4º Domingo Comum

29 de Janeiro de 2012

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sl 105, 47

Antífona de entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vimos mais uma vez ao encontro de Jesus, que nos vai falar. Ele é o Filho de Deus que veio habitar entre nós, que é Deus connosco.

 

Preparemo-nos, avivando a nossa fé e o nosso amor. Limpemos o nosso coração pelo arrependimento sincero.

 

oração colecta: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor enviou os seus mensageiros na pessoa dos profetas e sobretudo de Seu Filho.

Todos têm obrigação de os escutar.

 

Deuteronómio 18, 15-20

Moisés falou ao povo, dizendo: 15«O Senhor teu Deus fará surgir no meio de ti, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deveis escutar. 16Foi isto mesmo que pediste ao Senhor teu Deus no Horeb, no dia da assembleia: 'Não ouvirei jamais a voz do Senhor meu Deus, nem verei este grande fogo, para não morrer'. 17O Senhor disse-me: 'Eles têm razão; 18farei surgir para eles, do meio dos seus irmãos, um profeta como tu. Porei as minhas palavras na sua boca e ele lhes dirá tudo o que Eu lhe ordenar. 19Se alguém não escutar as minhas palavras que esse profeta disser em meu nome, Eu próprio lhe pedirei contas. 20Mas se um profeta tiver a ousadia de dizer em meu nome o que não lhe mandei, ou de falar em nome de outros deuses, tal profeta morrerá'».

 

Estamos perante um texto verdadeiramente institucional do profetismo em Israel. Moisés não é simplesmente o libertador da escravidão do Egipto e o legislador e organizador do povo, mas é tido como o primeiro e o modelo de todos os profetas (cf. Dt 34, 10). O contexto dos vv. 19-22 deixa ver que profeta tem aqui um sentido colectivo; alude-se à permanência do carisma profético ao longo da história do povo. Mas também se pode incluir aqui o próprio Messias, como reconhecia a tradição judaica no tempo de Jesus, concretamente os manuscritos de Qumrã (1 QS 9). O v. 18 é citado textualmente no discurso de Pedro no Templo (Act 3, 20-23) e em S. João Jesus é chamado «o Profeta» (Jo 6, 14; 7, 40; cf. 1, 21.45). Jesus cumpre esta profecia de modo eminente.

 

Salmo Responsorial    Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8)

 

Monição: O salmo convida-nos a escutar a voz do Senhor. Ele continua a falar-nos em cada missa. Não podemos fechar o nosso coração.

 

Refrão:        Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,

                     não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus, nosso Salvador.

Vamos à sua presença e dêmos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou;

pois Ele é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,

onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo exalta o caminho da virgindade, que permite uma disponibilidade maior para servir ao Senhor e aos outros.

 

1 Coríntios 7, 32-35

Irmãos: 32Não queria que andásseis preocupados. Quem não é casado preocupa-se com as coisas do Senhor, com o modo de agradar ao Senhor. 33Mas aquele que se casou preocupa-se com as coisas do mundo, com a maneira de agradar à esposa, 34e encontra-se dividido. Da mesma forma, a mulher solteira e a virgem preocupam-se com os interesses do Senhor, para serem santas de corpo e espírito. Mas a mulher casada preocupa-se com as coisas do mundo, com a forma de agradar ao marido. 35Digo isto no vosso próprio interesse e não para vos armar uma cilada. Tenho em vista o que mais convém e vos pode unir ao Senhor sem desvios.

 

Na continuação do texto do passado Domingo, S. Paulo continua a fazer a apologia do celibato por amor do Senhor. Aqui recorre a outro argumento a favor: «aquele que se casou… encontra-se dividido» (v. 34). Mesmo que a pessoa casada ame o seu cônjuge por amor de Deus, com um amor recto e puro, sem mistura de egoísmo, a verdade é que nela se produz uma inevitável divisão afectiva, para além do facto de não dispor de tanto tempo para dedicar só a Deus. S. Paulo louva e encarece o celibato por amor do Reino, mas sem o impor (cfr. vv-25-26.38.40). O Magistério da Igreja definiu solenemente a superioridade do celibato apostólico sobre o matrimónio, mas isto não quer dizer que os casados não estejam chamados igualmente à santidade, nem que não possam vir a ser até mais santos do que muitos que vivem o celibato apostólico; o que sucede é que estes arrancam de um escalão mais elevado rumo à santidade – a entrega dum coração indiviso –, embora possa suceder que não cheguem tão alto como muitos casados podem chegar. Convém sublinhar que este ensinamento paulino é original e está ao arrepio da mentalidade da época, nada tendo que ver com o desprezo pelo corpo, pela mulher e pelo matrimónio, próprio do maniqueísmo posterior; a mentalidade da época era avessa à continência e até à castidade em geral; o celibato praticado pelo insignificante grupo dos essénios era um fenómeno isolado e sem qualquer impacto. O apreço de Paulo pela santidade do matrimónio leva-o a propô-lo como imagem da união entre Cristo e a Igreja (cf. 2 Cor 11, 2; Ef 5, 21-33).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 4, 16

 

Monição: Jesus fala com autoridade porque é o Filho de Deus. Vamos escutá-Lo com fé e alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz;

para aqueles que habitavam na sombria região da morte uma luz se levantou.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 21-28

21Jesus chegou a Cafarnaúm e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, 22todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. 23Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: 24«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». 25Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». 26O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. 27Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!» 28E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

 

O final do texto da leitura evangélica de hoje (v. 27) põe em evidência dois aspectos notáveis: a autoridade de Jesus e o seu poder sobre os demónios. Jesus ensina uma «nova doutrina» – é a novidade do Evangelho – e «com que autoridade!». Não era «como os escribas» (v. 22); de facto, estes limitavam-se a repetir as lições que procediam da tradição rabínica, a lei oral atribuída a Moisés. Jesus não é um repetidor, ainda que frequentemente recorra aos ensinamentos dos mestres de Israel (cf. Strack-Billerbeck), nunca os cita e as suas palavras sempre estão iluminadas por um espírito novo. Nunca apela para os mestres rabínicos e, quando apela para Moisés, atreve-se a acrescentar: «Eu, porém, digo-vos».

O outro aspecto é o poder sobre os demónios. Que o demónio existe não se pode pôr em dúvida. Que as doenças eram então atribuídas ao demónio também é verdade. Que todas as vezes que Jesus cura um endemoninhado, o que faz é simplesmente curar algum tipo de doença psíquica era o que em 1779 escrevia o protestante J. S. Semler e alguns hoje repetem, sem que o possam provar. Recentemente a Igreja católica publicou o ritual dos exorcismos, onde aparecem orações que qualquer pessoa pode rezar para se livrar do demónio e onde estão os exorcismos propriamente ditos que só se podem fazer com autorização da autoridade diocesana e só depois de esgotados todos os recursos humanos de ciência médica.

24-25 «Eu sei quem Tu és: o Santo de Deus» Não é uma confissão de fé do demónio, mas um expediente para captar o favor de Jesus, que o Evangelista regista para mostrar quem é Jesus. «Cala-te e sai desse homem» é a forma original que Jesus emprega para expulsar demónios, ao invés dos exorcistas tradicionais, que se serviam de várias técnicas complicadas e demoradas; a palavra de Jesus encerra um poder divino, pois para Deus basta dizer, para que se faça o que Ele quer (cf. Gen 1).

 

Sugestões para a homilia

 

Ensinava com autoridade

Cala-te e sai desse homem

Agradar ao Senhor

 

Ensinava com autoridade

No evangelho de hoje vemos Jesus a ensinar na sinagoga de Cafarnaúm. As pessoas estavam admiradas com a Sua doutrina e também porque ensinava com autoridade.

Jesus não é apenas um mestre como havia muitos em Israel. Não é sequer mais um profeta de Deus como os do Antigo Testamento. Ele é o Messias prometido, É o Unigénito de Deus que veio à terra para nos ensinar tudo o que devemos saber e fazer para nos salvar.

A Carta aos Hebreus diz, logo a começar: «Deus tendo falado antigamente a nossos pais pelos profetas nestes tempos que são os últimos falou-nos por Seu Filho, a quem conferiu o domínio de todas as coisas, tendo também por meio dele criado o Universo» (Heb.1,1-2).

Na primeira leitura Moisés anunciava ao povo de Israel que Deus iria mandar-lhes um profeta como ele. O Senhor dar-lhe-ia toda a autoridade para falar em Seu nome e pediria contas a quem não o escutasse. Depois de Moisés Deus foi enviando muitos profetas para falarem em Seu nome, revelando os mistérios de Deus, anunciando a vinda do Messias, convidando o povo a arrepender-se dos seus pecados.

Jesus é esse profeta por excelência, anunciado por Moisés, porque é o próprio Filho de Deus que veio revelar-nos tudo o que o Pai queria que soubéssemos, para fazermos parte da Sua família cá na terra e um dia vivermos com Ele no Céu para sempre.

Temos obrigação de escutar a Jesus, de guardar a Sua Palavra, de vivê-la em nossa vida diária. ”Se guardardes a minha palavra – disse Ele – sereis verdadeiramente Meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres» (Jo 8, 31-32).A verdadeira liberdade é-nos ensinada e concedida por Jesus. A Sua Palavra torna-nos verdadeiramente livres, senhores de nós mesmos e não escravos das nossas más inclinações.

«Se alguém Me ama -disse também - guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, nós viremos a Ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14,23).Vivendo a palavra de Jesus entramos na amizade de Deus, somos Seus filhos em Jesus e tornamo-nos templos vivos de Deus.

Cala-te e sai desse homem

Temos inimigos a desviar-nos de Jesus: as nossas más inclinações, resumidas nos sete vícios capitais. Temos a influência dos outros para o mal, com os seus maus exemplos e seus maus conselhos. Mas temos sobretudo os ataques dos demónios, que procuram enganar-nos e afastar-nos de Deus.

Jesus tem mais poder que todos eles, como ouvíamos no Evangelho. Temos de acudir a Jesus para vencer os seus enganos guiados pelos Seus ensinamentos e apoiados na Sua graça, que não nos faltará se empregarmos os meios.

S.Pedro avisava os primeiros cristãos: «Irmãos sede sóbrios e vigiai, porque o demónio, o vosso adversário, anda à vossa volta como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé» (1 Ped.5,8-9).O demónio é uma realidade e não um papão para meter medo aos meninos. Procura enganar-nos e perder-nos. Uma vitória muito importante para ele foi convencer muitos cristãos que ele não existia. Assim ficam à sua mercê.

É significativo que o espírito impuro do evangelho de hoje estava a dizer verdades, proclamava que Jesus era o Messias. O Senhor manda-o calar e depois expulsa-o daquele homem. Ensina-nos que não podemos dar conversa a Satanás, que é o pai da mentira, que sabe enganar-nos facilmente se lhe abrirmos a porta.

Mesmo que viesse com a bíblia na mão a falar-nos de Deus, não devemos escutá-lo.

Mesmo que viesse a prometer-nos saúde, ou livrar-nos duma desgraça qualquer, não devíamos aceitar. Porque quer a nossa desgraça, servindo-se disso para nos afastar de Deus.

 Os que vão à bruxa, aos adivinhos e outras superstições hoje tão espalhadas cometem pecado grave acreditando em quem os engana e atribuindo poderes sobrenaturais a quem os não tem.

Mesmo que nos dessem coisas importantes só poderiam vir do demónio e não devemos aceitá-las. O demónio é sempre o grande inimigo que pretende levar-nos para a perdição eterna.

Vale a pena lembrar um caso que se passou com S.João da Cruz. Vivia no convento de Nossa Senhora da Graça, em Ávila, uma religiosa que tinha entrado muito jovem e espantava toda a gente pelo modo extraordinário como explicava a Sagrada Escritura. Não tinha estudado. As superioras estavam preocupadas com este facto estranho e procuraram que fosse examinada por alguns teólogos competentes, mas nada descobriram de suspeito.

Chamaram S.João da Cruz que pediu à religiosa que traduzisse as palavras do Evangelho de S.João: Verbum caro factum est et habitavit in nobis.

– O filho de Deus fez-se homem e viveu convosco -traduziu logo a religiosa.

– Mentes – replicou Fr.João. As palavras não dizem convosco mas sim connosco.

– É como digo – insistiu ela – porque não se fez homem para viver connosco mas convosco.

Não havia dúvida, o demónio falava pela boca da jovem. (Cfr.P.CRISÓGONO DE JESUS,Vida de S.João da Cruz).O demónio é capaz de se transformar em anjo de luz. Temos de ter cuidado com os seus enganos.

Agradar ao Senhor

Temos de amar a Jesus na vida de cada dia, fiando-nos nele, guardando a Sua palavra, vivendo como filhos de Deus cá terra. Cada um pelo seu caminho. Todos são chamados à santidade: solteiros e casados, jovens e velhos, sábios e ignorantes. Cada um no lugar, na profissão, no estado de vida em que Deus o colocou.

Na segunda leitura S.Paulo fala-nos do caminho da virgindade, da consagração total ao Senhor para viver mais inteiramente para Ele, como Nossa Senhora e S.José e como tantos homens e mulheres de todos os tempos. Esse caminho de renúncia ao matrimónio permite ao homem ou à mulher uma entrega mais completa ao serviço de Deus e ao serviço dos outros.

Os sacerdotes que se entregam ao Senhor no celibato podem estar mais disponíveis para o serviço das almas. Por isso a Igreja continua a exigir aos candidatos ao sacerdócio essa entrega. E não menos felizes que os seguem o caminho do matrimónio.

S.Paulo não condena o casamento. Também ele é caminho de santidade. Também os casados têm uma missão indispensável na vida da Igreja e do mundo. Mas isso não tira a superioridade da virgindade no serviço do Senhor. «Aquele que dá em casamento a sua filha procede bem e aquele que não a dá em casamento procede melhor» (1 Cor 7, 38).

Peçamos a Nossa Senhora e a S.José muitas vocações religiosas e sacerdotais para servirem ao Senhor e as almas e a fidelidade a essa vocação. Peçamos também por todos os que foram chamados ao matrimónio para que saibam santificar-se na vida de casados, no amor generoso um ao outro e aos filhos, servindo fielmente a Deus e vivendo a chamada à santidade. Como os pais de Santa Teresa d0 Menino Jesus, já beatificados pela Igreja.

 

Fala o Santo Padre

 

«A cruz de Cristo será a ruína do demónio.»

Este ano, nas celebrações dominicais, a liturgia propõe à nossa meditação o Evangelho de São Marcos, do qual uma característica singular é o chamado "segredo messiânico", ou seja, o facto de que Jesus não quer entretanto que se saiba, fora do grupo restrito dos discípulos, que Ele é Cristo, o Filho de Deus. Eis, então, que admoesta diversas vezes quer os apóstolos, quer os doentes que Ele cura, que não revelem a ninguém a sua identidade. Por exemplo, o trecho evangélico deste domingo (cf. Mc 1, 21-28) narra de um homem possuído pelo demónio, que de repente se põe a gritar: "O que queres de nós, Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei que Tu és o Santo de Deus!". E Jesus intima-o: "Cala-te! Sai dele!". E imediatamente, observa o evangelista, com gritos dilacerantes, o espírito maligno saiu daquele homem. Jesus não só expulsa os demónios das pessoas, libertando-as da pior escravidão, mas impede que os demónios revelem a sua identidade. E insiste sobre este "segredo", porque está em jogo o bom êxito da sua própria missão, da qual depende a nossa salvação. Com efeito, sabe que para libertar a humanidade do domínio do pecado, Ele deverá ser sacrificado na cruz como verdadeiro Cordeiro pascal. O demónio, por sua vez, procura distraí-lo em vista de o desviar ao contrário para a lógica humana de um Messias poderoso e com sucesso. A cruz de Cristo será a ruína do demónio, e é por isso que Jesus não cessa de ensinar aos seus discípulos que para entrar na sua glória deve sofrer muito, ser rejeitado, condenado e crucificado (cf. Lc 24, 26), dado que o sofrimento faz parte integrante da sua missão.

[…] A Virgem Maria conservou no seu coração de mãe o segredo do seu Filho, compartilhou a hora dolorosa da paixão e da crucifixão, sustentada pela esperança da ressurreição. A Ela confiemos as pessoas que se encontram no sofrimento e quem se compromete diariamente no seu apoio, servindo a vida em todas as suas fases: pais, agentes no campo da saúde, sacerdotes, religiosos, investigadores, voluntários e muitos outros. Oremos por todos.

Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 1 de Fevereiro de 2009

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa. Um dos fins da Eucaristia é pedir. Na oração universal apresentamos com Jesus ao Pai as necessidades de todos os homens. Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança:

 

1-Pela Santa Igreja Católica,

para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens,

que nos convida a conhecer e amar a Deus cada dia mais, oremos ao Senhor

 

2-Pelo Santo Padre,

para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo

e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que se gastem generosamente ao serviço das almas

e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

 

4-Por todos os cristãos,

para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo,

e nela se encham da força e da alegria de Cristo, que nos convida à santidade, oremos ao Senhor.

 

5-Para que aumentem em toda a Igreja as vocações de entrega total ao Senhor

e os casados saibam viver o matrimónio como caminho de santidade, oremos ao Senhor.

 

6-Pelos jovens de todo o mundo e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que,

seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

 

7-Para que todos os cristãos procurem com mais fé e assiduidade o Sacramento da Confissão,

onde o Espírito Santo renova os corações pelo perdão de Deus, oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia, fazei-nos viver da vida nova em Cristo.

Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvai o nosso Deus, F. da Silva, NRMS 60

 

Oração sobre as oblatas: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós sobretudo na comunhão. Saibamos acolhê-Lo com a fé, a humildade e o amor de Nossa Senhora.

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Sl 30, 17-18

Antífona da Comunhão: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

Ou:    Mt 5, 3-4

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

 

Cântico de acção de graças: Exulta de alegria no Senhor, M. Carneio, NRMS 21

 

Oração depois da Comunhão: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a palavra de Jesus e guiar por ela o nosso viver, obedecendo fielmente à vontade do Pai como Ele fez. Servindo alegremente a Deus e aos outros à nossa volta.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO ADVENTO

 

4ª SEMANA

 

Homilias Feriais

 

 

2ª Feira, 30-I: A fé e os males humanos.

2 Sam 15, 13-14. 30; 16, 5-13 / Mc 5, 1-20

Narraram o que havia sucedido ao possesso e o que se passara com os porcos. Começaram então a pedir a Jesus que se retirasse do seu território.

Os gerasenos pedem a Jesus que se retire do seu território porque, para salvar dois homens, tinham morrido dois mil porcos (Ev.). Pelo contrário, o rei David aceita todas as pedradas e insultos que lhe são dirigidos, como permitidos por Deus: «Deixa-o amaldiçoar: foi o Senhor quem lho ordenou» (Leit.).

É muito frequente que a lógica de Deus não coincida com a dos homens. Só a fé nos ajudará a descobrir a mão de Deus, por detrás do que chamamos males humanos. Aproveitemos os males desta vida para sermos mais felizes na vida eterna.

 

3ª Feira, 31-I: Cristo ‘toca-nos’ para nos curar.

2 Sam 18, 9-10. 14. 24-25. 30-19, 4 / Mc 5, 21-43

Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar nas vestes, ficarei curada.

A oração dirigida a Jesus foi por Ele atendida durante o seu ministério público: «Jesus atende a oração de fé expressa em palavras (a de Jairo: Ev.), ou feita em silêncio (a da hemorroissa: Ev)» (CIC, 2616). Ele continua a responder sempre à oração, quando ela é feita com fé: «Minha filha, foi a tua fé que te salvou».

O Senhor também nos toca, através dos sacramentos, especialmente na Eucaristia e na Penitência: «Por isso, nos sacramentos, Cristo continua a ’tocar-nos’ para nos curar» (CIC, 1504).

 

4ª Feira, 1-II: As ofensas e a contrição.

2 Sam 24, 2. 8-17 / Mc 6, 1-6

 (Jesus) não pode ali fazer qualquer milagre. Estava admirado com a falta de fé daquela gente.

Jesus entristece-se com a falta de fé dos seus conterrâneos (Ev.). Também David, por falta de confiança no Senhor, quis saber com quantos guerreiros podia contar para os seus combates (Leit.). Acabou por reconhecer a sua falta, pediu perdão ao Senhor e aceitou qualquer penitência que lhe fosse imposta.

David é pois um modelo de arrependimento. Quando ofendemos o Senhor não deixemos de recorrer à contrição, que é «uma dor de alma e uma detestação do pecado cometido, com o propósito de não pecar mais no futuro» (CIC, 1452).

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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