11º Domingo Comum

17 de Junho de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Viemos com alegria, C. Silva, NRMS 46

Sl 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor vem ao nosso encontro para que não desanimemos perante as dificuldades que nos afligem.

Tal como no Antigo Testamento também agora Ele nos aponta um futuro melhor. Mas conta com a colaboração de todos nós, Seus discípulos.

 

Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Ezequiel anima o Povo de Deus no exílio a não perder a esperança pois o Messias virá libertá-lo e salvá-lo.

 

Ezequiel, 17, 22-24

22Eis o que diz o Senhor Deus: «Do cimo do grande cedro, dos seus ramos mais altos, Eu próprio vou colher um ramo novo, vou plantá-lo num monte muito alto. 23Na elevada montanha de Israel o hei-de plantar. Ele há-de lançar ramos e dar frutos e tornar-se-á um cedro majestoso. Nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará à sombra dos seus ramos. 24E todas as árvores do campo hão-de saber que Eu sou o Senhor; abato a árvore elevada e elevo a arvore abatida, faço que seque a árvore verde e reverdesça a árvore seca. Eu, o Senhor, o afirmei e o hei-de realizar.»

 

O Profeta Ezequiel, após a denúncia das infidelidades do seu povo sujeito ao duro castigo do exílio babilónico, fala agora em nome do Senhor Deus, anunciando a restauração final do povo exilado, como obra do próprio Deus. De um simples ramo – outra forma de referir o resto de Israel – Ele fará surgir um cedro majestoso, a dar frutos, e em cujos ramos «farão ninho todas as aves» (v. 23), numa visão universalista escatológica, que preanuncia a universalidade do Reino de Deus, que Jesus descreve na parábola do grão de mostarda do Evangelho de hoje.

 

Salmo Responsorial    Salmo 91 (92) 2-3. 13-14. 15-16. (R. cf. 2a)

 

Monição: O Senhor é tão nosso amigo! Louvemo-l’O em cada dia com todos aqueles que confiam inteiramente na Sua Providência.

 

Refrão:        É bom louvar-vos Senhor

 

É bom louvar o Senhor

e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo,

proclamar pela manhã a vossa bondade

e durante a noite a vossa fidelidade.

 

O justo florescerá como a palmeira,

crescerá como o cedro do Líbano;

plantado na casa do Senhor,

florescerá nos átrios do nosso Deus.

 

Mesmo na velhice dará o seu fruto,   

cheio de seiva e de vigor,

para proclamar que o Senhor é justo:

n'Ele, que é o meu refúgio, não há iniquidade.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo aconselha-nos a afastarmos o mal e a praticarmos o bem no mundo e seremos um dia recompensados pelo Senhor no Céu.

 

2 Coríntios 5, 6-10

Meus irmãos: 6Nós estamos sempre cheios de confiança, sabendo que, enquanto habitarmos neste corpo, vivemos como que exilados, longe do Senhor, 7pois caminhamos pela fé e não vemos claramente. 8E, com a mesma confiança, preferíamos exilar-nos do corpo, para habitarmos junto do Senhor. 9Por isso nos empenhamos em Lhe ser agradáveis, quer continuemos a habitar no corpo, quer tenhamos de afastar-nos dele. 10Todos nós devemos aparecer a descoberto perante o tribunal de Cristo, a fim de cada qual receber a sua paga, pelas obras feitas durante a vida corporal, conforme as tiver praticado, boas ou más.

 

Na primeira parte da 2ª Carta aos Coríntios (cap. 1 a 7), S. Paulo, depois de fazer a sua defesa perante as acusações dos adversários, faz a apologia do seu ministério apostólico; e, no meio de tribulações sem conta (4, 7-12), é a fé em Jesus ressuscitado e a esperança no Céu que o leva a não desfalecer (4, 13 – 5, 10). O desejo de se «exilar do corpo», isto é, de deixar esta vida terrena, «para habitar junto do Senhor» no Céu (v. 8) leva-o ao empenho em lutar por Lhe agradar (v. 9). E não deixa de aproveitar a ocasião para expor aos fiéis uma verdade de fé fundamental que nos responsabiliza, a saber, que todos havemos de ser julgados por Deus no fim desta vida. É a este mesmo «tribunal de Cristo» (v. 10) que se refere o nº 1022 do Catecismo da Igreja Católica: «Cada homem recebe, na sua alma imortal, a retribuição eterna logo depois da sua morte, num juízo particular que põe a sua vida na referência de Cristo, quer através duma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do Céu, quer para se condenar imediatamente para sempre». Chamamos a atenção para o modelo antropológico grego que S. Paulo aqui adopta; como bom comunicador, costuma lançar mão da linguagem que mais se presta a ser bem compreendido pelos destinatários.

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Através de parábolas, numa linguagem simples, o Senhor ensina-nos a Sua Doutrina. Sejamos dóceis aos Seus ensinamentos.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

A semente é a Palavra de Deus, Cristo é o semeador;

todo aquele que O encontra, encontra a vida eterna. Refrão

 

 

Evangelho

 

São Marcos 4, 26-34

Naquele tempo, 26dizia Jesus às multidões: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. 27Dorme e levanta-se, de noite e de dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. 28A terra produz por si, primeiro o pé, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. 29E, mal o trigo o permite, logo ele mete a foice; a seara está pronta. 30Jesus dizia também: «A que havemos de comparar o Reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? 31É como o grão de mostarda que, ao ser semeado no terreno, é a menor de todas as sementes que há na terra. 32Mas, depois de semeado, começa a crescer, torna-se a maior de todas as plantas da horta e deita ramos tão grandes que as aves do céu vêm abrigar-se à sua sombra.» 33Jesus pregava-lhes a palavra Deus com muitas parábolas destas, conforme eram capazes entender. 34E não lhes falava senão por meio de parábolas, e, em particular, tudo explicava aos discípulos.

 

Após a interrupção com o tempo da Quaresma e da Páscoa, retomamos hoje a sequência da leitura do evangelista do ano, S. Marcos, com duas parábolas do Reino de Deus no final do cap. 4, a saber, a do germinar e crescer da semente e a do grão de mostarda. A primeira (vv. 26-29) é uma das poucas passagens exclusivas de S. Marcos; ela apresenta o processo do desenvolvimento da semente, deveras misterioso sobretudo para os antigos, pois tudo acontece sem que o semeador saiba como e sem que ele intervenha de qualquer modo: «Dorme e levanta-se, de noite e de dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como» (v. 27). O Reino de Deus cresce não pela virtude, preocupação ou mérito do pregador, mas pela sua energia interna, pela força da graça de Deus que actua onde, como e quando quer. São Paulo dirá aos Coríntios, ufanos em grupos à volta dos diversos pregadores do Evangelho: «Eu plantei, Apolo regou, mas foi Deus quem deu o crescimento. Assim, nem o que planta nem o que rega é alguma coisa, mas só Deus, que faz crescer» (1 Cor 3, 6-7). Também se pode fazer uma leitura espiritual (lectio divina) da parábola aplicando-a à acção da graça na alma: Deus faz que brotem dentro de nós, sem sabermos como, santas inspirações, boas resoluções, fidelidade, maior entrega… Ele realiza em nós e à nossa volta aquilo que nem sequer podíamos sonhar, desde que lancemos a semente e não estorvemos a obra de Deus.

30-32 A pergunta retórica com que a parábola do grão de mostarda é introduzida – «a que havemos de comparar o Reino de Deus? – é um recurso bem semítico destinado a atrair a atenção dos ouvintes. O grão de mostarda era a semente mais pequena então conhecida, que pode em pouco tempo vir a dar uma planta de cerca de três metros. Esta parábola põe em evidência a desproporção entre a insignificância dos começos do Reino de Deus e a sua vasta e rápida expansão. O livro de Actos dos Apóstolos sublinha constantemente o crescimento progressivo da Igreja; por sua vez, em S. Lucas, Jesus anima-nos a não temer a insignificância dos começos: «Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino» (Lc 12, 32).

 

Sugestões para a homilia

 

Vivamos com fé e esperança

Lembremos os cristãos perseguidos

Tornemos o mundo melhor

 

Vivamos com fé e esperança

O Senhor oferece-nos as flores dos jardins para, através delas, contemplarmos a Sua beleza.

O Senhor oferece-nos os frutos da terra para nos alimentarmos.

O Senhor oferece-nos as árvores dos campos e dos montes. De pequenas sementes lançadas à terra elas surgem grandes e frondosas. Nos seus ramos abrigam-se as aves do céu (Evangelho).

É claro que o Céu é mil vezes mais belo do que a terra e por isso, com São Paulo (2.ª Leitura), nós preferíamos exilar-nos do corpo para habitarmos sempre com o Senhor. Isso acontecerá um dia. Mas até lá chegarmos temos tanto que fazer no mundo!…

O povo de Deus, no exílio, vivia desanimado e sem esperança ( 1.ª Leitura ).A chama da fé, porém, nunca se extinguiu.

Lembremos os cristãos perseguidos

 Hoje o povo cristão vive também o seu exílio

Quantos irmãos nossos no Irão, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Egipto, Sudão, na Nigéria, Coreia do Norte, China…são perseguidos por causa da sua fé!

Quantos irmãos nossos vivem em países onde é expressamente proibido manifestarem-se publicamente!

Quantos irmãos nossos são tentados pelo relativísmo, consumismo, hedonismo! Nessas situações é preciso olhar bem para cima a fim de não se perder de vista as realidades espirituais…

Que fazer no mundo onde a maioria não é cristã, não acredita em Deus ou O nega?!...

Tornemos o mundo melhor

Não podemos desanimar. Um pouco de sal dá sabor à comida. Um pouco de fermento leveda toda a massa…

Temos de imbuir de espírito cristão o mundo, vivendo e actuando de acordo com a nossa fé.

Temos de respeitar a vida desde a concepção até à morte.

Temos de defender a família como Jesus a quer.

Temos de acabar com a violência e apelar a que todas as pessoas sejam respeitadas na sua dignidade.

Temos de tirar do coração dos homens o ódio que fere e mata para substituí- lo pelo amor que dá sentido à vida.

Temos de exigir aos traficantes da droga que parem com esse negócio sujo que destrói os sonhos dos nossos jovens.

Temos de explicar aos que fabricam bombas que já é tempo de gastar esse dinheiro em comida para que ninguém morra à fome.

Temos de recordar: aos pais que maltratam os filhos que o seu dever é defendê-los, protegê-los e acompanhá-los sempre; aos filhos que desprezam os pais que o dever de gratidão os obriga a não abandoná-los nunca, mesmo na doença ou velhice; aos esposos que não esqueçam o juramento de fidelidade e amor durante toda a vida.

Temos de dizer aos governantes que foram eleitos pelo povo para o servirem que façam tudo o que estiver ao seu alcance para que as nações vivam no progresso, no bem-estar e na paz.

Temos de agradecer aos patrões e empregados que com o trabalho continuam no mundo a obra criadora de Deus.

Temos de clamar aos leigos, padres e bispos que Jesus Cristo precisa de todos nós para salvar o mundo…

Ao longo da vida deixemo-nos amar pela Virgem Maria. Ela quer estar connosco para nos animar, abençoar e salvar.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa, Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja,

pelos Bispos a ele unidos nas suas dioceses

e pelos Sacerdotes ao serviço do povo de Deus,

oremos, irmãos.

 

2.     Pelos Religiosos e Diáconos que vivem generosamente a sua vocação,

pelos Catequistas que encaminham os educandos para Jesus

e pelos Leigos que no mundo dão testemunho da sua fé,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos pais que dão a vida pelos filhos,

pelos esposos que se amam como Cristo ama a Igreja

e pelos filhos eternamente gratos a seus pais,

oremos, irmãos.

 

4.     Pelas crianças que oferecem alegria, ternura e encanto,

pelos jovens que idealizam e querem um mundo melhor

e pelos cristãos chamados ao apostolado,

oremos, irmãos.                                       

 

5.     Pelos doentes que sofrem rezando pela salvação do mundo,

pelos idosos que ensinam com a sabedoria e experiência

e pelos pobres a precisarem da nossa ajuda,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos que faleceram e pedem os nossos sufrágios,

pelos amigos falecidos que confiamos à misericórdia do Senhor

e pelos familiares que no Céu esperam por nós,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Jesus que falou aos Apóstolos da semente lançada à terra e do grão de mostarda é o mesmo que se nos oferece agora na Sagrada Comunhão. Acolhamo-l’O com fé e escutemo-l’O para vivermos de acordo com a Sua Palavra.

 

Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu pão, C. Silva, NRMS 98

Sl 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

 

ou

Jo 17, 11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Há irmãos nossos que não participam na Eucaristia Dominical. Para nós o Domingo sem Missa não teria sentido. É aqui que recebemos a força e coragem para levarmos a mensagem salvadora de Jesus ao mundo.

Maria Santíssima vai connosco para nos proteger, tornar felizes e abençoar o mundo.

 

Cântico final: A vida só tem sentido, H. Faria, NRMS 103-104

 

 

11ª SEMANA

 

2ª Feira, 18-VI: O amor pelos pobres e pela pobreza.

1 Reis 21, 1-16 / Mt 5, 38-42

Dá a quem te peça e não voltes as costas a quem desejar pedir-te emprestado.

Deus abençoa os que ajudam os pobres e reprova os que deles se afastam (Ev.). «O amor da Igreja pelos pobres inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças, na pobreza de Jesus e na sua atenção aos pobres. O amor dos pobres é mesmo um dos motivos do dever de trabalhar: para poder fazer o bem, socorrendo os necessitados. E não se estende somente à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa» (CIC, 2444).

Jezabel cometeu um assassinato, para conseguir uma vinha para o marido. A cobiça pode levar a crimes repugnantes (Leit.).

 

3ª Feira, 19-VI: Ser ricos na caridade fraterna

1 Reis 21, 17-21 / Mt 5, 43-48

Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa podeis ter? Não fazem assim também os publicanos?

Não é fácil viver sempre a virtude caridade, sobretudo quando é preciso perdoar ou aceitar bem aqueles que nos incomodam. «No Sermão da Montanha, o Senhor lembra o preceito: ‘Não matarás’. E acrescenta-lhe a proibição da ira, do ódio e da vingança. Mais ainda, Cristo exige do discípulo que ofereça a outra face, que ame os seus inimigos (Ev.)» (CIC, 2262).

O rei Acab arrependeu-se de todo o mal que tinha causado e Deus perdoou-lhe (Leit.). Se ofendemos alguém, podemos sempre pedir-lhe desculpa.

 

4ª Feira, 20-VI: Aspectos da conversão do coração.

2 Reis 2, 1-. 6-14 / Mt 6, 1-6. 16-18

Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, presente no segredo.

Pede-nos o Senhor que tenhamos uma intenção recta quando fizermos as nossas práticas religiosas (Ev.). É, pois, importante que haja uma conversão do nosso interior: «Jesus insiste na conversão do coração desde o Sermão da Montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar…; orar ao Pai ‘no segredo’ (Ev.); perdoar do fundo do coração na oração» (CIC, 2608).

Eliseu não pediu a Elias muitos bens, mas o espírito que ele vivia: «que eu possa herdar uma dupla porção do teu espírito» (Leit.).

 

5ª Feira, 21-VI: Os tesouros do Pai-nosso.

Sir 48, 1-15 / Mt 6, 7-15

Quando orardes, não digais muitas palavras como os pagãos. Orai, pois, deste modo: Pai-nosso que estais nos Céus.

A oração vocal permite-nos manter a presença de Deus durante o dia. E o Pai-nosso (Ev.) reúne em poucas palavras o que devemos pedir a Deus: «O Espírito Santo faz brotar dos nossos corações sete petições, que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossa miséria à sua graça» (CIC, 2803).

O profeta Elias realizou grandes prodígios graças à sua oração e foi levado ao Céu em turbilhão de chamas e num carro de fogo (Leit.).

 

6ª Feira, 22-VI: O nosso coração está em Deus.

2 Reis 11, 1-4. 9-18. 20 / Mt 6, 19-23

Onde estiver o teu tesouro, aí estará o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o ‘fundo do ser’ (as ‘entranhas’) em que a pessoa se decide ou não por Deus (Ev., CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus: «O Doador é mais precioso do que o dom concedido, é o ‘tesouro’, e é nele que está o coração do Filho; o dom é dado por acréscimo» (CIC, 2604). Por isso, dizemos no Prefácio: «O nosso coração está em Deus». E procuramos que assim seja em tudo.

Jóiada estabeleceu uma Aliança, de modo que o povo se tornasse povo de Deus. Pelo contrário, Atália tinha o coração cheio de vingança (Leit.).

 

Sábado, 23-VI: A Providência e o hoje.

2 Cron 24, 17-25 / Mt 6, 24-34

Não vos inquieteis como dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência, e esta aplica-se também ao tempo: «O ensinamento de Jesus sobre a oração ao nosso Pai está na mesma linha que o ensino sobre a Providência: o tempo está nas mãos do Pai: é no presente que nós O encontramos; não ontem nem amanhã, mas hoje: ‘Quem dera ouvísseis hoje a sua voz’ (Sl. 95)» (CIC, 2659).

Deus é sempre fiel à Aliança: «A minha Aliança com ele será eterna» (Sl. Resp.). Mas manifesta a sua indignação se encontra infidelidade no seu povo (Leit.).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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