Virgem Santa Maria Rainha

22 de Agosto de 2012

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

cf. Salmo 44, 10

Antífona de entrada: A vossa direita, Senhor, está a Rainha, revestida de beleza e de glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Festa de Santa Maria Rainha, foi instituída pelo Papa Pio XII para ser celebrada a 31 de Maio. A reforma litúrgica pós-conciliar transferiu-a para a oitava da Festa de Nossa Senhora da Assunção. Com esta Festa Pio XII teve em mente fazer resplandecer com maior brilho e evidência a dignidade real de Nossa Senhora. Pediu também que neste dia, se renovasse a consagração do género humano ao Coração Imaculado da Bem-aventurada Virgem Maria. É com este espírito de exaltação da Mãe de Deus e da nossa entrega total ao Seu Coração Imaculado, que vamos participar nesta Eucaristia.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe e Rainha, fazei que, protegidos pela sua intercessão, alcancemos no Céu a glória prometida aos vossos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Para que o Senhor do Universo nos desse o “Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz” quis precisar da Virgem Santa Maria. Assim Nossa Senhora é “exaltada aos reinos celestes, acima dos coros angélicos”.

 

Isaías 9, 1-6

1O povo que andava nas trevas viu uma grande luz para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. 2Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 3Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. 4Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. 5Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». 6O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Este belíssimo texto é um trecho do chamado livro do Emanuel (Is 7 – 12), onde, em face da iminência de várias guerras, se abrem horizontes de esperança que se projectam em tempos vindouros, muito para além das soluções empíricas e imediatas: é a utopia messiânica de paz e alegria que veio a ter o seu pleno cumprimento com a vinda de Cristo ao mundo.

2 «Uma luz começou a brilhar». Esta luz é o «menino» (v. 5) que nasce para nós na noite de Natal, «a luz do mundo» (cf. Jo 8, 12; 1, 5.9).

4 «Como no dia de Madiã». Referência à grande vitória de Gedeão sobre os madianitas, que se conta no livro dos Juízes, cap. 7.

7 O «poder» e a «paz sem fim» serão garantidos para o trono de David pelo Menino de predicados divinos verdadeiramente surpreendentes (v. 5) que, embora em termos semelhantes aos dos soberanos egípcios e assírios, suplantam os predicados de qualquer rei empírico, e correspondem ao mistério de Jesus, Deus feito homem.

 

Salmo Responsorial         Sl 112 (113), 1-2.3-4.5-6.7-8 (R. 2)

 

Monição: Este Salmo rezado por Jesus na última Ceia, convida os servos do Senhor a louvá-Lo sempre e em toda a parte, porque a glória que Lhe pertence e O coloca acima dos céus e de toda a grandeza, que ninguém pode imaginar, não O fasta dos mais pobres e desprezados da terra.

 

Refrão:   Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

Ou:          Aleluia.

 

Louvai ao Senhor, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

Desde o nascer ao pôr do sol,

seja louvado o nome do Senhor.

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

 

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,

que tem o seu trono nas alturas,

e Se inclina lá do alto,

a olhar o céu e a terra?

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

 

Aclamação ao Evangelho           Lc 1, 28

 

Monição: Maria é Rainha do Céu e da Terra, porque aceitou humildemente o convite amoroso do eterno Pai, respondendo ao Arcanjo S. Gabriel: “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A narrativa da Anunciação reveste-se de uma densidade tal que cada palavra encerra uma riqueza e profundidade impressionante, o que condiz bem com o acontecimento mais transcendente da História, o preciso momento em que, com o sim da Virgem Maria, o Eterno entra no tempo, o Criador se faz criatura.

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois nela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica: «estenderá sobre Ti a sua sombra»); o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem um fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Nossa Senhora é Mãe de Deus.

2. Nossa Senhora, Mãe do Rei dos reis, é Rainha também.

3. Viver como verdadeiros filhos e súbditos de Nossa Senhora é caminho certo de felicidade terrena e eterna.

 

1. Nossa Senhora é Mãe de Deus.

 O dogma que proclama a Maternidade Divina de Nossa Senhora, teve lugar no Concílio de Éfeso, no ano 431. Frente a várias heresias então difundidas, os Bispos reunidos no referido Concílio, iluminados pelo Divino Espírito Santo, proclamaram Nossa Senhora verdadeira Mãe de Deus. Ao fazê-lo, não quiseram afirmar que Ela, simples Criatura, tenha dado a divindade a Seu Filho Jesus Cristo. À semelhança de nossas mães, que apesar de não nos terem dado a alma, não duvidamos chamar-lhes verdadeiramente nossas mães, assim com Nossa Senhora em relação a Jesus, fruto do Seu Ventre Puríssimo. Ele é uma única Pessoa, que com natureza divina e humana nasceu de Maria Virgem. Todo o Seu Corpo é de Maria e como Pessoa única, como nós, é Filho de Sua Mãe Santíssima. Assim Nossa Senhora é verdadeiramente Mãe de Deus.

O povo cristão recebeu com enorme alegria este dogma tão querido. A cidade de Éfeso naquela noite de 22 de Junho do ano 431, iluminou-se com todo o esplendor. Os Bispos foram mesmo acompanhados com enormes archotes a suas moradas. S. Cirilo de Alexandria exclamou, com todo o entusiasmo: “Nós vos saudamos, ó Maria, Mãe de Deus, venerando tesouro de toda a terra, lâmpada inextinguível, coroa da virgindade, ceptro da doutrina verdadeira, templo indestrutível, morada d’Aquele que nenhum humano pode conter... Quem de entre os homens será capaz de celebrar dignamente os louvores de Maria? Ela é Mãe e Virgem; ó realidade admirável; ó surpreendente maravilha”.

2. Nossa Senhora, Mãe do Rei dos reis, é Rainha também.

A partir do dogma da maternidade divina de Nossa Senhora, todas as outras prerrogativas e dogmas Lhe devem ser logicamente atribuídas. Como Mãe de Jesus, Deus e Homem verdadeiro, Rei e Senhor de tudo quanto existe, Maria é Rainha também. Tal como o reinado de Seu divino Filho, o Seu reinado é de Amor. Como tal não se impõe pela força, como geralmente o fazem os reinos deste mundo, mas pelo coração. Como Mãe terna e atenta, concretiza a Sua Realeza intercedendo junto de Seu divino Filho, por todos nós. E, com Suas palavras, exemplos e aparições ao longo da história da Igreja nos convida a participar com entusiasmo e fé no Reino de Amor de Seu divino Jesus. Por Ela vamos a Jesus. Por isso nos pede que nos consagremos ao Seu Imaculado Coração. Foi o pedido que esta nossa Mãe e Rainha nos fez concretamente através dos pastorinhos de Fátima.

3. Viver como verdadeiros filhos e súbditos de Nossa Senhora é caminho certo de felicidade terrena e eterna.

Pio XII ao instituir esta Festa de Nossa Senhora Rainha, pediu a renovação da consagração do género humano ao Imaculado Coração de Maria.

Esta consagração só será real se a Ela verdadeiramente nos entregarmos. Mais que palavras, interessa a entrega real de cada um ao Seu Imaculado Coração. Nesta entrega livre e responsável, cada um, encontrará a máxima segurança por maior que sejam as adversidades e contradições desta vida. Desta consagração e da devoção dos primeiros Sábados, Nossa Senhora, com ternura de Mãe, a todos prometeu, através da Irmã Lúcia, em 10 de Dezembro de 1925, em Pontevedra, Espanha, “uma assistência especial na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação”. Este pedido foi novamente renovado pelo próprio Jesus Sacramentado em 17 de Dezembro de 1927 em Tuy, também em Espanha. As Paróquia, Países e pessoas que têm correspondido a este pedido tão terno de Nossa Senhora, têm experimentado de uma forma palpável e bem clara, essa protecção da nossa boa Mãe do Céu.

Queremos celebrar esta Festa de Nossa Senhora de uma forma que seja do Seu agrado? Façamos-Lhe a nossa consagração e levemos a que muitos outros a façam também. Que Ela, nossa Mãe querida, seja também verdadeiramente Rainha de toda a nossa vida. Com a Sua valiosíssima intercepção junto de Deus, encontraremos a força necessária para caminhar nos caminhos da verdadeira felicidade e progresso humano e a garantia de um dia podermos estar com Ela, para sempre, no reino dos Céus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Por intercessão da Virgem cheia de graça,

que Deus Pai todo-poderoso

quis que fosse Mãe do Seu Filho

peçamos com confiança e alegria:

 

R. Interceda por nós a Mãe de Jesus.

   

 

 

 

1.    Para que a Virgem Maria, Mãe da Igreja

ilumine o Santo Padre, os Bispos, Sacerdotes, Diáconos e Leigos

a fim de que sejam sempre fiéis à sua vocação,

peçamos com confiança e alegria.

 

 

R. Interceda por nós a Mãe de Jesus.

 

 

2.    Para que a Virgem Maria, Rainha da Paz

inspire os responsáveis pelas nações para eliminarem

as injustiças que podem conduzir à guerra,

peçamos com confiança e alegria.

 

R. Interceda por nós a Mãe  de Jesus.

 

 

 

3.    Para que a Virgem Maria, Mãe Puríssima,

defenda de todos os perigos as nossas crianças

e aponte aos jovens o caminho da felicidade,

peçamos com confiança e alegria.

 

R. Interceda por nós a Mãe de Jesus.

 

4.    Para que a Virgem Maria, Rainha do Santíssimo Rosário

nos ensine a rezá-lo todos os dias,

como pediu nas aparições de Fátima,

peçamos com confiança e alegria.

 

R. Interceda por nós a Mãe de Jesus.

 

 

5.    Para que a Virgem Maria, Porta do Céu

nos venha buscar um dia para o Seu reino celeste

e aí nos faça encontrar a todos os nossos familiares e amigos

e todos quantos no Purgatório esperam os nossos sufrágios,

peçamos com confiança e alegria.

   

R. Interceda por nós a Mãe de Jesus.

 

 

Senhor, que fizeste da Virgem Santa Maria

a Mulher forte, Rainha do Céu e da Terra

dignai-vos atender as nossas súplicas

que por Sua intercessão vos dirigimos.

por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

 que  Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Apresentamos Senhor, H. Faria, NRMS 103-104

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, nós Vos oferecemos, Senhor, os nossos dons e Vos pedimos que venha em nosso auxílio o vosso Filho feito homem, que a Vós Se ofereceu na cruz como oblação imaculada. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade]: p. 486 [644-756], ou II p. 487

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, fruto do Ventre Puríssimo de Nossa Senhora vai entrar dentro de nós pela Sagrada Comunhão.

Vamos recebê-lO com muita fé, respeito e amor. Assim honraremos também Sua Mãe Santíssima, Rainha do Céu e da Terra, que, com tanto amor, no-Lo confiou.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu pão, C. Silva, NRMS 98

cf. Lc 1,45

Antífona da comunhão: Bendita sejais, ó Virgem Maria, que acreditastes na palavra do Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este sacramento celeste, ao venerarmos a memória da Virgem Santa Maria, concedei-nos a graça de tomar parte no banquete do reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com o propósito de vivermos como verdadeiros filhos e súbditos de Nossa Senhora consagrando-Lhe toda a nossa vida, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Ó Santa Maria Mãe de Deus, J. Santos, NRMS 5 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 23-VIII: O traje adequado.

Ez 36, 23-28 / Mt 22, 1-14

 O reino dos Céus é comparável a um rei que preparou o banquete nupcial para o seu filho.

«Para nós, o banquete eucarístico é uma antecipação real do banquete final, preanunciado pelos profetas e descrito no Novo testamento como as ‘núpcias do Cordeiro’» (SC, 31).

Procuremos ter um traje de cerimónia adequado: «A pousada que Ele procura é a alma de cada um e que ela esteja muito enfeitada, muito limpa, desprendida das coisas da terra. Com amor vem à tua alma, com amor quer ser recebido» (S. João Ávila). O Senhor purificar-nos-á, dar-nos-á um coração renovado (Leit.).

 

6ª Feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: O elogio da veracidade.

Ap 21, 9-14 / Jo 1, 45-51

A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes, e neles doze nomes: os doze Apóstolos do Cordeiro.

Jesus escolhe os doze Apóstolos que representam as doze tribos de Israel e que são as pedras do alicerce da nova Jerusalém (Leit.). O Senhor chama-nos igualmente a todos para que o sigamos, o imitemos e o demos a conhecer, continuando a obra da Redenção, até à sua segunda vinda.

De S. Bartolomeu Jesus destacou a virtude da veracidade: «A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro nos actos e em dizer a verdade nas palavras, evitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia» (CIC, 2505).

 

Sábado, 25-VIII: Necessidade da humildade para servir.

Ez 43, 1-7 / Mt 23, 1-12

Aquele que for o maior entre vós será vosso servo. Quem se elevar será humilhado e quem se humilhar será elevado

Os escribas e fariseus procuravam a sua própria glória (Ev.). Por isso, o senhor chama a atenção para virtude da humildade.

«Cristo ocupou o último lugar no mundo – a cruz – e, precisamente com esta humildade radical, nos redime e ajuda sem cessar» (Deus é amor, 35). Por isso, aquele que quer servir o próximo, há-de viver esta virtude: «Com humildade, fará o que lhe for possível realizar e, com humildade, confiará o resto ao Senhor. Só lhe prestamos o nosso serviço na medida do possível e até onde Ele nos der força» (id, ibid.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Alves Moreno

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:     Nuno Romão

Sugestão Musical:  Duarte Nuno Rocha

 


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