aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

EUROPA

 

BISPOS EUROPEUS PROPÕEM

NOVO MODELO ECONÓMICO

 

A Comissão dos Episcopados Católicos da Comunidade Europeia (COMECE) apresentou, no passado dia 12 de Janeiro, em Bruxelas, uma declaração em que propõe um “novo modelo económico” para responder à actual crise financeira no continente.

 

Os bispos estimam que o “mercado comum” deve evoluir para um conceito de “economia social de mercado” para que a União Europeia (UE) se possa transformar numa “comunidade de solidariedade e responsabilidade”, sublinha um comunicado da instituição.

A declaração desafia as instituições comunitárias a criar “condições para que, neste tempo de crise e adaptação, por vezes muito difícil, o diálogo social entre os parceiros europeus possa desempenhar o papel que lhe corresponde no quadro legislativo”.

O “pacto Euro” recentemente adoptado deve permitir, por outro lado, “uma convergência de políticas fiscais e sociais rumo a uma maior equidade”.

O documento da COMECE aborda o conceito de “economia social de mercado altamente competitiva” que se tornou um dos objectivos da União, desde a entrada em vigor do Tratado de Lisboa (1 de Dezembro de 2009).

Nesse sentido, condena-se uma economia unicamente virada para o lucro, que “ameaça eclipsar as dimensões social e ecológica da qualidade de vida”, as quais “muitas vezes não podem exprimir-se em termos monetários”, transferindo, por outro lado, “os custos da actividade económica para outras pessoas, em particular as gerações futuras”.

Para os bispos católicos da UE, o mercado “não é anti-social, por princípio” e pode ser um “lugar de encontros que permitam fundamentar as relações”, desde que “bem ordenado”.

“Os monopólios, cartéis, concertações de preços e distorções da concorrência por abuso de poder económico ou ajudas públicas devem ser activamente combatidas”, pode ler-se.

A declaração apela à “regulamentação adequada do mercado comum europeu dos serviços de interesse geral e dos serviços sociais, em particular”, sublinhando que “qualquer decisão económica tem uma consequência moral” e pedindo um “consumo responsável”.

A COMECE propõe ainda que seja repensada a repartição de competências entre a UE e os Estados-membros, em matéria de política social, para que o mercado seja “complementado por prestações sociais”, garantindo o “respeito pela dignidade humana” de todos os cidadãos.

Os bispos da UE esperam que esta se possa assumir como uma “autêntica autoridade política mundial”.

“Solidários e responsáveis, é assim que nós, europeus, poderemos dominar a grave crise actual e continuar juntos o nosso caminho, para dar finalmente um sinal eficaz de justiça e de paz a todos os homens, no mundo inteiro”, conclui a declaração dos episcopados católicos.

 

 

CABO VERDE

 

FALA O BISPO

D. ILDO FORTES

 

A falta de sacerdotes e estruturas da Igreja Católica na diocese cabo-verdiana do Mindelo está a ser aproveitada pelas seitas para se implantarem, considera D. Ildo Fortes, no programa ECCLESIA transmitido no passado dia 16 de Janeiro, na RTP-2, um ano após a sua nomeação episcopal.

 

 “As seitas não perdoam: vão ter com as comunidades”, e como “o povo é pobre” encontram um “bom terreno” para se enraizarem, “por vezes fazendo promessas que não são consolidadas”, afirmou o bispo.

Os “poucos padres” existentes na diocese criada em 2003, a par da ausência de estruturas, constituem dois dos principais problemas da Igreja local, referiu o prelado cabo-verdiano de 47 anos, formado no Patriarcado de Lisboa.

“Algumas paróquias nem têm igreja”, pelo que “muitas vezes as Eucaristias são celebradas em escolas, casas emprestadas ou na rua, o mesmo acontecendo com a catequese”, explicou.

D. Ildo Fortes, que a 25 de Janeiro de 2011 recebeu a nomeação episcopal do Papa Bento XVI, sublinhou que uma das prioridades da diocese sediada na ilha de São Vicente é “estar mais próxima das populações”.

O responsável afirmou também que o país precisa “de ter maior cuidado com o turismo, por vezes um pouco desenfreado” e que, segundo a opinião generalizada da população, “não tem feito desenvolver as indústrias, restaurantes e meios de transporte”.

O turismo tem “coisas boas” mas também traz aspectos negativos, como as “grandes deslocações” da população para as ilhas onde há mais actividade turística, Sal e Boavista, onde a “fisionomia cristã” se alterou, disse.

O bispo considera que as eleições presidenciais de Agosto foram uma “prova de maturidade política e democrática”, sendo agora necessária uma adaptação entre o presidente, Carlos Fonseca, e o Governo, de opções políticas diferentes.

D. Ildo salientou que os episódios de “criminalidade” e “desrespeito civil” em Cabo Verde se devem em parte à “ausência de valores”, associada ao “crescimento do secularismo”, e ao facto de muita gente ter abandonado a Igreja.

A pobreza está a crescer, aumentam as disparidades entre ricos e pobres e o desemprego, o que pode gerar conflitos especialmente na juventude, que constitui a maioria da população, apontou.

Na Boavista, adiantou, há bairros “problemáticos” e a “paróquia é uma das instituições que mais respostas tem dado, tentando construir escolas, assistindo as necessidades das pessoas, criando locais de culto”.

A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica está ausente das escolas, mas a situação poderá mudar com a assinatura da Concordata entre Cabo Verde e a Santa Sé.

O acordo diplomático, “quase concluído”, compromete o Estado na salvaguarda da “riqueza que é a fé e os valores cristãos” e estabelece parcerias no âmbito da saúde e educação, com a possibilidade de serem criadas universidades católicas.

Depois de referir que o fluxo migratório é hoje “muito mais controlado” devido às exigências dos países de destino, D. Ildo Fortes acentuou que “é difícil para um cabo-verdiano obter um visto”, especialmente por parte dos mais pobres ou que têm menos qualificações.

 

 

CAMINHO NEOCATECUMENAL

 

TERMINADO O ITINERÁRIO

DA APROVAÇÃO PONTIFÍCIA

 

Em 20 de Janeiro passado, o Papa Bento XVI recebeu em audiência na sala Paulo VI os iniciadores do Caminho Neocatecumenal, Kiko Argüello, Carmen Hernández e o Pe. Mario Pezzi, que foram acompanhados por mais de 7000 membros desta iniciação cristã para adultos.

 

Antes da entrada de Bento XVI na sala, o Secretário do Conselho Pontifício para os Leigos, Mons. Josef Clemens, leu o decreto de aprovação das celebrações deste itinerário de redescoberta do baptismo incluídas no Directório catequético aprovado pela Santa Sé em Dezembro de 2010.

Eis o texto do Decreto, de 8 de Janeiro de 2012, assinado pelo Presidente, cardeal Stanislaw Rylko, e pelo Secretário, arcebispo Josef Clemens:

“Mediante o decreto de 11 de Maio de 2008, o Pontifício Conselho para os Leigos aprovou com carácter definitivo o Estatuto do Caminho Neocatecumenal e, posteriormente, após a devida consulta à Congregação para a Doutrina da Fé, com o decreto de 26 de Dezembro de 2010, deu a sua aprovação à publicação do Directório catequético como subsídio válido e vinculante para as catequeses do Caminho Neocatecumenal.

“Agora, considerados os artigos 131 e 133, § 1 e § 2, da Constituição Apostólica Pastor Bonus sobre a Cúria Romana, o Pontifício Conselho para os Leigos, tendo obtido o parecer favorável da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, concede a aprovação daquelas celebrações contidas no Directório Catequético do Caminho Neocatecumenal que não resultam, por sua natureza, reguladas pelos Livros Litúrgicos da Igreja”.

Na carta adjunta do Cardeal Rylko, com a mesma data, explica-se o alcance da última aprovação:

“Com esta disposição, conclui-se o percurso de definição do formato institucional do Caminho Neocatecumenal. (…) Estou certo de que o êxito deste itinerário contribuirá a dar uma maior estabilidade e confiança na actuação do Caminho Neocatecumenal nas Igrejas particulares, em benefício da nova evangelização a que o Santo Padre Bento XVI convida todos os membros da Igreja”.

 

Na audiência o Santo Padre reafirmou esse significado:

“A Igreja reconheceu no Caminho um dom especial que o Espírito Santo concedeu à nossa época, e a aprovação dos Estatutos e do Directório catequético são disto um sinal. Encorajo-vos a oferecer a vossa contribuição original para a causa do Evangelho. Na vossa obra preciosa, procurai sempre uma comunhão profunda com a Sé Apostólica e com os Pastores das Igrejas particulares, nas quais estais inseridos: a unidade e a harmonia do Corpo eclesial constituem um testemunho importante de Cristo e do seu Evangelho no mundo em que vivemos”.

E mais adiante acrescentou: “Há pouco foi lido o Decreto com que são aprovadas as celebrações presentes no Directório catequético do Caminho Neocatecumenal, que não são estritamente litúrgicas, mas fazem parte do itinerário de crescimento na fé. É mais um elemento que vos mostra como a Igreja vos acompanha com atenção, num discernimento paciente que compreende a vossa riqueza, mas olha também para a comunhão e para a harmonia de todo o Corpus Ecclesiae.

Depois de recordar que a Liturgia é acção de Cristo e da Igreja, o Papa continuou: “Isto vale de modo extremamente especial para a celebração da Eucaristia que, como ápice da vida cristã, é também o fulcro da sua redescoberta, para a qual tende o neocatecumenato. Como recitam os vossos Estatutos, «a Eucaristia é essencial para o neocatecumenato, enquanto catecumenato pós-baptismal, vivido em pequenas comunidades» (art. 13 § 1). Precisamente com a finalidade de favorecer a reaproximação à riqueza da vida sacramental por parte de pessoas que se afastaram da Igreja, ou que não receberam uma formação adequada, os neocatecumenais podem celebrar a Eucaristia dominical na pequena comunidade, após as primeiras Vésperas do domingo, segundo as disposições do Bispos diocesanos (cf. Estatutos, art. 13 § 2). Mas cada celebração eucarística é uma acção do único Cristo, juntamente com a sua única Igreja, e, por isso, essencialmente aberta a todos aqueles que pertencem a esta sua Igreja. Esta índole pública da Sagrada Eucaristia manifesta-se no facto de que cada celebração da Santa Missa, em última análise, é presidida pelo Bispo como membro do Colégio episcopal para uma determinada Igreja local (cf. Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. Lumen gentium, 26). A celebração nas pequenas comunidades, regulada pelos Livros litúrgicos, que devem ser seguidos fielmente, e com as particularidades aprovadas nos Estatutos do Caminho, tem a tarefa de ajudar quantos percorrem o itinerário neocatecumenal a sentirem a graça de estar inseridos no Mistério salvífico de Cristo, que torna possível um testemunho cristão capaz de assumir também os traços da radicalidade. Ao mesmo tempo, o amadurecimento progressivo na fé do indivíduo e da pequena comunidade deve favorecer a sua inserção na vida da grande comunidade eclesial, que encontra na celebração litúrgica da paróquia, na qual e para a qual se realiza o Neocatecumenato (cf. Estatutos, art. 6), a sua forma ordinária. Mas também durante o percurso é importante não se separar da comunidade paroquial, precisamente na celebração da Eucaristia, que é o lugar autêntico da unidade de todos, onde o Senhor nos abraça nas diferenciadas condições da nossa maturidade espiritual e nos une no único pão que faz de nós um único Corpo (cf. 1 Cor 10, 16 s.)”.

No final da audiência, Bento XVI enviou 17 famílias pertencentes ao Caminho Neocatecumenal em missão para locais com baixa ou nenhuma presença de católicos, como as comunidades aborígenes na Austrália e o Gabão, bem como para cidades europeias secularizadas da Áustria, Bósnia-Herzegovina, Estónia, Eslovénia, Reino Unido e França.

 

 

VIETNAM

 

PROSSEGUEM

RELAÇÕES COM SANTA SÉ

 

"Baseadas na boa vontade e no diálogo construtivo, as relações entre o Vietnam e a Santa Sé registaram desenvolvimentos positivos": é o que se lê no comunicado conjunto no final do terceiro encontro de trabalho Vietnam–Santa Sé, realizado nos dias 27 e 28 de Fevereiro passado, em Hanói.

 

A delegação vaticana foi chefiada pelo Subsecretário para as Relações com os Estados, Mons. Ettore Balestrero. O encontro foi co-presidido pelo vice-Ministro dos Negócios Extrangeiros do Vietnam, Bui Thanh Son. Esteve também presente o representante da Santa Sé não-residente no Vietnam, Mons. Leopoldo Girelli.

As duas partes – lê-se no comunicado conjunto – analisaram "os progressos feitos nas relações VietnamSanta Sé" desde o último encontro, realizado em Junho de 2010. A delegação vietnamita encorajou a Igreja Católica local "a participar activa e efectivamente no actual desenvolvimento nacional, económico e social" do país.

Por sua vez, a Santa Sé fez votos de que "o seu papel e a sua missão sejam reforçados e alargados, a fim de que os laços entre a Santa Sé e a Igreja no Vietnam sejam consolidados, bem como a intenção do Vietnam e da Santa Sé de desenvolver as suas relações".

Ao mesmo tempo, a Santa Sé "manifestou apreço" pela atenção reservada pelas autoridades civis às actividades da Igreja Católica, "em particular no ano 2010, durante a celebração do ano jubilar".

As delegações evocaram os ensinamentos do Papa sobre o ser um bom católico e um bom cidadão, "salientando a necessidade de uma contínua colaboração entre a Igreja Católica e as autoridades civis para aplicar, concreta e praticamente, tais ensinamentos em todas as actividades".

O encontro "realizou-se num clima de cordialidade, franqueza e mútuo respeito" – lê-se ainda no comunicado. As duas partes decidiram reunir-se no Vaticano para o quarto encontro.

Respondendo a perguntas dos jornalistas, o Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, afirmou que um sinal do progresso nas relações VietnamSanta Sé encontra-se justamente na maior liberdade de tempo e a possibilidade de movimento que o representante da Santa Sé o Arcebispo Leopoldo Girelli terá para viajar dentro do Vietname.

 

 

ESPANHA

 

NOVO EVANGELHO APÓCRIFO?

 

Segundo refere a edição electrónica do diário espanhol La Razón, de 29 de Fevereiro passado, o biblista espanhol Juan Chapa, decano da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, descobriu em Oxford o que considera ser um fragmento de um novo evangelho apócrifo.

 

É um papiro muito pequeno, de 7 x 7 centímetros, escrito nos dois lados, com 22 linhas de texto no total.

Foi descoberto há décadas em Oxythynco (Egipto), junto com muitos outros textos e fragmentos, conservados pelo clima desértico, e conserva-se na Universidade de Oxford, sob o patrocínio da Egypt Exploration Society de Londres e a British Academy. Mas até agora ninguém o tinha analisado e traduzido.

Juan Chapa, professor do Novo Testamento, publicou as suas conclusões sobre o fragmento: é um texto desconhecido, aproximadamente do ano 200, que fala de Jesus, talvez parte de um evangelho apócrifo. Num dos lados, descreve um exorcismo que diz ter sido realizado por Jesus. Embora não se trate de nenhum dos descritos nos evangelhos canónicos, parece inspirar-se neles. No outro lado, pode-se ler uma exortação a ser fiéis e radicais na fé.

“Ajudará a conhecer melhor o cristianismo dos dois primeiros séculos e o que liam e pensavam os primeiros cristãos do Egipto, e também como se formaram os Evangelhos”, afirma o biblista espanhol.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

LIBERDADE RELIGIOSA

EM QUESTÃO

 

No passado dia 9 de Março, o Papa Bento XVI reafirmou as suas preocupações com a liberdade religiosa nos Estados Unidos da América, numa altura em que os bispos católicos e a administração do presidente Obama se debatem sobre esta matéria.

 

O Papa recebeu um grupo da Conferência Episcopal dos EUA, no Vaticano, perante os quais reconheceu “ameaças à liberdade de consciência, religião e culto”, à imagem do que aconteceu em encontros anteriores, sublinhando que estas questões “precisam de ser enfrentadas urgentemente”.

“Todos os homens e mulheres de fé e as instituições que eles inspiram”, afirmou, devem poder agir “de acordo com as suas convicções morais mais profundas”.

No início deste mês, o presidente do episcopado norte-americano, cardeal Timothy M. Dolan, de Nova Iorque, manifestou a sua desilusão pela forma como a Casa Branca tem gerido a sua relação com a Igreja, no contexto da reforma do sistema de saúde.

O Governo de Barack Obama quer obrigar todas as entidades patronais, incluindo as instituições religiosas, a oferecerem serviços contraceptivos e abortivos no seguro de saúde das suas funcionárias, situação que merece a oposição da Igreja Católica.

 

 

 

 

 

 

 

DO PAÍS

 

 

VILA DO CONDE

 

O mestre do pesqueiro Virgem do Sameiro, que durante três dias foi dado como desaparecido após naufrágio, diz que a sua maneira de ser e pensar mudou totalmente, após o acidente ocorrido em Novembro.

 

“Há coisas que valorizava muito e que hoje talvez não lhes dê tanto valor, como ter um carro ou uma casa. Há coisas muito melhores na vida”, afirmou José Manuel Coentrão, à margem de um encontro espiritual realizado de 13 a 15 de Fevereiro passado, em Fátima.

O pescador, que participou pela primeira vez no retiro anual promovido pelo movimento católico Apostolado do Mar, contou que antes do sinistro “andava um bocado perdido” e que após o acidente passou a ter “mais convivência com a família” e “maior aproximação” ao seu filho.

Ao recordar as horas passadas no mar com a tripulação na balsa de salvamento, de 29 de Novembro a 2 de Dezembro, a cerca de duas dezenas de quilómetros a noroeste do cabo Mondego, José Manuel Coentrão referiu que “a fé esteve sempre presente”, tendo sido ela que, na sua opinião, salvou os pescadores.

O chefe do barco, da paróquia de Vila do Conde, recordou que rezava o terço nos “longos períodos de silêncio”, tendo várias vezes apelado aos pescadores “para não desanimarem”: “dei-lhes muita coragem”.

“Começava a rezar em voz muito alta, o que fazia com que também rezassem. Era uma maneira não só de ocupar o tempo mas também de lhes dar força interior, para não se irem abaixo”, recordou José Coentrão, acrescentando que os seus companheiros “são pessoas de fé”, mas como são tímidos não o manifestam.

O título do retiro realizado no Santuário de Fátima, “Salvos na Esperança”, constituiu um “tema que tem muito a ver com a situação social em Portugal e na área da actividade das pescas”, explicou o padre Sílvio Couto, director nacional do Apostolado do Mar.

Referindo-se à espiritualidade dos pescadores, o sacerdote sublinhou que “às vezes o mar também é abismo, e andar sobre o abismo pode trazer a condição da fé, e concretamente a condição de crença, que muitos têm de uma forma mais clara ou mais tácita”.

O relatório final sobre o afundamento do pesqueiro Virgem do Sameiro, cujas conclusões surgiram na comunicação social, não determinou o motivo da inundação que causou o naufrágio.

O documento refere que José Manuel Coentrão, “por ficar aflito, não emitiu qualquer comunicação de socorro, urgência ou segurança via rádio VHF ou outra via”, o que dificultou a localização do naufrágio e o salvamento.

Segundo o relatório, a prioridade do mestre “foi a salvaguarda da vida humana" e "manter a ordem entre os tripulantes", tendo organizado “o embarque em segurança na jangada pneumática", onde os seis pescadores viriam a ser encontrados, à deriva, a cerca de 17 quilómetros do naufrágio.

 

 

VISEU

 

EXPOSIÇÃO SOBRE

SÃO TEOTÓNIO

 

A exposição São Teotónio: Patrono da Diocese e da Cidade de Viseu foi inaugurada no passado dia 17 de Fevereiro no Museu Grão Vasco, dando início às celebrações jubilares do primeiro santo português que este espaço cultural quer “salvar do esquecimento”. A exposição celebra os 850 anos da morte de São Teotónio (1162).

 

Segundo Sérgio Gorjão, director do Museu Grão Vasco, que acolhe a mostra até ao dia 1 de Julho e tem prolongamento expositivo na Sé e no Museu de Arte Sacra, todos os portugueses deveriam visitar a exposição e conhecer a figura “inspiradora e a rica personalidade” de São Teotónio, que “acreditou nos valores do seu tempo”.

Quatro etapas compõem a exposição que ilustra uma faceta da vida e da personalidade do santo português, no contexto da sua época, realçando “a beleza das origens”, com D. Afonso Henriques a decidir “tomarmos conta do nosso destino” e a apoiar-se no conselho de São Teotónio – considerou o comissário científico da mostra, João Soalheiro.

Para além de escultura e pintura, o discurso expositivo apresenta documentos escritos e preciosas peças de ourivesaria integradas na ilustração da vida do primeiro santo português, que foi prior do Cabido da Sé, em Viseu, e teve uma relação de especial proximidade ao primeiro rei de Portugal, como seu conselheiro.

A faceta de peregrino de São Teotónio tem um relevo especial na exposição que ilustra as ligações à Terra Santa e a Compostela, sendo a peregrinação um elemento de reforço do “sentido de comunidade”, que fazia falta à consolidação da independência, adiantou o comissário científico.

Peça com especial realce, no núcleo da Sé de Viseu, é o relicário com parte de um braço do santo, tal como os painéis de azulejos alusivos à sua vida, que se encontram no claustro da catedral.

 

 

BEJA

 

FALECEU

D. MANUEL FALCÃO

 

O bispo emérito de Beja, D. Manuel Falcão, faleceu na noite de 20 para 21 de Fevereiro passado, aos 89 anos de idade, na Casa Episcopal.

 

O corpo do falecido prelado foi velado na Sé de Beja. No dia 22, quarta-feira de Cinzas, pelas 10h30, decorreram as exéquias, seguindo-se o cortejo para o cemitério de Beja, onde a urna ficou depositada no jazigo dos bispos da diocese.

D. Manuel Franco da Costa de Oliveira Falcão nasceu a 10 de Novembro de 1922 em Lisboa, primeiro de oito irmãos. Fez todo o curso de Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico (1939-1945); no penúltimo ano, tinha pensado ser sacerdote, mas o Cardeal Cerejeira aconselhou-o que terminasse o curso. Entrou no seminário em 1945, e foi ordenado padre em 1961, ficando no Seminário dos Olivais como professor e prefeito.

O novo sacerdote viria a distinguir-se pela promoção dos estudos de sociografia religiosa, a criação e lançamento do Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado, a criação do Secretariado de Informação Religiosa e a publicação do Boletim de Informação Pastoral (1959-1970), seguida do Boletim Diocesano de Pastoral do Patriarcado (1968-1975).

O então padre Manuel Falcão procedeu ao primeiro recenseamento da prática dominical no Patriarcado (1955) e fez, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e o Estado, o estudo do redimensionamento paroquial da Cidade (1959); mais tarde, já a viver em Beja, promoveu a realização e o apuramento do I Recenseamento da Prática Dominical em todas as dioceses de Portugal (1977).

Em Dezembro de 1966, foi eleito bispo auxiliar do Cardeal Patriarca, e a ordenação episcopal teve lugar em Janeiro de 1967. Nesse ano foi eleito Secretário da Conferência Episcopal, cargo que desempenhou durante nove anos, cumulativamente com os de presidente ou vogal de várias Comissões Episcopais.

Em 1974, pouco depois da Revolução de Abril, foi nomeado por Paulo VI Coadjutor com direito de sucessão do arcebispo-bispo de Beja, D. Manuel dos Santos Rocha; com a resignação deste por limite de idade, em 1980, passou a ser o bispo diocesano. Por sua vez, resignou em 1999, sucedendo-lhe o actual prelado D. António Vitalino Dantas.

Em 2007, no 40.º aniversário da sua ordenação episcopal, o prelado falou dos 19 anos à frente da diocese alentejana, sublinhando o “bom entendimento” com as autarquias comunistas e a “tentativa de evangelizar o Alentejo através das missões populares”.

Para a defesa e valorização dos bens culturais da Igreja, tinha criado em 1984 o Departamento do Património Histórico e Artístico, que sob a direcção do arquitecto José António Falcão tem merecido renome nacional e internacional. Também consolidou as bases financeiras da Diocese.

D. Manuel Falcão continuou a viver em Beja, onde escreveu até à sua morte no semanário diocesano Notícias de Beja. É ainda autor da Enciclopédia Católica Popular, editada pelas Paulinas, e disponível no portal da ECCLESIA (www.ecclesia.pt/catolicopedia).

 

 

LISBOA

 

MISSÃO METRÓPOLES

 

O Cardeal-Patriarca de Lisboa assinalou no passado dia 22 de Fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, o início da “Missão Metrópoles”, iniciativa que vai incluir eventos culturais e litúrgicos, falando através do primeiro vídeo em que antecipa as suas Catequeses quaresmais.

 

D. José Policarpo convoca todos os que se estão a preparar para o baptismo [os chamados catecúmenos] a marcarem presença na Sé lisboeta, para um encontro no primeiro domingo da Quaresma, que começa às 18h00 e termina com a celebração da Missa; e deixa algumas questões: “Queres baptizar-te, porquê? Verdadeiramente, sentiste-te atraído para seguir Jesus?”.

As catequeses que o Cardeal-patriarca profere nos domingos da Quaresma são este ano transmitidas em directo por vídeo através do site dedicado à “Missão Metrópoles”, do Patriarcado de Lisboa.

Cada intervenção, dirigida a destinatários específicos, é antecipada por um vídeo apresentado na quarta-feira anterior, onde D. José Policarpo resume o tema escolhido.

A “Missão Metrópoles”, idealizada pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, decorre na diocese de Lisboa desde quarta-feira de Cinzas ao segundo domingo da Páscoa.

As famílias, os agentes culturais, os obreiros da solidariedade e da caridade, os responsáveis pela construção da comunidade e os jovens – são os destinatários privilegiados das restantes cinco catequeses.

O programa da “Missão Metrópoles” prevê a leitura de textos de Santo Agostinho a 24 de Março, pelas 16h00, na igreja do Sagrado Coração de Jesus, iniciativa que o cardeal-patriarca pretende que se transforme no anúncio da “fé cristã aos que não têm fé”.

O Evangelho segundo São Marcos, que constitui o centro das leituras proclamadas nas Missas durante este ano, vai ser lido integralmente na Sé Patriarcal no segundo domingo da Páscoa (15 de Abril), a partir das 16h00, por figuras públicas ligadas às artes e ao espectáculo.

Várias igrejas de Lisboa oferecem as Jornadas Penitenciais, que têm como objectivo a reconciliação com Deus através do sacramento da Penitência (confissão).

A iniciativa, que se realiza também em Barcelona, Budapeste, Bruxelas, Dublin, Frankfurt, Liverpool, Paris, Turim, Varsóvia, Viena e Zagreb, constitui “o momento de recuperar e reavivar os desafios e as perspectivas” do Congresso Internacional da Nova Evangelização (ICNE), que Lisboa recebeu em 2005.

 

 

LISBOA

 

PASSO-A-REZAR

 

O site Passo-a-rezar, que oferece orações e reflexões inspiradas na espiritualidade católica, assinalou no passado dia 22 de Fevereiro, quarta-feira de Cinzas, o seu segundo aniversário, apresentando novidades e agradecendo a milhares de ouvintes diários.

 

“Os 9000 downloads diários expressam o impacto que o projecto tem no dia a dia de tantas pessoas”, sublinha um comunicado dos promotores da iniciativa.

A página disponibiliza ficheiros que podem ser ouvidos directamente no site ou transferidos para um leitor portátil de áudio digital ou outro dispositivo de reprodução, possibilitando a sua escuta em qualquer lugar e hora do dia.

O padre António Valério, actual coordenador do projecto, lembra que “no dia 17 de Fevereiro de 2010, quarta-feira de Cinzas, um novo modo de rezar em português ficou disponível na Internet”.

“O www.passo-a-rezar.net entrou assim na vida de vários milhares de portugueses que, diariamente, utilizam as orações disponibilizadas gratuitamente no site, para serem ouvidas em formato mp3 ou subscritas em podcast”, sublinha.

Ao longo destes dois anos, recorda-se, algumas ocasiões particulares contaram com a participação de figuras reconhecidas do mundo das artes, da cultura e da Igreja: os actores Ruy de Carvalho e Miguel Guilherme, a maestrina Joana Carneiro e o musicólogo Carlos Pontes Leça para a Semana Santa de 2010 e 2011; as vozes de D. José Policarpo, D. António Marto e D. Manuel Clemente por ocasião da visita a Portugal do Papa Bento XVI, em Maio de 2010; a fadista Mafalda Arnauth, que deu voz aos textos do jesuíta Marko Rupnik, autor do mosaico da igreja da Santíssima Trindade em Fátima, no Natal de 2011.

No verão de 2010, os actores Susana Arrais e Pedro Granger foram as vozes dos textos para uma semana especial, Sete pausas na beleza, da autoria do padre José Tolentino Mendonça, da qual se editou o livro Um Deus que dança, com prefácio de Luís Miguel Cintra e apresentado em Junho de 2011, na Companhia Olga Roriz.

Para o 2.º aniversário, o passo-a-rezar apresenta algumas novidades: um novo grafismo no site e a introdução de uma nova secção – passo a ouvir – que possibilita a audição da oração do dia, frente ao computador, acompanhada de uma imagem que ajude a reflexão.

Este site é uma iniciativa do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração (Província Portuguesa da Companhia de Jesus) e conta com a colaboração do Grupo Rcom (Renascença comunicação multimédia) para a gravação e edição dos conteúdos.

Os seus promotores agradecem “a colaboração gratuita de uma equipa de 15 escritores e mais de 30 pessoas que dão voz às meditações que comentam o texto da liturgia do dia”.

 

 

BRAGA

 

HOMENAGEM A

D. EURICO NOGUEIRA

 

A Arquidiocese de Braga inaugurou no passado dia 6 de Março uma mostra dedicada à vida do arcebispo emérito D. Eurico Dias Nogueira – que nesse dia fazia 89 anos –, na qual é possível encontrar vários objectos pessoais doados pelo próprio.

 

“Sinto-me bem por ter doado a instituições da diocese estes objectos e um dinheiro – mais ou menos 150 mil euros provenientes da economia de uma pensão estatal por ter sido professor –”, referiu o prelado, na inauguração da exposição “D. Eurico: memória e gratidão”, a decorrer no Museu do Tesouro da Sé de Braga até ao dia 8 de Abril.

Durante a cerimónia, o actual arcebispo bracarense, D. Jorge Ortiga, disse que o seu antecessor, continua a ser um exemplo de vida, destacando a importância de “reconhecer publicamente” a doação de objectos e bens pessoais.

“A Igreja necessita de pessoas que a amem. As suas instituições marcaram e cresceram através da generosidade de muitos. Importa mostrar que a doação não está fora de moda”, referiu no discurso que proferiu durante a sessão de homenagem.

D. Eurico Nogueira agradeceu a oportunidade como um “momento para rever alguns amigos” e para “dar graças a Deus por uma vida prolongada para mais do que devia ser”.

O arcebispo emérito aproveitou para contar a história do anel que mais usou como bispo e que doou, a par com outros objectos, ao Cabido de Braga.

Trata-se do anel episcopal com a imagem de Nossa Senhora em marfim em relevo, que pertenceu ao último “cardeal da Coroa” – um privilégio do Reino de Portugal em que o Papa criava um cardeal indicado pela Coroa –, D. Américo Ferreira da Silva, bispo do Porto no final do século XIX.

“O cardeal decidiu doar esse anel ao cónego Gaspar, que não o usava. Com os irmãos, decidiram entregar o anel a uma irmã que era religiosa e que foi minha sacristã em Coimbra. Um dia apareceu-me com o anel e disse que ela e os seus irmãos tinham decidido dar-me o anel, já que tinha sido nomeado cónego”, relatou o prelado.

“Perante a minha relutância em aceitar a oferta, ela disse-me: «Se não quiser usá-lo como cónego, use-o um dia como bispo». E assim foi. Foi o anel que mais usei como bispo e que, agora, legitimamente doei ao Cabido da Sé de Braga”, acrescentou.

D. Eurico Dias Nogueira nasceu em Dornelas do Zêzere, Diocese de Coimbra, na qual foi ordenado padre e bispo, após ter sido nomeado para a diocese moçambicana de Vila Cabral, em 1964, o que lhe permitiu participar no Concílio Vaticano II.

Oito anos depois, D. Eurico Dias Nogueira seria transferido para a Diocese de Sá da Bandeira, em Angola, voltando a Portugal em 1977, sendo nomeado arcebispo primaz de Braga, cargo que ocupou até 1999.

 

 

LISBOA

 

ÉTICA E EFICÁCIA

NO SECTOR BANCÁRIO

 

O jornalista e comentador Francisco Sarsfield Cabral considera que o caminho para a afirmação dos bancos, enquanto agentes pró-activos de desenvolvimento sustentável, só será trilhado mediante a aposta em medidas mais eficazes de regulação.

 

Na abertura do ciclo de conferências intitulado “Alternativas – Cristianismo e Mudança”, que a FEC – Fundação Fé e Cooperação iniciou no dia 6 de Março passado, o especialista em assuntos económicos criticou a “decadência clara” que tomou conta das instituições bancárias, em termos éticos, nos últimos 20 anos.

De acordo com aquele responsável, “os bancos são muito importantes para o funcionamento geral da economia, mas têm um problema de raiz: alguns são grandes demais para falirem” e, por isso, são permanentemente ajudados pelos “Governos e bancos centrais”.

Esta “dependência do Estado e dos contribuintes” funciona no meio dos gestores como um “incentivo à irresponsabilidade” e favorece as operações de investimento que “acarretam maior risco”.

“Tem de ser feita uma regulação mais apertada”, reforçou Francisco Sarsfield Cabral, dando como exemplo a separação que existia “entre a banca comercial e a banca de investimentos” e que foi terminada durante a década de 90, sobretudo por influência do Governo do presidente americano Bill Clinton.

A uma questão relacionada com o facto dos bancos poderem, ou não, incluir “valores morais e de cidadania” na sua gestão, o jornalista acrescentou o desafio a um estilo de vida “mais sóbrio”.

“Independentemente do crescimento económico, houve uma explosão de consumismo cá em Portugal entre os anos 60 e 90, aliás estimulada pelos Governos, e agora temos de mudar de vida”, apontou.

 

 

BRAGA

 

AJUDA DA CÁRITAS

 

A Cáritas Diocesana reforçou o seu serviço de atendimento para responder a um aumento de cerca de 70 por cento nos pedidos de ajuda, na maioria dos casos relacionados com situações de desemprego.

 

Mesmo assim, “tirando os casos mais graves, que são tratados de imediato, a maioria das pessoas que estão em lista de espera têm de aguardar sensivelmente um mês e meio porque não há capacidade para mais”, lamenta o presidente daquela instituição católica.

José Carlos Dias reconhece que o apoio prestado “está longe de ser o ideal”, tendo em conta o universo alargado de necessidades.

Só em 2011, a Cáritas bracarense acompanhou cerca de 400 novos casos de pessoas com necessidades económicas, num universo total de 1450 atendimentos.

Ao nível dos serviços, aquela entidade conta com um refeitório social que serve cerca de 40 pessoas por dia, balneários que estão abertos duas vezes por semana, um roupeiro social e um banco de equipamentos médico-hospitalares, que são cedidos às pessoas sem quaisquer custo.

Destaque ainda para um centro de acompanhamento dedicado a vítimas de violência doméstica – que no ano transacto atendeu cerca de 137 situações – e uma “residência partilhada” onde estão a viver três pessoas que foram retiradas da rua.

Para José Carlos Dias, todas estas valências têm como objectivo fazer com que as pessoas voltem a “acreditar em si próprias”, já que só assim elas podem “transformar a sua vida em algo de positivo e de útil para a sociedade”.

Sem qualquer protocolo de financiamento celebrado com a Segurança Social, as verbas provêem essencialmente de “donativos dos fiéis” e do “apoio da Igreja”, realça o presidente.

Os párocos “devem ser as primeiras pessoas que, de uma forma próxima, contactam e lidam com a realidade”, aponta.

A Cáritas Portuguesa celebrava até domingo 11 de Março a sua “Semana Nacional”, dedicada ao tema “Edificar para o bem comum: uma tarefa de todos e de cada um”.

Ao contrário do que acontece em muitas regiões do país, em Braga não se realizava o tradicional “peditório de rua”.

A aposta passava sobretudo pelo reforço da parceria entre a Cáritas local, o mundo empresarial e a restante sociedade civil, através de uma série de contactos institucionais.

 

 

FÁTIMA

 

COMEMORAÇÃO

DOS DOMINICANOS

 

Os frades dominicanos comemoraram, no passado domingo dia 11 de Março, o 50.º aniversário da restauração da sua Província Portuguesa, com uma celebração eucarística no Convento de Nossa Senhora do Rosário.

 

A Ordem dos Pregadores classifica a festa como uma ocasião de “alegria, de acção de graças e, sobretudo, de recordação do passado sem deixar de perspectivar o presente e o futuro”.

Os religiosos “convidam todos, em particular a Família Dominicana, a participarem activamente nas múltiplas iniciativas que marcarão este ano de 2012”.

A congregação dominicana chegou a Portugal em 1217, por intermédio de um companheiro de S. Domingos, o português frei Soeiro Gomes.

Os dominicanos começaram por formar uma comunidade no alto da Serra do Montejunto, situada 65 quilómetros a norte de Lisboa, mas acabaram por se mudar para Santarém, onde fundaram o seu primeiro convento em 1218.

Depois de atingir a estabilidade em território nacional, a Ordem dos Pregadores começou a consolidar comunidades religiosas em localidades como Coimbra, Porto, Lisboa, Elvas, Guimarães e Évora.

A presença dos religiosos foi também reforçada através da instituição do Vicariato de Portugal da Província Ibérica, em 1275, e com a criação da Província Portuguesa da Ordem dos Pregadores, em 1418.

No entanto, em 1834, “depois de séculos de enorme labor apostólico, em Portugal e nos territórios missionários, os Dominicanos e todas as Ordens Religiosas acabaram por ser extintos do território português”, recorda o comunicado.

Esta situação só começou a ser invertida mais de um século depois, com a entrada em Portugal de alguns frades provenientes do Canadá, que contribuíram para a restauração definitiva da Província, decorria o ano de 1962.

O programa das comemorações, que atravessa grande parte deste ano, inclui ainda um colóquio sobre “A restauração da Província Dominicana de Portugal – memória e desafios”, previsto para 6 de Outubro, no Porto.

Os frades pregadores contam actualmente com quatro comunidades em Portugal, três conventos e uma casa, e integram ainda o Vicariato de Angola, com mais vinte irmãos, quase todos angolanos, distribuídos por três comunidades.

 

 

LISBOA

 

DEFESA DA VIDA

EM CONGRESSO

 

A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) promoveu no passado dia 16 de Março o seu segundo Congresso nacional, cujo documento conclusivo refere que o aborto foi transformado num acto “financiado e promovido pelo Estado”.

 

“Apesar de, no contexto de crise, haver redução de despesas na saúde, essa contenção não existe para a prática de abortos”, indica a nota final dos trabalhos.

Segundo números apresentados aos participantes no evento, desde a alteração legal de 2007, com a despenalização do aborto, 85 mil mulheres interromperam a gravidez “por opção”.

A FPV fala em “banalização”, “liberalização e promoção” do aborto desde o referendo sobre esta matéria, há cinco anos, criticando, por exemplo, o pagamento de “licenças por aborto de 14 a 30 dias pagas a 100%”.

Os dados divulgados destacam ainda que  as “reincidências aumentam todos os anos” e que em Portugal “persiste o aborto clandestino”.

O Congresso terminou com o lançamento da petição pública “Defender o Futuro”, que conta entre os seus primeiros subscritores com diversas personalidades da vida cultural, económica, social e política do país, como António Bagão Félix, António Gentil Martins, João Luís César das Neves e Manuel Braga da Cruz.

Este documento pede leis que “coloquem e reconheçam a família como fundamento da organização social”, “reconheçam ao casamento as funções para que está vocacionado”, “apelem a uma maternidade e paternidade responsáveis” e “protejam e promovam a natalidade e a vida humana em todas as suas fases, desde a concepção até à morte natural”.

O congresso nacional da FPV deixou críticas a “algumas das leis sobre matérias ditas «fracturantes», aprovadas nos últimos seis anos”, como aborto, reprodução artificial, casamento entre homossexuais, mudança de sexo, divórcio e educação sexual.

 

 

LISBOA

 

SANTOS NO

MUSEU DE SÃO ROQUE

 

O Museu de São Roque apresenta mensalmente a vida, obra e iconografia de um Santo que os católicos evocam nesse mês ou no anterior, recorrendo a peças do seu acervo.

 

Depois de S. Sebastião em Janeiro e de S. João de Brito em Fevereiro, a próxima sessão, dedicada a S. José, de que a Igreja faz memória a 19 de Março, realiza-se no dia 25 deste mês, revela o site do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

Os encontros «Santos Convida», que decorrem sempre aos domingos às 15h30, prosseguem até ao fim do ano com o seguinte calendário:

29 de Abril: S. Marcos (cuja festa litúrgica é no dia 25); 27 de Maio: Santa Rita de Cássia (dia 22); 17 de Junho: Santo António (dia 13); 22 de Julho: Santo Aleixo (dia 17); 12 de Agosto: S. Lourenço (dia 10); 2 de Setembro: Santo Agostinho (28 de Agosto); 21 de Outubro: Santa Úrsula (dia 21); 25 de Novembro: Santa Catarina de Alexandria (dia 25); 16 de Dezembro: Santa Luzia (dia 13).

A participação, limitada a um máximo de 30 pessoas, é gratuita, mas requer inscrição pelos telefones 213 235 421/824/065.

 


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