S. João Baptista

 

Missa do Dia

24 de Junho de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

S. João continua a ser motivo de alegria para o mundo inteiro. Significa que a santidade é o verdadeiro caminho da alegria. Que saibamos olhar para o exemplo deste homem e animar-nos a ser santos em nossa vida de cada dia, como Deus quer para cada um de nós.

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus chamou João Baptista desde o seio materno, como chamara o profeta Isaías. Teria a missão de reconduzir para Ele o povo de Israel e de ser luz para as nações.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial     Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: O Senhor conhece-nos pessoalmente desde toda a eternidade e chamou-nos a cada um de nós para missão muito importante: sermos santos. E para dá-lO a conhecer aos que nos rodeiam, como S. João Baptista.

 

Refrão:        Eu Vos dou graças, Senhor,

                     porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Deus preparou a vinda de Seu Filho. Nasceu da descendência do rei David e foi anunciado por João Baptista, o maior de todos os profetas.

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso kerigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho          cf. Lc 1, 76

 

Monição: Como Zacarias bendigamos a Deus pelas maravilhas que operou nos Seus santos.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas algum tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

Soltou-se-lhe a língua bendizendo a Deus

Quem virá a ser este menino?

O menino ia crescendo

 

Soltou-se-lhe a língua bendizendo a Deus

A Igreja celebra hoje o nascimento de S. João Baptista. É o único santo, para além de Nossa Senhora, que goza dessa honra. Porque foi santificado no seio materno pela presença de Jesus, levado por Maria. Eram dois bebés frente a frente escondidos no seio de suas mães. João tinha seis meses. Jesus, talvez duas semanas. E é o mais pequenino que faz saltar de alegria o maior no seio de Isabel. Também ela ficou cheia do Espírito Santo ao ouvir a saudação da Virgem, que trazia no Seu seio puríssimo o Verbo de Deus.

Quando João nasceu, passados três meses, a Virgem continuava ali ao serviço da prima e assistiu à cena que o Evangelho nos contava. S. Lucas deve tê-la escutado dos lábios de Maria.

O nascimento de João Baptista encheu de alegria os seus pais e de admiração os seus vizinhos. Zacarias terminou a mudez que lhe serviu de castigo e também de sinal, de sinal que tinha pedido. E exultou com o belo cântico do Benedictus, louvando a Deus e profetizando a missão daquele menino.

O nascimento do Precursor é motivo de alegria para toda a Igreja, até para os não cristãos. É um dos chamados santos populares.

A lição do seu nascimento continua a ser muito actual para o mundo de hoje. Cada menino que nasce deve continuar a ser motivo de júbilo. Para os pais, para as famílias, para as nações. O mundo ocidental precisa de meditar nesta realidade, sob pena de desaparecer. Apesar das suas muitas riquezas materiais. É um mundo de velhos por causa do egoísmo, que se fez rei e senhor das famílias.

É urgente que os governos animem os casais a realizar esta missão de comunicar a vida, que Deus deixou bem clara no princípio da Humanidade. Pelo sacramento do matrimónio Jesus não só estende a bênção dada à primeira família, mas garante-lhe graça abundante para enfrentar as dificuldades dos que desejam cumprir fielmente os planos de Deus.

“O matrimónio – diz João Paulo II – deve incluir uma abertura para o dom dos filhos. O sinal característico do casal cristão é a sua generosa a abertura a aceitar de Deus os filhos como dom do Seu amor” (Hom.-Limerick-1-IX-79).

Os sacerdotes e bispos não podem tornar-se coniventes com o ambiente egoísta e comodista que se espalhou por tantos lares, sob a capa das dificuldades em ter uma família numerosa. Nunca foi tão fácil criar os filhos, nunca tiveram tantos meios materiais ao seu dispor. Até para seu mal.

Que todos os pais saibam acolher assim os seus filhos. Eles são a maior riqueza do seu lar. Em Portugal não há crianças. As escolas continuam a fechar, pelo país fora. Mesmo nas cidades vão tendo cada vez menos alunos. E Portugal vai ficando reduzido a velhos. Esta desgraça atinge, hoje, a maior parte dos países ocidentais, dominados pelo materialismo.

Temos de animar os pais a serem generosos, a não secarem as fontes da vida, a verem nos filhos uma fonte de alegria.

O Estado deve apoiá-los nos sacrifícios que têm de fazer. Não pode gastar dinheiro a matar crianças com o aborto. Além do crime gravíssimo que é, mesmo humanamente é uma loucura.

Os jovens que se casam não devem adiar a chegada dos filhos. Quantos, depois, querem tê-los e já não é possível!

Os casais têm de esclarecer a sua consciência, conhecendo bem os ensinamentos da Igreja, sobretudo através dos documentos dos últimos papas. Não podem ir atrás de outros, deixando entrar no seu lar o egoísmo e outros pecados contra a vida.

Procurando viver o optimismo cristão e a confiança em Deus. E não lhes faltarão as alegrias que o Senhor dá aos que seguem os Seus caminhos.

Há anos, na Suíça, havia uma campanha contra a natalidade promovida pelo Estado e apoiada pelos meios de comunicação. A televisão entrevistou vários casais. Um deles tinha seis filhos. Perguntavam à esposa: – Como é que consegue suportar o barulho de tantos filhos?

– Não dão problemas. Quem os pode sentir será o meu marido, quando vem do trabalho.

Perguntaram a este: – Não lhe custa aturar os filhos quando regressa a casa?

– Não – respondeu ele. Para mim é uma alegria poder estar com eles. Vêm contar as coisas deles e é para mim uma forma de descansar do trabalho do dia. Quem pode ter mais dificuldades é a minha mulher.

Naturalmente que as respostas não encaixavam no que os entrevistadores pretendiam.

“Os esposos devem edificar a sua convivência sobre um carinho sincero e limpo e sobre a alegria de ter trazido ao mundo os filhos que Deus lhes tenha dado a possibilidade de ter, sabendo, se for necessário, renunciar a comodidades pessoais e tendo fé na Providência Divina. Formar uma família numerosa, se tal for a vontade de Deus, é uma garantia de felicidade e de eficácia, embora afirmem outra coisa os defensores de um triste hedonismo” (S.JOSEMARIA ESCRIVÁ, Cristo que passa, 25)

Hoje o que custa é educar os filhos. Custa dar-lhes tempo. Por isso o Estado deve ajudar os pais a resolver este problemas e os esposos hão de aprender a organizar-se para poder estar com os filhos, falar-lhes, ouvi-los, brincar com eles.

Factor importante na educação são os irmãos. Contava, há tempos, um jornal que nalguns países está a preocupar muitos pais verem os filhos únicos a falar com o mano imaginário que não tiveram. E os psiquiatras estão já a sugerir o remédio natural para essa doença: dar mais irmãos ao morgado que têm.

Oxalá que o bom senso acabe por impor-se, já que a lei natural dada por Deus e explicada com clareza pelo Magistério da Igreja tem sido tão esquecida, até por muitos casais cristãos.

Quem virá a ser este menino?

S. João Baptista nasceu numa família piedosa. Seus pais eram justos – diz o Evangelho. Deus confiou-lhes aquele menino que viria a ser o maior de todos os profetas, o percursor de Jesus, anunciando ao mundo a Sua chegada.

A missão dos pais é não só gerar, mas ajudar os filhos a realizar o plano maravilhoso de Deus para cada um deles. Não são donos dos filhos, como pensavam alguns povos civilizados da antiguidade. São guardas dum tesouro maravilhoso que Deus lhes entregou. E têm a missão sublime de cuidar deles e ajudá-los a crescer como pessoas e como filhos de Deus. Os filhos são de algum um mistério a descobrir cada dia e a respeitar.

Um das tarefas fundamentais é rezar por eles e rezar com eles, muitas vezes pela vida fora. Assim fizeram os pais de S. João Baptista no seu nascimento.

O exemplo e a palavra dos pais são meio importante para a formação cristã e humana dos seus filhos. Mas não basta a palavra, não bastam os conselhos. Acabaria por ser uma hipocrisia, que provocaria a revolta e a rejeição dos filhos.

É precisa a vida coerente com a fé. Ensinar com o exemplo: rezar, ir à missa, respeitar a verdade, viver a amizade com todos, a começar no lar, cuidar o trabalho profissional...

Mesmo assim poderão surgir surpresas desagradáveis. E nessa altura não podem desanimar. Como Santa Mónica é a altura de insistir na oração perseverante, sabendo que Deus acabará por ouvi-los.

O menino ia crescendo

Os pais têm de cuidar da saúde dos filhos, do seu crescimento intelectual. Mas não podem esquecer-se que têm de ajudar os seus filhos a crescer também na graça de Deus. E que isso é o mais importante. Também no mundo actual, tantas vezes dominado pelo materialismo.

Para isso têm de procurar para eles uma sólida formação cristã, que começa com a catequese familiar já no colo da mãe. Que continua com a vida de oração, também em família todos os dias. Que tem uma ajuda fundamental nos sacramentos, sobretudo na Confissão e na Eucaristia. S. João Bosco, modelo dos educadores, no séc.XIX, dizia que o segredo para transformar os jovens das ruas de Turim eram a devoção a Nossa Senhora e a confissão frequente. Em Turim conserva-se com carinho o lugar e confessionário onde atendia os rapazes do Oratório.

João Paulo II lembrava com entusiasmo as multidões de jovens a confessar-se no jubileu do ano 2000.

Bento XVI continua a animar padres e fiéis a redescobrir o sacramento da Reconciliação. Que é o sacramento da alegria e do começar de novo uma e outra vez.

Em Madrid, no Encontro Mundial da Juventude, davam nas vistas os muitos confessionários alinhados no Parque do Retiro e a longas fila s de penitentes.

Que a Virgem ensine todas as mães, todos os pais a procurar que os seus filhos cresçam na graça de Deus. Que não se contentem em ansiar para eles um bom emprego ou um bom casamento. Que saibam, como Ela, guardar os acontecimentos de cada um dos seus filhos e meditá-los em seus corações.

 

 

Oração Universal

 

Jesus, Celebrante principal desta missa, é o nosso grande intercessor junto do Pai.

Unidos a Ele com todos os santos, com S. João Baptista,

apresentemos agora os nossos pedidos:

 

1-Pela Santa Igreja,

para que anime todos os seus filhos a lutarem pela santidade,

oremos ao Senhor.

 

2-Pelo Santo Padre,

para que sejam ouvidos os seus apelos a favor da vida e da família,

oremos ao Senhor.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que imitando a valentia de S. João Baptista,

 saibam animar as famílias a aceitar generosamente os filhos e educá-los no amor de Deus,

oremos ao Senhor.

 

4-Por todos os cristãos, para que lutem mais a sério pela santidade,

empregando com diligência os meios tão abundantes ao seu dispor,

oremos ao Senhor.

 

5-Para que todos nos entusiasmemos a imitar os santos,

ao celebrar as suas festas,

oremos ao Senhor.

 

6-Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor,

oremos ao Senhor.

 

7-Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo, aumentai em nós a fé e o amor,

para que levemos uma vida de santidade e cheguemos todos à glória do Céu,

onde já se encontram os santos, nossos irmãos.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

S. João Baptista anunciou a chegada do Messias e apresentou-O ao Povo de Israel. É com as suas palavras que o sacerdote continua a apresentá-Lo a nós na comunhão.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Louvemos a Deus pelos Seus santos e em especial por João Baptista e imitemos a sua vida, que é pregação bem actual para o mundo de hoje.

 

Cântico final: Exulta de alegria, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

12ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-VI: A medida com que seremos julgados.

2 Reis 17, 5-8. 13-15 / Mt 7, 1-5

Segundo o juízo que fizerdes é que haveis de ser julgados, e a medida que empregardes é que hão-de empregar para vós.

Quando o Senhor tiver que julgar-nos, empregará connosco a mesma medida que tivermos empregado para com os outros (Ev.). Por isso, pedimos no Pai-nosso: perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Com Israel assim aconteceu: os seus habitantes não quiseram obedecer, os seus corações endureceram, não acreditaram no Senhor, desprezaram os seus preceitos, bem como a Aliança estabelecida. «Então o Senhor indignou-se grandemente contra Israel e lançou-o para longe da sua presença» (Leit.).

 

3ª Feira, 26-VI: A parábola dos dois caminhos.

2 Reis 19, 9-11. 14-21. 31-36 / Mt 7,6. 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

«O caminho de Cristo ‘leva à vida’; um caminho contrário ‘leva à perdição’ (Ev.). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. Há dois caminhos, um da vida, outro da morte, mas entre os dois existe uma grande diferença» (CIC, 1696).

O rei da Assíria escolheu o caminho da perdição, ao dizer ao rei de Judá que não se deixasse enganar por Deus, e viu o seu exército dizimado em 180 mil homens (Leit.).

 

4ª Feira, 27-VI: A fidelidade ao Evangelho e os seus frutos.

2 Reis 22, 8-13; 23, 1-3 / Mt 7, 15-20

Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos.

A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus: «Segundo a palavra do Senhor, que diz: ‘Pelos seus frutos os conhecereis’ (Ev.). A consideração dos benefícios na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior» (CIC, 2005).

O rei Josias, depois da leitura do livro da Lei, deu-se conta de que não se estava a cumprir o que nele estava escrito. Pediu ao povo que se cumprisse tudo o que nele se pedia. E todos se converteram (Leit.). O mesmo nos acontecerá se lermos as Escrituras.

 

5ª Feira, 28-VI: Como descobrir e concretizar a vontade de Deus.

2 Reis 24, 8-17 / Mt 7, 21-29

Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai.

«Jesus ensina-nos que se entra no reino dos Céus, não por palavras, mas fazendo ‘a vontade de meu Pai que está nos Céus’ (Ev.)» (CIC, 2826). Procuremos levar sempre à prática os nossos desejos de cumprir a vontade de Deus. Para isso, temos que fazer oração: «É pela oração que podemos discernir qual é a vontade de Deus e obter perseverança para a cumprir» (id.).

Jóiaquim, depois de subir ao trono em Jerusalém, praticou o que desagradava ao Senhor, foi feito prisioneiro por Nabucodonosor, e deportado para a Babilónia (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia Ferreira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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