aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

TERRA SANTA

 

APOIO PARA A

MINORIA CRISTÃ

 

O Presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso pediu apoio para a minoria cristã na Terra Santa.

 

“Os cristãos da Terra Santa são uma minoria, mas uma minoria que conta”, disse no passado 20 de Julho o Cardeal Jean-Louis Tauran, durante uma conferência internacional sobre esta comunidade, realizada em Londres.

Na ocasião, o prelado francês lançou um apelo para que a Terra Santa não se transforme num mero local para estudos arqueológicos.

“Os cristãos da Terra Santa são também um dom para a sociedade, porque trazem abertura cultural, sentido de dignidade da pessoa humana, em particular das mulheres, e uma ideia de política que pode levar à democracia”, indicou.

O cardeal Tauran ressaltou ainda que “os cristãos têm vocação para serem pontes junto de judeus e muçulmanos, devendo ser anunciadores da esperança, em memória de Abraão, o pai das três religiões monoteístas”.

 

 

MALÁSIA

 

RELAÇÕES COM A

SANTA SÉ

 

O Vaticano anunciou no passado 27 de Julho o estabelecimento oficial de relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Malásia.

 

“A Santa Sé a Malásia, desejosas de promover elos de amizade mútua, decidiram de comum acordo estabelecer relações diplomáticas a nível de Nunciatura Apostólica, por parte da Santa Sé, e de Embaixada, por parte da Malásia”, indica a nota oficial.

A Santa Sé tem relações diplomáticas com cerca de 180 países, a que se junta agora a Malásia, nação asiática em que o Islão é religião oficial e onde residem cerca de 850 mil católicos numa população de 28 milhões de pessoas.

A Rádio Vaticano sublinha, a este respeito, que a Igreja Católica está presente na Malásia desde 1511, com a chegada dos primeiros missionários portugueses à cidade de Malaca, onde se deslocou também São Francisco Xavier em 1545.

 

 

TURQUIA

 

PROVÁVEL TÚMULO

DO APÓSTOLO FILIPE

 

O arqueólogo Francesco d’Andria afirmouno passado 27 de Julho ter encontrado na Turquia o túmulo de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus, após anos de escavações em Pamukkale, na zona oeste do país.

 

“Há 12 anos que tentamos encontrar o túmulo de São Filipe. Finalmente encontrámo-lo entre os escombros de uma igreja que escavávamos há cerca de um mês”, disse Francesco d’Andria, professor de arqueologia e história da arte grega e romana na Universidade de Salento, na Itália.

O arqueólogo explicou que o túmulo ainda não foi aberto, mas acredita que a sua estrutura e as escrituras na pedra provem que aquela seja efectivamente a sepultura de São Filipe (século I).

“Um dia será aberta. Esta descoberta é de grande importância para a arqueologia e para todo o mundo cristão”, disse.

Um edifício octogonal guardou a memória do apóstolo São Filipe em Hierápolis, antiga cidade do Império Romano, existindo ainda uma basílica erguida no século V.

Em declarações ao jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, Francesco d'Andria indica que “esta igreja foi construída em volta de uma sepultura romana do século I que, evidentemente, era tida em grande consideração, dado ter-se decidido edificar uma basílica, mais tarde”.

A edição de 29 de Junho do jornal cita Eusébio de Cesareia, bispo do século IV, que identificava o apóstolo Filipe como “aquele que repousa em Hierápolis”; e considera que a missão arqueológica italiana iniciada em 1957 e hoje composta por uma equipa internacional "terá provavelmente descoberto o túmulo do apóstolo".

Originário da Galileia, Filipe foi um dos doze apóstolos, tendo viajado, após a morte de Jesus, para evangelizar as regiões da Ásia Menor.

Segundo documentos e testemunhos históricos, o apóstolo terá sido lapidado e depois crucificado pelos romanos.

As relíquias de São Filipe estão guardadas numa igreja de Roma, juntamente com as de São Tiago Menor; a festa litúrgica dos dois apóstolos é celebrada anualmente a 3 de Maio.

 

 

ESTADOS UNIDOS

 

BISPOS LEMBRAM

11 DE SETEMBRO

 

A Conferência Episcopal dos EUA criou uma secção especial na sua página na Internet para assinalar o 10.º aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro, que deixaram cerca de 3 mil mortos, apelando ao “perdão”.

 

“É preciso entregar ao Senhor a nossa raiva e o nosso desejo de vingança porque compete a Deus e não a nós punir aqueles que fizeram o mal. Não devemos ser vingativos, mas devemos perdoar”, pode ler-se.

Intitulado “11 de Setembro: A Igreja Católica recorda”, o espaço do site apresenta orientações litúrgicas e sugestões para as celebrações da data que este ano coincide com o domingo.

Paz e reconciliação são algumas das palavras que os bispos colocam em destaque nas suas sugestões para as homilias a serem feitas nesse dia, cuja abordagem principal será “o desafio do perdão”.

Os Bispos sublinham que “perdoar o outro não significa absolvê-lo das suas responsabilidades”, porque “a misericórdia não exclui a justiça ou a necessidade de conversão, mas abre um caminho de caridade que a encoraja a promover ambas”.

Para marcar este décimo aniversário, a Conferência Episcopal reuniu “reflexões e memórias do clero que assistiu as vítimas e suas famílias” e de outros que sentiram o “impacto da tragédia”, para além das várias declarações dos próprios bispos sobre os atentados.

“Devemos trabalhar para proteger os inocentes e para conter os responsáveis dos crimes contra a humanidade, mas ao mesmo tempo somos chamados a perdoar, porque o perdão faz com que confrontemos as situações de modo positivo e com amor, não com o medo e com o ódio”, indica a nota.

Nas indicações litúrgicas para o próximo dia 11 de Setembro, são sugeridas intenções de oração por todas as vítimas “da violência e do terrorismo” no mundo e também pelos “líderes das nações, para que trabalhem em conjunto e enfrentem os problemas que oferecem solo fértil ao crescimento do terrorismo”.

 

 

SOMÁLIA

 

URGÊNCIA DE AJUDA ALIMENTAR

 

O Presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes da Santa Sé, criticou no passado dia 5 de Agosto as hesitações da comunidade internacional na resposta à crise alimentar e humana na Somália e outras regiões do leste africano.

 

Em entrevista ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, o arcebispo italiano Mons. Antonio Maria Vegliò lamenta que ninguém pareça “querer verdadeiramente tomar conta da situação” e procurar uma solução.

A fome ameaça 13 milhões de pessoas na Somália, Etiópia, Quénia, Djibouti e outros países no chamado Corno de África, afectado pelas piores secas dos últimos 60 anos.

Segundo o Presidente do Conselho Pontifício, “as ajudas humanitárias acabam, muitas vezes, por cair na rede das lutas internas que ensanguentam” a Somália e “não chegam às populações em necessidade”.

Nesse sentido, o arcebispo pede mediação internacional e lembra que a situação era previsível, por causa da carestia no país.

“Estamos a agir tarde, talvez demasiado tarde, mas infelizmente isso está ligado à história complicada da Somália”, admite o membro da Cúria Romana.

 

Bento XVI esteve entre os primeiros a denunciar a gravidade da situação, no dia 17 de Julho, enviando logo um donativo para a Somália.

Em 12 de Agosto, enviou uma nova ajuda financeira, para cinco dioceses do Quénia e seis da Etiópia.

Os donativos foram enviados através do Conselho Pontifício Cor Unum, organismo da Santa Sé que coordena as acções de solidariedade promovidas pelo Papa.

O secretário do Conselho, Mons. Giampietro Dal Toso, definiu a iniciativa como uma “prova da atenção particular com a qual Bento XVI acompanha a dramática situação da região e da sua solicitude com aquele povo sofrido”.

 

 

GUINÉ – BISSAU

 

AO SERVIÇO DA VIDA,

DA SAÚDE E DO ENSINO

 

A missão de Cumura, a 10 kms de Bissau, é um exemplo da intervenção social da Igreja Católica na saúde e no ensino, domínios onde as infra-estruturas estatais estão muito aquém das necessidades.

 

O programa ‘70x7’ emitido no domingo 7 de Agosto na RTP-2 visitou o espaço coordenado por missionários franciscanos que acolhe hospital e escola, além de uma aldeia para leprosos rejeitados pelas famílias.

O franciscano português Victor Henriques, médico e director clínico da unidade hospitalar, refere que a lepra está a diminuir – 60 a 70 novos casos por ano – mas regista o aumento da SIDA e tuberculose, que a par das doenças respiratórias e tropicais constituem os casos mais atendidos, num país onde a expectativa de vida é inferior a 50 anos.

O franciscano lamenta que a unidade não disponha em permanência de cirurgião e obstetra, especialidades que a par da oftalmologia só estão disponíveis duas vezes por ano, quando recebe uma equipa de voluntários dos hospitais de Santo António (Porto) e de Guimarães. “Muitas vezes temos um sentimento de frustração, fracasso e desânimo. Mas também temos casos bonitos, em que vimos o resultado do nosso trabalho. E são eles que justificam a nossa presença e nos dão alegria e ânimo para continuar a nossa missão”, salienta Victor Henriques.

Num território onde pouco mais de 40 % população com idade superior a 15 anos sabe ler e escrever, estimando-se que menos de 30 % das mulheres sejam alfabetizadas, os franciscanos edificaram uma escola para os 11 primeiros anos de escolaridade naquela que é a maior das suas missões na Guiné-Bissau.

A Ordem dos Frades Menores fixou-se no território em 1660, estando hoje presente em oito locais com 38 religiosos – cinco portugueses, 21 guineenses e 12 italianos – a que se juntam as Franciscanas Missionárias do Imaculado Coração de Maria.

O financiamento é assegurado pela congregação, instituições públicas e privadas portuguesas e italianas, organismos como a Associação Portuguesa dos Amigos de Raoul Follereau, Organização Mundial de Saúde e Banco Mundial, além de benfeitores.

A Guiné-Bissau, onde os cristãos constituem 10% dos 1,5 milhões de habitantes, maioritariamente do Islão (50%) e de religiões de origem africana, está entre os 10 países com a maior taxa de mortalidade infantil, com 96 mortes por cada nascimento.

A maternidade de Cumura, com 500 consultas mensais, empenha-se no combate à transmissão do HIV/SIDA de mãe para filho, ao mesmo tempo que procura apostar na segurança de mães e bebés: dos mais de 1700 partos feitos em 2010, registou-se um óbito.

 

 

INGLATERRA

 

ARCEBISPO CONDENA

VIOLÊNCIA EM LONDRES

 

O Presidente da Conferência Episcopal de Inglaterra e Gales, Mons. Vincent Nichols, condenou no passado dia 9 de Agosto a “violência criminosa e as pilhagens” que ocorreram nas últimas noites em Londres e noutros locais da Inglaterra.

 

A vaga de desordem começou no sábado dia 6 em Tottenham, no norte de Londres, após um protesto contra as circunstâncias da morte de um residente local, durante uma operação policial.

Grupos de jovens incendiaram edifícios, carros e contentores do lixo, vandalizando lojas e atirando garrafas e outros objectos à polícia.

A onda de violência na capital inglesa, nas últimas três noites, estendeu-se a Birmingham, Bristol (sul) e Liverpool (norte).

Segundo o arcebispo católico de Westminster, em Londres, estas cenas são chocantes e representam um “desrespeito pelo bem comum da sociedade”.

Em comunicado publicado na página da Internet da arquidiocese, Mons. Vincent Nichols pediu orações aos católicos,  “especialmente pelos que foram directamente afectados pela violência” e pelos que “enfrentam o perigo nas ruas”.

O presidente da Conferência Episcopal inglesa fala também nos pais “preocupados com o comportamento dos seus filhos” e reza pelos que “neste momento são tentados a seguir os caminhos da violência e do roubo”.

“Que Deus nos dê a coragem e a determinação para moldarmos a nossa vida com dignidade, respeito por nós próprios e preocupação pelo bem comum”, conclui o prelado.

 

 

BRASIL

 

ALERTA À CORRUPÇÃO

 

Apresentamos a nota divulgada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no passado dia 11 de Agosto, intitulada “Ética e transparência”, falando da sua preocupação com as denúncias de corrupção na administração pública no país:

 

O Conselho Episcopal Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília, de 09 a 11 de Agosto de 2011, refletiu sobre temas pastorais e suas implicações na vida do povo. Chamaram a atenção do Conselho as notícias veiculadas pela imprensa, nestes dias, sobre casos de denúncias de corrupção na administração pública, o que gera um clima de perplexidade, insegurança e indignação.

Os princípios éticos da verdade e da justiça exigem exemplar apuração dos fatos com a consequente punição dos culpados, porque não se pode transigir diante da malversação do emprego do dinheiro público. Sacrificar os bens devidos a todos é um crime que clama aos céus por lesar, sobretudo, os pobres.

A atuação de instituições do Estado no atual contexto revela solidez. Os fatos em visibilidade, no entanto, reforçam a necessidade do aperfeiçoamento da democracia, o que só ocorrerá por meio de uma administração transparente e de uma profunda Reforma Política.

Nossa Senhora Aparecida seja intercessora junto ao seu Filho Jesus para que os brasileiros e brasileiras contribuam para a construção da justiça e da paz no País, na harmonia e na esperança.

“Felizes os que têm fome e sede da justiça, porque serão saciados” (Mt 5,6).

Brasília, 11 de Agosto de 2011

 

Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida – SP

Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luís do Maranhão-MA

Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Prelado de São Félix-MT

Secretário Geral da CNBB

 

 

BRASIL

 

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

NO RIO DE JANEIRO

 

O arcebispo do Rio de Janeiro, cidade que em 2013 vai receber a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), considera que o maior evento juvenil da Igreja Católica vai contrapor-se à diminuição do cristianismo na América Latina.

 

D. Orani Tempesta sustentou que “a América Latina tem fortes raízes cristãs, que estão a perder-se pouco a pouco devido à falsa compreensão do país laico, às ideias que vão aparecendo com as crises dos valores”.

“Creio que é um momento de vivermos a nossa vocação de um país com raízes cristãs e de podermos manifestar isso, seja através do que vai acontecer na Jornada e com a vinda do Papa, e de reafirmarmos aquilo que acreditamos que ajude o mundo, o Brasil e a cidade a caminhar cada vez melhor”, apontou.

O prelado salientou também que o encontro, cuja localização foi anunciada no domingo 21 de Agosto pelo Papa Bento XVI, no fim da Jornada Mundial realizada em Madrid, será uma oportunidade para a população da antiga capital brasileira revigorar a sua fé e mostrar o seu rosto jovem.

O encontro realizar-se-á na cidade mesmo que ela não estivesse a preparar-se para acolher o campeonato mundial de futebol em 2014 e as Olimpíadas de 2016, sublinhou o arcebispo, que no entanto reconhece a importância para a JMJ das estruturas viárias e aeroportuárias que estão a ser renovadas e construídas para aqueles eventos.

O Papa João Paulo II, criador da Jornada Mundial da Juventude, visitou a “Cidade Maravilhosa” em 1997, tendo então afirmado que “Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca”.

 

 

INGLATERRA

 

MUSEU BRITÂNICO

EXPÕE RELICÁRIOS MEDIEVAIS

 

O Museu Britânico, em Londres, expõe até 9 de Outubro mais de 150 relicários, numa mostra intitulada “Tesouros do Céu. Santos, relíquias e devoção na Europa medieval”.

 

Os responsáveis pela iniciativa assinalam que esta é a “primeira vez que se reúnem alguns dos melhores tesouros da Idade Média” no mesmo espaço.

Os visitantes podem observar mais de 150 peças, vindas de quatro dezenas de locais, incluindo o Vaticano, diversas igrejas europeias e museus, incluindo a colecção do próprio British Museum.

Uma relíquia é um objecto preservado com o propósito de ser venerado religiosamente: pode ser uma peça associada a uma história religiosa, um objecto pessoal, partes do corpo de um santo ou de um beato.

As relíquias são usualmente guardadas em receptáculos próprios chamados relicários, muitas vezes feitos em ouro ou prata e ricamente decorados.

“Foi no período medieval que o uso de relíquias para práticas devocionais se desenvolveu e se tornou uma parte central do culto cristão. Para muitos, as relíquias de Cristo e dos santos continuam a ser uma ponte entre o céu e a terra, ainda hoje”, refere o Museu Britânico, no texto de apresentação da exposição.

Os objectos mais antigos datam do período romano e marcam a “evolução do culto dos santos” desde o século IV ao final da Idade Média.

Destaca-se o facto de muitas destas peças não serem vistas em número tão significativo no Reino Unido desde a separação da Igreja Anglicana, no século XVI, que levou à destruição de muitos santuários de santos católicos.

 

 

ITÁLIA

 

ENCONTRO DE AMIZADE

EM RIMINI

 

O 32º Encontro de Amizade entre os Povos, que terminou no passado 27 de Agosto na cidade de Rimini, no centro-norte de Itália, permitiu a partilha de experiências de vida e de fé entre mais de 800 mil pessoas, de 38 nacionalidades.

 

A presidente do comité organizador do evento mostrou-se satisfeita com a adesão que teve esta iniciativa, promovida pelo movimento católico “Comunhão e Libertação” e onde se abordou a importância de Deus numa sociedade em crise.

“Encontrámos pessoas vindas de todas as partes do mundo que mostraram a forma como a força da sua fé lhes permite enfrentar os problemas com um optimismo surpreendente”, sublinhou Emilia Guarnieri.

Aludindo ao tema deste ano, “E a existência torna-se numa certeza imensa”, aquela responsável destacou o testemunho forte dado não só por leigos e eclesiásticos, mas também por líderes políticos e empresários.

O exemplo foi dado pelo presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, que logo na sessão de abertura incentivou os jovens a “falarem a linguagem da verdade”.

“Em tempos de incerteza, vocês carregam um desejo de certeza, representam um recurso humano para o nosso país que devem fazer valer ainda mais”, defendeu.

Preenchido com mais de 113 encontros, 10 exposições, 26 espectáculos, o 32º Encontro de Amizade entre os Povos reflectiu sobre a realidade italiana e a conjuntura internacional, a partir de exemplos passados e presentes.

Trabalharam no evento cerca de quatro mil voluntários, na sua grande maioria italianos.

A 33ª edição do certame, entre 19 e 25 de Agosto de 2012, vai ser dedicada ao tema “A natureza do Homem e a sua relação com o infinito”.

 

 

POLÓNIA

 

FALECEU O CARDEAL DESKUR

 

Faleceu no passado sábado dia 3 de Setembro, em Roma, com 87 anos de idade, o Cardeal Andrezej Maria Deskur. Pertencia ao clero de Cracóvia, na Polónia, e era Presidente emérito do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.

 

Num telegrama de condolências enviado ao Cardeal Estanislau Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, Bento XVI exprime a sua tristeza pela notícia e recorda com gratidão a preciosa colaboração prestada pelo Cardeal Deskur ao longo de décadas à Santa Sé, onde serviu nada menos de seis pontífices, dedicando-se de modo particular à animação cristã no campo dos meios de comunicação social. Ligado por uma profunda amizade ao Papa João Paulo II, o Cardeal Deskur deixa a recordação duma vida gasta na adesão coerente e corajosa à própria vocação como pio e zeloso sacerdote, que enriqueceu o seu ministério aceitando com evangélica resignação a sua enfermidade – escreve o Papa.

O cardeal Deskur nasceu na Polónia em 1924 de uma família de origem francesa. Estudou Direito na Universidade Católica de Cracóvia e foi secretário geral da mais importante organização estudantil do imediato pós-guerra, o “Bratniak”. Entrou para o seminário em Agosto de 1950, estudou teologia em Friburgo e, em finais de 1952, foi chamado a Roma para trabalhar na Secretaria de Estado do Vaticano, onde desempenhou muitos cargos ligados aos meios de comunicação social.

Em 1973 foi nomeado Presidente da então Comissão (hoje Conselho) Pontifício para as Comunicações Sociais. Deu um contributo específico em numerosos congressos e reuniões internacionais sobre a comunicação social, viajando neste sentido para cerca de 70 países. Foi também um dos promotores da “Rádio Veritas” para os países da Ásia e Oceânia. Mas este empenho todo na comunicação social nunca lhe impediu dedicar-se à pastoral activa, tendo desempenhado o seu ministério sacerdotal em diversas paróquias de Roma, primeiro como padre e depois como bispo. Desde há muitos anos vinha desempenhando a actividade de Director espiritual no pré-seminário São Pio V em Roma.

Logo após a sua eleição, João Paulo II saiu pela primeira vez do Vaticano para ir visitar o seu amigo íntimo que se encontrava hospitalizado na Clínica Gemelli. Mais tarde, em Maio de 1985, criou-o cardeal.

 


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