6º Domingo Comum

12 de Fevereiro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ouçamos a palavra, M. Faria, NRMS 6 (II)

Salmo 30, 3-4

Antífona de entrada: Sede a rocha do meu refúgio, Senhor, e a fortaleza da minha salvação. Para glória do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Em cada Domingo, Cristo vivo e ressuscitado, vem ao encontro dos seus discípulos e de todos os homens e mulheres, atribulados no corpo ou no espírito, e toca a suas fragilidades, toca o seu ser de pecadores, com a mão da sua misericórdia, de cura, de recriação, de salvação.

Ele mesmo se doa a todos: Corpo entregue e Sangue derramado. A beleza do nosso Deus, com Rosto Humano, revela quanto nos ama, como nos quer felizes, livres e construtores da vida e da esperança.

Nos sinais tão frágeis da Eucaristia, aí está o nosso Deus e Messias, que se revela por um amor doado, despojado, total. Ele faz-se nosso escravo!

Tocados por esta experiencia de vida nova e de amor, possamos ser também nós para todos os irmãos, evangelho de bondade, misericórdia e vida.

 

Oração colecta: Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Procuremos estar muito atentos a este texto para saborearmos a novidade de Cristo, que o Evangelho proclama.

 

Levítico 13, 1-2.44-46

1O Senhor falou a Moisés e a Aarão, dizendo: 2«Quando um homem tiver na sua pele algum tumor, impigem ou mancha esbranquiçada, que possa transformar-se em chaga de lepra, devem levá-lo ao sacerdote Aarão ou a algum dos sacerdotes, seus filhos.44O leproso com a doença declarada 45usará vestuário andrajoso e o cabelo em desalinho, cobrirá o rosto até ao bigode e gritará: ‘Impuro, impuro!’ 46Todo o tempo que lhe durar a lepra, deve considerar-se impuro e, sendo impuro, deverá morar à parte, fora do acampamento».

 

Temos aqui uma pequena amostra da legislação judaica sobre a lepra, uma legislação mais religiosa do que profilática, englobando diversas doenças de pele. A lepra era considerada a pior de todas as doenças e como que uma maldição de Deus, constituindo a pessoa num estado de impureza legal. O leproso era um proscrito, impedido da convivência social, obrigado a guardar determinadas distâncias das pessoas e a avisar quando alguém se aproximava.

1 «O Senhor falou a Moisés e Aarão». Não se entende no sentido de as leis do Levítico, concretamente a chamada «Lei de pureza» (Lev 11 – 16), terem sido directamente reveladas por Deus a Moisés, mas no sentido de que Yahwéh guiou a Moisés na compilação, adaptação e adopção de leis, em grande parte comuns a outros povos; desta maneira elas se tornavam a vontade de Deus para aquele povo.

45 «Impuro». Sobre o conceito de pureza legal, ver supra, nota ao v. 24 do Evangelho da festa da Apresentação do Senhor.

 

Salmo Responsorial    Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 7)

 

Monição: Quando na nossa experiência de limitação, fragilidade e pecado, procuramos e buscamos Deus, encontramos sempre uma mão estendida e amiga, um rosto de ternura e de vida.

 

Refrão:        Sois o meu refúgio, Senhor;

Dai-me a alegria da vossa salvação.

 

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

 

Confessei-Vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.

 

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai, vós todos os que sois rectos de coração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo em nós torna-nos disponíveis para gerarmos vida e esperança.

 

1 Coríntios 10, 31 – 11, 1

Irmãos: 31Quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus. 32Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à Igreja de Deus. 33Fazei como eu, que em tudo procuro agradar a toda a gente, não buscando o próprio interesse, mas o de todos, para que possam salvar-se. 1Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo.

 

A leitura com que se concluem neste ano B os retalhos a ler da 1ª aos Coríntios é a conclusão final da longa discussão acerca de comer ou não comer os idolótitos, as carnes de animais que tinham sido imolados em honra dos ídolos. 

31 «Fazei tudo para glória de Deus». Como sucede mais vezes nesta epístola, S. Paulo, querendo resolver um caso particular (aqui o da comida das carnes imoladas nos cultos idolátricos e vendidas na praça), enuncia princípios de uma validade universal. Nesta passagem temos uma dessas maravilhosas regras de oiro que resumem toda a moral e espiritualidade cristã.

32 «A Igreja de Deus». S. Paulo designa como Igreja não apenas as comunidades locais, mas também, outras vezes, toda a Igreja universal, que parece ser a visada aqui, como o é no cap. 12, 28 e sobretudo nas epístolas do cativeiro.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 7, 16

 

Monição: Jesus Cristo, Filho de Deus, aproxima-se da humanidade, e no seu mistério pascal, faz-la ressurgir cheia de beleza e santidade.

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Apareceu entre nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 40-45

Naquele tempo, 40veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». 41Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». 42No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. 43Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: 44«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». 45Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

 

No relato da cura do leproso não se evidencia apenas o poder e a compaixão de Jesus, mas também a superação da lei antiga, que, como determinava o Lv 13 (cf. 1ª leitura de hoje), declarava impuro o contacto com um leproso. Com efeito, sem que fosse necessário, Jesus «estendeu a mão e tocou-lhe» (v. 41).

40 «Se quiseres, podes curar-me». A oração do leproso é um modelo acabado de oração no que se refere à fé no poder de Jesus e à confiança na sua bondade. Eis o comentário de S. João Crisóstomo: «Não disse: se Tu o pedires a Deus; mas apenas: se Tu o queres. E a Deus, que é misericordioso, não é preciso pedir-lhe, basta expor-lhe a nossa necessidade».

44 «Não digas nada a ninguém». Trata-se da já antes referida «disciplina do segredo messiânico», que Jesus recomendava, especialmente no princípio da vida pública. O povo devia-se ir convencendo pouco a pouco do carácter do messianismo de Jesus, que era espiritual, não político. Assim Jesus evitava ser instrumentalizado pelos nacionalistas exaltados, podendo vir a provocar uma intervenção romana, que impediria a missão do Senhor (cf. Mt 8, 4; 9, 30; 16, 20; 17, 19). Uma divulgação intensiva dos seus milagres acarretaria compreensíveis efervescências populares à volta de Jesus.

 

Sugestões para a homilia

 

O Leproso.

Jesus Cristo.

Nós.

 

O Leproso.

A palavra de Deus leva-nos ao fenómeno da lepra. Tal fenómeno complexo era semelhante à própria morte. A pessoa infectada com tal doença sofria horrivelmente em todas as dimensões: no seu corpo e no seu espírito.

Era motivo de marginalização, de exclusão, isolamento. Era sinónimo de impureza legal, sinal de maldição de Deus.

Na realidade o “coração” de um leproso era espaço de verdadeira amargura, de rejeição e morte.

A Lei determinava alguns procedimentos em ordem sanitária. Mas o acto de interpretar tal doença como uma maldição e como impureza legal fez com que os corações se tornassem duros, e as pessoas leprosas, totalmente excluídas, vivessem num sofrimento horrível e entregues a uma morte lenta e dolorosa.

Para o leproso crente certamente havia um caminho de busca do conforto de Deus, e uma oração sofredora que permitisse abrir horizontes.

O leproso do evangelho é um buscador do rosto de Deus. Nele reside uma esperança messiânica que é Jesus Cristo.

São significativos os passos que ele realiza como um verdadeiro discípulo: reconhece a sua fragilidade e o seu mal, aproxima-se com confiança, suplica com fé, realiza um encontro de vida, sente em si uma profunda transformação, parte cheio de alegria, testemunha Jesus Cristo! Ele que saiu do mundo da vida (a comunidade) e vivia nos espaços da morte, passa agora a viver com alegria no meio de todos- e cheio de vida- proclama o segredo de tal manifestação: Jesus Cristo.

Jesus Cristo.

Jesus Cristo é verdadeiramente maravilhoso e belo. É a beleza de Deus no magnífico esplendor de humanidade. O acolhimento que faz do leproso revela a personalidade tão cativante e encantadora, cheia de bondade e misericórdia. O Seu rosto não se desvia do rosto do leproso, possivelmente afectado!

Para O encontrar não há barreira de nenhum género. Ele destrói os preconceitos. Ele tem um olhar de vida voltado para os seus irmãos, por quem oferece a vida.

À súplica de cura Ele responde: quero! Ele é um Deus que quer os homens e mulheres libertos e felizes! Ele quer destruir todo o pecado e toda a morte. Ele quer tocar-nos na nossa miséria para nos curar. Ele quer a nossa humanidade. Ele quer cada um, mesmo que para isso seja crucificado!

Ele quer! E a Cruz e a Ressurreição é este querer de amor! E a Eucaristia é este amor tornado actual e próximo! É este querer contínuo.

Tocou-o. As mãos da mãe tocam o seu filho dando-lhe certeza de amor e segurança. As mãos do cirurgião tocam com finura, destreza, clareza e determinação. As mãos do médico tocam para analisar, “ver”, diagnosticar; as mãos da enfermeira são instrumento indispensável de tratamento. Jesus Cristo toca o leproso! Toca o cego! Toca os pés de Pedro e dos outros discípulos, lavando! Ele toca a nossa miséria mais entranhada e portadora de morte para dar vida.

Jesus Cristo é revelado nas palavras e nos gestos do leproso como verdadeiro Deus: O leproso prostrou-se, suplicou, apregoou como um profeta as maravilhas operadas nele. Na pessoa do leproso está patente o Mistério Pascal de Jesus Cristo. Ele pede ao leproso para não dizer nada a ninguém. Não quer ser confundido com um messias ao sabor do triunfalismo, da arrogância e do poder! Quer que primeiro aconteça a sua morte e ressurreição para se perceber que é dando-se totalmente que nos salva.

Em cada Eucaristia nós vivemos a experiência intensa do amor de Cristo. Não é mera recordação, mas presença viva de um amor totalmente doado a nós- para que o mesmo mistério pascal- nos penetre e nos faça saltar de alegria e entusiasmo.

Nós.

Somos interpelados por esta palavra e esta celebração.

Ser discípulos implica esta procura de Jesus Cristo. Implica percorrer o mesmo caminho: reconhecer a necessidade da conversão (lutar contra o pecado e desejar ser espaço de boa-nova), aproximar-se com confiança de Jesus Cristo, viver e suplicar com fé, realizar com Jesus encontro de vida, sentir que Jesus Cristo nos transforma de verdade, fazer da vida espaço de alegria e viver como testemunha de Jesus Cristo!

Ser discípulo de Jesus Cristo implica dizer não a todos os preconceitos e todas as barreiras que se levantam e não permitem amar esta pessoa concreta. Quais são hoje os grandes preconceitos que nos afastam dos irmãos? Quantos preconceitos a impedirem que Cristo Jesus se manifeste em novidade, renovação e dinamismo!

Cristo ensinou-nos a ser peritos de humanidade, de acolhimento, de esperança e de vida. Será que os seus discípulos são capazes de estar e tocar naqueles e naquelas que são conotados com os mundos da “morte” e do pecado?

Sou verdadeiro imitador de Cristo ou em mim há ausência da Sua pessoa e da Sua proposta? Serei eu um seduzido por Jesus Cristo? Vivo a sabedoria de São Paulo: “ (…) em tudo procuro agradar a toda a gente (…) para que possam salvar-se”?

No dia em que os cristãos assumirem a “paixão”, o amor incondicional por Jesus Cristo, a cidade transforma-se radicalmente.

O primeiro grande testemunho é o da sincera e coerente conversão. O meu estilo de vida bebe no desafio da conversão como consequência do encontro e da aceitação de Cristo, e depois, como instrumento simples, dócil e responsável, como sinal do Reino de Deus, à maneira do brilhante leproso- que sob o domínio da morte- se revestiu da beleza do esplendor de Deus, e deu-se com alegria, entusiasmo e testemunho coerente.

 

Fala o Santo Padre

 

«O pecado, é a verdadeira impureza do coração, capaz de nos afastar de Deus.»

Nestes domingos, o evangelista São Marcos ofereceu à nossa reflexão uma sequência de várias curas milagrosas. Hoje apresenta-nos uma muito singular, a de um leproso curado (cf. Mc 1, 40-45), que se aproximou de Jesus e, de joelhos, lhe suplicou: "Se queres, tens o poder de purificar-me". Movido de compaixão, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: "Eu quero, sê purificado". […]

 Segundo a antiga lei judaica (cf. Lv 13-14), a lepra era considerada não só uma doença, mas a forma mais grave de "impureza". Competia aos sacerdotes diagnosticá-la e declarar imundo o doente, o qual tinha que ser afastado da comunidade e estar fora do centro habitado, até à eventual e bem certificada cura. Por isso, a lepra constituía uma espécie de morte religiosa e civil, e a sua cura uma espécie de ressurreição.

É possível entrever na lepra um símbolo do pecado, que é a verdadeira impureza do coração, capaz de nos afastar de Deus. Não é de facto a doença física da lepra, como previam as normas antigas, que nos separa d'Ele, mas a culpa, o mal espiritual e moral. Por isso o Salmista exclama: "Feliz aquele cuja ofensa é absolvida, cujo pecado é coberto". E depois, dirigindo-se a Deus: "Confessei a ti o meu pecado, a minha iniquidade não te encobri; eu disse "Vou a Iahweh confessar a minha iniquidade!" E tu absolveste a minha iniquidade, perdoaste o meu pecado" (Sl 32/31, 1.5). Os pecados que cometemos afastam-nos de Deus e, se não forem humildemente confessados na misericórdia divina, chegam até a causar a morte da alma. Este milagre assume então um grande valor simbólico. Jesus, como profetizara Isaías, é o Servo do Senhor que "levava sobre si as nossas enfermidades, carregava as nossas dores" (Is 53, 4). Na sua paixão, será como um leproso, tornado impuro pelos nossos pecados, separado de Deus: fará tudo isto por amor, a fim de nos obter a reconciliação, o perdão e a salvação. No Sacramento da Penitência Cristo crucificado e ressuscitado, mediante os seus ministros, purifica-nos com a sua misericórdia infinita, restitui-nos à comunhão com o Pai celeste e com os irmãos, dá-nos em oferenda o seu amor, a sua alegria e a sua paz. […]

Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 15 de Fevereiro de 2009

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Oremos para que todos os que sofrem descubram

no amor de Deus e nas palavras de Cristo,

remédio para os seus males,

e peçamos ( ou: e cantemos) com toda a confiança:

 

R. Ouvi-nos Senhor.

Ou: Senhor, dai-nos a paixão pelo Evangelho.

Ou: senhor, vinde em nosso auxílio.

 

1-Pelo Papa Bento XVI, pelos bispos, presbíteros e diáconos,

para que, seguindo o caminho da fé,

irradiem confiança, alegria, disponibilidade e coerente testemunho,

oremos, irmãos.

 

2-Pelas dioceses e paróquias do mundo inteiro,

para que na sabedoria do Evangelho, sejam espaço de acolhimento,

experiência de bondade e misericórdia,

oremos, irmãos.

 

3- Pelos fiéis e pelos catecúmenos das nossas paróquias,

para que Deus perdoe as suas fraquezas,

dissipe os seus temores e aumente a sua coragem,

oremos, irmãos.

 

4- Pelos que se sentem marginalizados e espezinhados,

para que encontrem o Rosto terno de Cristo,

e a ternura dos seus discípulos,

oremos, irmãos.

 

 

5-Pelos doentes que mais sofrem

para que encontrem alívio na misericórdia de Cristo

e na dedicação dos que os tratam e assistem,

oremos, irmãos.

 

6- Por todos os profissionais de saúde,

pela investigação médica,

para que vejam a pessoa humana com toda a dignidade,

e tudo façam como serviço à vida,

oremos, irmãos.

 

 

 

Senhor, nosso Deus,

que para curar e salvar o mundo

lhe deste o vosso Filho muito amado,

ajudai-nos a ver n’Ele o nosso modelo

colocando-nos ao serviço uns dos outros.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem, para que, obedecendo sempre à vossa vontade, alcancemos a recompensa eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Senhor, que eu compreenda que Tu me tocas no mais profundo. Tu vens dar-me vida em abundância. Ajuda-me a transformar-me para viver a alegria das tuas maravilhas. Ajuda-me na fortaleza e na coragem de falar de Ti e de revelar que Tu és tudo para mim.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 77, 24.29

Antífona da comunhão: O Senhor deu-lhes o pão do Céu: comeram e ficaram saciados.

 

Ou

Jo 3, 16

Deus amou tanto o mundo que Ihe deu o seu Filho Unigénito. Quem acredita n'Ele tem a vida eterna.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, concedei-nos a graça de buscarmos sempre aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Também eu fiz a experiência do encontro com Jesus Cristo: fonte de Vida Nova.

Tendo celebrado o amor de Deus, na vida do leproso e também na minha vida, que as palavras e gestos de salvação que Deus operou, sejam eficazes na minha vida de cristão.

Deus quer contar comigo para percorrer a cidade e propor o projecto de Cristo Jesus, o Evangelho da vida, da felicidade e da misericórdia.

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-II: Os sinais da celebração sacramental.

Tg 1, 1-11 / Mc 8, 11-13

Jesus suspirou do fundo da alma e respondeu-lhes: por que pede esta geração um sinal?

Embora Jesus se tenha recusado a dar um sinal do céu aos fariseus, Ele serviu-se de muitos sinais: na criação, nas curas, na nova Aliança, etc., porque Ele próprio é o sentido de todos esses sinais (CIC, 1151).

Cada celebração sacramental é um diálogo com Deus, através de palavras e acções. É necessário pois que a palavra de Deus e a nossa resposta de fé dêem vida a estas acções (CIC, 1153). S. Tiago aconselha-nos a pedir e a actuar com fé, pois aquele que hesita é agitado como as ondas do mar (Leit.).

 

3ª Feira, 14-II:S. Cirilo e Metódio.

Act 13, 46-49 / Lc 10, 1-9

Uma vez, porém, que a rejeitais (a palavra de Deus) vamos voltar-nos para os pagãos, pois assim nos mandou o Senhor.

O Senhor tinha designado 72 discípulos e enviou-os em missão dois a dois a todas as cidades (Ev.). Como em muitos lugares foram rejeitados, foi necessário voltar-se para os pagãos (Leit.). Esta cena repetiu-se no século IX com os irmãos Cirilo e Metódio, que partiram para evangelizar os povos eslavos (Oração).

Além de uma intensa actividade missionária, conseguiram também preparar os textos litúrgicos em língua eslava, utilizando as letras do alfabeto cirílico, por eles criado. Levemos a palavra de Deus a muitas pessoas, apesar das dificuldades.

 

4ª Feira, 15-II: O valor dos sinais sacramentais.

Tg 1, 19-27 / Mc 8, 22-26

Depois, deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: Vês alguma coisa?

Nesta passagem encontramos dois sinais empregados por Cristo: a saliva e a imposição das mãos (CIC, 1504).

A saliva é um sinal sensível, através do qual Jesus cura um cego. Pode ajudar-nos a apreciar o valor dos sinais sacramentais: «Depois do Pentecostes, é através dos sinais sacramentais da sua Igreja que o Espírito Santo opera a santificação» (CIC, 1152). Quanto às mãos: «É pela imposição das mãos que Jesus cura os doentes (Ev.) e abençoa as crianças. Este sinal da efusão omnipotente do Espírito Santo, guarda-o a Igreja nas suas epicleses sacramentais» (CIC, 699).

 

5ª Feira, 16-II: A revelação do Messias.

Tg 2, 1-9 / Mc 8, 27-33

Jesus então perguntou-lhes: E quem dizeis vós que eu sou? Pedro tomou a palavra: Tu és o Messias.

«Jesus aceitou a profissão de fé de Pedro, que o reconheceu como o Messias, anunciando a paixão próxima do Filho do Homem (Ev.). Revelou o conteúdo autêntico da sua realeza messiânica… na sua missão redentora como servo sofredor. Foi por isso que o verdadeiro sentido da sua realeza só se manifestou no cimo da cruz» (CIC, 440). O conteúdo do messianismo está ligado ao sacrifício da Cruz.

Quem acredita que Jesus é o Messias não deve fazer distinção entre as pessoas (Leit.), mas há-de cumprir o mandamento Novo: Amarás o teu próximo…(Leit.).

 

6ª Feira, 17-II: A fé e a Cruz.

Tg 2, 14-24. 26 / Mc 8, 34-39

Pois se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras… Também o Filho do Homem se há-de envergonhar dele.

«O dom da fé permanece naquele que não pecou contra ela. Mas, ‘sem obras, a fé está morta’ (Leit.): privada da esperança e do amor, a fé não une plenamente o fiel com Cristo» (CIC, 1815).

Mas «O discípulo de Cristo não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar testemunho dela e propagá-la: ‘Todos devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-lo no caminho da Cruz (Ev.), no meio das perseguições que nunca faltam à Igreja» (CIC, 1816).

 

Sábado, 18-II: Ícone da contemplação cristã.

Tg 3, 1-10 / Mc 9, 2-13

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e levou-os a ele sós, em particular, a um monte alto.

Esta passagem «pode ser tomada como ícone da contemplação cristã. Fixar os olhos no rosto de Cristo» (João Paulo II, RVM, 9). É muito conveniente reflectirmos nos acontecimentos da nossa vida de cada dia, para conseguirmos ver claramente, com nova luz, o seu significado.

Cada um de nós há-de ser igualmente um reflexo da glória do Senhor: «Reflectindo a glória do Senhor, como num espelho, somos transformados de glória em glória, nessa mesma imagem» (S. Paulo, cit. por João Paulo II, ibid.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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