15º Domingo Comum

15 de Julho de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

cf. Salmo 16, 15

Antífona de entrada: Eu venho, Senhor, à vossa presença: ficarei saciado ao contemplar a vossa glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

“Bendito seja Deus e Pai de Nosso senhor Jesus Cristo…que nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis diante d’Ele” (Ef. 1,3-4).

Para sermos santos necessitamos de acreditar em Jesus Cristo, Filho único de Deus, a Quem o Pai enviou ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele.

Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus único e verdadeiro, Pai, Filho e Espírito Santo, se revela aos homens e, na sua infinita misericórdia, nos restitui a Vida em união com Cristo.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que mostrais aos errantes a luz da vossa verdade para poderem voltar ao bom caminho, concedei a quantos se declaram cristãos que, rejeitando tudo o que é indigno deste nome, sigam fielmente as exigências da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Pastoreando o seu rebanho, Amós recebeu o chamamento divino para ir, como profeta, denunciar as injustiças que se praticavam no seu povo. A sua pregação não agradou ao rei que, por isso, o perseguiu. Amós, porém, não se intimida e, impelido por Deus, cumpre fielmente a sua missão.

 

Amós 7, 12-15

Naqueles dias, 12Amasias, sacerdote de Betel, disse a Amós: «Vai-te daqui, vidente. Foge para a terra de Judá. Aí ganharás o pão com as tuas profecias. 13Mas não continues a profetizar aqui em Betel, que é o santuário real, o templo do reino». 14Amós respondeu a Amasias: «Eu não era profeta, nem filho de profeta. Era pastor de gado e cultivava sicómoros. 15Foi o Senhor que me tirou da guarda do rebanho e me disse: ‘Vai profetizar ao meu povo de Israel’».

 

A leitura é tirada da 3ª parte do livro de Amós, «o ciclo das visões proféticas» (7, 1 – 9, 10). A visão do fio-de-prumo (7, 6-9) tinha denunciado a falta de rectidão e corrupção que grassava no Reino do Norte, que se encontrava como uma parede desaprumada, a ameaçar ruína iminente. O sacerdote Amasias, apaniguado do rei Joroboão II, vê no profeta uma ameaça para a sua privilegiada situação e por isso previne o rei contra o profeta que anunciava a sua morte e a destruição do Reino do Norte (vv. 10-11) e dá ordens a Amós para que se retire para o Reino de Judá (vv. 12-13), chamando-lhe «vidente», um outro nome dado aos profetas. Amós confessa que era um simples trabalhador, mas que Deus inesperadamente o chamou e enviou a profetizar (vv. 14-15): «Eu não era profeta nem filho de profeta». Temos aqui a única alusão à sua vocação. Este texto deixa ver a genuinidade do carisma profético de Amós, que não era um mero elemento dum grupo profético, ou um profeta profissional ou cortesão, ao serviço dos homens.

 

Salmo Responsorial     Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Monição: A salvação é obra de Deus. O Salmo que vamos meditar convida-nos a pedi-la humildemente ao Senhor.

 

Refrão:        Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor

                     e dai-nos a vossa salvação.

 

Ou:               Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis

e a quantos de coração a Ele se convertem.

A sua salvação está perto dos que O temem

e a sua glória habitará na nossa terra.

 

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,

abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra

e a justiça descerá do Céu.

 

O Senhor dará ainda o que é bom,

e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente

e a paz seguirá os seus passos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A santidade e a salvação é obra de Deus e não mérito nosso. É em Cristo que temos a redenção e o perdão dos pecados, de acordo com a riqueza da Sua graça que Ele nos concedeu com abundância - recorda-nos S. Paulo, na Carta aos Efésios.

 

*Forma longa: Efésios 1, 3-14                            Forma breve: Efésios 1, 3-10

3Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. 4N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. 5Ele nos predestinou, de sua livre vontade, para sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo, 6para que fosse enaltecida a glória da sua graça, com a qual nos favoreceu em seu amado Filho. 7N’Ele, pelo seu sangue, temos a redenção, a remissão dos pecados. Segundo a riqueza da sua graça, 8que Ele nos concedeu em abundância, com plena sabedoria e inteligência, 9deu-nos a conhecer o mistério da sua vontade: segundo o beneplácito que n’Ele de antemão estabelecera, 10para se realizar na plenitude dos tempos: instaurar todas as coisas em Cristo, tudo o que há nos Céus e na terra.

[11Em Cristo fomos constituídos herdeiros, por termos sido predestinados, segundo os desígnios d’Aquele que tudo realiza conforme a decisão da sua vontade, 12para servir à celebração da sua glória, nós que desde o começo esperámos em Cristo. 13Foi n’Ele que vós também, depois de ouvirdes a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, abraçastes a fé e fostes marcados pelo Espírito Santo prometido, 14que é o penhor da nossa herança, para a redenção do povo que Deus adquiriu para louvor da sua glória.]

 

Este início da epístola aos Efésios de que é extraída a leitura tem o aspecto de um hino litúrgico e é uma das mais ricas sínteses doutrinais paulinas. A primeira parte (vv. 3-10), exalta as bênçãos que encerra o projecto divino de salvação em Cristo, por isso é chamada o benedictus paulino. Assim se exprime Bento XVI: «Cada semana, a Liturgia das Vésperas apresenta à oração da Igreja o solene hino de abertura da Carta aos Efésios… Pertence ao género das «berakot», ou seja, as «bênçãos», que já aparecem no A. T. e que terão uma ulterior difusão na tradição judaica. Trata-se, portanto, de uma constante cadeia de louvor elevada a Deus, que na fé cristã é celebrado como «Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo»» (Audiência geral de 23-XI-2005).

3 «Em Cristo». Toda a graça – «bênçãos espirituais» – que Deus concede ao homem, após o pecado, é concedida pela mediação de Cristo e através da união com Ele.

4-5 «Santos». «Filhos». O objectivo desta eleição eterna de Deus é «sermos santos», isto é, destacados do profano e pecaminoso para servir ao culto e glória divina: «diante d’Ele», isto é, na presença de Deus. Estamos chamados a estar sempre diante de Deus para O glorificar a partir de tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos, como ensina o Concílio Vaticano II: «Todos os cristãos são, pois, chamados e devem tender à santidade e perfeição do próprio estado» (LG 42). A santidade está em sermos «participantes da natureza divina» (2 Pe 1, 4; Rom 12, 1), sendo filhos de Deus e vivendo como tais, imitando a Cristo, o Filho de Deus por natureza (cf. Rom 8, 15-29; Gal 4, 5-7; 1 Jo 3, 1-3). A expressão «santos e irrepreensíveis» faz pensar nas vítimas oferecidas a Deus no Antigo Testamento (cf. Lv 20, 20-22), insinuando-se assim o carácter oblativo e sacrificial de toda a vida do cristão (cf. 1 Pe 2, 5), bem como a perfeição que devemos pôr em tudo o que fazemos; e não se trata duma pureza meramente exterior e ritual, mas de um culto em espírito e verdade (cf. Jo 4, 23), «na sua presença» (de Deus) «que examina os rins e o coração» (Salm 7, 10), isto é, que perscruta o que há de mais íntimo no homem, a sua consciência, afectos e intenções.

7 «Pelo seu Sangue temos a Redenção». A salvação que Cristo nos traz não é uma mera libertação; é apresentada como um resgate, uma remissão dos pecados (cf. Col 1, 14), que custou o Sangue de Cristo, a sua vida oferecida em sacrifício pelos pecados (cf. Ef 1, 14; 1 Tes 5, 9; 1 Cor 6, 2; 7, 23; GaI 3, 13; 4, 5. 1 Pe 2, 9; 2 Pe 2, 1; Act 20, 28; Apoc 5, 9; 14, 3).

9 «O mistério da sua vontade» é o plano redentor que Deus tem guardado para salvar todos os homens: tendo permanecido oculto durante muito tempo, foi-nos revelado agora em Cristo (cf. Col 1, 26).

10 «Instaurar todas as coisas em Cristo», ou «Reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas». O verbo grego «anakêfalaiôsasthai», é de significação bastante discutida e difícil de traduzir. Assim a Vulgata, preferiu o sentido de «instaurare omnia in Christo», (tradução mantida na actual tradução litúrgica), decidindo-se pela ideia de «restaurar todas as coisas», fazendo voltar ao princípio, à santidade original toda a Criação transtornada pelo pecado (assim, à partícula aná que entra na composição do verbo grego é dado um sentido iterativo). Porém outros, apoiando-se no elemento central da palavra, «kêfaláion» – «resumo», «ponto principal» –, traduzem por «concentrar ou reunir todas as coisas em Cristo», enquanto que Ele é o centro de convergência, o principio de unidade, ou o cume de toda a Criação. Finalmente, outros, atendendo ao contexto (v. 22; 4, 15; 5, 23; Col 1, 18; 2, 10.19), onde Cristo é apresentado como «Cabeça», em grego, «kêfalê», preferem traduzir por: «reunir sob a chefia de Cristo». Nesta linha parece estar a Nova Vulgata ao traduzir «recapitulare». Entretanto, parece-nos que o sentido literal não se fica somente no aspecto de fazer com que tudo tenha a Cristo por Cabeça, mas que visa também o aspecto de reunir. Também a tradução por «reunir sob a chefia de Cristo» não parece suficientemente expressiva. Com efeito, todos os seres criados estão desconjuntados e desunidos tanto entre si, como relativamente a Deus; pela Redenção de Cristo voltam a unir-se entre si e com Deus, em Cristo, ao unirem-se a Cristo e ao serem vivificados por Ele, constituído como cabeça de toda a Criação. A verdade é que este primado e capitalidade de Cristo por enquanto só é universal «de direito»; para que o seja «de facto» são os homens chamados a uma missão co-redentora, esforçando-se por «pôr Cristo no cume de todas as actividades humanas, dando forma a tudo segundo o espírito de Jesus, colocando Cristo no âmago de todas as coisas» (S. Josemaria, Cristo que passa, n.º 105).

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Ef 1, 17-18

 

Monição: Aclamemos o Evangelho de Jesus Cristo, Palavra de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, ilumine os olhos do nosso coração,

para sabermos a que esperança fomos chamados.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 7-13

Naquele tempo, 7Jesus chamou os doze Apóstolos e começou a enviá-los dois a dois. Deu-lhes poder sobre os espíritos impuros 8e ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, a não ser o bastão: nem pão, nem alforge, nem dinheiro; 9que fossem calçados com sandálias, e não levassem duas túnicas. 10Disse-lhes também: «Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. 11E se não fordes recebidos em alguma localidade, se os habitantes não vos ouvirem, ao sair de lá, sacudi o pó dos vossos pés como testemunho contra eles». 12Os Apóstolos partiram e pregaram o arrependimento, 13expulsaram muitos demónios, ungiram com óleo muitos doentes e curaram-nos.

 

Esta missão dos 12 é restrita aos judeus e vai ser uma espécie de estágio ou treino para a missão universal, após a Ressurreição (cf. Mc 16, 15). Entre as recomendações de Jesus sobressai a do desprendimento; com efeito, o pregador há-de pregar sobretudo com o exemplo da sua vida.

11 «Sacudi o pó...» Gesto habitual dos judeus ao entrarem na Terra Santa, para não a contaminarem com a terra dos gentios, que se tenha colado às sandálias. Com tal gesto mostrava-se que consideravam como gentios aqueles que os não recebessem.

13 «Ungiam com óleo numerosos doentes». Aqui aparece insinuado o Sacramento da Unção dos Enfermos, que o Senhor terá instituído talvez mais adiante e que mais tarde foi recomendado e promulgado aos fiéis. na epístola de S. Tiago 5, 14 ss. 

 

Sugestões para a homilia

 

1. Chamados a ser santos.

2. Chamados a viver na caridade.

3. Meios de santificação.

1. Chamados a ser santos.

“Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, nos Céus, nos encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. Foi assim que, n’Ele, nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis diante d’Ele” (2ª leitura).

Acreditar em Jesus Cristo consiste não só em aceitar os seus ensinamentos mas em aderir à sua própria pessoa, compartilhando a sua vida e o seu destino, participando na sua obediência livre e amorosa à vontade do Pai. Pela graça do espírito Santo, unimo-nos a Jesus e tornamo-nos conformes a Ele, procurando segui-l’O, “para termos n’Ele a vida eterna”.

“Se alguém quer vir após de Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me” (Mc 8,34). Como discípulos de Cristo, devemos assumir a sua atitude de obediência filial ao Pai e aos seus desígnios de salvação, que O levaram à Cruz e à Ressurreição: “Apesar de ser Filho, aprendeu a obedecer, sofrendo, e, uma vez atingida a perfeição, tornou-se para todos os que Lhe obedecem fonte de salvação eterna” (Ef ).

2. Chamados a viver na caridade.

Cristo é a salvação e a esperança para cada homem. Nós estamos chamados a anunciá-Lo com a nossa existência diária; devemos ser “sal” e “luz” para os homens e as mulheres de hoje; com a nossa vida exemplar devemos reflectir a luz de Cristo e ser “fermento” de esperança para a humanidade; devemos ser luz e conforto para cada pessoa que encontremos no nosso caminho.

Ele deu a sua vida por nós; por isso, também nos devemos dar a vida pelos nossos irmãos…Filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e com verdade” (1 Jo 3,16.18).

Mas é impossível amar como Cristo amou, se Ele mesmo não ama em nós; é impossível seguir Cristo Jesus, se Ele mesmo não vier viver dentro de nós: “Foi n’Ele que abraçámos a fé e assim recebemos a marca do Espírito Santo prometido” (2ª leitura). Comunicando-nos o Espírito Santo, Ele entra na nossa existência e vive connosco, a tal ponto que cada cristão possa dizer com S. Paulo: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20).

3.Os meios de santificação.

 Repassando a história dos Santos e sabendo que os Processos de Canonização procuram investigar a heroicidade das virtudes, podemos ser levados a pensar que a santidade não é para nós, que é apenas para uns tantos privilegiados e não para nós que somos pecadores. E não é verdade. As virtudes heróicas propriamente não significam que os santos fizeram grandes gestas heróicas e feitos extraordinários, mas que Deus fez neles maravilhas, por se terem colocado diante do Senhor totalmente disponíveis e abertos à acção do Espírito Santo, que é Quem nos santifica, e não as nossas pobres virtudes.

Ser santos não é ser superiores aos outros. Ser santos é ser amigos de Deus, deixando actuar Deus em nós, falar com Deus como se fala a um Amigo, a um Pai. Nisto consiste a oração.

A santidade está na luta, em saber que há defeitos e tratar de corrigi-los. O santo não é aquele que nunca cai mas aquele que se levanta sempre com humildade e com santa teimosia, quando cai. Para isso conta com o Sacramento da Reconciliação e da Misericórdia de Deus.

Ser santo é procurar ser fiel aos pequenos deveres de todos os dias e levar com amor a cruz diária. Neste sentido está o convite evangélico à penitência e ao arrependimento: “Os Apóstolos partiram e pregaram que era preciso cada um arrepender-se” (Evangelho).

“O Baptismo configura radicalmente o fiel a Cristo no mistério no mistério pascal da morte e Ressurreição, revestindo-o de Cristo…A participação na Eucaristia, Sacramento da Nova Aliança, é o vértice da assimilação a Cristo, fonte de vida eterna, princípio e força do dom total de si mesmo” (João Paulo II, Veritatis Splendor, 21).

Escutando a Palavra e recebendo os Sacramentos com fé, o cristão é transformado ma imagem de Cristo; ele irradia e é reflexo de Cristo, como Cristo é a imagem perfeita do Pai e O manifesta ao mundo (Cfr. 2 Cor 3, 18; 4.4).

Sejamos filhos devotos da nossa Mãe do Céu e o seu Coração Imaculado nos conduzirá até Deus, fonte de toda a santidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Confiados na infinita bondade de Deus

que não deseja a morte do pecador

mas que se converta e viva,

peçamos por intermédio de Seu Filho,

dizendo:

        Ouvi-nos, Senhor!

       

1.    Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

        para que anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

        e façam brilhar diante dos homens a Sua luz,

        oremos irmãos.

 

2.      Pelos governantes das nações:

        para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

        promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

        oremos, irmãos.

 

3.      Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

        para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

        como templos que são do Espírito Santo,

        oremos, irmãos.

4       Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

        para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

        e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

        oremos, irmãos.

 

5.        Por todos os fiéis defuntos,

        para que, por intercessão de Maria,

        alcancem de Deus  misericórdia,

        oremos, irmãos.

 

6.      Por todos nós aqui presentes,

        para que nos empenhemos em crescer

        na fé, na caridade e na fortaleza,

        oremos, irmãos.                      

 

Deus todo-poderoso e eterno,

nós Vos pedimos pela conversão dos pecadores,

para que todos venham a alcançar

a santidade e a salvação.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Trazemos ao Teu altar, F. da Silva, NRMS 55

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para os dons da vossa Igreja em oração e concedei aos fiéis que os vão receber a graça de crescerem na santidade. Por Nosso Senhor.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, imolado por nós e ressuscitado para nossa salvação, e elevado para a glória do Pai, é penhor de glória futura. Ele promete-nos a participação na sua própria Ressurreição e glória celeste, no Reino de Seu Pai, se participarmos também na sua Paixão, levando com amor a nossa cruz de todos os dias.

Comunguemos, pois, com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

 

Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. da Silva, NRMS 48

Salmo 83, 4-5

Antífona da comunhão: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

 

Ou

Jo 6, 57

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais à vossa mesa santa, humildemente Vos suplicamos: sempre que celebramos estes mistérios, aumentai em nós os frutos da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A nossa existência cristã, configurada pela Palavra de Deus, comporta uma relação pessoal com Cristo e um caminhar unidos a Ele. Com a graça do Senhor, a intercessão de Nossa Senhora e as nossas boas obras ajudemos todos os homens a entrar por caminhos de conversão, de modo que sejam cada vez mais santos e venham um dia a ser felizes no Reino da eterna glória.

 

 

Cântico final: Somos testemunhas, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

15ª SEMANA

 

2ª Feira, 16-VII: Nª Sª do Carmo: Caminho seguro para o Paraíso.

Is 1, 10-17 / Mt 10, 34-11, 1

Quem não toma a sua cruz, para me seguir, não é digno de mim.

 Temos que nos convencer que a vocação do cristão consiste em seguir Jesus: «Tomar a sua cruz todos os dias e seguir Jesus (Ev.) é o caminho mais seguro de penitência» (CIC, 1435). Diz também o Senhor: «Lavai-vos, purificai-vos» (Leit.).

A memória de Nª Sª do Carmo recorda-nos que a nossa Mãe do Céu está empenhada em levar para o Céu aqueles seus filhos que não se purificaram completamente aqui na terra: «A nossa peregrinação terrena, iluminada por Maria, transforma-se em caminho seguro para o Paraíso» (Paulo VI).

 

3ª Feira, 17-VII: Graças de Deus e conversão.

Is 7, 1-9 / Mt 11, 20-24

Começou Jesus a censurar duramente as cidades em que se tinham realizado a maioria dos seus milagres, por não terem feito penitência.

Os habitantes destas cidades (Ev.) não corresponderam às graças recebidas do Senhor. No entanto, Deus protege a cidade de Jerusalém dos ataques do inimigo (Leit.). Embora Jesus tenha vindo não para julgar, mas para salvar, é possível, no entanto, recusar as graças nesta vida, endurecendo-se o coração do homem.

«O coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo. A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz que os nossos corações se voltem para Ele» (CIC, 1432).

 

4ª Feira, 18-VII: A revelação e a humildade.

Is 10, 5-7. 13-16 / Mt 11, 25-27

Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos.

É aos humildes que Deus se revela (Ev.). Os sábios e inteligentes, entregues a si próprios, não conseguem entender todos os caminhos da vida. Só Jesus pode dissipar-lhes as trevas e indicar-lhes o caminho. Para recebermos tudo o que Ele nos revela, precisamos ser muito humildes, porque Ele nos apresenta novas dimensões (a vida da graça, a fé, o valor do sofrimento, etc.).

Pelo contrário, o Senhor do Universo fará definhar os mais robustos da Assíria (Leit.), isto é, os soberbos e os orgulhosos, que não entenderam os planos de Deus.

 

5ª Feira, 19-VII: O Senhor omnipotente e humilde.

Is 26, 7-9. 12. 16-19 / Mt 11, 28-30

Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que eu sou manso e humilde de coração.

«O Verbo fez-se carne, para ser o nosso modelo de santidade: ‘aprendei de mim’ (Ev.)» (CIC, 459). De modo especial, chama a atenção para a mansidão e a humildade, que estão incluídas nas bem-aventuranças, retrato de Cristo.

A omnipotência de Deus foi revelada na humilhação de seu Filho. Por isso, Cristo crucificado é ‘força de Deus e sabedoria de Deus’ (CIC, 272). Nos momentos difíceis, apoiemo-nos em Cristo crucificado: «como a mulher que está para ser mãe se contorce e grita com dores, assim estávamos diante de vós, Senhor» (Leit.).

 

6ª Feira, 20-VII: O Senhor do Sábado, da vida e da morte.

Is 38, 1-6. 21-22. 7-8 / Mt 12, 1-8

Olha que os teus discípulos estão a fazer o que não é permitido ao sábado. (Jesus): É que o Filho do homem é Senhor do Sábado.

Jesus é o Senhor do Sábado (Ev.). Mais tarde, seria substituído pelo Domingo, dia da sua Ressurreição. Ele quis que reservássemos um dia da semana para o louvor e serviço de Deus. O Domingo é um bom dia para pedirmos perdão a Deus pelas culpas cometidas durante a semana que passou e pedir graças e forças para a semana seguinte.

Ele também é Senhor da vida e da morte. Ezequias tinha os dias de vida contados, mas chorou, arrependeu-se e Deus, cheio de compaixão, acrescentou-lhe mais 15 anos de vida (Leit.).

 

Sábado, 21-VII: O Espírito Santo, fruto da Cruz

Miq 2, 1-5 / Mt 12, 14-21

(O profeta Isaías anunciara): Eis o meu Servo, a quem eu escolhi, o meu muito amado, enlevo da minha alma.

«Os traços do Messias são revelados sobretudo nos cânticos do Servo de Isaías (Av.). Estes cânticos anunciam o sentido da paixão de Jesus, indicando assim a maneira como Ele derramará o Espírito Santo para dar vida à multidão. Tomando sobre si a nossa morte, Ele pode comunicar-nos o seu próprio Espírito de vida» (CIC, 713).

Temos necessidade deste Espírito que nos comunica a vida, para podermos evitar aquelas coisas «que escravizam o homem e a sua morada» (Leit.), e que conduzem à morte.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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