Ascensão do Senhor

DIa MUndial Das comunicações sociais

20 de Maio de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Recebereis a força do Espírito Santo, Az. Oliveira, NRMS 85

cf. Actos 1, 11

Antífona de entrada: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu? Como vistes Jesus subir ao céu, assim há-de vir na sua glória. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho que Ele percorreu no amor e na doação, ensina-nos qual é a nossa a vida definitiva, em comunhão com Deus. Lembra-nos, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, os seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

Este mistério da vida de Jesus fala-nos da comunicação entre dois mundos: este, material, visível, e o sobrenatural.

Paulo VI, de saudosa memória, instituiu nesta solenidade, em 1966, o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Eles são como sabemos, muito abundantes: a imprensa, a rádio, a televisão, o telefone, a música gravada, a internet, etc.

O Santo Padre Bento XVI dirige-nos uma Mensagem, convidando-nos a reflectir  sobre o modo como utilizamos estes Meios entre nós: «Silêncio e palavra: caminho de evangelização»

 

Acto penitencial

 

Coloquemo-nos humildemente na presença do Senhor, e reconheçamos que, por vezes, temos usado mal estes progressos que os homens conseguem, pela inteligência recebida de Deus, e peçamos perdão.

Com uma visão positiva destes inventos, o Santo Padre não deixa de chamar a atenção para os perigos do mau uso destes meios.

 

(Tempo de silêncio)

 

Oração colecta: Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: S. Lucas, autor humano dos Actos dos Apóstolos, narra-nos a Ascensão de Jesus. Antes de subir gloriosamente ao Céu, recomenda-lhes que se preparem cuidadosamente para a vinda do Espírito Santo, antes de partirem para evangelizar o mundo.

Eles acolhem a ordem recebida e o Mestre sobre triunfalmente às alturas, deixando-se ocultar por uma nuvem.

 

Actos 1, 1-11

1No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar, desde o princípio 2até ao dia em que foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera. 3Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus. 4Um dia em que estava com eles à mesa, mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, «da Qual – disse Ele – Me ouvistes falar. 5Na verdade, João baptizou com água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias». 6Aqueles que se tinham reunido começaram a perguntar: «Senhor, é agora que vais restaurar o reino de Israel?» 7Ele respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos ou os momentos que o Pai determinou com a sua autoridade; 8mas recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém e em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da terra». 9Dito isto, elevou-Se à vista deles e uma nuvem escondeu-O a seus olhos. 10E estando de olhar fito no Céu, enquanto Jesus Se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco, 11que disseram: «Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu».

 

Lucas começa o livro de Actos com a referência ao mesmo facto com que tinha terminado o seu Evangelho; a Ascensão desempenha assim na sua obra um papel de charneira, pois assinala tanto a ligação como a distinção entre a história de Jesus que se realiza aqui na terra (o Evangelho) e a história da Igreja que então tem o seu início (Actos).

3 «Aparecendo-lhes durante 40 dias». Esta precisão do historiador Lucas permite-nos esclarecer algo que no seu Evangelho não tinha ficado claro quanto ao dia da Ascensão, pois o leitor poderia ter ficado a pensar que se tinha dado no dia da Ressurreição. A verdade é que a Ascensão faz parte da glorificação e exaltação de Jesus; por isso S. João parece pretender uni-la à Ressurreição, nas palavras de Jesus a Madalena (Jo 20, 17), podendo falar-se duma ascensão invisível na Páscoa de Jesus, sem que em nada se diminua o valor do facto sucedido 40 dias depois e aqui relatado: a Ascensão visível de Jesus, que marca um fim das manifestações visíveis aos discípulos, «testemunhas da Ressurreição estabelecidas por Deus»; ela engloba também uma certa glorificação acidental do Senhor ressuscitado, «pela dignidade do lugar a que ascendia», como diz S. Tomás de Aquino (Sum. Theol., III, q. 57, a. 1). Há numerosas referências à Ascensão no Novo Testamento: Jo 6, 62; 20, 17; 1 Tim 3, 26; 1 Pe 3, 22; Ef 4, 9-10; Hbr 9, 24; etc.. Mas a Ascensão tem, além disso, um valor existencial excepcional, pois nos atinge hoje em cheio: Cristo, ao colocar à direita da glória do Pai a nossa frágil natureza humana unida à Sua Divindade (Cânon Romano da Missa de hoje), enche-nos de esperança em que também nós havemos de chegar ao Céu e diz-nos que é lá a nossa morada, onde, desde já, devem estar os nossos corações, pois ali está a nossa Cabeça, Cristo.

4 «A Promessa do Pai, da qual Me ouvistes falar». Na despedida da Última Ceia, Jesus não se cansou de falar aos discípulos do Espírito Santo: Jo 14, 16-17.26; 16, 7-15.

5 «Baptizados no Espírito Santo», isto é, inundados de enorme força e luz do Espírito Santo, cheio dos seus dons, dez dias depois (cf. Act 2, 1-4).

8 «Minhas Testemunha em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra». Estas Palavras do Senhor são apresentadas por S. Lucas para servirem de resumo temático e estruturante do seu livro; o que nos vai contar ilustrará como a fé cristã se vai desenvolver progressivamente seguindo estas 3 etapas geográficas: Jerusalém (Act 2 – 7); Judeia e Samaria (8 – 12); até aos confins da Terra (13 – 28).

 

Salmo Responsorial    Sl 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R. 6)

 

Monição: O Espírito Santo coloca em nossos lábios um cântico de louvor em honra do Deus de Israel, rei de todos os povos e nações.

É uma visão profética da Ascensão de Jesus. Aclamemos também o nosso Deus que sobre glorioso às alturas.

 

Refrão:        Por entre aclamações e ao som da trombeta,

                     ergue-Se Deus, o Senhor.

 

Ou:               Ergue-Se Deus, o Senhor,

                     em júbilo e ao som da trombeta.

 

Ou:               Aleluia

 

Povos todos, batei palmas,

aclamai a Deus com brados de alegria,

porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,

o Rei soberano de toda a terra.

 

Deus subiu entre aclamações,

o Senhor subiu ao som da trombeta.

Cantai hinos a Deus, cantai,

cantai hinos ao nosso Rei, cantai.

 

Deus é Rei do universo:

cantai os hinos mais belos.

Deus reina sobre os povos,

Deus está sentado no seu trono sagrado.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos fiéis da Igreja de Éfeso, anima-nos a perseverar no amor de Deus, recordando-nos a glória que nos espera no Céu, a esperança a que fomos chamados pelo nosso Baptismo.

 

Efésios 1, 17-23

Irmãos: 17O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda um espírito de sabedoria e de luz para O conhecerdes plenamente 18e ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória da sua herança entre os santos 19e a incomensurável grandeza do seu poder para nós os crentes. Assim o mostra a eficácia da poderosa força 20que exerceu em Cristo, que Ele ressuscitou dos mortos e colocou à sua direita nos Céus, 21acima de todo o Principado, Poder, Virtude e Soberania, acima de todo o nome que é pronunciado, não só neste mundo, mas também no mundo que há-de vir. 22Tudo submeteu aos seus pés e pô-l’O acima de todas as coisas como Cabeça de toda a Igreja, 23que é o seu Corpo, a plenitude d’Aquele que preenche tudo em todos.

 

Neste texto temos um dos principais temas da epístola: a Igreja como Corpo (místico) de Cristo. A Igreja é a plenitude de Cristo, «o Cristo total» (S. Agostinho). A Igreja recebe da sua Cabeça, Cristo, não só a chefia, mas o influxo vital, a graça; vive a vida de Cristo. Jesus sobe ao Céu, mas fica presente no mundo, na sua Igreja.

17 «O Deus de N. S. J. Cristo». «O Pai é para o Filho fonte da natureza divina e o criador da sua natureza humana: assim Ele é, com toda a verdade, o Deus de N. S. J. C.» (Médebielle). «O Pai da glória», isto é, o Pai a quem pertence toda a glória, toda a honra intrínseca à sua soberana majestade. «Um espírito», o mesmo que um dom espiritual. Não se trata do próprio Espírito Santo; dado que não tem artigo em grego, trata-se pois de uma graça sua.

20-23 Temos aqui a referência a um tema central já tratado em Colossenses: a supremacia absoluta de Cristo, tendo em conta a sua SS. Humanidade, uma vez que pela divindade é igual ao Pai. A sua supremacia coloca-O «acima de todo o nome», isto é, acima de todo e qualquer ser, qualquer que seja a sua natureza e qualquer mundo a que pertença. Mas agora a atenção centra-se num domínio particular de Cristo, a saber, na sua Igreja, da qual Ele é não apenas o Senhor, mas a Cabeça. A Igreja é o «Corpo de Cristo»; ela é o plêrôma de Cristo (v. 23), isto é, o seu complemento ou plenitude: a igreja é Cristo que se expande e se prolonga nos fiéis que aderem a Ele. (Alguns autores preferem entender o termo plêrôma no sentido passivo: a Igreja seria plenitude de Cristo, enquanto reservatório das suas graças e merecimentos que ela faz chegar aos homens).

23 «Aquele que preenche tudo em todos». A acção de Cristo é sem limites, especialmente na ordem salvífica; a todos faz chegar a sua graça, sem a qual ninguém se pode salvar. No entanto, é mais corrente preferir, com a Vulgata, outro sentido a que se presta o original grego: a Igreja é a plenitude daquele que se vai completando inteiramente em todos os seus membros. Assim, a Igreja completa a Cristo, e Cristo é completado pelos seus membros (é uma questão de entender como passivo, e não médio, o particípio grego plêrouménou, de acordo com o que acontece em outros 87 casos do N. T.).

 

Pode utilizar-se outra, como 2ª leitura:

Hebreus 9, 24-28; 10, 19-23

24Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, figura do verdadeiro, mas no próprio Céu, para Se apresentar agora na presença de Deus em nosso favor. 25E não entrou para Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que entra cada ano no santuário, com sangue alheio; 26nesse caso, Cristo deveria ter padecido muitas vezes, desde o princípio do mundo. Mas Ele manifestou-Se uma só vez, na plenitude dos tempos, para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. 27E como está determinado que os homens morram uma só vez – e a seguir haja o julgamento –, 28assim também Cristo, depois de Se ter oferecido uma só vez para tomar sobre Si os pecados da multidão, aparecerá segunda vez, sem aparência de pecado, para dar a salvação àqueles que O esperam. 19Tendo nós plena confiança de entrar no santuário por meio do sangue de Jesus, 20por este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o caminho da sua carne, 21e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de Deus, 22aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura. 23Conservemos firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é fiel.

 

A leitura é respigada do final da primeira parte de Hebreus, em que o autor sagrado expõe a superioridade do sacrifício de Cristo sobre todos os sacrifícios da Lei antiga (8, 1 – 10, 18). Aqui Jesus é apresentado como o novo Sumo Sacerdote da Nova Aliança, em contraste com o da Antiga, que precisava de entrar cada ano – «com sangue alheio» –, no dia da expiação (o Yom Kippur: cf. Ex 16) «num santuário feito por mãos humanas», ao passo que Jesus entra «no próprio Céu» (v. 24), não precisando de o fazer cada ano – «muitas vezes» (v. 25-26) –, pois, «uma só vez» bastou «para destruir o pecado pelo sacrifício de Si mesmo» (v. 26), por meio do seu próprio sangue. Como habitualmente, o autor, aproveitando a exposição doutrinal para fazer ricas exortações práticas; apela, um pouco mais adiante (10, 19-23), para a virtude da «esperança», uma esperança de que também nós podemos chegar ao Céu, apoiados na certeza das promessas de Cristo. A «água pura» do v. 22 é certamente a do Baptismo (cf. 1 Pe 3, 21), que não pode ser encarado à margem da e da pureza da consciência. Notar como a SS. Humanidade de Jesus – «o caminho da sua carne» (v. 20) – é focada como o «véu» do Templo, o que bem pode evocar a nuvem da Ascensão, que ao mesmo tempo esconde e revela a presença invisível de Cristo ressuscitado.

 

Aclamação ao Evangelho          Mt 28, l9a.20b

 

Monição: O Senhor constituiu cada um de nós, pelo Baptismo, corresponsável na evangelização do mundo, arautos da Sua Mensagem salvadora.

Aclamemos o Evangelho que proclama para nós tão consoladora certeza, cantando Aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Ide e ensinai todos os povos, diz o Senhor:

Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 28, 16–20

Naquele tempo, 16os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. 17Quando O viram, adoraram–n'O; mas alguns ainda duvidaram. 18Jesus aproximou–Se e disse–lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. 19Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».

 

O texto da leitura são os versículos finais de S. Mateus, o único evangelista que não fala das aparições do Ressuscitado em Jerusalém, excepto às mulheres (os vv. 9-10 serão uma generalização da aparição a Maria Madalena? Cf. Jo 20, 11-18). Ele apenas regista esta única aparição aos discípulos, na Galileia (há quem goste de a identificar com a de 1 Cor 15, 6, «a mais de 500 irmãos»). O nosso evangelista também não refere a Ascensão de Jesus, um mistério de glorificação, de algum modo já incluído na sua Ressurreição. Agora as palavras de Jesus revestem-se duma solenidade singular, própria de quem tem consciência de ser o Senhor e o Salvador universal, evocando a célebre visão de Daniel 7, 14: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.» (v. 18). Benedict Viviano observa que «este breve final é tão rico que seria difícil dizer mais e melhor com o mesmo número de palavras» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 674).

19 «Ide e ensinai todas as nações». É o mandato missionário universal, bem em contraste com a orientação para o tempo da vida terrena de Jesus (cf. Mt 10, 6; 15, 24). Uma tradução mais de acordo com o original grego – e bem mais expressiva – não é simplesmente «ensinai todos os povos», mas «fazei discípulos todos os povos». A evangelização é para se estender a todas as raças e culturas, em todos os tempos, sem distinção, como lembra a recente nota doutrinal da Santa Sé sobre alguns aspectos da evangelização (03.12.2007): Os relativismos e irenismos de hoje em âmbito religioso não são um motivo válido para descurar este trabalhoso, mas um fascinante compromisso, que pertence à própria natureza da Igreja e é sua tarefa primária. Oferecer a uma pessoa, com pleno respeito da sua liberdade, a possibilidade de que conheça e ame a Cristo, não é uma intromissão indevida, mas uma oferta legítima e um serviço que pode tornar mais fecundas as relações entre os homens. A incorporação de novos membros à Igreja não é a extensão de um grupo de poder, mas o ingresso na rede da amizade com Cristo. Ao direito que todos têm de ouvir a Boa Nova, corresponde o dever de a anunciar, um dever que não se restringe à hierarquia, mas é de todos os baptizados.

«Baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». Este é um texto de suma importância para a Teologia trinitária, pois a unidade divina está posta em relevo pelo singular, «em nome», a par da trindade das pessoas. Por outro lado, o original grego com a preposição dinâmica «eis» deixa ver um certo sentido de consagração própria do Sacramento do Baptismo; com efeito, baptizar é mergulhar para dentro (eis) de Deus (=o Nome), que é Pai, Filho e Espírito Santo (as hipóstases divinas expressas por um genitivo epexegético, que explica quem é Deus); com efeito, pelo Baptismo somos introduzidos na vida trinitária.

20 «Estou sempre convosco…» Jesus é o Deus connosco (Imánu-El). Esta expressão aparece com uma força especial ao constituir uma espécie de inclusão que encerra todo o Evangelho de S. Mateus (Mt 1, 23 – 28, 20). A presença de Jesus na Igreja (cf. Mt 18, 20) não se perde com a Ascensão, mas torna-se mais abrangente. Santo Agostinho observa: «Ele não deixou o Céu quando desceu de lá até nós, nem se afastou de nós quando voltou a subir ao Céu».

 

Sugestões para a homilia *

 

1. A 1ªleitura fala da Ascensão de Jesus em termos grandiosos. Os Actos são o único livro que fala das aparições de Jesus ressuscitado durante quarenta dias e que faz uma encenação da subida. O evangelho de S.Marcos fala da Ascensão em termos muito mais simples. Na 2ª leitura S.Paulo prefere acentuar a glória de Jesus e os seus efeitos em nós cristãos: a coragem e a alegria de ser discípulo de um vencedor absoluto.

 

2. Rigorosamente, a Ascensão de Jesus é a outra face da Páscoa.

No Credo fazemos as duas afirmações: que Jesus «ressuscitou dos mortos» e que «subiu ao céu, onde está sentado à direita do Pai». As duas faces são inseparáveis e simultâneas

Ao proclamar que Jesus «ressuscitou dos mortos», a Igreja quer acentuar a vitória de Jesus sobre a morte e o pecado, e a transformação do seu corpo histórico; ao proclamar a «ascensão aos céus», quer pôr em relevo a sua glorificação pelo Pai e marca o termo das aparições de Jesus ressuscitado.

 

3. O Santo Padre Bento XVI chama a atenção para a nuvem que aparece a ocultar Jesus na sua subida ao céu, dizendo que a nuvem foi, no Sinai, o sinal da presença de Deus no encontro com Moisés; foi, na Anunciação a Maria, o sinal da presença de Deus; foi, no monte Tabor, o sinal da presença de Deus; e é agora, na Ascensão, o sinal da presença contínua de Jesus ressuscitado na vida da Igreja.

A Ascensão de Jesus não é portanto, uma fuga de Jesus nem um abando dos seus Apóstolos. Pelo contrário, Jesus Inicia um novo modo de estar presente. Nos casos bíblicos citados, a nuvem revela e esconde, é uma presença real e discreta. Por isso, os Apóstolos desceram da Ascensão de Jesus «cheios de alegria» e não de tristeza, como parecia natural: é que eles tinham a certeza da presença contínua e activa de Jesus. É isso que Ele havia prometido: «eu estarei convosco, todos os dias, até ao fim do mundo».

 

4. A Igreja celebra neste dia o «Dia das Comunicações Sociais». Esses poderosos meios técnicos de comunicação devem ser usados como instrumentos de evangelização. São as novas estradas de circulação, e o próprio Papa recorre à Internet para apresentar em várias línguas as suas mensagens e discursos. 

Há nesses meios graves perigos. Como nas grandes estradas do mundo, por eles circula o melhor e o pior. Dentro de casa, esses meios tomam conta das noites e dos dias, criam competição entre eles, banalizam as coisas mais sérias, são fonte de divertimento e de todo o tipo de publicidade.

Um dos grandes inconvenientes desses meios é o barulho que fazem noite e dia, as discussões inúteis sobre temas que a ninguém interessa, e a omissão de perguntas de verdadeiro interesse.

Na sua mensagem para este ano, o Papa chama a atenção para a necessidade de «Palavra e Silêncio». A palavra precisa de ser cruzada com o silêncio. Só o silêncio permite reflectir sobre os acontecimentos, ouvir as pessoas, saborear a Palavra de Deus, celebrar a fé, rezar. A própria música precisa de intervalos de silêncio para se captar a beleza da composição, e o diálogo humano carece desse cruzamento mútuo de palavra e silêncio. As celebrações litúrgicas são por vezes demasiado palavrosas,

Em nossas casas, moderemos o uso desses meios, demos prioridade à conversa de pais e filhos, fechando às vezes os meios de comunicação palavrosa. 

A Missa vai prosseguir como modelo desse cruzamento de palavra e silêncio.

 

Fala o Santo Padre

 

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 46º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Domingo, 20 de Maio de 2012

 

«Silêncio e palavra: caminho de evangelização»

 

Amados irmãos e irmãs,

 

Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo. Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca um certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.

O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.

Grande parte da dinâmica actual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas. Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Nos nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu? Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até ao mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.

No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que dêem sentido e esperança à existência. O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, «quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais» (Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).

Devemos olhar com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem actual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar o cultivo da sua própria interioridade. Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: «Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Omnipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio» (Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de Setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até ao dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando «o Rei dorme (…), e Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos» (cfr Ofício de Leitura, de Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.

Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. «Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora» (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de Outubro de 2006). Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de «anunciar o que vimos e ouvimos», a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1 Jo 1, 3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.

Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de «acções e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido» (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude da toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É deste Mistério que nasce a missão da Igreja, e é este Mistério que impele os cristãos a tornarem-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.

Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da acção comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio «escuta e faz florescer a Palavra» (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de Setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

 

 Papa Bento XVI, Vaticano, 24 de Janeiro de 2012

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Elevemos a nossa oração ao Pai do Céu,

por Jesus Cristo que sobe às Alturas,

triunfando, assim, da morte e do pecado.

Apresentemos-Lhe com toda a confiança

Todas as necessidades da Igreja e do mundo.

Oremos (cantando):

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

1. Pelo Santo Padre, com os Bispos e Sacerdotes,

    para que o Espírito Santo os fortaleça na missão,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

2. Pelos que trabalham na Comunicação Social,

    para que o façam sempre com verdade e amor,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

3. Pelos que vivem escravizados pelos seus pecados,

    para que encontrem no Senhor toda a liberdade,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

4. Por nós, que utilizamos a de Comunicação Social,

    para que a usemos sempre como dom de Deus,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

5. Pelos que vivem na solidão e no desamparo,

    para que a presença de Cristo e a nossa os ajude,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

6. Pelos fieis defuntos da nossa família e amizade,

    para que o Senhor os leve a contemplar o Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, o Vosso Espírito Santo!

 

Senhor, que nos encheis de esperança

numa vida feliz que não mais tem fim:

concedei-nos a fortaleza e generosidade

que nos alcancem a felicidade eterna.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Jesus ressuscitado tomou uma refeição com os Apóstolos para os confirmar na fé e no amor.

Ele vai agora, na Liturgia Eucarística, pelo ministério do sacerdote, preparar-nos um Banquete, transubstanciando no Seu Corpo e Sangue o pão e o vinho que levámos ao altar.

Peçamos-Lhe que avive a nossa fé na Sua Presença Real e torne generoso o nosso coração.

 

Cântico do ofertório: O Pai vos enviará o Espírito Santo, F. da Silva, NRMS 58

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho e, por esta sagrada permuta de dons, fazei que nos elevemos às realidades do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Saudação da Paz

 

A comunhão com Deus impossível sem a comunhão com os nossos irmãos. É um gesto de comunhão e reconciliação que desejamos exteriorizar.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Jesus Cristo subiu gloriosamente ao Céu, mas ficou na terra connosco, tal como prometera. Ficou na Santíssima Eucaristia para ser nosso Alimento sobrenatural, nosso Conselheiro, Amigo e Confidente.

Se estivermos preparados – na graça de Deus, com fé viva e depois de termos guardo o jejum que a Igreja prescreve – procuremos recebê-l’O com pureza de consciência, amor e devoção.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor enviou os seus apóstolos, F. da Silva, NRMS 66

Mt 28, 20

Antífona da comunhão: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai, louvai o Senhor, F. da Silva, NRMS 85

 

Oração depois da comunhão: Deus eterno e omnipotente, que durante a nossa vida sobre a terra nos fazeis saborear os mistérios divinos, despertai em nós os desejos da pátria celeste, onde já se encontra convosco, em Cristo, a nossa natureza humana. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivamos generosamente a caminho do Céu, procurando fazer a vontade do Senhor em tudo.

 Levemos para a semana que agora começa – bem gravado no coração – o testamento de Jesus: «Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a todos os povos, ensinando-os a fazer tudo o que vos mandei, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do espírito Santo.»

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e proclamai, J. Santos, NRMS 59

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 21-V: Conhecer melhor o Espírito Santo.

Act 19, 1-8 / Jo 16, 29-33

Eles responderam-lhe: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.

Vamos preparar-nos, ao longo desta semana, para conhecermos bem o Espírito Santo. «Curando as feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual, ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como filhos da luz, em toda a espécie de bondade, justiça e verdade» (CIC, 1695).

«No mundo haveis de sofrer tribulações, mas tende coragem! Eu venci o mundo! (Ev.)» (CIC, 1808). Quando aparecerem as dificuldades, vamos pedir ao Espírito Santo o dom da fortaleza, que nos assegura a firmeza e a constância par alcançarmos o bem.

 

3ª Feira, 22-V: A ‘hora de Jesus’ E o Espírito Santo.

Act 20, 17-27 / Jo 17, 1-11

Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai, chegou a hora.

«Chegou por fim a hora de Jesus (Ev.). Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que, pela sua morte, vence a morte, de tal modo que ressuscitado dos mortos pela glória do Pai, logo dá o Espírito Santo, soprando sobre os discípulos» (CIC, 730):

É o Espírito Santo que orienta os primeiros cristãos. «Só sei que o Espírito Santo me avisa de cidade em cidade, que me aguardam cadeias e tribulações» (Leit.). O Espírito Santo há-de ser o mestre interior da nossa vida, que nos inspira, guia e fortalece (CIC; 1696).

 

4ª Feira, 23-V: A oração sacerdotal de Jesus (I).

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: Pai santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

Jesus pede para que os seus discípulos não se pecam (Ev.): «A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a oração sacerdotal de Jesus. Ela é, de facto, a oração do sumo sacerdote, inseparável do seu sacrifício» (CIC, 2747).

S. Paulo pede igualmente aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho» (Leit.). Pressentia que o seu rebanho iria ser atacado por lobos violentos, para arrastarem os discípulos. Todos precisamos viver bem a comunhão dos santos, pedindo pela firmeza na fé dos nossos irmãos.

 

5ª Feira, 24-V: Oração sacerdotal de Jesus (II).

Act 22, 30; 23, 6-11 / Jo 17, 20-26

Não é só por estes discípulos que eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, graças às suas palavras.

Na sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai pelos frutos da pregação dos discípulos (Ev.).

Um deles foi S. Paulo, que fala aos sacerdotes e ao Sinédrio, evitando que eles o despedaçassem (Leit.); e que depois é enviado a Roma: «Coragem! Tal como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim tens de dar também em Roma» (Leit.). Todos somos enviados do Senhor, junto das nossas famílias e nos locais de trabalho. Que todos possam ser atraídos para o Senhor, graças ao nosso testemunho e às nossas palavras.

 

6ª Feira, 25-IV: Defesa da fé recebida do Senhor.

Act 25, 13-21 / Jo 21, 15-19

Simão, filho de João, amas-me tu mais do que estes. Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus confia a S. Pedro, depois da sua Ressurreição, o encargo que antes lhe tinha anunciado: «Apascenta as minhas ovelhas» (Ev.). Entrega-lhe a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja (CIC, 553). Os sucessores de Pedro têm a autoridade do próprio Cristo.

S. Paulo foi parar à prisão, acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos dos judeus, por «questões sobre a sua religião e sobre um certo Jesus» (Leit.). Procuremos melhorar a nossa formação doutrinal para responder aos problemas actuais.

 

Sábado, 26-IV: Testemunhas fiéis de Cristo.

Act 28, 16-20, 30-31 / Jo 21, 20-25

É esse discípulo que dá testemunho dessas coisas e as escreveu.

S. João conheceu muito bem Jesus, pode acompanhá-lo durante a sua vida pública e ajudou-nos a descobrir os mistérios da sua vida. Através de gestos, milagres e palavras, Jesus manifestou que n’Ele habita a plenitude da divindade (CIC; 515).

S. Paulo, durante os anos de prisão em Roma, não deixou de ensinar o que dizia respeito a Jesus (Leit.). Procuremos conhecer cada vez melhor a vida de Jesus, para sermos igualmente suas testemunhas fiéis perante aqueles que encontramos no nosso caminho.

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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