S. José Operário

1 de Maio de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F. Silva, NRMS 89

cf. Salmo 127, 1-2

Antífona de entrada: Feliz de ti que temes o Senhor e andas na sua lei: comerás do trabalho das tuas mãos e serás feliz em todos os teus caminhos. Aleluia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Festa do Trabalho, que hoje celebramos, foi colocada sob a protecção de S. José Operário, em 1955, pelo Papa Pio XII. O pai adoptivo de Jesus a todos quer proteger e para todos quer ser modelo. A grave crise que Portugal e o mundo atravessa, será vencida, na medida em que imitarmos S. José. Vamos, especialmente neste dia, rogar a sua tão valiosa intercessão junto de Deus, em favor dos operários de todo o mundo.

 

Oração colecta: Deus, criador do universo, que estabelecestes a lei do trabalho para todos os homens, concedei-nos que, a exemplo de São José e com a sua protecção, realizemos a obra que nos mandais e recebamos o prémio que nos prometeis. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Porque fomos criados por Deus à Sua imagem e semelhança, na Sua Bondade infinita, quis associar-nos, de alguma forma, à maravilhosa obra da Criação. Por isso nos chamou a “submeter a terra e todas as coisas que nela existem”, e as governar “na justiça e na santidade e orientar para Deus todo o universo.” (GS 34).

 

Génesis 1, 26 – 2, 3

26Disse Deus: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, sobre os animais selvagens e sobre todos os répteis que rastejam pela terra». 27Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus. Ele o criou homem e mulher. 28Deus abençoou-os, dizendo: «Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem na terra». 29Disse Deus: «Dou-vos todas as plantas com semente que existem em toda a superfície da terra, assim como todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento. 30E a todos os animais da terra, a todas as aves do céu e a todos os seres vivos que se movem na terra dou as plantas verdes como alimento». E assim sucedeu. 31Deus viu tudo o que tinha feito: era tudo muito bom. Veio a tarde e, em seguida, a manhã: foi o sexto dia. 1Assim se completaram o céu e a terra e tudo o que eles contêm. 2Deus concluiu, no sétimo dia, a obra que fizera e, no sétimo dia, descansou do trabalho que tinha realizado. 3Deus abençoou e santificou o sétimo dia, porque nele descansou de todo o trabalho da criação.

 

A primeira página da Escritura apresenta-nos Deus não apenas como um trabalhador que descansa após uma semana de trabalho, mas como o Criador de tudo e o Senhor soberano e providente, que tudo orienta para a sua obra prima, o ser humano, criado à sua «imagem e semelhança». No texto, o ser humano aparece como um ser pessoal, interlocutor de Deus. Como comentário desta rica expressão, limitamo-nos a transcrever a síntese do Catecismo da Igreja Católica: «Porque é à imagem de Deus, o indivíduo humano possui a dignidade de pessoa: ele não é somente alguma coisa, mas alguém. É capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas. E é chamado, pela graça, a uma aliança com o seu Criador, a dar-Lhe uma resposta de fé e amor que nenhum outro pode dar em seu lugar» (nº 357). Note-se que neste texto inspirado se proclama, pela primeira vez na história da humanidade, a igual dignidade do homem e da mulher, pois ambos são igualmente imagem e semelhança de Deus (v. 27). Também na comunhão de pessoas, homem e mulher (no matrimónio), se reflecte a imagem de Deus; fazendo finca-pé na expressão «e disse-lhes» (esta força expressiva aparece diluída no «dizendo» da tradução litúrgica do v. 28), João Paulo II comenta: «O homem acolhe a palavra de Deus como pessoa, e como tal tem de orientar o exercício da sexualidade; a geração não é fruto do instinto inscrito da natureza, como no caso dos animais, mas um acto de resposta pessoal a Deus que lhe disse: crescei e multiplicai-vos». Por outro lado, também no trabalho o homem manifesta a sua condição de imagem de Deus.

 

Em vez da leitura precedente, pode utilizar-se a seguinte: Colossenses 3, 14-15.17.23-24

 

Monição: Qualquer que seja o nosso trabalho, deverá sempre ser efectuado com alegria “em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai”. Assim, nos assegura S. Paulo, receberemos “como recompensa a herança do Senhor”.

 

Colossenses 3, 14-15.17.23-24

14Irmãos: Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. Vivei em acção de graças. 17Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 23Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens, 24certos de que recebereis como recompensa a herança do Senhor. Servi a Cristo, que é o Senhor.

 

14 «A caridade, que é o vínculo da perfeição». Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «O Apóstolo não diz: a caridade é a coroa, mas sim algo com maior alcance, a saber, o vínculo, pois que este é mais necessário do que aquela; com efeito, uma coroa culmina a perfeição, ao passo que o vínculo mantém juntas as partes da perfeição».

15 «A paz de Cristo reine...»: O original grego (bravenétô) significa «seja o árbitro» (a Nova Vulgata traduz dominetur; a Vulgata, exultet). O mesmo Crisóstomo exclama: «o Apóstolo coloca nos nossos corações um estádio, jogos, e um árbitro! Realmente, se no coração do cristão falta a paz de Cristo, não só não pode haver ordem nas intenções e afectos, como também se torna difícil encaminhar os múltiplos afazeres para a glória de Deus» (cf. 1 Cor 10, 31).

17 «Seja tudo em nome do Senhor Jesus». Deve-se fazer tudo, concretamente o trabalho, com os mesmos sentimentos de Jesus (cf. Fil 2, 5), como faria Jesus, se estivesse no nosso lugar! Assim, será feito «de boa vontade, como quem serve o Senhor» (v. 23).

 

Salmo Responsorial    Sl 89 (90), 2.3-4.12-13.14 e 16 (R. 17c)

 

Monição: “Mil anos a vossos olhos, são como o dia de ontem que passou”. Como é importante aproveitar este tempo sempre tão passageiro! Que todo o nosso trabalho mereça ser confirmado e aceite pelo Senhor.

 

Refrão:        Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos.

 

Antes de se formarem as montanhas

e nascer a terra e o mundo,

desde toda a eternidade

Vós, Senhor, sois Deus.

 

Vós reduzis o homem ao pó da terra

e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».

Mil anos a vossos olhos são como o dia de ontem que passou

e como uma vigília da noite.

 

Ensinai-nos a contar os nossos dias,

para chegarmos à sabedoria do coração.

Voltai, Senhor! Até quando

Tende piedade dos vossos servos.

 

Saciai-nos, desde a manhã, com a vossa bondade,

para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.

Manifestai a vossa obra aos vossos servos

e aos seus filhos a vossa majestade.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 67 (68), 20

 

Monição: Jesus, Deus e Homem verdadeiro, quis dignificar e santificar de tal modo o trabalho, que viveu como artesão até aos trinta anos. Por isso, era conhecido como o filho de José, o carpinteiro.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendito seja Deus em cada dia.

Vela por nós o Senhor, nosso Salvador.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 13, 54-58

54Naquele tempo, Jesus foi à sua terra e começou a ensinar os que estavam na sinagoga, de tal modo que ficavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem esta sabedoria e este poder de fazer milagres? 55Não é Ele o filho do carpinteiro? A sua Mãe não se chama Maria e os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E as suas irmãs não vivem entre nós? De onde Lhe vem tudo isto?». 57E estavam escandalizados com Ele. Mas Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra e em sua casa». 58E por causa da falta de fé daquela gente, Jesus não fez ali muitos milagres.

 

55 «O filho do carpinteiro». É o único lugar do Evangelho onde aparece a profissão de S. José. Provavelmente ele era o artesão que na aldeia de Nazaré realizava vários tipos de ofícios manuais: tanto forjaria o ferro, como construiria móveis ou arados para lavrar. Em Mc 6, 3, a mesma profissão é aplicada ao próprio Jesus, mas, ao não ter relatado a sua concepção virginal, Marcos tem o cuidado de não o chamar filho de José, como fazem Lucas e Mateus nos lugares paralelos, mas expressamente «filho de Maria». É de supor que S. José foi um desses trabalhadores que se deslocou da Judeia para a Galileia a fim de trabalhar nas obras da famosa cidade de Séforis, apenas a 5 Km da pequena aldeia de Nazaré.

«Os seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas». Nas antigas línguas semíticas, hebraico, árabe, arameu, etc., não era costume usarem-se palavras diferentes para indicar os diversos graus de parentesco, como nas nossas línguas modernas (cf. Gn 13, 8; 14, 14.16; 29, 15; Tob 7, 9-11). Os que pertenciam à mesma família, clã, ou tribo, eram chamados «irmãos». Estes irmãos de Jesus não são filhos da Virgem Maria; a fé da Igreja na sua perpétua virgindade é confirmada pelos lugares paralelos dos Evangelhos; com efeito, os dois primeiros irmãos aqui nomeados, Tiago e José, eram filhos de uma outra Maria, a esposa de Cléofas, segundo se diz em Mt 27, 56; Mc 15, 40.47; Jo 19, 25; os outros dois irmãos, Simão e Judas, ao serem nomeados em segundo lugar, com mais razão seriam simples parentes de Jesus. O facto de em Israel haver uma mesma palavra para designar toda a espécie de parentes leva a que, quando se nomeia em Jo 1, 41 Simão como irmão de André, em Jo 1, 41, se especifique acrescentando o adjectivo grego próprio (ídios), a fim de que se veja que se trata dum verdadeiro irmão, no sentido próprio, e não apenas dum simples parente.

 

Sugestões para a homilia

 

1. A importância e valor do trabalho.

2. O exemplo de S. José.

3. Direitos e obrigações do trabalhador.

 

 

1. A importância e valor do trabalho.

 

Os grandes mestres, verdadeiramente amigos de seus discípulos, querem dar alegria e comunicar confiança aos mesmos, convidando-os para a execução dos trabalhos que têm em mente realizar, para o bem estar de todos. Este convite e confiança estimula os súbditos num trabalho agradável, rendoso e muito menos cansativo.

Deus, nosso Pai, Mestre por excelência, quis convidar-nos associando-nos à Obra maravilhosa da Criação. Por isso, como que deixou o mundo incompleto, com as suas leis impressas no mesmo, para que o homem, mediante a sua descoberta, o completasse. E ao longo dos séculos quantas maravilhas têm modificado o mundo! Como todos esses achados se descobrem mediante o trabalho, este deve ser encarado com galhardia, como uma grande honra para o homem. Trata-se de colaborar com o Senhor do Universo. Ele nunca nos abandona. No trabalho e pelo trabalho devemos sentir a presença amorosa do nosso Deus. Tantas dessas descobertas causam verdadeiro prazer, admiração e enorme alegria a esses mesmos cientistas.

Esta faceta tão importante, que a fé nos transmite, deverá estar presente em todo o agir humano de um cristão consciente da sua grandeza de filho de Deus.

Encarar o trabalho como mera fonte de enriquecimento ou de subsistência é muito redutor, pois com tal, priva-se de usufruir verdadeiramente de toda a sua real importância e torna-o por vezes pesado e mais cansativo.

 

 

2. O exemplo de S. José.

 

O trabalho, encarado como colaboração com Deus, como sempre o deveríamos sentir, torna-se mais palpável, mesmo visível, na Sagrada Família de Nazaré. S. José tem a seu lado o próprio Filho de Deus, Aquele pelo Qual tudo existe e sem o Qual nada foi feito. Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem.

É fácil imaginar a alegria que deveria sentir S. José ao ver-se ajudado pelo próprio Filho de Deus! Como o trabalho se tornava tão agradável! As horas de labor, assim vividas, até pareciam mais velozes.

Nunca será demais salientar que o trabalho assim realizado é também muito mais leve, suave. O amor vence todas as dificuldades, dá alegria a toda a actividade humana. Se ao fim do dia o corpo se sentir mais ou menos fatigado, o espírito está contente.

Com que alegria, ao fim da jornada, para recuperar as forças dispendidas, a Sagrada Família comia a frugal refeição preparada, com tanto amor e carinho, pela própria Mãe de Deus, a Virgem Nossa Senhora!

Como é importante deixarmo-nos possuir, em todas as nossas actividades, por tão consoladoras verdades, que a fé, nos garante existirem.

 

3. Direitos e obrigações do trabalhador.

 

A Igreja sempre se tem preocupado com o bem-estar de seus filhos. Sofre mesmo quando os vê sofrer. Por isso não ficou indiferente quando soube existirem operários vítimas de actuações menos correctas por parte de certos patrões ou de regimes políticos. Assim, sobretudo após a chamada revolução industrial iniciada no século XIX, todos os Papas apresentaram, com muita clareza e actualidade, a doutrina social da Igreja, chamando a atenção para os direitos e obrigações que todos os intervenientes nas actividades laborais deverão ter presente para uma boa harmonia e proveito mútuo. Para que tal, sempre assim aconteça, essa doutrina sabiamente exposta pelos referidos Papas, deve ser conhecida de todos. Aí se encontram expressos os direitos e obrigações de patrões e operários.

Além do mais, toda a actividade humana deverá ter sempre presente as leis divinas, com que o mesmo Deus, dotou as Suas criaturas. Quando tais são postas em causa, ou ultrapassadas, a própria Natureza, como que se revolta, ocasionando verdadeiros desastres ecológicos. A poluição dos rios, mares e ar, certos cataclismos verificados na terra e/ou no mar e tantas doenças que ameaçam e já atingem homens, mulheres, animais e plantas, são consequência desses desvarios humanos.

Pelo contrário, quando tais trabalhos são efectuados sob o olhar de Deus, como sempre o fazia S. José, tudo se torna bem sucedido e, mesmo com o esforço físico que por vezes se exige, tudo resulta bem e se torna mais leve.

Realizado com a consciência da presença de Deus, que realmente nunca nos abandona, o trabalho é santificado, santifica e é instrumento de santificação, como repetidas vezes lembrou S. Josemaria Escrivá. Quantas riquezas por vezes se desperdiçam!

Cada dia que passa, será positivo ou negativo, com repercussões eternas, conforme tiver sido vivido ou não pelo Amor de Deus, sob o Seu olhar.

Que S. José, modelo de todos os operários, interceda por nós, junto do Senhor, para que imitando-o, todos os nossos trabalhos contribuam para maior glória de Deus e santificação de nossas vidas. Estaremos então também a contribuir para um maior bem-estar social e um verdadeiro progresso da humanidade. Vivendo assim, não só sentiremos leveza nos trabalhos, mas também estaremos no caminho que, pela misericórdia do Senhor, nos levará ao encontro definitivo com a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, S. José e restantes Santos e Anjos, no Reino dos Céus.

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Reunidos para celebrar a memória de S. José operário,

Trabalhador incansável, justo e humilde,

Elevemos ao Pai do Céu as nossas súplicas,

Dizendo, com alegria:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

1.     Pela Santa Igreja, espalhada pelo mundo,

Para que anuncie a Palavra de Deus com alegria,

Dando sentido espiritual ao trabalho dos homens,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.     Pelos pais e mães de família,

Para que, com o seu exemplo de fé,

Ensinem os filhos a transformar o trabalho em oração,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

3.     Para que a todas as mulheres e homens operários

Sejam respeitados os seus direitos

E todos cumpram também os seus deveres,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.     Por todos quantos buscam trabalho,

Para que em breve consigam o que pretendem,

Para uma digna sustentação de suas famílias,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

5.     Para que Deus, nosso Pai,

Por intercessão de S. José,

Abençoe os trabalhadores de todo o mundo,

Oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

Senhor, nosso Deus, velai por todos nós

Para que, nas alegrias, provações e trabalhos desta vida,

Com a protecção de São José operário,

Colaboremos com amor na obra maravilhosa da criação.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

 Que Convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Procuremos S. José, Az. Oliveira, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Deus, fonte de misericórdia, olhai para os dons que Vos apresentamos na festa de São José e fazei que estas oferendas alcancem a vossa protecção para aqueles que Vos invocam. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de S. José: p. 492

 

Santo: A. Cartageno, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que fez os encantos de S. José, trabalhando a seu lado, está connosco, realmente presente na Santíssima Eucaristia.

Vamos recebê-lO com muita fé, respeito e amor. Ele quer dar-nos a força e a coragem, de que todos precisamos, para o bom aproveitamento de todos os trabalhos da nossa vida.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos do Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Col 3, 17

Antífona da comunhão: Tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças, por Ele, a Deus Pai. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, ouvi as nossas súplicas e fazei que, à imitação de São José, levemos sempre em nossos corações o testemunho do vosso amor e gozemos eternamente da verdadeira paz. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Sob a protecção e exemplo de S. José, vamos com amor, cumprir com prontidão, alegria e fé, os trabalhos que o mesmo Senhor nos confiou ou queira confiar. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Nós vos louvamos, José, M. Carneiro, NRMS 89

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 2-V: A importância da oração.

Act 12, 24-13, 5 / Jo 12, 44-50

Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.

Por este relato se vê que a Igreja é uma comunidade que reza. Ao rezar, escuta aquilo que o Espírito Santo lhe diz (Leit.), celebra o culto do Senhor (Leit.).

Cada um de nós faz parte deste mesma comunidade. É na oração que descobrimos a presença do Senhor; que recebemos a luz, para que desapareçam as trevas da nossa vida e possamos compreender os acontecimentos; que escutamos o Espírito Santo, para que nos oriente sobre o que devemos fazer; que nos decidimos a anunciar a palavra de Deus aos outros (Leit.). Unamo-nos à oração de Nª Senhora e dos Apóstolos na Igreja nascente.

 

5ª Feira, 3-V: S. Filipe e S. Tiago: Aproximação de Jesus.

1 Cor 15, 1-8 / Jo 14, 6-14

 (Jesus): Há tanto tempo que estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me vê, vê o Pai.

«Toda a vida de Jesus é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: ‘Quem me vê, vê o Pai’ (Ev.)» (CIC, 516). Também podemos chegar à contemplação de Cristo através de Nossa Senhora. Procuremos rezar e meditar bem os mistérios do Rosário em Maio.

Podemos aproximar-nos igualmente de Jesus através do Evangelho: «Recordo-vos o Evangelho que vos anunciei» (Leit.). Filipe e Tiago procuraram igualmente transmiti-lo: Filipe na Frígia (Ásia Menor) e Tiago foi 1º Bispo de Jerusalém.

 

6ª Feira, 4-V: O caminho para a casa do Pai.

Act 13, 26-33 /Jo 14, 1-6

Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta uma extraordinária novidade: a filiação divina. Jesus, o Filho único, recuperou para nós a filiação divina adoptiva: «Tu és meu filho, eu hoje te gerei» (Leit.).

Para termos acesso ao Pai temos a companhia de Jesus: «Abandonada às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à casa do Pai (Ev.), à vida e à felicidade de Deus» (CIC, 661). Mas Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida (Ev.). E para chegarmos a Jesus, temos um caminho seguro: Maria Santíssima.

 

Sábado, 5-V: À descoberta da S. Trindade.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-14

Como é que tu dizes: mostra-nos o Pai? Não acreditas eu estou no Pai e que o Pai está em mim?

Agradeçamos a Jesus esta revelação da vida íntima da S. Trindade: «O Filho de Deus comunica à humanidade o seu próprio modo de existir pessoal na Santíssima Trindade. E, assim tanto na sua alma como no seu corpo, Cristo exprime humanamente os costumes da Trindade (Ev.)» (CIC, 470).

Procuremos também ‘ver’ Jesus nos acontecimentos e pessoas que nos rodeiam. Em comunhão com Ele, descobrimos os sinais da presença divina no mundo. Através de Nª Senhora chegaremos mais depressa a Jesus e, depois, à S. Trindade.

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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