5.º Domingo dA QUARESMA

25 de Março de 2012

 

Onde se fizerem os escrutínios preparatórios do Baptismo dos adultos, neste Domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063 do Missal Romano.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Defendei-me Senhor, J. Santos, NRMS 105

Salmo 42, 1-2

Antífona de entrada: Fazei-me justiça, meu Deus, defendei a minha causa contra a gente sem piedade, livrai-me do homem desleal e perverso. Vós sois o meu refúgio.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Aproxima-se a grande Festa da Páscoa da Ressurreição do Senhor. Como é importante prepararmo-nos para essa celebração! Vamos fazê-lo com todas as nossas forças, lançando mão dos meios de que a Santa Igreja se serve para nos acordar para tão inefável acontecimento.

Este insondável mistério do Amor de Deus por nós, só foi possível, graças à fé do Sim generoso dado por Nossa Senhora, acontecimento que hoje dia 25 de Março, também recordamos.

Que as leituras da Missa de hoje nos toquem a mente e o coração.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jeremias profetiza uma nova e definitiva Aliança. Por ela se há-de gravar a Lei no coração de cada um de nós. Esta profecia começou a realizar-se na Páscoa de Jesus, com o envio do Seu Espírito! Como é importante deixarmos crescer em nós esta semente, que é a virtude teologal da fé, depositada na nossa alma, no grande dia do nosso Batismo.

 

 

Jeremias 31, 31-34

 

31Dias virão, diz o Senhor, em que estabelecerei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova. 32Não será como a aliança que firmei com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto, aliança que eles violaram, embora Eu exercesse o meu domínio sobre eles, diz o Senhor. 33Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, naqueles dias, diz o Senhor: Hei-de imprimir a minha lei no íntimo da sua alma e gravá-la-ei no seu coração. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 34Não terão já de se instruir uns aos outros, nem de dizer cada um a seu irmão: «Aprendei a conhecer o Senhor». Todos eles Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno, diz o Senhor. Porque vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas.

 

O nosso texto insere-se num conjunto de anúncios de restauração, tanto política como religiosa, o chamado Livro da Consolação de Jeremias (Jer 30, 1 – 33, 26). Os versículos da leitura são fulcrais na obra do profeta de Anatot: os seus apelos para «uma aliança nova» são considerados como o pivot da reforma religiosa do piedoso rei Josias, por isso se pensa que foi pronunciado logo no início da sua actuação como profeta. Este oráculo, tem uma importância central na Teologia do Novo Testamento, como uma das grandes profecias messiânicas. O povo de Israel tinha violado a aliança, não observando a Lei de Deus que no Sinai solenemente se comprometera a observar (Ex 24), por isso Deus já não estava, por assim dizer, obrigado a proteger este povo que se negava a ser de Yahwéh. Mas Ele não volta atrás no seu amor misericordioso, e anuncia que vai oferecer aos homens uma aliança «nova», isto é, definitiva, interior, pois gravada «no íntimo da alma… no coração» (v. 33) e que estabelece uma nova relação afectiva, de sincero e fiel amor, como o amor perfeito entre os esposos: «Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (v. 33; cf Os 2, 21-22.25). Esta aliança de amor teve o seu pleno cumprimento em Jesus Cristo que selou a nova, definitiva e universal aliança com o seu próprio sangue (Hebr 9, 12; Lc 22, 20), tornando antiquada a aliança do Sinai (Hebr 8, 6-13).

34 «Vou perdoar os seus pecados e não mais recordarei as suas faltas». Trata-se de uma aliança que, além de nova, é renovadora, pois implica «a remissão dos pecados» (cf. Mt 26, 28). A Liturgia, ao propor este texto em pleno tempo da Quaresma, presta-se a lembrar-nos o perdão que Deus concede no Sacramento da Reconciliação.

 

Salmo Responsorial    Salmo 50 (51), 3-4.12-13.14-15 (R. 12a)

 

Monição: O grande obstáculo ao crescimento da fé depositada por Deus em nosso coração é o pecado. Vamos pedir ao Senhor que nos dê um coração puro. Só assim teremos acesso à compreensão do Seu Amor.

 

Refrão:        Dai-me, Senhor, um coração puro.

 

Compadecei-Vos de mim, ó Deus, pela vossa bondade,

pela vossa grande misericórdia, apagai os meus pecados.

Lavai-me de toda a iniquidade

e purificai-me de todas as faltas.

 

Criai em mim, ó Deus, um coração puro

e fazei nascer dentro de mim um espírito firme.

Não queirais repelir-me da vossa presença

e não retireis de mim o vosso espírito de santidade.

 

Dai-me de novo a alegria da vossa salvação

e sustentai-me com espírito generoso.

Ensinarei aos pecadores os vossos caminhos

e os transviados hão-de voltar para Vós.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, como homem, sofreu como qualquer outro mortal, as terríveis dores físicas e morais da Sua Paixão e Morte. Por nosso amor, foi obediente ao plano salvífico do Pai.

 

Hebreus 5, 7-9

 

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre sermão, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no horto que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido», em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido». Limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10), com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, pois, se Ele não fosse salvo da morte pela ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «tendo chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 12, 26

 

Monição: Só poderemos de algum modo “ver” Jesus, se penetrarmos no Amor infinito que Ele nos revela com a Sua Paixão e Morte na Cruz.

Só ao contemplá-lO elevado na Cruz, nos sentiremos atraídos por Ele.

 

 

Cântico: J. Santos, NRMS 40

 

Se alguém Me quiser servir, que Me siga, diz o Senhor,

e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo.

 

 

Evangelho

 

São João 12, 20-33

 

Naquele tempo, 20alguns gregos que tinham vindo a Jerusalém para adorar nos dias da festa, 21foram ter com Filipe, de Betsaida da Galileia, e fizeram-lhe este pedido: «Senhor, nós queríamos ver Jesus». 22Filipe foi dizê-lo a André; e então André e Filipe foram dizê-lo a Jesus. 23Jesus respondeu-lhes: «Chegou a hora em que o Filho do homem vai ser glorificado. 24Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará muito fruto. 25Quem ama a sua vida, perdê-la-á, e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará. 27Agora a minha alma está perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto é que Eu cheguei a esta hora. 28Pai, glorifica o teu nome». Veio então do Céu uma voz que dizia: «Já O glorifiquei e tornarei a glorificá-l’O». 29A multidão que estava presente e ouvira dizia ter sido um trovão. Outros afirmavam: «Foi um Anjo que Lhe falou». 30Disse Jesus: «Não foi por minha causa que esta voz se fez ouvir; foi por vossa causa. 31Chegou a hora em que este mundo vai ser julgado. Chegou a hora em que vai ser expulso o príncipe deste mundo. 32E quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim». 33Falava deste modo, para indicar de que morte ia morrer.

 

Estamos na parte final da 1ª parte do IV Evangelho, do chamado «livro dos sinais». Ouvem-se os últimos apelos de Jesus à fé, mas a multidão permanece dividida (v. 29), e a sua entrega à morte está iminente (vv. 31-33).

20 «Gregos»: não deveriam ser judeus de língua grega, nem prosélitos, mas simples tementes a Deus ou adoradores de Deus, isto é, uns gentios convertidos ao único Deus de Israel, sem no entanto se sujeitarem aos ritos judaicos como o da circuncisão (cf. Act 10, 2; 13, 16.26.50; 16, 14; 17, 4.17; 18, 7).

21-22 «Filipe… André». Filipe é nome grego, bem como o de André, o que ajuda a explicar a mediação de ambos para um encontro com Jesus, pessoas mais acessíveis e compreensíveis para com os estrangeiros. Filipe, tendo em conta que Jesus só se dirigia aos judeus (cf. Mt 15, 24; Mc 7, 27), teve a prudência de tratar do assunto com o conselho de André. «Betsaida» não era rigorosamente da Galileia, mas da Gaulonítide, tetrarquia de Filipe, ficando a oriente da entrada do Jordão no lago de Genesaré. Alguns, para evitar que S. João pudesse ser acusado dum indesculpável erro geográfico, imaginam uma outra Betsaida ocidental. O mais natural é que os habitantes judeus de Betsaida se considerassem galileus, como o próprio Apóstolo Filipe, dando assim lugar a que se pudesse falar, impropriamente, de Betsaida da Galileia.

23-26 A «hora» da «glória» não é de modo nenhum a da glória humana, como poderia ser a da entrada triunfal em Jerusalém, mas a hora de dar a vida, de morrer para dar fruto; e, para o seguidor de Cristo, também já não lhe resta outra alternativa (cf. Jo 15, 18-20). O sentido da morte de Jesus fica esclarecido com a comparação do «grão de trigo», que deve morrer para dar fruto; nisto está a sua glória e a glória dos seus seguidores. «Desprezar a vida», à letra, odiar:  de acordo com o uso semítico, odiar em oposição a amar, significa não dar grande valor ou amar menos (cf. Gn 29,31-33; Dt 21,15; Mt 6,24; Lc 14,26; 16,13).

27-28 «A minha alma está perturbada… Pai, salva-me…». Esta passagem faz pensar na agonia do Getxemaní relatada nos Sinópticos e a que S. João mal alude (18, 11), a fim de que o leitor não se fixe em tão grande humilhação do Senhor no momento em que Ele avança para a glória da Cruz. Tenha-se na devida conta que em S. João glorificar tem frequentemente um sentido «manifestativo» (cf. 17,1-6.24-26), e o nome equivale à pessoa, por isso «glorifica o teu nome» equivale a manifesta a tua glória. A voz vinda do Céu era um grande motivo de credibilidade na época, a chamada bat-qol; esta ilumina com o sentido optimista da fé a Paixão e Morte do Senhor.

30-31 «Agora, vai chegar a «hora» de Jesus, a hora da glória, que é ao mesmo tempo de vida e salvação e, simultaneamente, de julgamento e condenação (cf. Jo 16, 11). Ao terminar a primeira parte do Evangelho, esta alternativa, a que não se pode fugir, é posta em relevo (vv. 35-36.45-48): ninguém pode ficar na penumbra; tem de optar entre a Luz e as trevas. Mundo aqui identifica-se com os que rejeitam a fé e se situam no domínio tenebroso de Satanás (cf. Lc 4, 5-6).

32 «Erguido da terra, no sentido físico – na Cruz – encerra um segundo sentido espiritual de exaltação e glória, que S. João quer acentuar (cf. Jo 3, 14; 8, 28; 18, 32). Há manuscritos que têm atrairei tudo, em vez de todos: Jesus crucificado exerce um poderoso atractivo sobre todas as almas sinceras, provocando uma resposta de amor incondicional, até que Ele venha a tornar-se o centro de tudo, de todas as actividades humanas e de todo o universo criado por Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

– Dai-me Senhor um coração puro.

Dai-me Senhor um coração puro. Assim pedimos há momentos. Como é importante essa pureza para “compreendermos” quanto sofrimento custou a Jesus a nossa salvação!

A revelação deste Amor infinito que Deus Pai nos tem, começou a ser feita aos nossos primeiros pais, logo após a queda dos mesmos. Esse Amor foi reafirmado mediante várias alianças feitas por Ele ao longo da História da salvação: a Noé com toda a criação, a Abraão com o Povo de Deus, a Moisés, antes de empreender a caminhada para a Terra Prometida.

Na primeira Leitura, Jeremias profetiza uma nova e definitiva Aliança, que já não irá ficar gravada apenas em pedras, mas no coração de cada homem. A esta Aliança, todos temos acesso pela virtude teologal da fé em nós depositada por Deus, como uma pequenina semente, no dia do nosso Batismo. A cada um, a partir de então, se espera a faça crescer mediante a escuta e meditação da Palavra de Deus. É afinal o que estamos mais uma vez a fazer neste momento.

– Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento.

O autor da carta aos Hebreus fala-nos nos grandes clamores e lágrimas que Jesus dirigiu ao Eterno Pai para O livrar da morte e Paixão que sabia estarem-Lhe reservadas. É importante que meditemos nesse sofrimento, que de alguma forma, podemos contemplar num crucifixo. Por obediência ao Eterno Pai e por nosso amor, a tudo se sujeitou. Torna-se assim a causa de salvação para todos quantos Lhe obedecem.

No Evangelho vemos uns gregos que servindo-se de Filipe e André, cujos nomes eram gregos também, lhes pedem para ver Jesus. Esta visão não se tratava apenas de O contemplarem externamente. Queriam mais. Queriam “vê-lO” por “dentro”, na Sua Missão. E Jesus compreendendo os seus desejos, a eles e a todos nós, se revela de uma forma clara. Começa por se referir ao grão de trigo, lançado à terra, que se não morrer, não dará fruto. Sim Jesus vem para morrer, para dar fruto de salvação para todos. O próprio Pai do Céu, confirma as afirmações de Jesus, fazendo-se ouvir. “Já O glorificarei e tornarei a glorificá.lO.” E Jesus concretiza, indicando a Sua morte “quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim”.

É assim que Jesus se revela aos gregos que O queriam ver. É assim que Ele se nos revela a cada um de nós!

– Qual é a nossa resposta a tanto Amor?

Como nos devemos sentir profundamente gratos e devedores a Quem tanto por nós sofreu! As Leituras da Missa de hoje contribuem para que cada um possa “ver” melhor Jesus e o Seu Amor por nós.

Amor com amor se paga. Não podemos ficar indiferentes. Ele quer a nossa salvação e a de todos os homens.

Só com um coração puro poderemos penetrar mais profundamente no Amor infinito que Deus nos revela na Paixão e morte de Seu Divino Filho, Jesus Cristo.

Com profundo e sincero arrependimento das nossas faltas, que serão sempre faltas de amor a Deus e aos irmãos, preparemos uma confissão muito sincera e contrita no tribunal da Penitência.

Aceitemos, como Jesus, ser trigo que saiba morrer. Só mediante a oração e a penitência poderemos corresponder ao Amor infinito que Deus nos tem, e sermos instrumentos de salvação.

O Senhor, que tanto nos ama, espera esta resposta generosa de todos e cada um e nós. Vamos fazê-lo com generosidade. Assim não será em vão para nós tanto sofrimento de Jesus e podê-lO-emos celebrar com Alegria na Festa da Páscoa que se aproxima e no encontro definitivo com Ele, no reino do Céu, para o qual todos fomos criados.

 

Fala o Santo Padre

 

“Jesus torna-se disponível para cumprir até ao fim a vontade do Pai:  dar a vida eterna a nós que a perdemos.”

Queridos irmãos e irmãs!

[...] Pensando nos desafios que marcam o caminho da Igreja [...] sentimos como são actuais as palavras do Evangelho deste quinto domingo de Quaresma. Jesus, na iminência da sua paixão, declara:  "Se o grão de mostarda que cai na terra não morrer, permanece ele só; mas se morrer, produzirá muito fruto" (Jo 12, 24). Agora já não é o momento das palavras e dos discursos; chegou a hora decisiva, para a qual o Filho de Deus veio ao mundo, e apesar da sua alma perturbada, Ele torna-se disponível para cumprir até ao fim a vontade do Pai. E é esta a vontade de Deus:  dar a vida eterna a nós que a perdemos. Para que isto se realize é contudo necessário que Jesus morra, como um grão de trigo que Deus Pai semeou no mundo. De facto, só assim poderá germinar e crescer uma humanidade nova, livre do domínio do pecado e capaz de viver em fraternidade, como filhos e filhas do único Pai que está no céu. [...]

Papa Bento XVI, Angelus, 29 de Março de 2009

 

Oração Universal

 

Depois de termos meditado

No Amor infinito que Deus nos tem,

Apresentemos-Lhe com toda a confiança

Os problemas da santa Igreja e do mundo,

Pedindo-Lhe com devoção:

 

R - A todos revelai Senhor, o vosso infinito Amor.

 

1. Pelo Santo Padre, Bispos e Presbíteros

Para que no Sacramento da alegria acolham

Com grande disponibilidade a todos os penitentes,

Oremos, irmãos.

 

R – A todos revelai Senhor, o vosso infinito Amor.

 

2. Pelos que, por medo ou preconceitos, não se confessam,

Para que o façam e assim experimentem a alegria do encontro com Jesus

Oremos, irmãos.

 

R – A todos revelai Senhor, o vosso infinito Amor.

 

3. Por todos nós, aqui reunidos, a celebrar a Eucaristia

Para que sintamos a urgência do apostolado da confissão,

Oremos, irmãos.

 

R – A todos revelai Senhor, o vosso infinito Amor.

 

4. Pelos ministros da confissão que já partiram desta vida,

Para que o Senhor os acolha quanto antes no Paraíso,

Oremos, irmãos.

 

R – A todos revelai Senhor, o vosso infinito Amor.

 

 

Senhor, que nos ofereceis generosamente

O vosso Amor e perdão no Sacramento da Penitência,

Ensinai-nos a recebê-lo sempre com muito fruto,

Alcançando assim a Vossa divina misericórdia.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Escutai a minha prece, A. Cartageno, NRMS 105

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi-nos, Senhor Deus omnipotente, e, pela virtude deste sacrifício, purificai os vossos servos que iluminastes com os ensinamentos da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Deus, que nos ama com Amor infinito, quer entrar dentro de nós pela Sagrada Comunhão. Vamos recebê-Lo com muita ternura num coração purificado, bem cheio do Seu Amor.

 

Cântico da Comunhão: Amai como Eu vos amei, J. Santos, NRMS 87

Jo 12, 24-25

Antífona da comunhão: Em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica só; mas se morrer, dará fruto abundante,

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, concedei-nos a graça de sermos sempre contados entre os membros de Cristo, nós que comungámos o seu Corpo e Sangue. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com propostas de uma sincera contrição pelo pouco que temos correspondido ao Amor infinito do Senhor, vamos prepararmo-nos para uma confissão muito bem feita e fazer, tudo que estiver ao nosso alcance, para que muitos outros o façam também.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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