4º Domingo do Advento

18 de Dezembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Avé, Senhora do Advento, Az. Oliveira, NRMS 95-96

Is 45, 8

Antífona de entrada: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Preparamo-nos para o Natal, que está já à porta. A Santa Igreja convida-nos a viver estes últimos dias mais unidos à Virgem, aprendendo com Ela a acolher a Jesus e a amá-Lo mais.

 

Ele está connosco na Eucaristia que celebramos. Avivemos a nossa fé e o nosso amor. Limpemos o nosso coração com arrependimento sincero.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Natã anuncia a David que da sua descendência virá o Messias, que será rei para sempre. Deus recompensa deste modo a sua generosidade.

 

2 Samuel 7, 1-5.8b-12.14a.16

1Quando David já morava em sua casa e o Senhor lhe deu tréguas de todos os inimigos que o rodeavam, 2o rei disse ao profeta Natã: «Como vês, eu moro numa casa de cedro e a arca de Deus está debaixo de uma tenda». 3Natã respondeu ao rei: «Faz o que te pede o teu coração, porque o Senhor está contigo». 4Nessa mesma noite, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: Pensas edificar um palácio para Eu habitar? 8bTirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel. 9Estive contigo em toda a parte por onde andaste e exterminei diante de ti todos os teus inimigos. Dar-te-ei um nome tão ilustre como o nome dos grandes da terra. 10Prepararei um lugar para o meu povo de Israel; e nele o instalarei para que habite nesse lugar, sem que jamais tenha receio e sem que os perversos tornem a oprimi-lo como outrora, 11quando Eu constituía juízes no meu povo de Israel. Farei que vivas seguro de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia que te vai fazer uma casa. Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com teus pais estabelecerei em teu lugar um descendente que há-de nascer de ti e consolidarei a tua realeza. Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. Serei para ele um pai e ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

David tinha exposto ao profeta Natã o seu projecto de vir a construir para a arca da aliança uma casa digna, que substituísse de vez o modesto tabernáculo feito de cortinados. O profeta apoia a ideia do rei, mas Deus falou a Natã transmitindo-lhe uma mensagem do mais alto alcance: não seria David a erguer uma casa a Yahwéh, mas Yahwéh a fazer uma casa a David! O profeta joga com o duplo sentido de bayit, casa e dinastia (v. 11).

16 «O teu trono será firme para sempre». Este versículo contém uma das mais importantes profecias do messianismo régio. A profecia aparece cumprida no N. T., uma vez que Jesus é descendente legal de David. O seu reino, não tem fim (Lc 1, 33), pois a realeza manteve-se dentro da casa (família) de David; o seu reino é eterno, entenda-se, no sentido religioso, não no sentido político.

 

Salmo Responsorial    Salmo 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. cf. 2a)

 

Monição: O salmo repete a promessa da primeira leitura sobre a vinda do Salvador que nasceria da descendência do rei David.

 

Refrão:        Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

Ou:               Senhor, cantarei eternamente a vossa bondade.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes:

«A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

«Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

‘Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações’».

 

«Ele Me invocará: ‘Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador’.

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo fala do mistério da salvação destinado a todos os povos, para que todos obedeçam à fé e se possam salvar.

 

Romanos 16, 25-27

Irmãos: 25Àquele que tem o poder de vos confirmar, segundo o meu Evangelho e a pregação de Jesus Cristo a revelação do mistério encoberto desde os tempos eternos 26mas agora manifestado e dado a conhecer a todos os povos pelas escrituras dos Profetas segundo a ordem do Deus eterno, dado a conhecer a todos os gentios para que eles obedeçam à fé 27a Deus, o único sábio, por Jesus Cristo, seja dada glória pelos séculos dos séculos. Amen.

 

Temos aqui a doxologia com que, de modo singular, termina a epístola. A verdade é que esta mesma doxologia aparece nalguns códices no fim ou do capítulo 14 ou do 15, devido à supressão de ou dois capítulos finais para o uso litúrgico da epístola, por se tratar de partes pessoais de menos interesse para os fiéis de outras comunidades.

«O meu Evangelho» identifica-se com «a (minha) pregação» que tem por objecto Jesus Cristo (a sua Pessoa, os seus ensinamentos e a sua obra). «O mistério… agora manifestado» e apenas vislumbrado pelos Profetas é o plano divino de salvar todos os homens (judeus e gentios) por meio da obra redentora de Jesus, que fez de nós um só corpo, a família dos filhos de Deus.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 38

 

Monição: Nossa Senhora acolheu a mensagem do Arcanjo cheia de fé e humildade e obedeceu prontamente à vontade de Deus. Vamos aprender com Ela a ouvir o que Jesus nos vai dizer.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eis a escrava do Senhor:

faça-se em mim segundo a vossa palavra.

 

 

Evangelho

 

Ver supra, notas para a Solenidade da Imaculada Conceição

 

Sugestões para a homilia

 

O teu trono será firme para sempre

Faça-se segundo a tua palavra

Que obedeçam à fé

 

O teu trono será firme para sempre

O rei David, depois de conquistar Jerusalém e fazer dela a capital do seu reino, quis construir para Deus um templo que fosse digno do Senhor. Até então o templo era uma tenda de peles, como Deus tinha indicado a Moisés no deserto do Sinai, de modo a ser transportada de um lado para o outro.

Deus mandou dizer pelo profeta Natã que essa tarefa seria para o filho que lhe sucedesse. Mas o Senhor recompensou a sua generosidade fazendo-lhe a promessa maravilhosa que ouvíamos na primeira leitura: da sua descendência havia de nascer o Messias prometido a Abraão.

É uma lição muito importante para nós. Deus não fica a dever nada. É mais generoso do que nós. Vale a pena que sejamos cuidadosos com as coisas de Deus. Vale a pena que tratemos bem a Jesus que está connosco na Santíssima Eucaristia.

É um sinal da nossa fé e do nosso amor cuidar bem das nossas igrejas e dos objectos do culto. Que não sejam como o curral onde nasceu há dois mil anos porque não quiseram recebê -Lo em suas casas.

Jesus continua a ser Deus connosco em nossas igrejas. Além do cuidado com as coisas litúrgicas, respeitemos o ambiente sagrado dos nossos templos, hoje que tantos cristãos não o sabem fazer. Até parece que estão na rua ou na feira da aldeia.

Ali é casa de oração, é lugar para falar com o Senhor e não para estar na conversa com os outros. Se alguma coisa fosse preciso dizer teremos de falar baixo e só o estritamente necessário, com a consciência de que está ali Jesus, que, sendo nosso amigo, não deixa de ser o Senhor do Céu e da terra.

Aprendamos com Nossa Senhora a tratar bem Aquele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e que veio habitar entre nós e que Se encontra em nossos sacrários.

Faça-se segundo a tua palavra

Nossa Senhora é para nós o modelo sempre actual para acolher a Jesus. A Igreja apresenta-nos neste último domingo do Advento a figura de Maria, a sugerir-nos que façamos como Ela para viver bem o Natal de Jesus.

O Arcanjo S.Gabriel saúda-A em nome de Deus e diz-Lhe que Ele a escolheu para mãe do Salvador prometido aos seus antepassados. A Virgem escuta com atenção, acredita sem duvidar naquilo que o mensageiro de Deus lhe diz. Não pede nenhum sinal como Zacarias.

E responde: – «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em Mim segundo a tua palavra.» Naquele momento o Verbo de Deus, eterno com o Pai, toma a nossa natureza humana fazendo-se um de nós no seio puríssimo de Maria.

Podemos admirar a fé, a humildade e a obediência pronta e decidida da Virgem. É uma lição viva para todos nós. A fé e o amor de Deus manifestam-se na obediência fiel à vontade de Deus. Cumprindo os Seus mandamentos.

A Epístola aos Hebreus diz-nos que as primeiras palavras de Jesus para o Pai ao incarnar foram: «eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade» (Heb 10, 7). Vemos aqui a sintonia perfeita entre a Mãe e o Filho.

Jesus fez-se homem e veio ensinar-nos a cumprir fielmente a vontade de Deus. Daí depende a nossa felicidade neste mundo e no outro. «O meu alimento – dirá Ele mais tarde – é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou» (Jo 4, 34).

Aprendamos com a Virgem a identificar-nos com Jesus, sempre prontos a fazer a vontade de Deus. Jesus continua a guiar-nos através da Sua Igreja: através do Santo Padre, sucessor de Pedro e pastor de todo o Seu rebanho e também dos bispos unidos a ele.

Santa Teresa de Ávila estava em Salamanca em 1563. O seu confessor mandou-lhe escrever o relato da fundação dos seus conventos: madre Teresa estava bastante doente e com muitas ocupações. Mas procurou fazer o que lhe mandavam. Jesus disse-lhe na oração. «Filha, a obediência dá força» (Prólogo, Livro das Fundações).

A desobediência, por seu lado, rouba as forças e a eficácia na vida espiritual e no apostolado.

Hoje custa obedecer. Em nome duma falsa liberdade. Todos sabemos criticar e poucos sabemos obedecer. Para acolher a Jesus em nosso coração, temos de o limpar do pecados e adorná-lo com o desejo firme de cumprir em tudo a vontade de Deus. O Advento foi para nós tempo de barrela, procurámos confessar-nos, purificando-nos dos pecados, que são desobediência à vontade de Deus. Além do arrependimento e acusação sinceras procurámos fazer propósitos de emenda, com o desejo sincero de cumprir em tudo o que Deus manda.

Peçamos à Virgem que nos ajude a acolher bem a Jesus, a acolher a salvação que nos trouxe e continua a oferecer-nos a nós e a todos os homens. Ela depende da nossa cooperação.

Da cooperação de Maria dependeu a salvação de todos os homens. A Virgem não se limitou a cumprir os mandamentos, como faziam muitos em Israel. Estava atenta às inspirações de Deus e respondia a elas com prontidão e amor

Da nossa obediência amorosa à vontade de Deus depende também a graça para muitos à nossa volta.

Que obedeçam à fé

S.Paulo, na segunda leitura, fala do mistério da salvação que Deus oferece a todos os homens, para que obedeçam à fé.

O Evangelho de Jesus, a Boa Nova da salvação, exige a fé para ser acolhida. E a fé leva a obedecer sem reservas às exigências de amor que Deus nos faz.

A humildade, a fé, a obediência amorosa da Virgem são modelo para todos os homens poderem acolher a Jesus e a salvação que nos traz. Não nos admiremos que muitos homens continuem a fechar-se à Boa Nova de Jesus. Rezemos e trabalhemos mais. A graça de Deus pode tudo.

Animemos a todos à nossa volta a acolher a Jesus, a não fechar o coração como as gentes de Belém há dois mil anos. Rezemos mais a Nossa Senhora e a S.José, que souberam acolher e tratar tão bem a Jesus, que saibamos imitá-los melhor neste Natal. E que saibamos levá-Lo a todos à nossa volta, com o nosso amor e nossa alegria de cristãos, que serão a chave para abrir muitos corações, ansiosos pela salvação que só Jesus lhes pode trazer. Mesmo quando parecem insensíveis e indiferentes.

 

Fala o Santo Padre

 

«Deus bateu ao coração de Maria e, tendo recebido o seu "sim"

começou a assumir carne nela e dela.»

O Evangelho deste quarto Domingo do Advento repropõe-nos a narração da Anunciação (Lc1, 26-38), o mistério ao qual voltamos todos os dias recitando o Angelus. Esta oração faz-nos reviver o momento decisivo, no qual Deus bateu ao coração de Maria e, tendo recebido o seu "sim" começou a assumir carne nela e dela. […] Faltam já poucos dias para a festa do Natal, e somos convidados a fixar o olhar sobre o mistério inefável que Maria guardou por nove meses no seu seio virginal:  o mistério de Deus que se fez homem. É este o primeiro fundamento da redenção. O segundo é a morte e ressurreição de Jesus, e estes dois fundamentos inseparáveis manifestam um único desígnio divino:  salvar a humanidade e a sua história assumindo-as até ao fim carregando totalmente todo o mal que o oprime.

[…] Voltemos agora com o olhar a Maria e a José, que esperam o nascimento de Jesus, e aprendamos deles o segredo do recolhimento para saborear a alegria do Natal. Preparemo-nos para acolher com fé o Redentor que vem para estar connosco, Palavra de amor de Deus para a humanidade de todos os tempos.

Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 21 de Dezembro de 2008

 

Oração Universal

 

Unidos a Jesus e com toda a Igreja, apoiados na intercessão de Maria, peçamos ao Pai:

 

1-Pela Santa Igreja de Deus,

para que se renove, pela graça, na esperança e no amor,

oremos ao Senhor.

 

2-Pelo Santo Padre, para que todos escutem os seus ensinamentos,

vendo nele a Jesus, que continua a guiar a Sua Igreja,

oremos ao Senhor.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes,

para que se entreguem generosamente ao serviço das almas,

sobretudo no ministério da confissão,

oremos ao Senhor.

 

4-Por todos os que sofrem, pelos pobres, pelos doentes, pelos idosos, pelos marginalizados,

para que saibamos ser para eles uma presença de Jesus neste Natal,

oremos ao Senhor.

 

5-Para que todos nos entusiasmemos a imitar Nossa Senhora,

cumprindo fielmente a vontade de Deus nas tarefas humildes de cada dia,

oremos ao Senhor.

 

6-Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os atraia ao Seu amor,

para aproveitarem a salvação que Jesus lhes traz,

oremos ao Senhor.

 

7-Por todos os que se encontram no Purgatório,

para que o Senhor os purifique e lhes conceda a felicidade do Céu,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos enviastes o Vosso Filho como a maior prenda para a Humanidade ajudai-nos a preparar bem os nossos corações para O acolher neste Natal e para abri-los a todos os que nos rodeiam.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós em Belém, há dois mil anos. Vem até nós em cada Missa. Saibamos acolhê-Lo com a fé, a humildade e o amor de Nossa Senhora, sobretudo agora na comunhão.

 

Cântico da Comunhão: Todos vós que tendes sede, J. Santos, NRMS 42

cf. Is 7, 14

Antífona da comunhão: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

 

Cântico de acção de graças: Virgem Santa e Imaculada, M. Luís, NRMS 15

 

Oração depois da comunhão: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a palavra de Jesus e guiar por ela o nosso viver, obedecendo fielmente à vontade do Pai como Ele fez e como fez Sua Mãe.

 

Cântico final: Sabei que o nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

 

2ª Feira, 19-XII: A missão do Precursor.

Jz 13, 2-7. 24-25 / Lc 1, 5-25

Não temas Zacarias, porque a tua súplica foi atendida. Tua esposa, Isabel, dar-te-á um filho, ao qual porás o nome de João.

Uma mulher estéril, esposa de Manoá, recebe a visita do Anjo do Senhor, que lhe anuncia o nascimento de um filho, Sansão (Leit.). O mesmo acontecerá com Isabel, esposa de Zacarias, que viria a dar à luz João Baptista (Ev.).

João Baptista vai ser enviado a fim de preparar para o Senhor um povo bem disposto (Ev.) (CIC, 718). Procuremos melhorar as nossas disposições para recebermos bem o Messias: com alegria, vigilantes na oração e celebrando os seus louvores (Prefácio II do Advento).

 

3ª Feira, 20-XII: A predestinação de Nª Senhora.

Is 7, 10-14 / Lc 1, 26-38

Há-de a Virgem conceber e dar à luz um filho, a quem porá o nome de Emanuel.

A profecia de Isaías (Leit.) vai realizar-se em Maria (Ev.). «Desde toda a eternidade, Deus escolheu, para ser a Mãe do seu Filho, uma filha de Israel, virgem que era noiva de um homem da casa de David (Ev.)».

«O Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinou para Mãe, precedesse a Encarnação, para que, assim como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida» (CIC, 488). Assim começou Nª Senhora o seu Advento. Imitemo-la dizendo muitas vezes ‘sim’ ao que Deus nos pede.

 

4ª Feira, 21-XII: O Advento com Nª Senhora.

Cant 2, 8-14 ou Sof 3, 14-18 / Lc 1, 39-45

Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

Cheia de alegria, porque leva no seu ventre o Verbo encarnado, Nª Senhora dirige-se para a casa da sua parente Isabel, que a recebe com grandes louvores: «feliz daquela que acreditou» (Ev.).

Assim continuou Nª Senhora a viver o seu Advento. Gostaríamos de viver como Ela, com o mesmo espírito de serviço e entrega aos outros. Enquanto esteve com Isabel recebeu muitos louvores. Não deixemos de rezar melhor cada Ave-Maria e a oração do ‘Anjo do Senhor’.

 

5ª Feira, 22-XII: Acto de adoração a Deus.

1 Sam 1, 24-28 / Lc 1, 46-56

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Ana levou o seu filho Samuel para o entregar ao serviço do Senhor no Templo (Leit.), e o seu coração exulta de alegria (S. Resp.). Também Nª Senhora, transportando o Filho de Deus no seu ventre, eleva a Deus um cântico de louvor: o Magnificat (Ev.).

«Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu Nome é santo (Ev.). A adoração do Deus único liberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo» (CIC, 2097).

 

6ª Feira, 23-XII: A Missão do Precursor.:

Mal 3, 1-4. 23-24 / Lc 1, 57-66

Vou enviar o meu mensageiro, para desimpedir o caminho diante de mim.

Malaquias profetiza sobre as missões de Elias e João Baptista (Leit.). «João é Elias que devia vir. O fogo do Espírito habita nele e fá-lo correr à frente (como precursor) do Senhor que chega. Em João, o Precursor, o Espírito Santo acaba de preparar para o Senhor um povo bem disposto» (CIC, 718).

O mais importante da nossa vida, bem como para João, é manifestar a presença de Cristo. Que Ele esteja presente nas nossas acções, fruto da nossa identificação com Ele, e também nas nossas palavras, indicando aos outros os caminhos do Senhor.

 

Sábado, 24-XII: A restauração da semelhança com Deus.

2 Sam 7, 1-5. 8-12 / Lc 1, 67-79

 (Zacarias): Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e nos fez surgir poderosa salvação na família de seu servo David.

O profeta Natã anuncia a David que a sua casa e a sua realeza permanecerão para sempre (Leit.). E a mesma profecia é feita por Zacarias, recordando o juramento feito a Abraão (Ev.).

«A Promessa feita a Abraão inaugura a economia da salvação’, no termo da qual o próprio Filho assumirá a ‘imagem’ e restaurá-la-á na ‘semelhança’ com o Pai» (CIC, 705). Jesus, ao incarnar, quer restaurar no homem a ‘semelhança’ com Deus. É o que realizam os sacramentos e a vida de comunhão com Deus.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial