5º Domingo da Páscoa

6 de Maio de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cantemos, cantemos, M. Faria, NRMS 6 (II) ou 68

Salmo 97, 1-2

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra deste quinto Domingo da Páscoa convida-nos a reflectir sobre a nossa união com Jesus; a imagem da vinha simboliza a relação entre Deus e o seu povo. Jesus emprega esta imagem da videira e dos ramos para nos dizer que só unidos a Ele produzimos abundantes frutos de caridade fraterna. Que belo programa de vida cristã: acreditar em Cristo, permanecer em Cristo e amarmo-nos uns aos outros!

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A desconfiança da comunidade cristã de Jerusalém em relação a Paulo – “todos o temiam, por não acreditarem que fosse discípulo” – mostra-nos o esforço de Paulo em integrar-se na comunidade cristã: “chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos”. O papel de Barnabé na integração de Paulo é muito significativo: ele não só acredita em Paulo, como consegue que o resto da comunidade o aceite.

 

Actos dos Apóstolos 9, 26-31

Naqueles dias, Saulo 27chegou a Jerusalém e procurava juntar-se aos discípulos. Mas todos o temiam, por não acreditarem que fosse discípulo. 28Então, Barnabé tomou-o consigo, levou-o aos Apóstolos e contou-lhes como Saulo, no caminho, tinha visto o Senhor, que lhe tinha falado, e como em Damasco tinha pregado com firmeza em nome de Jesus. 29A partir desse dia, Saulo ficou com eles em Jerusalém e falava com firmeza no nome do Senhor. Conversava e discutia também com os helenistas, mas estes procuravam dar-lhe a morte. 30Ao saberem disto, os irmãos levaram-no para Cesareia e fizeram-no seguir para Tarso. 31Entretanto, a Igreja gozava de paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e vivendo no temor do Senhor e ia crescendo com a assistência do Espírito Santo.

 

A leitura relata a primeira visita do cristão Saulo a Jerusalém, após a fuga de Damasco, onde a sua vida corria perigo. Há uma correspondência perfeita com os dados que o próprio S. Paulo fornece no início da sua Carta aos Gálatas (Gal 1, 19-19). Também a vida do convertido, que não se calava, não estava segura em Jerusalém (v. 30).

27 «Barnabé». Era levita e cipriota; o seu nome de origem aramaica, «bar-nahmá», podia significar «filho da consolação», isto é, o amigo de consolar (também se pode entender como «filho da profecia», isto é, profeta). Foi ele que apresentou Saulo aos Apóstolos, concretamente a Pedro (cf. Gal 1, 18) acabando-se assim com o receio de que ele fosse um falso irmão, um espião. Havia de ser o mesmo Barnabé que, passados bastantes anos, após a retirada de Saulo para a sua terra natal, Tarso na Cilícia, o vai buscar para o trabalho apostólico em Antioquia da Síria (Act 11, 22-26), grande centro helenista, onde os cristãos tomam este nome e a fé se expande extraordinariamente. Daqui sairá Paulo e Barnabé para a primeira grande viagem missionária

29 «Helenistas». Judeus provenientes da diáspora, isto é, emigrantes de passagem para Jerusalém ou mesmo já retornados que falavam grego e nesta mesma língua liam a Bíblia, em sinagogas próprias.

 

Salmo Responsorial    Salmo 21 (22), 26b-27.28.30.31-32

 

Monição: A experiência da salvação faz brotar o louvor. Deus habita no meio do louvor do seu povo. A obra maravilhosa realizada por Deus faz com que o salmista cante:

EU VOS LOUVO senhor, no meio da multidão!

 

Refrão:        Eu Vos louvo, Senhor, na assembleia dos justos.

 

Ou:               Eu Vos louvo, Senhor, no meio da multidão.

 

Cumprirei a minha promessa na presença dos vossos fiéis.

Os pobres hão-de comer e serão saciados,

louvarão o Senhor os que O procuram:

vivam para sempre os seus corações.

 

Hão-de lembrar-se do Senhor e converter-se a Ele

todos os confins da terra;

e diante d’Ele virão prostrar-se

todas as famílias das nações

 

Só a Ele hão-de adorar

todos os grandes do mundo,

diante d’Ele se hão-de prostrar

todos os que descem ao pó da terra.

 

Para Ele viverá a minha alma,

há-de servi-l’O a minha descendência.

Falar-se-á do Senhor às gerações vindouras

e a sua justiça será revelada ao povo que há-de vir: «Eis o que fez o Senhor».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Ser cristão significa “acreditar em Jesus” e “amar-nos uns aos outros como Ele nos amou”. Quem assim procede não tem medo. O amor fraterno cobre a multidão dos pecados!

 

1 São João 3, 18-24

Meus filhos, 18não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade. 19Deste modo saberemos que somos da verdade e tranquilizaremos o nosso coração diante de Deus; porque, se o nosso coração nos acusar, 20Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas. 21Caríssimos, se o coração não nos acusa, tenhamos confiança diante de Deus 22e receberemos d’Ele tudo o que Lhe pedirmos, porque cumprimos os seus mandamentos e fazemos o que Lhe é agradável. 23É este o seu mandamento: acreditar no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amar-nos uns aos outros, como Ele nos mandou. 24Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele. E sabemos que permanece em nós pelo Espírito que nos concedeu.

 

19-20 A ideia central é a de uma absoluta confiança em Deus, consequência da nossa filiação divina de que falava o texto do passado Domingo (1 Jo 3, 1-3). É assim que, embora a consciência nos possa acusar de pecado, o cristão nunca tem motivo para deixar abalar a sua confiança em Deus, pois o amor de Deus é maior, isto é, supera toda a miséria humana; e, mesmo que não tivéssemos consciência de ter pecado, Ele, que «conhece todas as coisas», não deixaria de nos perdoar, pois despacha favoravelmente «tudo o que Lhe pedirmos» (v. 22; cf Jo 16, 26-27); e «a pedra de toque da aceitação da parte de Deus é a boa vontade para «fazer o que Lhe é agradável» (cf. Jo 8, 29)» (Ph. Perkins).

23 «Este é o seu mandamento: acreditar… em Jesus Cristo e amar-nos uns aos outros». A expressão aparece aqui como uma fórmula joanina correspondente ao amar a Deus e ao próximo nos Sinópticos (cf. Mc 12, 28-31 par). Há mesmo quem veja nesta fórmula uma síntese da essência do cristianismo, a saber, a fé em Jesus Cristo e o amor fraterno; também podemos ver outra síntese que define o cristianismo como amor, em 1 Jo 4, 21: «Quem ama a Deus, ame também o seu irmão». O Papa Bento XVI desenvolve este tema que escolheu para a sua primeira encíclica.

24 «Permanece em Deus e Deus nele». A imanência mútua é uma noção típica joanina, que aparece muitas vezes para indicar, mais que uma adesão firme de alma e coração, uma íntima comunhão, uma união vital; daí o aparecer por vezes em contextos eucarísticos (Jo 6, 56; cf. 15,4.5.6.7.9.10). Permanecer é uma das palavras-chave tanto no IV Evangelho (cf. Evangelho de hoje: Jo 15, 1-8), como nesta Carta (cf. 1 Jo 2, 6.10.14.24.28; 3, 6.17.24; 4, 12.13.15.16. Mais ainda, se temos em conta o lugar paralelo do Evangelho de hoje: «Permanecei em Mim e Eu… em vós» (Jo 15, 3), pode-se pensar numa actualização destas palavras de Jesus feita na Carta (certamente posterior, por aparecer mais elaborada), constituindo assim o que penso poder classificar-se como um «deraxe cristológico intraneotestamentário», isto é, uma actualização (dentro do N. T.) alusiva à divindade de Cristo, ao actualizar as palavras de Cristo apontando-o como Deus. A permanência no amor implica uma observância dos mandamentos (cf. tb. 1 Jo 2, 3-8; 5, 2-3; Jo 15, 9-17; 13, 34; 14, 15.21). «E sabemos… pelo Espírito…»: O Espírito Santo também aparece como garantia nos Escritos Paulinos (cf. Rom 8, 14; 2 Cor 1, 22); como nota Muñoz-León, «o dom do Espírito é sinal da Comunhão divina».

 

Aclamação ao Evangelho          Jo 15, 4a.5b

 

Monição: Jesus diz-nos “Eu sou a verdadeira vide e vós os meus ramos! Aleluia” 

Se permanecermos unidos a Jesus Cristo, seremos verdadeiras testemunhas amor de Deus no meio dos homens.

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 35

 

Diz o Senhor: «Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós;

quem permanece em Mim dá muito fruto».

 

 

Evangelho

 

São João 15, 1-8

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1«Eu sou a verdadeira vide e meu Pai é o agricultor. 2Ele corta todo o ramo que está em Mim e não dá fruto e limpa todo aquele que dá fruto, para que dê ainda mais fruto. 3Vós já estais limpos, por causa da palavra que vos anunciei. 4Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em Mim. 5Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem Mim nada podeis fazer. 6Se alguém não permanece em Mim, será lançado fora, como o ramo, e secará. Esses ramos, apanham-nos, lançam-nos ao fogo e eles ardem. 7Se permanecerdes em Mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes e ser-vos-á concedido. 8A glória de meu Pai é que deis muito fruto. Então vos tornareis meus discípulos».

 

O pano de fundo para esta solene afirmação de Jesus – Eu sou a videira autêntica! – bem poderia ser a representação de uma videira de ouro com ramos e cachos, que, segundo conta Flávio Josefo, estava representada sobre a porta principal do Templo.

1-8 A imagem bíblica da «videira» designava o povo escolhido e tantas vezes infiel (cf. Os 10, 1; Is 5, 1-7; Jer 2, 21; Ez 15, 1-8; 19, 10-14; Salm 80, 9-17). Jesus inaugura um novo povo de Deus, por isso diz que Ele é «a verdadeira» (no sentido de autêntica, em grego, alêthinê) «videira» (cf. Sir 24, 17-21), que com os seus discípulos forma uma unidade vital e não uma simples comunidade, como a de Israel, pois nela se vive a própria vida de Cristo (cf. Ef 4, 16; 1 Cor 12, 27; Gal 2, 20), em ordem a dar «fruto» para a vida eterna. Esta íntima comunhão exprime-se com o insistente apelo «permanecei em Mim» (vv. 4.5.6.7). Pode-se mesmo vislumbrar uma alusão à Eucaristia (cf. Jo 6, 56); o melhor fruto desta videira seria o vinho eucarístico, que prefigura e antecipa o do banquete escatológico do Reino de Deus (cf. Mc 14, 15; 1 Cor 11, 26). Mas uma tão profunda união pressupõe a purificação, a «poda» (cf. v. 2: o verbo grego katháirei tanto significa podar como purificar). O termo traduzido por vide, ou videira, tanto designa a árvore toda (v. 1), como a cepa ou o tronco (vv. 4-5). Permanecer em Cristo aparece com toda a radicalidade evangélica, como um questão de vida ou morte: «sem Mim, nada podeis fazer» (v. 5); caso contrário, é-se ramo seco, que não pode dar fruto (v. 4); só serve para ser cortado, ser laçado fora, ser lançado ao fogo (v. 6).

 

Sugestões para a homilia

 

Eu sou a videira e vós os meus ramos.

 

Esta passagem do Evangelho situa-nos, na Quinta-feira Santa. Jesus está reunido com os seus discípulos à mesa, na Última Ceia. Jesus dá-lhes as últimas instruções para continuarem no mundo a sua missão. O texto que a liturgia deste Domingo nos propõe revele a identidade de Jesus: “Eu sou a videira e vós os meus ramos.” Esta sugestiva metáfora da videira, dos ramos e dos frutos… é uma imagem com significado bíblico muito especial. No Antigo Testamento, a “videira” e a “vinha” eram símbolos do Povo de Deus. Israel era apresentado como uma “videira” que Deus arrancou do Egipto, que transplantou para a Terra Prometida e da qual cuidou sempre com amor ( Sal 80,9-16); Israel “a vinha”, que Deus plantou com cepas escolhidas e da qual esperava frutos abundantes, mas que só produziu frutos amargos (Is 5). De Jesus, a verdadeira “vide”, irá nascer o Povo da Nova Aliança, a Igreja. Hoje, como ontem, Deus Pai continua a ser o agricultor que escolhe as cepas e cuida da sua vinha. Os discípulos são os “ramos” que estão unidos a Jesus e d’ Ele recebem a vida. O verbo permanecer é a palavra-chave, repetida oito vezes. Realça a importância e a necessidade que o discípulo tem de viver unido a Jesus e que essa união deverá ser contínua e constante. De outro modo, sem Jesus “nada podemos fazer.” Mas em comunhão com Jesus produziremos “frutos abundantes”, frutos do amor fraterno! Eis o sinal distintivo dos cristãos, o sinal de que circula em nós a seiva dina: a caridade! Quem possui bens deste mundo e abre as mãos e o coração aos necessitados está inflamado do amor de Deus! “Filhinhos, não amemos com palavras, mas com obras!” Quem assim procede não tem medo de Deus! Não quer dizer que não tenha pecados, mas sabe que Deus “é maior que o nosso coração!” Deus conhece todas as coisas! Por causa da nossa caridade fraterna, Deus usa de misericórdia para connosco! Sabemos que assim cumprimos a Sua vontade: “Acreditamos no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e amamo-nos uns aos outros, como Ele nos mandou!”

 

 

Fala o Santo Padre

 

Alegrai-vos, porque o Senhor vos fez membros do seu rebanho e conhece cada um de vós pelo nome!

 

"Eu sou o bom Pastor", diz-nos o Senhor, "conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-me" (Jo 10, 14). Meditando sobre o Evangelho do Bom Pastor, peçamos ao Senhor que abra cada vez mais os nossos corações e as nossas mentes para ouvir o seu chamamento. Verdadeiramente, Jesus "conhece-nos", de maneira ainda mais profunda de quanto nos conhecemos a nós mesmos, e Ele tem um plano para cada um de nós. Sabemos também que onde quer que ele nos chame, encontraremos felicidade e satisfação; com efeito, encontrar-nos-emos a nós próprios (cf. Mt 10, 39). Hoje, convido os numerosos jovens aqui presentes a considerar como o Senhor os está a chamar a segui-lo e a edificar a sua Igreja. Tanto no ministério sacerdotal ou na vida consagrada, como no sacramento do matrimónio, Jesus tem necessidade de vós para fazer ouvir a sua voz e para trabalhar pelo crescimento do seu Reino.

Na segunda leitura de hoje, São João convida-nos a "pensar no grande amor com que o Pai nos amou", fazendo-nos seus filhos adoptivos em Cristo. A escuta destas palavras deve tornar-nos reconhecidos pela experiência do amor do Pai que tivemos nas nossas famílias, mediante o amor dos nossos pais e mães, avós, irmãos e irmãs. […] Possa cada família cristã crescer na fidelidade a esta nobre vocação de ser uma verdadeira escola de oração, onde as crianças aprendem o amor sincero a Deus, onde amadurecem na autodisciplina e na atenção às necessidades do próximo e onde, modelados pela sabedoria que provém da fé, contribuem para construir uma sociedade cada vez mais justa e fraterna. Possam as famílias de hoje ser fiéis a esta grande herança e nunca lhes venha a faltar o sustento material e moral de que têm necessidade para cumprir o seu papel insubstituível ao serviço da sociedade. […]

"Eu sou o bom Pastor; conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-me" (Jo 10, 14). Alegrai-vos, porque o Senhor vos fez membros do seu rebanho e conhece cada um de vós pelo nome! Segui-O com alegria e deixai-vos guiar por Ele em todos os vossos caminhos. Jesus sabe quantos desafios enfrentais, quantas privações tendes de suportar e conhece o bem que vós realizais no seu nome. Tende confiança nele, no amor duradouro que Ele tem por todos os membros da sua grei e perseverai no vosso testemunho do triunfo do seu amor. […]

 

Papa Bento XVI, Terra Santa, Homilia no Estádio Internacional de Amã, 10 de Maio de 2009

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Neste quinto Domingo da Quaresma, oremos a Deus, nosso Pai,

que gravou a sua lei no íntimo dos corações,

e peçamos-Lhe a graça de O conhecer sempre melhor, dizendo:

 

Caríssimos irmãos e irmãs:

O Senhor Jesus disse-nos hoje no Evangelho:

“Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós”.

Sabendo que Ele não nos engana,

digamos (ou: cantemos), cheios de esperança:

 

Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

1. Por todos os fiéis da santa Igreja,

para que permaneçam unidos a Jesus

e dêem frutos para glória de Deus Pai, oremos, irmãos.

 

2. Por aqueles que proclamam o Evangelho

e procuram levá-lo a toda a parte,

para que aumente o número dos que os ouvem, oremos, irmãos.

 

3. Pelos pais cristãos e pelos seus filhos,

para que creiam em Jesus e no que Ele disse

e se amem uns aos outros em verdade, oremos, irmãos.

 

4. Pelas comunidades das irmãs contemplativas,

para que louvem sem cessar o nosso Deus

e Jesus as escute e multiplique, oremos, irmãos.

 

5. Por todos nós aqui reunidos em assembleia,

para que a Ceia do Senhor que celebramos

nos recorde que sem Ele nada podemos, oremos, irmãos.

 

Senhor, nosso Deus, que conheceis a vinha que nós somos

e cuidais dela como bom agricultor,

fazei-nos permanecer unidos a Cristo e produzir muitos frutos em seu nome.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós vos oferecemos, B. Salgado, NRMS 5 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469[602-714]ou 470-473

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele” (Jo 6,56).

Ó Jesus, comungando teu corpo, bebendo teu sangue permanecemos em Vós, vivemos para Vós e recebemos a seiva divina para produzirmos muito fruto, porque sem Vós nada podemos fazer!” (Jo 15,5)

 

Cântico da Comunhão: Eu sou a videira, S. Marques, NRMS 57

Jo 15, 1.5

Antífona da comunhão: Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Povos da terra, louvai ao Senhor, M. Simões, NRMS 55

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

“Meus filhos, não amemos com palavras e com a língua, mas com obras e em verdade.”

S. João deixou-nos esta norma de vida! Peçamos ao Pai, em nome de Jesus, para que o Espírito Santo nos dê a capacidade de nos amarmos uns aos outros com amor sincero! Queremos ser membros de uma nova Humanidade que produza frutos de amor e de paz!

 

Cântico final: Cantai a Cristo Senhor, Az. Oliveira, NRMS 57

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 7-V: Uma morada digna para Deus.

Act 14, 5-18 / Jo 14, 21-26

 (Jesus): E meu Pai o amará; nós viremos e faremos nele a nossa morada.

Sabemos que o fim da nossa existência é a união perfeita no Céu com a Santíssima Trindade. Mas Jesus revela-nos até onde pode chegar a ‘loucura’ do amor de Deus: «Mas já, desde agora, nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: ‘nós viremos a ele e faremos nele morada’ (Ev.)» (CIC, 260).

A nossa morada será mais digna se «abandonarmos os ídolos e nos voltarmos para o Deus vivo» (Leit.). Recordemos que Nª Senhora foi preparada por Deus para ser uma digna morada para o seu Filho.

 

3ª Feira, 8-V:A entrada no reino de Deus.

Act 14, 19-28 / Jo 14, 27-31

E acrescentavam: Através de muitas tribulações é que temos de entrar no reino de Deus.

Para entrarmos no reino de Deus, temos que sofrer muitas tribulações (Leit.), que são as armadilhas que o príncipe deste mundo vai colocando no nosso caminho.

Para ultrapassarmos os obstáculos, temos que recorrer a Jesus: «A vitória sobre o príncipe deste mundo (Ev.) foi alcançada, de uma vez para sempre, na hora em que Jesus livremente se entregou à morte para nos dar a sua vida» (CIC, 2853). E recorrer também a Nossa Senhora, a ‘cheia de graça’, contra a qual o demónio nada pode.

 

4ª Feira, 9-V: Comunhão de vida e de doutrina.

Act 15, 1-6 / Jo 15, 1-8

Se alguém permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.

Jesus revela-nos mais uma realidade misteriosa: «Jesus fala duma comunhão mais íntima entre Ele e os que o seguem: ‘Permanecei em mim como eu em vós’ (Ev.)» (CIC, 787). É principalmente na Eucaristia que nos pomos em comunhão com Ele.

Esta comunhão com Ele há-de estender-se também ao campo doutrinal. Os Apóstolos, para decidirem o problema da circuncisão, «reuniram-se para examinar o assunto» (Leit.). É importante conhecermos os ensinamentos do Senhor e dos seus sucessores. Nª Senhora aconselha-nos: «Fazei o que Ele vos disser».

 

5ª Feira, 10-V: Como permanecer no amor de Deus.

Act 15, 7-21 / Jo 15, 9-11

Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

Jesus convida-nos a permanecermos no seu amor. Para isso, deu-nos um conselho: imitar o seu amor. «Amando os seus até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebe. E os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor de Deus que Ele recebeu também em si» (CIC, 1823).

Além disso, devemos também guardar os seus mandamentos: «Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor» (Ev.). Os Apóstolos, depois de decidirem sobre a circuncisão, pediram a todos que seguissem essa decisão (Leit.).

 

6ª Feira, 11-V: Lei do amor, da graça e da liberdade.

 Act 15, 2-31 / 15, 12-17

É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.

«A Lei nova é chamada Lei do amor, porque faz agir mais pelo amor infundido pelo Espírito Santo do que pelo temor; lei da graça, porque confere a força da graça para agir pela fé pelos sacramentos; lei da liberdade, porque nos liberta das observâncias rituais e jurídicas da Lei antiga (da circuncisão: Leit.), nos inclina a agir espontaneamente sob o impulso da caridade e, finalmente, nos faz passar da condição de escravo para a de amigo de Cristo: ‘porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai’ (Ev.)» (CIC, 1972).

 

Sábado, 12-V: O combate às perseguições actuais.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

O servo não é maior que o seu Senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.

«Toda a vida de Cristo decorrerá sob o signo da perseguição. Os seus partilham-na com Ele (Ev.). O seu regresso do Egipto lembra o Êxodo e apresenta Jesus como o libertador definitivo» (CIC, 530). As perseguições actuais são de tipo diferente, mas igualmente dolorosas, pois vivemos num ambiente secularizado.

A melhor forma de combater este ambiente, é levar a Boa Nova a todos os lugares, como fizeram os Apóstolos: partiram convencidos de que Deus os chamava a anunciar-lhes a Boa Nova (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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