Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2012

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No fim do mês de Maio celebramos a festa da Visitação de Nossa Senhora. Aquela que se define a si própria como a serva do Senhor, leva à prática as suas palavras, com prontidão e alegria, indo a servir à casa de Isabel. É desejo da Igreja que o fruto do mês de Maria em nos, seja uma maior e mais alegre dedicação ao serviço dos irmãos.

 

Acto penitencial

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Sofonias fala-nos do Amor misericordioso de Deus para com Israel e da sua presença consoladora no meio do seu Povo. São palavras que se cumprem de modo eminente em Maria, filha de Israel e filha predilecta de Deus.

 

Sofonias 3, 14-18

14Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». 18Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de Josias – Sof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avé (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial    Isaías 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: Nossa Senhora canta alegremente em casa de Isabel, como o salmista, os dons recebidos de Deus. Rezemos também nos, agora, agradecendo a Deus todos os bens que nos concede.

 

Refrão:        Exultai de alegria,

                     porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 45

 

Monição: Escutemos com atenção o episódio da vida de Maria que nos transmite S. Lucas. Teremos meditado muitas vezes, quando rezamos o terço, o que agora ouviremos. Não esqueçamos, não em tanto, que a Palavra de Deus é sempre viva e nova e nos diz, a cada um, aquilo que a nossa alma precisa hoje e agora.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez, antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no seio (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente poderiam ficar mais bem expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe, num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

 

Sugestões para a homilia

 

A alegria cristã

Portadores da alegria

Semeadores de paz e de alegria

A alegria cristã

“Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel”. O texto de Sofonias, que visa em primeiro lugar Israel, adquire o seu sentido pleno quando referido a Nossa Senhora. Ela é a filha de Sião que canta e exulta de alegria porque “o Senhor, Deus de Israel está no meio de ti”. Maria canta agradecida em casa de Zacarias e Isabel, porque o Senhor está nela como poderoso salvador, no sentido mais próprio e exacto das palavras proféticas. Desde a Anunciação a alegria de Nossa Senhora torna-se um manancial inesgotável que transborda nos seus gestos e palavras. A sua chegada a Ain Karem, segundo tradição “cidade de Judá” onde vivia Isabel, inunda do gozo do Espírito Santo a prima de Maria e João Baptista ainda por nascer. O motivo de tanta felicidade não é outro que o Amor de Deus pelos homens que chega a sua máxima expressão no mistério da Encarnação redentora do Verbo.

Esse motivo é a raiz da verdadeira alegria, da alegria cristã. Pode-se dizer que a alegria é o estado de satisfação motivado pela posse dum bem. Mas existem muitos tipos e categorias de bens e por isso de alegrias. É diferente a alegria causada por uma boa refeição, por um êxito desportivo, por um aumento de ordenado, pela leitura de um bom livro, por um encontro sentimental ou pela conclusão de um trabalho demorado. Mas entre todos os bens existentes, o mais valioso é o amor, amar e ser amado; e por isso o amor é o bem que produz a maior e mais genuína alegria. E entre todos os tipos e categorias de amor, o mais poderoso, estável e fiel, origem de todo outro amor, é o amor de Deus. Deus ama-nos sempre, não porque sejamos bons, mas porque Ele é bom.

Saber que Deus é nosso Pai, e que nos ama infinitamente e sempre, apesar das nossas fragilidades, é a origem da alegria cristã. A alegria cristã é duma categoria tal, que Nosso Senhor promete que “ninguém vos tirará a vossa alegria” (Jo. 16, 22). É por tanto indestrutível, porque nada pode destruir o amor de Deus por nos, nem sequer os nossos pecados. Assim todas as coisas e acontecimentos, contempladas à luz desse amor são ocasião de alegria. As boas porque são consequência da graça de Deus, e as más porque são ocasião para Deus exercer o seu Amor misericordioso.

Compreendemos agora melhor que as palavras de Nossa Senhora, no seu encontro com Isabel, nascem da alegria experimentada pelo Amor de Deus recebido, e que essas palavras, por sua vez, produzem alegria em quem as escuta.

Portadores da alegria 

A festa da Visitação de Nossa Senhora que hoje celebramos, aparece situada no calendário litúrgico dois meses depois da festa da Anunciação, que por sua vez se celebra nove meses antes do Natal. De facto, Nossa Senhora passou os noventa primeiros dias da sua gravidez em casa de Zacarias. Esses três meses correspondem aos últimos da gravidez de Isabel.

Podemos pensar, por isso, que hoje estamos a celebrar esta festa quando Maria já levava varias semanas nas montanhas. Nesse breve tempo quantas graças terão recebido moravam naquela casa das montanhas de Judá.

Os Padres da Igreja fazem, frequentemente, o paralelismo entre a visitação de Nossa Senhora e 2 Sam. 6,11-12. O segundo livro de Samuel narra o momento em que a Arca da Aliança é levada a casa de Obededom, de Gat, onde permaneceu durante três meses, e afirma o texto que “o Senhor abençoou-o e a toda a sua família. Disseram ao rei que o Senhor abençoara a casa de Obededom e todos os seus bens por causa da Arca de Deus. Foi, pois, David e transportou-a da casa de Obededom para a Cidade de David, com grande regozijo”.

Nossa Senhora, verdadeira Arca da Aliança, atraiu com a sua presença as bênçãos de Deus para a casa de Zacarias e Isabel. Entre outras graças nos diz São Lucas que a voz de Maria fez Isabel ficar cheia do Espírito Santo e João exultou de alegria no seio da sua mãe. Alguns Padres da Igreja vêm nessa manifestação de júbilo do Baptista o cumprimento das palavras do anjo Gabriel a Zacarias: “será cheio do Espírito Santo desde o seio da sua mãe” (Lc. 1,15). Por esse motivo os mesmos autores afirmam que João foi concebido com pecado original, mas nasceu sem ele.

Também os cristãos, como Maria, levamos Cristo em nos, e somos, por tanto, portadores da fonte da alegria. Se alguma vez perdermos, por desgraça, essa presença, deveremos recupera-la, quanto antes, por meio da confissão.

Convêm ter presente que a alegria cristã não consiste só em estar na graça de Deus e saber que Deus nos ama. Forma parte da alegria um certo exercício prático da memoria; porque podemos esquecer ou não ter presença actual dos imensos motivos que temos para estar alegres. Devemos considerar frequentemente que Deus é nosso Pai misericordioso que nos ama sempre, que temos Nosso Senhor a nossa espera no sacrário, que fomos redimidos e baptizados, que contamos com o sacramento do perdão que é sacramento da alegria, que Nossa Senhora é a nossa Mãe e nunca se afasta de nos, que temos um anjo da guarda que nos serve e acompanha, etc. Considerar uma só de estas verdades seria suficiente para causar uma alegria abundantíssima; todas juntas constituem um foco de alegria que não admite a menor sombra de tristeza.

Semeadores de paz e de alegria 

O Beato João Paulo II comentando a saudação de Nossa Senhora à sua prima Isabel dizia: “O estremecimento de alegria de Isabel acentua o dom que pode estar contido numa simples saudação, quando ela provém de um coração pleno de Deus. Quantas vezes a escuridão do isolamento, que oprime uma alma, pode ser dissipada pelo raio luminoso de um sorriso e de uma palavra gentil!

Uma boa palavra diz-se rapidamente; não obstante, muitas vezes torna-se-nos difícil pronunciá-la. Detém-nos o cansaço, distraem-nos as preocupações, paralisa-nos um sentimento de frieza ou de egoística indiferença. Assim, acontece que passamos ao lado de pessoas que conhecemos, sem lhes olhar para o rosto e sem nos darmos conta que muitas vezes elas estão a sofrer aquela subtil, desgastante pena devida a sentirem-se ignoradas. Bastaria uma palavra cordial, um gesto afectuoso e logo alguma coisa despertaria nelas: um sinal de atenção e de cortesia pode ser um sopro de ar fresco no íntimo de uma existência, oprimida pela tristeza e pelo desalento. A saudação de Maria encheu de alegria o coração da sua idosa prima Isabel”(homilia, 11-II-1981). O cristão está chamado a encher de alegria, da alegria que leva no seu coração, a alma de todas as pessoas que encontra no caminho da vida. O anúncio do Evangelho, é uma comunicação jubilosa. Assim o fizeram os anjos, os “anunciadores”, desde o seu início: “Alegra-Te, Cheia de graça” (Lc.1,28) e “vos anuncio uma boa nova que será grande alegria para todo o povo” (Lc.2,10).

Por isso S. Josemaria quando explica em que consiste a missão apostólica a que todos os cristãos estamos chamados diz: “O apostolado cristão não é um programa político, nem uma alternativa cultural: significa a difusão do bem, o contágio do desejo de amar, uma sementeira concreta de paz e de alegria.” (Cristo que passa, nº124).

Acaba o mês de Maio, mas não acaba a nossa devoção à Maria. Continuemos sempre agarrados como crianças pela mão de Nossa Senhora para estar sempre alegres e ser, em todas as circunstâncias e ocasiões, semeadores de paz e de alegria.

 

 

Oração Universal

 

Jesus é o nosso Mediador junto do eterno Pai.

Ele quis associar a Si a Sua e nossa Mãe do Céu.

Com Jesus e Nossa Senhora, vamos apresentar ao Pai os nossos pedidos.

 

 

1.º Pela Santa Igreja, espalhada pelo mundo,

para que, à semelhança de Maria, leve Jesus a todos os homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre, para que todos escutem a sua palavra

e assim encontrem os verdadeiros caminhos da felicidade,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

3.  Por todos os Sacerdotes para que fieis a Jesus Cristo,

O tornem sempre presente no meio dos homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que manifestem a sua fé no amor a Jesus na Eucaristia

e na frutuosa recepção da Penitência,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

5.  Para que todos saibamos levar Jesus connosco

a todos os que nos rodeiam, como fez a Santíssima Virgem,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

6.  Por todos os que ainda não conhecem a Cristo,

para que se abram à fé e encontrem a alegria do Seu amor,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

7.  Por todos quantos se encontram no Purgatório

para que possam ver, quanto antes, o rosto de Jesus na felicidade do Céu,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor

 

Senhor, que nos chamastes à vida para a vivermos em caminhos de felicidade,

aumentai em nós a fé e o amor, para que levemos Jesus connosco numa vida de santidade, e assim sejamos Suas alegres testemunhas em toda a parte.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Saudação da paz

 

Monição da Comunhão

 

Jesus vem até nos na Sagrada Eucaristia, de modo semelhante a como foi, oculto no seio de Nossa Senhora, a casa de Isabel. Se nos encontrarmos bem preparados para O receber, vamos ao seu encontro com actos de fé, esperança e amor.

 

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia)

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre vivo neste sacramento. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O celebrante no fim da Santa Missa nos despede e envia com as palavras “ide em paz e o Senhor vos acompanhe”. De facto o Senhor nos acompanha sempre na nossa alma em graça, para que sejamos, como Maria, instrumentos da sua acção santificadora nas almas.

 

Cântico final: Cantai um cântico novo, J. Santos, NRMS 10 (II)

 

Homilias Feriais

 

8ª SEMANA

 

6ª Feira, 1-VI: Qualquer tempo é bom para nós.

1 Ped 4, 7-13 / Mc 11, 11-26

Viu então, de longe, uma figueira com folhas e foi lá ver se acharia nela, porventura, algum fruto.

Embora não fosse tempo de figos, o Senhor foi ver se encontrava frutos para matar a fome (Ev.). O Senhor espera encontrar em nós frutos de santidade e apostolado, quaisquer que sejam as circunstâncias da nossa vida: pessoas e acontecimentos que nos agradam, ou não agradam, facilidades ou dificuldades, etc.

Para isso, precisamos recorrer muito à oração (Ev.), para podermos descobrir a vontade de Deus, mesmo que não nos agrade: «não vos admireis da fogueira que arde no meio de vós e é destinada a pôr-vos à prova» (Leit.).

 

Sábado, 2-VI: Com que direito recristianizar a sociedade?

Jds 17, 20-25 / Mc 11, 27-33

(Os escribas e os anciãos): Com que direito fazes tudo isto? Quem te deu o direito de o fazeres?

A pergunta feita a Jesus (Ev.) é semelhante à que nos podem fazer hoje: por que queres implantar os valores cristãos na sociedade?

Temos um direito e um dever de recristianizar a sociedade actual, como fizeram os primeiros cristãos. Para isso, precisamos organizar a nossa vida e a dos outros de acordo com a nossa fé: «organizai a vida sobre o fundamento da fé santíssima» (Leit.). E, ajudando os outros com audácia: «Aos que hesitam, procurai convencê-los; salvai outros, arrebatando-os ao fogo da perdição» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 


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