2º Domingo do Advento

4 de Dezembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Erguei-vos que vem o Senhor, F. da Silva, NRMS 39

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No meio dos nossos desânimos e dos cansaços da vida ouvimos o Profeta Isaías a dar-nos coragem, avivando a nossa esperança: “Eis que o Senhor virá para salvar as nações…o seu prémio vem com Ele…precede-O a sua recompensa” (Is 30.40).

Digamos-Lhe com toda a sinceridade do nosso coração, ao iniciarmos esta Eucaristia: “Meu Deus, espero em Vós, porque sois omnipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo às vossas promessas”.

 

oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías conforta o Povo de Israel e anuncia para breve o fim do cativeiro da Babilónia e o regresso à Pátria.

 

Isaías 40, 1-5.9-11

1Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 2Falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que terminaram os seus trabalhos e está perdoada a sua culpa, porque recebeu da mão do Senhor duplo castigo por todos os seus pecados. 3Uma voz clama: «Preparai no deserto o caminho do Senhor, abri na estepe uma estrada para o nosso Deus. 4Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas. 5Então se manifestará a glória do Senhor e todo o homem verá a sua magnificência, porque a boca do Senhor falou».9Sobe ao alto dum monte, arauto de Sião! Grita com voz forte, arauto de Jerusalém! Levanta sem temor a tua voz e diz às cidades de Judá: «Eis o vosso Deus. 10O Senhor Deus vem com poder, o seu braço dominará. Com Ele vem o seu prémio, precede-O a sua recompensa. 11Como um pastor apascentará o seu rebanho e reunirá os animais dispersos; tomará os cordeiros em seus braços, conduzirá as ovelhas ao seu descanso».

 

A leitura corresponde ao início do Segundo Isaías (Is 40, 1 – 55, 13), também chamado «Livro da Consolação», que começa com uma voz misteriosa que diz em nome de Deus: «Consolai, consolai o meu povo, diz o nosso Deus» (v. 1). O contexto deuteroisaiano é o da situação do Povo no cativeiro de Babilónia, para onde os judeus mais válidos e importantes tinham sido levados em sucessivas deportações, que culminaram com a destruição de Jerusalém e do Templo em 587. O Profeta, continuador do grande Isaías do século VIII, começa, no início da 1ª parte desta obra (cap. 40 – 48), por animar os deportados abatidos a disporem-se para o caminho de regresso à terra-mãe, aproveitando o decreto de Ciro, rei dos Persas, que, tendo em 539 conquistado Babilónia, autorizava os deportados a regressarem às suas terras de origem. O Profeta esclarece que esta libertação é obra de Deus, Senhor do mundo e do curso da história, que se serve do rei Ciro, como seu «ungido», para trazer a liberdade ao Povo. Este regresso, difícil sobretudo para quem já tinha nascido no desterro e para quem ali se encontrava sofrivelmente instalado, é enaltecido e apresentado poeticamente como um «novo êxodo», ainda mais maravilhoso do que o primeiro. O regresso não será um caminho difícil e penoso, pois o Senhor vai fazer grandes prodígios a favor dos retornados.

3 «Uma voz clama: 'Preparai no deserto o caminho do Senhor…’», tem uma esplêndida actualização na abertura do Evangelho de S. Marcos, o Evangelista deste ano B. Na tradição bíblica o deserto, passa a ter um profundo significado simbólico, como o lugar do encontro com Deus, na solidão e na intimidade da alma em oração, como o tempo de prova e purificação. O abater dos montes e o altear das terras abatidas para construir estradas – coisa então impensável sem a potente maquinaria moderna – é uma ousada metáfora, que se presta a ser aplicada às disposições da alma para que Deus entre nela. O texto da leitura, admiravelmente musicado no início do Messias de Händel, é bem adequado para nos introduzir no espírito do Advento, a preparar a vinda do Senhor, com disposições de humildade e rectidão para endireitar tudo o que na nossa vida ande mais ou menos desviado da vontade de Deus (cf. v. 4).

 

Salmo Responsorial    Sl 84 (85), 9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Monição: Também a nós o Senhor dará o que é bom e não nos faltará com os auxílios da Sua misericórdia.

 

Refrão:        Mostrai-nos o vosso amor e dai-nos a vossa salvação.

 

Ou:               Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia.

 

Escutemos o que diz o Senhor:

Deus fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis.

A sua salvação está perto dos que O temem

e a sua glória habitará na nossa terra.

 

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,

abraçaram-se a paz e a justiça.

A fidelidade vai germinar da terra

e a justiça descerá do Céu.

 

O Senhor dará ainda o que é bom

e a nossa terra produzirá os seus frutos.

A justiça caminhará à sua frente

e a paz seguirá os seus passos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Pedro recorda-nos a autêntica dimensão da esperança cristã: preparar-nos para a vinda do Senhor por uma maior santidade de vida.

 

2 São Pedro 3, 8-14

8Há uma coisa, caríssimos, que não deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos e mil anos como um dia. 9O Senhor não tardará em cumprir a sua promessa, como pensam alguns. Mas usa de paciência para convosco e não quer que ninguém pereça, mas que todos possam arrepender-se. 10Entretanto, o dia do Senhor virá como um ladrão: nesse dia, os céus desaparecerão com fragor, os elementos dissolver-se-ão nas chamas e a terra será consumida com todas as obras que nela existem. 11Uma vez que todas as coisas serão assim dissolvidas, como deve ser santa a vossa vida e grande a vossa piedade, 12esperando e apressando a vinda do dia de Deus, em que os céus se dissolverão em chamas e os elementos se fundirão no ardor do fogo! 13Nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos céus e a nova terra, onde habitará a justiça. 14Portanto, caríssimos, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz.

 

No final desta epístola o autor inspirado tenta dar uma resposta aos que estavam perplexos com a demora da segunda vinda de Cristo; com efeito, tão grande era o desejo de que Ele chegasse, que chegaram a convencer-se da sua proximidade! Temos aqui um apelo à fé, pois o Senhor sempre cumpre o que promete, mas a verdade é que o dia da sua vinda nos é desconhecido e todos os cálculos humanos estão destinados a falhar, uma vez que para Deus «mil anos são como um só dia», no dizer do Salmo 89 (90), 4; por outro lado, Ele quer dar tempo para que «todos se possam arrepender» (v. 9).

10 «O dia do Senhor chegará como um ladrão» é uma expressão tradicional que consta dos ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos: cf. Mt 24, 36.43-44.48-50; Lc 12, 35-48; 1 Tes 5, 4-6;2 Tim 2, 13-14; Apoc 3, 3.

12-13 «Os céus se dissolverão em chamas e os elementos se fundirão no ardor do fogo»: Não parece que se esteja a falar dos quatro elementos da Natureza, segundo os antigos: terra, água, ar e fogo; pela oposição à «Terra», parece que a expressão se refere aos corpos celestes. No entanto, o género destas expressões é claramente apocalíptico, uma linguagem figurada, grandiosa e aterradora, com que se alude a uma poderosa intervenção de Deus, mas sem que nada de concreto se possa especificar. Mas não se pense que tudo vá terminar na destruição; acabará certamente este tipo de vida e, em vez de aniquilamento, o que acontecerá há-de ser uma radical transformação – «os novos céus e a nova terra» –, que também não sabemos em que vai consistir. Estamos perante uma outra rara citação do A. T. na Secunda Petri (Is 65, 17; 66, 22; cf. Rom 8, 18-30; 2 Cor 5, 14-15; Apoc 21, 1; cf. tb. Jds 24). Trata-se de uma nova ordem de coisas, «onde habitará a justiça», isto é, a santidade e a plena harmonia de acordo com o projecto de Deus, pois não haverá mais pecado e os pecadores rebeldes estarão para sempre apartados para o fogo eterno (cf. Mt 25, 41). O mais que se diga é especulação e alimento mais ou menos edificante da imaginação.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 3, 4.6

 

Monição: Aclamemos o Evangelho, cantando jubilosamente o Aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Carneiro, NRMS 97

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

 

 

Evangelho

 

São Marcos 1, 1-8

1Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus. 2Está escrito no profeta Isaías: «Vou enviar à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho. 3Uma voz clama no deserto: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas'». 4Apareceu João Baptista no deserto a proclamar um baptismo de penitência para remissão dos pecados. 5Acorria a ele toda a gente da região da Judeia e todos os habitantes de Jerusalém e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6João vestia-se de pêlos de camelo, com um cinto de cabedal em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7E, na sua pregação, dizia: «Vai chegar depois de mim quem é mais forte do que eu, diante do qual eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias. 8Eu baptizo-vos na água, mas Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo».

 

S. Marcos começa o seu Evangelho com umas breves referências à pregação do Baptista (vv. 2-8) e ao Baptismo de Jesus (vv. 9-11) e uma brevíssima alusão às tentações no deserto (vv. 12-13), que constituem como que o prólogo da sua obra. À primeira vista, poderia parecer que no 1º versículo – «Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» – a palavra Evangelho designaria o seu escrito. Mas a verdade é que estas palavras são como que a síntese de toda a obra: «Jesus» é «Cristo», isto é, o Messias anunciado pelos profetas e também o «Filho de Deus». Todo o Evangelho de Marcos está enquadrado nesta confissão de fé, com que também finaliza a vida terrena de Jesus: «verdadeiramente este homem era Filho de Deus (Mc 15, 39). O próprio Jesus é Ele mesmo o «princípio» da salvação, pois Ele é a Boa Nova, o «Evangelho». A palavra grega «evangelho» significa boa notícia; no Novo Testamento é o feliz anúncio da salvação que Deus comunica aos homens por meio de seu Filho.

A citação inicial (vv. 2-3) de Isaías 40, 3 (cf. 1ª leitura de hoje) tem o valor da citação do Profeta messiânico por excelência, por isso engloba na citação uma parte que nem sequer é de Isaías, o v. 2, mas do profeta Malaquias (Mal 3, 1; cf. Ex 23, 20). A grandeza de Jesus é posta em relevo pela humildade de João que afirma: «eu não sou digno de me inclinar para desatar as correias das suas sandálias» (v. 7); com efeito desatar as sandálias era considerado algo tão humilhante, que nem sequer se podia exigir a uma escravo que fosse judeu. O convite do Baptista à «penitência» (v. 4) é o melhor apelo a «preparar o caminho do Senhor» para o Natal que se aproxima; o próprio João aparece como um modelo de preparação: um homem desprendido e penitente (cf. v. 6).

 

Sugestões para a homilia

 

1. Preparar o caminho do Senhor.

2. Tempo de esperança.

 

“Preparai o caminho do Senhor, endireitai-lhe as veredas” (Evangelho).

Os cuidados deste mundo, as seduções das riquezas, as preocupações materiais podem converter-se, muitas vezes, em obstáculos que impedem o caminhar para Deus; por isso, pedimos ao senhor que “nos ensine a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu” (Oração depois da comunhão).

O Senhor veio “a primeira vez, na humildade da natureza humana…abrir-nos o caminho da salvação”(Prefácio); enquanto esperamos a Sua vinda gloriosa, “aguardando novos Céus e uma nova Terra, nos quais habitará a justiça” (2ª leitura), esforçamo-nos por ser perfeitos, em santidade de vida e de piedade, afastando-nos das ocasiões de pecado, vencendo as tentações, lutando contra o orgulho e a sensualidade, para que “o Senhor nos encontre em paz” (2ª leitura).

O Advento que estamos a viver é uma boa oportunidade para preparar essa vinda do Senhor, endireitando os caminhos tortuosos, rectificando o que está mal, melhorando o que está bem, confessando os nossos pecados, sendo cada vez mais generosos na nossa entrega ao senhor. Desse modo, o Natal que se aproxima será um verdadeiro encontro com Cristo Salvador e representará para todos nós cristãos uma nova iluminação, um novo nascimento, uma verdadeira conversão.

Tempo de esperança.

“Deus usa de paciência para convosco e não quer que alguns venham a perder-se, mas que todos se possam arrepender” (2ª leitura).

O Advento é, pois, um tempo de esperança. É uma boa oportunidade para aprendermos a crescer nessa virtude, a ter paciência, a ter calma…a dar tempo ao tempo. As virtudes sólidas não se adquirem sem esforço, sem fadiga, sem luta: ninguém se faz santo de repente…O amor de Deus age lentamente; o tempo é o grande aliado de Deus: na sua Providência, tudo vai encaminhando firmemente para o bem dos que O amam. Em Deus não há vicissitudes nem sombras de mudanças: “um dia diante do Senhor é como mil anos e mil anos como um dia” (2ª leitura). Jesus, na Sua mensagem de salvação, compara o Reino de Deus a um grão de mostarda…que, pouco a pouco, se tornará uma grande árvore.

Saber esperar - grande sabedoria! Saber esperar, recomeçando continuamente, tendo confiança nas promessas do Senhor, estando sempre serenos, vendo as coisas e os acontecimentos com olhos de eternidade, com optimismo: “ O Senhor dará o que é bom e dará fruto a nossa terra” (Salmo Responsorial).

Deus sabe por onde nos leva e a Sua paciência é infinita: continuamente nos oferece o seu perdão e nos dá a sua graça, se nós nos arrependermos. Não é um Deus de aflições mas de consolação: “Consolai, consolai o meu povo, diz o Vosso Deus, e falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que…está perdoada a sua culpa” (1ª leitura).

A Virgem Maria, Mãe da esperança, acompanhar-nos-á com a sua intercessão poderosa no esforço deste Advento.

 

Fala o Santo Padre

 

«Isto quer o Senhor no Advento:

animar o seu Povo e a humanidade inteira, para anunciar a salvação.»

Há uma semana estamos a viver o tempo litúrgico do Advento: período de abertura ao futuro de Deus, de preparação para o Santo Natal, quando Ele, o Senhor, que é a novidade absoluta, veio habitar no meio desta humanidade decaída para a renovar a partir de dentro. Na liturgia do Advento ressoa uma mensagem cheia de esperança, que exorta a dirigir o olhar para o horizonte último, mas ao mesmo tempo, a reconhecer no presente os sinais do Deus-connosco. Neste segundo Domingo de Advento a Palavra de Deus assume os realces comovedores do chamado Segundo Isaías, que aos Israelitas, provados por décadas de amargo exílio na Babilónia, anunciou finalmente a libertação: "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Animai Jerusalém e gritai-lhe que a sua servidão terminou" (Is 40, 1-2). Isto quer o Senhor no Advento: animar o seu Povo e, por seu intermédio, a humanidade inteira, para anunciar a salvação. Também hoje se eleva a voz da Igreja: "Preparai no deserto um caminho para o Senhor" (Is 40, 3). Pelas populações prostradas pela miséria e pela fome, pelas fileiras de refugiados, por quantos sofrem graves e sistemáticas violações dos próprios direitos, a Igreja coloca-se como sentinela sobre o monte elevado da fé e anuncia: "Aqui está o vosso Deus! O Senhor Deus vem com fortaleza" (Is 40, 9-10).[…]

Com toda a sua humildade, Maria caminha à frente do novo Israel no êxodo de todos os êxodos, de todas as opressões, escravidões morais e materiais, rumo a "novos céus e a uma nova terra, onde habita a justiça" (2 Pd 3, 13). À sua materna intercessão, confiemos a esperança de paz e de salvação dos homens do nosso tempo.

Bento XVI, Angelus, 7 de Dezembro de 2008

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos,

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito…

Oremos com toda a confiança ao Deus todo-poderoso,

dizendo:

 

Vinde, Redentor do mundo!

 

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

para que anunciem corajosamente o Reino de Cristo,

e estimulem os corações dos fiéis

a receberem com alegria a vinda do Salvador,

oremos irmãos.

 

2.     Pelos governantes das nações:

para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

estejam sempre abertos ao seu bem espiritual,

oremos, irmãos.

 

3.     Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

oremos, irmãos.

 

4.     Por todos nós aqui presentes,

para que o Senhor nos converta ao seu amor,

e os pobres, doentes e famintos

jamais se sintam abandonados por nós,

oremos irmãos.

 

5.     Por todos os fiéis defuntos,

para que, por intercessão de Maria,

alcancem de Deus a misericórdia,

oremos, irmãos.

 

Deus eterno e omnipotente,

que nos mandais preparar os caminhos de Cristo,

curai as nossas fraquezas e movei-nos à penitência,

a fim de vivermos o efeito pleno do nosso Baptismo.

Pelo mesmo Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Preparai os caminhos do Senhor, M. Carneiro, NRMS 95-96

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio I do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: Santo II, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

“Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê quanta alegria te vem do teu Deus” (Antífona da Comunhão).

Para não desfalecermos neste caminho para a Pátria Bem-aventurada, o Senhor veio viver no meio de nós e dar-se como alimento para a nossa fome, como bebida para a nossa sede.

 Vamos, pois, com alegria à mesa do Senhor e comunguemos com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor nos visitará, F. da Silva, NRMS 64

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da Comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: Virá o grande profeta (Antífona 3), Az. Oliveira, NRMS 39

 

Oração depois da Comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A este mundo que se perde tantas vezes no desespero e no absurdo, levemos nós uma mensagem de esperança, sabendo que tudo o que acontece é para bem dos que amam e esperam no Senhor.

 

Cântico final: Desça o orvalho, J. Santos, NRMS 15

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO ADVENTO

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-XII: O nosso Deus vem para nos salvar.

Is 35, 1-10 / Lc 5, 17-26

Então os olhos dos cegos hão-de abrir-se, e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará de alegria.

Com a vinda do Messias realizar-se-ão acontecimentos extraordinários (Leit.). E Jesus cura um paralítico e perdoa-lhe os pecados (Ev.).

Aproximemo-nos do Senhor para que Ele perdoe os nossos pecados, abeirando-nos do sacramento da Penitência (CIC, 1116), e ajudemos outros a fazerem o mesmo. E também para que Ele cure as nossas paralisias: o afastamento dos Sacramentos e da vida de oração, a pouca ajuda na vida familiar e no local de trabalho, o receio de falar de Deus e dos seus ensinamentos aos outros, etc.

 

3ª Feira, 6-XII: Tempo de esperança: que ninguém se perca.

Is 40, 1-11 / Mt 18, 12-14

Olhai que o Senhor Deus vai chegar com poder… É como o pastor que apascenta o seu rebanho.

A Igreja é «também o rebanho, do qual o próprio Deus predisse que seria o pastor, e cujas ovelhas, ainda que governadas por pastores humanos, são contudo guiadas e alimentadas sem cessar pelo próprio Cristo, bom Pastor» (CIC, 754).

O amor de Deus por nós é um amor misericordioso, porque não quer que se perca ninguém: «não é da vontade de meu Pai, que se perca um só destes pequeninos (Ev.) (CIC, 605). O Advento é um tempo de esperança, que devemos aproveitar para uma reconciliação, para uma conversão.

 

4ª Feira, 7-XII: A recuperação de forças.

Is 40, 25-31 / Mt 11, 25-30

Os que esperam no Senhor recuperam as forças… Correm sem se fatigarem, caminham sem se cansarem.

A perda de forças é uma situação habitual: há problemas de difícil solução, aparece algum sofrimento, etc. «Os jovens cansam-se e fatigam-se, e até os homens feitos desfalecem» (Leit.).

Como recuperar as forças? O Senhor convida-nos a aproximar-nos d’Ele (Ev.) (CIC, 1658). E a ter muita esperança: «Os que esperam no Senhor recuperam as forças» (Leit.). Procuremos igualmente ser um bom apoio para aqueles que nos rodeiam, ajudando-os na resolução dos seus problemas.

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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