Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

01 de Janeiro de 2012

 

Na Oitava do Natal do Senhor

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Senhor, trazei-nos a paz, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja contempla na oitava do Natal, sem desviar os olhos de Cristo, a criatura por meio da qual tão grande mistério se tornou possível. O Filho de Deus encarnou, por obra do Espírito Santo, de Maria, sempre virgem, que por isso é verdadeiramente Mãe de Deus. Comecemos o novo ano dizendo, agradecidos, a Nossa Senhora: Santa Maria, Mãe de Deus rogai por nós para que percorramos estes dias santamente.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A fórmula de bênção utilizada pelos hebreus, especialmente no começo dum novo ano, contem tudo o que nos incluímos no desejo de “um bom ano” nestas datas. Um ano bom é um ano em que nos tornamos mais próximos de Deus porque correspondemos as graças que Ele nos envia.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial    Salmo 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: Rezemos o salmo responsorial com agradecimento a Deus pelos dons recebidos no ano que acabou e peçamos que nos abençoe no novo ano.

 

Refrão:        Deus Se compadeça de nós

                e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo lembra aos gálatas o caminho seguido por Deus para nos redimir: o Filho de Deus se fez homem, nascendo de uma mulher, Maria, para que o homem se tornasse filho de Deus.

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico, parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho        Hebr 1, 1-2

 

Monição: Escutemos, novamente, neste tempo de Natal, a experiência dos pastores de Belém; e deixemos que o nosso coração se comova, agradecido, como o de aqueles homens, louvando Deus por tudo quanto fez connosco.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Muitas vezes e de muitos modos

falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

Nossa Senhora Mãe de Deus

Nossa Senhora Mãe dos filhos de Deus

Nossa Senhora Rainha da paz

 

Nossa Senhora Mãe de Deus

Escutamos, na primeira leitura da Liturgia da Palavra, a fórmula que os sacerdotes de Israel usavam para abençoar o povo no fim das grandes solenidades. Esta bênção era invocada especialmente na festa do ano novo. Por isso, dizia o Santo Padre, “fazendo-nos ouvir esta antiga bênção, no início de um novo ano solar, é como se a liturgia quisesse encorajar-nos a invocar, por nossa vez, a bênção do Senhor sobre o novo ano, que dá os seus primeiros passos, a fim de que ele seja para todos nós um ano de prosperidade e de paz.” (Bento XVI, Vaticano, 1 de Janeiro de 2006). Essa bênção protectora que o Povo eleito implorava de Deus, derramou-se sobre o Mundo, alcançando uma plenitude inimaginável, com o mistério da Encarnação do Filho de Deus. No seu infinito amor «Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher» (2ª leitura), e esse novo modo de estar Deus no mundo, levou o universo temporal à sua plenitude. A grande bênção de Deus para os homens é Jesus Cristo Redentor, nascido de Maria sempre virgem.

A Igreja apresenta-nos, na solenidade que celebramos, essa maravilhosa Mulher da qual nasceu Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado. Desde sempre os cristãos acreditaram na divindade de Jesus e no seu verdadeiro nascimento de Maria. A consequência lógica é que Maria é, e pode ser chamada, verdadeiramente, Mãe de Deus.

“Em Cristo, distinguem-se a sua geração eterna (a sua condição divina, a preexistência do Verbo) e o seu nascimento temporal. Enquanto Deus, é misteriosamente gerado, não criado, pelo Pai ab aeterno, desde sempre; enquanto homem, nasceu, foi gerado, de Santa Maria Virgem. (…) A natureza humana (alma e corpo) e a natureza divina uniram-se na única Pessoa do Verbo. Desde aquele momento, Nossa Senhora, ao dar o seu consentimento aos planos de Deus, converteu-se em Mãe do Filho de Deus encarnado, pois «assim como todas as mães, em cujo seio se gera o nosso corpo, mas não a nossa alma racional, se chamam e são verdadeiramente mães, assim também Maria, pela unidade da Pessoa do seu Filho, é verdadeiramente Mãe de Deus» (Pio XI, Enc. Lux veritatis, 25-XII-1931 12)” (Francisco Fernandez Carvajal, Falar com Deus, VII, nº1).A alegria dos padres conciliares e do povo cristão exteriorizada pelas ruas de Éfeso na noite da proclamação do dogma (cfr., S. Cirilo de Alexandría, Epistolae, 24 (PG 77, 138)) inunda hoje o nosso coração e queremos repetir muitas vezes jubilosamente: Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós.

Nossa Senhora Mãe dos filhos de Deus

O Servo de Deus PauloVI dispôs que a solenidade da Maternidade divina de Maria fosse celebrada no dia 1 de Janeiro. Explica o Santo Padre o lugar preeminente da festa, porque “está destinada a celebrar a parte que Maria teve no mistério da salvação e a exaltar a singular dignidade de que goza a Mãe Santa (...], por quem merecemos receber ao Autor da vida” (Paulo VI, E.A. Marialis cultus, 5 ).

A Maternidade divina de Maria é um privilégio, inimaginável, recebido por Nossa Senhora, mas em ordem à nossa salvação. Pelo baptismo a Santíssima Trindade nos torna filhos de Deus por adopção. Essa nossa filiação é filiação em Cristo; é uma identificação com Cristo pela que somos a Ele incorporados, formando o seu “corpo místico”. Assim identificados com Jesus Cristo, participamos da sua Filiação, mas o que Ele possui por essência, nós temo-lo por participação. Por outra parte, se a graça baptismal nos torna Cristo, torna-nos também filhos de Maria, que é Mãe, por isso, do Filho de Deus e dos filhos de Deus.

Devemos habituar-nos a considerar todos os dias muito frequentemente o amor imenso que Deus tem por nós. Deve comover-nos pensar que nos quis tornar verdadeiramente os seus filhos, e que nunca deixa de nos amar, mesmo quando nós o rejeitamos. Esse amor inclui os solícitos cuidados maternais que nos dispensa Nossa Senhora. Sempre somos infinitamente amados, seja qual for o estado da nossa alma e do nosso coração. Esta verdade é fonte de sólida esperança e de uma alegria indestrutível, que afasta tudo e qualquer desalento ou pessimismo. A alegria cristã não é cega para as próprias culpas e debilidades, mas nunca se cansa de rectificar, de começar de novo, num clima de radiosa juventude. Nada é definitivo na vida de um filho de Deus, e sempre encontra motivos para amar mais, para ser melhor.

Na cidade de Roma ainda existia na década de 1970 um antigo costume que consistia em celebrar a passagem de ano lançando pela janela fora, para a rua, algumas coisas velhas. Junto com o estalar dos foguetes que anunciavam o fim das doze badaladas e o começo do novo ano, ouvia-se também o barulho das velharias que choviam sobre o pavimento. Alguns romanos precavidos costumavam nessa noite colocar os automóveis bem longe das janelas dos prédios.

Não sei se o costume continua a ser vivido, mas sim deveríamos viver, todos, o significado de esse comportamento. O começo de um novo ano é para um filho de Deus um bom motivo para lançar para fora da sua alma os restos do homem velho que lá podem continuar instalados. A melhor passagem do ano é uma boa confissão que ajude a começar o novo período com juventude interior e mais amor a Deus.

Nossa Senhora Rainha da paz

Na bênção sobre o povo que escutamos na primeira leitura, a fórmula concluía com as seguintes palavras: “O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz”

A paz é um bem precioso, dom de Deus, que é prometido ao Povo eleito, mas que só será concedido em plenitude com a chegada do Messias (cfr. Is. 11, 6-9). Nosso Senhor, o Príncipe da paz (cfr. Is. 9,6), traz a paz aos homens desde o seu nascimento (cfr. Luc. 2, 14), e os seus discípulos, os filhos de Deus, são chamados pacificadores, construtores da paz (cfr. Mt, 5,9).

Se o Filho de Deus é o Príncipe da paz, a Mãe do Filho de Deus, é a Rainha da paz. Não nos referimos à paz puramente exterior, mas ao fundamento de toda paz verdadeira, que é a paz do coração, a paz da alma. Só quem está em paz com Deus pode ser verdadeiro construtor da paz com os homens.

A presença da Mãe de Deus na nossa vida é sempre uma presença pacificadora, que serena e alegra a alma. Ela nos introduz no amor de Deus e afasta todos os temores e ressentimentos. Tenhamo-La presente, dirigindo-Lhe muitas frases de carinho filial durante o dia. Hoje podemos repetir com frequência: “Mãe de Deus e nossa Mãe”, “Mãe do Criador”, “Mãe do Salvador”, etc. Mantendo-nos próximos de Maria nada poderá inquietar-nos ou roubar-nos a paz.

Convençamo-nos de que não encontraremos a paz interior fora dos seus fundamentos. Nem os melhores exercícios de relaxação, nem os remédios mais eficazes, à venda nas farmácias, podem alcançar-nos a paz que só o Senhor nos pode dar: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou» (Jo. 14,27).

Conta Casiano a experiência de um monge do deserto em que, de alguma maneira, nos reconhecemos: “ Recordo que quando vivia no deserto, dispunha de uma cana para escrever, que sempre me parecia demasiado grossa ou demasiado fina; tinha também uma faca com o gume muito desafiado, de modo que mal cortava; uma pedra de sílex com a qual nunca conseguia fazer surgir a faísca tão rapidamente como o meu desejo de ler quanto antes; e então sentia eu nascer em mim tais ondas de indignação, que começava a proferir maldições quer contra estes objectos insensíveis, quer contra o próprio satanás.

Isto é uma prova indubitável de que de pouco serve não ter por perto nenhuma pessoa com quem nos irritar, se não alcançamos antes a paciência. A nossa ira desencadear-se-á mesmo contra as coisas inanimadas, quando não houver uma pessoa a quem ferir” (Instituições 8, 17).

Procuremos introduzir Nossa Senhora na nossa vida, e Ela virá sempre acompanhada do seu Filho, o Príncipe da paz. Não esqueçamos os versos simples e verdadeiros de Jacinto Verdaguer, conhecido sacerdote literato:

 

Quem procura o ouro o encontra na mina,

Quem procura o trigo o encontra na espiga,

Quem procura Cristo o encontra em Maria

 

Fala o Santo Padre

 

«Só com a graça do Senhor podemos esperar de novo

que o futuro seja melhor que o passado.»

Neste primeiro dia do ano, sinto-me feliz por transmitir a todos vós, […] os mais fervorosos votos de paz e de todo bem. São votos que a fé cristã torna, por assim dizer, "confiáveis", vinculando-os ao evento que nesses dias estamos a celebrar: a Encarnação do Verbo de Deus, nascido da Virgem Maria. Com efeito, com a graça do Senhor e só com ela podemos sempre esperar de novo que o futuro seja melhor que o passado. De facto, não se trata de confiar numa sorte mais favorável, ou nos modernos entrelaçamentos do mercado e das finanças, mas de esforçar-se para sermos nós mesmos melhores e responsáveis, a fim de poder contar com a benevolência do Senhor. E isto é sempre possível, porque "Deus falou-nos pelo Filho" (Hb 1, 2) e continuamente nos fala mediante a pregação do Evangelho e através da voz da nossa consciência. Em Jesus Cristo o caminho da salvação, que antes de mais é uma redenção espiritual, foi mostrado a todos os homens, e envolve inteiramente o humano, incluindo também as dimensões social e histórica.[…]

Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 1 de Janeiro de 2009

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Com profunda gratidão para com Jesus Cristo,

porque nos deu generosamente a Sua própria Mãe,

apresentemos, por intercessão de Maria a Jesus,

para que Ele as leve ao Pai, as nossas humildes petições.

Cheios de confiança, oremos (cantando):

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

1. Pelos cristãos separados do Oriente, tão devotos de Maria,

para que o seu carinho pela Mãe de Deus e nossa Mãe,

os conduza, quanto antes, à unidade da Igreja de Cristo,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

2. Pelo Papa, princípio e fundamento de unidade da Igreja,

para que a Mãe de Deus que salvou João Paulo II da morte,

defenda o Santo Padre e não o deixe trair pelos inimigos,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.  

 

3. Por todos os que se deixaram enredar no pecado,

para que sintam o desejo do regresso, quanto antes,

aos caminhos da conversão e da fidelidade,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

4. Por todas as associações marianas da Igreja,

para que animem todas as pessoa ao seu alcance

a um amor a Nossa Senhora que dê frutos de apostolado,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

5. Por todas as pessoas que se purificam, depois da morte,

para que, por intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Deus,

A contemplem, quanto antes, na glória da Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

6. Pelos sacerdotes que servem, no mundo, a Igreja de Jesus,

para que sintam, neste Ano Sacerdotal que celebramos,

a nossa estima e ajuda pela oração e pela ajuda filial,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

 

Senhor, que adornastes de virtudes e dons Maria Santíssima,

atendendo a que Ela seria a Mãe do Vosso Filho Encarnado:

ensinai-nos a praticar para com Maria a verdadeira devoção,

para que Ela nos conduza aos Vossos braços de Pai.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Santa Maria, Mãe de Deus, M. Simões, NRMS 41

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Roguemos a Nossa Senhora, Mãe de Deus, que nos faça participar da sua pureza e terna devoção para recebermos Jesus na Eucaristia

 

Cântico da Comunhão: O Verbo fez-se Carne, Az. Oliveira, NRMS 52

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, fazei de mim um instrumento, F. da Silva, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Depois de participar no Sacrifício redentor de Cristo, continuemos unidos a Nosso Senhor na nossa vida quotidiana, com a ajuda da Santa Mãe de Deus.

 

Cântico final: O Povo de Deus Te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO ANTES DA EPIFANIA

 

2ª Feira, 2-I: Quem é o Anti-Cristo?

1 Jo 2, 22-28 / Jo 1, 19-28

(João) declarou: Eu sou a voz de quem brada no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor.

João Baptista anuncia a proximidade do aparecimento do Messias, pedindo: «endireitai os caminhos do Senhor» (Ev.).

Mas, juntamente com aparecimento de Cristo, também aparecerá o Anti-Cristo (Leit.): «A suprema impostura religiosa é a do Anti-Cristo, isto é, dum pseudo messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, substituindo-se a Deus e ao Messias encarnado» (CIC, 675). O homem põe-se no lugar de Deus quando faz tudo como se Ele não existisse. Sigamos este conselho: «permanecei em Cristo» (Leit.).

 

3ª Feira, 3-I: O Santíssimo Nome de Jesus.

1 Jo 2, 29-3, 6 / Jo 1, 29-34

João Baptista viu Jesus, que lhe vinha ao encontro e exclamou: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Celebramos hoje a memória litúrgica do Santíssimo Nome de Jesus, nome que lhe foi imposto no momento da circuncisão.

João Baptista mostrou que Jesus é «o Cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na 1ª Páscoa» (CIC, 608). E S. João: «Bem sabeis que Jesus se manifestou, para tirar os pecados» (Leit.). Colaboraremos nesta tarefa, estando muito unidos ao Senhor: «quem permanece nele não peca»; e cumprindo os mandamentos da Lei: «o pecado consiste em transgredir a Lei» (Leit.).

 

4ª Feira, 4-I: Como vencer o Demónio.

1 Jo 3, 7-10 / Jo 1, 35-42

(João Baptista) olhou para Jesus que passava, e disse: Eis o Cordeiro de Deus.

João Baptista assinala Jesus como o Cordeiro de Deus a dois dos seus discípulos. O Cordeiro de Deus era o símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa. Agora passará a ser o Redentor do novo povo de Deus.

«Foi para destruir as obras do Demónio que apareceu o Filho de Deus (Leit.). Dessas obras a mais grave em consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus» (CIC, 394). Apoiemo-nos muito no Senhor nos combates diários e resistamos às tentações de desobediência a Deus.

 

5ª Feira, 5-I: Uma vida nova: o amor ao próximo.

1 Jo 3, 11-21 / Jo 1, 43-51

(Filipe): Acabámos de encontrar Aquele de quem Moisés e os profetas escreveram na Lei: É Jesus de Nazaré.

Os encontros de Jesus com Filipe e Natanael mudam as vidas deles (Ev.).

O Senhor pede-nos igualmente mudanças de vida quando vem ao nosso encontro. A 1ª Leitura sugere o campo do amor ao próximo: «Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos». Se o relacionamento com os outros se torna difícil, lembremo-nos como Cristo os ama oferecendo a sua vida por eles. E esse amor tem que traduzir-se necessariamente em obras: «não amemos por palavras e com a língua, mas por obras e de verdade».

 

6ª Feira, 6-I: A vida nova que o Filho nos traz.

1 Jo 5, 5-6. 8-13 / Mc 1, 6-11

O testemunho de Deus é superior, porque o testemunho de Deus é que Ele o deu acerca do seu Filho.

Este testemunho de Deus é o que João Baptista recorda do momento do baptismo de Jesus: «Tu és o meu Filho muito amado: em ti pus o meu enlevo» (Ev.).

É no momento do nosso baptismo que recebemos uma vida nova, a vida sobrenatural, semente da vida eterna. E esta vida está no Filho: «quem tem a Filho tem a vida». Mantenhamos e aumentemos esta vida sobrenatural através da união com Cristo, pela recepção dos sacramentos e da vida de oração, da presença de Deus nas nossas ocupações diárias habituais.

 

Sábado, 7-I: O convite de Nª Senhora.

1 Jo 15, 14-21 / Jo 2, 1-12

E, sabendo que nos escuta em tudo o que peçamos, sabemos também que já temos os bens que lhe pedimos.

Estas palavras aplicam-se à actuação de Nª Senhora nas bodas de Caná. Sabendo que Jesus a escutaria (não têm vinho), sabe também que terá o que lhe pede, mesmo que pareça que não lhe será concedido. Por isso diz: «Fazei o que Ele vos disser».

«Este é o grande convite maternal que Ela dirige à Igreja de todos os tempos: ‘Fazei o que Ele vos disser’. É uma exortação que introduz bem as palavras e os sinais de Cristo durante a vida pública, constituindo o fundo mariano de todos os mistérios da luz» (RVM, 21).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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