14º Domingo Comum

8 de Julho de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia, J. Santos, NRMS 88

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia deste domingo revela que Deus chama, continuamente, pessoas para serem testemunhas no mundo do seu projeto de salvação. Não interessa se essas pessoas são frágeis e limitadas; a força de Deus revela-se através da fraqueza e da fragilidade desses instrumentos humanos que Deus escolhe e envia.

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura apresenta-nos um extrato do relato da vocação de Ezequiel. A vocação profética é aí apresentada como uma iniciativa de Jahwéh, que chama um “filho de homem (isto é, um homem “normal”, com os seus limites e fragilidades) para ser, no meio do seu Povo, a voz de Deus.

 

Ezequiel 2, 2-5

Naqueles dias, 2o Espírito entrou em mim e fez-me levantar. Ouvi então Alguém que me dizia: 3«Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel, a um povo rebelde que se revoltou contra Mim. Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje. 4É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado que te envio, para lhes dizeres: ‘Eis o que diz o Senhor’. 5Podem escutar-te ou não – porque são uma casa de rebeldes –, mas saberão que há um profeta no meio deles».

 

A leitura refere a vocação e a missão do profeta Ezequiel, no exílio de Babilónia. É impressionante o contraste entre a grandeza da glória do Senhor antes descrita gongoricamente no capítulo 1º e a debilidade do seu profeta; é Deus que lhe dá força e o anima a dirigir-se a «um povo de cabeça dura».

3 «Filho de homem». Esta expressão, com que repetidamente é designado o profeta, põe em contraste a pouquidão humana com a grandeza divina. Quase só em Ezequiel aparece este título; Jesus há-de assumi-lo para indicar a aparência humilde com que se revela; esta expressão era uma forma discreta de se referir a si (um asteísmo), equivalente a este homem; mas, em parte, a expressão era também um título glorioso (cf. Dan 7, 13). De qualquer modo, é um título exclusivamente usado pelo próprio Jesus, pois mais ninguém assim O chama. O cristológico deste título é belamente exposto por Bento XVI (Jesus de Nazaré, cap. X).

 

Salmo Responsorial     Sl 122 (123), 1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd)

 

Monição: Voltemos o nosso olhar para Deus que sempre se compadece do seu povo.

 

Refrão:        Os nossos olhos estão postos no Senhor,

                     até que Se compadeça de nós.

 

Levanto os meus olhos para Vós,

para Vós que habitais no Céu,

como os olhos do servo

se fixam nas mãos do seu senhor.

 

Como os olhos da serva

se fixam nas mãos da sua senhora,

assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,

até que tenha piedade de nós.

 

Piedade, Senhor, tende piedade de nós,

porque estamos saturados de desprezo.

A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes

e do desprezo dos soberbos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo assegura aos cristãos de Corinto (recorrendo ao seu exemplo pessoal) que Deus actua e manifesta o seu poder no mundo através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Na acção do apóstolo – ser humano, vivendo na condição de finitude, de vulnerabilidade, de debilidade – manifesta-se ao mundo e aos homens a força e a vida de Deus.

 

2 Coríntios 12, 7-10

Irmãos: 7Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, – um anjo de Satanás que me esbofeteia – para que não me orgulhe. 8Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. 9Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. 10Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.

 

A leitura é tirada da 3.ª parte de 2 Cor, em que S. Paulo entra em polémica com os que pretendiam desautorizá-lo. Não receia mesmo apelar para «revelações» extraordinárias (12, 1-6). O texto é rico de ensinamentos para a vida cristã: a humildade, a confiança no poder da graça de Deus e a necessidade da oração. «Um espinho na carne»: a natureza deste espinho é muito discutida. Parece menos provável que se trate de tentações violentas ou de angustiantes preocupações pastorais. É mais provável que se trate de alguma doença que o afligia (paludismo, doença nervosa, doença nos olhos, sendo esta última explicação a mais seguida, a partir dos elementos deduzidos de Act 9, 8-9.18; 23, 5; Gal 4, 15; 6, 11.

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Lc 4, 18

 

Monição: O Evangelho mostra-nos um Deus que se manifesta aos homens na fraqueza e na fragilidade. Quando os homens se recusam a entender esta realidade, facilmente perdem a oportunidade de descobrir o Deus que vem ao seu encontro e de acolher os desafios que Deus lhes apresenta.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

Ele me enviou a anunciar o Evangelho aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6, 1-6

Naquele tempo, 1Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n’O. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?» E ficavam perplexos a seu respeito. 4Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». 5E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

 

Por este episódio fica claro que Jesus, embora socialmente aparecesse como um mestre entre tantos, Ele não o era como os restantes, pois não tinha o curriculum de mestre, por isso não vêem nele mais do que um simples carpinteiro, alguém que vivera em tudo uma vida igual à dos seus conterrâneos. «Tiago e José» eram primos de Jesus, filhos duma outra Maria, como se diz em Mt 27, 57 (cf. Mc 15, 47); irmão era uma forma de designar todos os familiares.

3 «O filho de Maria». Alguns deduzem daqui que S. José já tinha morrido, o que é mais do que provável; com efeito, em todas as passagens onde se fala de parentes de Jesus, nunca se nomeia S. José. Há porém aqui um pormenor curioso: nos lugares paralelos de Mateus e Lucas, Jesus é chamado «filho do carpinteiro» (Mt 13, 55) e «filho de José» (Lc 4, 22). No entanto, não são os Evangelistas a designá-lo assim, mas os ouvintes do Senhor. Mateus e Lucas, que já tinham deixado clara a virgindade de Maria, nos episódios da infância de Jesus, não têm receio de recolher a designação corrente de «filho de José». S. Marcos, que não tinha referido ainda a virgindade da Mãe de Jesus, evita cuidadosamente a designação de «filho de José», para que os seus leitores não venham a confundir as coisas. É pois destituído de fundamento afirmar que S. Marcos ignorava a virgindade de Maria.

 

Sugestões para a homilia

 

Apenas o filho do carpinteiro

Ver além das aparências

1. Apenas o filho do carpinteiro

O Evangelho deste domingo foca a atitude de fechamento a Deus e aos seus desafios, assumida pelos habitantes de Nazaré. Comodamente instalados nas suas certezas e preconceitos, eles decidiram que sabiam tudo sobre Deus e que Deus não podia estar no humilde carpinteiro que eles conheciam bem… Esperavam um Deus forte e majestoso, que se havia de impor de forma estrondosa, e assombrar os inimigos com a sua força; e Jesus não se encaixava nesse perfil. Preferiram renunciar a Deus, do que à imagem que d’Ele tinham construído. Há aqui um convite a não nos fecharmos nos nossos preconceitos e esquemas mentais bem definidos e arrumados, e a purificarmos continuamente, em diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta da Palavra revelada e na oração, a nossa perspetiva acerca de Deus.

Para os habitantes de Nazaré Jesus era apenas “o carpinteiro” da terra, que nunca tinha estudado com grandes mestres e que tinha uma família conhecida de todos, que não se distinguia em nada das outras famílias que habitavam na vila; por isso, não estavam dispostos a conceder que esse Jesus – perfeitamente conhecido, julgado e catalogado – lhes trouxesse qualquer coisa de novo e de diferente…

2. Ver além das aparências

Os seus conterrâneos estão admirados, chocados… mas olham-mo apenas com os olhos de carne, só vêem n’Ele o filho do carpinteiro com quem tinham jogado, trabalhado, escutado a lei na sinagoga… Não reconhecem n’Ele o enviado de Deus. Falta-lhes o olhar da fé para ler no seu ensino a mensagem de Deus e nos seus milagres sinais do Todo-Poderoso. E nós, como está o nosso olhar de fé, ao vermos Jesus e os seus sinais de salvação?

O texto do Evangelho repete uma ideia que aparece também nas outras duas leituras deste domingo: Deus manifesta-se aos homens na fraqueza e na fragilidade. Normalmente, Ele não se manifesta na força, no poder, nas qualidades que o mundo acha brilhantes e que os homens admiram e endeusam; mas, muitas vezes, Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade, na debilidade, na pobreza, nas situações mais simples e banais, nas pessoas mais humildes e despretensiosas… É preciso que interiorizemos a lógica de Deus, para que não percamos a oportunidade de o encontrar, de perceber os seus desafios, de acolher a proposta de vida que Ele nos faz…

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos,

Deus manifesta-se àqueles que o procuram.

Desejosos de compreender o mistério de Cristo,

para nos tornarmos disponíveis à sua Salvação,

oremos dizendo:

 

Renovai, Senhor, a fé do vosso povo.

 

1. Quando vemos a Igreja ferida e incompreendida no seu ministério,

ou não resplandecente de santidade como gostaríamos, nós Vos pedimos:

 

2. Quando tocamos de perto as chagas da humanidade carregada de vício e de egoísmo

e experimentamos como é precária a nossa existência terrena, nós Vos pedimos:

 

3. Quando Vos manifestais na dor, na renúncia,

ou Vos escondeis através duma cortina de dúvida e de silêncio, nós Vos pedimos:

 

4. Quando nos parecem mais dignos de fé os nossos projetos

e mais atraentes as nossas escolhas, nós Vos pedimos:

 

5. Quando perdemos o tempo de férias em distrações inúteis

e em vez de aproveitar o tempo livre para cuidar da nossa vida interior, nós Vos pedimos:

 

 

P- Deus, nosso Pai, Vós conheceis a fragilidade do nosso coração. Enquanto esperamos em silêncio a vossa luz, fala em nosso nome aquele que enviastes e com as suas chagas nos redimistes: Jesus Cristo, Senhor Nosso, que é Deus convosco na unidade do Espírito

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Na pequenez e simplicidade do Pão eucarístico, revela-se a grandeza e o amor do nosso Deus.

 

 

Cântico da Comunhão: O Espírito de Deus repousou, Az. Oliveira, NRMS 58

Salmo 33, 9

Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que n'Ele se refugia.

 

ou

Mt 11, 28

Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Pelo pão do Teu amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Concílio Vaticano II, recuperando o sentido da missão profética dos batizados, declara que estes recebem todos o sentido da fé e a graça da palavra, a fim de que brilhe na sua vida quotidiana a força do Evangelho. Os cristãos não devem, por isso, esconder este testemunho e esta palavra no segredo do seu coração, mas devem exprimi-lo também através das estruturas da vida do mundo. Há que tomar a sério esta missão profética!

 

 

Cântico final: Vamos caminhando alegremente, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

14ª SEMANA

 

2ª Feira, 9-VII: O amor de Deus pelo seu povo.

Os 2, 16-18. 21-22 / Mt 9, 18-26

Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, por amor e misericórdia.

«Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem amada (Leit.); e chegará ao mais precioso de todos os dons: ‘Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho Único» (CIC, 219).

As curas (Ev.) são uma manifestação do amor de Cristo: «A compaixão de Cristo para com os doentes e as suas numerosas curas de enfermos de toda a espécie são um símbolo claro de que Deus visitou o seu povo. Veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo; é o médico de que todos os doentes precisam» (CIC, 1503).

 

3ª Feira, 10-VII: O combate à ignorância doutrinal.

Os 8, 4-7. 11-13 / Mt 9, 32-38

Ao ver as multidões, encheu-se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor.

Jesus tem compaixão pelas multidões e pela desorientação que nelas encontra. Precisam de alguém que as oriente. E Jesus pede colaboração: «Jesus exorta os seus discípulos a levar para a oração esta solicitude em cooperar com o desígnio de Deus (Ev.)» (CIC, 2611).

Deus encontra igualmente esta desorientação entre o povo de Israel: com a prata e o ouro fabricaram falsos deuses (Leit.). Um dos grandes males do nosso tempo é a profunda ignorância doutrinal. É hora de conhecer melhor os conteúdos da nossa fé.

 

4ª Feira, 11-VII: S Bento: O contributo do cristianismo para a Europa.

Prov 2, 1-9 / Mt 19-27

E todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu muito para a implantação das raízes cristãs da Europa. E, por isso, Paulo VI nomeou-o Padroeiro da Europa.

Para dar um novo impulso à sua história, a Europa deve reconhecer aqueles valores fundamentais, adquiridos com o contributo do cristianismo. São necessários evangelizadores credíveis, cuja vida, em sintonia com a cruz e ressurreição de Cristo, irradie a beleza do Evangelho (J. Paulo II); que recorram à protecção de Deus e sejam fiéis à sua vocação cristã: «Ele guarda os caminhos dos que lhe são fiéis» (Leit.)

 

5ª Feira, 12-VII: Manifestações do amor do Pai.

Os 11, 1-4. 8-9 / Mt 10, 7-15

Ainda Israel estava na infância e já eu o amava, e a ele, meu filho, chamei-o para que saísse do Egipto.

«O amor de Deus para com Israel é comparável ao amor de um pai para com o seu filho (Leit.). Este amor é mais forte do que o de uma mãe para com os seus filhos» (CIC, 219). É este amor que o leva a perdoar as ofensas dos filhos: «Mas porque Deus é santo, pode perdoar as ofensas ao homem que se descobre pecador diante dele: «É que eu sou Deus, e não homem, o Santo que está no meio de vós (Leit.)» (CIC, 208).

E que o leva também a ter compaixão por todos os enfermos: «curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios» (Ev.).

 

6ª Feira, 13-VII: Confiança nas promessas de Deus.

Os 14, 2-10 / Mt 10, 16-23

Quando vos entregarem não vos inquieteis com a maneira de falar. O Espírito do vosso Pai é que falará por vós.

Deus é fiel e nunca nos abandonará. Devemos, portanto, ter toda a confiança nas suas promessas: «Porque sem fé não é possível agradar a Deus e chegar a partilhar a condução de filhos seus; ninguém jamais pode justificar-se sem ela e ninguém que ‘não persevere nela até ao fim’ (Ev.) poderá alcançar a vida eterna» (CIC, 161).

Ele é o todo poderoso e clemente. Convida-nos ao arrependimento. «Vinde com palavras de súplica, voltai para o Senhor… Amá-los-ei generosamente, pois a minha indignação vai desviar-se deles» (Leit.).

 

Sábado, 14-VII: Características do abandono filial.

Is 6, 1-8 / Mt 10, 24-33

Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, portanto: valeis mais do que muitos passarinhos.

«Jesus reclama um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos: ‘Não vos inquieteis dizendo: Que havemos de comer…’ (Ev.)» (CIC, 305).

Este abandono consegue-se especialmente na oração «Eis-me aqui, Senhor, podeis enviar-me» (Leit.). «É no ‘a sós com Deus’ que os profetas vão haurir luz e força para a sua missão. A sua oração é uma escuta da palavra de Deus, às vezes um debate ou uma queixa (Leit.) e sempre uma intercessão que espera e prepara a intervenção de Deus salvador, Senhor da história» (CIC, 2854).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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