33.º Domingo Comum

13 de Novembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso Pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Jer 29, 11.12.14

Antífona de entrada: Os meus pensamentos são de paz e não de desgraça, diz o Senhor. Invocar-Me-eis e atenderei o vosso clamor, e farei regressar os vossos cativos de todos os lugares da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A vida de família é uma escola de virtudes onde as pessoas se educam mutuamente e onde cada um procura desenvolver as qualidades recebidas.

Entre todas as pessoas que integram a família, a mãe tem um papel muito importante neste crescimento humano dos filhos, quer pelo seu exemplo, quer pela sua acção directa.

O Senhor quer que nós cooperemos generosamente num crescimento humano e sobrenatural e recorda-nos esta necessidade na liturgia do Domingo que estamos a celebrar.

Que o Divino Espírito Santo ilumine a nossa inteligência e mova a nossa vontade para correspondermos generosamente aos desígnios de Deus.

 

Acto penitencial

(Tempo de silêncio.)

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de encontrar sempre a alegria no vosso serviço, porque é uma felicidade duradoira e profunda ser fiel ao autor de todos os bens. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No trecho do livro sagrado dos Provérbios que vamos ouvir proclamar, o Senhor diz-nos que a mulher que administra bem a sua casa merece louvor pelas suas obras e é exemplo do cuidado com que havemos de administrar a nossa vida.

 

Provérbios 31, 10-13.19-20.30-31

10Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior que o das pérolas. 11Nela confia o coração do marido e jamais lhe falta coisa alguma. 12Ela dá-lhe bem-estar e não desventura, em todos dias da sua vida. 13Procura obter lã e linho e põe mãos ao trabalho alegremente. 19Toma a roca em suas mãos, seus dedos manejam o fuso. 20Abre as mãos ao pobre e estende os braços ao indigente. 30A graça é enganadora e vã a beleza; a mulher que teme o Senhor é que será louvada. 31Dai-lhe o fruto das suas mãos e suas obras a louvem às portas da cidade.

 

O texto é tirado da última secção do livro dos Provérbios e contém os primeiros versículos do poema em que se enaltece «a mulher virtuosa», isto é, de valor; na tradução da Vulgata e da Neovulgata, é a mulher forte, ou dotada de força de carácter e de habilidades e ornada de virtudes. É uma espécie de «abecê da esposa ideal» (Dyson), começando mesmo cada verso por uma letra, segundo a ordem habitual do abecedário hebraico, um poema acróstico.

31 «O fruto das suas mãos». Já então a mulher amealhava com as suas economias domésticas, e esse produto podia dar não apenas para «alfinetes», mas até para poder plantar uma vinha, como se diz no v. 16 (omitido na leitura).

 

Salmo Responsorial    Sl 127, 1-2.3.4-5 (R. cf. 1a)

 

Monição: O Salmo 127 que vamos cantar (rezar) como resposta à interpelação que o Senhor acaba de :nos fazer contém a descrição dum lugar feliz. É uma alusão ao Céu, prémio dos que na terra vivem como bons filhos de Deus. Peçamos ao Senhor nos conceda a felicidade eterna com que agora sonhamos.

 

Refrão:        Ditoso o que segue o caminho do Senhor.

 

Feliz de ti que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda,

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira,

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na primeira carta aos Tessalonicenses, avisa-nos de que o fim da nossa vida terrena chegará subitamente, mas que esta verdade não nos deve entristecer, antes há-de estimular-nos a aproveitar bem o tempo que passa.

 

1 Tessalonicenses 5, 1-6

Irmãos: 1Sobre o tempo e a ocasião, não precisais que vos escreva, 2pois vós próprios sabeis perfeitamente que o dia do Senhor vem como um ladrão nocturno. 3E quando disserem: «Paz e segurança», é então que subitamente cairá sobre eles a ruína, como as dores da mulher que está para ser mãe, e não poderão escapar. 4Mas vós, irmãos, não andais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão, 5porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia: nós não somos da noite nem das trevas. 6Por isso, não durmamos como os outros, mas permaneçamos vigilantes e sóbrios.

 

Como diz H. Schürmann, «a espera do fim constitui a música de fundo de toda a carta».

1 «Sobre o tempo... não precisais de que se vos escreva». Deviam ser muito conhecidos os ensinamentos do Senhor acerca da sua última vinda (cf. Lc 12, 35-48; Mt 24, 42-50).

2-4 Quanto ao fim, toda a nossa certeza é que a hora é incerta. Esta incerteza, é uma graça de Deus, um convite a estarmos sempre preparados, a aproveitarmos o tempo fazendo todo o bem possível sem adiamentos. «Como um ladrão», isto é, sem avisar; não quer dizer traiçoeiramente, pois o Senhor é o melhor dos amigos e o melhor dos pais.

5 «Filhos da luz e filhos do dia», Deus é luz e nele não há quaisquer trevas (1 Jo 1, 5). Deus é a suma Verdade e o sumo Bem, sem a menor sombra de erro ou de maldade, diríamos na nossa linguagem. Ora nós somos filhos de Deus, participando da sua vida, da sua verdade pela fé, da sua bondade pela caridade: somos, pois, filhos da luz. Por isso, as nossas obras têm de ser claras, luminosas, nem podemos estar adormecidos, mas «vigilantes e sóbrios» (v. 6), numa espera activa.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 15, 4a.5b

 

Monição: A Palavra de Deus é uma chamada ao nosso crescimento interior, como condição para sermos felizes na terra e no Céu. Deus é um Pai tão carinhoso que não se cansa de nos recordar esta necessidade de crescer. E por isso que acolhemos a proclamação do Evangelho com o canto festivo do aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Permanecei em Mim e Eu permanecerei em vós, diz o Senhor.

Quem permanece em Mim dá fruto abundante.

 

 

Evangelho *

 

Nota de rodapé

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 25, 14-30  Forma breve: São Mateus 25, 14-15.19-21

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 14«Um homem, ao partir de viagem, chamou os seus servos e confiou-lhes os seus bens. 15A um entregou cinco talentos, a outro dois e a outro um, conforme a capacidade de cada qual; [e depois partiu. 16O que tinha recebido cinco talentos fê-los render e ganhou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que recebera dois talentos ganhou outros dois. 18Mas, o que recebera um só talento foi escavar na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.] 19Muito tempo depois, chegou o senhor daqueles servos e foi ajustar contas com eles. 20O que recebera cinco talentos aproximou-se e apresentou outros cinco, dizendo: ‘Senhor, confiaste-me cinco talentos: aqui estão outros cinco que eu ganhei’. [21Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 22Aproximou-se também o que recebera dois talentos e disse: ‘Senhor, confiaste-me dois talentos: aqui estão outros dois que eu ganhei’. 23Respondeu-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel. Porque foste fiel em coisas pequenas, confiar-te-ei as grandes. Vem tomar parte na alegria do teu senhor’. 24Aproximou-se também o que recebera um só talento e disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e recolhes onde nada lançaste. 25Por isso, tive medo e escondi o teu talento na terra. Aqui tens o que te pertence’. 26O senhor respondeu-lhe: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e recolho onde nada lancei; 27devias, portanto, depositar no banco o meu dinheiro e eu teria, ao voltar, recebido com juro o que era meu. 28Tirai-lhe então o talento e dai-o àquele que tem dez. 29Porque, a todo aquele que tem, dar-se-á mais e terá em abundância; mas, àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lançai-o às trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes’».]

 

A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas (Lc 19, 12-27), ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didáctico. Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça duma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor. O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em os fazer frutificar.

15 «Talento». Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata (mais corrente que o talento de oiro).

 

Sugestões para a homilia

 

a. A Palavra de Deus lembra-nos que somos responsáveis pela evolução da sociedade.

A 1ª leitura sublinha a importância da mulher na condução do lar. É um poema de louvor à mulher e pode chamar-se um texto profético porque ultrapassa a época em que a mulher pouco mais era que um objecto do marido. Hoje, a acção da mulher estende-se a toda a sociedade, e essa ascensão é referida na encíclica «Pacem in terris» de Papa João XXIII como um dos sinais dos tempos, que devemos ter em conta.

O Evangelho alarga a responsabilidade a todos - homens e mulheres, jovens e adultos. A 2ª leitura conjuga a responsabilidade pessoal com a certeza do fim da história do mundo.

 

b. Começando a reflexão por esta última leitura, o cristão confessa que toda a vida criada vem de Deus, como diremos no Credo: «Creio em só Deus, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis». Tudo vem de Deus e a Ele voltará: Ele que «há-de vir a julgar os vivos e os mortos».

Esta é uma notícia que nos liberta da dúvida imposta pela descrença imanentista e que condena a pessoa ao anonimato e ao pó dos séculos. A abertura à eternidade anda arredia na cultura moderna, lembrou o Papa na homilia em Lisboa em 2010, durante a Visita a Portugal. Contribui para isso a insistência escolar na afirmação da evolução contínua do mundo, prolongada indefinidamente. Embora não saibamos a data do fim do mundo, a palavra de Deus diz-nos que a história do mundo terá um termo, e, antes disso, cada um terá o seu encontro pessoal com o Senhor. Esse será o nosso acordar profundo para a luz, como diz o salmista: «os meus abrir-se-ão à luz». 

 

c. Esta certeza, porém, não nos deve afastar do compromisso no mundo. Pelo contrário, a fé cristã obriga a mais perfeito cumprimento desse compromisso (GS 43): os descrentes contentam-se em apelar para o julgamento que a história fará das suas vidas; o cristão sabe que tudo o que fizer na terra terá repercussão eterna (Evangelho).

O grande pecado de muitos cristãos é a preguiça, o não arriscar, ficando à espera que os outros façam. «Mau e preguiçoso», diz o Senhor a respeito desse comportamento: «Preguiçoso» porque não quis trabalhar, e «mau» porque rejeita a própria condição de criatura devolvendo enfadado a Deus os talentos recebidos!

Interrogue-se cada um de nós (homem e mulher, jovem e adulto) sobre o modo como está a desenvolver, no seu meio e na sua profissão, as capacidades pessoais.

 

Fala o Santo Padre

 

“O talento que Cristo nos concedeu multiplica-se quando é doado.”

 

Queridos irmãos e irmãs

 

A Palavra de Deus deste domingo o penúltimo do ano litúrgico convida-nos a ser vigilantes e empreendedores, à espera da volta do Senhor Jesus no fim dos tempos. A página evangélica narra a célebre parábola dos talentos, citada por São Mateus (cf. 25, 14-30). O "talento" era uma antiga moeda romana, de grande valor, e precisamente por causa da popularidade desta parábola tornou-se sinónimo de dote pessoal, que cada um é chamado a fazer frutificar. Na realidade, o texto fala de "um homem que, ao partir para uma viagem, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens" (Mt 25, 14). O homem da parábola representa o próprio Cristo, os servos são os discípulos e os talentos são os dons que Jesus lhes confia. Por isso tais dons, além das qualidades naturais, representam as riquezas que o Senhor Jesus nos deixou em herança, para que as fecundemos: a sua Palavra, depositada no Santo Evangelho; o Baptismo, que nos renova no Espírito Santo; a oração o "Pai-Nosso" que elevamos a Deus como filhos unidos no Filho; o seu perdão, que Ele ordenou de levar a todos; o sacramento do seu Corpo imolado e do seu Sangue derramado. Em síntese: o Reino de Deus, que é Ele mesmo, presente e vivo no meio de nós.

Este é o tesouro que Jesus confiou aos seus amigos, no final da sua breve existência terrena. A parábola hodierna insiste na atitude interior com que acolher e valorizar este dom. A atitude errada é a do receio: o servo que tem medo do seu senhor e teme o seu retorno, esconde a moeda debaixo da terra e ela não produz qualquer fruto. Isto acontece por exemplo com quem, tendo recebido o Baptismo, a Comunhão e a Crisma, depois enterra tais dons debaixo de uma camada de preconceitos, sob uma falsa imagem de Deus que paralisa a fé e as obras, a ponto de atraiçoar as expectativas do Senhor. Mas a parábola põe em maior evidência os bons frutos produzidos pelos discípulos que, felizes pelo dom recebido, não o conservaram escondido, com receio e inveja, mas fizeram-no frutificar, compartilhando-o, comunicando-o. Sim, o que Cristo nos concedeu multiplica-se quando é doado! É um tesouro feito para ser despendido, investido, compartilhado com todos, como nos ensina aquele grande administrador dos talentos de Jesus, que é o Apóstolo Paulo.

O ensinamento evangélico, que hoje a liturgia nos oferece, incidiu também no plano histórico-social, promovendo nas populações cristãs uma mentalidade activa e empreendedora. No entanto, a mensagem central diz respeito ao espírito de responsabilidade com que acolher o Reino de Deus: responsabilidade em relação a Deus e à humanidade. Encarna perfeitamente esta atitude do coração a Virgem Maria que, recebendo o mais precioso dos dons, o próprio Jesus, ofereceu-O ao mundo com imenso amor. A Ela peçamos-lhe que nos ajude a ser "servos bons e fiéis", para que possamos um dia participar "na alegria do nosso Senhor".

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 16 de Novembro de 2008

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Ao Senhor do Céu e da terra

que depositou em nós tantos talentos,

para que os façamos render

na nossa passagem pela vida presente,

apresentemos, por Jesus Cristo, as nossas petições.

Oremos, (cantando):

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

    para que, fazendo render os talentos

    que, pela vocação, o Senhor lhes confiou,

    ajudem os seus irmãos na Fé nos caminhos da salvação,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

2.  Por todas as mães de família:

    para que, na sua dedicação ao lar,

    encontrem a compreensão, a ajudo e o carinho

    de que têm necessidade,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

3.  Por todos quantos, prisioneiros do pecado,

    perderam o sentido da sua vida na terra:

    para que o Senhor os faça reencontrar o caminho

    e os fortaleça nas suas debilidades,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

4.  Pelos jovens do mundo inteiro:

    para que, no seu entusiasmo juvenil,

    não malbaratem as qualidades recebidas,

    mas saibam usá-las na construção dum mundo novo,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

5.  Por todos os que hoje vão prestar contas,

    no tribunal de Deus, pela sua vida na terra:

    para que alcancem do Senhor a misericórdia

    e recebam corno prémio a bem-aventurança eterna,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

6.  Por todos os fiéis defuntos

    que no Purgatório se purificam das suas manchas:

    para que, por mediação de Nossa Senhora,

    entrem quanto antes na glória do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Dai-nos, Senhor, a graça da generosidade!

 

Senhor que nos chamastes à vida presente,

como tempo de prova e preparação para a eternidade:

ajudai-nos a viver responsavelmente cá na terra,

para convosco sermos felizes eternamente no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor, nós Vos oferecemos, B. Salgado, NRMS (II)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, que os dons oferecidos para glória do vosso nome nos obtenham a graça de Vos servirmos fielmente e nos alcancem a posse da felicidade eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

A Santíssima Eucaristia é mais um talento de valor infinito que o Senhor põe à nossa disposição. Um dia daremos contas das possibilidades que tivemos de comungar e das vezes que comungámos. Procuremos receber a Sagrada Comunhão sempre que pudermos, e com as devidas disposições.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Salmo 72, 28

Antífona da comunhão: A minha alegria é estar junto de Deus, buscar no Senhor o meu refúgio.

 

Ou

Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao senhor, louvai, J. Santos, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Depois de recebermos estes dons sagrados, humildemente Vos pedimos, Senhor: o sacramento que o vosso Filho nos mandou celebrar em sua memória aumente sempre a nossa caridade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Participámos nesta Santa Missa como convidados do Senhor. Vamos agora para a nossa vida com luzes mais claras sobre o sentido da nossa passagem na terra, e com um maior sentido de responsabilidade sobre a vida presente. Procuremos valorizar o tempo que passa, lembrados de que ele é o preço da nossa eternidade.

 

Cântico final: Com a benção do Pai, J. Santos, NRMS 38

 

 

Homilias Feriais

 

33ª SEMANA

 

2ª Feira, 14-XI: A sedução do paganismo.

1 Mac 1, 10-15. 41-43. 54-57. 62-64 / Lc 18, 35-43

Vamos fazer uma aliança com as nações pagãs… pois, desde que nos separámos delas, nos sucederam muitas desgraças.

Há infelizmente muitas pessoas que se deixam seduzir pelos modos de vida pagãos (Leit.). Acham que assim são mais felizes, obtêm maiores benefícios. E pensam que a Igreja também se deveria adaptar a muitos modos de vida mais fáceis.

Em vez de fazermos uma aliança com o paganismo, deveríamos manter a nossa Aliança com Deus, que entregou a sua vida para nos salvar. Peçamos pois a Deus, como o cego de Jericó: «Que veja, Senhor» (Ev.). E, assim, poderemos ouvir de Jesus: Pois vê, que a tua fé te salvou» (Ev.).

 

3ª Feira, 15-XI: Quero aproximar-me de Jesus?

2 Mac 6, 18-31 / Lc 19, 1-10

Zaqueu esforçou-se por ver quem era Jesus mas, devido à multidão, não podia vê-lo, por ser ele próprio de pequena estatura.

Zaqueu tinha uma grande vontade de ver Jesus (Ev.). Eleazar preferiu o martírio para poder unir-se a Deus na eternidade (Leit.).

«Quero ver Jesus? Faço todos os possíveis para poder vê-lo? Este problema, passados dois mil anos, é tão actual como outrora. E é actual para cada um pessoalmente: quero verdadeiramente contemplá-lo ou evitar o contacto com Ele? Prefiro não vê-lo ou que Ele não me veja? Prefiro vê-lo ao longe, não me aproximando muito, para não ter que aceitar toda a verdade que há n’Ele?» (B. João Paulo II).

 

4ª Feira, 16-XI: Coerência e transformação da sociedade.

2 Mac 7, 1. 20-31 / Lc 19, 11-28

A tua mina rendeu mais dez minas. Ele respondeu-lhe: Muito bem, excelente servidor. Por que foste fiel em muito pouco, receberás o governo de dez cidades.

Para alcançarmos a vida eterna precisamos fazer render os talentos que o Senhor nos entregou (Ev.) e sermos fiéis: «Obedeço ao que manda a Lei» (Leit.).

Um dos talentos é o esforço por transformar a sociedade: «A vocação do homem para a vida eterna não suprime, antes reforça, o seu dever de aplicar as energias e os meios recebidos do Criador ao serviço da justiça e da paz neste mundo» (CIC, 2820). Quanto à fidelidade: «É fácil ser coerente um dia ou alguns dias. Só pode chamar-se fidelidade a uma coerência que dura toda a vida» (B. João Paulo II).

 

5ª Feira, 17-XI: Apostasia e fidelidade.

1 Mac 2, 15-29 / Lc 19, 41-44

Quando Jesus se aproximou de Jerusalém chorou à vista dela, e disse: Se tu também soubesses, hoje ao menos, os meios de alcançar a paz!

«Jesus recorda o martírio dos profetas que tinham sido entregues à morte em Jerusalém. Quando já avista Jerusalém, chora sobre ela, e exprime uma vez mais o desejo do seu coração: ‘Se neste dia, tu também tivesses conhecido o que te pode trazer a paz!’ (Ev.)» (CIC, 558). A dor de Jesus é uma consequência da falta de correspondência de tantos habitantes daquela cidade.

Na modesta cidade de Modin (Leit.) muitos estavam para apostatar. O exemplo de Matatias arrasta esses muitos a manterem-se fiéis à Aliança. Se formos fiéis, com o nosso testemunho, atrairemos muitas bênçãos de Deus para a nossa cidade.

 

6ª Feira, 18-XI: Dedicação das Basílicas S. Pedro e S. Paulo.

Act 28, 11-16, 30-31 / Mt 14, 22-23

O barco já se afastara da terra muitos estádios e era açoitado pelas ondas, por o vento ser contrário.

Celebramos o aniversário da Dedicação das Basílicas de S. Pedro e S. Paulo. É uma boa oportunidade para recordarmos a actuação de ambos.

Em primeiro lugar as tempestades que se abatem sobre o barco (Ev.), que representa a Igreja: «A igreja avança na sua peregrinação por entre as perseguições do mundo e das consolações de Deus» (CIC, 769). S. Pedro e seus sucessores terão que apoiar-se sempre em Deus para vencer as tempestades. Depois, a expansão da Igreja, que há-de seguir o exemplo de S. Paulo: «Pregava o reino de Deus, com todo o desassombro e sem impedimento» (Leit.).

 

Sábado, 19-XI: A ressurreição da carne.

1 Mac 6, 1-13 / Lc 20, 27-40

Por fim, morreu também a mulher. Então de qual destes será ela esposa na ressurreição?

Os saduceus expuseram este caso ao Senhor. E Jesus resolve-o, reafirmando a ressurreição e as propriedades dos corpos ressuscitados: «Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição. Jesus ensina-a frequentemente. E, aos saduceus, que a negavam, responde… A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que ‘não é um Deus de mortos, mas de vivos’ (Ev.)» (CIC, 993).

Tudo o que realizamos neste mundo deve ser feito com o olhar posto na vida eterna. Se nos enganamos, como o rei Antíoco, há sempre uma oportunidade de arrependimento: «Mas agora me lembro do mal que fiz…» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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