3º Domingo Comum

23 de Janeiro de 2005

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Salmo 95, 1.6

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O pecado é a corrida desenfreada atrás duma miragem com que o demónio nos acena e o desprezo da felicidade que o Senhor nos oferece.

O combate ao pecado implica uma conversão pessoal, um arrependimento profundo, uma mudança de vida. Reconhecendo humildemente as nossas limitações e os nossos desvarios, peçamos perdão ao Senhor...

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Olhando para além do seu tempo, Isaías anuncia o fim do cativeiro e canta, jubiloso, a salvação messiânica, como passagem das trevas à luz, passagem da morte à vida.

 

Isaías 8, 23b-9, 3 (9, 1-4)

1Assim como no tempo passado foi humilhada a terra de Zabulão e de Neftali, também no futuro será coberto de glória o caminho do mar, o Além do Jordão, a Galileia dos gentios. 2O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz se levantou. 3Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 4Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.

 

8, 23b Na Galileia estavam estabelecidas as tribos de Zabulão e de Neftali. Assim como foram estas as primeiras a sofrer as invasões assírias e a ser vítimas dos horrores da guerra e da deportação, também vão ser as primeiras a ver «uma grande luz», terra privilegiada para o começo da pregação de Jesus. Assim é interpretada esta passagem no Evangelho de hoje (Mt 4, 12-16).

9, 3 «Como no dia de Madiã». Alusão à estrondosa vitória alcançada por Gedeão apenas com 300 homens sobre os numerosos exércitos madianitas (cf. Jz 7).

 

Salmo Responsorial    Salmo 26 (27), 1.4.13-14 (R. 1a)

 

Monição: Por maiores que sejam as dificuldades que envolvem a nossa vida, confiemos sempre em Deus, nossa luz e salvação.

 

Refrão:        O Senhor é minha luz e salvação.

O Senhor me ilumina e me salva.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da suavidade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor

na terra dos vivos.

Confia no Senhor, sê forte.

Tem confiança e confia no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: As palavras que S. Paulo dirige aos Coríntios, são perfeitamente actuais. Acabemos com todas as divisões que entre nós possam existir.

 

Coríntios 1, 10-13.17

Irmãos: 10Rogo-vos, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma linguagem e que não haja divisões entre vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir. 11Eu soube, meus irmãos, pela gente de Cloé, que há divisões entre vós, 12que há entre vós quem diga: «Eu sou de Paulo», «eu de Apolo», «eu de Pedro», «eu de Cristo». 13Estará Cristo dividido? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Foi em nome de Paulo que recebestes o Baptismo? 17Na verdade, Cristo não me enviou para baptizar, mas para anunciar o Evangelho; não, porém, com sabedoria de palavras, a fim de não desvirtuar a cruz de Cristo.

 

A primeira parte de 1 Cor (1–6) vai dirigida a corrigir certas desordens na comunidade, a primeira das quais eram certas divisões: grupinhos ou capelinhas.

10 «Falar todos a mesma linguagem», aqui, é ter uma grande unidade de doutrina e de corações: unidade de pensar e de sentir (v. 11).

11 «Cloé». Mulher cristã, cuja família, talvez por motivo de negócios, se deslocava frequentemente de Corinto a Éfeso, onde Paulo se encontrava neste momento.

12 As «divisões» e contendas não correspondem a cismas ou heresias, mas a grupos ou capelinhas que tomavam, uns um partido, outros outro, baseados no prestígio dos excepcionais pregadores que ali passaram (Paulo e Apolo), ou numa autoridade especial (Pedro), ou baseados outros ainda talvez numa ligação directa e carismática a Cristo, sem a mediação de qualquer autoridade apostólica. (Note-se que a expressão «eu sou de Cristo» também podia ser uma exclamação, um aparte de S. Paulo).

13 Paulo, sem ceder nada no que se refere à sua autoridade apostólica na comunidade de que ele tem a responsabilidade da direcção, por ser o fundador dela, não tolera que haja um grupo que invoque o seu nome, fundando-se num mero prestigio ou ascendente pessoal seu; o que ele quer é «que só Cristo brilhe», e com uma primazia absoluta!

17 «Cristo não me enviou para baptizar…». A Bíblia de Vacari traduz, explicitando o sentido: «Cristo não me deu tanto a missão de baptizar, quanto a de pregar...» Com efeito, como Apóstolo, ele tinha a missão de baptizar (Mt 28, 19), mas a maior eficácia da sua actuação levava-o a não perder tempo com o que os seus colaboradores podiam fazer perfeitamente, seguindo nisto o exemplo de Jesus e de Pedro (Jo 4, 2; Act 10, 48).

 

Aclamação ao Evangelho       cf. Mt 4, 23

 

Monição: «...O povo que vivia nas trevas avistou uma grande luz...». O Evangelho é precisamente essa luz que nos há-de ajudar a evitar os perigos iluminando os nossos caminhos na persecução da vontade de Deus.

 

Aleluia

 

Jesus proclamava o Evangelho do reino

e curava todas as doenças entre o povo.

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Evangelho *

 

Forma longa: São Mateus 4, 12-23     Forma breve: São Mateus 4, 4, 12-17

12Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-Se para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. 14Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer: 15«Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios: 16o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou». 17Desde então, Jesus começou a pregar: «Arrependei-vos, porque o reino dos Céus está próximo».

[18Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 19Disse-lhes Jesus: «Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens». 20Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. 21Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os 22e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O. 23Depois começou a percorrer toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.]

 

A Liturgia, depois de no Domingo passado com as palavras do Baptista nos ter feito a solene apresentação de Jesus que nos vai falar ao longo do ano no Evangelho, faz-nos hoje a sua apresentação com as palavras do Evangelista do ano A, Mateus, o qual situa Jesus a pregar só depois da prisão do Baptista e após ter deixado de vez Nazaré, pois ninguém é profeta na sua terra (cf. Mt 13, 53-58). Diz que Jesus «foi habitar em Cafarnaum», «a sua cidade» (cf. Mt 9, 1), a base da sua actividade, junto ao lago de Genesaré, atravessada pela via maris, a estrada do Mar (v. 15) que ligava Damasco ao Mediterrâneo, um centro comercial importante, de que hoje só restam as ruínas, a uns 3 km a Sudoeste da entrada do Jordão no lago e a 36 km de Nazaré. Mas o Evangelista não vê nesta deslocação de Jesus uma simples estratégia, ele vê o cumprimento duma profecia (Is 8, 23) que acredita Jesus como o Messias. O texto citado tem um enorme alcance: trata-se de apresentar a pregação de Jesus como a grande luz que nas trevas brilha para todo o povo.

15 «Galileia (em hebraico gelil significa região) dos gentios». Sobretudo a partir das invasões assírias do séc. VIII a. C. e das deportações levadas a cabo, foram trazidos para aqui muitos colonos estrangeiros, gentios, daqui este nome «região dos gentios» (em virtude da sua população mista), que depois passou a chamar-se simplesmente «Galileia».

17 O «Reino dos Céus»: como aqui (e quase sempre), S. Mateus diz «dos Céus (a tradução litúrgica não corresponde ao original grego), em vez de «de Deus» (cf. Mc 1, 15), (evitando assim nome de Deus inefável); tem o sentido de «o domínio de Deus» sobre todos os homens (o reinado de Deus), um tema já frequente na pregação profética. Há uma grande diferença de sentido relativamente às ideias correntes na época, em que o reinado de Deus tinha uma conotação teocrática: Deus era o Rei de Israel não apenas no campo espiritual, mas também temporal e Ele haveria de vir submeter a este domínio político todos os povos da terra. O Reino de Deus que Jesus prega é um reino espiritual, de amor e santidade, onde se entra pelo arrependimento dos pecados, é um domínio de Deus nas almas; daí a mensagem fulcral do Evangelho: «arrependei-vos».

18-22 Jesus não se limita a anunciar, como João, que «o reino de Deus está próximo», mas começa já a sua instauração com palavras e obras (cf. v. 23); e estes versículos falam de um primeiro passo, a escolha dos primeiros discípulos, que hão-de integrar o grupo dos Doze, sobre que Jesus fundará a sua Igreja. Segundo Jo 1, 35-52, estes quatro já conheciam a Jesus, mas agora trata-se duma chamada para serem seus discípulos. É maravilhosa a sua disponibilidade e generosidade que os leva a deixar tudo logo (euthéôs), sem mais considerações, «o barco», «as redes», «o pai». Jesus continua a chamar em todos os tempos os homens ao apostolado e é preciso responder com igual prontidão e entrega.

 

Sugestões para a homilia

 

«O Senhor é a minha Salvação»

Pelo Baptismo somos incorporados em Cristo, integrámo-nos no Povo de Deus. Mantendo, embora, a nossa condição humana, passamos a viver uma outra vida, uma vida nova.

Ora este nascimento para a vida dos filhos de Deus, determinou uma mudança de vida, uma conversão, uma ruptura com o passado, pois que sem um rompimento com o mal, o pecado, não é possível entrar em comunhão com Deus.

No entanto, atenta a nossa fragilidade, visto que continuamos a pecar, é necessário um esforço contínuo de purificação, para conseguirmos viver segundo as exigências do Evangelho.

É por isto que pedimos a Deus, na oração colecta, que nos ajude a viver segundo a Sua vontade, a fim de podermos realizar boas acções, produzir frutos de boas obras.

Como frisávamos na semana passada, as orações do tempo comum, sem estarem ligadas a uma comemoração especial, vão-nos propondo intenções de muita utilidade para o nosso viver de cada dia, pois nos ajudam a aplicar o seu conteúdo ao nosso viver de cada dia.

 

A primeira leitura é uma alusão à luz que há-de brilhar, à alegria que há-de inundar o povo de Deus, quando se manifestar. A luz de que se fala é o Messias que trará consigo uma vida nova. Esta leitura é, portanto, uma preparação ambiental do evangelho de hoje que nos fala dos primeiros passos do ministério de Jesus.

Como resposta à mensagem da primeira leitura, no cântico de meditação, os cristãos proclamam que «o Senhor é a nossa luz e salvação». É n'Ele que encontrámos a verdadeira vida.

 

Nestes dias em que, de modo especial, rezamos pela união dos cristãos, São Paulo, na sequência da sua 1.ª Carta aos Coríntios, recomenda-nos que devemos acabar com as divisões na Igreja.

Somos capazes de lamentar a falta de tolerância e união entre as várias confissões cristãs e não reparamos que às vezes fomentamos a desunião dentro da nossa própria família, da nossa comunidade, do nosso grupo de trabalho ou da nossa actividade apostólica.

As situações que o Apóstolo condenava: «ser de Paulo, de Apolo, de Pedro...», em vez de ser de Cristo, são situações que também hoje se repetem, e que importa erradicar de entre nós.

 

O Evangelho é uma narração global de vários aspectos da actividade de Jesus nos começos do Seu ministério: contactos humanos, curas, pregação.

Como membros da Igreja, somos associados à obra de Cristo, portanto continuadores da Sua Missão. A nossa vida deve manifestar um desejo e esforço contínuos de conversão própria e ajuda através da palavra, contacto e testemunho de vida em Cristo aos nossos irmãos. Só assim poderemos ser verdadeiramente luz de Cristo.

Na oração sobre as oblatas, pedimos a Deus a graça de, na Eucaristia, encontrarmos a nossa conversão e salvação.

A ligação entre a liturgia que acabamos de celebrar e a nossa forma de estar no dia-a-dia, não pode ficar por aqui, confinada só a nós mesmos. Com efeito, a Constituição Litúrgica ao relembrar a relação que deve existir entre a missa e a vida, diz que a Liturgia deve levar os fiéis a viver em união.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, a Deus Pai todo poderoso,

que quer salvar todos os homens,

pelo caminho da verdade e do amor.

 

1.  Pela santa Igreja dispersa por todo o mundo,

para que alcance a plenitude do amor de Deus,

e seja fiel à missão que Cristo lhe confiou,

oremos, irmãos

 

2.  Pela nossa pátria e todas as nações,

para que os seus povos se voltem para o Evangelho,

amem a justiça e vivam em paz,

oremos, irmãos.

 

3.  Por todos os que sofrem,

para que o Senhor os livre da prova,

e os confirme na esperança e na alegria,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos trabalhadores,

e por todas nós aqui reunidos,

para que saibamos amar-nos mutuamente,

oremos, irmãos.

 

Atendei, senhoras orações da Vossa igreja, protege-nos de todos os perigo

e livrai-nos de todo o mal.

Por N. S. J. C. Que é Deus Connosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai ao Senhor nosso Deus, M. Simões, 38

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Somos hoje muito mais felizes do que, há dois mil anos, as multidões, que de cidades e aldeias acorriam a Jesus para ouvir a Sua palavra e contemplarem manifestações da Sua misericórdia. Depois de ouvirmos também a Sua Palavra, somos agora convidados não já a contemplar os Seus prodígios, mas a recebê-l'O na Sagrada Comunhão.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor é minha luz e salvação, F. dos Santos, NCT 224

Salmo 33, 6

Antífona da comunhão: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

Ou:  Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Cantai Comigo, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O apelo do Senhor à nossa conversão de cada dia, há-de ter como resposta da nossa parte uma sinceridade cada vez maior na nossa vivência de cristãos.

O convite à salvação que, o Senhor nos dirige na santificação do trabalho de cada dia, é extensivo através de nós, a todos os outros homens.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor, um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª feira, 24-I: Oitavário: Unidade, caridade, Eucaristia.

Heb 9, 15. 24-28 / Mc 3, 22-30

Se um reino estiver dividido, combatendo-se a si próprio, tal reino não pode aguentar-se.

A unidade dos cristãos alcançar-se-á se conseguirmos vencer os factores de divisão, que separam de Cristo, e são: qualquer pecado, as faltas de obediência aos pastores e as faltas de caridade, que isolam dos demais.

O orgulho separa, mas a caridade une: «o templo do Rei não está arruinado, nem rachado, nem dividido; o alicerce das pedras vivas é a caridade» (S. Agostinho). Além disso, a unidade tem como ponto central a Eucaristia, que é «sinal de unidade e vínculo de amor» (S. Agostinho).

 

3ª feira, 25-I: Conversão de S. Paulo: Responsabilidades no Corpo Místico.

Act 22, 3-16 ou Act 9, 1-22 / Mc 16, 15-18

Caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

S. Paulo deduzirá destas palavras de Jesus a doutrina do Corpo Místico de Cristo: o que se faz a um dos membros faz-se à Cabeça e aos outros membros: «se um membro padece todos os membros padecem com ele; e se um membro é honrado, todos se alegram com ele» (1 Cor 12, 26).

Contribuiremos para a unidade e santidade da Igreja se oferecermos as incomodidades de cada dia, se cumprirmos melhor os nossos deveres e lhes dermos um maior sentido sobrenatural... Podemos converter todas as coisas em 'graça' e vivificar o Corpo Místico.

 

4ª feira, 26-I: S. Timóteo e Tito: Frutos bons e frutos maus.

2 Tim 1, 1-8 ou Tit 1, 1-5 / Lc 10, 1-9

Não existe boa árvore que dê mau fruto, nem tão pouco árvore má que dê bom fruto.

Com esta pequena comparação (cf. Ev.), o Senhor põe-nos em guarda contra aqueles que propagam doutrinas enganosas ou confusas, pois nem sempre será fácil distingui-las. Situação idêntica se verifica hoje na nossa sociedade. Se ela desaloja Deus dos seus costumes e das suas leis produz males gravíssimos (como a árvore que dá maus frutos).

Já no tempo destes dois discípulos – Timóteo e Tito – tinham aparecido muitos falsos mestres. Desde a prisão de Roma, S. Paulo escreve as 'Epístolas pastorais' (cf. Leit.), para que a fé que ele tinha ensinado se mantivesse firme no meio das doutrinas erróneas.

 

5ª feira, 27-I: onde está a luz?

Heb 10, 19-25 / Mc 4, 21-25

(Jesus): Traz-se porventura a lâmpada para se pôr debaixo do alqueire ou do leito? Não se traz para ser posta no candelabro?

Os filhos de Deus devem iluminar o ambiente em que vivem e trabalham. Não se compreende um discípulo de Cristo sem 'luz': seria como a lâmpada colocada debaixo da cama (cf. Ev.).

«Cada cristão há-de viver de tal modo que à sua volta se perceba o 'bom odor de Cristo' (2 Cor 2, 15); deve agir de tal modo que, através das acções do discípulo, se possa descobrir o rosto do Mestre» (Cristo que passa, 105). Procuremos ver se aqueles que convivem connosco recebem esta luz que lhes indica o caminho para Deus. É a luz da nossa conduta irrepreensível e alegre.

 

6ª feira, 28-I: Perseverança nas dificuldades.

Heb 10, 32.39 / Mc 4, 26-34

(O reino de Deus) é como um grão de mostarda que, ao ser semeado no terreno, é a menor de todas as sementes. Mas, depois de ser semeado, começa a crescer...

Deus serve-se do que é pequeno para actuar no mundo e nas almas (cf. Ev.). Assim aconteceu com os Apóstolos, com os primeiros cristãos. Agora somos nós o grão de mostarda em relação à tarefa de reevangelização da Europa.

Não devemos desanimar perante as dificuldades do ambiente. Encontraremos na Cruz e na Eucaristia a força, a confiança e a valentia que precisamos: «Não deixeis perder, portanto, a vossa confiança, que encerra uma grande recompensa» (Leit.). Sejamos igualmente perseverantes: «o que vós precisais é de perseverança» (Leit.).

 

Sábado: 29-I: Homens de pouca fé?

Heb 11, 1-2. 8-19 / Mc 4, 35-41

Depois (Jesus) disse-lhes a eles: por que estais assim assustados? Como é que não tendes fé?

Jesus entristece-se por causa da pouca fé dos seus discípulos (cf. Ev.).

Pelo contrário, a Epístola aos Hebreus louva a fé de Abraão, que obedeceu ao chamamento de Deus, morou num território estrangeiro, ofereceu Isaac para ser imolado, etc. (cf. Leit.). «A fé, de facto, á a garantia dos bens que se esperam, e a prova de que existem as coisas que não se vêem» (Leit.). A fé é indispensável para comermos o 'pão da vida', para prepararmos melhor o encontro com o Senhor: «Senhor, dá-nos sempre desse pão» (Jo 6, 34).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Pinto da Torre

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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