23º Domingo Comum

9 de Setembro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 118, 137.124

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra deste 23º Domingo do Tempo Comum, leva-nos a reflectir na atenção com que temos escutado o Senhor e os irmãos que nos rodeiam; no modo como reagimos às situações de injustiça que presenciamos ou de que temos conhecimento; das discriminações que eventualmente praticamos; e convidam-nos a louvar e agradecer a Deus que liberta, protege e ampara.

Saibamos escutar com atenção esta mensagem de optimismo e confiança, para vivermos em permanente esperança todos os momentos difíceis que, porventura, estejamos a atravessar.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade às nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: As palavras de consolação do profeta Isaías são um convite à comunicação da esperança a todos aqueles que estão desmoralizados, oprimidos ou se sentem injustiçados. As promessas contidas nesta primeira leitura começaram a cumprir-se com a vinda de Jesus.

 

Isaías 35, 4-7a

4Dizei aos corações perturbados: «Tende coragem, não temais. Aí está o vosso Deus; vem para fazer justiça e dar a recompensa; Ele próprio vem salvar-nos». 5Então se abrirão os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos. 6Então o coxo saltará como um veado e a língua do mudo cantará de alegria. As águas brotarão no deserto e as torrentes na aridez da planície; 7aa terra seca transformar-se-á em lago e a terra árida em nascentes de água.

 

Este pequeno trecho é tirado do chamado «Pequeno Apocalipse de Isaías» (Is 34, 1 – 35, 10), redigido em forma de um díptico: em contraste com a ruína de Edom (um símbolo das nações), descreve-se a utopia messiânica da Jerusalém restaurada, em que todas as doenças serão curadas Os vv. 5-6 são citados implicitamente em Mt 11, 5 e Lc 7, 22; no Evangelho de hoje (Mc 7, 37) também se pode ver uma alusão a esta passagem (v. 5): «e se desimpedirão os ouvidos dos surdos».

 

Salmo Responsorial     Sl 145 (146), 7.8-9a.9bc-10 (R. 1)

 

Monição: Recitemos este salmo em tom meditativo, louvando e agradecendo ao Senhor, porque Ele presta justiça aos oprimidos, dá pão, liberta, ilumina, protege e ampara.

 

Refrão:        Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente;

o teu Deus, ó Sião,

é rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Tiago, nesta leitura, adverte severamente todos aqueles que no seu modo de proceder se deixam guiar pelos critérios mundanos das aparências e conveniências e esquecem o espírito evangélico.

 

Tiago 2, 1-5

Meus irmãos: 1A fé em Nosso Senhor Jesus Cristo não deve admitir acepção de pessoas. 2Pode acontecer que na vossa assembleia entre um homem bem vestido e com anéis de ouro e entre também um pobre e mal vestido; 3talvez olheis para o homem bem vestido e lhe digais: «Tu, senta-te aqui em bom lugar», e ao pobre: «Tu, fica aí de pé», ou então: «Senta-te aí, abaixo do estrado dos meus pés». 4Não estareis a estabelecer distinções entre vós e a tornar-vos juízes com maus critérios? 5Escutai, meus caríssimos irmãos: Não escolheu Deus os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que Ele prometeu àqueles que O amam?

 

Na secção de que é extraída a leitura (vv. 1-13), S. Tiago, de modo incisivo e com exemplos concretos (vv. 2-4), mostra a incompatibilidade entre a fé cristã e as discriminações e o favoritismo (cf. Mt 22, 16; 23, 8-11; Mc 10, 44-45; Jo 17, 20-21; Act 10, 34; Rm 2, 11; Gal 2, 6; 3,28; Ef 4, 3-5; 1 Pe 1, 17); a verdade é que também não pretende reprovar alguma distinção que se possa conferir a algum fiel, em razão da sua autoridade, idade, necessidade, ministério hierárquico, etc.; o que condena são as distinções ditadas por critérios mundanos (vaidade, subserviência, parcialidade, etc.); note-se que também são de reprovar os exageros ao atender legítimas distinções, pois há uma igualdade radical de todos os fiéis que a prática diária não pode desfigurar sem atraiçoar a lei do Reino, ou a régia lei como outros traduzem (no sentido de suprema), da caridade cristã.

1 «Não ligueis a fé em N.S.J.C. glorioso…»: há quem traduza: fé na glória do Senhor N. J. C., ou também fé no Senhor da glória (cf. 1 Cor 2, 8; Jo 12, 41; 17, 5; Is 42, 8; Ex 24, 16); assim teríamos uma afirmação da divindade de Jesus, mas parece preferível a tradução mais óbvia e corrente, referida à condição de Jesus glorificado, que adoptámos na tradução da Bíblia da Difusora Bíblica: «Não tenteis conciliar a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo glorioso com a acepção de pessoas».

2-5. «Pode acontecer que…» Uma forma delicada de prevenir abusos, que se davam entre os judeus, a que poderiam estar sujeitos cristãos com pouca formação; de qualquer modo, Tiago é claro e enérgico. Se condena «estabelecer distinções», não pretende reprovar alguma distinção, como acima se disse.

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Mt 4, 23

 

Monição: A actividade de Jesus sempre foi ensinar, pregar e curar os mais pobres, necessitados e marginalizados, como ainda hoje continua a fazer àqueles que a Ele se dirigem de coração sincero.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, NRMS 73-74

 

Jesus pregava o Evangelho do reino

e curava todas as enfermidades entre o povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 7, 31-37

Naquele tempo, 31Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. 32Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. 33Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. 34Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te». 35Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar correctamente. 36Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. 37Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

 

Só Marcos refere em pormenor esta cura. Jesus não se limita a um gesto corrente de impor as mãos, mas «meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua» (v. 33), o que não envolve qualquer espécie magia, mas é um gesto simbólico, como que sacramental, apto para excitar a fé e confiança do doente e pôr em evidência como a graça divina da cura passa através de sinais sensíveis. Mas o milagre não aparece como fruto dos gestos de Jesus, mas devido à eficácia da sua palavra; nisto se distingue das benzeduras dos curandeiros judeus e dos passes mágicos helenísticos.

34 «Effathá»: a força poderosa da palavra de Jesus é de tal modo impressionante que se manteve na tradição a própria expressão aramaica, mesmo depois de o Evangelho ter passado a ser pregado em grego. S. Marcos, escrevendo para não judeus, tem o cuidado de fornecer a sua tradução: «abre-te!» A ordem não é dada por Jesus aos membros afectados pela doença, mas à pessoa do doente, o que reforça o seu simbolismo; neste sentido, a mesma palavra passou ao rito do Baptismo, mantendo-se ainda no Baptismo dos adultos; no das crianças temos agora apenas a oração a pedir que os ouvidos do baptizando se abram para em breve ouvir e aceitar a palavra de Deus; nesta linha está o apelo emblemático do Papa João Paulo II: «abri as portas a Cristo!»

 

Sugestões para a homilia

 

§  Saber escutar

§  O anúncio da Palavra

§  Com espírito evangélico

 

Saber escutar

Na primeira leitura constatamos que o profeta Isaías deixou uma mensagem de esperança ao desolado povo israelita que estava prisioneiro e escravo na Babilónia.

O povo de Israel não escutava aquilo que o Senhor lhe queria transmitir. Daí que o profeta anuncie: “Coragem, não temais... eis que o Vosso Deus vos vem salvar!” e continua com o anúncio das grandes e extraordinárias mudanças: “Então abrir-se-ão os olhos dos cegos e os ouvidos dos surdos... e soltar-se-á a língua do mudo”...

Os israelitas estavam surdos e mudos porque fechavam os ouvidos às chamadas de Deus. Mesmo quando as escutavam, eram incapazes de as comunicar aos outros.

As promessas anunciadas tiveram o início do seu cumprimento com a vinda de Jesus, mas não se realizaram plenamente durante a sua vinda.

Hoje, como seus discípulos, somos chamados a concretizar a obra iniciada por Ele e convidados à reflexão pessoal e das nossas comunidades cristãs. Temos de nos interrogar se estamos a cumprir a missão recebida no baptismo: comunicamos a todas as pessoas desanimadas e desmoralizadas das nossas aldeias, das nossas cidades, do nosso país, uma palavra de esperança? Mostramo-nos solidários com as vítimas da opressão, da desgraça, das dificuldades causada pela crise económica, de quem é atormentado pela doença, pelo desemprego, ou de quem é injustamente ultrapassado?

O anúncio da Palavra

Ao narrar a cura operada por Jesus, o Evangelho mostra que, na verdade, já chegaram os tempos messiânicos. Aos homens são abertos os ouvidos para escutar a Boa Nova, e a boca para a anunciar e estabelecer uma relação de abertura com os irmãos.

Quem é afinal o surdo-mudo que nos é mostrado senão todo o homem incapaz de estabelecer relações com os outros? Ele não pode ouvir o que dizem e, por esse motivo, é incapaz de transmitir o que não pôde ouvir. Vive isolado, fechado no próprio mundo. Este homem representa, simbolicamente, todos os que têm os ouvidos fechados à palavra de Cristo.

Surdo pode ser qualquer um de nós que frequenta uma comunidade cristã, mas não ouve o grito dos pobres, dos marginalizados, dos que sofrem as injustiças. Somos mudos quando não cumprimos o nosso dever de anunciar o Evangelho, por vergonha, subserviência a superiores, a interesses políticos ou para agradar a colegas que nos podem moer com simples palavras.

São surdos-mudos certos maridos que nunca dialogam com as mulheres e vice-versa, ou filhos que nunca atendem àquilo que lhes transmitem os pais. São-no de igual modo todos aqueles que se fecham em si mesmos, por orgulho, inveja ou vaidade ferida, não atendendo às sugestões de outros que eles pensam ser menos cultos, menos favorecidos intelectualmente, mas estão, todavia, assistidos de toda a razão.

É neste sentido que a segunda leitura nos relaciona com este tema, mostrando o que acontece quando uma comunidade é completamente surda à palavra de Deus e à voz dos pobres esquecendo o espírito evangélico.

Com espírito evangélico

Quotidianamente podemos verificar que os ricos, os poderosos, os mais dotados, conseguem gozar de privilégios; que lhes são reservados os melhores e os primeiros lugares em toda a parte; são elogiados por tudo aquilo que dizem, embora pareça aos demais que não sabem o que proferem e, mesmo quando se enganam, ninguém tem a coragem de os contradizer.

Na vida de todos os dias não é fácil tornar presente este sinal de fraternidade e igualdade que celebramos quando nos encontramos reunidos em assembleia litúrgica. Fora do lugar de culto talvez recomecemos a fazer distinções, mostrando as nossas preferências pelos mais simpáticos, pelos mais ricos, pelos mais cultos, pelos mais inteligentes, pelos mais influentes ou que alcançam o sucesso.

Se não levarmos para fora das igrejas a fraternidade que proclamamos no seu interior, as nossas solenes cerimónias correm o risco de ser um embuste que não cativa, não impele, nem convence.

Nas nossas celebrações não evocamos tanto o que já somos, mas quanto devemos ser, recordando-nos o mundo novo que somos chamados a construir: um mundo em que os homens não se sintam discriminados, mas iguais em direitos e dignidade e no qual seja a todos dada a oportunidade de se sentirem apreciados, entendidos e amados.

Iluminados pela Palavra que hoje nos interpela, pensemos no modo como poderemos prolongar os gestos de Cristo, a fim de sermos portadores de esperança e felicidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Jesus pregava o Evangelho do reino

e curava todas as enfermidades entre o povo.

Agora que Ele está junto do Pai,

peçamos-Lhe com toda a confiança:

 

    Senhor, ajudai-nos a saber escutar-Vos.

 

1.     Pelo Papa, Bispos, Presbíteros e Diáconos

seus colaboradores na evangelização,

para que sejam fiéis  à missão recebida

de anunciar a salvação a todo o mundo,

oremos, irmãos.

 

2.     Por todos nós que somos chamados

a concretizar a obra iniciada por Jesus,

para que saibamos escutá-lO

nas interpelações que nos faz,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que no quotidiano da vida

tornemos presente os sinais de fraternidade e igualdade

que celebramos quando nos encontramos reunidos

em assembleia litúrgica,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que ajudemos a construir um mundo novo

em que os homens não se sintam discriminados,

mas iguais em direitos e dignidade e a todos seja dada

a oportunidade de se sentirem apreciados, entendidos e amados,

oremos, irmãos.

 

5.     Por todos nós, pelas nossas intenções

e pelas intenções que nos foram recomendadas,

para que, alcancemos as graças pedidas ao Senhor,

oremos, irmãos.     

 

6.     Pela nossa comunidade orante,

para que saiba ser portadora de esperança e felicidade

para todos os homens,

oremos, irmãos.

 

Senhor Jesus Cristo,

que fizestes ouvir os surdos e falar os mudos,

escutai as nossas orações

e dignai-vos atendê-las,

Vós que sois Deus com o Pai,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. da Silva, NRMS 4 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Que o Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que vamos comungar, nos ajude a abrir os ouvidos às interpelações de Deus e a libertar a língua para anunciarmos por palavras e obras o Seu reino de esperança e felicidade para todos os homens.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

Salmo 41, 2-3

Antífona da comunhão: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.

 

ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Façamos por descobrir no nosso dia-a-dia as situações, onde por nosso intermédio, é necessária a presença do Salvador que ilumina, cura, alimenta e fortalece. Mesmo que estejamos sujeitos à dor e a muitas limitações saibamos que Jesus está presente, é portador de esperança e pode transformar em vitória e ressurreição todo o sofrimento humano.

 

Cântico final: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

 

Homilias Feriais

 

23ª SEMANA

 

2ª Feira, 10-IX: Um esforço novo.

1 Cor 5, 1-8 / Lc 6, 6-11

Então, olhou-nos a todos em redor e disse ao homem: Estende a mão. Ele assim fez, e a mão ficou-lhe curada.

Quando temos dificuldades em curar os nossos defeitos, quando nos aparecem obstáculos difíceis de ultrapassar, o Senhor pede-nos que façamos o esforço de estender a mão (Ev.), isto é, que nos empenhemos um pouco mais e que tenhamos muita confiança nele, pois para Deus nada é impossível.

A fé cristã conduzir-nos-á a uma reforma de nossa própria vida, a um novo modo de ser e actuar. «Celebremos a festa, não com o fermento da malícia e perversidade, mas com os pães ázimos da pureza e da verdade» (Leit.).

 

3ª Feira, 11-IX: As transformações espirituais.

1 Cor 6, 1-11 / Lc 6, 12-19

Mas fostes purificados, fostes santificados, fostes justificados pelo nome de Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de Deus.

Muitos cristãos de Corinto tinham uma vida moralmente má, mas que se transformou graças à acção do Espírito Santo (Leit.): «Curando as nossas feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual, ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como filhos da luz, em toda a espécie de bondade, justiça e verdade» (CIC, 1695).

Jesus escolhe doze do grupo dos discípulos para que o sigam, cura todos os que lhe apresentam (Ev.). Dão-se igualmente muitas transformações espirituais.

 

4ª Feira, 12-IX: Santíssimo Nome de Maria: Caminhos para a felicidade eterna.

1 Cor 7, 25-31 / Lc 6, 20-26

Felizes de vós os pobres, os que estais agora cheios de fome e os que agora chorais.

Ao falar da felicidade eterna Jesus ensina-nos que um homem, embora possua muitos bens da terra, pode ser infeliz. E, pelo contrário, um homem que vive no meio da pobreza, da dor, do abandono, pode alcançar a felicidade eterna (Ev.). S. Paulo recorda-nos que o «cenário deste mundo é passageiro», isto é, a felicidade aqui na terra é sempre fugaz, não dura sempre. O importante é conseguir a felicidade eterna.

O recurso ao Santo Nome de Maria ajuda-nos a alcançar a felicidade eterna: «Ave Maria… rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte».

 

5ª Feira, 13-IX: A regra de ouro da caridade.

1 Cor 8, 1-7. 11-13 / Lc 6, 27-38

Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei bem e emprestai, sem nada esperar em troca.

«O exercício de todas as virtudes é animado e informado pela caridade: Esta é o vínculo da perfeição e a forma de todas as virtudes» (CIC, 1827).

É a caridade que nos há-de levar a suportar-nos uns aos outros, a ajudar-nos mutuamente; a amar os nossos inimigos, a ser misericordiosos com os outros, a não julgar, a não condenar, a perdoar (Ev.). Procuremos aplicar esta regra que o Senhor nos ensinou: «A ‘regra de ouro’ é: tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lhe, de igual modo, vós também» (CIC, 1789).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

 


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