Apresentação do Senhor

02 de Fevereiro de 2012

 

Festa

 

BÊNÇÃO E PROCISSÃO DAS VELAS

 

 

Primeira forma: Procissão

 

 

1.  À hora marcada, reúnem-se os fiéis numa igreja secundária ou noutro local apropriado, fora da igreja para a qual se dirigirá a procissão. Os fiéis têm nas mãos as velas apagadas.

 

2.  O sacerdote aproxima-se, acompanhado dos ministros, revestido com paramentos brancos como para a Missa. Em vez da casula pode levar o pluvial, que deporá no fim da procissão.

 

3.  Enquanto se acendem as velas, canta-se a antífona: O Senhor virá com poder e iluminará os olhos dos seus servos. Aleluia, ou outro cântico apropriado.

 

4.  O sacerdote saúda a assembleia como habitualmente e em seguida faz uma breve admonição para exortar os fiéis a celebrarem activa e conscientemente este rito festivo. Para isso, pode dizer estas palavras ou outras semelhantes:

 

Caríssimos irmãos:

Celebrámos com muita alegria, há quarenta dias, a solenidade do Natal do Senhor.

Hoje é o santo dia em que Jesus foi apresentado no templo por Maria e José. Exteriormente cumpria as prescrições da lei, mas na realidade vinha ao encontro do seu povo fiel.

Aqueles dois santos velhos, Simeão e Ana, tinham vindo ao templo sob a inspiração do Espírito Santo; iluminados pelo Espírito, reconheceram o Senhor e anunciavam-no a todos com entusiasmo.

Também nós, aqui reunidos pelo Espírito Santo, caminhemos para a casa do Senhor ao encontro de Cristo. Aí O encontraremos e O reconheceremos na fracção do pão, enquanto aguardamos a sua vinda gloriosa.

 

 

5.  Terminada a admonição, o sacerdote procede à bênção das velas, dizendo de mãos juntas:

 

Oremos:

Senhor nosso Deus, fonte e origem de toda a luz, que neste dia mostrastes ao santo velho Simeão a luz que veio para se revelar às nações, humildemente Vos suplicamos: santificai com a vossa + bênção estas velas e ouvi a oração do vosso povo que se reuniu para as levar solenemente em honra do vosso nome, de modo que, seguindo sempre o caminho da virtude, chegue um dia à luz que jamais se extingue. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Ou então

 

Oremos:

Senhor Deus, fonte e origem da luz eterna, infundi no coração dos fiéis a claridade da luz que não tem ocaso, para que todos nós, iluminados no vosso templo santo pelo esplendor destas luzes, mereçamos chegar um dia à luz da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

E asperge as velas com água benta sem dizer nada.

 

6.  Seguidamente, o sacerdote recebe a vela que está preparada para ele e dá início à procissão, dizendo:

 

Caminhemos em paz ao encontro de Cristo.

 

7.  Durante a procissão, canta-se a seguinte antífona com o respectivo cântico, ou outro cântico apropriado:

 

Antífona:     Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Agora, Senhor, segundo a vossa palavra,

deixareis ir em paz o vosso servo.

 

Antífona:     Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

Os meus olhos viram a salvação

que oferecestes a todos os povos.

 

Antífona:     Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

8.  Ao entrar a procissão na igreja, canta-se a antífona de entrada da Missa. O sacerdote, depois de chegar ao altar, faz a devida reverência e, se parecer oportuno, incensa-o. Depois vai para a sua sede; ali, depõe o pluvial (se foi usado na procissão) e veste a casula.

 

Segue-se o canto do Glória, depois do qual, como de costume, diz a Oração Colecta. A Missa continua na forma habitual.

 

 

Segunda forma: Entrada Solene

 

9.  Os fiéis reúnem-se na igreja com as velas na mão. O sacerdote, revestido de paramentos brancos, acompanhado dos ministros e de uma representação da assembleia, dirige-se para o lugar mais conveniente, à porta da igreja ou dentro dela, onde ao menos uma grande parte dos fiéis possa ver facilmente o rito e participar nele.

 

10.                Quando o sacerdote tiver chegado ao lugar destinado para a bênção das velas, acendem-se as velas, enquanto se canta a antífona O Senhor virá com poder, ou outro cântico apropriado.

 

11.                Em seguida, o sacerdote, depois da saudação e da admonição, procede à bênção das velas, como acima se indica (nn. 4-5). Segue-se a procissão em direcção ao altar, durante a qual se canta a antífona própria ou um cântico apropriado (nn. 6-7). Para a Missa, observe-se o que está indicado no n. 8.

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: A Luz de Cristo, Az. Oliveira, NRMS 88

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a festa da Apresentação do Senhor, anteriormente chamada Purificação de Maria. Celebramos o mistério de Jesus apresentado no templo, nos chamados dias da Purificação, no cumprimento da Lei de Moisés. Entre o povo é conhecida também pela festa das Candeias, em virtude de se fazer a bênção litúrgica das velas, seguida da procissão, a única procissão de velas prescrita pela Liturgia.

Preparemo-nos para participarmos nesta festa, apresentando-nos também nós, na presença do Senhor, de alma purificada.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, humildemente Vos suplicamos que, assim como o vosso Filho Unigénito foi neste dia apresentado no templo, revestido da natureza humana, assim também, de alma purificada, nos apresentemos diante de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A passagem do livro do Profeta Malaquias que vamos ouvir anuncia a vinda ao Templo do Senhor do Universo esperado pelo povo de Israel.

 

Malaquias 3, 1-4

2Assim fala o Senhor Deus: «Vou enviar o meu mensageiro, para preparar o caminho diante de Mim. Imediatamente entrará no seu templo o Senhor a quem buscais, o Anjo da Aliança por quem suspirais. Ele aí vem – diz o Senhor do Universo –. 2Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda, quem resistirá quando Ele aparecer? Ele é como o fogo do fundidor e como a lixívia dos lavandeiros. 3Sentar-Se-á para fundir e purificar: purificará os filhos de Levi, como se purifica o ouro e a prata, e eles serão para o Senhor os que apresentam a oblação segundo a justiça. 4Então a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.

 

A leitura do profeta Malaquias é um pequeno extracto da passagem (2, 17 – 3, 5) relativa aos tempos escatológicos – o dia do Senhor –, em que se dará uma radical purificação do sacerdócio («os filhos de Levi», v. 3).

1 «Anjo da Aliança». Ele é o próprio Senhor «por quem suspirais». A profecia teve o seu pleno cumprimento em Jesus Cristo, o Filho de Deus enviado à terra. A vinda deste «Anjo da Aliança» será preparada por um «mensageiro», que, segundo a interpretação dada em Mt 11, 10, é João Baptista, o Precursor. Daqui procede o uso da Liturgia, que dá o título de Santo Anjo a Cristo.

Tenha-se em conta que, por vezes, no Antigo Testamento, se designa com o nome de Anjo o próprio Deus que se manifesta: assim em Gn 16, 7.13 e Ex 3, 2, etc.. Nestes casos, «anjo» não tem o sentido corrente de enviado de Deus, mas o de presença ou manifestação visível de Deus.

 

Salmo Responsorial    Salmo 23 (24), 7.8.9.10 (R. 10b)

 

Monição: O Salmo 23 canta a glória e o triunfo do Salvador.

 

Refrão:        O Senhor do Universo é o Rei da Glória

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor forte e poderoso,

o Senhor poderoso nas batalhas.

 

Levantai, ó portas, os vossos umbrais,

alteai-vos, pórticos antigos,

e entrará o Rei da glória.

 

Quem é esse Rei da glória?

O Senhor dos Exércitos,

é Ele o Rei da glória.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 32

 

Monição: Aclamemos o Evangelho, cantando jubilosamente o Aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Luz para se revelar às nações

e glória de Israel, vosso povo.

 

 

Evangelho *

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Lucas 2, 22-40      Forma breve: São Lucas 2, 22-32

 

22Ao chegarem os dias da purificação, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, para O apresentarem ao Senhor, 23como está escrito na Lei do Senhor: «Todo o filho primogénito varão será consagrado ao Senhor», 24e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, como se diz na Lei do Senhor. 25Vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão, homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele. 26O Espírito Santo revelara-lhe que não morreria antes de ver o Messias do Senhor 27e veio ao templo, movido pelo Espírito. Quando os pais de Jesus trouxeram o Menino para cumprirem as prescrições da Lei no que lhes dizia respeito, 28Simeão recebeu-O em seus braços e bendisse a Deus, exclamando: 29«Agora, Senhor, segundo a vossa palavra, deixareis ir em paz o vosso servo, 30porque os meus olhos viram a vossa salvação, 31que pusestes ao alcance de todos os povos: 32luz para se revelar às nações e glória de Israel, vosso povo».

[33O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que d’Ele se dizia. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição – 35e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». 36Havia também uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada 37e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações. 38Estando presente na mesma ocasião, começou também a louvar a Deus e a falar acerca do Menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Cumpridas todas as prescrições da Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 40Entretanto, o Menino crescia e tornava-Se robusto, enchendo-Se de sabedoria. E a graça de Deus estava com Ele.]

 

A ida de Maria a Jerusalém para cumprir a lei da purificação das parturientes (Lv 12) serve de ocasião para que José e Maria procedam a um gesto que não estava propriamente prescrito pela Lei. Apresentar ali o Menino ao Senhor é um gesto de oferta que mostra que Ele não lhes pertence e que se sentem meros depositários dum tesoiro de infinito valor. Pode também ver-se o sentido de imitação do gesto de Ana, mãe de Samuel (Sam 1, 11.22-28). Mas se a lei não preceituava a «apresentação», obrigava ao resgate do primogénito varão (não pertencente à tribo de Levi). Segundo Ex 13, o primogénito animal devia ser oferecido em sacrifício, ao passo que o primogénito humano devia ser resgatado, tudo isto em reconhecimento pelos primogénitos dos israelitas não terem sido sacrificados juntamente com os dos egípcios. O preço do resgate eram 5 siclos do santuário. Cada siclo de prata, no padrão do santuário, constava de vinte grãos com o peso total de 11,4 gramas. S. Lucas não fala deste resgate de 57 gramas de prata, que podia ser pago a qualquer sacerdote em qualquer parte da nação judaica; o evangelista apenas faz uma referência genérica ao cumprimento da Lei (v. 23; cf. Ex 13, 2.12-13).

24 A lei da purificação atingia toda a parturiente, a qual contraía impureza legal durante 7 dias, se dava à luz um rapaz, (Ex 12, 28, mas a jurisprudência judaica já tinha acrescentado mais 33 dias, um total de 40) e durante 14 dias, se tinha uma menina (tinha subido na época para 80 dias). No fim desse tempo, devia ser declarada pura mediante a oferta no templo duma rês menor (podia ser um cordeiro) e duma pomba ou rola. Quando a mãe não dispunha de meios para oferecer uma rês menor, podia oferecer um par de pombas ou rolas, como aqui se refere.

Tenha-se em conta que a «impureza legal ou ritual» não incluía a noção de pecado, ou de impureza moral. De modo particular todas as coisas relativas à transmissão da vida, mesmo no caso de serem moralmente boas, como a maternidade e o uso legítimo do matrimónio, ou moralmente indiferentes, como a menstruação e a polução nocturna, tornavam a pessoa impura, isto é, inapta para o culto de Deus Santo. A razão disto estava no carácter sagrado da vida e da sua transmissão. Parece que tudo isto implicava alguma perda de vitalidade, que devia ser reparada mediante certos ritos, para de novo poder entrar em comunhão com Deus, a plenitude e a fonte da vida. Estas leis tinham uma finalidade eminentemente didáctica: o povo de Israel era um povo santo, especialmente dedicado a Deus e ao seu culto, e em comunhão com Ele (cf. Ex 19, 5-6; Lv 19, 2). Todas as normas de pureza ritual faziam-no tomar constantemente consciência das suas relações particularíssimas com Deus e do sentido cultual da sua vida diária. A verdade é que a frequência e abundância dos ritos nem sempre foi alicerçada num coração dedicado a Deus, tendo degenerado no formalismo religioso tão denunciado pelos profetas e por Jesus Cristo (cf. Is 29, 13; Mt 15, 7-9).

Em face disto, o rito da Purificação de Maria, não pressupõe a aparência sequer de qualquer imperfeição moral ou legal da parte da SSª Virgem, como se poderia pensar. O gesto de Maria aparece como uma singular lição de naturalidade, de obediência e de pureza, cumprindo uma lei a que não estava sujeita, por ser a aeiparthénos, a sempre Virgem; Maria, a tão privilegiada, não quer para si um regime de excepção e privilégio.

25 «Simeão», de quem não temos mais notícias (em parte nenhuma se diz que era velho), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas), mas o verdadeiro Salvador – «a consolação de Israel». Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27). Há quem o considere filho do grande rabino Hillel e pai do célebre Gamaliel I (Vacari; cf. Act 5, 34; 22, 3), mas sem provas convincentes.

33 A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal.

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual» («se levantem»), ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem («muitos caiam»).

36-37 Põe-se em relevo a sua longa viuvez, como algo digno de veneração.

38 Não se afasta do Templo: hipérbole para indicar a frequência diária.

39 Este v. corresponde a Mt 2, 23, mas Lucas não relata aqui a fuga para o Egipto.

40 A Teologia explicita que «o Menino crescia», não só na manifestação da sabedoria, mas também no conhecimento experimental.

 

Sugestões para a homilia

1. Cristo, Luz do mundo.

Esta festa da Apresentação é uma festa litúrgica fixada desde a antiguidade quarenta dias depois do Natal, baseando-se no que prescrevia a Lei hebraica para o nascimento de cada primogénito (cfr. Ex 13,2). Maria e José foram seus fiéis cumpridores, como acabámos de ouvir na proclamação do Evangelho.

Tradições do Oriente e do Ocidente enriqueceram esta festa com uma especial procissão, na qual a luz dos círios e das velas simboliza Cristo, Luz verdadeira que veio iluminar o seu povo e todas as nações. Está, pois, relacionada com o Natal e a Epifania do Senhor e, ao mesmo tempo, é uma ponte para a Páscoa, conforme nos sugere a profecia do velho Simeão, referente ao dramático destino do Messias e de sua Mãe, cuja alma será trespassada por uma espada.

O evangelista S. Lucas recorda este acontecimento, dizendo-nos que quem recebeu Jesus no Santuário de Jerusalém foram duas pessoas idosas cheias de fé e do Espírito Santo, Simeão e Ana. Simeão recebeu Jesus nos seus braços e bendisse a Deus, exclamando: “Agora, Senhor…deixareis ir em paz o vosso servo, porque os meus olhos viram a vossa salvação, que pusestes ao alcance de todos os povos: luz para se revelar às nações…”(Lc 2, 32). Cristo é profetizado como a Luz que tira da escuridão o mundo mergulhado nas trevas.

A luz, na linguagem habitual, é símbolo de vida (“dar à luz”, “ver a luz pela primeira vez” são expressões intimamente ligadas ao nascimento), de verdade (“caminhar às escuras” é sinónimo de ignorância e de confusão), de amor. As trevas, pelo contrário, indicam solidão, erro, desorientação. Cristo é a Vida do mundo e de todo o homem, Luz que ilumina a terra inteira, Verdade que salva e liberta, Amor que leva à plenitude.

2. Os cristãos: chamados a ser “sal” e “luz” do mundo.

Cristo é a salvação e a esperança para cada homem. Nós estamos chamados a anunciá-Lo com a nossa existência diária; devemos ser “sal” e “luz” para os homens e as mulheres de hoje; com a nossa vida exemplar devemos reflectir a luz de Cristo e ser “fermento” de esperança para a humanidade; devemos ser luz e conforto para cada pessoa que encontremos no nosso caminho.

Como velas acesas, estamos chamados a arder com o fogo do amor de Cristo que levamos no nosso coração, a consumir-nos por Ele, difundindo em toda a parte o Evangelho do seu amor. Graças ao nosso testemunho de cristãos coerentes e conscientes, também os olhos de tantos homens e mulheres do nosso tempo poderão ver a salvação preparada pelo nosso Deus “para todos os povos, luz para iluminar as nações, e glória do povo de Israel”.

A liturgia desta festa lembra-nos que a nossa vida cristã tem que ser uma oferta ao Senhor, para participarmos na missão de Cristo recebida no dia do nosso Baptismo; com a nossa vibração apostólica devemos contagiar os outros com a luz de Cristo. O que o Senhor nos pede é que ofereçamos o trabalho de cada dia, um sorriso no meio das nossas dores, das nossas fadigas, que sejamos amáveis e compreensivos… Nossa Senhora acompanha a sua oferenda com outra de tão pequeno valor - “um par de rolas ou duas pombinhas”; também nós não temos mais que umas pequenas ofertas: “Uma gota de água, por si só, não é mais que água; mas lançada num cálice com vinho ganha mais nobreza e transforma-se em vinho; e assim as nossas obras, que por ser nossas são de pouco valor, juntas com as obras de Cristo ganham um valor inestimável, por razão da graça que n’Ele se nos dá”(Frei Luís de Granada).

Que a Virgem Maria e S. José nos acompanhem sempre e na hora da nossa morte nos apresentem em Seus braços a Jesus Cristo no Céu para sermos felizes eternamente.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

Neste dia em que Jesus é apresentado no Templo

para ser oferecido ao Senhor,

suba a nossa oração a deus Pai todo-poderoso

pelo bem-estar de toda a humanidade,

que Cristo veio libertar com a sua presença

e resgatar com o seu sacrifício.

Digamos todos:

 

    Ouvi-nos, Senhor!

 

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

    para que anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

    e façam brilhar diante dos homens a Sua luz,

    oremos irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

    para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

    promovam sempre a verdade, a justiça e a paz,

    oremos, irmãos.

 

3.  Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

    para que glorifiquem a Deus em suas vidas,

    como templos que são do espírito Santo,

    oremos, irmãos.

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4   Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

    para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

    e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

    oremos, irmãos.

 

5.        Por todos os fiéis defuntos,

    para que, por intercessão de Maria,

    alcancem de Deus a misericórdia,

    oremos, irmãos.

 

6.  Por todos nós aqui presentes,

    para que saibamos prestar culto a Deus

    em espírito e verdade,

    e tenhamos um coração puro e um coração generoso,

    por intercessão da Virgem Imaculada,

    oremos, irmãos.                      

 

Deus todo-poderoso e eterno,

que recebestes hoje no Vosso templo a Jesus Cristo, Vosso Filho,

que se oferecia por nós,

dignai-Vos escutar as nossas súplicas

e receber a homenagem da nossa humilde gratidão.

Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Hoje, ao templo do Senhor, A. Cartageno, NRMS 88

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que na vossa bondade quisestes que o vosso Filho Unigénito Se oferecesse a Vós como Cordeiro sem mancha pela vida do mundo, fazei que Vos seja agradável a oblação da vossa Igreja em festa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

Cristo, luz das nações

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Hoje o vosso Filho, eterno como Vós, é apresentado no templo e proclamado pelo Espírito Santo glória de Israel e luz das nações. Por isso, vamos com alegria ao encontro do Salvador e com os Anjos e os Santos proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, imolado por nós e ressuscitado para nossa salvação, e elevado para a glória do Pai, é penhor de glória futura. Ele promete-nos a participação na sua própria Ressurreição e glória celeste, no Reino de Seu Pai, se participarmos também na sua Paixão, levando com amor a nossa cruz de todos os dias.

Comunguemos, pois, com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

Cântico da Comunhão: Cantemos todos em coro, Az. Oliveira, NRMS 88

Lc 2, 30-31

Antífona da comunhão: Os meus olhos viram a salvação que oferecestes a todos os povos.

 

Cântico de acção de graças: Felizes os que habitam na vossa casa, M. Valença, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que respondestes à esperança do santo Simeão, confirmai em nós a obra da vossa graça: assim como lhe destes a alegria de receber em seus braços, antes de morrer, a Cristo vosso Filho, concedei que também nós, fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus Cristo veio do Céu à terra como Luz do mundo. Ele quer que também nós sejamos luz para iluminar os caminhos dos homens, nossos irmãos. Com a graça do Senhor, a intercessão de Nossa Senhora e as nossas boas obras ajudemos todos os homens a caminharem felizes para o Reino da eterna glória.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 3-II: As missões de David e João Baptista

Sir 47, 2-11 / Mc 6, 14-19

David foi escolhido entre os filhos de Israel. Em todas as suas obras rendeu homenagem ao Altíssimo.

David foi escolhido por Deus (Leit.), e está contado entre os antepassados de Jesus, a quem chamavam filho de David. A oração de David é uma adesão fiel à promessa divina, confiança amorosa e alegre no único Rei e Senhor.

De igual modo, João Baptista foi escolhido como precursor imediato de Jesus e enviado para lhe preparar o caminho: «dá testemunho dele pela sua pregação, pelo baptismo de conversão e, finalmente, pelo seu martírio (Ev.)» (CIC, 523). Ambos dedicaram as suas vidas ao serviço do Senhor.

 

Sábado, 4-II: O ofício do bom Pastor.

1 Re 3, 4-13 / Mc 6, 30-34

Jesus encheu-se de compaixão por aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor.

Para que as pessoas se não perdessem, Jesus dedica imenso tempo a instrui-los (Ev.). E, mais tarde, derramou o seu Sangue, para que tivessem vida. Salomão, para poder governar bem o povo que lhe fora confiado pelo Senhor, pede o que é mais importante: um coração inteligente, que pudesse ajudar a discernir o bem do mal (Leit.).

Pelo sangue derramado, Cristo é o grande Pastor. Meditando nesta sua entrega, procuremos cumprir sempre a sua vontade. E deixemos também que Ele nos instrua com a sua Palavra (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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