17º Domingo Comum

29 de Julho de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 67, 6-7.36

Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A vida é uma escola de partilha que nos ajuda a lutar contra as diversas manifestações do egoísmo, e como preparação para a comunhão de Verdade e de Amor que será a nossa vida na felicidade eterna.

Os esposos, depois do casamento, deixam de falar no meu e no teu, para se referirem ao nosso, em total comunhão de bens.

A comunhão de vida reina entre os pais e os filhos. A família numerosa forma-os nesta escola, porque é preciso partilhar brinquedos, bolos, roupa e tudo o mais. O filho único, fruto do egoísmo dos pais, terá muita dificuldade em compreender o que é partilhar.

Também o sacerdote, chamado para estar ao serviço de todos, a distribuir os tesouros da Igreja, pode dizer com verdade: “Ai, ser Padre, amigos meus, / Ser padre é isto somente: / Não ser de si nem dos seus, / Para ser de toda a gente.” (Joaquim A. Alves).

É precisamente desta alegria e necessidade de partilhar que nos fala toda a liturgia deste 17.º Domingo do tempo comum.

 

Acto penitencial

 

No entanto, o nosso egoísmo dificulta-nos esta abertura do coração e leva-nos a resistir aos apelos do Senhor, fechando-nos na prisão do nosso egoísmo.

Examinemo-nos com diligência, arrependamo-nos e prometamos – com a ajuda do Senhor – emenda de vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: temo-nos deixado escravizar pelo egoísmo,

    guardando, sem necessidade, o que poderíamos repartir.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: vivemos alheios às carências dos nossos irmãos,

    a quem poderíamos ajudar com um pouco de boa vontade.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: esbanjamos levianamente os nossos bens,

    em vez de os colocarmos ao serviço dos necessitados.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Eliseu, tendo recebido as primícias das colheitas, concretizadas em vinte pães de cevada, ordena ao ofertante que os reparta pelas cem pessoas que ali se encontram reunidas.

Com este gesto profético chama a nossa atenção para o facto de que muitas coisas que estão inúteis em nossas mãos podem servir a outros.

 

2 Reis 4, 42-44

Naqueles dias, 42veio um homem da povoação de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, pão feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte pães de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente». 43O servo respondeu: «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?» Eliseu insistiu: «Dá-os a comer a essa gente, porque assim fala o Senhor: ‘Comerão e ainda há-de sobrar’». 44Deu-lhos e eles comeram, e ainda sobrou, segundo a palavra do Senhor.

 

O nosso texto é extraído do chamado «ciclo de Eliseu» (2 Rs 2, 13 – 13, 25), onde se contam grandes prodígios deste profeta. Foi escolhido para a Liturgia de hoje para pôr em evidência a superioridade de Jesus sobre o maior taumaturgo de todos os profetas. De facto, o contraste é flagrante: com 20 pães Eliseu alimentou 100 pessoas, ao passo que Jesus, com 5 pães, alimenta 5000. A desproporção é de 1 para 5 e de 1 para mil, e nem sequer o aspecto prodigioso se situa no mesmo plano, pois não se diz que Eliseu multiplicou o pão, mas apenas que fartou a sua gente.

 

Salmo Responsorial     Sl 144 (145), 10-11.15-16.17-18 (R. cf. 16)

 

Monição: Como resposta aos prodígios que Deus opera em nosso favor, como foi a multiplicação dos pães operada por meio do profeta Eliseu, o salmista convida-nos a entoar um cântico de louvor ao Altíssimo.

 

 

Refrão:        Abris, Senhor, as vossas mãos

                     e saciais a nossa fome.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

Todos têm os olhos postos em Vós,

e a seu tempo lhes dais o alimento.

Abris as vossas mãos

e todos saciais generosamente.

 

O Senhor é justo em todos os seus caminhos

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam,

de quantos O invocam em verdade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos fiéis de Éfeso, recomenda algumas virtudes fundamentais para o cristão, como são a humildade, a mansidão e a paciência.

Elas dispõem o Senhor para nos conceder os Seus dons e os que vivem connosco a abraçar a fé em Cristo.

 

Efésios 4, 1-6

Irmãos: 1Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: 2procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; 3empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só Corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança na vida a que fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. 6Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.

 

A leitura corresponde ao início das exortações morais da Epístola (cap. 4 – 6). Pelo que diz no v. 1 – «estou na prisão» – ficamos a saber que S. Paulo escreve estando prisioneiro. Segundo a opinião tradicional, S. Paulo estaria no primeiro cativeiro romano, entre os anos 60-61 e 62-63; o Apóstolo não estava num calabouço, mas no regime da «custodia libera», com o braço direito preso ao esquerdo dum soldado que se revezava, esperando, numa certa liberdade, vivendo por conta própria (cf. Act 28, 16), a hora de ser julgado no tribunal imperial. As razões para negar a autenticidade paulina da carta pela maioria dos críticos não são absolutamente peremptórias.

3-6 A unidade de espírito, para que se apela tem uma base doutrinal sólida: «Há um só Corpo», o de Cristo, que é uma única Igreja (cf. Ef 1, 22-23); «há um só Espírito», o Espírito Santo, a alma da Igreja; «uma só esperança», o mesmo Céu para todos, a vida eterna a que estamos destinados; «há só Senhor, uma só fé…». Como diz o Vaticano II, no decreto sobre o ecumenismo, «o Espírito Santo, que habita nos crentes, enche e rege toda a Igreja, realiza aquela maravilhosa comunhão dos fiéis e une a todos tão intimamente em Cristo, que é o princípio da unidade da Igreja» (UR, 2).

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 7, 16

 

Monição: Se estivermos atentos no dia a dia, verificaremos que Deus está continuamente a operar prodígios em nosso favor.

Aclamemos a Sua bondade e o Evangelho que a proclama.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Apareceu entre nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 1-15

Naquele tempo, 1Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. 2Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. 3Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?» 6Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. 7Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, 8André, irmão de Simão Pedro: 9«Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» 10Jesus respondeu: «Mandai sentar essa gente». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. 11Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. 12Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». 13Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. 14Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». 15Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

 

A importância doutrinal deste capítulo 6 do Quarto Evangelho é posta em evidência pelo facto de ser o mais comprido de todos os relatos joaninos. Não deixa de ser significativo que tenhamos nos Evangelhos seis relatos de multiplicação do pão: esta insistência parece corresponder a um interesse motivado pela relação deste milagre com a Eucaristia, podendo observar-se em todos esses relatos uma grande semelhança de linguagem com os da instituição da Eucaristia, os quais, por sua vez, têm fortes ressonâncias litúrgicas, provenientes certamente da vida das primitivas comunidades. Em João o relato do milagre serve mesmo de introdução ao discurso do pão do Céu que se lhe segue. Por outro lado, fica patente que a pregação de Jesus se dirige a pessoas que não são puros espíritos, mas são gente que precisa tanto do pão para a boca como do pão para a alma. Vêm a propósito as palavras de Bento XVI, Deus caritas est, nº 32: «A prática da caridade é um acto da Igreja enquanto tal, e também ela, tal como o serviço da Palavra e dos Sacramentos, faz parte da sua missão originária».

É interessante verificar que S. João, além de conservar muitos pormenores que os Sinópticos não transmitiram, em nada contradiz o relato dos outros três Evangelhos. Com efeito, ele refere a ocasião da Páscoa (v. 4), que os pães eram de cevada {v. 9), que o chão tinha erva abundante (v. 10), conserva o nome dos dois discípulos (vv. 5.8) e que quem tinha os 5 pães era um rapaz (v. 9). Por outro lado, o IV Evangelho dá maior relevo à figura de Jesus que é quem toma iniciativas (vv. 6.12).

1. A tradição cristã palestina considera que «o outro lado do mar da Galileia» não é a margem oriental, mas o outro lado dum golfo existente na mesma margem ocidental (Tabga).

4ss. A referência à proximidade da Páscoa, sublinhada com a referência à muita erva própria da época pascal (v. 10), é como a chave para que o leitor descubra que o milagre da multiplicação do pão prefigura a Páscoa cristã e a instituição da Santíssima Eucaristia.

14. «O Profeta», isto é, o novo Moisés, o Messias anunciado em Dt 18, 15.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Os textos de hoje são utilizados muitas vezes como textos preparatórios da Eucaristia, o alimento que Deus nos dá em seu Filho Jesus Cristo. É isso que insinua S. João ao dizer que aquele milagre se realizou na proximidade da Páscoa.

Como já falámos da Eucaristia na Páscoa e na solenidade do Corpo de Deus, vamos, neste domingo de verão e no contexto da nossa vida pública, utilizar estes textos no seu sentido imediato, como sinais da abundância de Deus e da partilha dos nossos bens.

Eliseu mandou distribuir pelo povo uma quantidade de pão que lhe é trazido por um homem. Parecia insuficiente e acabou por sobrar. O mesmo aconteceu no monte em que Jesus, com uma menor quantidade de pão e de peixe, deu de comer a muita mais gente e sobrou muito mais. Recordemos que nas bodas de Cana que o mesmo S. João relata cuidadosamente, também o vinho chegou e sobrou.

Deus é sempre o Deus da abundância e da generosidade, e convida a dar com generosidade.

 

2. Nos três casos há uma pedagogia de Deus que merece cuidadosa atenção. Tanto no caso de Eliseu como nas bodas de Caná e na multiplicação dos pães, Deus parte sempre do que há: a cevada do homem de Eliseu, a água das talhas em Caná, os cinco pães e dois peixes do rapazinho; em segundo lugar, Jesus associa a si o trabalho dos outros: o criado de Eliseu, os criados das bodas de Cana e o trabalho dos Apóstolos.

Isto ensina-nos que, no que toca às coisas da vida humana, Deus aproveita os dons da criação e o trabalho dos homens. Nem manda as coisas do céu nem quer agir sozinho. Já fizera assim com o maná do deserto: ele não veio do céu, disse Jesus, foi aproveitado da resina do deserto e multiplicado generosamente durante anos. Esta é a grande regra da providência de Deus que Jesus nos recordou por palavras e por obras. Quando a multidão, num sentido interesseiro e até preguiçoso, se preparava para proclamar Jesus seu rei, Jesus afasta-se: nem quer ser rei da economia milagreira nem substituir o trabalho de cada um na busca do pão de cada dia.

 

3. É indispensável assimilar bem esta mensagem para não fazermos da nossa fé um concurso milagreiro.

No ano que estamos a viver, nós e muitos europeus temos passado dificuldades graves por deficiente sentido de distribuição dos bens e pelo mau uso que deles fizemos. Temos conseguido viver porque as famílias e o povo em geral, com humildade e generosidade, têm sabido aproveitar o que há. Já assim fizemos na altura da descolonização em que alimentamos milhares de pessoas vindas repentinamente para Portugal e, mais atrás, durante a II Guerra mundial, recebemos centenas de crianças de países em guerra que daqui voltaram para suas terras saudosas e agradecidas. E é assim que muitas famílias têm discretamente socorrido vizinhos que batem á porta e mantido centenas de obras de assistência. É isso que temos de continuar a fazer neste ano especialmente difícil. Deus ajuda sempre, mas exige a nossa colaboração.

Neste tempo de Verão e de festas (em que alguns gastos têm de se fazer, até pela ajuda a pequenos comerciantes), vigiemos a vaidade e o bairrismo tontos e moderemos os gastos.

Que Santa Marta, a dona de casa que praticou a hospitalidade para com Jesus, que soube viver com sua irmã Maria e chorar por Lázaro, nos ajude a governar as nossas casas e a partilhar os nossos bens.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Acorramos confiadamente à liberalidade do Senhor

e apresentemos-Lhe, com fé, todas as carências

de todas as pessoas da Igreja e deste mundo,

com a certa prévia de que seremos bem atendidos.

Oremos (cantando):

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

1   Para que o santo Padre, com os Bispos em comunhão com ele,

    nos ilumine e conforte na vida com a luz da Palavra de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

2. Para que os pais e todos os que participam da sua missão

    ensinem os jovens a estarem atentos aos mais carenciados,

    oremos, irmãos.

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

3. Para que todas as pessoas despertem para a solidariedade,

    ajudando os mais necessitados a terem qualidade de vida,

    oremos, irmãos.

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

4. Para que as pessoas que se dedicam a ajudar os outros

    recebam do Senhor Jesus a verdadeira alegria ao partilhar,

    oremos, irmãos.

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

5. Para que todos sejamos verdadeiramente agradecidos

    a todos os que, no trabalho ou fora dele, nos servem,

    oremos, irmãos.

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

6. Para que os familiares e amigos que o Senhor chamou a Si,

    pela Sua misericórdia, descansem, para sempre na alegria,

    oremos, irmãos.

 

    Atendei., Senhor, a oração dos Vossos filhos!

 

Senhor, que nos dais tantas provas da Vossa liberalidade,

para que vivamos todos felizes já nesta vida terrena:

ensinai-nos a viver atentos às necessidades dos outros,

para imitarmos a Vossa liberalidade e merecermos o Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

A Santa Missa é um momento de admirável convívio de Jesus Cristo connosco. Partilha com os participantes a Palavra de Deus e o Seu Corpo e Sangue.

Pelo ministério do sacerdote, depois de ter proclamado para nós a vontade do Pai, pela Sua Palavra, vai transubstanciar o pão e o vinho na Santíssima Eucaristia.

Avivemos a fé na Presença Real, a esperança dos dons de Deus e o Amor sem limites a Quem se nos dá em Alimento.

 

Cântico do ofertório: Eu venho, Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Saudação da Paz

 

Mais do que dar coisas, partilhar é dar o próprio coração, pela amizade sincera e pelo perdão generoso.

O Senhor convida-nos a fazer esta partilha com um gesto litúrgico.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

É Cristo – Deus humanado que Se oferece a cada um de nós, sob as aparências do pão e do vinho.

Sigamos, neste momento, o conselho de S. Paulo: “Examine-se pois, cada um a si mesmo, antes de tomar deste pão ou deste vinho.”

O nosso Deus desce ao nosso pobre nível de criatura. Deixemos que Ele nos eleve, pela graça e por uma delicadeza de consciência muito grande às exigências deste mistério.

 

Cântico da Comunhão: Saciastes o vosso povo, F. da Silva, NRMS 90-91

Salmo 102, 2

Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

 

Ou

Mt 5, 7-8

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei ao Senhor por tudo, F. da Silva, NRMS 70

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Senhor convida-nos agora a partilhar com os nossos irmãos as certezas da fé e alegria deste encontro.

Convida-nos a que levemos Sua mensagem do Seu Amor a todas as pessoas que sentem o desconforto da vida.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

17ª SEMANA

 

2ª Feira, 30-VII: A transformação do ambiente.

Jer 13, 1-11 / Mt 13, 31-35

O Reino dos Céus é semelhante a um fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

Com a imagem do fermento (Ev.), o Senhor recorda-nos a nossa responsabilidade no convívio com outras pessoas na família, no trabalho, etc., de tal maneira que consigamos transformar o ambiente em que vivemos.

Isto só será possível se estivermos muito unidos a Deus, muito apoiados na sua fortaleza e contando com a resistência do ambiente. Caso contrário, todo o esforço será estéril: «tal como a faixa se une à cintura do homem, assim eu tinha unido toda a casa de Israel. Mas eles não quiseram» (Leit.).

 

3ª Feira, 31-VII: Sinais de esperança e desilusão.

Jer 14, 17-22 / Mt 13, 36-43

A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que semeou é o demónio.

Esta parábola do trigo e do joio (Ev.) continua a ser de grande actualidade. Junto com sinais de esperança, aparecem igualmente sinais preocupantes: junto com a memória e os valores cristãos há um agnosticismo prático e indiferentismo religioso; junto com símbolos da presença cristã, há afirmações de secularismo; junto com a cultura, fruto do cristianismo, há uma nova cultura, influenciada pelos meios de comunicação social (João Paulo II). Tenhamos pena: «Chorem os meus olhos, noite e dia, lágrimas sem fim, pois grande ruína e chaga atroz torturam a virgem» (Leit.).

 

4ª Feira, 1-VIII: A descoberta dos tesouros.

Jer 15, 10. 16-21 / Mt 13, 44-46

O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o achou foi vender quanto possuía e comprou aquele campo.

Para entrar no Reino, Jesus «exige uma opção radical: para adquirir o reino é precisão dar tudo. As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda a vida à edificação do reino de Deus: primeiro, dentro de nós (vida sacramental e oração); depois à nossa volta (entregando-nos ao serviço dos outros, dando testemunho de Cristo).

A própria palavra de Deus é um tesouro e um alimento: «Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu logo as tomava como alimento» (Leit.).

 

5ª Feira, 2-VIII: Melhorar a imagem da Igreja.

Jer 18, 1-6 / Mt 13, 47-53

O Reino dos Céus é também semelhante a uma grande rede que foi lançada ao mar e apanhou toda a espécie de peixes.

Esta rede lançada ao mar (Ev.) é a imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores: «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (João Paulo II)

A Igreja é fonte de santidade no mundo. Põe à nossa disposição os meios necessários para o encontro com Deus. Procuremos ser fiéis aos ensinamentos do Bom Pastor: «como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão» (Leit.).

 

6ª Feira, 3-VIII: Necessidade de fé e visão sobrenatural.

Jer 26, 1-9 / Mt 13, 54-58

Talvez eles queiram escutar e se arrependa cada um do seu mau proceder.

Apesar de muitos irem ao Templo para adorar a Deus, no entanto, não cumpriam a sua Lei, não escutavam o Senhor (Leit.). Precisamos ter uma fé firme e ser coerentes com ela, precisamente porque o ambiente é hostil.

Também os conterrâneos de Jesus viam nele apenas o filho do carpinteiro (Ev.), esquecendo que Ele era o Messias. Tinham uma visão puramente humana, isto é, tinham falta de fé. Precisamos visão sobrenatural para descobrirmos Deus nos acontecimentos e pessoas no dia a dia.

 

Sábado, 4-VIII: O martírio: encarnação do Evangelho.

Jer. 26, 11-16 / Mt 14, 1-12

O rei ficou triste mas, devido aos juramentos e aos convivas, ordenou que lha dessem e mandou um emissário decapitar João na cadeia.

Os intervenientes das duas Leituras de hoje tiveram sortes diferentes, mas ambos defenderam a verdade: Isaías foi poupado (esse homem não deve ser condenado à morte: Leit.); João Baptista foi decapitado (Ev.).

«Os mártires anunciam este Evangelho e testemunham-no com a sua vida até à efusão de sangue porque, certos de não poderem viver sem Cristo, estão prontos a morrer por Ele, na convicção de que Jesus é o Senhor e o Salvador do homem e que este só nele encontra a verdadeira plenitude de vida» (J. Paulo II).

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

 Nota Exegética:                   Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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