 71-72

 

 

Homilias Feriais

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 8-X: Ser o bom samaritano como Jesus.

Gal 1, 6-12 / Lc 10, 25-37

Mas um samaritano, que seguia de viagem, veio por junto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.

O bom samaritano (Ev.) é, em primeiro lugar, o próprio Cristo. Manifestou o seu amor por nós, entregando a sua vida, e parando junto de nós, no sacramento da Penitência, para curar as nossas feridas.

No nosso caminho diário encontramos sempre algum ferido. Há pessoas que atravessam circunstâncias dolorosas, de falta de carinho, de abandono, de miséria. E há outras, feridas na alma: afastadas de Deus, desconhecedoras das verdades da fé, etc. Para essas, temos que ser o bom samaritano.

 

3ª Feira, 9-X: Manter a união com Deus.

Gal 1, 13-24 / Lc 10, 38-42

Marta, Marta. Andas inquieta e agitada com muita coisa, quando uma só é necessária.

O que é necessário é mantermos a nossa união com Deus, ao longo do nosso dia (Ev.). Procuremos arranjar alguns momentos dedicados exclusivamente ao Senhor, como Maria: a oração, a participação na Eucaristia, as leituras, etc. E consegui-los também enquanto trabalhamos, como Marta: oferecendo o trabalho ao Senhor, pedindo pelas pessoas que nos rodeiam, etc.

S. Paulo, depois de receber a revelação de Deus, esteve retirado alguns anos, dedicando-se à contemplação (Leit.) e, depois, começou as suas viagens.

 

4ª Feira, 10-X: O Pão da Vida e a Palavra de Deus.

Gal 2, 1-2. 7-14 / Lc 11, 1-4

Dai-nos em cada dia o pão para nos alimentarmos.

«Tomado no sentido qualitativo (Ev.), significa o necessário para a vida e, de um modo mais abrangente, todo o bem suficiente para a subsistência. Tomado à letra, designa directamente o Pão da vida, o Corpo de Cristo, remédio da imortalidade, sem o qual não temos vida em nós» (CIC, 2837).

S. Paulo fala de um outro alimento, igualmente importante, a Palavra de Deus: «Expus o Evangelho que prego entre os gentios aos membros da Igreja» (Leit.). Dediquemos alguns momentos, além da Missa, a tomar este alimento.

 

5ª Feira, 11-X: Oração eficaz unida ao sacrifício.

Gal 3, 1-5 / Lc 11, 5-13

Mas, por causa da sua impertinência, levantar-se-á para lhe dar tudo o que precisa.

«S. Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração: a primeira, a do ‘amigo inoportuno’ convida-nos a uma oração persistente. ‘Batei e a porta abrir-se-vos-á’ (Ev.)» (CIC, 2613).

 A oração é sempre eficaz pois, mesmo que o Senhor não nos conceda o que lhe pedimos, fizemos uma obra boa: rezar. O fruto será mais abundante se acrescentarmos à oração algum sacrifício: «a vossos olhos, foi traçada a imagem de Cristo crucificado» (Leit.).

 

6ª Feira, 12-X: A defesa dos nossos ‘tesouros’.

Gal 3, 7-14 / Lc 11, 15-26

Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus haveres estão em segurança.

Precisamos estar vigilantes, para podermos defender os tesouros da nossa vida: a presença de Deus na nossa alma, o amor a Nª Sª, o amor pelo próximo, etc. Jesus venceu o demónio através do dedo de Deus: «O dedo, ‘É pelo dedo de Deus que Jesus expulsa os demónios (Ev.). O hino ‘Veni Creator Spiritus’ invoca o Espírito Santo como ‘dedo’ da mão direita do Pai’» (CIC, 700).

É também necessária a nossa vida de fé: «O justo vive pela fé» (Leit.). A fé dá-nos fortaleza, que é necessária para combater o demónio.

 

Sábado, 13-X: Os louvores a Nª Senhora.

Gal 3, 22-29 / Lc 11, 27-28

Feliz aquela que te trouxe no seio e que te amamentou ao seu peito.

Podemos continuar a dirigir louvores a Nª Senhora, como fez aquela mulher e depois Jesus (Ev.), através da Ave-Maria: «As suas palavras exprimem a admiração do céu e da terra, e deixam de certo modo transparecer o encanto de próprio Deus ao contemplar a sua obra prima: a Encarnação do Filho no ventre virginal de Maria. A repetição da Ave-Maria sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, é admiração, reconhecimento do maior milagre da história» (RVM, 33).

No momento da Encarnação, Cristo ganhou para nós uma grande dignidade: «todos vós sois filhos de Deus» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


 [ CC1]* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 [ CC2]* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 


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